Entre marido e mulher não metas a colher.

Excepto se fores António Costa.

Eduardo Cabrita repartilha no Facebook um post que critica a saída da mulher do Governo

Ao mesmo tempo que minam o sistema com os seus golpes de amiguismo, choram a ascensão dos populistas que declaram irem acabar com os golpes de amiguismo que minam o sistema.

Açores

Carlos César poderia ter chegado a Presidente da República, se além da inteligência conhecesse a virtude.

Onde estamos? Para onde vamos?

[Santana Castilho*]

Apesar da sombra de Sócrates, apesar do nepotismo que promoveu e consentiu, apesar dos incêndios e de Tancos, apesar da degradação dos serviços públicos, apesar do aumento da dívida pública, António Costa ganhou as eleições, marcadas pela mais alta taxa de abstenção da nossa democracia, que expressa um preocupante alheamento cívico e um preocupante abismo entre representantes e representados. Vale a pena, a este propósito, olhar para os números eleitorais (ainda que não definitivos, mas onde o erro será só por excesso), sob um outro ângulo: nos cadernos eleitorais estavam recenseados 10.810.662 cidadãos; não foram votar 4.918.851; 129.500 votos foram brancos e 88.500 nulos; dos 5.673.811 votos válidos, o PS registou a seu favor 36,65% (2.079.452). Mas foram apenas 19,23% dos portugueses que podiam votar que escolheram o PS e, por extensão, António Costa. Feito o mesmo exercício para os restantes partidos, os números são ainda mais expressivos, a pedir atenção demorada para o seu significado. [Read more…]

Ainda não é desta que Pedro Mota Soares vai plantar macieiras

V

Fotografia: Manuel Almeida/Lusa

Pedro Mota Soares nasceu em 1974. Dedica-se à actividade política desde os 25 anos, da qual se desvinculou no passado mês de Julho. Não sei se praticou a advocacia, sua área de formação, mas suponho que não o terá feito, excepto até aos 25 anos e no período de 2002-2005, durante o qual exerceu a função de Secretário-Geral do CDS-PP.

Durante a sua carreira política, foram várias as áreas da governação nas quais esteve envolvido, enquanto deputado e ministro, mas não consta que tenha estado ligado à área da tecnologia e das telecomunicações. Contudo, foi o escolhido para liderar a Associação dos Operadores de Comunicações Electrónicas (Apritel), que inclui todos os players (acho que é este o termo) do sector, como a MEO, a NOS e a Vodafone. [Read more…]

Falta de professores ou a vida dos milionários

Esta chamada está na primeira página do Expresso de hoje e é suficiente para se perceber que deixar os mercados à solta serve para encarecer bens de primeira necessidade como a habitação, que a única política educativa do país consiste em poupar dinheiro à custa dos alunos e que os professores contratados vivem, na verdade, com salários tão miseráveis que não podem pagar alojamentos a preços ditados pelos mercados à solta (aproveitamos para lembrar que os professores não recebem subsídios de deslocação ou de alojamento, ao contrário dos deputados, por exemplo).

Com uma Assembleia da República submetida ao Partido alegadamente Socialista, estas situações irão continuar, porque o PSD, o CDS, o FMI e o que resta da União Europeia não querem saber. Os partidos de esquerda pouco fizeram durante quatro anos e estão dispensados por António Costa. De resto, a maioria dos cidadãos portugueses também não quer saber. Por outro lado, os sindicatos não se sentem lá muito bem.

Pedro Passos Coelho, o Dr. Frankenstein de André Ventura

Quando se questionarem sobre quem foi o Dr. Frankenstein de André Ventura, façam um pequeno exercício mental e recuem até à campanha para as Autárquicas de 2017.

Vão ver os elogios que Passos Coelho e respectivos generais lhe fizeram. Os mesmos generais que agora se posicionam para depor Rui Rio e tomar o PSD de assalto.

Vão ler o contorcionismo daqueles que agora o renegam, quando há dois anos o defendiam com unhas e dentes e lhe elogiavam a coragem de ser xenófobo. [Read more…]

O silêncio ou a normalização não são opções

No debate político, formal ou informal, há, por vezes, uma certa mentalidade infantil que consiste em não nomear os monstros pensando que isso fará com que não existam.

Na Assembleia da República, já existiam partidos que, de modo mal disfarçado, trabalhavam para a extinção progressiva de um Estado Social e solidário, governando de modo a que as instituições públicas falhassem, beneficiando amigos privados.

Com a entrada do Chega e da Iniciativa Liberal no Parlamento, essa vergonha terminou: para ambos os partidos, é necessário acelerar a destruição da esfera estatal e transformar a sociedade numa selva em que só pode sobreviver o mais forte ou o mais rico. Hoje, Bárbara Reis explica, de modo simples, que André Ventura é de extrema-direita, mesmo que tente disfarçar.

Como é evidente, estes partidos têm o mesmo direito que os outros, legitimados pelo voto. É igualmente evidente que não faz sentido fingir que não existem, não se pode ignorá-los, porque não é isso que os combate.

A solução não está no silêncio. O facto de terem sido eleitos não pode livrar ninguém de ser criticado. Acrescente-se que a existência destes radicais anti-Estado não desculpa o que PS, PSD e CDS têm estado a fazer, especialmente nos últimos quinze anos. No fundo, a diferença está no ritmo.

Gaia, a silenciosa hecatombe do PS

Gaia: Variação dos resultados eleitorais entre as Autárquicas de 2017 e as Legislativas de 2019.

Vila Nova de Gaia: das Autárquicas de 2017 para as Legislativas de 2019, o PS perdeu em Gaia cerca de 35% dos votos. Passou de 85.118 para 57.891. Acresce que em 2019 houve quase mais 20.000 votantes que em 2017.

Chega: a encenação anti-sistema do partido de André Ventura

Conhecemos André Ventura dos tempos em que foi o candidato apoiado por Pedro Passos Coelho à CM de Loures. Um candidato que, já em 2017, não escondida algum populismo e xenofobia, que hoje encontramos na narrativa do Chega. O discurso de André Ventura foi de tal forma polémico, que o CDS-PP se afastou e retirou o apoio ao candidato do PSD. E é bom recordar que falamos do CDS-PP, que conta nas suas fileiras e órgãos nacionais com elementos da TEM, uma tendência interna muito próxima do pensamento salazarista, liderada por Abel Matos Santos, candidato à liderança do partido. [Read more…]

Pelos animais, ração!

(houve até quem falasse de foguetes, deus nos livre)

Carla Romualdo

Who do you think it’s for? For the animals.

William Henry Duffy & Ian Robert Astbury

LE PROFESSEUR. Vous devenez un véritable animal, Marina.
MARINA. Non : je suis un animal.

— Amélie Nothomb, “Les Combustibles

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Fonte: http://bit.ly/333I4tm, foto de 6/4/2019 (graças à EPHEMERA: http://bit.ly/2oSqVUq)

Efectivamente, o esquecimento do <r> inicial de ‘ração’ é uma das hipóteses mais plausíveis para aquele cartaz. Sim, aquele da direita. Convém recordar o que foi recentemente dito pelo porta-voz do PAN sobre a revisão do Acordo Ortográfico de 1990:

Faz sentido, a ortografia não deve ser legislada por decreto.

Isto é, em última análise e vendo bem as coisas, aquele cartaz não faz sentido.

Por outro lado e por incrível que possa parecer, não se trata apenas nem da tristeza sentida por Cavaco Silva, perante a prestação de anteontem do PSD, nem do impacto dos recentes resultados internacionais do Glorioso no ânimo do presidente do Benfica. A crónica ausência do cê medial, naquelas palavras encontradas no sítio do costume, deixa-me profundamente triste e deverá deixar os respectivos responsáveis tristes e envergonhados.

Continuação de uma óptima semana.

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Até a malta do João Jardim quer ir para a cama com o PS

mais um potencial parceiro para a Geringonça

Algumas notas sobre a Abstenção:

  •  Estas eleições marcaram a maior taxa de abstenção de sempre em Democracia em eleições legislativas, fixando-se nos 45.5% para os residentes em Portugal (votos no estrangeiro ainda não foram contados, mas irão certamente aumentar a taxa).
  • A abstenção em Legislativas tem vindo gradualmente a subir desde as eleições para a Constituinte em 75. Curiosamente, desde 75 até agora nunca votaram menos de 5 milhões de eleitores. O problema é que o número de recenseados aumentou exponencialmente de 6.220.784 em 1975 para 9.682.552 em 2015.

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Perdedores e predadores

Queria ser original (hello! hello!), mas houve alguém que… adiante: lede o perdedores e perdedores do J. Manuel Cordeiro.

Saudação nazi

André Ventura chegou ao Parlamento.

Depois de ter escrito «agora facto é igual a fato (de roupa)»,

(exactamente) «Santana Lopes admite abandonar presidência da Aliança». OK. Siga.

Resumo das declarações de Rui Rio

Estavas a dizer que viste a minha mulher a f*****, a f*****, a f******. Que exagero! Estava só a f*****!

A leviandade de Carlos Guimarães Pinto

Se o seu trabalho como deputado for tão rigoroso como a sua escrita sobre Educação, estamos conversados.

Agora percebe-se melhor

Manuel Monteiro volta ao CDS-PP

Assunção Cristas

“O CDS é demasiado pequeno para mim. Vou voltar para casa.” #discursosimaginários

Luís Montenegro

“O PSD está pior, mas eu estou melhor.” #discursosimaginários

Maioria absoluta

A maioria absoluta que governa o país desde 2005 voltou a ganhar as eleições, com a diferença de que o CDS se tornou dispensável. Mais uma vitória para a aliança PS-PSD.

Perdedores e perdedores

O crescimento do PAN e a possibilidade de André Ventura chegar ao Parlamento não são boas notícias e, neste caso, somos nós os perdedores. O partido dos cães e dos gatinhos e a xenofobia do Chega são extremismos que bem dispensava. Atendendo à pouca campanha que o Chega fez e olhando para os valores que atingiu, conclui-se que há muito populismo à espera de ser potenciado.

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Resultados eleições legislativas 2019

Projecções da Católica para as eleições legislativas 2019:

 

 

Parlamento resultante da eleição de 2015:

 

Legislativas 2019 (chat)

Estamos a resolver um problema do chat. Ficam aqui as mensagens trocadas até agora.

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A narrativa do apocalipse social e económico falhou

Diziam que os acordos não durariam um mês.
Duraram.

Diziam que a solução não sobreviveria após a devolução dos rendimentos.
Sobreviveu.

Diziam que não chegaria ao fim da legislatura.
Chegou.

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A triste sina de um país abstencionista

Dados sobre a afluência às urnas até às 16h revelam algo que não surpreende. A abstenção voltará a ser a grande vencedora destas eleições legislativas, como de resto foi em 2015, quando obteve a preferência de 43,07% dos portugueses.

É triste, muito triste, que a maioria dos portugueses opte por não exercer um direito que tanto sangue, suor e lágrimas custou aos homens e mulheres que lutaram contra a ditadura salazarista. Pobre democracia.

Carta aberta a Rui Rio

Caro Rui Rio,

São vários os motivos que me levam a escrever-lhe esta carta, mas foi o medo o que mais me motivou. Conhece o velho ditado da política portuguesa, “quem se mete com o PS leva”? Pois bem, aqui pelo concelho da Trofa, a versão que melhor se adequa à realidade actual é “quem se mete com o PSD leva”. E alguns dos principais responsáveis locais do PSD Trofa estão consigo, a trabalhar activamente na campanha e em lugares elegíveis pelo círculo do Porto. Uns “bateram”, outros ficaram à porta a ver.

Ao longo dos últimos seis anos, fui várias vezes ameaçado e insultado por elementos do seu partido, que incomodaram familiares, amigos e a minha vida profissional, por ter a ousadia de tentar fazer aquilo que o senhor anda a defender há meses: dar um banho de ética à política local. Vou contar-lhe a minha história, na esperança de conseguir a sua atenção para este caso.

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Freitas do Amaral

A morte tem, entre outros, o efeito secundário de interromper em definitivo a possibilidade do individuo se defender. Se bem que tal se torna irrelevante a partir do momento em que voltamos a ser poeira das estrelas, mesmo que envolta num recipiente de chumbo — apesar de haver quem acredite que algo, a alma, persiste para além da particular combinação de átomos que nos define, mas essas são outras opiniões e cada qual que se entenda com a sua.

Por isso, na minha forma de encarar a vida, para Freitas do Amaral será indiferente que os pulhas que lhe fizeram o que fizeram hoje o homenageiem. Já para os vivos, fica o registo da hipocrisia e a total falta de vergonha nas fuças dos que a esse papel se dão. Dirão alguns que a política é assim. Na verdade, são as pessoas que são assim e há destas em todo o lado.

As prioridades de Marcelo

1: Um funeral. 2: Coisas do Vaticano. 3: A República da qual é presidente.

Furacão eleitoral

Em parelo com a divulgação das sondagens que apontam para o PS em queda nas intenções de voto, assistimos à participação de António Costa numa reunião da Protecção Civil para acompanhamento do furacão que passou ao largo dos Açores, sem que o alarido comunicacional que o antecedeu se tivesse concretizado. É a campanha eleitoral a funcionar, o que revela muito sobre a sua utilidade quando realizada nestes moldes.