Pablo Escobar, Luís Filipe Vieira e António Costa

Durante anos, Pablo Escobar foi o dono da Colômbia, ao ponto de lhe ter passado pela cabeça, um dia, vir a ser presidente.
Conseguiu-o graças a uma rede de interesses e de influências que misturava a corrupção com o terror.
Tinha na mão alguns dos mais importantes políticos colombianos, elementos da Justiça e todos os altos quadros que de alguma forma lhe garantissem uma posição privilegiada perante o Estado e as instituições.
Escobar sentia-se superior ao próprio Estado, que de resto abominava. Durante anos e anos, riu-se das leis e da Justiça. Estava protegido pela lei do dinheiro.
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Juiz Carlos Alexandre defende liberalização do comércio de drogas

O juiz Carlos Alexandre defende, segundo dá nota o PÚBLICO, a “liberalização de algum comércio de drogas”.

O motivo pelo qual o magistrado toma esta posição poderá ser melhor compreendido depois de bem vista – e ouvida – a entrevista que Juan Pablo Escobar concedeu recentemente à RTP. É um documento impressionante por várias razões, a menor das quais não sendo a de tornar visível algumas das sub-camadas que compõem a nossa realidade.

Caberá lembrar que, por ocasião da visita a Portugal do Papa Francisco, uma operação policial de apenas quatro dias nas fronteiras portuguesas levou à apreensão de setecentos mil euros em dinheiro vivo. Um cálculo mental simples leva a supor que se a operação se mantivesse por mais algum tempo, em poucos meses Portugal pagaria a sua dívida externa.