Grandes temas caídos em esquecimento

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Não, não vos vos falar dos Panama Papers. Esse, apesar de já pouco se falar sobre ele, ainda vai dando o ar da sua graça, entre misteriosos suspeitos e sacos azuis com políticos e jornalistas corruptos à mistura. Há suspense, intriga e tensão. Só não acontece nada mas também ninguém esperava que acontecesse. Ainda assim uma boa novela. [Read more…]

Não percebes Cristas? A Cecília explica.

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Assunção Cristas aproveitou a boleia das críticas que chegam de Bruxelas às contas do governo para afirmar que as medidas tomadas pelo executivo de António Costa não batem certo e não correspondem às necessidades do país. À margem de um evento social onde participou, que isto de andar de eléctrico é coisa para assessor tirar fotografias, a líder do CDS-PP disse aos jornalistas que “Infelizmente não há uma semana que passe que não haja o alerta de uma entidade independente, seja nacional, seja internacional“. A fazer lembrar os tempos em que governava, tempos de metas em constante incumprimento e de permanentes alertas independentes, nacionais e internacionais.  [Read more…]

Saúde vs. educação…

Sabendo que saúde e educação são bandeiras dos socialistas e compagnons de route na geringonça, alguém me explica porque razão um utente vai passar a escolher livremente um hospital público mas não a escola pública onde matricular o seu filho?

Contratos de associação: informação

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Intervenção muito clara, muito bem fundamentada, e tecnicamente muito competente da Secretária de Estado da Educação (Alexandra Leitão) sobre Contratos de Associação, no dia 19 de Abril na Comissão de Educação da Assembleia da República. Ver a partir do minuto 25:00.

Mais claro não é possível.

Pergunta: não passou na comunicação-social “main stream” porquê? É inaceitável que muitos pensem que o debate se faz sem esclarecimento e sem ouvir todos os argumentos.

 

 

José Rodrigues dos Prantos

JRP

era o nome da personagem do Contra-Informação que satirizava um jornalista que cresci a acreditar tratar-se de alguém imparcial e coerente mas que, com o passar do tempo, vim a perceber que é na verdade um indivíduo incapaz de separar as suas crenças ideológicas da necessária isenção que a sua função exige. Dizem que é serviço público. Agendas.

José Rodrigues dos Santos tem presenteado os portugueses com alguns episódios dignos de registo. A fábula dos paralíticos gregos, a brincadeira de mau gosto que visou o deputado Alexandre Quintanilha ou a forma nada profissional ou ética como por várias vezes se referiu aos partidos de esquerda como “extremistas” e “radicais”, quais operacionais do Daesh, são casos que ilustram a visão enviesada e facciosa do exercício das funções que o pivot da RTP exerce. [Read more…]

Cu-é-cus em Gaia

Vai gira a situação em torno da construção no espaço que, nos últimos anos, recebeu o Marés Vivas. E, como muitas vezes acontece, estamos a perceber as motivações da Quercus que, como muitas outras entidades, desenvolve a sua actividade, numa área nobre da sociedade mas, respeitando muito pouco a nobreza de procedimentos.

A Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia, respondendo à Quercus, publicou uma série de documentos que mostram de forma muito clara o que foi a relação entre a autarquia e a Quercus nos tempos de outros senhores. [Read more…]

Uma adolescente histérica

é o que me vem à mente quando visualizo este momento anedótico de José Rodrigues dos Santos. É o jornalismo que temos.

Reorganização da Rede do Ensino Particular e Cooperativo com Contrato de Associação

 

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Ainda não tenho o estudo de 2016, anunciado pela Secretária de Estado da Educação, mas está disponível o estudo de 2011. A realidade não será muito diferente. Foi feito pela Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra.

“Reorganização da Rede do Ensino Particular e Cooperativo com Contrato de Associação”
Coordenação: Prof. Doutor António Rochette

Link: http://www.uc.pt/fluc/serv_com/ens_part_cooperativo

Região Centro: http://www.uc.pt/fluc/serv_com/pdf_docrochette/Centro.pdf

Este estudo mostra coisas muito interessantes: a rede completa, uma análise exaustiva dos vários equipamentos, de onde vêm os alunos, etc. É tudo muito claro e percebe-se bem razão desta ENORME CORTINA de fumo que tentam lançar sobre este assunto para CONFUNDIR os contribuintes.
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Pela privatização dos evadidos fiscais

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Enquanto assistimos à guerra de especulação sobre jornalistas, políticos e empresários alegadamente envolvidos nos papéis do Panama, com sacos azuis e outros esquemas de trafulhice financeira à mistura, a procissão daquele que foi anunciado como um dos escândalos do século passa e nada parece acontecer. Foram só uns quantos esquemas de evasão fiscal e lavagem de dinheiro, e daí? Controlem-se é essas reposições salariais que isso é que arruína um país. Isso e a malta do RSI, esses cancros das sociedades modernas.  [Read more…]

OE2016 – Educação

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Sabiam qual foi a redução do Orçamento de Educação no OE2016? -82 milhões de euros

Sabiam que, apesar disso, o orçamento com o Ensino Particular e Cooperativo subiu? Com o OE2016 o aumento foi de 6% (14 milhões de euros), explicado com compromissos com contratos de associação.

Ou seja, aperta-se no Ensino Público (menos 82 milhões de euros) e aumenta-se no privado (mais 14 milhões de euros). De onde vem o dinheiro? Dos impostos de todos os Portugueses.

Texto do relatório – página 181 (ver Relatório (Substituído em 11-02-2016)): http://www.parlamento.pt/ActividadeParlamentar/Paginas/DetalheIniciativa.aspx?BID=40061

Os debates fazem-se mostrando a realidade, colocando a informação em cima da mesa e deixando que todos sejam informados de forma isenta. Depois, com a informação, os contribuintes, que são quem paga todo este desnorte, devem decidir o que querem.

É altura de ver isto com olhos de ver.

Números em cima da mesa, análise da rede escolar, análise da sobreposição e decisão racional e com bom-senso.

Cortinas de fumo, não!

«Things are terrible here in Portugal, but not quite as terrible as they were a couple of years ago»

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Foto: Alamy/mauritius images (http://bit.ly/1VH8Yki)

«Quoi ! Après Auguste, Augustule ! Quoi, parce que nous avons eu Napoléon le Grand, il faut que nous ayons Napoléon le Petit !»

— Victor Hugo

«Be afraid. Be very afraid».

— Ronnie

***

Efectivamente, na actual perspectiva (ah! a perspectiva) de Krugman, “here in Portugal” e não “there”. Entretanto, houve quem tivesse pegado no artigo de Krugman, adaptando (aliás, truncando) a frase, com omissão do importante «but not quite as terrible as they were a couple of years ago» que complementa o «things are terrible here in Portugal», tendo adoptado no título a adaptação forçada — felizmente, houve quem já tivesse dado por ela.

Aliás, sobre esta plataforma, há algumas interessantes considerações feitas pelo João Mendes — o fenómeno desperta o meu interesse, há alguns anos, mas devido a razões relativas e integrantes e, porventura, desinteressantes e até mesmo, quiçá, irrelevantes.

kkkkkkkkkkkk

Recortes de uma chacina laboral (2011-2015)

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Aparentemente, Pedro Passos Coelho não encontra motivos para celebrar o Dia do Trabalhador. Segundo o ex-primeiro-ministro que espezinhou direitos laborais e que se esforçou arduamente por precarizar e transformar o mercado laboral num oásis de mão-de-obra barata para abutres, a situação do emprego em Portugal é preocupante, isto apesar da tímida redução do desemprego registada em Março que, há uns meses atrás, seria motivo para fogo-de-artifício e bandas a tocar na São Caetano.  [Read more…]

Sobre os Contratos de Associação

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Os contratos de associação entre o Estado e os estabelecimentos de ensino particular e cooperativo estão previstos no Decreto Lei 152/2013, de 4 de Novembro, que define o Estatuto do Ensino Particular e Cooperativo. A saber:

  • São uma das modalidades de contratação prevista no nº1 do artigo 9º;
  • Os princípios gerais de contratação e obrigações das entidades beneficiárias estão previstos no artigo 10º e 11º;
  • Os princípios específicos dos contratos de associação e obrigações das entidades beneficiárias estão definidos nos artigos 16º, 17º e 18º, os quais constituem a Subsecção III do referido DL 152/2013.

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A direita, o progresso e a tradição

Se perguntarmos a alguém da Direita portuguesa acerca da Uber, a opinião é unânime e passa por clichés como: “É o futuro, não se pode travar a evolução, um Governo não pode regular o progresso.” Se perguntarmos exactamente às mesmas pessoas acerca dos novos modelos de família, invertem o discurso e disparam clichés como: “Não se pode mudar a tradição, é arriscado fazer experimentalismos, o Governo tem de regular.”
Irónico, não é?

Via Uma Página Numa Rede Social.

O fel

Os visados acusaram o toque. E, no entanto, o relatado sobre o bando que empesta as redes sociais é um facto, tendo um deles sido bem detalhado no Aventar. Incomoda-os que alguém não seja mais uma ovelha no rebanho. Habituem-se.

(…) é muito interessante ver aquilo que são os bas-fonds da nossa direita radical, entre comentários, blogues e twitter. (…) estou a falar de apoiantes do PSD e do CDS, do extinto PAF, muitos “jotas”, mas também gente adulta que enfileirou nos últimos cinco anos do “ajustamento”, vindas de alguns think tanks e amadores da manipulação comunicacional que se formaram nestes anos. São também alguns colunistas no Observador, no Sol, no extinto Diário Económico e nos sites que estes jornais patrocinam com colaboração gratuita para formar uma rede de opinião que funciona para pressionar os órgãos de comunicação que, muitas vezes, de forma muito irresponsável, a ampliam em “informação” como oriunda das “redes sociais”. Não são um grupo muito numeroso, mas escrevem todos os dias e em quantidade, parecem estar de patrulha nas caixas de comentários e no twitter e são muito agressivos. Não se coíbem em usar citações falsas ou manipuladas, boatos, calúnias e insultos (Costa é o “monhé” e o “chamuça”, por exemplo). É na vida política portuguesa um fenómeno novo e não adianta dizer que o mesmo existe à esquerda, porque não é verdade. [Read more…]

Miguel Sousa Tavares VS Expresso. No Expresso…

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Já passaram algumas semanas desde o início do escândalo Panama Papers. A imprensa portuguesa envolvida na investigação – Expresso e TVI – promete, semana após semana, revelar os nomes dos mais de 240 portugueses envolvidos neste caso. Até ver revelaram meia dúzia de indíviduos secundários ou caídos em desgraça. Onde andam os nomes dos ex-ministros e do ex-presidente avançados pela TVI? Que é feito dos restantes nomes anunciados durante dias em manchetes do Expresso? Estarão a seleccionar quem poupar e quem sacrificar? Vai daí, o Miguel Sousa Tavares decidiu dar um toque ao Expresso nas páginas do próprio Expresso. Pode ser que resulte.

Imagem via Os Truques da Imprensa Portuguesa

CAOS no PT2020

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Parece que reina o CAOS no PT2020. Reclamam as Câmaras Municipais, as Comunidades Inter-municipais, a Associação Nacional de Municípios Portugueses, as empresas de Consultoria e que ajudam a montar projetos, as empresas que gostariam de recorrer a fundos, as Universidades, etc.

Quando o programa estava a ser montado, por Miguel Poiares Maduro e Castro Caldas (Ministro e Secretário de Estado do anterior Governo do PSD), e mesmo quando se deveriam ter tirado ensinamentos do QREN, eu fui daqueles que fui avisando para o mau trabalho realizado, para a tendência de meter boyada a gerir fundos e para o desastre que aí vinha. Lamento que aquilo que fui dizendo, e que ninguém quis OUVIR, se tenha confirmado a 100%. Mas é a sina deste país: 5 quadros comunitários depois, 100 mil milhões de euros depois, o país está mais desequilibrado, mais desigual, mais pobre, com zonas de muito baixa densidade demográfica e económica, mas continua sem querer avaliar e responsabilizar quem elege. Continua alegremente sem ouvir.

0,8% do PIB para uma Autoestrada FANTASMA

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1350 milhões de euros (0,8% de tudo o que produzimos num ano). Mais uma fatura para o contribuinte pagar. Gastam-se fundos comunitários em autoestradas inúteis, fazem-se contratos de concessão em que o risco está todo do lado do Estado e, depois, os parcos recursos nacionais, que não chegam para a Educação, para a Saúde, para a Segurança Social, etc., são desbaratados com empresas que só sabem viver penduradas no Estado.

Sabem quanto é que o país gasta em ciência? 0,2% do PIB. Sim, de facto esta gente que nos tem Governado é muito séria e muito competente.

Nota: A concessão das autoestradas da empresa Douro Litoral, que engloba a A32, a A41 e a A43, pede uma reposição de equilíbrio financeiro de 1350 milhões de euros.

O contrato de concessão está aqui: https://www.dropbox.com/s/h6snb…/Contrato_douro_litoral.pdf…

Mariana Mortágua e a arte da demolição

Chega a ser comovente, o semblante de Maria Luís Albuquerque no final da intervenção demolidora da Mariana Mortágua, que recordou a inicialmente sorridente ex-ministra que o governo que integrou falhou sucessivamente todas as metas a que se propôs. Que mais não fez do que um exercício de subserviência face ao poder quase-absoluto de Bruxelas. Que o pensamento político e económico do PSD não passa de um reflexo das exigências de Bruxelas. Porque não existe. O PSD obedece. 
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Conselheiro de Pedro Passos Coelho envolvido no processo lava-jato

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O Público avança esta noite que o director da campanha da coligação PSD/CDS-PP para as Legislativas, André Gustavo, surge mencionado na 23ª fase da investigação do processo Lava-Jato, o que levou as autoridades brasileiras a pedir informações ao Ministério Público português sobre a actividade do publicitário em território nacional. Não foi a primeira vez que André Gustavo trabalhou com o PSD e Pedro Passos Coelho, tendo sido também responsável pela campanha de 2011. [Read more…]

Passos Coelho em formato de conto para crianças

Pedro e o lobo“, a adaptação para vida real, por Tiago Antunes.

O peso monstruoso da dívida do Estado

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Este quadro é retirado da Síntese de Execução Orçamental do 1º Trimestre de 2016. Mostra que o saldo das contas públicas se agravou em 108 milhões de euros, que em termos homólogos os gastos com juros aumentaram 343,4 milhões de euros (linha a vermelho) e que, não fossem os juros, o saldo primário tinha uma folga de 1058 milhões de euros. Se alguém tinha dúvidas sobre o impacto na nossa vida da dívida acumulada pela má gestão dos vários governos, estes simples números deixam isso muito claro.

Enquanto não resolvermos os problema da dívida estaremos condenados a não tirar partido das poupanças que soubermos realizar. Isso é uma forma de escravidão.

Bafiento, bafiento, bafiento. Bafiento dos tempos da União Nacional

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Paula Teixeira de Cruz foi a escolha do PSD para discursar, em nome do partido, na cerimónia comemorativa do 25 de Abril. Num tom crispado e rancoroso, a ex-ministra da Justiça afirmou que

Quando as discordâncias em matéria financeira levam a acusações de que os partidos da oposição se bandearam com as instituições europeias e que são os novos traidores à pátria, o odor a salazarismo mais bafiento e o ridículo mais agudo abatem-se sobre quem faz tais afirmações, que são uma negação de uma democracia convivial, tolerante e inclusiva.

E se poderá existir algum exagero na expressão “traidores à pátria”, a verdade é que a acção do anterior governo, que Teixeira da Cruz integrou, foi de uma subserviência absoluta aos ditames de Bruxelas, procurando inclusivamente ser mais papista que o Papa, algo que fica claro na premissa-lema do executivo PSD/CDS-PP: ir além da Troika. [Read more…]

O profissional da política de corredor

Catroga

Quiçá inspirado pelo episódio opaco e mal explicado do amigo-consultor não-oficial do primeiro-ministro, o eterno Eduardo Catroga encurralou António Costa num evento solidário da EDP para lhe oferecer a sua experiência em consultoria de corredor. Depois de o informar que os accionistas da EDP pretendem uma audição com Costa, Catroga tem esta afirmação fabulosa:

Se você precisar de mim para dar aí alguns entendimentos eu disponho-me a isso.

Um homem disponível. Disponível no passado para dar uma mão na ascensão de Passos Coelho, que decidiu a privatização do que restava da EDP, empresa que, imediatamente a seguir, contratou Eduardo Catroga para administrador, disponível no presente para ajudar António Costa nuns “entendimentos” e, quem sabe, para aquecer uma outra cadeira num conselho de administração qualquer. Um profissional dos corredores, subterrâneos e obscuros, onde a política do compadrio acontece. Há quem lhes chame parasitas.

 

As manhas de um Correio

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O BE entregou no Parlamento três projectos de resolução onde recomenda ao governo o fim das portagens nas auto-estradas A4 (Porto/Quintanilha-Bragança), A24 (Viseu/Chaves) e A25 (Aveiro/Vilar Formoso), defendendo que tais medidas contribuirão para aliviar as pressões sociais e financeiras sobre Viseu e Vila Real, dois distritos economicamente deprimidos. Importa recordar que as três estradas nasceram como vias sem custos para o utilizador.

O jornal com mais tiragem do país achou que, parafraseando a minha fonte, assim dava mais estrondo. E dá. Dá porque os jihadistas anti-esquerda adoram partilhar estas coisas e, de hoje para amanhã, o BE é um partido irresponsável que quer acabar com as portagens em todas as auto-estradas deste país, privando assim o Estado de uma importante fonte de receita. Porque são demagogos. Porque são populistas. Porque são despesistas. Porque querem entregar tudo aos funcionários públicos, esses nababos. E assim se cria um boato que dará a volta ao mundo das redes sociais, transformando-se em verdade absoluta para alguns. Acontece todos os dias. Nada de novo.

Tweet via Os Truques da Imprensa Portuguesa

Abril, 25

Mariana Figueiredo, 6 anos

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O poderoso Observador

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O Observador é uma espécie de jornal, um híbrido entre um blogue de ideologia neoliberal e um folhetim partidário de direita. Financiado por um grupo de empresários próximos/militantes do PSD ligados à sombria Comissão Trilateral, apoiantes convictos do cavaquismo e posteriormente de Pedro Passos Coelho, de onde se destacam os nomes de Alexandre Relvas (PSD/Logoplaste), António Carrapatoso (PSD/ex-CEO Vodafone), João Talone ou António Pinto Leite (PSD/MLGTS), este projecto editorial destaca-se por uma abordagem vincadamente anti-esquerda e acerrimamente ultraliberal e conta com um painel de colunistas essencialmente de direita, com a presença do ocasional comentador de esquerda com vista a criar uma falsa sensação de imparcialidade que pura e simplesmente não tem ali lugar. [Read more…]

“Lista do saco azul do GES com avenças a políticos e jornalistas”

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Este fim-de-semana o Expresso, que está a gerir a questão dos “Panama papers” de forma populista, como já tinha dito antes, coloca na sua 1ª página o caso da lista dos 100 nomes que estariam a ser pagos pelo GES, com o título “Lista do saco azul do GES com avenças a políticos”. A lista é de políticos e jornalistas, mas o título escolhido pelos jornalistas do Expresso para a 1ª página remove a palavra “jornalistas”. Porque é que isso me incomoda? [Read more…]

Passos Coelho solidário com José Sócrates

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Passos Coelho ficou “espantado” com o editorial do Público que mandou calar José Sócrates, uma espécie de momento Rei Juan Carlos da direcção da redacção do jornal. “Não é um bom sintoma de democracia” afirmou o ex-primeiro-ministro cuja equipa que o levou ao poder em 2011 ficou famosa pela guerrilha na blogosfera e pela manipulação do fórum da TSF e de debates entre os candidatos à liderança do PSD. Aguardam-se declarações do líder do PSD sobre a linha editorial do Observador.  [Read more…]

Radicalismos de esquerda

Alguém ficará surpreendido se não forem atingidos os limites ao défice e à dívida propostos no Programa de Estabilidade (PE), nesta semana apresentado? Claro que não. E poderá a oposição reclamar pelo não cumprimento desses objetivos? Poder pode, mas cairá no ridículo. O anterior governo não cumpriu nenhum dos objetivos de dívida e défice a que se propôs, apesar de acreditar piamente nas políticas prosseguidas.

(…)

Chega a ser insultuoso ouvir o constante repetir que foram feitas reformas estruturais no último ciclo governativo. Mas afinal o que mudou na nossa economia ou no desenho do nosso Estado? Rigorosamente nada. Nada foi alterado no sistema produtivo, nada foi feito para alterar os nossos bloqueios económicos endémicos (produtividade, escassez de capital), nada foi feito para qualificar a mão-de-obra, nada se fez para que muitos dos nossos empresários deixem de ser os responsáveis pela baixa produtividade, a nossa justiça continua lenta, o nosso sistema financeiro tornou-se um problema ainda maior, a nova legislação das rendas saldou-se num enorme flop e, claro, não houve a mais pequena intenção de mexer no Estado – a não ser que aquela vergonha que Paulo Portas apresentou fosse para levar a sério.

Quartel-general em Abrantes, por Pedro Marques Lopes@DN.