Padres pedidos: «Era o João Pinheiro por favor» (sim, «o João pode ser»)

Há umas semanas, Luís Filipe Vieira, coagindo os poderes instituídos (porque quem pode, pode), queixou-se de que o árbitro João Pinheiro nunca apitava o Benfica.
Hoje, Fontelas Gomes, o Presidente do Conselho de Arbitragem, fez-lhe a vontade. Foi o que se viu: 2 expulsões perdoadas a jogadores do Benfica por agressão, na primeira parte; golo do Benfica num fora-de-jogo igual ao do Benfica – Portimonense do «aguenta aguenta»; golo anulado ao Estoril por mão; penalty perdoado ao Benfica por mão de Luisão exactamente igual ao golo anulado ao Estoril  e ao do FC do Porto – Benfica.
Na BTV,  o antigo árbitro António Rola já disse: «É um árbitro promissor». Está tudo dito. João Pinheiro tem 29 anos, vão ser mais 16 disto.
E o VAR, esse ceguinho, não viu nada. Nunca vê nada. No campo, é um ser humano e o caralho, tem o direito de errar. Na televisão, é o quê? Neste caso, é Manuel Oliveira, aquele que na época passada não viu 3 penaltys a favor do FC do Porto contra o Setúbal. 7 jogos a apitar o Benfica, 6 vitórias e 1 empate, sendo que nesse empate marcou um penalty que salvou o Benfica da derrota (o resumo desse jogo é qualquer coisa) a 5 minutos do fim- aí, já viu. Também está tudo explicado.
Fontelas Gomes, o tal que ficou a saber nesta semana que o Benfica monitoriza as tatuagens da sua esposa, Dina Mimoso, deve estar a dar pulos de alegria. As suas nomeações continuam a dar os resultados pretendidos. Semana após semana.
Como dizia outro antigo árbitro, o Benfica vai ter os padres que escolheu e ordenou, nas missas que celebrou. E nem precisa de jogar bem.
Só mesmo neste charco putrefacto que se chama Portugal é que um árbitro apanhado a pedir favores ao Benfica pode apitar impunemente um jogo desse mesmo clube e passar o jogo a roubar a seu favor. É obra e mostra uma sensação de impunidade tal que, a sério!, ultrapassa a minha compreensão. Isso e um Presidente do Conselho de Arbitragem escolher para um clube o árbitro que o presidente desse clube escolheu publicamente. Sim, o João pode ser.
E para o Setúbal – FC do Porto de amanhã, sr. Fontelas Gomes, qual é o padre que nos está reservado?

«Instant Karma’s gonna get you»

cantava o Lennon, João. Essa da «bola a bater na barra e depois dentro da baliza» é mais Karma vossoabre os olhos, Olegário

Karma is a bitch

não é, Benfica?

O Benfica é um Estado dentro do Estado

A vergonhosa actuação do árbitro Jorge Sousa e seus colegas no último FC do Porto – Benfica, provavelmente uma das mais vergonhosas da história de 83 anos do Campeonato Nacional de Futebol, foi apenas mais um episódio da palhaçada em que se transformou a modalidade em Portugal.
Não sei se Jorge Sousa é corrupto ou incompetente. Ou melhor, sei que é incompetente – uma miséria de árbitro. Se é corrupto ou apenas manipulável pela forma como o Benfica põe e dispõe da classificação dos árbitros nos últimos anos, isso já não sei.
Numa actuação completamente branqueada pela Comunicação Social, conseguiu roubar 2 grandes penalidades flagrantes ao FC do Porto, daquelas que não oferecem dúvidas, sobretudo depois de vistas na televisão – e anular, também ao FC do Porto, um golo perfeitamente limpo em que todos os jogadores estavam a ser postos em jogo, mas muito, por um jogador do Benfica.
Curiosamente, quem levantou a bandeirola, Álvaro Mesquita, é de Vila Real. Como também é de Vila Real Nuno Cabral, o «menino-querido» do Benfica. Ou Gonçalo Martins, o 4.º árbitro deste jogo e o inenarrável árbitro do Benfica – Portimonense desta época. Ou Tiago Pinto, o dirigente do Benfica que pontapeou a bola no FC do Porto – Benfica para atrasar a reposição do jogo. Coincidências?
Não, não é coincidência. Álvaro Mesquita fez de propósito. Sabia que ia ser golo, sabia que nenhum jogador do FC do Porto estava em fora-de-jogo (só se fosse cego) e que uma revisão da jogada em sede de VAR (vídeo-árbitro) ditaria a sua legalidade, logo, enveredou pela única solução possível: inviabilizar a jogada e impossibilitar o visionamento pelo VAR. Caso contrário, se houvesse dúvidas (que não havia), deixava seguir e a televisão decidiria.
Não teria sido necessário ser tão radical. No VAR, estava Hugo Miguel, ali colocado pelo consciencioso Fontelas Gomes. E todos sabemos como Hugo Miguel decidiria. Decidiria como decidiu nas 2 grandes penalidades flagrantes não marcadas: a favor do Benfica.
Hugo Miguel, relembre-se, é o árbitro que, há pouco tempo, no Facebook, em alusão ao FC do Porto, disse que «gosto tanto de os ver provar do próprio veneno». É o árbitro que viu no recente Rio Ave – Benfica uma grande penalidade que mais ninguém viu quando o Benfica estava a perder, mas que, no mesmo jogo, não conseguiu ver uma selvática agressão do jogador Pizzi com o jogo parado. Uma agressão selvática mesmo à sua frente – ele estava a olhar!
Que a Comunicação Social tendenciosa e vendida queira equiparar isto tudo a um cartão amarelo não mostrado ao jogador Felipe por uma falta dura, enfim, é mais do mesmo.
Ao fim destas 2 semanas, em que o FC do Porto estaria com 8 pontos de avanço sobre o Benfica se não tivesse sido escandalosamente roubado através de 2 arbitragens incríveis, percebemos melhor as declarações de Luís Filipe Vieira na Assembleia-Geral do Benfica. «Não vamos abdicar da conquista do penta. É o que está pré-estabelecido». Ou aquela frase segundo a qual o Sporting este ano não vai ganhar nada – já se percebeu que esses vizinhos da 2.ª Circular serão as próximas vítimas logo que for preciso – e vai ser já em Janeiro.
Realmente, está tudo pré-estabelecido. Há muito. E está tudo pré-estabelecido porque, de uma forma ou de outra, está tudo comprado. De uma forma ou de outra e de uma ponta à outra.
Parabéns ao Benfica. É assim que gostam de ganhar? Que bom. Podem encomendar as faixas.

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O acto ou efeito de coar compensa?

Keller: You want the paper?

Chris: That’s all right, just the book section.

He bends down and pulls out part of the paper on porch floor.

Keller: You’re always reading the book section and you never

buy a book.

Chris: {coming down to settee} I like to keep abreast of my

ignorance.

— Arthur Miller, “All My Sons

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Segundo alguns, parece que sim: a coação compensa. Não sei de que forma compensarão quer o acto ou efeito de coar, por um lado, quer a acção de coar, exactamente pelo mesmo lado, em vez de efectivamente por outro. Contudo, alguém explicará tudo, certamente. Poderão também explicar se a quação também compensa.

Desejo-vos um óptimo fim-de-semana.

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Os contatos do Benfica e o centro de contato do SNS

Estou satisfeito por perseguir até à origem
Tudo o que decorre da acção e do pensamento.
Moskau, Tor zur Vergangenheit
Spiegel der Zarenzeit Rot wie das Blut

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Depois da esperança em forma de Egipto, eis os contatos do Glorioso e o centro de contato do SNS.

No sítio do costume? Não! No jornal da silenciosa resistência, da grafia rasca, da grafia inadmissível.

Os meus agradecimentos ao excelente leitor do costume.

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Nem que te fodas todo, ó Nando!

Até te fica bem. Demonstra gratidão e serviço. Defender os que te lá puseram, te cobrem e te mantêm. Mas este tipo de embustes, já deram o que tinham a dar. Este género de merdas, tão utilizado na política, acabou com a reforma de uns tantos que passaram à inenarrável categoria de senadores da nação (vá-se lá saber o que é isso).

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