1.º de Maio – O subsídio de férias a zarpar

O líder do PSD, em declarações públicas, defendeu o pagamento do subsídio de férias aos funcionários públicos, em certificados de aforro. A SIC divulgou ontem uma sondagem, com maioria de opiniões desfavoráveis; hoje, as notícias da TVI24, em Economia, voltam à carga, argumentando tratar-se de uma medida recomendada por economistas, idêntica à dos anos 1980 de um governo do bloco central, chefiado por Mário Soares. Nessa altura, não foram apenas os funcionários públicos.

Tudo isto cheira a campanha de preparação da opinião pública para a medida em causa. A intenção é atingir apenas os funcionários públicos, o que, em si mesmo, já é injusto?

Pedro Passos Coelho começa mal. O não pagamento, em dinheiro, do subsídio de férias é penosa prenda, anunciada aos trabalhadores portugueses no 1.º de Maio deste ano. A somar, de resto, ao desancar sobre os desempregados por José Sócrates, na presença avalizadora do líder laranja.

O ideal seria não haver trabalhadores, pensam eles.