Aventar com… Catarina Salgueiro Maia

Hoje, neste primeiro episódio “Aventar com…”, temos o privilégio de contar com a presença de Catarina Salgueiro Maia. Qualquer pessoa é ela e a sua circunstância. Catarina é quem é por ser Catarina, por ter uma determinada profissão, por defender uma causa e por ser Salgueiro Maia, entre tantas outras circunstâncias. Esta nossa conversa foi também resultado das circunstâncias, mas fez sentido começar por aquilo transformou Catarina em notícia, a defesa dos direitos dos trabalhadores de limpeza no Luxemburgo. Depois disso ou por causa disso, falou-se de emigração, de Portugal, da família, dos portugueses, dos luxemburgueses, de famílias reais e, claro, de Salgueiro Maia. Fernando Moreira de Sá e António Fernando Nabais participaram na conversa, José Mário Teixeira esteve na régie.

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Aventar com... Catarina Salgueiro Maia
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Comments

  1. Filipe Bastos says:

    Se a Catarina não fosse Salgueiro Maia seria convidada?

    Ainda bem que o foi; devíamos ouvir muito mais empregada(o)s de limpeza, padeiros, lixeiros, mineiros, pescadores, operários, caixas de supermercado, a verdadeira sociedade.

    Em vez disso levamos todos os dias com pulhíticos, banqueiros, ‘gestores’, economistas, sociólogos, sindicalistas, comentadeiros, bitaiteiros e outros inúteis.

    Uma verdade da Catarina ao cuidado do Paulo Marques, Naldinho e esquerdistas-caviar: em Portugal faz-se greves com demasiada facilidade; muitos fazem greve sem saber porquê, querem apenas o dia de folga. Os sindicatos servem-se a si próprios.

    • Rui Naldinho says:

      Falou o educador da Nação, o Grande Bastos.
      Até pela natureza da minha profissão, nunca poderia fazer greve. Mas cá em casa há dois que poderiam fazê-la, mas nunca necessitaram. Tivemos a sorte de lidar sempre com gente decente e respeitadora dos direitos laborais que vinculavam ambas as partes. Quando se trabalhavam mais horas do que as contratualizadas, eram ressarcidos desse esforço suplementar, sem falsos subterfúgios e falsas promessas. Ou seja, pagos por essas horas.
      Isso não me impede de olhar para o lado. E de ver como muita gente não tem escrúpulos, e explora gente aflita. Usa e abusa dos mais fracos. Isto tanto serva para patrões, como até para alguns empregados, ainda que poucos. Só que os empregados pouco tempo depois da indolência ou irresponsabilidade, eram despachados por falta de rentabilidade. Já os patrões perpetuavam a sua falta de escrúpulos protegidos, não na lei, mas na falta de fiscalização do Estado, no cumprimento da mesma. Através do assédio, por exemplo.
      O direito à greve é um direito constitucional. Um direito da parte mais fraca no processo produtivo poder reivindicar de forma coletiva melhores condições de trabalho e económicas para si, Filipe Bastos, o que manifestamente você não percebe, nem está interessado, apesar de ter a mania que é douto.

      Cumprimentos

    • Filipe Bastos says:

      Falou o educador da Nação, o Grande Bastos.

      Obrigado, Naldinho. Também o admiro muito.

      Já fui empregado e empregador. Muitos patrões, sobretudo os grandes mamões, são mesmo chulos e trafulhas. Mas muitos empregados não merecem mais.

      Percebo que diga que são poucos, pois não deve contratá-los e pagar-lhes os salários e impostos. Eu pago. Só uma minoria tem alguma noção; a larga maioria está-se nas tintas.

      São tão gananciosos e egoístas como muitos patrões; apenas não têm coragem ou iniciativa para ser patrões. É por isso que os ressentem: uma espécie de ‘reverse snobbery’ alimentada por frustração e malícia. Mas sendo cobardes, só atacam pequenas empresas. Nas grandes, nos mamões, ficam caladinhos.

      Se acha que as greves em Portugal nos têm ajudado, Naldinho, deve ter um bom emprego. A mim não ajudaram.

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