Do racismo e outros demónios:

Uns bravos pescadores tunisinos travaram o barco dos fachos que anda pelo Mediterrâneo.

“Já seguíamos com preocupação as actividades deste grupo. Quando soubemos que vinham para Zarzis, mobilizámo-nos para evitar que entrassem no porto. Não queremos o barco fascista na Tunísia”, disse ao El País Shamseddin Bourasin, presidente da associação de pescadores local, que conta com cerca de 500 membros. “Há dez ou 15 anos que salvamos migrantes que naufragam. Não queremos que um barco que quer que se afoguem e usa lemas fascistas e contra o islão seja ajudado nos nossos portos”, declarou.”

Para quem não sabe, o referido barquinho foi tomado por uma associação (chamemos-lhe isto para não lhe chamarmos grupelho) “juvenil” chamada Geração Identitária que pretende: ““defender” a Europa de refugiados e migrantes, para evitar “a grande substituição” – um conceito popular entre a extrema-direita nacionalista europeia, que teme que os muçulmanos substituam os cristãos no Velho Continente.” (as aspas são do Público, mas eu concordo com elas).

Esta ideia dos muçulmanos substituírem os cristãos tem alguma piada, especialmente porque segundo as estatísticas o maior perigo para a “Cristandade” europeia não são os muçulmanos (actualmente 2% da população União Europeia) mas sim os ateus e os não crentes. (Fonte) Então, para quando um barco (ou um camião ou uma mini-van ou um carocha) contra os ateus?