PAN tenta travar a ritalina

Um esforço muito meritório em defesa das crianças e do futuro.

5 milhões de doses de Ritalina

O Bloco de Esquerda apresentou hoje um Projecto de Resolução no sentido de tentar combater o consumo excessivo de Ritalina (Metilfenidato) pelas crianças e jovens portugueses.

Segundo as estatísticas oficiais, o consumo desta substância situa-se nas 5 milhões de doses por ano, um número assustador, tendo em conta a idade das crianças e os efeitos adversos do Metilfenidato, um químico extremamente potente com acção sobre o sistema nervoso central.

O TDAH (Transtorno do Défice de Atenção e Hiperactividade) vem descrito no DSM-V (Manual de Diagnóstico e Estatística dos Transtornos Mentais), a “bíblia” do diagnóstico em Psiquiatria, elaborado pela Associação Americana de Psiquiatria e seguido por psiquiatras de todo o mundo, incluindo Portugal. Este “transtorno” é descrito imediatamente a seguir ao TEA (Transtorno do Espectro do Autismo), com o qual comunga muitos sintomas, assim como a própria terapêutica farmacológica.

Um aspecto extremamente preocupante da actual abordagem clínica à TDAH (Hiperactividade), é a crescente tendência para a sua captura farmacológica, havendo já múltiplos casos em que, a somar ao potente Metilfenidato, se estão a administrar a crianças Anti-Psicóticos de segunda geração, como a Risperidona, usada normalmente no tratamento da esquizofrenia. Este assunto afigura-se da mais alta gravidade e urgência, uma vez que não só está em causa a saúde de milhares de crianças como, por essa via, o futuro do próprio país. Uma palavra de apreço para o Bloco de Esquerda, que soube identificar a premência do problema e está a agir em conformidade.

Prós e Contras das Vacinas

Um dos cientistas participantes do último Prós e Contras da RTP sobre a questão das vacinas, é financiado pela fundação de Bill Gates.

A actual discussão pública em torno da questão das vacinas revelou, mais uma vez, algumas características muito peculiares desta sociedade “democrática”, nascida com o 25 de Abril de 1974. Se durante a Ditadura havia dogmas indiscutíveis, como Deus ou a Pátria, a Democracia trouxe-nos o ar fresco de outros dogmas indiscutíveis. Não falemos da “Crise Permanente”, nem da “Dívida Eterna”. Atentemos, por ora, na absoluta e inviolável segurança científica das vacinas e na infalibilidade da Ciência, coisas da ordem do dia.

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INFARMED acrescenta um “novo” efeito adverso à Ritalina

A comunicação social deu ontem, 14 de Março de 2017, notícia de que o INFARMED tinha actualizado durante a tarde a “bula da substância metilfenidato”, o principal princípio activo de medicamentos como a Ritalina, usada no “tratamento” da Hiperactividade e Défice de Atenção.

Esta actualização serviu para incluir um “novo” efeito adverso, que dá pelo nome de Priapismo.

Esta informação que o INFARMED adianta agora sobre a Ritalina e outros medicamentos contendo Metilfenidato, foi anunciada já em Dezembro de 2013, há mais de três anos, pela FDA (U.S. Food & Drug Administration), a autoridade do medicamento dos Estado Unidos.

Sabe-se que os protocolos seguidos nos Estados Unidos, no que à política dos medicamentos diz respeito, são diferentes dos europeus. Ainda assim, trata-se de mais um efeito adverso grave, e mais grave ainda se tivermos em conta que este medicamento é prescrito a crianças, não se compreendendo muito bem este “atraso” na correcção da bula.

Algo vai mal no reino da Ritalina.

 

Imagem: Internet

A Ritalina correu mal

O artigo que a seguir se transcreve não aborda em profundidade os efeitos secundários provocados pelo consumo de Metilfenidato, uma substância que já foi considerada doping e que chegou mesmo a retirar, por duas vezes, ao famigerado Joaquim Agostinho, a vitória na Volta a Portugal em Bicicleta.

O Metilfenidato, princípio activo dos medicamentos usados no tratamento da Hiperactividade e Défice de Atenção ( já em crianças de 3 anos), é um estimulante equivalente às drogas de rua conhecidas por Speeds. Só o nome é mais pomposo.

Já por mais do que uma vez o deputado do PAN, André Silva, levou o assunto ao Parlamento. Desta feita regista-se a pergunta e a resposta do senhor Primeiro-Ministro.

 

A Ritalina correu mal*
Por L. Alan Sroufe
The New York Times, 28 de Janeiro de 2012

Há neste país [EUA] três milhões de crianças que tomam drogas para tratar problemas de atenção. Por volta do final do ano passado [2011], muitos dos seus pais estavam profundamente alarmados por causa da falha de fornecimento nas farmácias de drogas como a Ritalina e o Adderall, drogas essas que esses pais consideravam absolutamente essenciais ao funcionamento dos seus filhos. Mas estarão estas drogas realmente a ajudar estas crianças? Será que deve prosseguir este aumento exponencial da prescrição destes medicamentos?

Em 30 anos aumentou vinte vezes o consumo de drogas destinadas a tratar o Défice de Atenção.

Como Psicólogo que estuda o desenvolvimento de crianças problemáticas há mais de 40 anos, acho que nos deveríamos perguntar por que motivo confiamos tão convictamente nestas drogas.

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A infância é uma doença

“Recentemente, um professor disse-me que quando olha para adolescentes que estão a ser medicados há anos com ritalina se lembra do que os electrochoques faziam aos internados no filme de Milos Forman, Voando sobre um Ninho de Cucos. É abusiva esta visão?”

Esta é uma das perguntas que a jornalista do Público, Clara Viana, faz ao bastonário da Ordem dos Psicólogos, numa entrevista de leitura obrigatória publicada hoje.

A Ritalina é uma das marcas comerciais do Metilfenidato, princípio activo da maioria dos medicamentos usados para “tratar” crianças com diagnóstico de Hiperactividade e Défice de Atenção. Foi precisamente a Ritalina que nos idos anos de 1969 e 1973 retirou o título de vencedor da Volta a Portugal em bicicleta a Joaquim Agostinho, pois era uma substância proibida em Portugal e foi detectada num controlo antidoping feito ao ciclista.

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Hiperactividade ou Hiperdiagnóstico?

Mais de 5 milhões de doses de Metilfenidato (Ritalina) administradas a crianças em Portugal, para sossegar não o seu espírito, mas o daqueles que as querem sentadas, mudas e quietas.
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