Vender rifas para representar Portugal?

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A atleta [Carla Machado] terá de pagar do próprio bolso os “cerca de 3.000 euros” que são necessários para viabilizar a sua participação na mais importante prova internacional de Masters (veteranos), mesmo que o venha a fazer com as cores nacionais.”

Respect! Nós somos os improváveis

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Confesso que todas as conquistas portuguesas me enchem de orgulho, sejam elas no desporto, na ciência, na cultura, na literatura, nas artes. Em todos os campos. Embandeirei em arco com as conquistas do futebol, desporto-indústria de milhões; como do atletismo e do hóquei em patins, desporto de milhares; como das artes marciais, desporto de tostões; como do desporto adaptado e as dezenas de medalhas de Lenine Cunha, desporto sem soldo.
Adoro destruir bestas negras, nem que seja à custa de ridicularizar bestas-quadradas. No futebol, foi a França; no hóquei em patins, a Espanha e a Itália, ambas despachadas, a seu tempo, com chapa seis. [Read more…]

Nuno Bettencourt, dos Extreme, foi buscar a bandeira portuguesa de “More Than Words” para dar sorte à selecção do Brasil

É efectivamente estranho, mas possível, segundo este título: «Nuno Bettencourt, dos Extreme, foi buscar a bandeira portuguesa de “More Than Words” para dar sorte à seleção».

A traça benfazeja

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May the  força be with you. E viva Portugal.

E agora?

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© PHILIPPE DESMAZES/AFP/Getty Images (http://bit.ly/29yPbxI)

If one knows the streets well, one can, by taking a zigzag path, avoid the large, busy thoroughfares that snake through the maze of smaller streets and, by following those smaller arteries, travel more or less as the crow flies.

David Byrne, Bicycle Diaries (“London”)

***

Pedro Queiroz da Costa, jornalista do Público, reflecte e pergunta:

Portugal foi campeão europeu. Já ninguém tira isso à selecção nacional. Mas e agora?

Agora? Agora, continua tudo como dantes. Basta ver aquilo que acontece no sítio do costume.

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Efectivamente, nada mudou.

Cumpriu-se

portugal flag

Coisas que me agradam muito:

  •  A vitória da Selecção.
  •  O Éder a marcar no fim; um momento de ironia e de justiça poética que pôs em causa a minha visão do universo e das leis que o governam.
  • O Quaresma a mostrar o melhor de si mesmo e o melhor de nós.
  • O Renato que aos 18 anos teve de enfrentar uma miríade de gente a chamar-lhe mentiroso e mesmo assim conseguiu ajudar a equipa em momentos importantes.
  •  O exorcismo de 2004. Já merecíamos.
  •  A prova que o futebol é – e deve sempre ser – um jogo de equipa, de interajuda, de solidariedade. A queda de um jogador – mesmo um jogador tão extraordinário como Ronaldo – não impede a vitória se houver vontade e espírito de sacrifício.
  • Ontem andei por Lisboa e as pessoas estavam visivelmente felizes. Isso apaziguou a cínica que vive em mim.

Coisas que me desagradam:

  • O poder político a aproveitar-se descaradamente de uma vitória da selecção e as tentativas confrangedoras de aparecer nas imagens com os jogadores.
  • Qualquer dia (hoje não porque estou feliz e gostava de continuar por mais algum tempo) temos de falar sobre esta coisa das generalizações. Já não temos 20 anos para fazermos reduzirmos milhões de pessoas a epítetos ridículos e/ou insultuosos.
  •  Portugal ainda não ter ganho a Eurovisão.

I fell

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O trocadilho do momento. Encontrado por aí.