Galp, futebol e política

Foto: Lusa

Há quem, legitimamente, questione o sentido de proporcionalidade da actuação do Ministério Público no caso das viagens da Galp, que teve como consequência, até agora, a exoneração de alguns valiosos membros do executivo. Pode, de facto, argumentar-se que o favorecimento de que esses governantes foram objecto não justifica o abalo causado ao governo da República nem a dimensão judicial que ao caso foi atribuída pelas autoridades às quais cabe atribuí-la ou não. Esse argumento poderia até ter acolhimento parcial se vivêssemos num país sem corrupção endémica, ética e deontologicamente preparado para um exercício isento do poder público, onde não imperasse o conflito de interesses e o tráfico de influências. Mas não é o caso.

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Quem não deve não teme

Marco António Costa recebe a Medalha de Mérito Municipal, Grau Ouro, do Presidente da Câmara de Gaia

Gaia, Dia do Município. Marco António Costa recebe a Medalha de Mérito Municipal, Grau Ouro, do Presidente da Câmara, Eduardo Vítor Rodrigues

A seguir a estas palavras, para as quais peço alguma paciência, está uma ligação para um texto escrito pelo Presidente da Câmara Municipal de Gaia e publicado ontem no seu perfil do Facebook. Julgo que quem se der ao trabalho de o ler e tiver ainda o sentido da decência, perceberá por que prefiro não o transcrever aqui.

Fui alertado durante o dia de ontem por várias pessoas ligadas ao Partido Socialista e à Câmara Municipal de Gaia para um texto publicado pelo Professor Doutor Eduardo Vítor Rodrigues e cujo teor, de uma violência inusitada, se dirigia a mim.

Ao deparar-me com o texto, se assim se pode chamar, e após a demorada e atenta leitura das 1931 palavras que o compõem, em nenhuma delas encontrei o meu nome, Bruno Santos. Toda a gente do meio político e municipal percebeu que o texto se dirigia a mim, mas o Professor Doutor Eduardo Vítor Rodrigues foi capaz de montar um ataque pessoal e político do mais violento e ignominioso que tenho visto, sem ter tido a coragem mínima de dar nome ao alvo da sua fúria, sem ter escrito uma única vez o meu nome. 1931 palavras e nem uma única vez aparecem essas duas: Bruno Santos.

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