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Os rumores e o Alexandre Guerreiro….

Será que é desta que acerta? Já passaram umas valentes horas e a CMTV ainda não disse nada nem colocou a mota em directo. Eu sei que até um relógio parado está certo duas vezes por dia mas….

Alexandre Guerreiro, André Ventura e Putin entram num bar…

Foi o Daniel Oliveira que recordou estas duas publicações de Alexandre Guerreiro. Para quem, como eu e o Aventar, anda atento ao que Alexandre Guerreiro diz e escreve, não é novidade nenhuma.

A Rússia de Putin financia a extrema direita europeia. Obviamente, o Chega só por mero acaso seria uma excepção. Daí a este filho de putin estar sempre embevecido pelo Ventura é mais do que um salto. Com sorte ainda vamos descobrir que Guerreiro era o “homem da mala” entre Putin e o Chega. Alegadamente, claro….

A FDUL e o Alexandre Guerreiro – esclarecimento:

Sobre a “notícia” que teve origem na Revista Visão sobre o Alexandre Guerreiro, o Professor Carlos Blanco ( FDUL) já esclareceu* o seguinte

“A informação é falsa.
1. Guerreiro que é doutorado pela Faculdade foi proposto na reunião de ontem como investigador numa lista de pessoas ao Conselho Científico do Centro de Investigação.
2. Vários investigadores objectaram à inclusão.
3. Clarifiquei, como coordenador científico, que a não inclusão se deveria centrar em razões científicas e de mérito e não por delito de opinião. Tanto mais que foi convidado como orador externo para uma iniciativa em Abril sobre a Ucrânia.
4. Por proposta do Presidente do Conselho, Prof. Sérvulo Correia, de forma a que não fosse prejudicada a inclusão de outros candidatos que era pacífica, foi adiada a votação sobre a inclusão do dr. Guerreiro para uma sessão futura do órgão.
5. Não se pode expulsar de um centro de investigação alguém que não o integra como investigador. A notícia foi deliberadamente deturpada.”

A notícia foi escrita por Mafalda Anjos, directora da revista Visão.. Não foi uma estagiária, foi mesmo a directora….

*Informação recolhida na página do João Gonçalves

Alexandre Guerreiro: o erro em fazer dele uma vítima

Fui o primeiro, aqui no Aventar, e dos primeiros nas redes a “malhar” no Alexandre Guerreiro. E continuarei a malhar no que tiver de malhar sobre as suas opiniões se com elas não concordar. Dito isto, é um erro fazer dele uma vítima e esta atitude da FDUL noticiada pela Visão é exactamente isso, fazer dele uma vítima. E é de uma hipocrisia sem nome. Alexandre Guerreiro nunca escondeu ao que vinha, sobretudo nunca escondeu da FDUL, basta ler a sua tese de doutoramento produzida, defendida e aprovada pela Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa em 2016 e não ontem…

Esta decisão é um erro crasso. Igual ao erro de calar as televisões russas ou censurar a cultura russa. Um erro e uma estupidez. A nossa diferença é essa, a da defesa intransigente da liberdade de expressão.

Raquel Varela: Alexandre Guerreiro, és tu?

Li algures que existem pessoas que a certa altura decidem ser do contra por ser contra. Por muito desmiolada que possa ser a sua opinião e sendo elas pessoas não destituídas de inteligência. Dizem-me que é uma defesa. Um mecanismo natural do cérebro a defender-se de uma realidade que não querem ou não podem aceitar.

Eu sempre considerei a Raquel Varela uma pessoa sensata e dotada de inteligência. Mesmo não estando de acordo com imensas das suas opiniões. Mais, há meses fui um dos que escrevi que cheirava a perseguição toda aquela história das suas habilitações académicas e os “papers” supostamente repetidos. Por isso ainda estou incrédulo com as suas atitudes, mais do que as suas opiniões, no tocante à guerra na Ucrânia. O que leva Raquel Varela a parecer um Alexandre Guerreiro de saias nesta temática?

A última foi na passada sexta-feira, no programa na RTP em que participa, “O último apaga a luz”. De repente e com um ar até um pouco estranho, Raquel Varela começou a debitar que a bombardeada maternidade de Mariupol* tinha lá dentro o batalhão AZOV e que nem sequer estava a funcionar como tal. Bem, eu das “fontes russas” já tinha ouvido/lido que o ataque à maternidade tinha sido feito não pelos russos mas pelo tal batalhão AZOV. Mais tarde, como a coisa não pegou, veio uma nova versão, afinal tinham sido eles, russos, mas a maternidade já não funcionava como tal e era poiso do batalhão dos neo nazis do batalhão AZOV. Agora, confesso, não esperava ver uma Raquel Varela, transfigurada, em fúria e de cabeça quase perdida a debitar propaganda russa. Porquê? A que propósito?

Podia ter sido um caso isolado. Podia existir um qualquer erro de percepção solitário. Quem nunca? Só que não é. É uma narrativa constante de Raquel Varela no que toca à Guerra na Ucrânia e aos ucranianos. Alguns exemplos do que tem dito e escrito:

“É completamente incompreensível o cerco e a provocação que a NATO faz à Rússia através da Ucrânia” afirmou. Raios, a Ucrânia é que foi invadida. Será assim tão difícil de entender que essa narrativa não cola? Outra: “Zelensky provocou Putin com a adesão da Ucrânia à NATO”. Santo Deus, outra vez a história “a gaja até estava de mini saia”. E continua: “O que vem aí agora: A Ucrânia vai-se sentar à mesa das negociações e aceitar os termos da negociação que a Rússia vai impor” ou  “Isto que a Ucrânia fez é completamente suicida”.

Citando Luís Ribeiro, “Morreu a mãe e morreu o filho. E continua a haver gente a dizer “Sim, mas…”. “Mas a NATO. Mas os EUA. Mas o imperialismo. Mas o belicismo. Mas os nazis.” Expliquem todos esses “mas” ao bebé que morreu antes de viver”.

*The pregnant woman in the photo has died, according to the Associated Press. Her unborn child has also died. The woman was injured in the Russian attack on the maternity hospital in Mariupol on March 9. Photo: Evgeniy Maloletka via Instagram.

 

De Alexandre Guerreiro a João Lemos Esteves é um salto…

Sobre o Alexandre Guerreiro já o Aventar falou inúmeras vezes ao longo destes dias. Desde o primeiro post a 25 de Fevereiro que se tornou viral passando por ESTE que viralizou de igual forma até ao que se publicou hoje. O Expresso acordou um pouco mais tarde assim como a Sábado e ontem o Ricardo Araújo Pereira. E de repente, ontem, surge um texto em castelhano sobre o rapaz.

Dizer que o texto é em castelhano é simpatia minha. Enfim, pouco importa. Ora, o texto é de um português, de seu nome João Lemos Esteves. O nome não era estranho. Ora este João Esteves é, segundo o seu twitter: Senior Intell Analist Hagana Consulting. Mas que raio se passa com os “Intell” portugueses? É que o Alexandre Guerreiro também o é/foi. Onde são recrutados? Mais, onde são formados? É que se um é amigo do Putin, o outro é amigo de Trump. Será que ser-se chalupa é requisito para ser espião em Portugal?

Mesmo tendo deixado mais acima o link para o tal texto em castelhano, não resisto a partilhar aqui uma parte do mesmo.

Nótese este nombre: Boaventura Sousa Santos, el inspirador espiritual-político-académico de Alexandre Teixeira Neto Guerreiro. El amigo de la agencia de propaganda rusa SPUTNIK, que se autodenomina padre del acuerdo político que llevó a Antonio Costa a la dirección del gobierno portugués y de partido político pro-Putin Podemos en España. Volveremos a él muchas, muchas veces aquí en TOTAL NEWS AGENCY. Y no olvidar que también el viernes, como parte de esta operación de contrainteligencia, las autoridades portuguesas arrestaron al rabino de la Comunidad Israelí de Oporto, Daniel Litvak. Israel es lo enemigo que une Alexandre Teixeira Neto Guerreiro, Antonio Costa, Boaventura Sousa Santos y lo Podemos en España, muchas veces con estrategias comunes. 

Um e outro, académicos. Um e outro cepas de universidades portuguesas. Um e outro a defender o indefensável. Se a estes juntarmos o trio de militares putinianos que pululam nas televisões só se pode concluir que a culpa foi do Covid. De certeza. É miolo comido. Muito comido. Valha-nos Deus….

Ricardo Araújo Pereira e Alexandre Guerreiro

Foi ontem. Na SIC. Podem ver AQUI todo ou AQUI a parte sobre o Alexandre Guerreiro.

Miguel Tiago e Alexandre Guerreiro entram num bar…

… e pedem os dois uma Vodka bem geladinha. O meu espanto é ver um comunista (Miguel Tiago) aliado a um próximo do Chega (Alexandre Guerreiro). Eu sei que segundo a teoria da Polaridade, “Tudo é Duplo; tudo tem pólos; tudo tem o seu oposto; o igual e o desigual são a mesma coisa; os opostos são idênticos em natureza, mas diferentes em grau; os extremos se tocam; todas as verdades são meias-verdades; todos os paradoxos podem ser reconciliados”. Eu sei mas não deixo de me espantar.

Também sei outra coisa, o José Milhazes incomoda muito esta malta. É bom sinal.

Alexandre Guerreiro, o Expresso e o Aventar

Ex-espião pró-russo: como ele saiu da secreta para o Conselho de Ministros, uma viagem ao Irão e a ligação a três partidos – Expresso

Os leitores do Aventar souberam primeiro. Agora (e uma vez mais) o Expresso completa o que já se tinha dito aqui.

Alexandre Guerreiro e os seus amigos da MGIMO

A Universidade onde o Alexandre Guerreiro andou a dizer umas coisas consegue estar ao nível da personagem:

MGIMO students,educated young people,say that Putin’s army isn’t killing the population, that Putin has the right to invade a neighbouring country & demand “denazification,demilitarisation,neutral status & legalisation of the seizure of Crimea” under threat of continued massacres

Estudantes do MGIMO, jovens universitários, dizem que o exército de Putin não está matando a população, que Putin tem o direito de invadir um país vizinho e exigir a “desnazificação”, desmilitarização e legalização da tomada da Crimeia” sob ameaça de massacres contínuos

O vídeo da vergonha pode ser visto AQUI.

Alexandre Guerreiro vs José Milhazes

Hoje tivemos o aquecimento na SIC Notícias. No final ficou a promessa da SICN para um debate entre as duas partes, de hora e meia ou mais. A coisa promete.

Alexandre Guerreiro e o Aventar

O jurista e comentador Alexandre Guerreiro diz que Putin e Lavrov receberam um relatório com a sua sugestão sobre como invadir o Donbass protegido pelo direito internacional. Ex-espião, nega ser pago para ser um “agente de influência”, mas assume que quer influenciar para que nem tudo o que vem de Leste seja diabolizado – Expresso.

Ao longo dos últimos dias, o Aventar publicou vários artigos sobre o “comentador” Alexandre Guerreiro que geraram uma enorme curiosidade dos leitores com audiências recorde no nosso blogue. Hoje, o Expresso publicou um trabalho sobre a personagem em causa. Um trabalho do jornalista Vitor Matos.

Nessa entrevista, alguns dos dados agora tornados públicos pelo Expresso já os leitores do Aventar os conheciam, nomeadamente a ligação umbilical à Rússia, a sua participação num evento da Universidade de MGIMO (Rússia) e da ligação desta (e do Alexandre Guerreiro) ao ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Sergei Lavrov.

Agora sabemos quem pagou as despesas: “Na segunda participação, o governo da Crimeia ofereceu a viagem e a estadia” mas o homem continua a dizer que não é pago pelos russos. Aliás, começou por dizer que nunca recebeu nem um chupa-chupa para mais à frente reconhecer que afinal lhe pagaram a ida à Crimeia. Mais uma das múltiplas contradições da personagem, algo já visto antes nos seus escritos nas redes ou intervenções na SIC.

De todo o modo, depois de uma leitura atenta à peça jornalística, ficam algumas dúvidas que espero ver respondidas nos próximos tempos:

  1. O que é que realmente fazia no Serviço de Informações Estratégicas de Defesa (SIED)? Analisava o quê? Só para saber se era o gajo que tirava fotocópias e servia café ao chefe de serviço ou se era coisa mais importante e; por via do que temos visto (e nas companhias com se relaciona) , qual o motivo para ter sido exonerado do cargo no SIED? Sim, segundo as fontes do Aventar, o rapaz foi exonerado.
  2. Qual o motivo para, depois de ser exonerado do SIED, a  Presidência do Conselho de Ministros (PCM) lhe ter criado um posto de trabalho alegadamente “à medida” no governo da PAF, em 2015?

  3. Qual a relação entre a sua ligação à Rússia e em alguns dos seus posts partilhar ideias comuns com as do Chega? Será que temos aqui uma ponte?

Estou certo que vamos ter, aqui no Aventar (e não só), “cenas dos próximos episódios”.

(já agora, a foto deste artigo é de Alexandre Guerreiro, militante do PAN, sim, do PANe foi retirada DAQUI)

Alexandre Guerreiro não desilude

Já várias vezes se falou aqui no Aventar nesta personagem televisiva chamada Alexandre Guerreiro. E o motivo é simples: esta personagem tão em voga nas televisões e nas redes sociais é todo um projecto. Sim, é verdade que muitos de nós olhamos para ele da mesma forma que o fazemos com algumas excentricidades de um circo. E toda a excentricidade, chame-se ela José Castelo Branco ou Alexandre Guerreiro fascina as massas. A grande diferença é que enquanto o primeiro não esconde ao que vem, já o segundo está envolto numa névoa quase tão misteriosa como a que fez desaparecer D. Sebastião.

A última desta personagem é a forma como utiliza as redes sociais, em especial o Twitter, para atacar quem não concorda com as suas opiniões (uma maioria, por sinal) e quem se atreve a colocar em causa tanto a sua suposta independência como os seus supostos conhecimentos.

Ora, nestas coisas é preciso ter algum cuidado e, como diz o povo, “não atires pedras se os teus telhados são de vidro”.

Por isso, aqui no Aventar já foram destapados alguns dos seus telhados de vidro. Sejam eles o facto de o homem ser, supostamente, um especialista em futebol, direito, assuntos militares, receitas culinárias e outras características que ainda estamos a tempo de desvendar. Depois da sua ligação umbilical à Rússia de Putin, o que explica muita coisa, e após o termos visto a atacar terceiros por questões académicas, aqui fica num rigoroso exclusivo Aventar mais um momento Alexandre Guerreiro que na sua intifada se esqueceu dos seus belos telhados de vidro. Ou atendendo ao que são as suas opiniões, quem sabe se não são antes de cristal. Por hoje é tudo com a garantia que não nos vamos ficar por aqui….

Alexandre Guerreiro, o Rublo, parte 2

Depois de o termos visto a passear pela Rússia (quem será que pagou?) debitando certezas rapidamente desmentidas e de o termos visto a comentar tudo e um par de botas, chegou a hora de o Aventar conhecer o especialista militar Alexandre Guerreiro e, além disso, o Alexandre Pravda Guerreiro, A Fonte. Realmente, este senhor é um artista:

O professor doutor especialista e “tudólogo” Alexandre Rublo Guerreiro

As nossas televisões são uma maravilha no que toca a descobrir aves raras do comentário. Talvez por falta de atenção minha ainda não conhecia a “última bolacha do pacote” das aves raras do comentário televisivo: o Alexandre Guerreiro. Ao que parece divide o seu tempo entre vender aulas na FDUL, o comentário desportivo e agora a guerra entre a Ucrânia e a Rússia.

Bem vistas as coisas está tudo interligado. São tudo verdadeiros cenários de guerra. E, verdade seja dita, o lado bélico do comentário sobre bola nas televisões em Portugal não anda muito longe do antagonismo verbal a que se assistiu hoje de manhã na Sic Notícias entre este Alexandre “Rublo” Guerreiro e o José Milhazes. Vamos então ouvir o especialista em guerras, sejam elas no leste da Europa ou no Sporting:

Sobre Bruno de Carvalho, Ministério Público, Terrorismo e Alcochete: AQUI

Agora sobre a manifestação das forças de segurança na crónica criminal num programa da manhã da TVI e também fala de Terrorismo: AQUI

Já neste, temos o especialista, desta vez na TV Record, a falar sobre o “Terrorista” do ISCTE: AQUI

E aqui temos o benfiquista especialista Alexandre Rublo Guerreiro a falar sobre a agressão a um director de modalidades do Sporting no programa do Goucha na TVI: AQUI

Nestes exemplos temos o homem a falar como um verdadeiro especialista em terrorismo, direito, futebol, medicina, política internacional, políticas de segurança. E confesso que não coloquei aqui tudo. Estou convencido que se a minha busca fosse mais intensa ainda descobria um vídeo sobre como fazer o melhor “Bacalhau com Todos”.

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O Guerreiro e o “tio” Alexandre Soares dos Santos

O director do ‘Jornal de Negócios’, neste artigo, transformando em discurso colectivo aquilo que é opinião do próprio, escreveu:

Estamos saturados de manhosos, desconfiados de moralistas, estamos sem ídolos, sem heróis, estamos encandeados pelos faróis dos que saltam para o lado do bem para escapar à turba contra o mal.

Lido num ápice, sem cuidar de saber quem são os manhosos, desconfiados moralistas e dos ineptos de que Guerreiro fala, até seríamos levados ao automatimso de subscrever a mais comum das ideias expostas. Com atenção, verificamos, porém, que a guerra dele é contra Ana Gomes, António Capucho e outros que criticaram a transferência da sede da ‘holding’ Sociedade Francisco Manuel dos Santos (SFMS) para a Holanda, por interesses de ordem fiscal. E na elegia da patriótica e solidária atitude do “tio” Alexandre, o pedadógico Guerreiro argumenta:

Uma empresa tem lucro e paga IRC; depois distribui lucro pelos accionistas, que pagam IRC (se forem empresas) ou IRS (se forem particulares). Neste caso, a Jerónimo continua a pagar o mesmo IRC em Portugal (e na Polónia); o seu accionista de controlo, a “holding” da família Soares dos Santos, transferiu-se para a Holanda. Por ter mais de 10% da Jerónimo, essa “holding” não pagava cá imposto sobre os dividendos e continuará a não pagar lá. Já quando essa “holding” paga aos membros da família, cada um pagaria 25% de IRS cá – e pagará 25% lá. Com uma diferença: 10% são para a Holanda, 15% para Portugal.

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José Crespo de Carvalho, os refugiados ucranianos e o futuro do mercado laboral português

José Crespo de Carvalho, professor no ISCTE e cronista no Observador, brindou-nos a todos com uma bela dissertação sobre as vantagens económicas de receber refugiados ucranianos. Há quem o tenha acusado de promover a exploração, da forma mais desumana possível, cavalgando o drama dos refugiados para promover a ideia de que os portugueses são mandriões que não querem trabalhar. Más línguas, seguramente. Más línguas de subsídio-dependentes que não querem trabalhar.

No artigo “Ucranianos em Portugal e o mercado de trabalho”, José Crespo de Carvalho deixa bem clara a sua posição no destaque do artigo, que podem ver em cima. Ideias chave:

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Conversas Vadias 49

Em mais uma edição, a 49.ª, António de Almeida, Carlos Garcez Osório, Fernando Moreira de Sá, João Mendes e José Mário Teixeira vadiaram sobre: Alexandre Guerreiro, Passos Coelho, Putin, Biden, sanções, opinião pública, oligarcas, repressão, propaganda, China, Tiananmen, boicotes, Organização Mundial do Comércio, indústria, Aznar, revalorização das Forças Armadas, integridades nacional, Projecto Europeu, União Europeia e a união da Europa e, imagine-se, Ucrânia.

Por fim, as sugestões: [Read more…]

Aventar Podcast
Aventar Podcast
Conversas Vadias 49







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Vamos para intervalo, até já

Acompanhar a guerra pelos meios de comunicação social ‘mainstream’ é um ‘must’. O sensacionalismo, informações que não interessam, especulações e mentiras… e nem assim ultrapassam as audiências do Big Brother, o que em termos práticos deveria envergonhar qualquer OCS.

As minhas tiradas favoritas, até agora, foram:

SIC Notícias: “O avó do Putin era cozinheiro do Estaline”;

– Jornal Inevitável: “Putin é comunista”;

– Todos sem excepção: “Estou de pau feito pelo Zelensky”;

– Visão: “Putin teve esposa, amantes e tem filhos”;

– Más Noticias: “Pornhub bloqueia conteúdo na Rússia”;

– CNN: “A economia soviética…”;

– CNN, outra vez: “Ibrahimovic ajuda nas negociações”;

– Expresso: “Ucrânia vai vencer Eurovisão”.

A lista poderia continuar. Enquanto os russos invadem a Ucrânia, bombas caem em Kyiv e milhares de refugiados fogem para outros países, a comunicação social entretém-se em especulações, como se a guerra fosse passível de ser tratada como o mercado de transferências em Agosto. Notícias que não são notícias, comentadores a gastar latim quando não têm nada para dizer (Zé Milhazes? Sérgio Sousa Pinto? Clara Ferreira Alves? Alexandre Guerreiro? Sebastião quê?), homens de meia idade (liberais e conversadores, o que é giro, porque os une) de pau feito com o presidente ucraniano, fanáticos da pólvora que se babam em directo… para quê? Há gente a fugir. Há gente a sofrer. E a guerra não passa na televisão. A verdadeira guerra.

Fecho este meu resmungo com a frase que abriu, com pompa e circunstância, o noticiário da meia-noite, na SIC Notícias, há uns dias: “Última hora!: russos estão a 30km de Kyiv! Vamos para intervalo, até já”.

Na direita não faltam pataratas, obviamente…

Um deles chama-se Sebastião Bugalho e pode ser visto de vez em quando ali para os lados da CNN portuguesa (quem será o padrinho deste?). A última foi a da foto que coloquei acima. Certamente não conhece a história. Não conhece que a tal revolta popular de que fala foi feita pacificamente nas ruas fruto do desejo dos ucranianos de pertencer à União Europeia, de não estarem sob o jugo da Rússia de Putin. E não sabe que essa revolta nas ruas, pacífica, foi repelida com violência, violência brutal e gratuita incluindo assassinato de cidadãos desarmados por snipers. O rapaz que, alegadamente, até sabe o que é violência contra pessoas desprotegidas, só pode enfermar de um de dois problemas: ou é ignorância do que se passou em 2013/14 ou é má-fé. No primeiro caso, é grave uma televisão como a CNN colocar um ignorante a falar de um assunto tão sério e grave. Se é má-fé ainda é pior. Estou convencido que é mesmo ignorância. E como se sabe esta é atrevida.

Da mesma forma que não tenho tido mão leve com o PCP, obviamente que não a terei para a malta de direita. Até porque a ignorância e a má fé não é exclusivo de nenhuma das partes. Na verdade, o Bugalho junta-se assim a esta verdadeira lista da vergonha onde está o PCP, o Chega e o Alexandre Guerreiro. Estão todos bons uns para os outros. Só mudam as moscas….

Terceira intifada palestiniana contra a radicalização da ocupação israelita | Acompanhamento | Semana #2

Ao final da segunda semana a radicalização da ocupação israelita vê-se forçada a recuar, não obstante o seu poderio militar e a brutalidade da destruição imposta, sobretudo na Faixa de Gaza. A Palestina venceu em várias frentes, apesar das 250 vítimas, um terço delas crianças. Em 73 anos, Benjamin Netanyahu é o líder mais fragilizado da história do campo sionista e a resistência palestiniana ganha pela primeira vez o apoio de massas da opinião pública mundial. Israel estava apostado numa espécie de “solução final” com a sua radicalização, provocada estrategicamente a partir das questões de Jerusalém, mais saiu mais isolado que nunca, com um líder sem legitimidade, no limiar da guerra civil dentro das fronteiras da ocupação e com menos margem para continuar o genocídio do povo palestiniano com a impunidade com que o tem feito até agora.

Aqui fica o arquivo no Aventar do acompanhamento da segunda semana do conflito, da inédita greve geral ao cessar-fogo:

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DN apaga notícia online

Estava aqui, e ainda continua na cache do google. Nem tem nada de especial, é apenas mais uma ligação de Marques Mendes ao mundo da trafulhice, coisa que deixa os responsáveis da SIC muito mais descansados.

dn

A Abreu Advogados – escritório de Lisboa em que Marques Mendes é consultor desde 2012 – tratou de uma em cada três atribuições de visto gold a estrangeiros pedidas ao Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF). Na sua maioria referentes a cidadãos chineses.
No total, este escritório de advogados fundado por Miguel Teixeira de Abreu, terá ajudado na obtenção de um número substancial destas autorizações de residência, juntamente com a sociedade de advogados PLMJ, fundada por José Miguel Júdice e da Caiado Guerreiro & Associados. Segundo soube o DN, este levantamento estatístico foi feito, está referenciado na investigação da OperaçãoLabirinto e ajudou a que Ministério Público e o juiz de instrução criminal,Carlos Alexandre, percebessem melhor onde e como procurar os indícios relativos a alguns arguidos.

Mestre expulso da ‘zona de conforto’

Substituído por um Guerreiro, Mestre foi expulso da ‘zona de conforto’. Emigrará para o Mali.

Acordo ortográfico: carta ao Ministro da Educação

Rui Miguel Duarte*

6 de Janeiro de 2013

Exmo. Sr. Ministro da Educação,

Assunto: Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa de 1990 (AO90)

Venho por este meio dirigir-me a V. Exa., como responsável no domínio da Educação em Portugal. Tal responsabilidade não se esgota na emissão de diplomas de natureza burocrática nem na gestão administrativa; a Educação é muito mais, e prende-se com muito mais, tange a cultura e a formação de cidadãos competentes, activos, livres e responsáveis. Daí que a voz de um Ministro da Educação seja essencial para a construção de uma consciência e alma nacionais. Serve esta missiva para conclamar V. Exa. a uma tomada de posição sobre uma matéria que é fulcral para a identidade portuguesa: a língua. Não se entende, nem tão pouco convém, o silêncio do Ministro da Educação; entendemos que deve este manifestar-se, no âmbito das suas competências políticas.

1. Três deputados do PSD-Açores à Assembleia da República têm desde há algum tempo endereçado sucessivamente perguntas ao Governo acerca do AO90. A última série foi dirigida a 21 de Dezembro do ano transacto: [Read more…]

Os limites da dignidade

O ser humano tem dignidade, se entendemos dignidade como o direito a trabalhar, a ganhar o seu salário, a poupar se for possível, a morar com a sua família. Todo o que o povo português carece nestes dias de neoliberalismo. Ou, como diz o dicionário Priberam: Procedimento que atrai o respeito dos outros, em  definição que acrescenta esta ideia: Brioso; Pundonoroso; honrado; correcto.

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Que se lixe a troika?

Vou à manif não por concordar com a convocatória mas porque o caminho governativo é errado e contrário ao que fora proposto em programa eleitoral. Não sou naïf ao ponto de acreditar que um programa eleitoral será, ipsis verbis, um programa de governo mas deverá ser uma linha condutora da política governativa. Se assim não for, para que serve a eleição? Para se escolher a personificação do próximo ditador a termo certo? Não! O que consta num programa eleitoral deve ser levado a sério e deve-se exigir o respectivo cumprimento. E quem não o consiga cumprir terá sempre aberta a porta de saída.

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João Gobern Sotto-Mayor explica-se e encerra

João Gobern depois de festejar um golo do GLORIOSO, enviou um SMS, colocou o lugar à disposição e está fora da RTP.

No Facebook apresentou a sua argumentação e dá por encerrado o assunto:

“Meus amigos:
Gostava que me dessem a oportunidade de me referir aos acontecimentos desta semana. Tentarei que seja a última vez até porque, doravante, o assunto só serve para cansar e desgastar. Lá vai… [Read more…]

Sobre a Auditoria Cidadã à Dívida pública portuguesa

«No caso de Portugal, o principal problema não era a dívida pública. Ainda que desde 2000 se tenha vindo a observar o aumento do rácio da dívida pública no PIB, até 2005 este rácio esteve sempre abaixo de 60%, o mínimo requerido pelos critérios de Maastricht, estando o seu crescimento relativamente contido até 2008.» [citado do Projecto de Resolução da Convenção da Iniciativa por uma Auditoria Cidadã à Dívida Pública; destaque meu]

Dívida em percentagem do PIBEsta iniciativa propõe-se fazer um trabalho sério sobre a dívida pública portuguesa mas começa logo, no seu manifesto inicial, com imprecisões que me levam a questionar se o trabalho final será de igual (baixo) rigor. A citação supra, para ser exacta, deveria dizer que, de 2000 a 2008 o crescimento da dívida pública foi linear e que, se a crise internacional não nos tivesse batido à porta, seria uma questão de tempo (mais 7 anos) até atingirmos o mesmo valor que se registou em 2010 (caso a tendência se mantivesse, claro).

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O Inevitável é Inviável

Somos cidadãos e cidadãs nascidos depois do 25 de Abril de 1974. Crescemos com a consciência de que as conquistas democráticas e os mais básicos direitos de cidadania são filhos directos desse momento histórico. Soubemos resistir ao derrotismo cínico, mesmo quando os factos pareciam querer lutar contra nós: quando o então primeiro-ministro Cavaco Silva recusava uma pensão ao capitão de Abril, Salgueiro Maia, e a concedia a torturadores da PIDE/DGS; quando um governo decidia comemorar Abril como uma «evolução», colocando o «R» no caixote de lixo da História; quando víamos figuras políticas e militares tomar a revolução do 25 de Abril como um património seu. Soubemos permanecer alinhados com a sabedoria da esperança, porque sem ela a democracia não tem alma nem futuro.
O momento crítico que o país atravessa tem vindo a ser aproveitado para promover uma erosão preocupante da herança material e simbólica construída em torno do 25 de Abril. Não o afirmamos por saudosismo bacoco ou por populismo de circunstância. Se não é de agora o ataque a algumas conquistas que fizeram de nós um país mais justo, mais livre e menos desigual, a ofensiva que se prepara – com a cobertura do Fundo Monetário Internacional e a acção diligente do «grande centro» ideológico – pode significar um retrocesso sério, inédito e porventura irreversível. Entendemos, por isso, que é altura de erguermos a nossa voz. Amanhã pode ser tarde. [Read more…]