Tourada em Viana do Castelo, porquê?

Defensor Moura

Depois de uma década e meia de profunda requalificação urbana e ambiental, com preservação e valorização dos recursos naturais, Viana do Castelo desenvolveu um modelo de cidade com estilos de vida saudável em perfeito equilíbrio com o privilegiado ecossistema envolvente.
O respeito pelos direitos dos animais e a decisão de declarar “Viana do Castelo Cidade anti-touradas” foram consequências naturais da evolução civilizacional da comunidade vianense, com aprovação da esmagadora maioria dos cidadãos e escassíssimas manifestações de oposição, como aliás o demonstraram os proprietários da Praça de Touros (que a venderam sabendo que acabariam as touradas) e, até, do centenário clube taurino da cidade que há muitos anos se dedica tranquilamente à prática de bilhar e xadrez.
Em Viana do Castelo não há touros, nem toureiros, nem forcados e as touradas nada tinham a ver com a Romaria d’Agonia, dedicada às belezas vianenses – o traje, o ouro, as danças e os cantares, o cortejo, as procissões e o fogo de artifício que atraem muitas centenas de milhares de forasteiros anualmente.

Ninguém sentiu a falta da tourada nos últimos três anos da romaria e Viana viveu tranquilamente a sua festa maior sem acolher no seu seio o bárbaro espectáculo onde os pobres touros, que vinham de fora, para aqui sofrerem torturas sanguinárias de toureiros, que também vinham de fora, para mórbido prazer de umas centenas de aficionados que, igualmente, de outras paragens chegavam à cidade!
Mas “Viana anti-touradas” é um símbolo da luta pelos direitos dos animais que os, cada vez menos aficionados, não desistem de abater. Esperava-se que, mais tarde ou mais cedo, a indústria tauromáquica investisse sobre Viana.
Foi este ano que o poderoso lobby das touradas apareceu, com uma proposta da federação Prótoiro para instalação de um redondel provisório em terrenos agrícolas na periferia da cidade, com o propósito de esmagar exemplarmente a vontade da cidade que simbolicamente se ergueu contra a bárbarie.
Esbarraram na firme determinação da Autarquia que indeferiu o pedido, por se manter orgulhosamente como “Cidade anti-touradas” e por rejeição do local de instalação da praça provisória.

Inesperadamente o Tribunal Administrativo de Braga desautorizou a Câmara Municipal e viabilizou a proposta de realização do sanguinário espectáculo. INACREDITÁVEL!!!
E se, no que se refere ao próprio espectáculo, a contraditória legislação que condena a violência sobre os animais … e parece excepcionar as touradas(!), pode admitir a controversa decisão judicial, era bem dispensável a insensível citação da tauromaquia como manifestação cultural equivalente ao teatro e à música.
Inesperada, porém, foi a decisão judicial de autorizar a instalação de uma praça de touros num terreno agrícola junto ao mar! Sem ouvir a Câmara Municipal, nem a Comissão de Coordenação Regional, nem o Instituto Hidrográfico, nem o Instituto de Conservação da Natureza que tutelam aquela área protegida, o Tribunal autorizou a instalação daquela arena de tortura num terreno onde o próprio agricultor não é autorizado a construir um pequeno casebre para guardar os utensílios agrícolas. ESCANDALOSO !!!Além de um grave atropelo à legislação vigente, o poder judicial desautorizou publicamente a Autarquia de Viana do Castelo e afrontou desnecessariamente a população vianense que, por esmagadora maioria, reprova e rejeita as sanguinárias torturas tauromáquicas.
Afinal, se em Viana não há touros nem toureiros e os escassos aficionados, se existem, apenas precisam de se deslocar duas dezenas de quilómetros para satisfazerem a sua sede (de sangue) de cultura taurina, PORQUE NÃO NOS DEIXAM EM PAZ ???
Porque não deixam os vianenses e os milhares de visitantes fruir alegremente a maior Romaria de Portugal, não manchando a beleza multicolor que a caracteriza com o sangue do sacrifício dos touros inocentes.

É evidente que, na enxurrada da gravíssima crise social que atravessamos, com desemprego, fome e perda de direitos no trabalho, na saúde e na escola pública, este bárbaro atentado aos direitos dos animais é apenas mais um alarmante sinal do retrocesso ético e civilizacional que inunda a nossa sociedade e é preciso denunciar e rejeitar quotidianamente.
Por isso me solidarizo com os vianenses e os amigos dos animais que se vão juntar no domingo, a partir das 16 horas, junto ao Castelo Velho da Praia Norte e na própria Veiga da Areosa, para protestar contra este grave atentado aos direitos dos animais e, simultaneamente, denunciar a escandalosa desautorização dos legítimos representantes autárquicos de Viana do Castelo.

17.Agosto.2012

Comments


  1. É uma nação em desconstrução a regressar ao obscurantismo da idade média.Incentivados por um poder arrogantemente inculto,imbecil e retrógrado estão a reaparecer as manifestações de barbárie.
    Estou firmemente solidário com a câmara de Viana do Castelo e com todos os defensores dos animais.
    A razão acabará por prevalecer “custe o que custar”.
    mário

  2. Maquiavel says:

    Vamos ver onde estará mais gente: dentro da praça a ver a corrida, ou cá fora a protestar.


  3. Non-sense! Nem sequer quero tomar partido, morei no Montijo, fui aficcionado, nos últimos anos não tenho ido aos toiros, mas não sou pela proibição nem mudei de campo. Mas quer-me parecer que neste caso é um disparate, porque sem existir tradição taurina, podem até encher uma praça para um evento, mas depois ficará às moscas, pois não estou a imaginar hordas de aficcionados rumarem até Viana, a afluência nas praças de Coruche, Salvaterra, Alcochete e outras já é o que se sabe, gostaria de saber quanto custa a sua manutenção às autarquias…

    P.S.-Não entro na discussão contra ou a favor de touradas, estou apenas a comentar esta decisão a que se refere o autor do post.

    • Maquiavel says:

      Parece que é uma praça desmontável. Mas näo havia uma praça de touros permanente em Viana? Ou demoliram?

  4. maria celeste ramos says:

    Nasci em Santarém com toiros e touradas e vacadas no que era o Campo de Feira e hoje o Campo Sá da Bandeira om o tribunal e o Presidio
    – por acaso extraordinária peça de arquitectura que está a ruir de pôdre irrecuperável – adorava ver os bois a pastar na lezíria e a Festa dos Campinos e era bonito (bois e campinos) – e via toiradas é claro – mas odiava nem sei porquê ainda adolescente, aqueles meninos da Escola Agrícola vestidos de ganga azul e bota preta que já em manada subiam a Calçada de Vale de Estacas e pareciam os donos da terra – e “galavam” todas as meninas bonitas do Liceu pelo menos (fiz 6º+7ºanos no Liceu pois com pai militar tive de abandonar as Caldas da Rainha a chorar e lá fui parar à terra onde nasci e de onde sí aos 7 anos) – como sou “inteligente” (não o das toiradas que anuncia a entrada do boi na arena) em vez de ir para medicina como queria fui para agronomia e lá estavam não aqueles marialvas de ganga azul a serem mais tarde engºs porque ser “regente” era uma xatice – não os regentes (só alguns) mas os mais marialvas do país donos da terra alentejana e ribatejana e outras patentes) e se odiava Santarém nem sei que verbo para agronomia e tal que mais tarde fui para a universidade mais uma vez e livrar-de daquele estigma que me causava agonia sem ter muita consciência – ainda fui a toirada no Campo Pequeno com um amigo alentejano (mas não regente agrícola, mas engº químico que foi para Xinavane fazer açúcar) e que por acaso se lembrou de morrer muito cêdo) e de repente parece que estoirei por dentro e comecei a odiar toiradas e marialvas e agrónomos e pessoas a a fazer açúcar e nunca mais quiz sequer ir a Santarém excepto uma vez ir à grande feira agrícolaonde nunca mais voltei) – e ACABOU – o meu subconsciente estava poluído de touradas e marialvas e desapareci e nem nunca mais ao acabar os estudos quiz trabalhar onde houvesse um marialva agrónomo e consegui – como carregada e formatada naquela sociedade de repente veio o 25 abril e renasci e transformei a minha cabeça e pensamento e dei por mim a deitar tudo para o LIXO e até um dia vi na TV um peograma extraordinário de um prisioneiro dos USA condenado a pena perpectua que um dia virou a sua cabeça quando depois de viver no Bronx num gang e matar meninos que o levou à prisão aprendeu a ler e escrever e disse que até aí fazia o que via fazer e ao perceber onde se meteu dedicou-se na prisão a comer livros na biblioteca e a ensinar os que na prisão entravam, como ele, tinham feito o mesmo – Assim mal “acomparado” aquele depoiemento do prisioneiro comoveu-me ao ter decidido dedicar a sua vida aos seus conterrâneos – digo mal comparado porque não nasci no Bronx nem matei mas há anos que me matava a mim por dentro vítima do ambiente que odiava – do quel fugia – mas nem sequer ainda percebia como se tivesse “doença crónica silenciosa e sem sintomas exteriores e concretos” – Ora toda esta minha lenga-lenga talvez para me confessar vítima de um ambiente em que não havia ninguém que me ensinasse ou falasse do que significava “tourear” aqueles belos e possantes animais – pois é somos fruto do ambiente e com total inconsciência que um dia em mim rebentou e se tornou de tal forma limpida e perceber finalmente porque odiava os “marialvas e os toiros e toirados e o fado marialva da mulher e do cavalo” que me arrepiava – e em lisboa aos 18 anos deitei tudo fora – o fado marialva, os meninos de agronomia e mesmo enquanto profissíonal nem nunca quiz trabalhar onde houvesse um só – Lisboa fi um espaço tão diferente e altamente cultural na altura que, repito, renasci e fui despoluindo até ao ponto de ter consciência finalmente do mal que me sentia por aqueles lugares e gentes e há muito que me meti em movimentos opostos de protecção dos animais e nem poder sequer olhar uma toirada na TV que me faz doer tanto e assino tdas as petições contra essa barbárie de maltratar seja toiros seja não importa que animal – como é possível sermos marcados pelo ambiente (Darwin já o dizia e Damásio também) e como se levam anos a ter consciência do mal estar interior que eu tinha sem saber porquê e hoje sei finalmente e, interessantemente é descoberta mais interior do que conversa com os outros pois nem essa conversa havia – como o ambiente polui e mais ainda quando em casa se aceita a vida e ambiente como é e não se “discute” – Burra, que levei anos a encontar-me, tal a carga cultural de que fui afinal vítima e ía sacudindo por me sentir mal, mas nem sequer sabendo porquê – Esta história que me enviam da toirada em Viana do Castelo transporta-me à minha meninice e processo de largar tudo até a farsa da forma como fui católica praticante que, igualmente aos 19 anos peguei no emblema da JUC que orgulhosamente ostentava ao lado do de agronomia, mas que um dia aos 19 anos meti na sanita e puxei o autoclismo – os pin e a sua simbologia desapareceram – processo lento e doloroso mas “lavei-me” da carga exterior que parecia uma canga e que, afinal, diz quem sabe, que somos 10% o nosso genoma e 90% o ambiente – recuperei os 100% do meu genoma de facto, creio – Gostaria que os aventar fizessem uma Petition on line como tantas que há e de que resulta o que se pretende sejam nacionais ou vindas sobretudo das associações a que me liguei, do WWWild e outras – mas que tempo levei a perceber-me onde e porque me sentia mal sem explicação – para acabar – há 5/6 anos, entrou no palco da TV do anormal do Malato, alguém com uma linda égua e estava ainda com meu irmão que perguntou – irmã sabes quem é aquele senhor ?? Não irmão, não sei – então não te lembras do Sebastião Rodrigues Tenório que te pediu em casamento a nossos pais quando estávamos em Elvas ? (na altura eu tinha 15 anos) ?? ai ai lembro – Pois este cavaleiro podia ser teu filho – levai uma pancada nos cornos mas não doeu e ri e percebi todo o processo interior até de sofrimento contido e inconsciente mas vivido de que me libertei – pois é Viana do Castelo é mais do que voltar atrás – não deixei a minha religião mas só o pin, não deixei de gostar dos belos animais da lezíria, não deixei de ser quem sou, apenas “fui ao mondego lavar as penas das minhas mágoas minhas mágoas eram negras negras ficaram as águas”
    às vezes começo a pensar porque viajei muito pelo mundo – viajei como um pássaro louco e agora nem me apetece ir a lado nenhum como se esse tempo de viajar fosse a viagem “por fora” de que precisava para viajar por “dentro” como faço agora e quanto a religião tenho Deus dentro de mim e o meu corpo (e casa) é o Templo, e não viajo nem à Caparica porque tenho o mundo todo na minha Rua e na minha casa – mas como não quero ficar com bolôr vou mas é já para a rua e apanhar sol e receber as festas que me fazem todos os vizinhos e também os cãezinhos que há dezenas aqui lindos e já me conhecem todos e até há bulldogs grandalhões e em escala mini que são lindos – o meu bairro é uma cidade dentro da cidade e nada falta aqui e até basta metade da rua que vai desembocar nesse rio que vejo da minha janela de dia como vejo a Lua toas as noites (excepto lua nova é claro) e que me cumprimenta e nem preciso de levantar da cadeira – e o sol nasce numa fachada da casa e depois vejo o pôr do sol da fachada oposta – que mais quero eu ??
    Quereria sim que este belo país mesmo com marialvas e toureiros (um dia enviei-vos uma lista de toureiros e o subsídio ensal que cada um recebe e o mais pequeno é superir ao que eu tenho como FP) tivesse um governo que gostasse do pa+ís como eu gosto e de pessoas como eu gosto e de animais como eu gosto e não fossem todos FP ou mais claramente, putas – bem a lenga lenga de hoje é longa como a minha vida e o meu sentir


    • Lindo, lindo, lindo! Que bom foi dar-nos a conhecer um pouco mais de si! Esta tarde já foi boa pela leitura deste belo trecho!

    • Rui Nicolau says:

      Muito obrigado, não apenas pelo testemunho, com escrita de excelência, mas pelo facto de me mostrar uma pequena janela entreaberta de mim próprio.
      Também eu sou de uma terra de aficionados, e de família de aficionados, e desde cedo percebi que aquela forma de sentir não era a minha.
      Como era possível aquela vaidade aquela posse de superioridade, e ao mesmo tempo não perceber o sofrimento solitário no meio da multidão, do único ser que se comportava com dignidade.
      Amo de paixão o meu Alentejo, encaixado junto à raia na serra de São Mamede, vejo da sua altura muito do território do meu país e os pássaros a voar pelas costas nas muralhas de Marvão. Continuo apaixonado pela a sua forma sossegada de conviver com o passar do tempo, os cheiros fortes, as cores, e pela generalidade das gentes.
      Mas…………..Porque raio temos de ser maus com os animais, porque raio tem o imaculado do casario contrastar com este comportamento.
      Detesto a mancha que jaz sobre esta terra que é também minha.

  5. Amadeu says:

    Nas pegas, torço sempre pelo touro.

    • Maquiavel says:

      Já nas bandarilhas, deves torcer pelo cavaleiro…

      • Ana Coutinho says:

        A tourada é mesmo um espetáculo indigno a luta entre homem e animal é uma vergonha não torço contra um a favor de outro, torço pela vida com dignidade para ambos.

        • Maquiavel says:

          É que nas pegas, näo sei se se deu conta, o homem näo tem nada que possa fazer mais mal ao toiro. Säo 8 contra 1? Isso é no fim.
          Na pega, e directamente, é 1 contra 1, no máximo 3 contra 1. O toiro tem 500kg e dois cornos, 3 homens säo uns a 300kg.
          Já o cavaleiro está lá no alto, armado. Sofre o toiro, e sofre o cavalo com as esporas (e ainda sofre mais com o peso na coluna, no caso do barril Joäo Moura).


  6. O Presidente da Câmara de Viana do Castelo foi eleito pelos Cidadãos da sua Cidade, os Cidadãos da Cidade de Viana do Castelo, na sua esmagadora maioria, não querem touradas. A praça de touros foi vendida porque os seus proprietários perceberam, através da venda dos ingressos, que a tortura nas arenas não era um espectáculo que as gentes de Viana apreciassem. Como se pode aceitar que um Tribunal Administrativo desautorize o Poder Municipal, legitimado pelo voto do Povo? Não se pode! O Tribunal ao adiar a decisão decidiu a autorização.
    A manha está na lei ou nos Juízes?
    A praça de touros improvisada teve “autorização” para ser instalada “num terreno onde o próprio agricultor não é autorizado a construir um pequeno casebre para guardar os utensílios agrícolas.
    Esta área é considerada “Rede Natura 2000, terrenos classificados pela União Europeia”.

    • xico says:

      Teria razão se os cidadãos de Viana fossem obrigados a ir ao evento. Sendo assim, não vejo necessária a proibição. Ninguém vai e nenhum empresário pretende perder dinheiro e as touradas em Viana acabam sem precisar de proibição que é ilegítima.


  7. REDE NATURA 2000,esta gente não quer saber disso.
    Ainda hoje vi uma prova automóvel realizada dentro do Parque Natural da Serra da Estrela/REDE NATURA 2000,uma rampa,ao que parece,autorizada,e a menos de um quilómetro de duas ZONAS DE INTERVENÇÃO ESPECÍFICA,segundo o Plano de Ordenamento do próprio parque.
    Para além de várias zonas de caça.
    Pouco importa a quantidade de fauna,devidamente registada em fotos e videos,constante dos anexos,algumas em mais do que um,às Directivas Europeias.
    mário

  8. xico says:

    Os tribunais existem para fazer cumprir a Lei. Não para achar se as leis são boas ou más. Isso cabe ao parlamento. Como cabe ao parlamento mudar as Leis. As Câmaras não têm competência para autorizar ou proibir eventos. Só têm competência para os licenciar e a isso estão obrigadas desde que as regras sejam cumpridas. Não interessa se a Câmara tem maioria. Os direitos das minorias têm de ser protegidos. Eu, por exemplo, como tenho grande respeito pelos animais, abomino qualquer exposição de pássaros. Mas admito que nenhuma Câmara tem o direito de as proibir. As leis são feitas pelos parlamentos. Não pelas Câmaras nem pelos tribunais. A estes só cabe cumpri-las não julgá-las da sua moralidade.

  9. Manuel araujo says:

    O senhor Defensor de Moura escondido num partido da liberdade revela uma mentalidade anacronica e totalitaria. Estamos cansados de politicos que para se fazerem notadas abusam dos poderes democraticos para impor ao povo as suas ideias, arvoreando-se de uma inteligencia superior. Viana e uma terra linda e ha-de continuar a ser apesar do senhor Defensor de Moura. O que Viana precisava era de ser declarada anti-Defensores de Mouras. Ja em 68, os jovens reclamavam: e proibido proibir! Que mania tem os politicos falhados de querer impor aos outros as suas pobres ideias, para mostrarem que ainda estao vivos. O que fazem por 3 minutos de fama. Por favor, senhor Defensor de Moura decrete as suas proibicoes em sua casa, se o deixarem.


    • Oh Manuel Araújo, mas é ou não a fazer das touradas?
      Consegue tirar prazer de um touro espetado com guilhos numa arena?
      Então… parabéns: é um democrata moderno.


  10. Muitos já morreram por lutar comtra injustiças permitidas por lei.
    Ao menos em Espanha não cortam as defesas do touro e matam-no na praça. Por cá somos mais artistas preferimos tourear seguro.

  11. Ana Coutinho says:

    Concordo com Defensor Moura se em Viana se desmantelou a praça de touros, com o apoio da maioria dos cidadãos é uma grande provocação erguer uma praça temporária para um espetáculo que não agrada nem à Camara Municipal , acho que a decisão do tribunal não só desautoriza a Câmara, como a maioria da população, e suspeito de alguma manha sim, afinal há muitas formas de olhar a lei …..

    • xico says:

      Se a população de Viana pretende que não haja touradas no seu concelho deverá dirigir uma petição à Assembleia da República a pedir a excepção tal com fez Barrancos com os toiros de morte. Por esse pensar, Barrancos, para ter toiros de morte, bastava-lhe a autorização da Câmara. O sr. Presidente da Câmara não é o dono do concelho nem das leis do país que devem vigorar universalmente. A não ser que a Assembleia autorize a excepção. Sejam as touradas boas ou más. Já agora, do ponto de vista jurídico os animais não têm direitos. Foi Odete Santos que uma vez lembrou este facto. Se os tivessem teríamos de rever a nossa alimentação e, quiçá, os antibióticos. Os homens é que têm deveres para com os animais.

      • Ana Coutinho says:

        Gostei que me tivesse esclarecido, obrigado. Tenho pena que os animais não tenham direitos, gostava que tivessem alguns quanto mais não fosse que permitissem a sua defesa face a rituais de exploração, dor e qualquer tipo de sofrimento.


  12. e uma pena ver VIANA regredir no tempo e voltar a ditadura de uma camara populista proibir um espectaculo secular e com tradiçoes no nosso PAIS e indigno ver um espectaculo de uma ou duas centenas de pessoas importadas de varios pontos de PORTUGAL.
    vivemos num PAIS livre e democratico por muito que certas pessoas nao aceitem isso, num espectaculo quem quer vai quem nao quer ir ver
    fica em casa. POR FAVOR RESPEITEM A TRADIÇAO


  13. A tradição é um não argumento,uma tentativa de justificar um saudosista regresso ao passado,uma manifestação contra a evolução civilizacional e nada tem de racional.
    Tradições,o touro de bronze,de grande tradição,inventado pelo século V AC,ou outras,mais bentas,da idade média?

    mário

  14. Maria Clara says:

    Bom dia!
    Caros amigos, apenas para dizer que é muito triste ver FANATISMOS…
    Seja de que parte forem!
    Pois se não é correto proibir os muçulmanos de cá construirem mesquitas, porque carga de água se hão-de fazer outras quaisquer proibições?… de gostos, credos, jogos, sexualidades, e/ou outras?
    Não acho correto tanto falso moralismo e ouvir o que ouvi na televisão.
    Que andavam a perseguir pessoas…
    FANÁTICOS?!
    Pois se não querem ir que não vão…
    Não é porque não gostam, que têm qualquer AUTORIDADE de proibir quem quiser ir!
    PORTUGAL É UM PAÍS L I V R E!
    Muita Pena… haver um grupo de pessoas que fala pelo povo de VIANA do CASTELO! Como dizia um Senhor na TV: – “Desde pequenino que me lembro de haver touros em Viana… não acho bem!”. Pois eu também não acho bem e lamento por essa terra que amo e que já visitava com os meus avós… Saudades desse tempo em que tudo parecia fácil, doce, tolerante e simpático… Com touros ou sem touros toda a gente queria ver a Romaria! Toda a gente tinha que ir/queria ir a Viana… e este ano? o que se ouviu e viu das Festas da Agonia na TV? Seria bom que com estas coisas não afastassem as pessoas e não arranjassem questões de divisão!
    Muito obrigada pela atenção.
    Clara Azevedo, Santarém.

    • Amadeu says:

      Imagine a amiga Clara que na mesma praça desmontável, em terreno privado, era organizado um bacanal pagante, com meninas e meninos do leste e do oeste, em que na arena se sodomizava quem de livre vontade quisesse, na plateia assistia quem de livre vontade pagasse.
      Ou quem diz isso, diz que tal umas lutas de galos até à morte, ou mesmo de cães mastins de qualquer lado. E porque não mesmo umas sessões de tortura de seres humanos, que por dinheiro ou necessidade se disposessem a aceitas as sevícias carícias, claro está depois de contrato devidamente assinado e reconhecido em papel selado ?

      A minha amiga também diria Portugal é um país livre, porque carga de água se há-de proibir , blá blá blá falsos moralismos, já desde o tempo dos romanos, direitos das minorias, divisão !! do povo …

    • Amadeu says:

      Imagine a amiga Clara que na mesma praça desmontável, em terreno privado, era organizado um bacanal pagante, com meninas e meninos do leste e do oeste, em que na arena se sodomizava quem de livre vontade quisesse, na plateia assistia quem de livre vontade pagasse.
      Ou quem diz isso, diz que tal umas lutas de galos até à morte, ou mesmo de cães mastins de qualquer lado. E porque não mesmo umas sessões de tortura de seres humanos, que por dinheiro ou necessidade se disposessem a aceitas as sevícias carícias, claro está depois de contrato devidamente assinado e reconhecido em papel selado ?

      A minha amiga também diria Portugal é um país livre, porque carga de água se há-de proibir , blá blá blá falsos moralismos, já desde o tempo dos romanos, direitos das minorias, divisão !! do povo ….


  15. A tv é capaz de não ser o melhor sítio para se informar.
    “Pois se não querem ir que não vão”,olhe,os touros não querem ir,esperava que ninguém os obrigasse.
    mário

  16. Maria Clara says:

    Caros amigos!
    As Touradas são espetáculos LEGAIS no nosso país. Estão em pé de igualdade com qualquer outro espetáculo que se for legal, poderá ser apreciado por quem quiser lá ir. Não se deve falar do que se desconhece! Eu por exemplo gostava de ver manifestações destas contra a venda de bebidas alcoólicas, químicos e tóxicos de toda a espécie a menores, actos esses sim, ILEGAIS, e que infelizmente muitas vezes levam a cenas muito tristes e deploráveis. Bem mas, essas tristezas não são para aqui chamadas. Sou contra os Fanatismos, como já disse. SEJAM ELES QUAIS FOREM! Muito me admira por isso, que pessoas que se dizem democratas e que lutam pelas minorias tenham instigado a manifestações, que se formos bem a ver, essas sim (eventuais confrontos físicos) são ilegais. Viva VIANA! Viva Portugal! e Viva o RESPEITO S.F.F. por animais que são criados para efeito do espetáculo tauromáquico.
    Obrigada e passar bem.

    • Amadeu says:

      Citando e clarificando, diz … RESPEITO S.F.F. por animais que são criados para efeito da tortura tauromáquica.
      GRANDE LATA !!!
      Haviam de espetar as farpas no seu cão ou gato, se os tiver.


  17. As touradas foram proibidas,no reinado de D. Maria,como espectáculos cruéis e impróprios de uma sociedade civilizada.
    Há agora muita “legalidade”,feita à medida e pelos próprios interessados,ou alguém ao seu serviço,que não cabe na consciência.
    “Animais criados para efeito do espectáculo tauromático”? Assim como pobres criados para escravos?Como eunucos para guardar harens,ou castrati para cantar para os senhores?
    mário

Deixar uma resposta

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.