Tal como o algodão, o PSD nunca engana…

Pelo menos a mim deixou de enganar após 2002, quando um cherne de má memória chegou ao governo e não cumpriu a promessa eleitoral do choque fiscal. Mais tarde, sob a liderança de Pedro Passos Coelho, ofereceu aos portugueses um brutal aumento de impostos. Hoje, com o pretexto das contas certas, sob a liderança de Rui Rio, deu uma mãozinha ao governo, recusando descer o IVA na electricidade, à semelhança do que Manuela Ferreira Leite havia feito em relação a impostos durante o governo de José Sócrates.
Em matéria de esbulho aos rendimentos dos cidadãos, não encontro diferenças substanciais entre PS e PSD. E mesmo que algum líder do PSD no futuro faça promessas eleitorais, o histórico recomenda cepticismo, porque credibilidade é algo que não abunda no partido laranja.

Comments

  1. Rui Naldinho says:

    Meu caro, em matéria de demagogia e de flick flacks, tanto PS, PSD, PCP e CDS ficaram mal na fotografia.
    Vamos lá por partes:
    O PS no tempo de Passos Coelho levou ao parlamento uma proposta de lei, para reduzir o IVA da electricidade para a Taxa intermédia, 13%. Agora no governo, essa medida legislativa proposta aquando na Oposição, já não serve. Mentirosos!
    O PSD então, parece um partido de tolinhos. O partido que aumentou o IVA para 23%, quer agora baixá-lo para 6%. Mas na verdade não quer. Quer é fingir que quer, enganando meia dúzia de incautos. Fazem-me recordar o PREC. Para conquistarem votos à esquerda, ultrapassavam por vezes o próprio PS de Mário Soares, nas reivindicações da classe trabalhadora.
    O CDS, coitados. Não sabem para onde se virar. Nas próximas eleições ainda vou ver o Chega com um TÁXI, e o CDS com uma Vespa.
    Falta o PCP. Os comunistas costumam ser fiáveis e coerentes com o seu discurso, mesmo que este esteja nos antípodas da maioria dos cidadãos. Presumo que o Síndrome do Definhamento os esteja a afectar. Mas quanto mais se põem a jeito, maior será a probabilidade de isso acontecer. Um dia destes também andam todos de TÁXI.
    Quanto ao BE. Foi o único que mostrou alguma coerência. E foi o único que disse votar qualquer proposta que baixasse de facto o IVA aos consumidores. 90,0€/ano. E como todos sabiam que eles votariam essas propostas, resolveram fingir que estavam de boa fé, mas na realidade não estavam, PCP incluído.

    • António de Almeida says:

      Julgo que a IL também votou favoravelmente os projectos de descida do IVA, pelo princípio que são favoráveis à descida de impostos. E sim, desta vez tenho que concordar que o BE foi o único partido coerente. Mas o PSD já cansa. Na qualidade de antigo eleitor, cada vez me arrependo menos de ter deixado de votar neles…

      • Rui Naldinho says:

        Sim. A IL também votou a favor, mas como só tem um deputado, na melhor das hipóteses só serve para um desempate, o que manifestamente não era o caso.
        Aliás, se por absurdo, PS+PAN+Chega+Joacine+IL votassem todos no mesmo sentido, uma mesma proposta legislativa, esta não passaria, caso PSD+CDS+CDU+BE votassem contra. Daria um empate.

        • António de Almeida says:

          Daria um empate se na hora da votação André Ventura estivesse presente no hemiciclo, o que nem sempre acontece. Estou à espera que mais dia menos dia, se revele decisivo…

          • POIS! says:

            Pois, mas vai ser difícil!

            Lá na esquadra têm-no posto constantemente de serviço à hora das votações! Como à noite ainda faz uns gratificados no “Pé em Riste”, onde está em atividade de prevenção criminal (para evitar que uns gajos partam para as agressões por causa de divergências sobre assobios), resta-lhe pouco tempo.Este país é uma ventura!,

  2. Julio Rolo Santos says:

    Se não PSD e PS, então quem faria melhor? Não acredito no PSD mas acho que o governo do PS em geringonça está a desempenhar bem o seu papel. Obviamente que se quer mais e mais, mas isso não existe quando não há recursos que o permitam. Ou há?

  3. Paulo Marques says:

    Eu ainda não percebi no almoço de quem é que preferia que o corte de impostos fosse feito.

  4. Burguês Caviar-Esquerdista says:

    Mas temos a mudança de sexo paga pelos escravos, um grande salto civilizacional que faz este nosso país ficar mais cada vez mais perto de esse Grande Standard Civilizacional chamado “California – USA” e isso é que importa.

    • POIS! says:

      Pois não nos digam!

      Olha o Pedro Vaz incógnito!

    • POIS! says:

      Pois, mas olhe que compreendeu mal!

      Não é “esquerda caviar”! Para si, Sr. Vaz, é a “esquerda que te há-de aviar”!

    • brasuca pro brasil says:

      Não enganas ninguem

    • POIS! says:

      Pois sim!

      O Xô Vaz deve ser muito rico. Devora standards a toda a hora o que só está ao alcance de gajos bué de abastados. Uma sandes de standard chega a custar milhares de trumps.

  5. Luís Lavoura says:

    Mas por que motivo é que o IVA da eletricidade deveria baixar?

    Há milhentos impostos neste país. Por que motivo deverá o IVA da eletricidade ter prioridade sobre os restantes todos, em matéria de baixa?

    Eu compreendo as posições do BE e do PCP. Esses partidos são retrógrados e querem eliminar tudo aquilo que a troica fez. Portanto, querem voltar atrás com o IVA da eletricidade. Faz todo o sentido. Mas, porque é que o PSD há de ir a reboque deles? Porque é que o PSD há de pretender reverter uma medida que o seu próprio governo implementou?

    Eu discordo da redução do IVA da eletricidade. Considero muito mais prioritário reduzir o IRC e tornar o IRS mais uniforme.

    • António de Almeida says:

      Também defendo a redução do IRC, IRS, taxa máxima de IVA e outros impostos, como por exemplo IA ou ISP, IMI. Jamais serei contra uma descida de qualquer imposto. Não encontro justificação para a restauração pagar 13% e electricidade 23%. Mas isso sou eu. Também não concordo com muitas taxas das aeroportuárias à audiovisual. Mas sabemos qual o objectivo…

      • Luís Lavoura says:

        Pois eu sou contra descidas de impostos sobre consumos escolhidos a dedo. Seja a eletricidade, sejam as touradas, seja o pão, seja a restauração. Em minha opinião, todas essas atividades deveriam pagar o mesmo IVA: 23%, se possível menos.
        (Encontrar-se-iam formas de compensação, por exemplo, devolver a todos os cidadãos o equivalente a IVA sobre o salário mínimo nacional. Todos os cidadãos receberiam do fisco mensalmente 23% x 600 euros.)

        • António de Almeida says:

          Também não defendo impostos á là carte. Mas reduzir uma taxa de electricidade de 23% para 6% era transversal. O governo é que se propõe reduzir mediante consumo. Neste momento o IVA é uma manta de retalhos. E não acontece apenas em Portugal…

      • Paulo Marques says:

        E satisfazendo a acumulação do capital no Panamá, as obrigações da eurolândia eram cumpridas como? Nem pondo o resto dos trabalhadores na sopa dos pobres.

    • abaixoapadralhada says:

      “Esses partidos são retrógrados e querem eliminar tudo aquilo que a troica fez”

      Claro, sr Lavoura.

      Progressistas são o Iniciativa Liberal e o Chega.

    • Ricardo Ferreira Pinto says:

      E concorda que a electricidade pague 23 e o golfe pague 6 por cento?

      • Luís Lavoura says:

        Boa pergunta, à qual eu respondo: em minha opinião, o IVA deveria ter uma taxa única.
        As pessoas pobres deveriam ser diretamente subsidiadas. Mas o IVA, esse deveria ser o mesmo para todos e para tudo.

        • António de Almeida says:

          Achei interessante a questão da devolução do IVA aos mais desfavorecidos, mas isso não é praticamente semelhante ao imposto negativo sobre rendimentos?
          Já uma taxa única de IVA, para ser exequível, teria que ser europeia.

        • Paulo Marques says:

          A resposta do AA fez-me lembrar um pormenor, a haver taxa única será sempre superior a 20%, como manda Berlim.

      • POIS! says:

        Ora pois, eu concordo!

        O buraco é um instituição muito importante na nossa ancestral cultura, um bem cultural a preservar a todo o custo!

        É por isso que o aumento do IVA das touradas é um duplo crime de lesa-pátria. Não só porque a tourada faz parte das nossos mais ancestrais manifestações como povo (qual o verdadeiro português que nunca teve de fazer uma pega de caras a um vendedor de cartões de crédito ou, pelo menos, de cernelha a um angariador da Goldenergy?), mas também porque o buraco também está presente – veja-se o estado em que alguns bandarilheiros e forcados vão para casa!

        Quanto à eletricidade, um gajo pode-se deitar mais cedo. Até pode ser uma boa estratégia para o aumento da natalidade, de que tanto necessitamos!

    • Paulo Marques says:

      Porque é um imposto extremamente regressivo num produto de consumo praticamente inelásltico (pelo menos para estes valores).
      Quando ao “retrógrado”, resta a pergunta, as contas erradas de Passos que demoraram 10 anos a pôr o país no mesmo sítio afinal eram o caminho certo? Se sim, para que década é o crescimento europeu?

  6. delamitri says:

    Iva comparado aos mais elevados de outros países da Europa. Combustível atendendo ao preço do barril do petróleo, dos mais caros da Europa, Gás idem aspas. Eletricidade das mais caras da Europa. Veículos com dupla tributação o que os torna mais caros que na maior parte dos países da Europa. Habitação também vai em bom andamento. Custo de vida comparado com outros países com muito mais poder de compra. Corrupção, maior parte dos
    corruptos todos à solta. O personagem capaz de os desmascarar a todos está preso. Negócios das Parcerias Publicas Privadas, ruinosas para os portugueses, que endividaram o país por décadas. Tudo isto e muito mais, num país com os salários miseráveis e pensões que não chegam sequer para sobreviver. Tudo isto é Portugal.

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