Eleições no FC Porto: O meu apoio a Nuno Lobo

Durante a campanha eleitoral que agora termina, Jorge Nuno Pinto da Costa fez-se de morto. É um papel que ele tem desempenhado na perfeição nos últimos 12 anos, com excelentes resultados para si próprio, embora não tão bons para o clube que lhe paga principescamente.
Um título nos últimos 7 anos…
Nada que impeça, no entanto, uma vitória confortável e mais 4 anos de mandato. Até aos 87 anos.
Para a generalidade dos portistas, o seu crédito é ilimitado. Ninguém percebeu que a célebre frase “largos dias têm 100 anos” não era uma figura de estilo. Tinha um sentido literal. 100 anos mesmo.
O que os seus apoiantes também não perceberam é que falar dele sempre no passado é muito mau para o que ele é hoje em dia: passado. Sem rasgo, sem visão, sem energia.
De que precisava o FC Porto? Precisava de um Pinto da Costa. Mas esse já morreu há muito e não volta mais.
E como quem de direito não teve tomates para se apresentar contra ele e será conivente com mais 4 anos de agonia, resta-me agradecer e apoiar quem os teve.
Neste caso, apoio Nuno Lobo, cujo portismo, conhecimentos de futebol e experiência de gestão são inquestionáveis.
Para além disso, mesmo que ele não o saiba, une-me a ele um passado em comum na mítica claque dos Dragões Azuis. Na altura em que, juntos, há mais de 30 anos, corríamos o país de lés a lés a gritar “Pinto da Costa allez allez”.

Comments

  1. Rui Naldinho says:

    Pinto da Costa é ainda hoje presidente do FC Porto, porque ninguém com “peso na carteira” se atreveu a atravessar-se no seu caminho. De forma directa ou em respaldado de alguém com alguma visibilidade e prestígio na vida empresarial ou política, que queira assumir esse lugar.
    Pinto da Costa foi eleito há mais de trinta anos com o apoio do “Samarra”, um homem de negócios do Norte, mais tarde feito comendador, de seu nome, Gonçalves Gomes. Para além de rico, o homem atravessava-se pelo FC Porto, contrariamente a Belmiro de Azevedo e Américo Amorim, que pouco ou nada fizeram pelos Dragões. Sem o apoio do homem do distrito de Viana do Castelo, na retaguarda, nunca o FC Porto pela mão de Pinto da Costa teria alcançado o nível futebolístico que teve a partir dos anos 80, no plano nacional e internacional.
    O que o FC Porto necessita é de alguém com muito dinheiro disposto a alavancar de novo uma grande equipa, mas agora com outros interlocutores. Não precisa de ser eleito Presidente. Desde que esteja na rectaguarda a dar uns cobres quando for necessário, para aliviar as contas do clube, isso já seria óptimo.
    De futebol, percebe o Oliveira, por exemplo. Mas há mais.

    • Paulo Marques says:

      E que se leve para casa menos comissões, mas cheira-me que, com a crise, é tarde demais… para todos os clubes.
      Já nem falo que a lei seja cumprida por todas as instituições, claro.

  2. Pois há ! says:

    No Egipto também há múmias.

  3. Dragartomaspouco says:

    Hipocrisia

    Quando o administrador do gang criminoso, chamado “Super Dragões” esta solidário com o Benfica, está tudo dito

    https://sicnoticias.pt/desporto/2020-06-06-Pinto-da-Costa-solidario-com-jogadores-do-Benfica-atingidos-no-ataque-ao-autocarro

  4. Abstencionista says:

    … e ainda por cima parece que nos vão limpar o subsídio de Natal e mais uns euritos aqui e ali por causa do covid.

    • British says:

      What ?

    • Paulo Marques says:

      Olhe que não, o sr da palavra honrada já prometeu que não há austeridade ainda antes da bazuca de usar o orçamento europeu como se fosse um banco privado.

      • POIS! says:

        Pois é um mistério!

        Só quem nunca andou no serviço militar era capaz de usar como metáfora uma arma de Infantaria levezinha e de curto alcance, em vez de um morteiro, ou de um obuz, por exemplo.

        Ou então fugiu-lhes a boca para a verdade!

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