O recibo de vencimento dos liberais

Alguns “liberais” ainda não perceberam que o que permite a uma empresa pagar salário a um homem é esse homem ter abdicado, em nome da sua segurança e da civilização, do direito natural a tomar posse da empresa e do que ela afirma, com base em convenções jurídicas artificiais, ser sua propriedade.

Comments

  1. Paulo Marques says:

    Menos mal, a esses ninguém lhes liga. Pior é a maioria que marcara que sem um estado forte não havia o mercado que chamam de “livre”, maioria esse que inclui muitos “socialistas”.

  2. JgMenos says:

    Há momentos estranhos!
    E o direito natural do candidato a pagador de salário é fazer o quê ao gajo que queira exercer o seu direito natural sobre o seu património?
    Brincamos às palavras para concluir que civilização pressupõe desigualdades de poder?

    Só falta pretender que o socialismo (o verdadeiro) sequer diminui essas desigualdades para o ridículo ser total.

    • Paulo Marques says:

      Não me diga, os empregadores, além de serem criadores de emprego e criadores de riqueza também são rambos? Em França inventou-se um instrumento que mostra o contrário com toda a eficiência.

    • POIS! says:

      Pois! Boa questão!

      Citaaaandooo-ooo: “E o direito natural do candidato a pagador de salário é fazer o quê ao gajo que queira exercer o seu direito natural sobre o seu património?”.

      Pois, pagar-lhe o salário até ele lhe tomar conta do património. Isto de tomar conta de um património dá trabalho! Não se pode brincar com estas coisas!

      Que outra coisa poderia ser? Francamente, ó Menos!

  3. Jose Graca says:

    Fantástico: Com algum capital, e o meu crédito, oferecendo garantias pessoais, com trabalho próprio, imaginação e conhecimentos, fundo uma empresa e, quando estiver em condições de laborar, contrato trabalhadores. A partir desse momento, a empresa deixa de ser minha. Fundei-a para quê, então?

    • Paulo Marques says:

      É o estado que lhe fornece a oportunidade e segurança para o fazer, bem como trabalhadores educados e saudáveis, ao mesmo tempo que lhe retira a necessidade de ter que tipo de pagamento faz e aceita em cada troca.
      Não se ensina isto na escola?

      • Jose Graca says:

        Quem me forneceu a oportunidade não foi o Estado, foi o mercado e as minhas circunstâncias de vida; com o mesmo mercado e circunstâncias melhores a maioria esmagadora dos outros não fez empresa nenhuma. O resto do seu primeiro período (a partir de “segurança”) não aprendi nas escolas que frequentei, por lá não se perder tempo a ensinar o óbvio. O seu segundo período é ininteligível.

        • Paulo Marques says:

          É óbvio, mas acha que quem cria 40x vezes valor é quem manda.Mas engana-se, o país é dos que mais negócios tem, basta ver o número de cafés e barbearias a abrir todos os dias.
          É natural que ache ininteligível, como a maioria, não faz ideia de como funciona a economia. Se não fossem os estados a dar valor à moeda pela cobrança de impostos, porque é que alguém a usava? Trocava outra coisa qualquer.

          • Paulo Marques says:

            … como acontecia nas colónias e nas cidades de uma só empresa.

          • Jose Graca says:

            Percebo, quem sabe de economia e de gestão de empresas é quem não as faz, subscreve pilhagens do alheio que matam a galinha dos ovos de ouro, e acolhe teorias historicamente falhadas sobre criação de valor. Quanto à moeda, afirmar que o seu valor é garantido pela cobrança de impostos, enfim… talvez Maduro, Mugabe ou os responsáveis da república de Weimar sejam exemplos para infirmar essa imaginativa tese. Finalmente, não foi por não saber nada de economia (nada, realmente? Diabo, oxalá não se difunda semelhante labéu de ignorância a meu respeito) que não entendi o seu segundo período, foi por entender alguma coisa de sintaxe.

          • Paulo Marques says:

            Bom, ao menos concordamos que ninguém no BCE percebe de economia.
            Sabe que a a galinha eventualmente morre, certo, e que a monocultura é o que levou ao colapso das economias que refere, certo?
            Eu não disse garantido o valor exacto, obviamente flutua. Quem achava que os estados conseguiam manter o valor eram os conservadores que nos trouxeram o Bretton Woods, o ERM, o ESM e o Euro, todos um desastre.
            Mas continue lá a papagueá-los a fazer de conta que sabe muito, eles agradecem que repita a última teoria para ninguém notar o rasto de falhanços. É desta que o endividamento privado para manter o seu negócio a vender vai funcionar.

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