May we ask, Sir?

Quantos autores de ataques terroristas em território europeu foram até hoje julgados por tribunais europeus?

Os nossos brandos costumes…

À boleia dos mediáticos acontecimentos recentes nos EUA, que dão conta da retirada de estátuas de importantes figuras da guerra civil americana, penso que a coisa esteja confinada aos generais Robert E. Lee e Stonewall Jackson, mas isso para mim é irrelevante. Para começar, nem sequer é um assunto federal, mas do foro interno de cada um dos 50 Estados que compõem a União. Acontece um pouco por todo o mundo, na guerra do Iraque, presenciámos em directo o êxtase popular durante o derrube da estátua de Saddam. No antigo bloco de Leste, após a libertação do jugo soviético, polacos, checos e húngaros, não se pouparam na eliminação de símbolos que evocavam o antigo opressor. [Read more…]

Tenham VERGONHA. Carlos Costa não pode continuar como Governador do Banco de Portugal.

 

Ontem estive a ver a reposição do “Assalto ao Castelo” da SICN. Penso que não tinha visto com a devida atenção em Março. Carlos Costa, Governador do Banco de Portugal é particularmente visado e diretamente acusado.

Hoje ficamos a saber que CARLOS COSTA não sabia nada sobre RUI CARVALHO, o funcionário do BdP (Departamento de Mercados e Gestão de Reservas), que vendeu ações do BES dois dias antes da resolução do banco, tendo acesso a informação priveligiada. Carlos Costa argumenta que nada sabia e culpa o DMR e o consultor de ética (Orlando Caliço) do banco por não reportarem a siatuação à administração do BdP.

ORLANDO CALIÇO terá tido conhecimento do caso 3 meses depois da resolução, mas como obteve de Rui Carvalho a declaração que “comprou as ações, mas vendeu-as na manhã de 1 de agosto quando soube que iria trabalhar diretamente sobre o BES”, achou que estava tudo esclarecido e “… já não havia uma situação de conflito de interesse para avaliar“. O que mais me indigna é que estas pessoas dizem estas coisas com a maior das naturalidades.

RUI CARTAXO, administrador do Novo Banco (o banco BOM do processo de resolução do BES) é arguído no caso EDP/REN, que tresanda a corrupção e em que as ligações ao BES são mais do que muitas, mas o BdP e Carlos Costa em particular não tem nada a dizer. Um dia desses dirá que de nada sabia e não tinha sido alertado por ninguém.

Em qualquer país DECENTE do mundo, Carlos Costa não poderia ser Governador do Banco Central. A pressão mediática obrigaria a que se demitisse de imediato. O facto de este país continuar a TOLERAR este homem como Governador do Banco de Portugal diz tudo sobre o nosso amor-próprio e o respeito que temos por nós mesmos.

Esta gente não tem a MENOR VERGONHA e nós não nos damos ao respeito.

Sobre o crescimento do racismo e da xenofobia na cúpula do PSD

Foto: Público

Feliciano Barreiras Duarte, antigo secretário de Estado do PSD, constatou aquilo que já todos sabíamos mas que social-democrata algum tinha tido ainda a coragem de constatar publicamente: que existem elementos racistas e xenófobos no seu partido que estão a ganhar peso e a influenciar o discurso do PSD. A ascensão de indivíduos como o candidato Ventura, ou as intervenções públicas infelizes que se multiplicam, como foi o caso do discurso proferido por Pedro Passos Coelho no Pontal, não auguram nada de bom para o maior partido político português. Não auguram nada de bom para o país. Será que ainda vamos assistir a uma coligação com o PNR, abençoada por Viktor Orbán, o fascista de serviço no PPE?

Comprar o poder com o dinheiro dos outros

Até agora, o jornal PÚBLICO tinha sido o único jornal português a publicar notícias sobre os esquemas do presidente da Câmara de Gaia, os seus métodos de fazer política e de exercer o poder.
Fê-lo no caso da rede de IPSS montada em torno da autarquia, todas com ligações pessoais e familiares a Eduardo Vitor Rodrigues – assunto que o ministro Vieira da Silva muito convenientemente meteu numa gaveta -, no caso da prevista destruição das Caves de Vinho do Porto e também no assunto da medalha de mérito municipal que o cacique de Gaia entregou ao Dr. Marco António Costa, tão criticado anteriormente pelos socialistas concelhios por ter levado a Câmara às vizinhanças da falência.
Nas últimas semanas, contudo, depois do início duro da campanha eleitoral para as autárquicas, o jornal de David Dinis tem sido inundado por largos milhares de euros em conteúdo patrocinado (notícias pagas) pela Câmara de Gaia, a segunda mais endividada do país, num mecenato que o director do jornal da Sonae pode agradecer aos contribuintes, que pagam do seu bolso a campanha eleitoral do edil – a mais cara do país, na verdade – e o momentâneo desafogo financeiro do diário. Mas esses mesmos contribuintes, e a Democracia, já agora, esperam que a folga não seja tanta que leve o director “que não tinha medo” do autarca de Gaia a também meter na gaveta, em nome de “valores mais altos”, o que, a bem do jornalismo independente, de que o PÚBLICO se diz arauto, deveria estar fora dela. Os leitores do PÚBLICO, entre os quais se contam Os Truques da Imprensa Portuguesa, acreditam que isso jamais acontecerá. Nisso e no Pai Natal.

Os milhões das autárquicas

Dizem as notícias que as campanhas autárquicas onde o PS irá gastar mais dinheiro decorrerão nas margens do Douro: Porto e Gaia.
Ambas estão ganhas para o Partido Socialista.
No caso do Porto, teremos a vitória do Dr. Manuel Pizarro, que será facilmente eleito Vereador, assegurando a continuidade do convívio fraterno entre os Fenianos e o Ateneu.
Em Gaia, será reeleito o “chega-me isso” do Dr. Marco António Costa, um manga de alpaca que assegurará a paz do trânsito e a rega dos jardins.
Corações ao alto e mão na carteira.

Não podem ser colocados limites à liberdade de expressão

Exceptuando obviamente agressões ou ofensas. Dito isto, se alguém se sente ofendido, que apresente queixa, os Tribunais existem para isso mesmo. Ainda que estejam a oferecer tempo de antena a um troll, que procura usar humor negro para se fazer notar. Sem sucesso há que dizer. Quanto a censurar este palerma ou seja quem for, obviamente estou contra, já bastaram os anos sombrios em que existiu lápis azul…

O acto patriótico

Evocando um alegado consenso jurídico atingido sobre o assunto, consenso esse que, na verdade, apenas existe entre os promotores desta iniciativa legislativa e aqueles que preconizam o modelo de sociedade que ela busca instituir, o senhor Presidente da República promulgou, em pleno mês de Agosto e no intervalo de duas braçadas no Guincho, uma lei que permite aos Serviços de Informações do Estado violar as comunicações entre cidadãos, acedendo aos chamados metadados dos conteúdos que transitam entre eles.

Um dia depois da promulgação desta lei, cuja constitucionalidade foi ampla e reiteradamente contestada, deu a comunicação social nota de que o Ministério da Administração Interna terá autorizado a recolha de som pelos sistemas de vídeo-vigilância já espalhados pelo país, pelas ruas das nossas cidades, nos edifícios públicos e nos privados.

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Deixem o Miguel Macedo em paz!

Imagem via Submarino Amarelo

Viver num país sovietizado tem destas coisas. Com estes vândalos estalinistas no poder, que controlam em absoluto a imprensa, do Correio da Manha ao Observador, passando pelo Sol, I, Eco, Jornal Económico e JN, apenas para citar os exemplos mais flagrantes, Miguel Macedo não tem um segundo de descanso. A violenta perseguição política a que o ex-ministro e homem forte de Pedro Passos Coelho tem sido sujeito é vergonhosa e um atentado à democracia sem paralelo. [Read more…]

Tragédia na Madeira

Recorte: Público

Pela teoria “são todos iguais”, assistiremos por parte dos representantes e simpatizantes do PS às seguintes declarações:

  • Pedidos de inquéritos;
  • Ultimatos de 24 horas;
  • Declarações sobre suicídios;
  • Pedidos de demissões;
  • Contagens e recontagens de mortos, tanto pela parte de órgãos de comunicação social “de referência”, como por parte de empresários altruístas.

Haverá um continuado zum-zum para alimentar a comunicação social e os discursos políticos ou vice-versa. Por fim, as correias de transmissão da direita, dado os elevados padrões que exigiram perante as recentes desgraças a nível nacional, não deixarão de apontar dedos, apesar deste infortúnio se ter passado num bastião laranja.

Quando Portugal Ardeu ou Uma Comédia Portuguesa – Crónicas do Rochedo XX

miguel carvalho livro

O automóvel que explodiu foi armadilhado aqui em casa. A minha sogra pedia-nos sempre para não matarmos ninguém, “Por favor, não entrem nesse campo, eu não quero cá ninguém assim”. Eles levavam o carro já armadilhado, com o material todo, só faltava colocar os detonadores. Mas iam estragando tudo. À ida pararam na Mealhada, nos leitões. O Ramiro pediu a conta e o homem demorou a trazê-la. E ele disse: “Bem, se não vem já a conta vou-me já embora e depois, olhe, meta na conta deste senhor”. O Ramiro tinha um porta-chaves com a imagem do Salazar num porta-chaves” – Silva Santos em entrevista a Miguel Carvalho no livro “Quando Portugal Ardeu” do jornalista e escritor Miguel Carvalho.

Este episódio, como outros do género que se podem ler na obra do Miguel Carvalho dizem muito sobre Portugal. Vamos ali a Lisboa colocar uma bomba mas antes, claro, toca a aviar um leitão na Mealhada… Eu, por exemplo, se me pedirem para ir ali a Vigo colocar uma bomba tinha de desviar a Viana para comer uma bola de berlim no Natário, obviamente.

Quando terminei de ler o livro fiquei na dúvida se toda esta história é cómica ou trágica. Depois de uma noite de sono a minha conclusão é outra: nem tragédia nem comédia, apenas Portugal. Uns bombistas com bons sentimentos, arrependidos por terem assassinado uma inocente em S. Martinho do Campo, que para todas as missões não dispensavam uma refeição opípara (seja leitão ou marisco) nem o conforto de um hotel de luxo, uns financiadores pretensamente ricaços que se esqueciam de pagar os serviços e, tão português, uns espertalhaços que desviavam os fundos para a causa directamente para o seu bolso e, cereja no topo do bolo, nem falta o empresário bronco que aproveita a onda terrorista para um ajuste de contas pessoal com um seu antigo funcionário. Sem esquecer uma dúzia de gabarolas, a santa igreja católica, autarcas, polícias e juízes corruptos, militares sinistros, prostitutas e uma boa dúzia de tontos. Se isto não é Portugal no seu melhor…

No final de tudo isto ficou uma conclusão que me arrepia, escrita pelo autor da obra: “Oradores exaltados, habituados a atear almas e comícios, recolhiam-se agora em poltronas e gabinetes alcatifados. Conspiradores de outras safras tinham sido reciclados para o conforto dos cargos, das instituições e do poder político. Militares, vetustos juízes, certos polícias e uns quantos ladrões disputavam negócios e sinecuras, à luz do dia e com cobertura legal, mas tão na sombra como no passado. Todos queriam sossego, iniciativa privada, brandos costumes e democracia de estufa. E silêncio, por favor”.

Nada mudou. Só o trotil é que já não está na moda.

Aproveitem para ler esta obra do Miguel Carvalho. Retrata uma época de Portugal que é um espelho de todas as outras, até da nossa. E pode ser que compreendam o verdadeiro papel do General Ramalho Eanes em tudo isto. Pode ser. Eu fiquei com mais dúvidas que certezas. E reparem bem nalgumas das personalidades do Norte que surgem neste livro. Algumas ainda andam por cá. Outras foram, hoje, substituídas pelos filhos. E genros. E afilhados. E sobrinhos. Sem esquecer os primos. É que se Portugal é uma aldeia, o Norte é uma ruela…

Comunhão de bens

Ágata e Cristas

Recorte: Público

Podes ficar com as jóias, o carro e a casa. Mas não fiques com os votos.

Outro a cavalgar a onda do populismo

O Passos Coelho de 2017 insurge-se contra a possibilidade  de “qualquer um viver em Portugal”, só precisando de ter um contrato de trabalho à espera. Já o Passos Coelho de 2014 não via problema algum em qualquer estrangeiro vir viver para Portugal desde que cá comprasse uma casa de 500 mil euros.

Os Vistos Gold foram a mercantilização da cidadania portuguesa, sem perguntar de onde vinha esse dinheiro e tendo como bonus o acesso ao espaço Schengen a preços de saldo. Mas agora que está na oposição, Passos Coelho tem pruridos por alguém vir trabalhar em Portugal e ter, por isso, uma autorização de residência.

O caminho parece traçado. Primeiro, não se demarcou do xenófobo de Loures, como até manteve o apoio ao candidato André Ventura. Agora, o próprio fez o discurso anti-emigrante, apesar de ter convidado os portugueses a emigrarem, perdão, a saírem da sua zona de conforto. A seguir só falta falar dos empregos roubados pelos estrangeiros para estarmos perante um filme já visto.

O trigo e o joio…

O cidadão Isaltino de Morais foi acusado, julgado e condenado. Cumpriu pena. Não está limitado nos direitos políticos ou outros, pelo que tem todo o direito a concorrer à presidência da Câmara Municipal de Oeiras, ou qualquer outro cargo a que entenda candidatar-se. Terá obviamente que cumprir as formalidades prévias, às quais todos estão sujeitos, que poderão passar pelo processo de escolha e indigitação partidário ou recolha de assinaturas caso opte por uma candidatura de cidadãos independentes. [Read more…]

Pode um deputado eleito, não intervir no Plenário, durante duas sessões legislativas consecutivas?

[Rui Naldinho]

Claro que pode!

Quando um destes dias abri um jornal de referência na comunicação social e li: “dez deputados não tiveram nenhuma intervenção no plenário da AR durante toda esta sessão legislativa”, eu fiquei curioso. Não é a primeira vez que isto acontece, mas há casos e casos! E alguns são de difícil compreensão.

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Carta aberta à deputada do PSD, Maria Germana Rocha

Senhora deputada,

Acabo de visualizar o vídeo em que a senhora deputada apela ao voto no seu colega de partido e presidente da autarquia onde que resido, a Trofa, onde afirma conhecer bem o edil há mais de 20 anos, bem como o seu percurso político. Pois bem, uma vez que conhece e que acompanha o percurso deste indivíduo, aproveito a oportunidade para lhe dar a conhecer alguns aspectos da sua governação, que com certeza não serão do seu conhecimento, ou não fosse a senhora membro suplente da comissão parlamentar de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias e da Comissão Eventual para o Reforço da Transparência no Exercício de Funções Públicas. Caso fossem, estou certo que já teria agido.

Começando pela questão do reforço da transparência no exercício de funções públicas, saiba a senhora deputada que, na antecâmara das Autárquicas de 2013, a campanha eleitoral do seu amigo Sérgio Humberto decidiu criar um jornal de propaganda, de seu nome Correio da Trofa, dedicado a promover a sua campanha e a atacar os seus opositores, com recurso a um editorial não assinado, dedicado, não raras vezes, a explorar a vida pessoal da sua opositora. Um detalhe: o seu amigo, tal como a sua entourage, nunca assumiu a paternidade de um jornal que, dias depois da vitória eleitoral, se mudou de armas e bagagens para a até então sede de campanha do PSD/CDS-PP.  [Read more…]

8,8%

Foto: Lusa@Dinheiro Vivo

é o valor em que se fixou a taxa de desemprego no 2º trimestre de 2017. Falamos de um recuo na casa dos 19% face a período homólogo (10,8%), 13% quando comparado com o primeiro trimestre do ano (10,1%). A catástrofe é tal que, para atenuar a carga negativa desta posta, citarei esse jornal esquerdalho que é o Expresso:

Estes números significam que o crescimento do emprego líquido ultrapassou a redução do desemprego, indicando que se está a ir buscar pessoas à emigração (regresso de emigrantes portugueses ao país) ou à inatividade.

E pronto, agora é esperar pela chegada do Diabo, que segundo informações avançadas pelos papagaios do líder da oposição deve estar mesmo mesmo para chegar. E ter medo, que isto não vai lá com gente de tomates.

Excelência cívica

Na disciplina de corrupção passiva, fraude fiscal qualificada, branqueamento de capitais e abuso de poder os alunos só podem ter razão para obterem as melhores as notas…

Esta desfaçatez é apenas suplantada pela falta de exigência cívica dos seus eleitores. Cada autarquia tem os mestres que merece.

Sobre imigração

Estarei sempre de acordo com a eliminação das restrições à entrada de quem pretende viver ou trabalhar em Portugal, desde que cumpra as Leis do país e tenha meios para assegurar a subsistência. Por isso considero positivo não ser necessário um contrato de trabalho para conseguir uma autorização de residência. Mas não seria aceitável ou sequer tolerável, ver pessoas que nunca contribuíram a usufruir daquilo a que chamam Estado social, ou seja, na prática aumentar a despesa à custa dos que contribuem. Sabemos que há quem procure a Europa em busca de trabalho, mas também infelizmente quem apenas procure viver do assistencialismo, seguindo o triste e lamentável exemplo de alguns nativos, graças à permissividade dos políticos, sempre interessados nos votos… [Read more…]

O Major Valentim de Gaia

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Propaganda eleitoral paga (patrocinada) com “o dinheiro do povo”, expressão que o autarca em causa, Vítor Rodrigues, usa com demagogia despudorada.
A desfaçatez com que isto se faz, nas barbas dos cidadãos e com total desrespeito pelas regras básicas da decência democrática e da boa gestão da coisa pública, apenas confirma, a quem dúvidas ainda tivesse, que cresce em Gaia um movimento populista que irá fazer resvalar a cidade, cívica e politicamente, para um modelo sul-americano de exercício do poder.

À atenção do Tribunal de Contas, da Inspecção Geral das Finanças e da Comissão Nacional de Eleições.

Mobbing: a forma moderna de Tortura

Nuno Gomes Oliveira*

Longe vai o tempo da escravatura, do feudalismo ou da inquisição, quando a tortura era genericamente aceite como método de obter confissões ou punir delitos ou simples suspeitas.
É certo que a Inquisição persistiu até 1904 e que de 1540 a 1794 os tribunais portugueses mandaram queimar vivas 1.175 pessoas e impuseram castigos a 29.590.
Em Portugal o último condenado à morte pela Inquisição foi o padre jesuíta italiano Gabriel Malagrida, Missionário no Brasil e pregador em Lisboa, que foi queimado no Rossio de Lisboa no dia 21 de Setembro de 1761 (80 anos antes da abolição definitiva, em 31/03/1821, há menos de 200 anos.)
A Revolução Francesa (1789-1799) trouxe significativos avanços no tratamento da questão, impondo às autoridades o respeito pela integridade física dos detidos e proibindo a tortura.

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Maria Luís Albuquerque não leva Portugal a sério

Foto: Lusa@Dinheiro Vivo

e como tal está-se um bocado nas tintas para o cargo para que foi eleita, tendo ficado, na última sessão legislativa, a apenas uma falta de perder o mandato de deputada. Ainda tive esperança que fosse desta, que ter que pagar ordenado e mordomias a uma indivídua que torrou milhões em swaps e nos Banifs desta vida, que ajudou a varrer para debaixo do tapete para nos aldrabar com a fraude da saída limpa, é uma maçada, mas a senhora lá se safou e, para grande tristeza minha e de uma quantidade significativa de portugueses, continua a acumular o cargo com as funções exercidas no sector da pirataria especulativa. A parte boa no meio disto tudo é saber que, enquanto o laranjal for liderado por gente desta, que não leva nem é para ser levada a sério, estaremos a salvo de novas aventuras além-Troika. A parte má é que convinha termos uma oposição útil e responsável no Parlamento. Esta já praticamente só serve para envergonhar diariamente a direita.

Gaia: DGPC chumba hotel “veneziano” de 15 milhões na Serra do Pilar

Foto Estela Silva/lusa

 

O Centro Histórico de Gaia e as áreas adjacentes sob protecção, como é o caso da Serra do Pilar, inscrita na lista de Património Mundial da UNESCO, estão sob uma pressão tremenda por parte das políticas urbanísticas da Câmara de Gaia, cujos responsáveis parecem apostados em destruir uma das mais belas paisagens urbanas do mundo e um património que a todos pertence e cabe proteger.

Nesta ocasião foi a Direcção Geral do Património Cultural que, mais uma vez, impediu a construção de um “hotel de charme” e de um complexo residencial, ambos de volumetria gigantesca, junto ao Mosteiro da Serra do Pilar, decisão que levou o promotor privado a desistir, por agora, do empreendimento.

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Os vândalos do costume…

Aconteceu em Barcelona, mas pode ultrapassar fronteiras e chegar a Portugal mais depressa do que imaginam. Um grupo de lunáticos decidiu assustar turistas, como forma de protesto pelo que consideram ser a morte dos bairros. É bom que os autarcas e demais poderes ponham rapidamente cobro à bardinagem utópica dos que apenas reclamam direitos sem reconhecerem deveres, porque existem formas de fazer política, mas esta não é uma delas… [Read more…]

O Porto e a Agência Europeia do Medicamento

Se o Porto ficar com a sede da Agência Europeia do Medicamento, o Dr. Rui Moreira terá criado condições políticas para poder chegar a primeiro-ministro de Portugal.
Se o Porto perder, o Dr. Rui Moreira deveria demitir-se da função de presidente da Câmara da cidade.

Ah e tal, os ciganos, os amigos que só não podem ter ligações quando são dos outros e as cigarras que se fartam de cantar

Recorte: TSF

Também, o que são 250 mil euros para um ex-patrão e amigo? Apenas dá para 10 BMs!

O que eu gostava mesmo de saber é por que raio são precisos anos, muito depois dos factos consumados e do dinheirinho entregue, para estas coisas se saberem e os organismos responsáveis actuarem. Faz lembrar, mesmo, uma tal de lei da rolha.

Uma questão de liberdade de mercado, ou falta dela…

A aquisição do grupo Media capital, pelo Altice group é um negócio entre privados, no qual o Estado não tem que se imiscuir. Bem sei que o socialismo reinante em Portugal tem uma série de regras, observadas por entidades reguladores, que condicionam um mercado que deveria ser livre. Entretanto vão empregando uns quantos boys do partido na coisa, que é como quem diz, essas entidades públicas de escassa utilidade, mas bem caras ao bolso do contribuinte. Quando alguma coisa corre mal, culpam o mercado. Já estamos habituados à conversa da treta…
O Primeiro-Ministro chega ao ponto de fazer uma pausa na intervenção política no parlamento, para afirmar estados de alma, que apenas importam ao próprio, enquanto a pantomineira do partido que suporta a geringonça clama por legislação imediata para este caso concreto, porque ao que parece existem problemas laborais na PT, empresa pertencente aos novos donos da Media capital. Como se fosse possível legislar á là carte, tipo sai um decreto-lei para o grupo parlamentar do BE. [Read more…]

Com a Geringonça, até os milionários ficam mais milionários

Cartoon via Definitely Maybe

Milionários, não desespereis! Com a Geringonça não é só devolver rendimentos, reduzir o desemprego ou controlar o défice. Com a Geringonça, os milionários também podem ficar ainda mais milionários. Sim, mais milionários! Foi exactamente isso que aconteceu com o top 25 dos mais abastados portugueses, que ao longo do último ano viram as suas fortunas combinadas crescer 3,8 mil milhões de euros, a uma média de 10,2 milhões de euros por dia. [Read more…]

Um belo arraial de porrada

Caricatura: “O jovem turco” de Fernando Santos, no seu Sítio dos Desenhos

Foi o que veterano Francisco Louçã deu no imberbe Hugo Soares.

Segura-me depressa se não eu bato-lhe

Se o leitor ou a leitora tem estado com atenção, estes dias recentes têm demonstrado uma das características mais divertidas do discurso político em Portugal: essa curiosa mistura de presunção e pesporrência, que tem erguido brilhantes carreiras pelo menos desde o Conde de Abranhos. Se para mais tivermos alguém que precise de se afirmar neste campeonato do peito feito, então a receita é certa, vai haver superlativos.

(…)

Entradas de leão, saídas de sendeiro, ou segura-me se não eu bato-lhe, tudo isto é uma maçadora repetição de um discurso político que começou em tragédia com o anúncio dos falsos suicidados de Pedrógão e termina com esta farsa de aproveitamento político dos mortos verdadeiros. Mas é a isto que estamos reduzidos quando faltam argumentos onde sobra azedume, não é?

Segurem-no, que ele quase marcou uma reunião. “Na frase pesada, na pose solene, no queixo aprumado, está toda uma política. Ou se chegam em 24 horas, ou nem sabem o que vai acontecer.”

Comissões

Um dos problemas das comissões parlamentares transmitidas em canal aberto pelas televisões é o da contradição, ou talvez paradoxo, que reside na tensão entre a bondade, em abstracto, da sua transmissão por razões de transparência democrática, e o facto funesto de tal transmissão intervir dramaticamente na disposição de muitos deputados os quais, enquanto têm consciência da presença das câmaras, falam para a audiência, que julgam ignara, esquecendo qualquer espírito analítico, chafurdando na mais básica demagogia, enfeitando de pesporrência as suas discursatas. Mal liguei a televisão e logo a tonitruante voz de Carlos Abreu Amorim me empurrou para outro canal, onde o Delgado, mostrando a verdade da tese de Einstein sobre a infinitude da estupidez humana, exortava o Ministro da Defesa a cobrir os céus, 24 horas por dia, de vigilantes helicópteros e drones – é engraçado ouvir o Delgado, que sempre se mostrou tão alerta em relação às questões do défice, propor uma iniciativa para a qual, provavelmente, nem todo o Orçamento do Estado chegaria. Com um nó no estômago, voltei à Comissão. Contrariado, mas voltei. Alguém tem de testemunhar, senão não se acredita.