Fascismo pós-humanista

Ainda que imposta sob os auspícios de uma estratégia linguística e semiótica diversa, o que é a Pandemia senão o aprofundamento da biopolítica da Austeridade? Qual a verdadeira filiação das práticas e discursos de demolição material e imaterial das instituições – o cidadão, a família, os rituais, as leis?
Não há descontinuidade material, nem ideológica, entre o estado de excepção que corporizou as políticas ditas de Austeridade e a criação de uma Pandemia que não apenas as aprofunda, mas as eleva a um patamar de total demolição institucional e definitivamente conquista e subjuga o último reduto da liberdade simbólica do Homem enquanto Ser Vivo.
A nova ordem é um pós-humanismo e uma luta desigual pela própria liberdade da Alma.

Comments

  1. Paulo Marques says:

    A Pademia não, é o que é. A resposta à mesma, essa podia e devia ser outra, pelas razões que diz. Não é preciso elogiar o extremo autoritário que se intitula comunista para observar nas respostas asiáticas que contenção e economia não são dipolos, bem como há mais vida não só além, como graças à despesa do estado.
    É que enquanto se continuar a brincar à destruição dos ecossistemas, será só uma entre outras.

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