Ui que indignação se isto tivesse acontecido na Rússia ou na Venezuela…

jornalista da Time agredido com extrema violência por elemento dos serviços secretos norte-americanos quando tentava furar o perímetro de uma manifestação anti-Trump. O que vale é que eles por lá são muito democratas.

Paulo Portas, o maior ” artista ” português.

Este é um pequeno vídeo biográfico sobre, Paulo Portas, o maior ” artista de variedades ” da política portuguesa.

Estamos a falar de um multifacetado ” artista ” que conquistou, ao longo de 18 anos de carreira, os mais diversos públicos, desde o estilo romântico, passando pelo rock, o pop, o gospel, o psytrance, o techno, sem esquecer claro o nosso fado. Haja uma eleição que o ” artista ” toca o ritmo que está na moda.

Os seus fãs pensavam ser tudo cantado ” ao vivo “, até que agora perceberam que tudo não passaram de muitos e muitos ” playbacks “.

Esta supresa abalou o país. A desilusão está instalada nos seus fãs que parece ser ” irrevogável “. E agora a pergunta que todos colocam é só uma: como vai Paulo Portas conseguir sair desta?

É para mim inconcebível que o PSD tenha feito uma coligação pré-eleitoral com este ” artista de variedades “. Entendo que estamos perante uma coligação PSD / Paulo Portas e não uma coligação entre dois partidos políticos.

fonte: vídeo de Luis Vargas

Uma surreal entrevista de emprego:

acontece tanto que parece ser normal.

O Ensino Privado

empurrou a Ana Leal?

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Detido jornalista que revelou lista de gregos com contas na Suíça.

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Jornalismo v.2.1

“Há muito tempo,  numa galáxia muito, muito distante…” os jornalistas eram muito estúpidos e só publicavam factos e faziam-no com isenção e ética. Até tinham um código deontológico e tudo que dizia burrices como “O jornalista deve relatar os factos com rigor e exactidão e interpretá-los com honestidade”, “O jornalista deve assumir a responsabilidade por todos os seus trabalhos e actos profissionais, assim como promover a pronta rectificação das informações que se revelem inexactas ou falsas” ou “O jornalista não deve valer-se da sua condição profissional para noticiar assuntos em que tenha interesses”.

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O caso Relvas, resumo da matéria dada

O caso Relvas não é um problema de pressão de ministro sobre jornalista: isso é rotina.

O caso Relvas não passa pela correspondência com a maior anedota da espionagem portuguesa, a anedota tem barbas.

O caso Relvas resume-se a isto: na Assembleia da República um ministro, sob juramento, mentiu. Não vou dizer que é original, mas foi o primeiro a ser apanhado.

Secou, escusam de regar. Demora muito a demitir-se?

Fotografia Portocovense

A Imprensa Regional.

Para promover os desígnios pessoais e colectivos de certos edis e edilidades existe a imprensa regional. Longe dos tempos em que servia a quezília política e ideológica, anunciava abertura de novas mercearias ou publicitava as carreiras de vapor para o Brasil ou os comboios para França, o pequeno jornalismo serve hoje de bandeja o longo rol de obras paroquiais e municipais. A mentalidade ainda é semelhante à que imperava durante essa longa noite radiofónica chamada Estado Novo: o jornalista local é uma extensão do funcionalismo , agora munido de gabinetes de comunicação que preparam as notícias. Estas não diferem muito, em teor e assuntos, do tempo da Segunda República (1926-1974), quando os senhores dos velhos municípios liberais (escudados em anacrónicos pretensos direitos medievais) se ufanavam de, com pompa e circunstância, inaugurar fontanários, caminhos rurais ou casas do povo. Hoje são rotundas, parques de merenda e auditórios, como se a cada concelho coubesse a necessidade de equipar-se segundo um pequeno país. No fundo não temos municípios mas antes 308 principados do “tipo Andorra” cada um com a sua biblioteca, o seu auditório, tribunal e complexos desportivos que poucos usam porque as muitas estradas levaram os habitantes a procurar outras paragens. No meio desta esquizofrenia urbanística estão, portanto, os jornais locais. [Read more…]

Os jornais garantem que o governo garante

In memoriam Manuel Dias

Não possuo estatísticas, mas aposto que é possível ler, todos os dias, vários títulos de jornais em que se afirma que alguém garante alguma coisa. Ora, a única pessoa que pode garantir alguma coisa acerca daquilo que penso sou eu.

No Público de ontem, aparecia o seguinte título:

Relvas garante que “não há intromissão” política na informação da RTP

Mesmo que todos acreditemos na sinceridade de Miguel Relvas, não seria mais seguro substituir aquele “garante” por afirma, diz, declara? E se – Deus nos livre! – viermos a descobrir que, afinal, o governo, ao contrário do que garantia, se intrometeu politicamente na informação da RTP?

No Diário de Notícias do mesmo dia, o malandro do verbo não está no título, mas aparece escondido com o rabo de fora num parágrafo:

O corte dos subsídios de Natal e de férias a funcionários públicos e pensionistas em 2012 e 2013 é “claramente” temporário, garantiu hoje o ministro das Finanças, Vítor Gaspar.

Aqui, também é engraçado tentar adivinhar durante quanto tempo após 2013 o corte será temporário. Quanto a garantias, mais uma vez, temos adivinhos ou telepatas no lugar de jornalistas. Se há coisa que temos aprendido é que a sinceridade dos políticos é claramente temporária. Mesmo que o não fosse, não há nada mais seguro do que não confundir declarações com garantias.

Os Irlandeses não estranham voltar a ser pobres…

“Comprámos os vossos BMW e máquinas de lavar roupa Miele, mas foi com o vosso dinheiro.” A Alemanha é um dos maiores financeiros da Irlanda. Os bancos irlandeses devem actualmente 127.000 M €. Isto é mais que o PIB

da Irlanda. “E sejamos francos: o vosso dinheiro vocês nunca mais verão de volta”

David McWilliams*, 43, o mais popular economista da Irlanda falando a um jornalista alemão em WELT ONLINE.

Não vou traduzir o artigo alemão de “WELT ONLINE” que relata a vidas do irlandeses depois de introdução das drásticas medidas de austeridade (Parece que eles estão a reagir bem, impondo-se a ideia de que eles que “sempre foram pobres” quiseram uma vez na vida “sentir como é ser rico” e estão dispostos a pagar o preço pela tal sensação).

Aqui apenas quero demonstar o que nos sistemas sociais  contecesse quando viradas às avessas como a actual UE: quem manda vir tem que pagar. No presente caso e outros foi a Alemanha, uma das principais protagonistas da estratégia errada da UE, que “mandou vir”. Mas como todos os outros também “mandaram vir”, não só os avultados créditos da Alemanha voaram. Assim, o meu filho há tempos me contou tudo indignado que Portugal teve que transferir fundos de ajuda económica à riquíssima Angola para esta se dignar de saldar uma divida que tinha aberta com a – salvo erro – Soares da Costa.

Rolf Damher

* Já há 10 anos o economista mais conhecido da Irlanda vaticinou a bancarrota do mercado imobiliário. Na altura, os colegas o rotularam de fantasista.

http://www.welt.de/wirtschaft/article7925754

O olho da rua

(Texto do meu filho do meio, Marcos Cruz, que me parece com interesse para qualquer um de nós)
O OLHO DA RUA
Tenho uma loja na Baixa do Porto, uma loja de mobiliário intervencionado. Chama-se Meioconto. Abri-a no fim do passado Verão, pouco depois de ter sido despedido de um jornal em que trabalhei quase vinte anos. Durante esse tempo, confesso, não me preocupei significativamente com o comércio: queria era informar as pessoas, contar-lhes coisas que não soubessem, intervir de forma construtiva na sociedade, contribuir à minha maneira e na escala que me estivesse destinada para democratizar os conhecimentos e os instrumentos individuais e colectivos de análise e de participação cívica, ajudar a cimentar os pilares em que quase todos, no discurso, concordamos que uma sociedade desenvolvida se sustenta. Não me foi possível. Admito que me tenha faltado inteligência, sensibilidade, empenho, capacidade, talento e paciência para contornar os obstáculos com que diariamente deparava na procura de tais propósitos, mas sei bem que, mesmo “viagrando” todas essas qualidades e mais algumas, jamais estaria ao meu alcance perturbar o normal funcionamento da máquina, cada vez mais exclusivamente virada para o comércio. [Read more…]

No Haiti o jornalista é notícia…

Eu a pensar que o jornalista se tinha atirado para debaixo de um prédio para salvar alguem, ou na confusão de gente infeliz, ter levado uma surra ou, enfim, um episódio dignificante que justifica-se a notícia de o jornalista ter ido parar ao hospital. Mas não, partiu um pé e deu uma cabeçada num muro a fugir depois de ver o hotel a abanar.

Estes jornalistas são uns pândegos de morrer a rir, consideram-se uma classe à parte, são conhecidos, aparecem na televisão, gente do mundo numa palavra. Correm para o Haiti aos montes e mostram-nos aos montes as mesmas imagens, mortos, edificios destruídos, gente cheia de pó branco, com um ar de fantasma, os únicos que estão frescos como uma alface são os jornalistas, banhinho tomado no hotel, microfone em punho a dizer-nos que houve um terramoto e há uma grande destruição.

Quando da cobertura da Guerra do Golfo os nossos intrépidos jornalistas apareciam de capacete na cabeça, a centenas de Kms da frente de batalha, a darem-nos notícia do que tinham lido nos jornais ingleses do dia anterior. Mas o capacete dava um ar do caraças, o homem estava mesmo lá, onde “está a notícia”!

E se estes senhores em vez de andarem ali a prejudicar quem trabalha, quem mete as “mãos na massa” , se ajudassem e admitissem que dia após dia nada têm para dizer ?

Larguem o microfone, as câmaras de filmar e ajudem,  enviem uma vez por dia uma “notícia” : esta destruição, estas mortes, têm a ver com a miséria a que foram votados os Haitianos pelos mesmos que agora “às pinguinhas” enviam umas quantas garrafas de água e uns pacotes de bolachas!

E, porra, quando se partirem partam alguma coisa que se veja!

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