O jogo da mala

Segundo dá conta a comunicação social, o Estado português tentou introduzir armas e operacionais para-militares em território venezuelano, 24 horas antes de anunciar o seu apoio ao auto-proclamado presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó, e depois de ter sequestrado em Portugal 30 milhões de euros pertencentes ao Estado venezuelano.

Quem olha com atenção para este país de brandos costumes e moral celeste, e vê na televisão políticos e seus sucedâneos passeando de algemas, roubando à luz do dia bancos públicos, ou paióis militares sendo assaltados com recurso a carrinhos de mão, talvez já imaginasse que algo de muito original caracteriza esta democracia da finisterra. Mas tanta falta de respeito pela inteligência alheia, parece excessivo. É que nem todos os países do mundo gostam da palha que cá nos dão a comer.

Tancos, um buraco na rede

A Comissão de Defesa Nacional é a 3ª Comissão Parlamentar Permanente da Assembleia da República e integra 23 membros efectivos e 18 suplentes, dos quais 9 são do PSD, 9 do PS, 2 do BE, 2 do CDS-PP e 1 do PCP.

A Comissão, presidida pelo Dr. Marco António Costa, exerce as suas competências em todas as matérias de Defesa Nacional e das Forças Armadas e dos Assuntos do Mar integrados no âmbito do Ministério da Defesa Nacional, designadamente acompanhando e fiscalizando a actividade do Governo.

[Read more…]

Pedrógão Grande e a segurança interna

Aquilo que se passou, e está a passar, em Pedrógão Grande, é uma falha multidimensional no cumprimento de deveres fundamentais que cabem ao Estado. Uma das dimensões dessa falha, que até agora não parece ter merecido a atenção devida, pelo menos publicamente, é a da própria Segurança Interna. Não só no plano civil, mas também no plano militar.

A exposição das populações e do território ao tipo de risco que o incêndio de Pedrógão representa, e que neste caso se traduziu numa catástrofe humana, não é assunto do âmbito estrito da Administração, mas abrange a própria Segurança Interna e o serviço de informações, civis e militares, do Estado Português. Não é compreensível que uma fragilidade desta dimensão não seja conhecida desses serviços e que os mesmos não tenham alertado as hierarquias respectivas para a possibilidade de um acontecimento desta natureza, resultante da falência combinada dos sistemas de comunicação, de organização e de operacionalização dos meios de defesa e combate a uma ameaça repetidamente anunciada, expondo as populações e o território.