“Comissão Europeia desmente suspensão de 16 fundos estruturais em Portugal”

Com este artigo no Expresso, eis desmontado o que cheirava a esturro.

Volto à questão do post anterior, sobre a motivação de uma fuga de informação destas. Sabemos a quem interessa, falta saber quem a fez acontecer.

Sanções da CE a Portugal: aí está a represália proposta

Jyrki Katainen

Imagem: Vídeo SIC

A senda contra Portugal continua. Sim, Portugal, porque quando há ataques não há governos, mas sim portugueses.

A SIC trouxe o tema para a mesa e a restante comunicação social, via Lusa, repete o bordão.

A Comissão Europeia está mesmo a preparar-se para suspender a comparticipação nos fundos europeus a Portugal. É o próprio vice-presidente da Comissão Europeia, Jyrki Katainen, quem o assume numa carta ao presidente do Parlamento Europeu, Martin Schulz, em que indica desde já 16 fundos ou programas estruturais europeus que devem ser suspensos. [SIC]

Há algumas notas interessantes quanto a este assunto. A primeira, e mais relevante, é que não importa se está o país está a ir mais direito ou mais torto em termos económicos. Ao que parece, e contrariamente ao que a opinião de direita diariamente anuncia, as coisas nem estão melhor nem pior. Vai-se gerindo. É factual que Schäuble não gosta deste governo e está actuar para lhe dificultar a vida.

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Medicina Chinesa no Serviço Nacional de Saúde

dgs

 

Considero ser muito feliz a notícia que dá conta da intenção manifestada pela Direcção Geral de Saúde, de trazer para o SNS práticas médicas tradicionais, designadamente a Medicina Tradicional Chinesa. É uma grande vitória para os que acreditam que é possível melhorar a prestação pública de cuidados de saúde, através da aceitação e incorporação de contributos terapêuticos provenientes de outras realidades, contributos esses sobre cuja eficácia e validade científica não restam já dúvidas.
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Dia de luto para a direita radical: número de inscritos nos centros de emprego recua para valores de 2009

IEFP

Até pode ser uma questão sazonal, um esquema qualquer de engenharia política ou um programa de estágios manhosos oculto, daqueles que o governo PSD/CDS-PP usava para aldrabar os números do desemprego. Pode ser tudo junto. A diferença, é que enquanto durou o quase crime da caranguejola, qualquer notícia que desse conta de uma descida tão significativa do número de inscritos nos centros de emprego, principalmente quando os números nos chegam do IEFP e são apresentados como os mais baixos desde 2009, teria enchido capas e inundado as redes sociais da imprensa ao serviço do velho regime. Por algum motivo, só deu para este quadradinho e para umas poucas peças, tímidas e quase sem destaque nenhum. No ministério da propaganda, impera o silêncio. Alguém lhes dê um flute para acalmar os nervos.

Recorte encontrado na infame página d’Os Truques da Imprensa Portuguesa

(Quase) crime, disse ele

UPNRS

Pedro Passos Coelho convidou António Costa a exercer o seu mandato de primeiro-ministro com outra serenidade e a escolher melhor as palavras que utiliza. Como se a política portuguesa fosse serena e feita apenas de floreados. Veio isto a propósito das seguintes declarações do primeiro-ministro:

O PSD não tem a menor credibilidade para falar em matéria de sistema financeiro. O PSD para encenar uma falsa saída limpa do ajustamento escondeu o BES, escondeu o Banif e escondeu tudo o que pôde esconder.

referindo-se à preocupação manifestada por Passos Coelho sobre a situação “inaceitável” da CGD. [Read more…]

A nova Praça do Império (otomano)

 

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Foto retirada daqui

Notícias recentes dão conta da alteração dos jardins da Praça do Império. Não devemos ter complexos com a História e com o passado. Questionar o passado? Sim, sempre. Estudar o passado? Sim, sempre. Apagá-lo? Não. Isso é o que muita gente durante a História recente fez e continua a querer fazer. Seja de um passado recente (troika, austeridade, etc.) seja de um passado mais remoto. É triste.

Juros negativos

Avaliando pelo que mostram as capas dos jornais de hoje, o financiamento ontem conseguido por Portugal não teve juros negativos.

Se é um feito ou não, é outra conversa. O  facto é que quando aconteceu pela primeira vez, com o governo da troika, foi um estrondoso acontecimento. E, então, ter sido um feito é, também, outra conversa, a mesma atrás referida.

Há duas ou três possibilidades para tão débil cobertura mediática. Ou os tipos da geringonça são uns nabos em termos de comunicação, ou a imprensa está sobre controlo da direita. Ou então passa-se um pouco de ambas as situações, que é o que me parece ser o caso.

Fantástico é observar as carpideiras da direita a assobiar para o lado. Revela que o entusiasmo e pessimismo que, selectivamente, delas se apodera não é mais do que tesão de mijo, pardon my French.