Taça da Liga: Diz-me o que fazes….

O senhor Secretário de Estado da Juventude e Desporto, João Paulo Correia, no intervalo da sua campanha de “candidato a candidato do PS à Câmara Municipal de V.N. de Gaia” já se pronunciou sobre o momento pirotécnico na final da Taça da Liga?

Ou vai continuar caladinho e sem fazer nada continuando a assobiar para o lado enquanto estes vândalos (desta vez foram do Sporting mas ontem foram de outros clubes) conspurcam os estádios de futebol? Eu até posso aceitar a pirotecnia nos estádios mas, apenas e só, de forma controlada e segura.

Já o senhor Secretário de Estado até pode continuar em silêncio mesmo quando o acontecido foi debaixo das suas barbas. Pode. Até pode continuar concentrado na sua tarefa de preparação de candidatura a candidato. Também pode. Só não pode é esperar que a malta o respeite. Para se ser respeitado é necessário dar-se ao respeito….

Cristiano Ronaldo, as ronaldettes e o regime saudita, igual ou pior que o russo

Descobri estes dias que tenho uma dívida para saldar com Cristiano Ronaldo. Como se não me chegasse o crédito à habitação e a dívida externa do país. Sorte a minha, é uma dívida de gratidão. Mas não deixa de ser uma dívida involuntária, na medida em que tenho que a aceitar, mesmo que me esteja nas tintas para o futebol jogado.

Quem não aceita a dívida sujeita-se ao homem do fraque. E, neste caso, o homem do fraque são as ronaldettes, que logo surgem, de tocha na mão, a exigir que se venere o melhor do mundo, garantindo que Ronaldo está acima da crítica e, por conseguinte, da liberdade de expressão e do estado de direito. O que é interessante, já que Ronaldo foi trabalhar precisamente para um país onde se cultiva a rejeição desses valores.

Eu disse cultiva? Queria dizer reprime. Com brutalidade medieval.

[Read more…]

Gianluca Vialli (1964 – 2023)

Gianluca Vialli foi um dos grandes craques que marcou a minha infância, para sempre ligado a uma Sampdoria que já “não existe”, mas que era adversário temível nos anos 90.

Foi com o seu talento, numa época quase perfeita, que emblema de Génova ganhou o seu primeiro (e único) campeonato, em 90/91, ano em que foi o melhor marcador da Série A.

Morreu hoje, cedo demais, aos 58 anos. Vítima do suspeito do costume. Que descanse em paz.

José Manuel Ribeiro mete o dedo na ferida sobre a ida de Cristiano Ronaldo para a Arábia Saudita

Cristiano Ronaldo: uma lenda que parte, vergada aos petrodólares

Eu era um daqueles gajos que tinha a certeza absoluta que Cristiano Ronaldo acabava a carreira em Portugal. O dinheiro há muito que não é problema, o Sporting foi o clube que o formou e apresentou ao mundo do futebol, e Ronaldo, acreditava eu, seria o bigger man, aceitaria uma redução salarial e terminaria a carreira como herói aclamado de Alvalade. Talvez um dia dessem o seu nome ao estádio.

A verdade é que não sei se o Sporting estaria interessado em receber Ronaldo, mais ainda numa fase em que as polémicas ultrapassam claramente a magia dentro das quatro linhas. Mas custa-me a crer que o Sporting, ou clube algum em Portugal, incluindo o meu Porto, recusasse o melhor jogador português de todos os tempos.

[Read more…]

Pelé (1940 – 2022)

Descansa em paz, lenda. Longo foi o teu reinado.

🐐The Goat debate is settled

O debate sobre Messi e Ronaldo é tão irracional que não se percebe se quem gosta de um o faz por detestar o outro, como não se entende a incapacidade de ver que não existe um sem o outro. Foi uma dança que alimentou sempre ambas as partes. Porque deslumbraram o salão, porque implodiram com a concorrência de todas as gerações, porque duraram, porque derrubaram as estatísticas, porque revolucionaram o jogo, mas sobretudo porque sempre se respeitaram, ao contrário de boa parte dos indefetíveis que, como eu, está incapaz de “amar pelos dois”, e mesmo depois de um campeonato do mundo ganho pelo Sheikh Messi, vou continuar convencido que o único Goat é o Cristiano Ronaldo.

[Read more…]

Qatar Inc.

Da direita para a esquerda: Tamim bin Hamad al Thani, o Vladimir do Qatar, Lionel Messi, seu assalariado, e Gianni Infantino, mercenário que preside à FIFA e habita o bolso de al Thani.

Inspirador.

Somos todos gauleses

Por norma queremos que a França perca sempre, porque temos um passado de gato-sapato aos mãos dos tipos, excepção feita ao Euro 2016. Mas hoje, meu querido Portugal, somos todos uma irredutível aldeia de gauleses, porque querer a vitória da Argentina é uma afronta ao nosso Deus e a Igreja Universal do Reino de CR7, n’est pas?

That’s life, pois, é a vida!

The training task is identical to the original studies and is a 2AFC identification task. In each trial, participants heard a word that is part of a minimal pair that contrasts /r/ and /l/.
— Brekelmans et al. (2022)

***

Foto: Lusa/José Sena https://bit.ly/3PijG0b

O “é a vida!” pertence a António Guterres, actual SG da ONU. E o “fujamos!” pertence originalmente ao Ega, mas aplica-se perfeitamente a Faro Ramos, o diplomata que fugiu para o Brasil, sem a pompa de D. João VI. A língua portuguesa, essa, continua a servir de pretexto para discursos de circunstância, sempre que há chouriços para encher. Assim, efectivamente, não chegamos às meias-finais do Mundial. Parabéns a Marrocos, França, Croácia e Argentina. O meu favorito? A sério? O árbitro.

O “that’s life”, por seu turno, pertence a Kay & Gordon, sendo mundialmente conhecido pelas maravilhosas versões do magnífico Sinatra. No entanto, só lá cheguei (sou novo) pouco depois do 1-3 do México 86 (visto ainda na casa da Rua de Santa Catarina), pela versão do fresquíssimo Eat’em And Smile (com o Steve Vai!!!) do extraordinário Lee Roth. Que mundo fabuloso.

De facto, that’s life.

***

O Ronaldismo Desportivo hoje nas bancas

Eu percebo que os tempos estão difíceis para a imprensa. Sobretudo para a escrita. As audiências são muito más, a publicidade pira-se para outros lados. É complicado. O que eu não percebo é acreditarem resolver momentaneamente a coisa com “Cristiano Ronaldo”. Porque ele disse, ele fez, não disse, não fez. Todos os dias e a todas as horas.

O ridículo em tudo isto é ver a Marca ou alguns esgotos a céu aberto ingleses serem fonte de boa parte dos jornais “desportivos” portugueses.
Não, o “ronaldismo desportivo” não vos vai salvar.


Pior, todo este “serviço” que hoje vejo por aí no “jornalixo” desportivo só serve para destabilizar e poluir o ambiente com um cheiro nauseabundo. É o resultado de se aceitar ser cúmplice da agenda de terceiros. Ou de se ser o “idiota útil” de serviço. Parabéns.

Self hatred Portugals

Espanha conta o seu Busquets e o seu Alba, o Brasil com o seu Alves e o seu Silva, a Holanda passa todo o jogo pelo seu Blind, o Uruguai dividiu o ataque entre o seu Cavani e o seu Suárez, Gales é o que é pelo seu Bale, a Inglaterra ainda voa na asa do seu Walker, a Suíça do seu Shaqiri, o México, pela quinta vez, entregou a baliza ao seu Ochoa e a França suspira porque não pode levar o seu Benzema. Enquanto isso, por cá, o desporto nacional é cuspir para o ar ou no prato que nos tirou de décadas de irrelevância. A quem devemos esta cólera com que tanto nos odiamos?

[Read more…]

Por um cabelo

Este golo, legal por um cabelo, valeu o apuramento do Japão em primeiro lugar do grupo da morte, à frente da Espanha, e enviou a Alemanha para casa. Este grupo teve ainda o condão de durante três minutos da última jornada, entre os 70 e os 73, Alemanha a Espanha estarem eliminadas pela Costa Rica e pelo Japão.

[Read more…]

Uma (dupla) lição para a selecção nacional

O que se passou ontem no Grupo E do Mundial foi sensacional. Antes da competição, poucos duvidavam que seriam a Espanha e a Alemanha a passar. A única dúvida era qual das duas passaria em primeiro. Hoje, chegaram a estar as duas eliminadas, mas a Espanha lá se safou, apesar da derrota contra o Japão-sensação. E que isto sirva de lição para a selecção (efectivamente, a selecção) nacional. Uma dupla lição: para não subestimar adversários teoricamente inferiores e para não se encolher perante os gigantes. Porque os gigantes também caem e ontem caíram dois. Se Portugal jogar tanto quanto sabe, com humildade e determinação, o caneco pode mesmo vir cá parar.

Aquele abraço

Ao fim de duas rondas só há três seleções com duas vitórias: França, Brasil e Portugal. Há a bem encaminhada Espanha, que esteve perto de fazer a mala à Alemanha. Há várias a jogar bom futebol, com destaque para as federações mais pobres com as vitórias do Gana, Senegal, Irão e Marrocos. E depois há uma mão cheia de parcerias que jogam muito, Griezmann e Mbappé, Vinicius e Richarlison, Pedri e Gavi, e outras duas, em Portugal e na Argentina, que seria um épico dramático ver chegar à final.

[Read more…]

Sabem o que não é proibido no Mundial do Catar?

This slideshow requires JavaScript.

A solidariedade com a Palestina, que tantas e tantas vezes foi sancionada nos estádios das democracias europeias. Justifica tudo o resto? Não. Absolve a ditadura do Catar dos seus crimes? Absolutamente que não. Mas não deixa de ser assinalável que seja mais fácil a solidariedade com a Palestina no quadro de um regime autoritário do que nos supostos territórios da democracia e dos direitos humanos.

Fernando Gomes, a eterna mocidade que disse à gente o que é ser nobre e leal

O futebol português perdeu hoje uma das suas grandes figuras, dono de uma característica cada vez mais rara e caída em desuso na modalidade: Fernando Gomes era, entre muitas outras coisas, um homem decente.

Para quem, como eu, nasceu nos anos 80, o Bibota era uma espécie de divindade omnipresente, que entrava em todas as histórias do passado recente do nosso Porto, que ouvíamos aos nossos pais, avós e aos amigos deles. Por ser um avançado fora de série, fundamental na afirmação nacional e internacional do FC Porto, integrando o restrito lote de bibotas europeus, mas também pelo cavalheiro, pelo homem de princípios e exemplo de integridade que foi fora das quatro linhas.

Houve um tempo em que achei que o veria um dia como sucessor de Pinto da Costa, mas há muito que a doença tinha chegado para contrariar e enterrar as minhas expectativas. O nosso Bibota perdeu essa partida, contra um adversário implacável, mas morre de pé, como morrem os vencedores, porque é ele a expressão maior dessa eterna mocidade, que diz à gente o que é ser nobre e leal.

Descansa em paz, capitão Bibota 💙💙

Shhiiiuuuuuuuu!

Finda a primeira jornada os destaques vão para a Arábia Saudita e o Japão, que venceram a Argentina e a Alemanha, os derrotados, mas promissores, Senegal e Irão, Ochoa e Courtois, os melhores na baliza, o golo de Richarlison, o novo R9, a lesão de Jair Neymar, que coloca o Brasil entre os favoritos e, claro, o recorde de Ronaldo, a marcar em cinco Mundiais, e que não precisou de mais do que um jogo para calar a boca aos haters mais aziados.

Sobre o jogo de Portugal só Bernardo, Ronaldo, Fernandes e Dias têm lugar garantido na seleção, todos os outros estiveram muitos furos abaixo do que é preciso para se ir longe na competição. É tirar o Otávio e meter o Horta, tirar o Félix e meter o Leão, tirar o Guerreiro e meter o Mendes, tirar o Neves e meter o Palhinha, tirar o Danilo e meter o Pepe, tirar o Santos e meter o Mourinho e só tirar o poeta voador se forem a tempo de ir buscar o Éder.

A sério, Expresso? Pára para?

We have to be more cautious in describing quantitative relationships. The one thing that we were just looking at, the interactive things we can do with the new methods, and we have a figure that we will keep, which shows the inflation unemployment counterclockwise spirals in the 70s and the 80s where you have to go through this bulge in unemployment to get inflation down… I mean… clockwise spirals…. Anyway… Like that ⮏. Or, from your point of view, like that ↺.
Paul Krugman

***

Pára para? Não era para para? Como em “uma lagosta para para me ver“? Ah! É pára para. OK.

Mais uma recaída. Exactamente. Efectivamente.

E qual é a explicação para factor?

Recaída? Deixaram de adoptar o AO90?

As duas coisas? Nem por isso? Que grande confusão. Tantas hipóteses, Expresso. Apesar de tanta conversa.

***

Hoje, quinta-feira, 24 de Novembro de 2022, jogam

a selecção e a seleção. Efectivamente. Porque ‘selecção’ ≠ ‘seleção’.

O Mundial do Qatar, segundo John Oliver

Acho que ficou bem resumido.

Selecção iraniana goleia o Ocidente

Os jogadores do Irão foram goleados pela Inglaterra, num jogo em que golearam as democracias liberais em prova – Inglaterra incluída – rendidas à proibição do uso de braçadeiras arco-íris e t-shirts a dizer “direitos humanos para todos”. Desafiaram um regime tão violento como o qatari e recusaram-se a cantar o hino, em protesto contra a repressão no país. Ou, escrito em bom português futeboleiro, mostraram que têm uns tomates do crlh*!

Que grandes ovários!

Entretanto, no Qatar, a jornalista e antiga futebolista Alex Scott explica ao mundo porque razão as mulheres são o sexo fraco, com a mesma braçadeira arco-íris que os jogadores europeus tiveram medo de usar enfiada no braço. Isto de as mulheres fazerem mais barulho que os homens na luta pelos direitos humanos no Médio Oriente está a tornar-se um caso sério. Acho que devíamos pensar seriamente na possibilidade de substituir a expressão que evidencia coragem “que grandes tomates” por “que grandes ovários”.

O Mundial do Qatar, o lobista Sarkozy e as armas que al Thani lhe comprou

O Qatar garantiu a organização do Mundial em 2010. Na altura, Nicolas Sarkozy era presidente de França e lobista do violento regime Qatari. A UEFA, fundamental na escolha do Qatar, era liderada por Platini. E Platini foi um dos convidados para uma célebre reunião na residência oficial de Sarkozy, juntamente com o Vladimir do Qatar, Tamim bin Hamad al Thani. A reunião terminou com duas certezas: que o Mundial de 2022 seria no Qatar e que o Qatar encomendaria 14 mil milhões de dólares à indústria francesa do armamento. Pelo caminho, com os trocos que sobraram, ainda compraram o PSG.

Ainda bem que estas coisas não passam na televisão. É um aborrecimento, ter que levar com a realidade, quando há tanto futebol para ver.

Cultura de cancelamento no Qatar 2022

Os talibãs do cancelamento descobriram agora que irá começar um Mundial de futebol no Qatar e correram em matilha, apontando baterias à FIFA, promovendo um boicote que está condenado ao fracasso, porque a cultura woke apesar de histriónica, pode até conseguir boa imprensa e condicionar políticos no Ocidente, mas é irrelevante no Mundo. [Read more…]

Quando o dinheiro fala: o Mundial no Catar

“Catar exige à FIFA que proíba venda de cerveja nos estádios do Mundial”.

O Mundial de futebol que vai ter início no Catar este mês, está, desde o início, envolto em polémica.

Corrupção, escravatura no século XXI à boa maneira dos séculos passados, atropelos de quase todos os Direitos Humanos – as acusações são muitas, legítimas e fidedignas. E, ao contrário da narrativa vigente, as queixas não surgiram “só agora”. Há meses e anos que muitos activistas, em especial a Amnistia Internacional, alertam para o pontapé com força que o Catar dá nos Direitos Humanos… e muitos destes foram parar ao Terceiro Anel, isto é, estão lá soterrados em cimento. Já quanto à Amnistia, é risível ver que quando denunciou os abusos da entente de Putin na Ucrânia, todos aplaudiram; depois, a Amnistia apontou também o dedo à Ucrânia e a maioria fez “boooo”. Por fim, esses arautos descobriram também que a Amnistia defende que Israel impõe um Apartheid aos palestinianos e que acha que o Catar é um Estado construído sobre o sangue de escravos e afinal a Amnistia não presta e está do lado do mal. 

O Mundial de futebol de 2022 está, antes do começo, manchado de sangue. A única opção, a mais corajosa, seria, de forma concertada, que as Selecções apuradas não se fizessem representar. Ou, em contra-partida, se se fizessem representar, que tivessem, quando muito, a coragem e o brio de se manifestarem de alguma forma. A Selecção da Dinamarca foi uma das que decidiu, nas suas camisolas, fazer alusão à barbárie que é este Mundial. Consequência? Foram proibidos de as usar pela FIFA, para não ferir a susceptibilidade dos senhores representantes do Catar. E o que fez a Dinamarca? Assentiu de pronto, sem mais, com medo de perder o lugar… e os dólares pichados a sangue e petróleo.

A sociedade civil e a opinião pública, essas sim, acordaram tarde, ao contrário de muitas organizações não-governamentais e associações de activistas. Sabia-se, desde os primórdios, que o Catar não respeitava os Direitos Humanos, não respeita os trabalhadores, não respeita as mulheres, não respeita os homossexuais… mas não nos tirem a cerveja! Até porque, fomos aconselhados ontem pelo senhor Presidente da República portuguesa: “ah e tal, tudo bem os Direitos Humanos e coiso… mas e o golo do João Mário?!”. Disso ninguém fala! São quatrocentos casos de pedofilia na Igreja e seis mil e quinhentas mortes na construção de estádios de futebol no Catar… tudo coisa pouca para quem é tão popularucho. 

Talvez assim, sem álcool, muitos dos que não vêem quaisquer problemas com a realização deste Mundial, se insurjam contra a fantochada que é este “evento desportivo” que tem de tudo, menos a ver com desporto.

Quando há muito dinheiro à mistura, fala mais o pedaço de papel do que a carne do Humano.

Cristiano Ronaldo e a entrevista

Um jogador de futebol, provavelmente um dos melhores da história deste desporto, deu uma entrevista. Até aqui, nada de muito importante. Porém, antes mesmo da entrevista ter sido emitida, todo o cão e gato deu opinião sobre a dita. Já a tinham visto/ouvido? Não. Leram umas coisas no twitter (ainda existe?), viram umas linhas no facebook (uma magnífica fonte, como se sabe) e imediatamente tiraram conclusões. Os comentadores da bola “botaram” sentença. Os que amam o rapaz declararam o seu amor eterno. Os que o odeiam reforçaram o seu ódio. A jornalada (não confundir com jornalistas, essa espécie em vias de extinção) publicou umas coisas para procurar vendas e cliques. E essas “coisas” eram verdadeiras? Pergunta estúpida esta, como se isso nos dias que correm fosse importante. Frases retiradas do contexto? Resmas. Frases atribuídas ao jogador que afinal foram proferidas pelo entrevistador? Imensas. Frases que nem sequer foram proferidas? Demasiadas.

[Read more…]

O Ronaldo é o maior, mas…

O Ronaldo é o maior.

Não é maior que o Salgueiro Maia, nem que o Aristides, ou sequer que o Eça, mas é, à sua maneira e no seu tempo, o maior.

Ser o maior não implica ser perfeito. D. Afonso Henriques, que foi o maior, bateu na mãe. Humberto Delgado, que também chegou a ser o maior, e morreu por isso, começou por ser um apoiante do regime fascista. Todos têm os seus esqueletos no armário. Até os maiores.

[Read more…]

Quo Vadis Cristiano?

Cristiano Ronaldo é um exímio jogador de futebol, classe mundial, dos melhores na história do desporto-rei, coleccionou títulos e superou marcas que pareciam inatingíveis ao longo da sua brilhante carreira.
Faz parte da condição humana, inclusive dos atletas de eleição, a vida não perdoa e desportista algum escapa ao ocaso, mesmo que a longevidade não seja igual para todos e dependa de múltiplos factores, é importante saber quando e como terminar, ninguém gosta de ver um ídolo arrastar-se penosamente pelos recintos onde exibiu classe e triunfou. [Read more…]

Ninguém PÁRA este Benfica

Ninguém para? Não! Ninguém pára. Efectivamente. Na primeira página, para que não haja dúvidas.