UE contra cidadãos europeus: STOP CETA, STOP TTIP! – 1

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Entrámos no sprint final do CETA, o Acordo Económico e Comercial Global entre a UE e o Canadá. Pretendem os dirigentes europeus assiná-lo no final de Outubro e, com a aprovação do Parlamento Europeu, proceder à sua “aplicação provisória” antes da ratificação nos parlamentos nacionais (conseguida pelo movimento de protesto).

Hoje, sábado, vai ser entregue ao tribunal constitucional de Karlsruhe uma queixa de inconstitucionalidade do CETA. A queixa é apresentada por uma professora de música de 70 anos de idade e subscrita, através de procuração (ver pacotes na foto), por mais 68.058 cidadãos alemães.

Chefes de estado e deputados, mais não sois do que representantes, “ouvide” o que temos para vos dizer: NÃO a tratados em que os interesses dos investidores valem mais do que os dos cidadãos!!!

Em Portugal, faça o CETA-Check (basta clicar nas questões preparadas) e esteja atento, é hora de acordar antes que seja tarde demais…

O que a vida parece através dos olhos de um eleitor Trump

(C) The Other 98%

Desespero

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A Selva de Calais é o acampamento ilegal onde mais de 7 mil refugiados sobrevivem no meio de um lamaçal, agarrados a uma única ideia fixa: passar o canal da Mancha escondidos num dos inúmeros camiões que atravessam o Eurotúnel para chegarem a Inglaterra. Dia a dia, aumenta a tensão e a raiva, aumenta a violência dos polícias, dos refugiados, dos camionistas. É uma das feridas vergonhosas incrustada nesta Europa desunida e incapaz de encontrar soluções responsáveis e humanitárias, fingindo que pode continuar no business as usual. Merkel acaba de receber novamente um não categórico dos quatro chefes de estado do grupo de Visegrado em relação a uma política de refugiados com quotas obrigatórias para o acolhimento dos mesmos. Em vez disso, a Hungria e a República Checa consideram a segurança como tema prioritário e defendem a criação de um exército europeu.

Imagem: arte

A Origem da Propriedade

"A infância de Caim", pormenor. Gesso de António Teixeira Lopes (Vila Nova de Gaia, 27 de Outubro de 1866 - São Mamede de Ribatua, Alijó, 21 de Junho de 1942)

“A infância de Caim”, pormenor. Gesso de António Teixeira Lopes (Vila Nova de Gaia, 27 de Outubro de 1866 – São Mamede de Ribatua, Alijó, 21 de Junho de 1942)

 

Há uma lenda sobre a origem da Propriedade muito elucidativa sobre o papel que a violência tem tido ao longo da História na opressão dos povos e no domínio das nações. Essa lenda torna também clara a definição de Estado sugerida por Max Weber, segundo a qual ele é uma estrutura política e administrativa que detém o monopólio da violência legítima.

Buckminster Fuller recupera essa lenda no Manual de Instruções para a Nave espacial Terra e descreve-a com elegante simplicidade. Havia um Rei Pastor, a quem a História dos Símbolos poderia chamar Abel, que viveu na era dos gigantes e guardava em paz o seu povo e o seu rebanho. Um dia apareceu, montado num cavalo, um homem rude e pequeno com uma moca pendurada pela cintura. Chegou-se junto ao Rei Pastor e, do cimo do cavalo, disse-lhe “Muito bem, Senhor Pastor! Mas que ovelhas tão lindas você tem! Não sei se sabe que é muito perigoso ter ovelhas tão bonitas numa terra tão selvagem. Sabe que esta terra é muito perigosa”. O Rei Pastor respondeu-lhe, “Vivemos aqui há muitos anos, há muitas gerações, e nunca tivemos visão desse perigo nem problemas que dessem prova que ele existe”.

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O segredo da Política

Um dos grandes segredos da Política, no qual, é verdade, quase ninguém acredita, é que o “bem-estar” e o “progresso” da sociedade são desígnios que se alcançam sem ser necessário recorrer a somas muito significativas de dinheiro.

Dito de outra maneira, governar um país de forma a fazer chegar a todos, sem excepção, o necessário para uma vida confortável e digna, é barato. É muito e surpreendentemente barato.

É este o grande segredo da política. Tão grande é esse segredo que há quem ache que o seu tamanho é exactamente igual ao do Circo erguido em torno do Pão.

O BCE, a CGD e os verdadeiros DDT

Segundo o jornal Expresso, que teve acesso a uma carta “confidencial” enviada pelo Presidente do BCE ao Banco de Portugal e à CGD, o Banco Central Europeu “exige” que os novos administradores da Caixa façam um curso sobre Organigramas. E outro sobre “processos de reporte ao topo da hierarquia”. E outro ainda sobre “políticas de cumprimento de regras”.
Esta carta extremamente confidencial do BCE quer comunicar uma só coisa ao governo português: esse Banco é nosso.

O artigo do Expresso é omisso quanto aos Panama Papers.

Valores limitados

Recep-Tayyip-ErdoganFoto: AP

A democracia é um comboio do qual se desce quando se chega ao destino”, Erdogan nunca deixou dúvidas quanto à sua convicção anti-democrática e, desde a fracassada tentativa de golpe, tem carta branca para a “caça às bruxas” que já levou à prisão mais de 40.000 pessoas – entre as quais militares, juízes, jornalistas, professores, polícias – e à suspensão de 80.000 funcionários públicos. As cadeias estão de tal modo sobrelotadas, que o governo anunciou que irá libertar 38.000 prisioneiros detidos antes do golpe, para arranjar lugar para todos os supostos simpatizantes do movimento Gülen, ao qual Erdogan achou por bem atribuir a tentativa de golpe. Segundo Erdogan, o golpe foi “um presente de Alá”, que o legitima a dar largas às ganas de liquidar tudo o que se lhe oponha, falando de expurgação, punição exemplar e de reintrodução da pena de morte. Para tudo isto Erdogan conta com o apoio ilimitado de uma substancial parte da população turca. No regresso a Istambul após a debelação do golpe, Erdogan foi recebido por milhares de pessoas no aeroporto, muitas das quais bradando “ordena-o e mataremos, ordena-o e morreremos”, e, sucessivamente, “Alá é grande!”. À gigantesca manifestação orquestrada pelo presidente três semanas depois do golpe, acorreram mais de um milhão de pessoas. Quem ainda se atreve a ter uma posição crítica, tem o destino marcado. A divisão de poderes foi desmantelada, a Turquia a caminho da ditadura.
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