Porfírio Alves Pires (1944-2019)

“Discurso sem verdade e sem ética,
sem razão e sem sentido,
sem princípio e sem fim.
Antes do sempre lá está movente, fluído,
agarrado ao improvável.”

Porfírio Alves Pires
“A Rutura do Improvável
dizia o homem”
2015, Chiado Editora

“Porfírio Alves Pires nasceu em Montalegre.
Fez parte da vaga de emigração clandestina nos anos sessenta.
Trabalhou e estudou e trabalhou em Paris, tendo também ensinado “desenho de observação”.
Depois, em Portugal, coordenou uma equipa de projeto num “bairro da lata”. Nos anos setenta, disso falou nas faculdades de Arquitetura de Genebra e Turim e no Instituto Superior de Serviço Social de Lisboa.
Sobre isso escreveu e publicou.
Nos anos oitenta, regressou à escrita, agora sobre artes visuais, colaborando em publicações periódicas, entrevistando pintores e escrevendo textos de catálogos.
Nos anos noventa voltou ao ensino, nas áreas de desenho e projeto, monitorizando agora aulas de pintura numa Universidade Sénior.
E sempre o desenho e a pintura. Expôs pela primeira vez, coletivamente, em 1966 e regularmente a partir dos anos oitenta.
E sempre a escrita. Publicou, pela primeira vez, num jornal regional, no final dos anos cinquenta e agora vai continuando.”

Óleo sobre tela de Porfírio Alves Pires.

 

O Firo é um dos mais altos representantes da civilização de Montalegre.

Merece, agora que se embrenhou “nas aparências da morte”, que a Nação Barrosã lhe reconheça o incansável labor, o talento, a coragem, a generosidade e o Amor que dedicou à Vida, sob os auspícios do Deus Larouco donde, sussurrou um dia, se via o Mar.

Bruno Santos
24 de Dezembro de 2019