Sorria

Todos os equipamentos electrónicos com ligação à internet, incluindo automóveis ou outros veículos de transporte, têm uma “porta dos fundos”, quer dizer, a possibilidade de serem totalmente comandados à distância sem o conhecimento do seu proprietário ou utilizador. Seja ele um cidadão comum, ou um chefe de estado – Donald Trump, o presidente dos Estados Unidos, tem sido espiado, designadamente através do seu telemóvel, vinte e quatro horas por dia, sete dias por semana. O sistema operativo Windows, só para dar um exemplo, já traz de origem o código que permite a intrusão, vigilância, manipulação, cópia ou destruição de ficheiros e de hardware, incluindo microfones e as câmeras de vídeo. O mesmo se aplica a smartphones, Ipads, smart tv e por aí adiante.

Esta é, sucintamente, a última revelação da Wikileaks.

Não é claro, nesta altura, se a informação assim obtida estará a ser comercializada, ou de algum modo partilhada. Ou seja, não se sabe, embora isso seja plausível, se os detentores da tecnologia que permite este tipo de acção prestam “serviços” a clientes – leia-se Estados ou grandes empresas – espalhados pelo mundo, como, por exemplo, em Paris, em Bruxelas ou em Freixo de Espada à Cinta.

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