Abstenção

Seriedade política seria financiar os municípios em função do número de votantes em vez do número de eleitores…

Comments

  1. Rui Naldinho says:

    Nessa medida, as áreas metropolitanas de Lisboa e Porto seriam muito penalizadas. Duvido por isso que fosse avante.
    Mesmo que a abstenção tenha números elevados nalgumas zonas raianas, é preciso primeiro estudar os movimentos migratórios nessas áreas. É também necessário verificar se os números do recenseamento estão corretos, e qual a relação desta abstenção com a precariedade laboral. É capaz de haver incentivos que permitem diminuir a abstenção. Tal como foi possível pôr os portugueses a pedir factura com número de contribuinte, reduzindo a fuga ao fisco, também deve encontrar-se um modelo que ajude a diminuir a abstenção.

  2. António de Almeida says:

    Meu caro, a questão é combater a fraude. Sim, o número de eleitores que nos apresentam é fraudulento… A ninguém parece interessar rectificar a situação, vão falando da subida da abstenção, que até pode ser real, mas está inflaccionada…

    • Rui Naldinho says:

      Como parece ser óbvio. Existe uma forte sazonalidade e mobilidade no emprego, em Portugal. Tanto dentro do País, como deste para fora. É ver as companhias aéreas de baixo custo, com aquelas malas de cabine compradas nos chineses, a abarrotar de roupa.
      Apesar de recenseados em Portugal, ou num determinado concelho, muitos portugueses podem estar a trabalhar num determinado momento fora da sua residência habitual. Depois temos os Portugueses reformados nos países de acolhimento, em especial na Europa, muitos deles com vida partilhada entre Portugal e França, Portugal e Alemanha, Suíça, Luxemburgo, etc. Passam cá o verão e lá o inverno, por causa da “chauffage”! Votam num local, os que votam, mas só quando dá jeito. Como não dependem economicamente de rendimentos auferidos em Portugal, uma vez que a sua pensão de reforma é paga por outros sistemas de segurança social, sentem-se pouco impelidos a votar.

  3. Julio Rolo Santos says:

    Por todas as dificuldades já apresentadas obviamente que o ideal seria a introdução do voto eletrônico e, num país de tantos crânios nesta matéria, não haveriam dificuldades em o introduzir. Qualquer cidadão, mesmo a banhos na praia e munido de um simples telemóvel, poderia obrigatoriamente exercer o seu direito de voto. Seria o simplex a funcionar. Mas será que os próprios políticos estejam interessados a implementar este sistema? Tenho dúvidas porque, por incrível que pareça, a abstenção também pode interessar aos partidos em certas condições daí nem sequer estarem interessados na própria atualização dos cadernos eleitorais, como alguém já aqui o referiu.

    • Paulo Marques says:

      Dificuldades não havia nenhumas… Excepto a impossibilidade de garantir que o software que conta os votos (o instalado, nao o fornecido para inspeccao) não tem erros nem falhas propositadas, bem como garantir que cada voto continua livre e seja feito num dispositivo seguro. Coisa pouca face a ignorar quem acha que o voto não é importante.

  4. Paulo Marques says:

    O libertariasmo de senso comum errado a funcionar.
    – o número de eleitores não é, nem pode, ser actualizado com frequência ;
    – migrantes que não mudem a residência e não voltem para votar contribuem a dobrar para a desertificação da origem;
    – os boicotes, concorde-se ou não, são a última resposta possível antes da violência, saltava se assim um passo;
    – quase idem para a abstenção de quem não tem resposta a nenhum dos seus problemas ;
    – os municípios com maior índice de imigração também ficavam à rasca, pois quem chega também aí demora mais a integrar-se.

    Em suma, era uma boa maneira de aumentar os problemas no futuro ao garantir que menos capacidade era usada para resolver alguma coisa. Como medir o sucesso dos serviços públicos à peça, de resto.

  5. Pimba! says:

    Ehpá, mas que se passa, o AdA a escrever uma proposta de jeito?
    Até vou partir a corda do sino!


  6. Portanto, seriam os municípios e seus habitantes a sofrerem na pele com inépcia do parlamento em mobilizar os eleitores. Tenho uma proposta melhor, sendo assim: o orçamento da Assembleia e dos seus deputados seria proporcional ao número de votantes.

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