Descobriu a pólvora

É certo que Adolfo Mesquita Nunes ainda era um catraio nos tempos áureos da formação profissional do Fundo Social Europeu, do FUNDETEC e dos cursos profissionais dos anos 80 e 90. Muita gente fez rios de dinheiro nestes tempos a formar pessoas cuja profissão era serem formandos. Governos, CEE/UE, formadores e formandos, todos ganharam alguma coisa, em dimensões diferentes. Excepto o país, que mais uma vez viu o ouro do Brasil ir para catedrais.

Mas é contemporâneo do grandioso tecno-formador de pessoal para aeródromos e heliportos municipais da região Centro e que conduziu os destinos do último governo, do qual, por acaso, o próprio até fez parte, sem que se haja memória de ter constatado a existência da pólvora nessa altura, nem quando foi arquivado o processo onde, segundo o OLAF, “foram cometidas graves irregularidades, ou mesmo fraudes, na gestão dos fundos europeus” atribuídos entre 2000 e 2013 aos projetos da Tecnoforma, o que tem a sua graça quando nada se ouviu da direita que agora elegeu a corrupção como bandeira, mas só quanto à corrupção má, a vinda das hostes socialistas.

O que se tem feito relativamente aos dinheiros vindos da “CEE” e destinados à formação profissional nos últimos 40 quarenta anos é mais um exemplo de corrupção, tanto daquela enquadrada pela lei, como da corrupção moral, aqui anteriormente abordada.

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Comments

  1. Dragartomaspouco says:

    É bom não esquecer o falecido “corticeiro”, que foi o primeiro a ser apanhada no anos 80, mas a quem não aconteceu nada.
    O dinheirinho nessa altura dava muito jeito para ajudar o “gangster do viagra”. Se fosse agora já não adiantava nada, o gang do patrão do “madureira” está em desagregação completa.

  2. Julio Rolo Santos says:

    O Fundo Social Europeu de pouco serviu as suas finalidades porque foram os abutres do costume que se apropriaram da maioria das verbas para proveito próprio e dos seus familiares. Alguns desses abutres foram denunciados e tiveram que devolver algum do dinheiro desviado, outros, continuam incólumes.

  3. JgMenos says:

    A formação profissional reduz o desemprego e foi um dos canais de entrada de dinheiro com menor participação do Estado.

    Colocados estes termos no ambiente abrilesco, é naturalmente de boa política maximizar a função, E assim se fez por largo tempo.
    Falar desse passado de desbunda de Fundos tem interesse nenhum. Chafurdar nele envolve de sindicatos a empresas, de consultores a funcionários que são hoje ministros ou perto disso.

    O que fazer agora é a questão.
    QUALIFICA é a resposta?
    Formação DUAL continua a horrorizar os funcionários da burocracia instalada?

    • j. manuel cordeiro says:

      Que vê comunas em cada esquina acaba por ganhar palas para a realidade.

      A “formação profissional” foi a moeda de troca para se fecharem sectores da indústria, agricultura e pescas. Os alemães e franceses pagaram para ter mercados de dimensão europeia para os seus produtos. Os governos do Cavaco e do Guterres, sortudo o primeiro, ganharam eleições à conta do regabofe. E muita gente amealhou para a entrada do carro alemão.

      Pelo contrário, tem todo o interesse lembrar o passado. É garantido que que o esquece não aprende.

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