E apontar o dedo aos verdadeiros culpados, já não interessa ao BE?

A malta do BE à falta de melhor, lá vai atirando para Bruxelas a culpa pela emissão de dívida da CGD, esquecendo com seu cúmplice silêncio quem foram os verdadeiros responsáveis pela ruinosa gestão política do Banco público. De 1995 a 2017, o PS governou durante 16 anos, o PSD apenas 6. Não que os restantes 40 anos sejam particularmente brilhantes, mas o período 2005-2011 deve ser das páginas mais negras de corrupção, compadrio, incompetência que há memória, talvez apenas durante o PREC se tenha descido tão baixo em matéria de destruição de dinheiro dos portugueses, apesar das muitas viúvas que continuam por aí em estado de negação…

Eis no que dá brincar à Caixa

A propósito do financiamento da CGD, em 500 milhões de euros, tenho que voltar a transcrever Nicolau Santos esta semana. 

Saiu o jackpot aos investidores, que ganham um negócio com risco quase nulo, sem paralelo em outra aplicação que tenha um nível de rentabilidade sequer próximo disto (4%, ou até 5% se o BCE não ajudar). E porquê? Porque se percepciona que a CGD é palco de luta partidária. Num banco público, seguro pelo Estado, não há outra explicação para juros desta natureza, excepto o clima de destruição que resultou de a direita ter decidido fazer da Caixa um cavalo de batalha, quando não tinha mais nada à mão. Portugal primeiro? Vê-se. Com esta brincadeira, o banco pagará anualmente 50 milhões em juros. É este o preço do recrutamento de um substituto para o diabo que não veio.

É oficial: a aritmética do défice de Maria Luís Albuquerque é uma treta

Recuemos até Novembro passado. Em entrevista ao insuspeito José Gomes Ferreira, Maria Luís Albuquerque afirmava categoricamente que não era “de todo possível” que o défice de 2016 cumprisse a meta europeia. Peremptória, a ex-ministra concluia que “aritmeticamente não é possível. [Read more…]

O BdP, Carlos Costa e os juros superiores a 4%

Nicolau Santos, no programa As Contas do Dia, da Antena 1, avança com um reparo quanto aos juros da dívida pública. Recorda o jornalista que, em 2015, pela tomada de posse do actual governo, Carlos Costa decidiu que alguns investimentos que estavam no Novo Banco passariam para o BES, assim ditando enormes perdas aos seus investidores. Esse momento coincidiu com o descolar dos juros da dívida para o patamar dos 4%, de onde já não se saiu. Segundo Nicolau Santos, isso dever-se-á à falta de investidores na dívida pública portuguesa. Na sua opinião, o safanão que foi dado a quem investiu naquele tipo de produto não se devia ter limitado a cinco investidores, os maiores, mas sim a todos, distribuído igualmente as perdas, que se poderiam situar, nesse caso, na ordem dos 16%. A decisão unilateral de Carlos Costa, afirma Nicolau Santos, teve impacto nos juros que os portugueses estão a pagar até hoje, superiores aos dos congéneres europeus. 

Os nossos carrascos e os tipos que levam o país a brincar

Os mercenários da Standard & Poor’s anunciaram ontem a manutenção do rating da República Portuguesa no nível BB+, also known as “lixo”, atribuindo-lhe uma perspectiva “estável“. São más notícias para o país, que continua enfiado no buraco dos terroristas financeiros, piores ainda para os partidos à direita, que continuam a apostar as suas fichas na hecatombe das finanças públicas, muitos deles a rezar sucessivos terços para que o caos se instale e o assalto ao poder se torne mais fácil. Para sua desilusão, o problema não se agravou. Ainda. [Read more…]

Então? Hoje os juros da dívida portuguesa não foram notícia?

Não houve extensas análises, gráficos, opiniões e reopiniões. Nada de destaques de primeira página, nem abertura de telejornais. Apenas uns simples artigos, com o destaque de uma qualquer corriqueirice.

O Tesouro português colocou esta quarta-feira 1.250 milhões de euros com juros negativos recorde

Conseguiu arrecadar 1.000 milhões de euros em bilhetes do Tesouro a 12 meses, tendo registado um juro médio de -0,112%, abaixo do juro de -0,047% que havia observado há dois meses numa operação semelhante. E obteve ainda 250 milhões de euros em títulos a seis meses, com a taxa a situar-se nos -0,158%, que compara com os -0,091% do último leilão. [jornal ECO, 15/3/2017, Alberto Teixeira]

Onde andam as camilorencíces e as insurgências? O que é feito das jotas dos cartazes do feicebuque? Onde pára o diabo?

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Novo Banco brinca às avaliações

A avaliação do trabalho seja de quem for deve basear-se em critérios bem definidos aplicáveis a cada indivíduo. A partir do momento em que uma avaliação esteja dependente de quotas, deixa de ser avaliação e passa a ser um processo de afunilamento de subidas de carreiras. Uma frase como “as avaliações têm de ser baixas” só faz sentido num mundo em que o sentido deixou de existir. Imagino o que (me) aconteceria, se dissesse aos meus alunos “Ó meus ricos meninos, 80% das notas têm de ser baixas!”

Podemos, até, aceitar que uma instituição, por variadíssimas razões, não queira permitir que a maioria dos trabalhadores tenha direito a aumentos salariais. Nesse caso, um mínimo de honestidade obriga a que se declare que, na realidade, não há avaliação. Não é difícil.

Quando o inaceitável se torna normal e ninguém se escandaliza, temos a prova de que a sociedade está doente e, de caminho, confirma-se que um dos grandes objectivos dos poderosos continua a ser o mesmo se sempre: desvalorizar o preço do trabalho, sempre em direcção à escravatura. [Read more…]

Porque será que tudo vai dar ao BES?

Já em 2004, quando se falou no negócio dos submarinos, aquele que teve condenados pelo pagamento de luvas na Alemanha, mas que em Portugal ninguém terá recebido, pelo que o caso acabou encerrado, o esquema teria sido feito através da Escom, que pertencia ao BES.
Sabe-se agora que cerca de 7,8 mil milhões de Euros transferidos para offshore entre 2011 e 2014, tiveram origem no BES. O próprio presidente do BES terá retirado algumas centenas de milhões de Euros nas últimas semanas. [Read more…]

Tax

Tax – André Carrilho

Ainda além da troika?

Nenhuma dúvida há-de restar no espírito da maioria dos portugueses sobre os méritos evidentes da Geringonça e os benefícios que o governo do Partido Socialista, apoiado pelos partidos da esquerda parlamentar, trouxe à sociedade portuguesa. Não é possível negar esta evidência, mais ainda em face da memória, recente mas perene, da mais brutal legislatura da democracia portuguesa, liderada pelo governo PSD/CDS.

Dito isto, em circunstância alguma deve considerar-se o actual governo, assim como a maioria que o apoia, imune ao erro e à crítica, e não deve também esquecer-se que no PS, partido plural e diverso nas suas sensibilidades sociais e ideológicas, há muito quem veja com relutância – para usar um eufemismo –  o processo de reposição dos direitos individuais, económicos e sociais, devastados pelos quatro anos além da troika que caracterizaram a anterior legislatura e o retrocesso civilizacional por ela provocado.

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Droga, um negócio com futuro

Droga, a definição não é correcta, porque existem muitas outras substâncias classificadas como droga, mas a palavra está normalmente associada a substâncias psicoactivas. Uso, posse e comercialização, constituem actos ilícitos, sujeitos a penalizações judiciais. Aqui existem algumas variantes, de país para país, entre consumo e tráfico, que podem ir até à pena de morte ou prisão perpétua, na maioria dos casos aplicáveis apenas aos traficantes, mas não só, pois alguns países perseguem brutalmente consumidores. Na Europa a moldura penal é mais branda, mas qualquer que seja o quadro aplicável, o negócio continua a existir, proporcionando enormes lucros a cartéis de narcotraficantes e obrigando os Estados a enormes gastos, numa guerra sem trégua para erradicar o que consideram ser um flagelo. [Read more…]

Assim vai o rectângulo…

Teodora Cardoso teve esta semana uma expressão infeliz, quando considerou milagre o défice de 2,1%. Em primeiro lugar porque milagres não existem e bastaria dizer o óbvio, mais uma vez existiram medidas extraordinárias sem qualquer redução estrutural da despesa. A senhora não é política, não lhe peçam grandes discursos ou tiradas retóricas, mas anda nisto há muitos anos para ver a competência posta em causa por ilusionistas políticos que dominam a arte da demagogia. Alguns dos que a criticam agora, aplaudiam-na quando ela na anterior legislatura também colocava o dedo na ferida, desagradando ao governo de então. É assim a independência, não tem que se agradar a ninguém, fazer jogo político, obedecendo a estratégias partidárias. [Read more…]

Era tão bonito

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Projecto de lei XYZ/2017

Tendo em conta a enorme destreza, sagacidade, inovação, competência e eficiência do actual governo em matéria económica e financeira, bem como a certeza absoluta e irredutível que estamos, realmente, no bom caminho e que o tempo da austeridade imposta por Bruxelas, pelas Agências de Notação e pelo grande capital se encontra já, definitivamente, ultrapassado, nos termos constitucionais e regimentais aplicáveis, as Deputadas e os Deputados do Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda, do Grupo Parlamentar do Partido Comunista Português e do Grupo Parlamentar do Partido Socialista (o deputado do Partido Animais Natureza aproveitou este momento para ir, convenientemente, à casa de banho) apresentam o seguinte Projecto de Lei:

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Não há milagres

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Segundo o economista Eugénio Rosa, a redução do défice global das Administrações Públicas em 2016 foi obtido em resultado de um elevado excedente na Segurança Social (1.559 milhões €) e na Administração Local (662 milhões €).

Ao enorme excedente na Segurança Social chegou-se através de uma redução do número de beneficiários de prestações sociais, como o Subsídio de Desemprego, o RSI, CSI e o Abono de Família. O número total de beneficiários diminuiu, entre Dezembro de 2015 e Janeiro de 2017, em 126.609.

A taxa de cobertura do Subsídio de Desemprego era em Dezembro de 2016 de apenas 28,8%, inferior à de 2015, que foi de 29,5%. Isto significa que em cada 100 desempregados, menos de 29 estão a receber aquela prestação social. Segundo o INE, 42% dos desempregados estão no limiar da pobreza.

Em 2016, o Serviço Nacional de Saúde sofreu uma forte contenção da despesa, o que naturalmente se traduz no serviço prestado às populações. Em 2015 e 2016, a despesa do SNS cresceu 105,5 milhões €, enquanto a despesa com Pessoal, por via da reposição de salários, cresceu 171,5 milhões €.

Por outro lado, os montantes pagos pelo Estado pelos juros e encargos da dívida são mais do dobro de todo o investimento realizado.

Conclui-se que a contenção do défice está a ser feita à custa dos mais pobres, da Segurança Social, da Administração Local e da degradação do Serviço Nacional de Saúde.

Não se compreende como é que um governo que se diz defensor do Estado Social, apresenta este nível de excedentes (1.559 milhões€) no Ministério ao qual cabe, precisamente, zelar pelo cumprimento dos direitos dos mais desprotegidos.

Os cidadãos possuem ou não o direito à informação e à verdade?

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Tiago Petinga – Agência Lusa

Núncio, não me venhas com tretas. A sério, por favor, não nos tentes engrolar.

Achas mesmo que ao ocultar as estatísticas da saída de capitais para offshores estavas a dar vantagem aos infractores e poderias estar a prejudicar o combate à fraude fiscal quando o próprio Estado tem leis e programas de recuperação (para não dizer que são autênticos programas de perdão fiscal; veja-se os juros que Ricardo Salgado pagou no âmbito do seu pedido de legalização de milhões que ilegalmente tinha nas suas sociedades offshore no âmbito dos RERT I,II,III) de capitais (não-declarados e não-taxados) feitos à medida das pessoas que os colocam? Essa é a desculpa mais esfarrapada que ouvi nos últimos tempos.

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100 anos sobre a barbárie vermelha…

No dia 27 de Fevereiro de 1917 chegava ao fim a desgastada e ineficiente monarquia russa, na prática o Czar Nicolau II apenas abdicaria em favor do irmão alguns dias depois, mas a recusa do Grão-duque abriu caminho ao que poderia ter sido a instauração de valores democráticos. Infelizmente para os russos, povos vizinhos e grande parte da humanidade, os dias revolucionários de esperança num futuro melhor, culminariam num golpe em Outubro na tomada do poder pela minoritária facção bolchevique, que derrotando forças que lutavam entre si, levaram Lenine ao poder após uma sangrenta guerra cívil. O resultado foi a instauração da ditadura, restringindo as liberdades civil, económica e política. Mais tarde até dissidências ou simples falta de entusiasmo levariam às purgas e ajustes de contas, nomeadamente nos anos em que o execrável regime foi liderado pelo facínora J. Stalin, um dos 3 piores sanguinários, a par de Mao e A. Hitler, que alguma vez governaram… [Read more…]

Pela Defesa da Descentralização

A nossa democracia teves três ciclos de implantação do poder autárquico: 1.º infraestruturação (redes de abastecimento, saneamento, viária, energia); 2.º equipamento (escolas, bibliotecas, equipamentos desportivos); 3.º qualidade de vida.

É neste último ciclo que a grande maioria das nossas autarquias locais se encontram estando a ação dos nossos autarcas muito vocacionada para um “Estado Social Local” no qual se pretende consolidar, e aprofundar, políticas de natalidade, de extensão de tempo para as famílias, de rigor urbanístico, de defesa da identidade cultural, desenvolvimento ambiental e económico sustentável e de um crescendo de mecanismos de democracia participativa.

Será neste novo tempo de “Estado Social Local” que se perspetiva a descentralização de competências na educação e formação, na saúde, na ação social, nos transportes, no património, na cultura, ou na proteção civil e num quadro político, inédito, em que o Partido Socialista tem a maioria das câmara municipais e está no governo com o apoio parlamentar dos partidos mais à esquerda do espectro partidário.

O futuro das autarquias locais, embora sujeito a condicionantes externas, tem um caminho muito próprio, no qual, cada vez mais, os projetos, decisões e diretivas devem ser desenhadas pelos nossos autarcas e pelas suas comunidades de forma autónoma e sem uma ligação ao Terreiro do Paço.

Rafael Amorim

A exactidão e o estendal

Como outros passeiam os cães de companhia, ela traz à rua o seu estendal.

— Carla Romualdo

Nun, was >Tatsache< hier meint, ist nicht die Tatsãchlichkeit der fremden Tatsachen, mit denen man fertig werden muß, indem man sie sich erklãren lernt.

Hans-Georg Gadamer

J’ai passionnément désiré être aimé d’une femme mélancolique, maigre et actrice.

— Stendhal, 30/3/1806

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Eis como alguém na RTP decidiu traduzir para português europeu o remate do «We’re just not going to sit back and let, you know, false narratives, false stories, inaccurate facts get out there» de Sean Spicer.

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Agora, aproveitando este intervalo dado quer à frase nuclear, na perspectiva de Grevisse e de Goosse, quer aos sintagmas nominais do Antoine de La Sale, regresso ao Krugman (que percebe imenso de factos) e ao meu espanto por ver o Searle (um velho conhecido do Aventar) mencionado por aquelas bandas.

Continuação de um óptimo fim-de-semana.

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Paraísos fiscais, bancos centrais e políticos…

Ao contrário do que muitos julgam, fruto da confusão instalada no decurso da luta política, a existência de paraísos fiscais não é benéfica para a economia, porque prejudica a livre concorrência, ao não colocar em pé de igualdade as pequenas e grandes empresas. Por isso os governos, EUA e UK à cabeça as mantêm e controlam com mão de ferro. Nas ditaduras é óbvio, mas também nas democracias os governos gostam de se imiscuir na actividade económica, seja através de políticas expansionistas com o fim de iludir eleitores e conquistar votos, seja em negócios mais ou menos promíscuos, que acabam sempre favorecendo corporações ou grandes empresas instaladas, o que naturalmente procuram esconder. [Read more…]

Fuga de capitais, offshores e mentiras…

Muito se tem escrito e falado nos últimos dias sobre este episódio da saída de 10 mil milhões de Euros para contas em offshore. A maioria dos que falam ou comentam, sabem que o facto em si nada tem de extraordinário e muito menos por si só representa qualquer ilegalidade. Qualquer cidadão ou empresa pode depositar o seu dinheiro onde bem entender. E fica sujeito à tributação sobre o resultado dessas aplicações, sejam juros ou mais-valias. Por exemplo um particular paga 28% sobre o lucro obtido em depósito, se for empresa paga 21%. [Read more…]

Pode-se tirar o PSD do socialismo, difícil é tirar o socialismo do PSD…

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Será este o futuro do PSD? Não fora a assinatura na comunicação da sua organização de juventude e poderia ter sido levado a pensar tratar-se de propaganda do BE, ou no mínimo da ala mais radical do PS. [Read more…]

ISP, mais uma descarada e despudorada mentira governamental

No início do ano 2016, com o preço do petróleo em baixa e temendo a perda de receitas, o ministro Mário Centeno anunciou a subida do ISP em 6 cêntimos por litro de combustível. Em simultâneo anunciou a constituição de um mecanismo de ajuste, que permitiria avaliar e rever o nível de imposto a cada 3 meses, descendo o valor a pagar se o petróleo viesse a subir a cotação, ou mantendo caso o preço da matéria-prima se mantivesse em baixa. Há sempre quem considere poucochinho mais um agravamento de imposto, mas a verdade é que para o Estado o sector automóvel tem sido ao longo dos anos uma verdadeira galinha dos ovos de ouro. [Read more…]

Estes governantes são uns pândegos…

Continuo sem perceber a razão porque os sucessivos governos preferem enterrar o que chamam dinheiro público, na verdade é dinheiro esbulhado ao contribuinte, nos Bancos portugueses. Primeiro Sócrates não permitiu a falência do BPN e BPP, mais tarde Passos Coelho fez o mesmo com o BES e por último António Costa com o BANIF. A somar a tudo isto ainda temos os juros pagos à troika, pelo empréstimo destinado a ajudar o sistema financeiro, que supostamente ficaria forte, mas não ficou. [Read more…]

Fuga de capitais – sangria na economia global

A notícia do Público sobre a fuga de capitais entre 2010 e 2015 contém vasta matéria para análise do comportamento político, nomeadamente a forma como se tenta esconder o transvase do capital para centros offshore internacionais, como o fez a Autoridade Tributária durante o governo de Passos Coelho. No entanto, detenho-me, por ora, no enquadramento internacional do que se chama de mobilidade de capitais na economia globalizada.

Hong Kong - fuga de capitais
O pico constatado em 2015 de 8.885 milhões de euros, poderá sempre explicar-se com o que se sabia sobre a falta saúde do sistema financeiro português e, também, pela incerteza da continuidade de um governo que estivesse disposto a continuar a permitir a fuga de capitais sem prestar contas ao fisco.
O movimento de capitais para offshores não é um fenómeno nacional, nem tão pouco europeu, trata-se de uma tendência global [Read more…]

Sobre o BCE e não só…


Este vídeo exemplifica na perfeição as razões pela qual o BCE não deveria manipular juros e qual o papel que a Banca deveria desempenhar na economia. Podem achar que é utopia, mas a realidade é que chegámos ao estado actual das coisas, muito graças à obscuridade de negociatas entre governos,empresas instladas, bancos incluídos, principalmente os bancos centrais, servos do poder político, favorecimento de corporações…

Os próximos Panama Papers estão aí e passam por Portugal

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E, como não poderia deixar de ser, o Expresso já está em cima do acontecimento. Desconheço se Os truques já puseram algum contador a rolar (este já rola há quase 300 dias), mas, aparentemente, foram os primeiros a fazer soar o alarme cá no rectângulo. Lá fora o assunto já é tema desde Terça-feira. Pelo menos em Espanha, França e Alemanha.

Long story short: uma investigação internacional, que envolveu vários jornais e cadeias televisivas, descobriu aquilo que Portugal já sabia há anos. Que a Zona Franca da Madeira (ZFM) é um paraíso fiscal onde têm lugar situações pouco recomendáveis para pessoas sérias, dignas e dadas à transparência. A investigação fala de um esquema de evasão fiscal que se prolongou durante 19 anos, com milhares de empresas, muitas delas meras fachadas dedicadas à livre circulação de dinheiro vindo sabe-se lá de onde, a pagar impostos microscópicos. [Read more…]

O novo Aeroporto do Bloco Central

A 21 de outubro de 2016, na minha página de facebook, escrevi isto:

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Hoje ficou a coisa devidamente decidida. Como mandam as regras. E no twitter Romeu Monteiro lembrou isto:

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O Bloco Central nunca falha. Melhor dito, o “Arco da Governação” nunca falha. Mesmo agora que foi alargado e para além do PS, PSD e CDS já conta com o BE e a CDU.

“Portugal à Frente” sempre tresandou a hipocrisia

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“Nós queremos que os próximos quatro anos não sejam anos de sobressalto, não sejam anos em que as pessoas não sabem o que é que vai acontecer com os salários, com as pensões, com os seus rendimentos ou com a sua vida. Queremos que os próximos quatro anos sejam anos de segurança, de estabilidade, de previsibilidade” – Passos Coelho, 4 de Junho de 2015

“Que bom para Portugal e para os portugueses não terem de viver em sobressalto à espera de novas medidas, de novos desenlaces, sem saber o que é que poderia acontecer, por causa da troika, por causa do Tribunal Constitucional, por causa da oposição. E todos passámos por isso. Não queremos voltar a passar por isso” – Passos Coelho, 4 de Junho de 2015

Agora que o país caminha para uma certa estabilidade financeira e social. Agora que até cresceu mais do que era previsto pelo governo e pela Comissão Europeia. Agora que viu alguns dos cidadãos recuperar alguns dos rendimentos que lhe foram indevidamente tirados pelos cortes cegos do seu governo, alguns deles declarados inconstitucionais pelo TC; no qual o salário mínimo cresceu e os custos com o trabalho estão a subir gradualmente, no qual os pensionistas e reformados também viram revistas (em alta) as suas pensões e reformas, o que não aconteceu no seu governo; no qual, 130 mil crianças irão receber o dobro do que recebiam de abono de família durante o seu governo, entre outras medidas que estão a melhorar paulatinamente o quotidiano de milhões de portugueses, o que é que propõe democraticamente o PSD para combater os problemas do país?

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A pura incompetência dos agentes da Alfândega de Lisboa

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Tenho desde o passado dia 7 de Fevereiro um envio (despachado da Rússia a 24 de Janeiro) um artigo enviado da Rússia que corresponde a uma caixa de uma colecção de cartas de jogadores de futebol que não é comercializada no nosso país. O artigo em causa deve ser doravante tratado por envio e não por encomenda, visto que a troca realizada envolveu um envio gratuito de um produto semelhante à pessoa com quem troquei no dia 25 de Janeiro. Curiosamente, mesmo apesar dos correios russos demorarem em média 2 dias a desalfandegarem envios considerados como “importações”, resolvemos, eu e o meu parceiro russo, escrever uma nota na encomenda “free of commercial value. exchange” para assim explicarmos aos agentes alfandegários dos dois países que não existiam quaisquer valor comerciais envolvidos. Apesar dos correios russos serem, como não seria de esperar, lentos, pela imensidão do território e do número de habitantes que tem que satisfazer, a alfândega moscovita demora por norma 2 dias a analisar as importações, e os correios russos demoram por 4 dias a fazer chegar correspondência ou envios de Moscovo a Khimki. Para um destino longínquo nos confins da Federação, a coisa pode levar meses, Portanto, o meu envio já chegou no dia 4 de Fevereiro ao destinatário

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Juros de 4% são aceitáveis?

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A presidente do IGCP acha que sim. E antes que se acuse a senhora de ser mais uma esquerdalha ao serviço da Geringonça, importa recordar que Cristina Casalinho exerce a função desde 2014, tendo chegado ao cargo durante a administração Passos/Portas, não pela mão de Costa.

Segundo entrevista dada hoje ao Público, que se recomenda, Cristina Casalinho afirma que taxas de juro de 4% são aceitáveis se o Estado continuar a conseguir superavits primários como aquele que tivemos em 2016. Que verdadeiramente importante é gerir o risco de refinanciamento. Que taxas de juro na casa dos 4% são “taxas historicamente normais”.

Isto é bom? Eu, que não percebo patavina de economia, acho que não. Taxas de juro de 4% parecem-me um assalto e a minha esperança de que o Estado consiga sucessivos superavits primários não é grande. Mas isso sou eu que sou um doido que vê terrorismo nos mercados e na especulação. Quanto aos superavits, e como afirmou Marcelo, qual soco no estômago do seu partido, pode ser que a Geringonça continue a superar as expectativas. Pelo menos até á chegada do Dr. Belzebu.

Foto@Dinheiro Vivo