Controlo

No início deste lindo mês de Abril, do ano da Graça de 2017, havia em Portugal uma “epidemia de Hepatite A fora de controlo”, segundo a Direcção Geral de Saúde. Em poucos dias foram detectados mais casos do que nos últimos 40 anos. O Ministro da Saúde veio informar a população de que “os nossos comportamentos contam”. Entretanto, o assunto foi ultrapassado pela “verdade científica” de vinte casos de Sarampo e pelo comportamento “negligente” dos pais que não vacinam os seus filhos.

É claro que uma coisa não tem nada que ver com a outra. Não se apressem, os partidários das teorias da conspiração, em vir acusar as autoridades, entre as quais se encontram as que detêm o  poder da comunicação, de inventar uma “epidemia” de vinte casos de Sarampo para esconder uma outra, “fora de controlo”, não com origem no comportamento anti-científico de pais que não vacinam os seus filhos, mas de cidadãos cultos e responsáveis, conscientes dos seus deveres, que apenas gostam de se divertir.

 

A verdade científica

A questão da “Verdade Científica” é, desde sempre, um problema controverso. Houve gente que ardeu na fogueira por contestar essa “verdade”. Nos tempos que correm, por exemplo, temos várias e prestigiadas instituições científicas internacionais, ligadas à ciência da Economia, entre as quais algumas Universidades, que defendem que “não há alternativa” às políticas de Austeridade. Essa foi uma “verdade científica” que Portugal experimentou durante mais de quatro anos, e, em certa medida, ainda experimenta.
Há quem não esteja de acordo com esse dogma e ouse contestá-lo, pondo em prática princípios divergentes da ciência económica e testando outras hipóteses. Entre essas hipóteses está uma que se chama Geringonça. Por acaso, a Geringonça resulta da queda de um outro dogma, de uma outra “verdade científica”, esta da Ciência Política, segundo a qual havia um “arco da governação”, fora do qual não era possível o exercício democrático do poder.


Na Ciência, por enquanto, não há “verdades”. Há hipóteses.

O Dr. Luis Montenegro vive num País de FANTASIA!

[Carlos Paz]

O maior PROBLEMA da nossa democracia é, sem qualquer dúvida, a completa falta de escrutínio sobre o PODER JUDICIAL, os seus erros, as suas omissões, a corrupção associada às suas decisões e, principalmente, o DESPOTISMO associado aos seus comportamentos.
Dito isto, o segundo maior problema é o CADA VEZ MAIOR AFASTAMENTO DAS PESSOAS em relação à política, às suas opções e, principalmente, aos seus atores.

Por outras palavras, os eleitores sentem-se afastados dos eleitos. E este afastamento é, infelizmente, real.

[Read more…]

O ressabiamento tem limites

O partido do “que se lixem as eleições” agora também defende que se lixe a vontade do eleitor. Se os deputados são os representantes dos eleitores, não faz sentido nenhum que uns deputados tenham mais força do que outros. É essa a natureza de um sistema representativo.

Há gente que vive mal com a democracia e Montenegro, com esta atitude, mostra bem ao que vem. Além de que mente:

“os eleitores escolhem deputados que têm tal poder que escolhem o governo que querem e o programa que querem” [Público, 20/04/2017]

[Read more…]

A ciência e as opiniões

Vinte casos de Sarampo levaram o Ministro da Saúde ao prime time televisivo para afirmar que “a Ciência está a perder a batalha contra a opinião”. Aproveitou também para introduzir a discussão sobre a obrigatoriedade da vacinação, o que de imediato suscitou o aparecimento de opinadores a defender que, mais do que obrigatórias, as vacinas devem ser compulsivas, ou seja, o Estado deve vacinar os cidadãos, mesmo contra a sua vontade. É um assunto a estudar, mas é pena que esta polícia administrativa, tão característica de um Estado Novo, não seja colocada nos hospitais do SNS, onde todos os dias morrem, em média, doze pessoas, vítimas de infecções que não tinham antes de lá entrar. Não deixa, aliás, de ser curioso que vinte casos de Sarampo estejam a ser tratados como uma epidemia, enquanto as infecções contraídas em meio hospitalar, que vitimam em Portugal mais de quatro mil pessoas por ano, permaneçam inscritas no âmbito dos danos colaterais do Ajustamento. Aceitáveis, portanto. Outro facto curioso merece adequada atenção. Desde que a Dra. Margaret Chan assumiu a direcção da OMS, todos os anos há uma tremenda epidemia nos jornais e nas televisões. Se não é nos porcos, é nas galinhas. Se não é gripe, é sarampo. Indague-se.

Prémio Cheio de Moral 2017

Vai este ano para a São Caeteno à Lapa, depois da inesquecível performance de Maria Luís Albuquerque, saudosa ministra das Finanças que tantos e tão bons swaps nos deu, para não falar na fantástica na curta-metragem Banif, uma saída limpa debaixo do tapete. Depois do grande sucesso da devolução da sobretaxa, que garantiu o galardão de 2015 ao PSD, Maria Luís regressa com esta memorável acusação e volta a fazer história na edição de 2017.

Sobre o denominador comum da fraude financeira em Portugal, já tive oportunidade de dar os meus cinco tostões. Sobre a seriedade com que o anterior governo lidou com a banca também. Mas se vamos falar de generosidade com a banca, e com os poderosos em geral, não tenhamos memória curta. 2013 não foi assim há tanto tempo.

Imagem via Expresso

Catástrofe no mercado laboral

bate novo recorde em Março. O drama.

Afinal, o Diabo está nos relatórios da UTAO

Pelo menos neste.

Pandemias

Wolfgang Wodarg é um médico alemão, membro do SPD, e foi Presidente da Comissão de Saúde da Assembleia Parlamentar do Conselho da Europa. Em Janeiro de 2010 fez declarações polémicas, afirmando que “a Gripe A (H1N1) foi uma falsa pandemia e um dos maiores escândalos médicos do século”.

Por essa altura, a comunicação social dava nota de que o fabrico das vacinas contra a Gripe A tinha proporcionado à indústria farmacêutica ganhos na ordem dos 5 mil milhões de euros. Portugal previu, na altura, a ocorrência de 75 mil mortes, entre 2 a 3 milhões de infectados, em consequência da pandemia, tendo gasto, segundo a comunicação social, cerca de 45 milhões de euros só em vacinas. Faleceram 122 pessoas.

Nem a OMS, nem a DGS, explicaram satisfatoriamente este assunto. Nem nenhum outro. Nomeadamente o motivo pelo qual a prevalência de Autismo nos EUA passou de 1/10.000 nos anos 80, para 1/68 na actualidade.

Fake deputados

Clicar para ampliar

Há uns anos, no tempo de Sócrates – era, portanto, o PSD oposição – tive uma série de audiências parlamentares devido a um problema numa empresa. Foi uma oportunidade para constatar a inutilidade dessas audiências, as quais tiveram como expoente máximo uma pergunta ao ministro da tutela por parte do Bloco de Esquerda. Era o máximo que poderia ser feito e apenas um dos partidos o fez. E quanto ao CDS e ao PS, estes nem se dignaram agendar uma reunião.

[Read more…]

A actualização da foto (alternativa) de capa de Carlos Abreu Amorim

Um destes dias, um leitor alertou-me para uma actualização facebookiana peculiar. O deputado Carlos Abreu Amorim tinha uma nova foto de capa mas a dita não era propriamente nova. Ou tampouco uma foto. Era um print screen de uma peça da RTP sobre a emigração pós-troika, de Outubro de 2012, e o jovem na imagem, escolhido pelo social-democrata para forrar o topo do seu perfil no Facebook, tinha acabado de escrever uma carta ao então presidente Cavaco Silva. Uma carta onde afirmava sentir-se expulso do país. Um país governando por Pedro Passos Coelho, que Abreu Amorim apoiou incondicionalmente.  [Read more…]

Abrir Abril

As emoções sociais, não tendo exactamente as mesmas características das emoções básicas, têm uma origem neurofisiológica muito aproximada, ou mesmo comum. As emoções básicas, como o amor, o medo ou a repulsa, são, contudo, do ponto de vista neurofisiológico, muito mais antigas, resultando as emoções sociais, como, por exemplo, a admiração ou a compaixão, de estados evolutivos alcançados em tempos mais recentes, sendo a expressão do processo contínuo de aperfeiçoamento do ser humano.
Ainda assim, António Damásio distingue dois tipos de admiração e de compaixão, conforme a sua filiação neurofisiológica e anatómica ao aparelho músculo-esquelético ou ao meio interno e às vísceras.

A admiração que sentimos pelos feitos extraordinários de um grande militar ou de um grande atleta, é uma emoção social com uma origem neurofisiológica diferente, embora simétrica, da admiração que sentimos por um homem santo ou um grande benemérito da humanidade. O mesmo acontece com a compaixão, outra das emoções sociais mais importantes, que sentimos perante quem é exposto a sofrimento físico ou, diversamente, a sofrimento moral ou “mental”.
Existe, contudo, uma diferença importante entre estes dois tipos de emoções sociais. A admiração pelo atleta e a compaixão pela dor física, são emoções que se instalam e também desaparecem com mais rapidez do que a admiração pelo Santo e a compaixão pelo sofredor moral. Dir-se-ia que são emoções mais superficiais, reacções da pele, ligadas neurológica e anatomicamente ao aparelho músculo-esquelético, a estrutura do corpo que permite o movimento no espaço, a deslocação. Numa palavra, a transitoriedade.

[Read more…]

Mais um grande artigo de opinião do Observador

O Observador publicou mais um memorável artigo de opinião, desta feita da autoria de Maria João Marques. Este é tão bom que entrou diretamente para o Top 3 de grandes artigos de opinião daquele respeitável órgão de comunicação social. Em primeiro lugar continua o artigo de João Marques de Almeida sobre o fim do Bloco de Esquerda. Em segundo está Alexandre Homem Cristo com um artigo sobre o aquecimento global datado de 2014, contudo este tem vindo a ameaçar a liderança de João Marques de Almeida à medida que os dados científicos vão saindo ano após ano. Há uma coisa comum aos artigos de Marques de Almeida e de Homem Cristo: um dia ambos terão razão. Nem que seja daqui a 5 mil milhões de anos quando o Sol terminar o seu ciclo de vida. Ah não, não vai nada terminar, Deus é que manda no Universo, que cabeça a minha, tsk, tsk.

 

Impostos “à la esquerda”

Um aplauso para Assunção Cristas, que teve visão suficiente para perceber o que nos esperava e desmontou o embuste. Um “orçamento de austeridade à la esquerda“, pleno de impostos esmagadores que arruinariam o país, deixando-a à mercê do geringonçismo parasita.

Só que não. Pelo menos a julgar pela análise do Conselho de Finanças Públicas, revelada esta semana, que aponta para uma queda da carga fiscal em 2016, a primeira desde 2012. Já nem o CFP da Dra. Teodora Cardoso escapa à sovietização em curso. Mas não nos deixemos enganar: o maior assalto fiscal de sempre começou no dia 1 de Fevereiro de 2017. Portugal nunca mais será o mesmo após o brutal aumento de impostos sobre os refrigerantes.

Imagem via Uma Página Numa Rede Social

Universidade Católica ocupada por radicais de esquerda

A Universidade Católica, home of the brave, poderá ter sido ocupada, com a violência que tal acarreta, por radicais de esquerda ao serviço da Geringonça. Só isso explica a apresentação de tais dados, aritmeticamente impossíveis, sobre o crescimento do PIB português no ano corrente. As estimativas da universidade apontam para um crescimento de 2,4% em 2017, algo que não pode ser verdade, pelo menos a julgar pelas profecias apocalípticas do culto de Belzebu, sempre rigorosas. Nem o governo consegue ser tão optimista, pelo que não podemos estar perante outra coisa que não seja um grande embuste, fabricado no lodo soviético-venezuelano em que o país se encontra aprisionado, refém de comunistas e bloquistas, onde investidor algum porá o seu dinheiro. A claustrofobia democrática é assustadora. Não demorará muito até que estejamos a lutar por sacos de arroz no corredor de um supermercado vazio. O horror.

Gráfico: INE e UCatólica via Jornal de Negócios

Deputado Leitão Amaro acusa “um governo socialista” por causa dos swaps. Fala verdade ou mentira?

O Deputado Leitão Amaro, do PSD, sacudiu a água do capote. A acusou “um governo socialista” e afirmou que os swaps “foram assinados no tempo do governo de José Sócrates”.

O governo em funções é o responsável máximo, isso é claro. Mas há muita gente com responsabilidade pelo caminho. É o PSD assim tão inocente como afirma o deputado Leitão?

É o que vamos ver neste post.

Metro do Porto (Foto: Jcornelius)

[Read more…]

Revisão em alta do ressabiamento à direita

após revisão em baixa do valor do défice de 2016. Façam barulho para a aritmética da Dra. Maria Luís!

Psttttt….

“Precisas de uma ajudinha para arrancar isso da lapela?”

Os Vândalos

Nenhum vandalismo é admissível. Mas há graus.
Um bando de ex-estudantes da London School of Economics, vestidos com fatos de três mil euros e transportando pastas de pele de crocodilo, deslocaram-se a Portugal para um período de férias de três anos. Há quem diga que ainda cá estão. Ao longo da sua estada no nosso soalheiro país, que os recebeu de joelhos e braços abertos, destruíram mais de trezentos mil empregos, dizimaram a economia, expulsaram centenas de milhares de portugueses da sua própria terra, pilharam o sistema financeiro e os recursos públicos, arruinaram a vida a milhões de famílias, fizeram regressar a fome ao país, demoliram o Serviço Nacional de Saúde, desmantelaram a Segurança Social e destruíram a Escola Pública.
Verdade seja dita, não consta que tivessem posto uma televisão na banheira.

Passos Coelho e a estratégia de não levar Portugal a sério

Passos Coelho quer uma “estratégia verdadeiramente nacional que não oculte os problemas”. Saúde-se o empenho do líder do PSD, agora que o seu percurso à frente do partido se encaminha trágica e penosamente para o precipício, mas não deixemos que façam de nós parvos. Ou será que alguém se recorda de alguma “estratégia verdadeiramente nacional” do anterior governo? Seria aquela treta de reforma do Estado de Paulo Portas? Calma, não se cansem a pesquisar. Essa estratégia nunca existiu. [Read more…]

Diga lá outra vez, Dr. Montenegro

Um mês depois de ter afirmado que “a bancada do PSD não está ressabiada com nada“, o partido a cuja bancada parlamentar preside o Dr. Montenegro, vem comunicar ao país que ainda não ultrapassou o trauma de viver em democracia. Luís Montenegro acusa o governo de reescrever a história, mas é precisamente o seu partido que a quer reescrever. Uma história em que a democracia representativa, esse capricho da extrema-esquerda, perde a sua legitimidade. Infelizmente, para os alegadamente não-ressabiados da direita, reescrever a história não vai chegar. Vai ser preciso reescrever a Constituição da República Portuguesa. Acontece que, pelo andar da carruagem, PSD e respectivos amiguinhos do Caldas estão cada vez mais afastados dos dois terços de parlamentares necessários para conseguir abolir a democracia representativa. Algo que, é sabido, só pode ser obra do Diabo. O drama, a tragédia e o horror do costume.

imagem via Uma Página Numa Rede Social

João Vieira Pereira, um socrático inflitrado?

 

João Vieira Pereira, e julgo não haver grandes dúvidas quanto a isto, será um dos comentadores mais insuspeitos de nutrir qualquer tipo de simpatia pelos ideais de esquerda, pelos partidos de esquerda ou pelo acordo à esquerda que legitimou o governo de António Costa. De igual forma, não se lhe conhece qualquer ligação a José Sócrates, Armando Vara ou Carlos Santos Silva. Antes pelo contrário. Paulada na esquerda é coisa que o quadro do grupo Impresa tem feito com frequência e vigor.

Posto isto, e tratando-se apenas e só da opinião do comentador, altamente valorizada e respeitada pelos partidos de direita, pelos políticos de direita, pelos comentadores e blogues de direita, as declarações de João Vieira Pereira, contidas no vídeo em cima, poderão chocar os liberais e conservadores mais sensíveis. O resgate era inevitável? Pelos vistos não, e para isso bastaria o PSD ter abdicado do seu jogo político. À altura, importa relembrar, até Angela Merkel criticou a postura da direita parlamentar portuguesa, classificando-a de “lamentável”. E, por muito que o afundamento das contas púbicas possa ter sido obra dos socialistas, a inevitabilidade do resgate, segundo Vieira Pereira, foi consequência directa de uma decisão de Pedro Passos Coelho e restantes correlegionários. Uma decisão fundada nas ambições do PSD e do seu líder, não no superior interesse nacional. Era isso ou eleições dentro do partido. Passos não hesitou. E o resultado foi o que foi.

via Uma Página Numa Rede Social

O dinheiro que não se evapora

13 mil milhões de euros dariam para 20 hospitais (um por distrito e região autónoma), 4 submarinos, 2 campeonatos do Euro (futebol), 1 ano de RSI e 1 ano de Educação – tudo junto.

 

13 mil milhões desapareceram do bolso dos portugueses ao longo de 9 anos, desde que a moda pegou com o BPN. 7% do PIB. Temos consciência de estarmos perante muito dinheiro. Mas vemos estes números na comunicação social e o que é que eles significam mesmo? É preciso encontrar termos de referência para percebermos.

[Read more…]

Os entrevistados da semana e as Autárquicas

[Rui Naldinho]

O actual e o ex primeiro-ministros foram ambos entrevistados esta semana. Registo o facto de a SIC já ter entrevistado Passos Coelho três vezes no espaço de um ano, ABR16
, OUT16 e ABR17, enquanto António Costa, chefe do governo ter sido entrevistado pela estação de Carnaxide uma única vez. Coincidências ou não, a SIC cada vez parece mais a estação de televisão do “Diabo”. Que tal pôr o “mafarrico” como a sigla do canal de Francisco Balsemão?


[Read more…]

A Rota da Sede

A Rota das Patacas, Lisboa-Macau, continua a levar ao Oriente “charters” cheios de jovens alfacinhas de aspecto muito saudável, doutores em leis e cheios de bons princípios, que mal põem o pé fora do avião já têm emprego bem pago, ali, perto do Senado, no Pátio da Dissimulação.
Trânsito em que um bom jornalista daria como bem empregue o seu tempo, para que se perceba, ao menos, como está a ser preparada a nossa elite política dos amanhãs que não cantam, pois a voz já dói. Mas assobiam. Para o lado.

A entrevista de Passos Coelho

A recente entrevista do Dr. Passos Coelho à televisão só pode ser classificada como pungente.

A Democracia portuguesa precisa de oposição. Para que o sistema funcione de modo minimamente saudável, é necessário que haja um discurso de contra-poder e que esse discurso contenha um vestígio de racionalidade, de propostas alternativas, de crítica política sustentada na inteligência e na análise objectiva da realidade. Nada disso existe no discurso do Dr. Passos Coelho, que chega a ser confrangedor mesmo para quem apoia a actual solução governativa.

Se a liderança, cada vez mais ilusória, do Dr. Passos Coelho, representa, por agora, um seguro de vida para o governo do PS, ela é muito prejudicial à Democracia.

Continental Mabor, a mais recente vítima do regime soviético da Geringonça

A razia soma e segue e o tecido empresarial português continua a ser dizimado pela fúria soviética. A Continental Mabor, quarta maior exportadora do país, prepara-se para levar a cabo um investimento na casa dos 100 milhões de euros, depois dos 50 milhões já aplicados na construção de uma nova unidade de fabrico de pneus agrícolas, que resultará na criação de 200 novos postos de trabalho. Ora, estando nós no tal país em que investidor algum poria o seu dinheiro, ou não fosse ele governado por perigosos bloquistas e comunistas, este novo investimento da gigante alemã não faz qualquer sentido. Até porque os alemães não são conhecidos por gastar mal gasto o seu dinheiro. Será que os comunistas raptaram a família do senhor Elmar Degenhart e ameaçaram comer os seus filhos ao pequeno-almoço?

Imagem via Jornal de Negócios

Os lesados-ao-contrário do BES

O líder parlamentar do PSD, Luís Montenegro, considerou hoje (31/03/2017) que a venda do Novo Banco anunciada pelo Banco de Portugal é uma má decisão, que ocorre depois de um processo de desvalorização daquela instituição bancária.[MSN/LUSA]

Ora bem, não foi o PSD que nomeou o seu boy Sérgio Monteiro, pago a peso de ouro (custo total com a contratação de 458 mil euros por ano e meio de serviço)  para vender o Novo Banco? Não era este o ás que ia mostrar quão certa foi a intervenção no BES para, afinal, não ter vendido coisa alguma?

A decisão sobre o BES é má desde há vários anos e políticos destes, como Montenegro, mais valia recolherem-se ao recato destinado aos incompetentes que, por estratégia, decidiram que a banca não era assunto para Conselho de Ministros – mas pagar os desmandos da banca, via decreto-lei, já o foi.

Laranja é fixe!

Quando penso em cor-de-laranja, o que me vem à cabeça, tirando as laranjas, são profecias da desgraça, bancos em apuros e a Dra. Maria Luís Albuquerque da Arrow a garantir que um défice abaixo dos 3% era “aritmeticamente impossível. Isso é um conjunto de indivíduos que não levam o país a sério. Hoje, porém, cor-de-laranja é sinónimo de boas notícias. Não que seja a notícia do ano, pessoalmente nem fazia ideia de que este indicador existia, mas sempre é melhor que um pontapé nas costas. Sete anos depois, Portugal sai do vermelho no indicador de vulnerabilidade do Mecanismo Europeu de Estabilidade, uma espécie de rating “lixo” da coisa, e sobe ao escalão laranja, onde não respira de alívio e nada de particularmente espectacular lhe vai acontecer. Porém, depois de tanta catástrofe anunciada, e na iminência da chegada do Dr. Belzebu, estes detalhes, que não há muito tempo originariam títulos bombásticos nos jornais do costume, ganham alguma relevância. Não muita, que a dívida é estratosférica e ainda existem muitos portugueses em grandes dificuldades. Mas depois de tudo o que nos contaram, das tragédias que espreitavam ao virar da esquina, não era suposto Portugal ser já uma espécie de Venezuela?

via Twitter ESM

 

Pobre TINA

Afinal, havia outra. E nisso reside o busílis do diabo.