Eleitoralismo? Naaaaaa, isso é velhaca maledicência

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Em declarações ao Expresso, António Costa comprometeu-se com aumentos salariais na função pública e investimento no SNS. A quatro meses das Legislativas, e com os olhos postos numa improvável maioria absoluta, Costa pisca o olho a uma fatia significativa do eleitorado e poderá muito bem cumprir a sua promessa, até porque tem recursos para o fazer. Se correr mal, cativa-se tudo e não se fala mais nisso.

Comments

  1. Paulo Marques says:

    Será que perguntou à sua favorita para a comissão se podia?


  2. Se António Costa estivesse interessado nas eleições e na maioria absoluta não dava o primeiro dia de aulas para os pais do público irem à escola. Há muitos milhões de pais eleitores que trabalham no privado que não vou gostar de ser descriminados, tal como já foram descriminados na questão do salário mínimo, e tal como todos os trabalhadores do privado são descriminados a trabalhar mais um mês e meio por ano, só na redução de horário que os senhores do público tiveram.
    Claramente Costa não está interessado em ter maioria absoluta. Nem a terá.


    • Um pequeno mas grande reparo:

      “Há muitos milhões de pais eleitores que trabalham no privado que não vou gostar de ser descriminados”

      1- como funcionário público, professor e encarregado de educação, nunca tive direito a dispensa de serviço para levar os meus filhos à escola no 1º dia de aulas, para reuniões em que era convocado ou para projectos de fim de ano lectivo nos quais os meus filhos participavam.

      2- Se o fizesse, como fiz, tinha de o fazer ao abrigo do artigo 102, ou seja, faltas a descontarem nas férias e nos subsídios de refeição.

      3- A minha esposa, trabalhadora do privado, poderia pedir ao superior hierárquico tais dispensas que eram dadas mediante comprovativo da escola em relação a dias e horas para o efeito.

    • João says:

      já respondi a este comentário, mas desapareceu.

      “Há muitos milhões de pais eleitores que trabalham no privado que não vou gostar de ser descriminados”

      Isto não é factual.

  3. Rui Naldinho says:

    Depois de episódio da devolução da sobretaxa do IRS, em 2015, ainda no governo anterior, de Passos Coelho, Maria Luís Albuquerque e Paulo Portas, só mesmo um néscio pode acreditar nesse tipo de promessas.
    Que eles todos, sem excepção, são eleitoralistas, não tenho dúvidas. Mas que haja gente em número significativo que ainda acredite nessas promessas, de ânimo leve, já me parece excessivo.
    Até porque, qualquer pessoa que seja pragmática e tente raciocinar fora das paixões políticas, sabe muito bem que se o PS tiver uma maioria relativa, curta, “poucochinha”, terá sempre de se coligar obrigatoriamente à esquerda, não vá ser engolido pelo PSD, caso se coligue com estes, que tem o aparelho económico e a CS na mão. No espaço de meia dúzia de meses, tínhamos umas eleições antecipadas, patrocinaras por Dom Marcelo, Bispo da TVI, de além Mar e África. E logo agora que foi entronizado como o Rei do Amor.


  4. Comentadores papagaios… Faltou dizer “poucochinho”.

    • Paulo Marques says:

      Tendo em conta que a personagem queria eternizar PPPs na SS e no SNS, só acredita quem quer.

  5. Julio Rolo Santos says:

    Promessas eleitorais é o que todos fazem, uns cumprem e outros passam ao lado. Porquê o espanto?

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