«A ideia de não aparecer-mos»?

Efectivamente, “de não aparecer-mos“.

«Piratas informáticos a quem o FC Porto terá pago milhões de euros»

Errado! O FC Porto terá pagado (regular). Com ter e haver, regular (pagado). Com ser e estar (e ficar, andar, ir e vir), irregular (pago).

O Ministério Público tem clube?


A julgar pelo que vem publicado no «Diário de Notícias», o Ministério Público tem clube e usa 2 pesos e 2 medidas conforme a entidade que estiver em causa. Ao que parece, todos os mails revelados por Francisco J. Marques já estão no Ministério Público há muito tempo, mas ninguém fez nada. Diz o jornal que «nenhuma diligência foi solicitada, nem foi agendada alguma reunião para definir uma estratégia de investigação».
Aliás, uma das teorias em circulação é a de que terá sido uma fonte da PJ, descontente com o desinteresse do Ministério Público, a passar a Francisco J. Marques os mails incriminatórios.
Eu sei que o Benfica tem muitos adeptos, são a maioria. Sei que Luís Filipe Vieira é multimilionário e extremamente poderoso – tão poderoso que tem dívidas de 500 milhões de euros que irão ser pagas sabemos nós por quem. Sei que as principais instituições políticas e desportivas do país têm benfiquistas no comando. Mas isso iliba o Ministério Público de actuar quando é o Benfica que está em causa? Isso permite ao Ministério Público assobiar para o lado e meter numa gaveta provas ou pelo menos indícios de vários crimes?
Sim. Pelos vistos, sim.
Quando foi o Porto, o Ministério Público não vacilou. Inquérito, escutas (ilegais), acusação, julgamento. Mas só para o Porto. Convenientemente, as escutas foram colocadas no youtube, mas só algumas. As escutas a Luís Filipe Vieira não. Parece que não interessava…
E afinal, à beira do actual caso de corrupção relacionado com o Benfica, o «Apito Dourado» foi uma brincadeira de menin@s. [Read more…]

Marcelo pede ao Brasil para “fazer o melhor possível” nas Confederações

«Marcelo pede à seleção para “fazer o melhor possível” nas Confederações». Exactamente.

«Apenas quero ser um menino querido para vocês e fazer bem o meu trabalho e que o homem confie em mim»

Mail de Nuno Cabral, Delegado da Liga de Clubes, para Luís Filipe Vieira, Presidente do Benfica, e Paulo Gonçalves, assessor jurídico do mesmo clube (Março de 2014)


Digam lá que não tem cara de menino querido?

Hugo Miguel: Estaremos atentos às missas deste padre!

Árbitro Hugo Miguel no Facebook durante um programa da TVI em que se debatia a alegada rede de corrupção montada pelo Benfica na arbitragem. O post foi publicado no momento em que o representante do FC do Porto se queixava desse esquema de corrupção e foi posteriormente apagado. A conta no Facebook foi encerrada.

»Es war spätabends, als K. ankam«

Back to the 1890s, there was a very famous campaign manager, Mark Hanna, who was a star of campaign management. He was asked once: “what does it take to win an election?”. And he said: “it takes two things, the first one is money… and I’ve forgotten what the second one is”.

— Noam Chomsky

O que eu pergunto são coisas verdadeiras, correctas e reais.

— Rodolfo Reis, 3/6/2017

And it seems like twenty-five years of
Promises

Gary Marx & Andrew Eldritch

***

Muitos fatos e muitos contatos.

Onde? No sítio do costume. Quando? Hoje.

Contatos

Fatos: [Read more…]

“Vamos ter os padres que escolhemos e ordenámos, nas missas que celebramos, temos é de rezar e cantar bem»


Tradução do Google para corruptos totós: «Vamos ter os árbitros que nós próprios colocámos no lugar onde estão, nos nossos jogos, temos é de jogar bem».
E a Federação, não faz nada?

Quem é o Primeiro-Ministro?


Perguntem à Maria José Morgado

Rumo ao P3n7a

Foto slbenfica.pt

No arranque da última época desportiva fiz, aqui no Aventar, a previsão de que o Sport Lisboa e Benfica iria chegar ao Tetra.

Dizia, nesse texto, que para se ser campeão é necessário:

– ter mais de 81 pontos: o Sport Lisboa e Benfica marcou 82 (76 para o 2º classificado),

– marcar 80 golos: o tetra campeão marcou 72, (2º classificado: 71)

– sofrer 20 golos: a equipa de Rui Vitória sofreu 18, (2º classificado:19)

– vencer 27 ou 28 jogos: as vitórias do Campeão foram 25 (2º classificado: 22).

Os números deste campeonato estão em linha com os dos últimos anos. O campeão nos oito últimos títulos (5 do Benfica e 3 do Porto) tem uma taxa de sucesso acima dos 80%, enquanto o tetra do Porto que os antecedeu tinha uma percentagem entre os 76 e os 78% e com os adversários muito longe. Nos anos do tetra azul, a diferença média para o segundo foi superior a 7%, enquanto o tetra Vermelho teve uma proximidade maior (4%) para os segundos classificados. [Read more…]

Rui Vitória tem razão

«o jogo nas Antas — o momento em que nós também marcamos o golo, quase a acabar — foi outro ». Exactamente.

Estupefacto sem pê

É só porque há pessoas que são muito maiores do que parecem, mas claro que isso só se aprende quando elas deixam de estar.

— Carla Romualdo

***

Antes de passarmos à inusitada ocorrência de estupefacto sem pê (+ vogal), há pouco detectada e transmitida por amigo atento, consultemos a edição de hoje do Diário da República.

Efectivamente, tudo como dantes, no sítio do costume.

Agora, para registo [Read more…]

Dobradinha, triplete, tetra, pentacional!  A jogar menos bem e às vezes menos mal.

foto benfica

Pedro Lemos, “Ouro sobre Azul”
Papelotes sobre telão (técnica multimédia)
Lisboa, 29.05.2017

Obrigado Sport Lisboa e Benfica

Ouvidos e esquecidos

(aviso: isto parece, mas não é sobre futebol)
Passa hoje o 30º aniversário da vitória do F C Porto na Taça dos Campeões Europeus. As televisões e os meus amigos portistas narram de muitos modos esta efeméride. Reportagens, memórias, festejos, palavras de exaltação clubista e portista. Tudo isto se compreende. Mas, mais uma vez – com excepção das vozes dos jogadores do tempo ouvidos – a figura de Artur Jorge parece esfumar-se. Era interessante percebermos porquê. É que há muito penso que, a dar um exemplo de desportista profissional, escolheria, entre muito poucos, Artur Jorge. Então por que razão este país que tão depressa incensa gente da bola como se fossem exemplos de excelência nacional e vértice da magnificência humana, esquece tal figura? É que os atributos do Artur Jorge estão nos antípodas do perfil que a imprensa e a opinião publicada “desportivas” sacralizam. Quer dizer: as qualidades de um dos maiores jogadores e treinadores da história do desporto português são exactamente o que o desqualifica para ser ídolo nacional-futebolista.
Artur pertenceu à última geração do futebol da Académica antes do cilindro da hiper-profissionalização alterar completamente as condições do desporto, sobretudo do futebol, e transferiu-se para o Benfica perante uma proposta irrecusável. Todavia, apesar do cepticismo dos seus amigos, ia decidido a completar a sua licenciatura em Filologia Germânica. Sei disto porque, involuntariamente, assisti à conversa – não ia deixar ia bife a meio, não é? – entre Artur Jorge e Toni sobre o tema, ao balcão do Tropical; com as dúvidas, as importâncias em causa, as condições oferecidas. Sobre tudo isto guardarei silêncio, como é óbvio, mas compreendo o que o levou a decidir como decidiu. [Read more…]

Porque hoje é sábado

E, porque hoje é sábado, eu vou dizer para vocês o poema [do] Dia da Criação: um dia terrível, não é?

— Vinicius de Moraes

… and it feels like home.

— Madonna

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Efectivamente, porque hoje é sábado.

via Instagram

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O expediente específico

Ensuma l’essència, recula cap a la natura salvatge i frondosa, cap als boscos de fusta olorosa nodrits amb romanís, farigoles i espígols i regats amb ungüents de pluja, amb colònia de llac i salt de riu, que han acabat impregnant en les planes que ara gaudeixes les olors d’una vida escapçada.

— Anna Ortiz i Huguet, “Llibre objecte/Libro objecto (L’olfacte)”

Uma vergonha.

— Rodolfo Reis, 21/5/2017

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Noite escaldante no Porto

Entendeu a Liga Portuguesa de Futebol não realizar os jogos da última jornada do Porto e do Benfica no mesmo dia e à mesma hora, talvez porque a vitória no campeonato esteja decidida, permitindo assim um maior encaixe financeiro com a transmissão directa dos 2 jogos.
pantera-boavista
Acontece que, nestas coisas da bola, há cada vez menos bola, em detrimento de mais programas de fanáticos do seu clube, mais gente que não quer saber de bola sequer e, no caso, uma claque de doidos, como todas as outras, que, em vez de estar num estádio a ver o jogo do seu clube, poderá estar à solta noutro local da cidade do seu clube, quiçá ali mais para as bandas do Estádio do Bessa, à hora do Boavista vs. Benfica!
Está o “balh’ armado”, pelos vistos, com incúria e sem precaução nenhuma.

Efectivamente, não pode ser

The people ahead of them are shooting up to the stratosphere, and then comes the scapegoating.

Noam Chomsky

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Amigo atento enviou-me esta primeira página, com palavra criada exclusivamente para a norma portuguesa pelo Acordo Ortográfico de 1990. É sabido, desde d’Andrade e Viana, que a ‘rutura’, além de inventada, é “injustificada”. Contudo, ei-la.

Além disso, tratando-se do presidente da direcção do Sporting, a grafia correcta é ‘ruptura’.

Exactamente.

Aliás, como é sabido, pelo menos desde que se leu aquilo que ainda há pouco escrevi («palavra criada exclusivamente para a norma portuguesa pelo Acordo Ortográfico de 1990»), no Brasil, [Read more…]

É muito fácil

Every word I said is what I mean

Chris Cornell & Hunter Shepherd

May I continue?

— Noam Chomsky

“Somos Porto”. É fácil dizer [ˌsomuʃˈpoɾtu].

— Rodolfo Reis, 14/5/2017

***

De facto, também é fácil dizer “Portugal vinculou-se ao Acordo Ortográfico“.

Repare-se: [puɾtuˌɡaɫ vĩkuˌɫosɨˌau̯ ɐˌkoɾdu ɔɾtuˈɡɾafiku].

Muito fácil.

Efectivamente.

***

Chris Cornell (1964-2017)

[Read more…]

A tese de Mestrado do Mestre Macaco

No ISMAI

NES, ouve as minhas preces


Se um dia alguém perguntar por ti
Diz que vivi para te ver falhar
Antes de ti, pior nunca vi
Fraco e sem nada para dar

NES, ouve as minhas preces
Quando é que desapareces, estou farto de ti
Eu sei que não sais sozinho
Talvez, devagarinho, possas voltar ao desemprego

Se o teu coração não quiser ceder
Não sentir paixão, não quiser sofrer
Sem fazer planos do que virá depois
É começar a chamar pelo nome os bois.

(Música de Luísa Sobral, letra do RicardinhoO do Portal dos Dragões)

Liga Salazar

Colectivo abandonam estádio após serem impedidos de mostrar tarja de descontentamento

A ortografia do jornal A Bola

Como vimos, o jornal da resistência silenciosa em tempos de liberdade evita a adopção do AO90 em notícias do Benfica.

Contudo, o jornal da resistência silenciosa em tempos de liberdade adopta o AO90 em notícias do F.C. Porto, adulterando o nome de uma claque.

Depois de ter reagido à proibição de exibir uma tarja com «O espírito de campeão vive? Apenas nos nossos adeptos», espero que esta claque exija uma retractação ao jornal da resistência silenciosa em tempos de liberdade.

Efectivamente, é óptimo

Exactamente. Efectivamente. Viva o Benfica.

***

 

Benfica Campeão


Geralmente, num campeonato longo de 34 jornadas, ganham os melhores. E o Benfica foi o melhor, por isso ganhou.
Em primeiro lugar, tem um plantel melhor do que o dos outros. Mais equilibrado. Com mais soluções para cada posição. Com grandes jogadores.
Tem também um bom treinador. Não é nada de especial, mas é bom. Atendendo a que o Porto nem treinador tem, isso é uma grande vantagem.
Tem ainda – e esta é uma grande diferença – um bom presidente. Outra coisa que o Porto já não tem. Teve durante décadas, mas há muito que deixou de o ter. Mais concretamente quando um dia disse que «A quem vier a seguir, basta não estragar o que está feito». A arrogância própria de quem estava habituado a ganhar. Muito semelhante, se virmos bem, ao «Só têm de copiar o que fazemos» mais recentemente dito pelo presidente do Benfica.
Tem ainda o controle da arbitragem, construído no reinado de Vítor Pereira. Mas não é por aí. Se todos os factores apontados contam mais ou menos, este conta decerto menos do que os outros. Também o Porto tinha o controle da arbitragem nos anos 90 e não era por isso que ganhava. Ganhava porque era melhor, da mesma forma que o Benfica hoje ganha porque é melhor. [Read more…]

«É muito mais o que nos une do que aquilo que nos separa»

CYRANO. Un baiser, mais à tout prendre, qu’est-ce ?
Un serment fait d’un peu plus près, une promesse
Plus précise, un aveu qui veut se confirmer,
Un point rose qu’on met sur l’i du verbe aimer.

Edmond Rostand, “Cyrano de Bergerac

***

«É muito mais o que nos une do que aquilo que nos separa».

Efectivamente, parece propaganda ortográfica. Não é. Mas parece, até estilisticamente. «É muito mais o que nos une do que aquilo que nos separa», de facto, neste caso, trata-se de propaganda futebolística. Contudo, vamos àquilo que nos interessa.

Em ‘reataram’ e ‘realizada’, o primeiro ‘a’ (= <a>) corresponde à vogal oral central média baixa [ɐ].  É escusado virem com o ‘reatam’, em que o primeiro ‘a’ (=<a>) não corresponde à vogal oral central média baixa [ɐ], mas à vogal oral central baixa [a], pois em em ‘reatam’, o primeiro ‘a’ (=<a>) encontra-se em posição tónica. Como diria o outro, «there’s the rub».

Exactamente.

De facto, um cê faz imensa falta.

Desejo-vos um óptimo fim-de-semana.

***

A vergonha habitual, no sítio do costume

Beat. he that hath a beard, is more then a youth: and he that hath no beard, is lesse then a man.

— Shakespeare, “Much Ado About Nothing” (Folio 1, 1623)

George: Good, better, best, bested. [Back to Nick] How do you like that for a declension, young man? Eh?

— Edward Albee, ‘Who’s Afraid of Virginia Woolf?’

Uma autêntica vergonha.

— Rodolfo Reis, 10/6/2015

***

Por razões habituais, óptimas, espectaculares, excelentes, formidáveis e estupendas (a lista de atributos algo aleatórios encontra-se activa),

não consegui ver em directo o Glorioso e não actualizei o ponto da situação no sítio do costume.

Efectivamente, [Read more…]

Vídeo-árbitro

Sobre a utilização do vídeo-árbitro para os jogos da I Liga a partir da próxima época.
Aqueles que controlam o sistema do futebol português – neste momento é o Benfica, como antes foi o Porto, como antes ainda foi o Benfica – arranjam sempre forma de dar a volta.
Nesse sentido, a partir do video-árbitro, a prioridade será a intervenção nas situações de jogo em que o vídeo-árbitro é ineficaz.
Os fora-de-jogo, por exemplo. Se o árbitro cortar uma jogada de golo iminente, marcando fora de jogo, está resolvido. Mesmo que a decisão esteja errada, não há nada a fazer. O video-arbitro não vai mandar fazer a reconstituição da jogada. Eis como uma equipa não marca golo se o árbitro não quiser.
A partir daqui, os fiscais de linha vão ser muito apetecíveis.
E claro, há sempre a hipótese de controlar o próprio video-arbitro. Há jogadas cuja decisão é muito subjectiva. Terá uma certa piada quando o vídeo-árbitro der uma indicação errada ao árbitro.
Vídeo-árbitro? Pode ajudar, mas não é por aí…

«Acha que foi penalty de Schelotto sobre Grimaldo?»

jornal da resistência silenciosa é efectivamente assim: tem medo das perguntas complicadas. Exactamente: contra a contrafacção.