Declaração de voto

Decidi votar na Iniciativa Liberal, porque gostaria de ver mais partidos representados no parlamento. Não me revejo na actual Constituição da república portuguesa, não acredito no sistema político, mas é o que temos, não acredito que algo vá mudar nos próximos tempos, porque há demasiados interesses instalados a viverem à sombra do Estado. De empresários a subsidio-dependentes, passando por uma intocável casta de funcionários e políticos, são milhões à sombra do Estado, que se financia à custa do verdadeiro investimento e iniciativa empresarial, ou dos rendimentos do trabalho.
Mas seria bom agitar as águas, deixarmos de estar limitados aos actuais partidos com assento parlamentar, a eleição de deputados permitirá aos partidos que o conseguirem, alcançar uma visibilidade nos media, que de outra forma não conseguirão alcançar. Escolhi a Iniciativa Liberal, porque há muito que não me revejo no CDS/PP ou PPD/PSD, partidos em que votei no passado, mas que não merecem o esforço de percorrer os cerca de 200 metros a pé que distam a minha casa da assembleia de voto e muito menos que coloque a chave na ignição do automóvel e gaste uns cêntimos para ajudar a eleger um deputado para mim inútil. Para lá da minha opção pessoal, faço votos para que além da Iniciativa Liberal, também Aliança, Chega, Livre e MRPP o consigam. Mesmo que esteja nos antípodas de alguns, a pulverização de novos partidos na AR representaria um terramoto para toda a classe política, à esquerda e à direita. Precisamente o que o país precisa. Votar útil não é seguramente manter o actual clube fechado…

Comments

  1. antero seguro says:

    Os seus argumentos demonstram que não pertence a este mundo. Com que então a culpa da crise é afinal da Constituição da República e o sistema politico está de facto degradado talvez pelo facto de haver lunáticos a mais, como o Senhor que afinal vai votar nuns salazarentos recauchetados em liberais que não são mais do que fascistas envergonhados.

    • António de Almeida says:

      A IL tem sido acusada por boa parte da direita (simpatizantes do Chega, por ex, mas também alguns do CDS e PSD) de ser esquerda disfarçada. Quando fala em salazarentos, deve estar algo confuso…
      Também leu mal o que escrevi, afirmei que não me revejo na Constituição ou no sistema político, mas não escrevi que a culpa reside aí. Que há demasiados interesses instalados, é um facto e que no meu tempo de vida nada irá mudar, é uma forte probabilidade… Mas gostaria que pelo menos as águas ficassem agitadas com a entrada de vários novos partidos no parlamento.

      • E o burro sou eu ? says:

        O Sr Antonio de Almeida não engana ninguém, pelo menos neste forum, mas chamar-lhe salazarento é um pouco exagerado.
        O botas nunca foi liberal embora convivesse bem com eles e com os monárquicos, que até tinham direito a ter uma organização politica, chamada “Causa Monárquica” https://pt.wikipedia.org/wiki/Causa_Mon%C3%A1rquica,
        A ala “liberal” do Marcelismo, deu origem depois do 25 de Abril ao PPD, versão democrática do partido de Marcelo Caetano depois de alguma recauchutagem.-
        O IL é mais do mesmo

        • António de Almeida says:

          Também não sou monárquico. Não me dou ao trabalho de votar para o cargo de presidente da república, porque não me dou ao trabalho de eleger o “papagaio-mor do reino”, ou rainha corta-fitas…
          Por princípio, gosto que as pessoas vejam o CV escrutinado quando se candidatam a cargos, quer sejam de eleição ou nomeação. A origem dos óvulos e esperma não me parece relevante para escolher o nomeado para qualquer cargo…

          • anticarneiros says:

            A informação do partido em que vota é completamente redundante e informação redundante é propaganda.
            Mas comece a juntar dinheiro para oferecer uma trotinete ao partido Liberal.

      • POIS! says:

        Ah! Pois!

        Então o objetivo é “agitar as águas”. Pelos vistos a piscina já não lhe chega. Mas pode ao tentar acelerar o “jacuzzi”. Talvez resulte.

  2. Paulo Marques says:

    É, de facto, o partido correcto para quem usa o carro para se deslocar 200 metros. É o partido mais apropriado por quem já tem o seu e quer fazer o que quiser sem se importar com as consequências para os outros.

    • António de Almeida says:

      Costuma ter comentários mais assertivos, ma desta vez falhou, ou leu mal, ou está a ser desonesto intelectualmente para com o que escrevi (de si, espero mais):
      Afirmei que ajudar a eleger um deputado do PSD ou CDS não valem o esforço de 200 mts a pé, ou cêntimos que uma eventual ida de carro implicaria. Não escrevi em parte alguma que faço percursos de carro de 200 mts. (Faço-o sem problema, mas em circunstâncias excepcionais).
      É o partido indicado para eu votar, como outros partidos serão indicados para outras pessoas. É a democracia a funcionar…

      • Paulo Marques says:

        Tem razão. Pensar em andar 200 metros de carro numa situação banal trocou-me as voltas.
        Mas de resto… É mesmo isso que é o liberalismo, é fazer de conta que as condições iniciais e as portas abertas são iguais para todos e só se falha por fracasso próprio. E que, mesmo que fosse verdade, não há recursos para mais.

        • António de Almeida says:

          A única igualdade que considero legítima, é a de oportunidades. Era o que faltava que um aluno que não se aplica, tenha a mesma nota que um esforçado. Era o que o faltava que um trabalhador esforçado receba igual salário ao que não se esforça. Porque razão haveríamos todos de ter a mesma qualidade de vida, quando não nos esforçámos o suficiente? A começar por mim, que por responsabilidade própria não alcancei determinados objectivos, mas jamais invejo seja quem for, muito menos o que outros têm ou alcançam…
          Acredito no mérito.

          • Carlos Almeida says:

            Sr António Almeida

            “A única igualdade que considero legítima, é a de oportunidades. ”
            A igualdade de oportunidades é uma falácia, porque toda a gente sabe que é muito mais difícil a o filho de um pobre conseguir atingir os objectivos do que o filho de um rico.
            Toda a gente concorda que se deve dar o mérito a quem trabalha mais.
            Não é disso que estamos a falar e o Sr António Almeida sabe isso perfeitamente e conhece de certo os caso em que gente sem algum mérito ascende a lugares porque o seu estatuto social assim o favorece..
            O caso mais gritante era a Universidade de Coimbra antes de 25 de Abril e mesmo muito depois

          • Paulo Marques says:

            Eu não falei na mesma qualidade de vida. Nem o mais radical popular, Sanders, fala igual qualidade de vida. Igualmente para o resto.
            não é questão de terem todos o mesmo, embora a desigualdade seja usada como ranking por ser de simples interpretação. É uma questão de perceber que há recursos para todos se não insistimos em desperdiçar grandes franjas da população só porque não dão lucro a alguém. E os preguiçosos são uma parte muito pequena desses… já dos herdeiros ricos, tenho dúvidas.

        • Carlos Almeida says:

          Paulo Marques

          ” É mesmo isso que é o liberalismo, é fazer de conta que as condições iniciais e as portas abertas são iguais para todos e só se falha por fracasso próprio”

          Exactamente e bem definido o chamado liberalismo.

          O liberalismo de há 200 anos, com Guerra Junqueira e outros, iam no sentido da Historia, estes neo liberais estão no contra corrente da Historia. O que eles querem na pratica voltar, é para aquilo contra o que Guerra Junqueiro e os liberais de 1820 lutaram, o poder absoluto, mas neste caso o poder absoluto do capital.

    • JgMenos says:

      A choradeira do Marques…


  3. Ah! ah! ah! ah!.. Ó senhor, você perdeu o norte!… Está caminhando para o sul convencido que caminha para norte!… Não, talvez não seja bem isso… o senhor entrou numa autoestrada em sentido contrário e está achando que tudo o mundo está louco!… são todos os outros que vão em sentido contrário e o único que conduz no sentido certo é o senhor!… Veja lá, tenha cuidado!… corre sérios riscos de ser abalroado por um louco que afinal vai no sentido certo!…
    Já agora, falemos então na intocável casta do funcionário público que vive à custa do Estado…
    Como é que é possível que a sua retardada mente, permaneça no ponto em que Passos Coelho o deixou!… Isto é, no centro de uma guerrilha fomentada pelo dito cujo, em que o privado ataca o público que não serve para nada, em que o jovem ataca o “peste grisalha” que com as suas “chorudas” reformas lhe rouba o futuro, em que o empregado sortudo ataca o mandrião desempregado que só quer subsídio, (como se um pai ou uma mãe tivessem um prazer enorme de ver os filhos desmaiados na escola, por não terem pão para lhe por na mesa ao pequeno almoço, ou ainda o grande prazer de entrar na fila dos que aguardam a caridade de uma sopa dos pobres), em que os que partem para a emigração atacam os piegas que não saem da sua zona de conforto…
    Francamente senhor António!… veja lá se o seu cérebro consegue actualizar os neurónios que por ventura ainda estejam ligados!… É que essa guerrilha foi há quatro anos!… já passou. Pàfffff!… foi-se!…
    Fui funcionária pública mais de 40 anos. Iniciei funções em 1970, o que quer dizer, ainda no tempo do Estado Novo.
    Durante esses mais de 40 anos de serviço, quando os prazos inadiáveis a cumprir apertava, dei ao Estado, por conseguinte ao bem público, incontatáveis horas extas sem qualquer remuneração ou compensação em tempo, para que o senhor ou qualquer outro cidadão que recorresse aos meus serviços, fosse devidamente atendido… Durante mais de 40 anos entreguei ao Estado uma boa parte do meu vencimento, no pressuposto de ser o Estado uma pessoa de bem, que respeitaria o contrato que comigo assinou no acto de posse. Isto é, para que com os meu descontos me fosse assegurada a devida reforma, quando atingisse o tempo que a ela me daria direito. Veio Passos Coelho, esteve-se nas tintas para o contrato, cortou e levou dela tudo quanto quis. Se já era magra, ficou minúscula… E vem agora o senhor por em causa o meu trabalho!…
    O Estado não me deu nada… rigorosamente nada!… O Estado comprou o meu trabalho, o trabalho que eu lhe vendi. Exactamente o que faz um patrão privado que compra o trabalho que os seus empregados lhe vendem…
    Foi a mim que o Estado roubou, não fui eu que roubei o Estado…
    Percebe, ou a sua mente retrógrada e já com uma boa carga de neurónios desligados, não lhe permitem entender?…
    Ao menos, veja lá se consegue um pouco de respeito pelo trabalho dos outros e não faça figura de ridículo

    • Democrata_Cristão says:

      Não se percebe nada, mas é capaz de ter razão.
      A quem se dirigia, já agora. ?
      Minimamente !


      • Senhor Democrata_Cristão

        O seu comentário: «Não se percebe nada, mas é capaz de ter razão.
        A quem se dirigia, já agora. ?
        Minimamente !»

        É-me dirigido a mim?. Sendo escrito por si logo abaixo do meu comentário, com o devido espaçamento avançado, dá a entender que é a mim que se dirige. Se é, peço-lhe simplesmente que o leia de fio a pavio e verá claramente a quem me dirijo. Se mesmo assim não perceber nada, será um problema seu porque no texto eu fui bem clara. Não estará a precisar de umas aulas de interpretação de textos? Ou não entende bem o português?…

        • Democrata_Cristão says:

          Boa tarde Maria

          Escreve e muito bem que “É-me dirigido a mim?. Sendo escrito por si logo abaixo do meu comentário, com o devido espaçamento avançado, dá a entender que é a mim que se dirige.”

          O problema é que o seu comentário ao Sr Antonio Almeida, não apareceu logo abaixo do post dele e só mais tarde me apercebi que se lhe estava a dirigir, mas o lapso ja tinha ocorrido, de que lhe peço desculpa

          Se no seu post de resposta ao Sr Antonio Almeida, tivesse colocado logo em cima a quem se dirigia, como fez quando me respondeu, tinha evitado maus entendidos.


          • Democrata_Cristão

            Sim foi uma falha minha não ter posto no princípio de meu texto, o nome da pessoa a quem me dirigia. No entanto, a meio do texto citei o seu nome.
            Assunto esclarecido

    • António de Almeida says:

      Cara Maria,
      1 – Nunca votei em Passos Coelho, é um dos que à partida já sabia que não valeria o trabalho de ir votar.
      2 – Obviamente que existem funcionários públicos necessários ao funcionamento do Estado. Por mínimo que o Estado fosse e não é, seriam sempre necessários alguns.
      3 – Nunca desrespeitei trabalhadores, sejam públicos ou privados. Não tenho grande apreço por sindicatos, ainda menos por sindicalistas profissionais, mas respeito os trabalhadores. Toda a minha vida tenho sido um…
      4 – Contratos cumprem-se. Infelizmente o Estado dá-se ao luxo de rasgar contratos quando bem entende, ou alterar termos à sua conveniência. É uma das razões porque prefiro um Estado mínimo e Tribunais fortes. (Os trabalhadores dos Tribunais são funcionários públicos, não o esqueci.)
      5 – Todos nós, funcionários públicos ou privados, cidadãos honestos, foram ou são roubados, esbulhados pelo Estado.

      • abaixoapadralhada says:

        “1 – Nunca votei em Passos Coelho, é um dos que à partida já sabia que não valeria o trabalho de ir votar.”

        Pois não. Infelizmente o Marcelo Caetano já não estava no poder


        • Senhor António Almeida.
          em nada do que me disse agora, eu contestaria, como não contestarei jamais o seu direito de votar em quem muito bem entende, porque eu faço o mesmo.
          Mas analise bem a frase que é parte integrante do sua declaração de voto:
          «porque há demasiados interesses instalados a viverem à sombra do Estado. De empresários a subsidio-dependentes, que se financia à custa do verdadeiro investimento e iniciativa empresarial, PASSANDO POR UMA INTICÁVEL CASTA DE FUNCIOÁRIOS e políticos, são milhões à sombra do Estado» (as maiúsculas são minhas.
          Diz agora que «Nunca desrespeitei trabalhadores, sejam públicos ou privados»…
          Porém meteu no mesmo saco, funcionários públicos, políticos, empresários subsídio-dependentes que vivem à custa do Estado. Isto é, o funcionário público, vive à custa do Estado sem precisar de trabalhar, tal qual o subsídio-dependente e os empresários que se financiam no Estado. Se isto não é falta de respeito, para com aqueles a quem o Estado compra o seu trabalho, como o patrão privado compra o trabalho dos seus trabalhadores, então o que é?… uns pirocozinhos com que faz o favor de os mimar… é isso?.
          Eu não sei, nem quero saber, nem tenho no direito de saber se o senhor trabalha ou não trabalha, e se trabalha, se é no privado ou no público. Não conheço seu trabalho nem a sua forma de viver. Não me assiste o direito de o julgar como alguém que vive à sombra do Estado ou de quem quer que seja.
          É exactamente este o respeito que de si esperam os funcionários públicos. Por isso, antes de falar do que não conhece, pondere bem as palavras para, não insultar quem quer que seja.

      • Paulo Marques says:

        ” (Os trabalhadores dos Tribunais são funcionários públicos, não o esqueci.)”
        Os trabalhadores dos tribunais, os trabalhadores da polícia e das prisões para que o que dizem seja cumprido, os trabalhadores dos transportes e das estradas para que tenham acesso, os trabalhadores que mantêm os edifícios, os trabalhadores que fazem com que o dinheiro lhes chegue, os trabalhadores que os educam sem desistir de ninguém, os trabalhadores que impedem que adoeçam, e por aí adiante é o estado que paga. Com sorte, directamente e sem intermediários, que é quando sai mais barato.

    • JgMenos says:

      Veio Passos Coelho…
      Quando o Sócrates te mexeu na pensão não deste por ela…estavas a fazer horas extras!

      • Maria says:

        Jgmenos
        Já cá faltava a cassete!… Irra que falta de criatividade para o comentário!…
        O que vou dizer-lhe já o disse outras vezes, mas como diz o povo: “amor com amor se paga”. Eu faço uma pequena alteração ao adágio e digo, cassete com cassete se paga:
        Já lá vão mais de 45 anos que o 25 de Abril aconteceu. De então para cá, ora o PS, ora o PSD, ora PSD mais CDS, ora o PS mais o CDS com uma AD de permeio, repartiram entre si o poder da governação…. Muitos deles (de todos os partidos) entraram com uma mala de cartão vazia e saíram com malas à prova de bala e bem recheadas. Governaram-se muito mais do que governaram. Todos “sem excepção”, têm culpas no cartório, do estado a que o Estado chegou
        Atribuir culpas exclusivas aos governos de Sócrates ou do PS, é faltar à verdade, é tapar o sol com a peneira, é “cobardia” (e aqui está mais um atributo vosso:-cobardia) de quem não tem a coragem de assumir as suas culpas. Um pouco mais de verdade, ficava-lhes bem e recomenda-se

      • Maria says:

        Jgmenos

        QUISERAM-NOS POBRES, FIZERAM-NOS POBRES E POBRES NOS TÊM.

        (26 de Outubro, 2011) – Numa conferência promovida pelo Diário Económico, em Lisboa:
        «Primeiro-ministro (Passos Coelho) defende o empobrecimento de Portugal “em termos relativos e em termos absolutos até” como única forma de sair da crise. E diz que optou pelo corte dos subsídios de férias e de Natal dos funcionários públicos e pensionistas». (Obviamente não só.. também nos vencimentos e pensões e no investimento do sector público para favorecer o privado).
        DNotícias 2011- Passos Coelho apresentou as linhas mestras do programa eleitoral do PSD num hotel em Lisboa.
        «Este programa (do PSD) está muito além do memorando” da ‘troika’, afirmou Passos Coelho – era a sua convicção logo na apresentação do seu programa eleitoral.»

        — Ora, Isto prova que Passos Coelho agiu mais por convicção que por exigência da Troika.
        O RESULTADO FOI O SEGUINTE:

        dados de 2011 a 2015:

        2013 – INE a taxa de pobreza aumentou de 17,9% para 19,5%. Este valor reconduz-nos aos níveis de pobreza registados no início do século.

        Desemprego: Portugal passará dos 17,6% registados em Maio para 18,5% no final de 2014. Um valor que lhe confere a terceira mais alta, dos países que compõem a Organização…

        “Emigração portuguesa manteve em 2015 o pico atingido em 2013. O nível das 110 mil saídas mantém-se desde 2013”.
        Significa que 110 mil, não contaram para os cálculos da taxa de desemprego. Se contassem aumentariam a taxa de 18.5% para cerca de 20%…

        (2015) -Segundo o NEWS, mais de 6.100 empresas apresentaram insolvência este ano, mais 10,8% que em 2014
        — famílias representam mais de 60% das falências
        — Os processos de falência que dão entrada nos tribunais estão a aumentar a olhos vistos e atingem

        Se é disto que tem saudades, das duas uma: ou teve o privilégio de ser poupado aos cortes, ou é masoquista

        • JgMenos says:

          O problema não é haver ladrões, é haver organizações criminosas; e quem se mete com elas ‘…Leva’.

          2013 – taxa de pobreza aumentou de 17,9% para 19,5%. Mais. 1,6% C’um caraças!!!
          Desemprego: dos 17,6% registados em Maio para 18,5% no final de 2014. Mais 0,9%. C’um caraças!!!!
          “Emigração portuguesa. 110 mil saídas mantém-se desde 2013”. Será estrutural? Cruzes canhoto!!!!
          (2015) – falências…, mais 10,8% que em 2014. Limpeza claramente insuficiente!!!

          Para grande desastre não são grandes números.

          E se quem consome menos empobrece, como se deixa de endividar se consumir o mesmo?
          Crescendo o rendimento, dirá o chico-esperto que faz de conta que não viu os juros cair de mais de 6% em resultado, não só, mas também da austeridade da troika.

          Maria, quanta treta!


          • Jgmenos

            Já cantava a “Maria Papoila”: «Diz que a sorte é das pessoas, sempre ouvi
            Vem do nome que elas têm,
            coisas más ou coisas boas, vem daí
            Que “consigo” calha bem»
            O senhor é na verdade de compreensão menor!… 😂

            O que é que eu tenho a ver com os profissionais do alto gamanço???
            E porque raio estou eu a pagar os seus gamanços???

            Eu nunca vivi acima das minha possibilidades. Sou uma analfabeta da economia, mas sempre soube que a despesa não poderia ser superior à receita. Se os profissionais do alto gamanço viveram, não teria de ser eu a pagar as suas estravagâncias… Aprendi desde o berço a viver com o fruto do meu trabalho, não devo rigorosamente nada aos Estado nem a ninguém, e ainda assim levei um brutal rombo na já magra reforma que me é devida depois de mais de 40 anos de entrega ao Estado de uma boa parte do meu vencimento, no pressuposto de ser o Estado uma pessoa de bem, que respeitaria o contrato que comigo assinou no acto de posse. Passos esteve-se nas tintas para o contrato e levou quanto quis.
            Se na sua mesada os cortes não pesaram, na minha pesaram e muito.

            Sabe qual é o principal problema da direita? – É a cobardia, de não assumir as suas próprias responsabilidades e atirá-las sempre para cima dos outros…

          • Paulo Marques says:

            Mais 160000 pobres? Coisa pouca, senhores. 18.5% de desemprego activo? Ó gente, desistam para a estatística ficar mais bonita. Falências? Venham mais clientes estrangeiros para lhes lavar o dinheiro.
            O típico auto-colonizado.

      • Maria says:

        Jgmenos

        E para que não restem dúvidas sobre a vinda da Troika e dando o seu a seu dono, aí vai um recurso especialmente para si:

        OBSERVADOR, 14/9/2015 – «O PSD é directamente responsável pela “vinda da troika” (…). As cinco cartas [de Eduardo Catroga ao Governo de José Sócrates] são hoje cinco provas escritas e irrefutáveis da participação activa do PSD no processo negocial.»
        LUSA, Maio de 2011- «Numa declaração aos jornalistas, em nome do PSD, na sede nacional dos sociais-democratas, em Lisboa, Eduardo Catroga considerou que a revisão da trajectória do défice foi uma “grande vitória” dos sociais-democratas. E congratulou-se também com o facto de o programa de ajuda externa a Portugal não afectar as “pensões de sobrevivência e de invalidez »

        Afinal, contra o que ficou acordado com a troika, cortou-se em tudo o que era reforma… onde o corte não foi directo, foi indirecto, através de impostos

        • JgMenos says:

          Acabar com a governança corrupta era uma emergência nacional.
          E em final o PS assinou ou não? Era governo, ou não? O Sócrates é um trafulha, ou não?

          Ai que confusão, Maria!!!

          • anticarneiros says:

            Menos, esqueceste-te do Dias Loureiro, do que matou a velha, do bandido de Oeiras e muitos outros.
            Isso é amnésia ou conveniência ?

            Já agora, poderias adiantar sobre o Socrates vigarista, que a formação do traste foi feita no Alto Douro ,nos Jotinhas Laranjas


          • JgMenos

            E você a dar-lhe!…
            O que eu tenho a ver com Sócrates é exactamente o mesmo que tenho a ver com Vara, com Manuel Pinho, com Duarte Lima, com Portas e os seus submarinos, com Marilu e os seus SWAPPs, com as fugas aos impostos de Passos Coelho e de Relvas… ou com tantos outros profissionais do gamanço?…
            Porque é que em vez de se debater o tema em questão, tanto gostam de atirar à cara de que pensa diferente, com quem nada temos a ver?… não participamos no roubo, não beneficiámos nada do produto roubado, não são nossos familiares!….
            Eu só me interrogo: porque raio tenho eu de pagar os seus gamanços, se eu apenas vivo com aquilo que é meu???
            Repito para ver se entende: Não devo rigorosamente nada ao Estado nem a ninguém… não roubei o Estado, foi o Estado que me roubou e rouba a mim. Peçam contas aos ladrões, não aos inocentes anónimos

          • Paulo Marques says:

            Era… para pôr lá profissionais como Relvas, Portas e Marilú, para pôr as pessoas certas a ficar com o dinheiro, as que te empregam.


      • Jgmenos

        Para sua total informação, Sócrates não me cortou a reforma pela simples razão de que durante os seus governos eu ainda estava no activo. Passei à reforma em Outubro de 2011, isto é antes de Passos Coelho iniciar o governo. E para complecta informação, saí com a totalidade da reforma a que tinha direito e a lei me conferia. Os brutais cortes vieram com o governo de Passos.
        Queira ou não queira o Senhor saber da verdade dos factos, eu sempre os direi.

        • JgMenos says:

          Ai, que alívio!
          Afinal o PS e Sócrates não tiveram nada a ver com o caso.
          Vamos lá então votar na… mãozinha!

  4. adelinoferreira45 says:

    A tentativa de fazer passar como um produto novo, aquilo que é tão velho como a sua responsabilidade pela situação presente, é agora a coqueluche de alguns “intelectuais” e dos seus órgãos de informação.

    A tralha neoliberal tenta vender o seu modo de vida “liberal” cheio de “liberdade” e de outras tretas adjacentes.

    E mente, manipula, distorce e aldraba no seu show propagandista.

    Olhemos para o american way of life, fora das linhas com que nos foi sendo impingido a o longo dos anos:

    “A dívida dos estudantes dos EUA atingia em meados deste ano 1,6 milhões de milhões de dólares! (debt clock US) É inconcebível como as teses da financeirização e neoliberalismo puderam impor-se quase sem contestação, como a via da libertação contra o “totalitarismo” do socialismo, defesa dos direitos humanos e da “liberdade de escolha”.
    A miséria humana, a degradação da autoestima, leva a que cerca de 2,5 milhões de estudantes universitários dos EUA procurem adultos com posses, na esperança de evitar o jugo da dívida estudantil. Com os custos universitários fora de controle, financiar o desespero tornou-se um negócio.
    Os estudantes são levados a envolver-se na prostituição para pagar a universidade. O site Seeking Arrangement liga os designados “sugar daddies” e “sugar mommas” – adltos ricos que procuram companhia, geralmente, mas nem sempre, de natureza sexual – com “sugar babies”, jovens ansiosas e ansiosos, dispostos a fornecer serviços de “acompanhante” para manter o seu estilo de vida. Estima-se que 2,5 milhões de estudantes universitários americanos usem esta forma de fugir à armadilha da dívida estudantil. Dívida que não conseguirão pagar, atendendo ao nível dos salários que irão obter.
    Nos EUA 42 milhões estão sobrecarregados com uma média de 40 000 dólares em dívidas de empréstimos estudantis. Assim, o fornecimento de favores sexuais para os adultos ricos é assumido como o menor dos dois males, dado que em 20 anos os custos das universidades privadas aumentaram 254% e 321% nas públicas. (https://www.rt.com/op-ed/469443-college-sugar-babies-debt-prostitution/)
    Que conceitos humanistas, que valores éticos, que autoestima, pode dar uma sociedade que procede desta forma para com a sua juventude, a bem duma oligarquia gananciosa e anti humanista.

    • António de Almeida says:

      Em Portugal ninguém se prostitui para financiar um estilo de vida que de outra forma não alcançaria? Uns com favores sexuais, outros corrompidos no exercício das suas funções.
      Quer isso dizer que todos temos direito ao Mercedes ou BMW descapotável? Ao apartamento no Parque das Nações? À entrada na melhor Universidade sem nota que o justifique? Ao iphone, jantar num restaurante exclusivo ou roupa da moda? Tem consciência que há quem aspirando a tais bens esteja disposto(a) a tudo?

      • Paulo Marques says:

        Portanto, escalando para baixo, se 50000 portugueses se prostituíssem para pagar os custos de vida estava tudo bem?
        Volta, Ballet Rose, salva os portugueses.

  5. adelinoferreira45 says:

    Mas não são só os jovens colocados nesta condição. A maioria da população dos EUA tem um património líquido negativo. “Activo limitado” (asset limited) significa: endividado para a vida, uma maneira de dizer: falido.
    A dívida total (pública, empresas e famílias) dos EUA é superior a 74 milhões de milhões de dólares, pagando por ano 3,5 milhões de milhões de dólares.
    Estes norte-americanos dos EUA, são os servos da dívida. Mas não são pobres porque não trabalham. Eles são pobres, mesmo que o façam. Se a maioria das pessoas numa sociedade rica é pobre, mesmo estando “empregada”, então claramente o problema não é das pessoas, é do sistema.
    A pobreza na América, tornou-se endémica e onipresente é estrutural. Está inserida no sistema. (http://www.informationclearinghouse.info/51796.htm)
    Metade dos americanos (dos EUA) são efectivamente pobres e estão a ficar cada vez mais pobres – e isto reflecte-se nas depressões, stresse, raiva, ansiedade, longevidade e saúde decrescentes. Porém com tudo isto há quem lucre: as farmacêuticas, medicina privada, centros de reabilitação – tudo sem alterar as causas.
    Aqui temos, como reverso da medalha, as “grandezas”. Segundo a lista da Forbes, entre os primeiros 50 ultraricos, há 25 dos EUA, com a agravante de que nos 10 primeiros 8 são dos EUA.”

    É sobre a limitação da riqueza destes últimos que as lágrimas da tralha neoliberal se apressa a correr,solidária com estes porno-ricos

    • Carlos Almeida says:

      Muito bem. Apoiado

    • António de Almeida says:

      Zuckerberg tem culpa que boa parte das pessoas do planeta use o FB? Obviamente que enriqueceu. O mesmo com Gates, Bezos e outros. À nossa escala, será legítimo confiscar o salário do CR7, João Félix ou Bernardo Silva? Que culpa têm que as pessoas, sim, somos todos nós que pagamos quando assistimos aos filmes, jogos de futebol ou compramos o último grito tecnológico… E que incentivo teriam para continuar? O reconhecimento público enquanto lhes confiscam os ganhos?
      Bem fez Depardieu, perante a inveja, coisa feia, de quem lhe queria confiscar a maior parte da fortuna, com o argumento que ainda teria bastante.
      Quero lá saber do dinheiro que têm os outros, se ganho honestamente. Confisco apenas é aceitável aplicar aos criminosos…

      • E o burro sou eu ? says:

        “Zuckerberg tem culpa que boa parte das pessoas do planeta use o FB? Obviamente que enriqueceu.”

        Va dizer isso aos totos que usam essa treta e que replicam : mas não pago nada”

        E o burro sou eu ?

      • Paulo Marques says:

        Tem razão, se ganhassem apenas 10x o que os outros ganham já não trabalhavam, passavam a preguiçosos sem sonhos a consumir droga e maltratar mulheres. Ai, espera, esta última mantinha-se, desculpe.
        É inveja, pois claro, o estado natural da economia são 99% a empobrecer para que o resto esconda os bits no Panamá.

        • Paulo Marques says:

          Minto, não escondem todo, só depois de comprarem poder político para que tudo fique na mesma.

  6. Isaac says:

    O António Almeida apenas exprimiu a sua opinião …e logo levou com o anátema de “salazarista”!!
    Os “comunas” deste país andam mesmo obcecados com o Salazar! Já não há pachorra!

  7. Palmeiras says:

    Decidi votar na Iniciativa Liberal, porque gostaria de ver mais partidos representados no parlamento.

    Caro Sr. Isaac. Isto não é uma opinião! É uma afirmação!!
    Não venha cá agora colocar areia na vaselina…
    Nota. Não sou nem fui comuna como papagueia por aí.

  8. Zé de Portugal says:

    Decidi votar na Iniciativa Liberal, porque gostaria de ver mais partidos representados no parlamento.

    Caro Sr. Isaac. Aquele Sr , não exprimiu coisa nenhuma. Fez uma afirmação!
    Um salazarista ajuda o outro… acho bem!

  9. Carlos Almeida says:

    O botas, vulgo António de Oliveira Salazar, dizia:

    “Quem não é por mim, é contra mim”

    Pois é, ainda há muita gente e não só “comunas” como lhe chama, que não se esqueceu da ditadura de Salazar durante o Estado Novo.

    Salazar e os seus agentes, fossem eles pides, legionários e outros bufos, é que chamavam “comunas” a todos os que se lhe opunham.

    Claro que ainda hoje, há muitos que lhes convém que isso seja esquecido e nem sequer falado. Mas percebe-se perfeitamente porquê

    • JgMenos says:

      Todo o cretino se sente gente a mandar umas bocas sobre o Salazar.

      Certo é que não o esquecem …

      • abaixoapadralhada says:

        O nazi defensor da ditadura, vomitou

      • anticarneiros says:

        Os argumentos do JgMenos são estes:

        “Todo o cretino se sente gente a mandar umas bocas sobre o Salazar.”

        Parabéns. Continua a insultar com quem não concorda consigo.

        Estes e a força bruta da Pide e outras policias, eram os argumentos da ditadura de Salazar.

        Muito obrigado JgMenos

        Ajuda-nos imenso a não querer mais salazares ou coisas parecidas

      • POIS! says:

        Pois!

        Moral da história: JgMenos acaba de se sentir gente. E o que temos nós a ver com isso?

        Pois!

  10. R SANTOS says:

    O texto é um exercicio de humor e gozação. Só por humor satírico é que se aceita que o pseudo ‘partido’ Iniciativa Liberal e todos os outros pseudo partidos que cabem numa carrinha Ford transit sejam capazes de pôr ordem na rebaldaria do sistema.

  11. Luís Lavoura says:

    Eu tenho visto os tempos de antena dos diferentes partidos (é o que normalmente faço para escolher em quem votar), e constato nos pequenos partidos uma confrangedora pobreza de ideias. Nem o MPT, nem o Livre, nem o PDR, nem o NC têm um tempo de antena de jeito. É lamentável.
    Os únicos que têm ideias com pés e cabeça são a IL e o MRPP. Sendo que com este último não concordo, votarei na IL.

  12. Luis says:

    Quando o Ricardo Salgado, o Bava e o Granadeiro, entre outros, forem presos, vou recomeçar a votar.

    Até lá … espero sentado vendo a carneirada a discutir futebol enquanto vota “dando força” à corrupção neste país exportador de mão de obra qualificada.

    • Daniel says:

      É… nao faças nada e fica à espera que os problemas se resolvam sozinhos…
      Entretanto, alguém escolhe por ti!…

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