Presidente veta lei do financiamento dos partidos

O Presidente da República devolveu à Assembleia da República o Decreto 177/XIII, conhecido por Lei do financiamento dos partidos, “com base na ausência de fundamentação publicamente escrutinável”. Isto quer dizer que o processo legislativo que produziu este Decreto não foi, no entender do Presidente da República, transparente nem, por essa via, democrático.

O veto, e a respectiva fundamentação, do Presidente da República representam o sentimento de uma grande parte – para não dizer esmagadora maioria – da população portuguesa e é uma vergonha para os partidos envolvidos nesta tentativa de fraude legislativa .

 

“Não percebo o que quer dizer com sociedade civil”

A deputada Ana Catarina Mendes, secretária-geral adjunta do Partido Socialista, não há-de ter em grande conta a inteligência dos portugueses, visto de perto e ouvido com atenção o esclarecimento supersónico que ofereceu em conferência de imprensa sobre a lei do financiamento dos partidos, aprovada às escondidas numa arrecadação da Assembleia da República, enquanto o país fazia rabanadas. Mas uma coisa podemos ter como certa: sabe ler.

Embora se reconheça que é mais fácil encomendar artigos de imprensa a desancar camaradas de partido – longe de mim sugerir que algum dia a secretária-geral adjunta tenha feito tal coisa -, o talento de Ana Catarina Mendes para explicar o inexplicável ficou muito aquém do que se exige a alguém com as suas responsabilidades, que se limitou a procurar confundir alhos com bugalhos, baralhar, dar de novo e criar premeditadamente a confusão. Tudo isto feito com o ar sério, enfadado e até um pouco arrogante, de quem acha que não tem que dar grandes explicações a jornalistas e menos ainda aos cidadãos da República.

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