Antecipando o novo ano escolar, a internet das coisas diz-me que é de esperar haver clientela potencial para a venda de ouro para financiar a escola dos filhos.
Isto leva-me a perguntar se:
– a Educação não era universal e extensível a todos, independentemente do berço?
– já não há classe média em Portugal?
– o ouro não era, por excelência, o produto clássico de poupança das famílias para o futuro distante, ou emergências?
– o ouro, metáfora da providência, passou a ser a conta à ordem das famílias?
É disto que os alemães devem ter inveja?











Marques Mendes, no seu espaço de intoxicação alimentar, 



No tempo do salazarismo, havia um faduncho anticomunista que servia para alimentar o medo do papão leninista-estalinista-siberiano. Incluía, o dito faduncho, versos como “Maldita seja a Rússia soviética!” e “Malditos os que comem criancinhas!”. Quando se pensava que já não seria possível reencontrar um discurso tão primário, eis que Passos Coelho reaparece para reavivar fantasmas em que ele próprio não acredita, mas que lhe dão jeito para a campanha em que se integra, juntamente com outros intelectuais do mesmo calibre, como Paulo Otero ou João César das Neves, alguns dos autores que integram a colectânea “Identidade e Família”.



Quando nos pisam os calos, no mínimo, exprimimos um gemido de desconforto. Se nos pisarem os calos demasiadas vezes, a coisa descambou para falta de cuidado ou para agressão.










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