Manifesto a favor da livre escolha

Augusto Nogueira

De repente, perante as aleivosias e sandices, os ressabiamentos e os extremismos que eu julgava estarem ultrapassados na nossa sociedade,
decidi publicar uma brincadeira que escrevi no outro dia. É o…

MANIFESTO A FAVOR DA LIVRE ESCOLHA PORQUE eu sou eu…e escolho a Escola do meu Filho!

Porque quero ter direitos de escolhas, faça-se a minha vontade! Ámen, Senhor! “Pois mais fácil é passar um camelo pelo fundo de uma agulha…”
Quero ter o direito a ter o direito de escolher …pois eu não sou eu?

Muitos, por aí, “ com olhos doces” e “palavras melífluas”, dizem que temos direito a escolher a educação dos filhos…
Têm toda razão! Assino! A educação são os pais que a dão aos filhos e cada pai escolhe a educação que lhe aprouver … em casa, quando começam a transmitir os primeiros valores e princípios que vão reger os filhos durante a vida…
Que raio! Estes valores, estes princípios, a moral, a religião, o clube e tutti quanti, afinal, são educação ou imposição?
E a criança cujo pai vive na direitolândia ?! Escolheu o pai, a mãe, os irmãos, os tios, os avós, os primos, a religião, a casa, a rua, o país, o planeta…?

Porque eu sou eu e o mundo gira à minha volta.
Porque quero ter direitos de escolhas, faça-se a minha vontade! Ámen, Senhor! “Pois mais fácil é passar um camelo pelo fundo de uma agulha…”
Quero ter o direito a ter o direito de escolher … pois eu não sou eu? [Read more…]

Escola Pública: Faça a sua parte, assine!

Há momentos em que tudo se torna mais simples e, ainda que a vida seja feita de muitos tons, a verdade é que há situações em que a realidade nos apresenta duas partes. De um lado os amarelos, do outro, os defensores da Escola Pública. Já fez a sua opção? Assine!

Uma Escola Universal

Que o Estado português e a Igreja Católica portuguesa, representada pela Companhia de Jesus, criem uma rede pública de Escolas, com uma unidade de ensino em cada distrito do território nacional e unidades exteriores em todos os continentes, para tal usando a rede diplomática da CPLP, assim como as parcerias estratégicas já estabelecidas pela diplomacia portuguesa e pela Companhia de Jesus desde há 500 anos.

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Monita

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“Acredito que o branco que eu vejo é preto, se a hierarquia da Igreja assim o tiver determinado”.
Inácio de Loyola

 

Inácio de Loyola (1491-1556) fundou a Companhia de Jesus, juntamente com outros seis companheiros, em Montmartre, a 15 de Outubro de 1534. Desse grupo fundador fez parte um português, de nome Simão Rodrigues de Azevedo, que veio a ser, em 1546, o primeiro Provincial da Província portuguesa da Companhia de Jesus.

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JHS

Não andaremos muito longe da verdade se dissermos que o Ministério da Educação é o mais importante de todos.A polémica artificial que rodeia as opções deste ministro resulta do elevado mérito dessas mesmas opções e de uma leitura correcta que faz das funções do Estado e das suas obrigações para com todos.

Isto não quer dizer que sejam dispensáveis os contributos de algumas estruturas e ordens da sociedade civil e eclesiástica, entre as quais está quem, ao longo de séculos, ofereceu inestimáveis contributos para a construção da própria civilização que hoje temos. Refiro-me particularmente à Companhia de Jesus, a única organização eclesiástica do mundo que tem dois Papas em exercício. O que é assinalável.

A tentativa de “relvização” de Tiago Brandão Rodrigues

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A revista Sábado deu o mote, o ministério da propaganda fez o resto. De um momento para o outro, Tiago Brandão Rodrigues é o Relvas do governo socialista, o gajo que deu o golpe na academia. Com a diferença que, ao contrário do que aconteceu com o ex-braço direito de Passos Coelho, a academia saiu em defesa do ministro da Educação e desmentiu o professor que acusou Brandão Rodrigues de se ter apropriado ilegalmente de 18 mil euros atribuídos pela FCT: [Read more…]

Embrulha!

Alexandra Leitão, Secretária de Estado da Educação, usa texto enviado pelo Ministério da Educação do governo anterior ao Tribunal de Contas para esclarecer a ilegalidade dos contratos de associação em zonas onde não exista carência de escolas públicas.

Dá gosto ver os peões da direita a rebolarem os olhos ao levarem com os seus próprios argumentos.

Os contratos de associação, o Presidente, o Cardeal e, já agora, o Papa

Santana Castilho*

Existem problemas bem mais graves que aquele que ocupa a actualidade política há quase um mês: porque o Governo decidiu (e bem) não continuar a financiar alunos de colégios privados que operem em zonas onde existam vagas em escolas públicas, criou-se um alarme social que já mereceu referências (particularmente significativas e nada inocentes) do Cardeal Patriarca e do Presidente da República.

Toda a polémica respeita a 3% (79 escolas, para ser exacto) de toda a rede de ensino privado, composta por 2.628 escolas. Mas rápida e maliciosamente foi apresentada como um ataque a todo o ensino privado. Estas 79 escolas propalaram a probabilidade falsa de virem a ser despedidos cerca de quatro mil professores, quando esse número representa a totalidade do seu corpo docente e o Estado já garantiu, reiteradamente, que nenhum aluno, de nenhum ciclo de estudos em curso, deixará de ser financiado.

Sendo certo que os contratos de associação sempre foram instrumentos sujeitos à verificação da necessidade de recorrer a privados para assegurar o ensino obrigatório, é igualmente certo e óbvio que sempre foram marcados pela possibilidade de cessarem, logo que desaparecesse a necessidade. Porquê, então, tanta agitação, apesar do senso comum apoiar a decisão e a Constituição e a Lei de Bases do Sistema Educativo a protegerem? Porque o corte futuro de cada turma significa 80.500 euros a abater ao apetecível bolo anual de 139 milhões; porque, a curto prazo, ficarão inviáveis os colégios que vivem, em exclusivo, da renda do Estado e dos benefícios fiscais decorrentes do estatuto de utilidade pública; porque, dor maior, muitos desses colégios têm projectos educativos de índole confessional católica.

Com este cenário por fundo, não retomo argumentos que estão mais que expostos. Prefiro recordar intervenções de diferentes protagonistas e, com elas, afirmar que será politicamente curioso seguir os próximos desenvolvimentos. [Read more…]

A Educação que queremos: petição

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“Mas isso é tema para debater no tal grande debate sobre Educação que é necessário e urgente iniciar. O que aqui está em causa são os Contratos de Associação, a lei e a obrigação de a cumprir. E dar atenção a um espírito reformista que é preciso acalentar, nomeadamente num país conservador que insiste em não resolver os seus problemas crónicos. Há muitas razões para ver isto de forma muito ponderada e com bom-senso. Sempre defendi que a Educação, a par da Cultura, não são um custo, mas sim um investimento de médio e longo prazo. Custa-me ver o debate centrado somente nisso, bem como a ligeireza com que se fazem propostas de privatização da Educação em detrimento da Escola Pública. A Educação é um objetivo muito maior. Tem a ver com o futuro, com aquilo que queremos ser como país e como povo e com a escolha que fizemos pela democracia e pela liberdade.”

Com um um artigo que publiquei no Observador sobre a Escola, os contratos de associação e a necessidade de debater a Educação, deixo-vos um convite para assinarem a Petição em Defesa da Escola Pública. Por favor leiam e se concordarem assinem (online).

Assinar ONLINE aqui.

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Hiperactividade ou Hiperdiagnóstico?

Mais de 5 milhões de doses de Metilfenidato (Ritalina) administradas a crianças em Portugal, para sossegar não o seu espírito, mas o daqueles que as querem sentadas, mudas e quietas.
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A escola que liberta

Despacho Normativo 1 H/2016. Tem designação que parece de gripe de aves mas está a fazer mossa. Com ele, o Governo pretende cumprir os contratos em vigor de associação com escolas até ao termo de validade e não celebrar novos contratos onde já exista oferta de escola pública bastante.

Vejamos o que está em causa. [Mendo Henriques]

Ler para ver o que está em causa.  É coisa pouca. Apenas manipulação e dinheiro “dos contribuintes” que agora a direita diz que se pode gastar.

 

E se uma escola pública recebesse o mesmo que uma privada com contrato de associação?

O Director do Agrupamento de Escolas de Figueira de Castelo Rodrigo declara que, em 2015, lhe teriam sobrado 469 817 €. E esta, hein?

Raul Vaz mentiu

Quando se fala de sindicatos e de educação a FENPROF é a referência que todos têm e isso, num universo sindical completamente pulverizado, nomeadamente por quadros de direita (PSD) que, nos tempos do Cavaco Primeiro, se distribuíram por amostras de sindicatos. Ontem, ao fim da tarde, quando ouvia, no carro, o programa de debate da Antena 1, Contraditório, o Vaz dizia, ali pelo minuto doze, que o líder da FENPROF, Mário Nogueira, tem esse papel há décadas.

Ora, creio, poder escrever com toda a FORÇA que as palavras podem ter: Raul Vaz mentiu porque, Mário Nogueira não é o líder da FENPROF há décadas.  Poderá o senhor comentador visitar um texto escrito há uns tempos com algumas perguntas sobre o mundo sindical docente. Talvez aí encontre alguma informação que ignora. Ou não!

Repare, caro leitor, há um ano, a FNE (laranja) assinou um acordo com os patrões do privado que levou milhares de professores do privado ao desemprego e outros tantos ao desespero. Pois agora, junta-se ao coro dos patrões. Coerências! Mas, sobre isto, o Comentador não tem nada a dizer…

Escola Pública e Escola Privada

Ou não.

Directores de escolas de Coimbra em defesa da Escola Pública

Isto é muito simples: os defensores de privilégios à custa de dinheiros públicos estão necessariamente contra a escola pública e a favor do incumprimento da Lei. A hipocrisia grassa.

Ontem, graças a uma iniciativa da FENPROF, houve uma conferência de imprensa em Coimbra, com a participação, entre outros, de três directores de escolas públicas, homens conhecedores do terreno, que explicam tudo de modo claro e sucinto, desmontando, inclusivamente, a alegada superioridade do ensino privado.

No primeiro vídeo, ouvem-se as palavras do meu amigo Augusto Nogueira, Director da Escola Secundária D. Dinis; depois, Paulo Costa, Director do Agrupamento de Escolas Rainha Santa Isabel; finalmente, o Manuel Rocha, Director do Conservatório de Música de Coimbra.

Isto é muito simples: basta ouvir quem sabe. Os vídeos estão a seguir ao corte. [Read more…]

Liberalismo? Yeah right…

PPCT

God bless you! And God bless taxpayers money!

Fotomontagem: Luís Vargas

A favor dos contratos de associação

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O pessoal da caranguejola pafiosa continua a divertir-me e a preocupar-me. Neste momento, diverte-me um bocado mais, porque não está no poder. Preocupa-me, porque poderá voltar a estar. A última causa a que resolveram dedicar-se é a da defesa dos colégios, o que é cómico, tendo em conta que os colégios não foram atacados.

Primeiro, enquanto governo, perverteram os contratos de associação, permitindo a abertura de turmas em escolas privadas ao lado de escolas públicas, quando os contratos de associação, re-re-re-re-repita-se, foram criados para suprir a falta de oferta pública e não para financiar a concorrência de colégios ou de cooperativas a escolas do Estado.

Depois, fingem que há um levantamento comuno-marxista-norte-coreano-guerrilheiro-ateu-demoníaco-sindicalista-nogueirista contra os colégios. O diálogo não é de surdos, mas é com gente que se finge surda. O actual governo e os partidos que o apoiam dizem “Queremos rever os contratos de associação.” e a caranguejola pafiosa responde que é uma vergonha, que é um ataque aos privados e até a Nosso Senhor. O actual governo e os partidos que o apoiam falam na necessidade de racionalizar recursos e os caranguejoleiros dizem que há um ataque à liberdade de escolha dos pais e dos encarregados de educação. [Read more…]

Da hipocrisia da direita parlamentar

Hipo

via Uma Página Numa Rede Social

Os contratos de associação em 3 minutos

Esta não é uma discussão ideológica. É uma discussão de boa gestão e políticas públicas. Não há qualquer racionalidade em pagar duas vezes pelo mesmo serviço.

A explicação simples e objectiva do Ricardo Paes Mamede.

via Geringonça

Liberalismo subsídio-dependente

Privado

Num blogue onde estou rodeado de especialistas no assunto como o Ricardo Santos Pinto, o António Fernando Nabais, o João Paulo ou o J. Norberto Pires, pouco haverá a acrescentar sobre os problemas que o sector enfrenta nestes dias de tensão entre esquerda e direita, público e privado. Prefiro ler o que estes experientes professores têm para partilhar.

Contudo, há uma parte neste conflito que nada tem que ver com Educação. Um conflito ideológico. De um lado a esquerda, que defende a escola pública e a diminuição de apoios a instituições privadas de ensino, do outro a direita, que podendo privatizaria tudo, da pré-primária às universidades públicas, e que defende o financiamento – aumentou-o enquanto governou – de escolas privadas. [Read more…]

Colégios privados habituados à mama

Lembram-se da trupe que anda sempre a reclamar por menos Estado? Menos dinheiro dos contribuintes, como costumam dizer, para isto e para aquilo?

Esqueçam.

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O direito de escolha

também se aplica à escolha de habitação? Eu queria ter um cantinho na Quinta da Marinha. Será que a Igreja luta comigo por esse direito?

O contrato de associação do Colégio Paulo VI em Gondomar

Este post já tem 5 anos, mas dado que a Caranguejola aproveitou o assunto para dar os primeiros sinas de vida, parece-me fazer todo o sentido a sua republicação.

O post do João José Cardoso sobre a manifestação das escolas privadas em Lisboa fez-me querer saber quais são as 93 escolas que têm contratos de associação no país. Aqui estão elas.

Reparei que uma das escolas que mantém contrato de associação é o Colégio Paulo VI, em Gondomar. Estamos em presença de um bom colégio, mas não é isso que está em causa.

Porque o que está em causa é o seguinte: é um colégio que não cumpre o principal requisito das escolas com contrato de associação – oferecer educação gratuita a uma região que não dispõe de oferta pública. É que, em redor do Paulo VI, a menos de 1 ou 2 km, existe uma extensa rede de escolas públicas, todas com capacidade para albergar mais alunos. No total, são 47 escolas primárias (1.º Ciclo), 7 escolas E B 2 3 (2.º e 3.º Ciclos) e 4 Escolas Secundárias – Gondomar, Rio Tinto, S. Pedro da Cova e Valbom. São números que respeitam apenas à cidade de Gondomar e às freguesias limítrofes e que não contabilizam, por isso, as freguesias mais afastadas da freguesia-sede, como Jovim, Foz do Sousa ou Melres.
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Um amplo debate entre os países lusófonos?

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© FRANCISCO LEONG/AFP (http://bit.ly/1ZyvyKi) | http://bit.ly/1TAFD4R

Exactamente porque está transformado numa questão política e não naquilo que deveria ser: uma questão linguística. E educativa, já agora.

António Fernando Nabais

***

Hoje, no Diário de Notícias, durante uma entrevista ao excelente António Fernando Nabais, o jornalista Pedro Sousa Tavares fez o seguinte comentário:

Afinal, houve um amplo debate entre os países lusófonos…

Na página Acordo Ortográfico Não!, Francisco Belard reagiu:

Faltou corrigir o jornalista quando, no final, disse que “houve um amplo debate entre os países lusófonos”».

Efectivamente, ainda ontem, recordei que, «neste contexto, “reabrir o debate” não será a opção mais feliz, pois existe um prefixo a mais. Salvo iniciativas pontuais (uns colóquios aqui, umas audições ali, umas audiências acolá), o debate sobre o AO90 nunca foi aberto, por isso, é um erro mencionar-se uma reabertura».

Para terminar este pequeno texto, gostaria de saudar o Diário de Notícias pela escolha do entrevistado. Excelente!

Pro memoria, eis a entrevista, numa versão em português europeu:

“Está instalado o caos ortográfico”
Entrevista
Diário de Notícias, 09 DE MAIO DE 2016
Pedro Sousa Tavares

Um dos grandes críticos do Acordo, António Fernando Nabais, diz que as declarações do Presidente são um sinal de esperança [Read more…]

A falta de vergonha

Miguel Torga citado na inauguração do Túnel do Marão. A falta de vergonha institucionalizada.Nada que  surpreenda.

O Ensino e a Constituição da República

Cumpre ao Estado, nos termos da Constituição da República, assegurar a criação de uma rede de estabelecimentos públicos de ensino que cubra as necessidades de toda a população.
Nos termos da mesma Constituição, não cumpre ao Estado financiar o ensino particular, cuja criação é um direito dos particulares e uma consequente responsabilidade. O Estado assegurará, exclusivamente, nos termos constitucionais, o seu reconhecimento e a sua fiscalização, nos termos da lei.

Se durante mais de quatro anos, que foi o tempo que durou o calvário governativo anterior, a Constituição da República foi um empecilho e um inimigo, é tempo de lhe reabilitar a dignidade e de lhe voltar a conferir o estatuto de matriz jurídica do nosso Estado de Direito Democrático.

Contratos de associação: informação

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Entrevista de ontem da Secretária de Estado da Educação, Alexandra Leitão, à TVI. Absolutamente esclarecedora, a colocar os assuntos sem margem para nenhuma dúvida. Esta é provavelmente a melhor Secretária de Estado da Educação das últimas dezenas de anos. Muito bem!

 

“Eu é que escolho”. E quem é que paga?

No princípio do verão de 1987, o meu pai chegou a casa com uma indicação de agenda, para uma tarde na Associação da Moita do Boi. Constava que deixaria de haver transporte para a escola da Guia,  transformada em C+S depois do 25 de Abril, antigo externato privado. Além disso, estava a nascer no Louriçal “um colégio novo” – que oferecia transporte, claro – e um dos sócios dispusera-se a explicar, detalhadamente, a cada família, o projecto no seu todo. Lá fomos. Nunca me esquecerei da imagem de António Calvete, à época rapaz de sub-30, camisa e calça de ganga, sapatilhas, óculos redondos e olhar certeiro. Estava sentado sozinho, numa mesa ao cimo daquele salão de baile. Falava pausadamente, discurso estudado e fluente, abusava da bengala de linguagem “no fundo”, e no fundo eu sabia que de pouco adiantava dizer ao meu pai que não queria estudar no Louriçal, que ninguém queria passar os dias na vila, que vivia há anos na sombra do foral manuelino e do convento, mais o mercado ao domingo. Estava escrito nas estrelas, e lá fui, meses depois, para o primeiro 9º ano da vida do Instituto D. João V: 300 pessoas ao todo, entre alunos, funcionários e professores. 50 professores. A nata da nata que havia em Pombal e Figueira da Foz.
Naqueles primeiros tempos da escola fomos todos muito felizes. [Read more…]

Escola Pública e Escola Privada? Sim. Claro! PPP na Educação? Não

O título diz tudo e mostra, de forma clara, que não há qualquer PRÉ-conceito nesta discussão. E, o único estudo realizado sobre esta questão prova que o problema é a vontade de alguns ganharem dinheiro à custa de todos nós. Vejamos esta citação no único estudo realizado sobre o assunto:

– Sobre o Colégio de Lamas (Santa Maria da Feira): “a interferência deste estabelecimento (na rede pública) é mais evidente.” (página 65).

Ou seja, o Colégio de Lamas está a retirar alunos que têm lugar nas Escolas Públicas. Ninguém está a impedir alguém de escolher a Escola dos seus filhos. Escolhe, paga.

Se em Gondomar, a Escola Secundária tiver lugar para os alunos do secundário, porque é que temos de pagar o seu acesso ao Paulo VI?

E, em Gaia, se escolas como a António Sérgio ou a Inês de Castro têm condições para receber mais alunos, porque é que estes são financiados para andar no Colégio de Gaia?

Dirão que a oferta formativa desses colégios é diversa da disponível nas Escolas Públicas e que isso justificará a opção dos alunos. Estou de acordo com esse argumento. Mas, pergunto: a Escola Secundária dos Carvalhos tem as mesmas possibilidades para escolher os seus cursos como faz o Colégio dos Carvalhos? Não. Não tem. Pelo menos, não tem tido: os Colégios sabem primeiro os cursos que vão ter e podem, por isso “preencher” as necessidades formativas da população.

E, como já uma vez aqui escrevi: comparem, por favor, o número de alunos com Necessidades Educativas Especiais, das Escolas Públicas e de alguns “falsos Privados”.

Mas, reitero uma outra ideia: o ME está apenas a verificar se a Lei está a ser cumprida. Todas as turmas que começaram um ciclo vão poder continuar até ao fim desse ciclo. Não há autorização para abrir novas turmas. Isto é cumprir a lei e todos o sabem.

Além disso, cada um dos colégios tem uma área de influência. Deve cumprir-se a lei – os alunos financiados devem ser dessa área de influência.

Quanto aos Privados, nada a referir. Continuem a fazer o trabalho que têm feito.

Nota adicionar: Intervenção do Deputado Porfírio Silva no Parlamento (Vídeo)

Contratos de associação: informação

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Intervenção muito clara, muito bem fundamentada, e tecnicamente muito competente da Secretária de Estado da Educação (Alexandra Leitão) sobre Contratos de Associação, no dia 19 de Abril na Comissão de Educação da Assembleia da República. Ver a partir do minuto 25:00.

Mais claro não é possível.

Pergunta: não passou na comunicação-social “main stream” porquê? É inaceitável que muitos pensem que o debate se faz sem esclarecimento e sem ouvir todos os argumentos.