Testes Antigénio – casos que exigem gratuitidade sem limite

Em vigor desde ontem as novas medidas de combate ao contágio pelo SARS-COV-2, impõe a realidade que em certas casos a gratuitidade dos testes antigénio não esteja limitada a 4 por mês.

É muito diferente realizar um teste para ter acesso a eventos culturais, desportivos e outros e quem tem de visitar familiares internados em hospitais, quem presta cuidados em lares e/ou instituições similares e quem tem por profissão cuidar de idosos sediados no seu domicílio.
Como julgo tratar-se de casos específicos que escaparam a quem elaborou as referidas medidas, peço que revejam a gratuitidade dos testes para estes mais que justificados casos e outros que, eventualmente, venham a ser detectados.

Números da palermia

Cada vez mais convencido, que a gravidade da doença, é mental, afectando os decisores pulhíticos, influenciados pela histeria. E assim se vai destruindo uma economia frágil, condicionando a esmagadora maioria da população, em particular, as gerações mais jovens…

Defenestrem-se os Vasconcelos! Viva a Restauração!

Passaram 381 anos desde que atiramos o Vasconcelos pela janela e começamos a chutar os espanhóis para o lado deles da fronteira. E nada contra os espanhóis, que tenho lá bons amigos, tudo gente do melhor que há. Mas Portugal não é Espanha e nós já não temos idade – já não tínhamos, em 1640 – para brincar às anexações. Muito menos para ser anexados.

Por falar em anexações, quem volta e meia brinca com o tema é o partido neofranquista Vox. Ainda há dias voltaram a fazer um daqueles mapas, inspirados no período cujo o fim celebramos hoje, onde Portugal surgia como um território sob domínio da coroa espanhola. Bourbons por Bourbons, prefiro os de Linhaça. Mas, se quiserem, podem anexar André Ventura, que para autoproclamado nacionalista e defensor da pátria, executa um “Viva a Espanha” bastante convicto. E suspeito.

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Serviço do certificado digital covid em baixo


O acesso ao certificado digital covid através da app SNS24 não funciona há mais de 4 horas (última tentativa às 14h). Como diria Marta Temido,  precisa-se de serviços mais resilientes, especialmente quando são transformados em peças críticas da sociedade.

Adenda: situação também relatada pelo JN. Aparentemente, os problemas de acesso ocorreram também em Julho, quando o serviço foi lançado. Repetição, portanto, do cenário de amadorismo tecnológico – lembremo-nos de episódios tais como o acesso ao número de eleitor, citius e demais serviços que rebentam perante um pico de utilização.

Sobre os testes obrigatórios nos restaurantes e noutros locais

Perante o regresso ao estado de calamidade a partir de quarta-feira, o acesso a restaurantes estará condicionado à apresentação do certificado digital Covid-19, que comprove a vacinação completa ou um teste negativo, mas cafés, pastelarias, snack-bares e esplanadas não são abrangidos pela medida. [ECO]

Hoje vou jantar fora, pelo que realizei um teste covid numa farmácia. Irei estar com outras pessoas, a grande maioria vacinados. Todos teremos um certificado válido para podermos estar no restaurante, uns porque realizaram o teste, outros porque estão vacinados.

Como se sabe, estar vacinado não impede que se seja portador do vírus. Portanto, apenas os testados poderão estar certos de não estarem a contribuir para que a doença se espalhe.

Que objectivo se pretende atingir com esta medida? Contenção do vírus não será, já que isso implicaria que todos se testassem. Garantir a protecção dos que não estão vacinados (crianças e outros) também não, pois os vacinados poderão ser portadores do vírus. Resta a medida política. Essencialmente, a continuação da narrativa propagandista a que temos assistido.

Passado todo este tempo, continuamos a assistir à implementação de medidas arbitrárias. E é este arbítrio que lança dúvidas sobre as medidas realmente importantes que são, também, tomadas.

Tomar os portugueses por tolos nunca foi boa opção. O governo, ao o fazer, descredibiliza-se a si mesmo, mina a confiança dos portugueses em relação ao Estado e dá argumentos às alas radicais da sociedade.

A manada

Como já várias vezes escrevi, Portugal não tem a exclusividade das “asneiradas”. Nos outros Países também as há. Muitas e parecidas. Só que aqui, por condições históricas e geográficas próprias que por várias vezes já tentei enumerar, são sempre muito mais “imbecis” (obviamente também porque as sentimos logo no “pêlo”). Temos uma espécie de política e políticos de “fabrico chinês”. Na qualidade. Porque no preço, são “de marca” e daquelas muito, muito caras.

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Finalidades do Certificado de Vacinação e dos Testes

Vários governos de vários países instituem, como medida de precaução contra a propagação do vírus, a apresentação do Certificado Digital de Vacinação e ou de um teste PCR negativo com o máximo de 72 horas ou um antigénio com 48 horas.
Alheando-nos do acordo entre os membros da UE de livre circulação com o Certificado Digital, detenhamo-nos sobre o que nos indicam cada um desses documentos. Não dou novidade a ninguém de que o Certificado apenas indica que estamos vacinados de acordo com as normas da OMS, ou seja, com as 2 doses da vacina. Os testes demonstram, sem esquecer a margem de erro anunciado, que não estamos infectados nem somos portadores do vírus SARS-COV-2.

Nesta conformidade, pergunto: qual o propósito de obrigatoriedade de apresentação de um certificado de vacinação a para franquear entrada seja onde for? Contém, porventura, alguma prova de que não sou portador do vírus? Não, de forma alguma! O único documento que pode provar que não sou portador do vírus é o resultado negativo de um teste.
Para quê, [Read more…]

DGS falha no jogo B SAD vs Benfica

De nada adianta arremessar culpas clubísticas para os clubes intervenientes ou para a Liga de Futebol. O assunto é bem mais grave!
A DGS e a sua estrutura de saúde pública, responsável por impor quarentenas e isolamentos profilácticos nos casos previstos nas suas normas e regras, falhou gravemente ao não isolar todos os jogadores e equipa técnica do B SAD, uma vez que, treinando juntos, jogando juntos, seria exigível, no mínimo, o isolamento profiláctico.

Não adianta sacudir a água do capote! Como há pouco disse a Sra. Dra. Graças Freitas, diante da situação, deve prevalecer o princípio da precaução. Ora foi exactamente esse princípio que, neste caso, a DGS não observou.

“Deus, Pátria, Família… Trabalho”, segundo André Ventura

Deusaquela vez em que decidiu invadir um funeral para se deixar fotografar para os jornais. Muito católico, não haja dúvida.

Pátriaaquela vez que Ventura foi a um comício do Vox gritar “Viva a Espanha!, Viva a Espanha!”, num portunhol que, para portunhol, estava muito mal amanhado. Muito patriótico, sem dúvida.

Família – o líder do Chega, casado com uma catequista e sendo ele mesmo um ex-seminarista, não tendo sequer filhos (se descontarmos a coelha como herdeira) é, sem dúvida, o melhor porta-voz do ideal de família.

Trabalho – apologia feita pelo líder partidário que mais vezes faltou ao seu trabalho.

Era uma vez um maneta que dizia que o mal do Mundo estava em todos terem mãos.

Marxismo cultural na República Bolivariana da Alemanha

Um governo que resulta de um acordo entre os homólogos alemães do PS, PAN e IL decidiu aumentar o salário mínimo em 25%, criar um programa de construção de 400 mil habitações sociais, para baixar as rendas, e legalizar a cannabis, entre outras medidas progressistas. Se acontecesse por cá, logo surgiria um palerma qualquer a gritar:

  • Extrema-esquerda! Marxismo cultural! Venezuela!

Ou outra dessas palernices que mantêm a direita radical e extremista divertidas. Como acontece num país onde a maioria da população já atingiu a maturidade política, a coisa circunscreve-se aos primos neo-nazis do CH, devidamente afastados dos democratas por um robusto e bem-definido cordão sanitário. Lá chegaremos. Estamos há tempo demais no jardim de infância.

A variante mais perigosa de todas

A marca Covid, reconhecida mundialmente como líder mundial da promoção do medo, é uma mina infinita de volumes monstruosos de dinheiro. Como tal, há que não deixar a vaca parada a pastar; urge ordenhá-la com o vigor que os benefícios exigem. Como tal, já foi anunciado um novo modelo de Covid. As autoridades já revelaram que se irá chamar Omicron® e terá todas as funcionalidades da versão anterior – como tosse, garganta dorida e desaparecimento, com o olfacto, de qualquer tipo de razoabilidade e lógica – mas apresenta também algumas actualizações à versão original, que a tornam particularmente notável. Este anúncio surge com um precioso timing, a tempo da campanha pelos boosters obrigatórios para todo o mexilhão. Apesar de ter surgido em África – alguns rumores sussurravam que teria sido no Botswana – a marca aconselha a que a origem não seja classificada como africana, por transparecer preconceito racial. Alguns críticos da especialidade já se desfizeram em elogios – como é o caso de Alexander De Croo, primeiro-ministro belga e consultor financeiro de profissão – que já classificou este modelo de Covid como “Covid-21”, pela sua incrível capacidade de propagação. Sajid Javid, secretário da Saúde britânico, foi ainda mais longe e adiantou que tudo indica que o Omicron® se trata da variante mais perigosa de todas. Esta consideração pode assemelhar-se a uma pueril tentativa de propagação de pânico, com adjetivação infantil e linguagem de bicho papão. Mas não se faça confusão; é apenas a opinião imparcial de um especialista maravilhado com a qualidade do produto.

Esta nova versão do Covid vem com alguns features de interesse maior. O que mais me saltou à vista foi definitivamente este:

O Omicron® vem com esta irresistível particularidade: oferece toda a gama de efeitos nefastos de qualquer vacina experimental do mercado. O leitor poderá estar a indagar-se a que se deve então a autêntica explosão de problemas cardiorrespiratórios na população, algo bem espelhado nas complicações do foro cardíaco que grassam o mundo do desporto nos últimos meses, fenómeno que está a começar a ficar difícil de varrer para debaixo do tapete, porque a lista vai já em centenas de ocorrências, a maioria resultando em morte, e ainda há um número cada vez maior de “celebridades”, maiores ou menores, a sofrer de problemas que é razoável assumir terem resultado da injecção mandatória.

Pois acontece que os efeitos do Omicron® são tão potentes – não é por acaso que esta é a variante mais perigosa de todas – que pode apresentar efeitos retroactivos. Indivíduos que ainda não padeciam de Omicron® faleceram já de problemas cardíacos decorrentes de futura infecção. O futuro está aqui, meus amigos. Qualquer associação de complicações cardíacas com a vacinação em massa, e não com a nova variante do Botswana, é uma linear negação da Ciência e todos os seus pilares.

Alguns haters da marca começaram já a lançar maliciosos rumores sobre o novo produto. Não passam, naturalmente, de invejosas carpideiras e provocadores negacionistas. Vejam, por exemplo, o que ousou dizer Angelique Coetzee:

Estamos claramente perante críticas encomendadas pela concorrência. A marca roga-vos então para que não acreditem no que pensam ver, não acreditem no que pensam ouvir, não acreditem no que pensam concluir. Acreditem neles, e só neles, que tudo farão para nos levar a porto seguro. Mas não prometem nada. Ou não se tratasse esta da variante mais perigosa de todas.

Variantes Covid e a histeria ómicron

Cópia da Wikipedia em 28/11/2021 (clique na imagem para aumentar)

Um novo surto ameaça voltar a limitar as nossas vidas. Refiro-me à histeria à volta da nova variante ómicron, numa altura em que a euforia de Setembro foi substituída por um estado de calamidade.

Do dia da libertação ao dia do confinamento em cerca de três meses. Houve algo novo que justifique a inversão de marcha?

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Mil águas tem o Rio

Fotografia: José Coelho/EPA

Rui Rio foi reeleito, no Sábado, líder do PSD, derrotando Paulo Rangel nas directas do partido.

Depois de meses a dá-lo como morto, Rui Rio consegue, mais uma vez, uma importante vitória (sobretudo pessoal), sempre com aquela postura de cão-que-ladra-e-não-morde mas, quando consegue as vitórias que nem o próprio acredita serem possíveis (foi assim com Montenegro, foi assim nas Autárquicas em Lisboa, foi assim agora nas directas frente a Rangel), lá se agiganta no discurso e faz do seu latir um rugir que ecoa… na sua própria consciência. [Read more…]

Directas PSD 2021 – Final

Rui Rio ganhou as eleições directas.

Directas PSD 2021 – 2

Apuradas pouco mais de 50% das secções:

Directas PSD 2021 – 1

Apuradas que estão 1/3 das secções de voto:

 

 

Rangel ganhou distrito de Castelo Branco. Rio ganhou distrito de Viana do Castelo.

 

EM ACTUALIZAÇÃO

E lá vamos nós outra vez para o disparate…

Há muito que fico indiferente à histérica narrativa sobre a palermia covideira. No entanto, aceitei vacinar-me, face à promessa do governo, que uma vez vacinados, poderíamos retomar as nossas vidas sem restrições. É precisamente o que pretendo do Estado, que me deixem em paz e nem hesitei aceitar tal proposta.
À boa maneira pulhitica e seguindo uma tradição de vários governos, está longe de ser um exclusivo do actual, uma vez mais os portugueses são brindados com uma mentira. Afinal, chegados a Dezembro, não ficamos em paz, teremos que suportar novas restrições e mesmo vacinados, precisamos testes negativos para aceder a determinados espaços ou eventos. Não há outra forma de o dizer, o governo mentiu quando nos seduziu para a vacinação.
Obviamente que não posso acreditar em qualquer promessa futura que venha a ser feita para aderir a uma eventual dose de reforço e não gosto de obedecer cegamente ou seguir em rebanho, pastoreado por qualquer pulhitico.

Uma abordagem teórica da resistência, aliada à resiliência

Por Jorge Jesus: «Se [fosse] possível, não tinha folgas, para estar sempre a treinar.». Resistência. Resiliência. Ao cuidado do João Mendes e do João L. Maio.

Em Tavira: Disneylândia para idosos à custa da agricultura local

Mais um exemplo do desprezo dos governantes – neste caso do Ministério da Agricultura e da DRAP/Algarve, com a conivência da Câmara de Tavira – pelos cidadãos e pela (pequena e média) produção agrícola local e, simultaneamente, exemplo gritante da fossanguice pelo negócio: Em vez de Centro de Experimentação Agrícola, o CEAT de Tavira vai ser capturado para, entre outros, passar a albergar um „Campus“ no qual pessoas idosas usarão videojogos desenhados pela Marvel e pela Disney para manter as suas capacidades físicas e cognitivas. Não é piada. Em compensação, o edifício que devia continuar a apoiar os agricultores locais através da formação, deixa de ter lugar nestas instalações.

Estão em causa “cinco a seis milhões de euros”, que serão financiados com verbas do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) “já disponibilizadas e que poderão ser reforçadas com outras verbas do PRR e outros fundos europeus”.

Acho que chegámos ao pináculo do absurdo.

Aqui fica a nota de imprensa do Movimento de Cidadãos em Defesa do CEAT:

Centro de Experimentação Agrária em Tavira ou Health Club?

Agricultores e cidadãos organizam marcha de protestoo CEAT também é dos Agricultores” a acontecer no dia 03 de Dezembro pelas 16h00, com início frente à Câmara Municipal de Tavira e fim frente ao Centro de Experimentação Agrária de Tavira (junto à estação de comboios de Tavira).

Convoca-se a participação de tod@s.

Esta manifestação decorre enquanto se discute o plano estratégico nacional da política agrícola comum (PEPAC).

Cidadãos, Agricultores biológicos e pequenos e médios agricultores tradicionais marcam presença.

Agricultores e cidadãos reivindicam infraestruturas de apoio no CEAT, espaço público do estado português tutelado pelo Ministério da Agricultura. Denunciam destruição do conceito de “centro agrário” e a total deturpação do propósito histórico para o qual foi desenvolvido este espaço que conta com 95 anos de existência. Exigem que a Delegação do Sotavento da Direção Regional de Agricultura e Pescas do Algarve apoie e sirva os agricultores os quais são justamente os garantes da segurança alimentar e da produção dos produtos que alicerçam os valores e princípios da apregoada Dieta Mediterrânica e da alimentação sustentável, afirmam, encontram-se em “vias de extinção” e enfrentam inúmeras dificuldades, nomeadamente a falta de suporte e infra estruturas públicas que assegurem a formação de agricultores e trabalhadores agrícolas no âmbito de cursos práticos de poda, enxertia, apicultura, horticultura, fruticultura, máquinas agricultura, competências ligadas às cadeias de produção e comercialização, bem como de carências no que concerne à aprendizagem de práticas mitigadoras das mudanças climáticas no âmbito duma agricultura regenerativa, biológica ou tradicional, só para mencionar algumas.

Para já os agricultores ficaram “sem casa”. O actual plano para um novo Pólo de Inovação para a Alimentação Sustentável (Terra Futura) privilegia na prática todo o tipo de entidades, actividades e interesses menos os interesses dos agricultores e de uma agricultura realmente sustentável, preservadora da biodiversidade e produtora de alimento bom, limpo e justo. Cidadãos de várias cidades do Algarve e do País já confirmaram presença na marcha de protesto que está marcada para o próximo dia 3.

Na sessão ocorrida ontem (dia 24 de Novembro de 2021), de apresentação da nova  arquitectura para o Centro de Experimentação Agrária de Tavira (CEAT),  como polo de inovação, foi tudo muito bonito mas para os agricultores não há lugar naquela que deveria ser a casa dos agricultores, de apoio a todos os agricultores. O edificado que é historicamente para a formação dos agricultores passa para a ABC Biomedical Center e porventura o restante edificado é entregue a outras “entidades” sem qualquer ligação direta à agricultura, não tendo sido dada nem uma palavra para a formação e para estruturas de suporte às actividades de agricultores.

Ficamos a saber que a antiga estação agrária de Tavira vai receber um campus ligado à dieta mediterrânica, mais um centro digital de bem-estar e cuidado no envelhecimento.  Através de um protocolo assinado entre a Algarve Biomedical Center, a autarquia tavirense e a Direção Regional de Agricultura e Pescas do Algarve, atribuem a essa clínica o edifício que sempre serviu para dar formação aos agricultores. Esse  edifício  foi historicamente o local da formação dos agricultores, porque  tem condições e está vocacionado para tal: tem cantina, sala de convívio, quartos para alojamento, 30 hectares de terra para praticar. Nele se realizaram cursos de tratoragem, de podas, jornadas, intercâmbios, concursos, convívios e trocas de experiências.

Mais, divulgamos informação que não foi mencionada na sessão de anteontem mas que está explícita na TERRA FUTURA – Agenda de Inovação para a agricultura – GPP : o pólo de alimentação saudável de Tavira é o único pólo não agrícola do país!  Supomos que na sequência de decisão unilateral da Capital do nosso país que pretende continuar a olhar o território Algarvio como um grande resort turístico. Denote-se que também o Algarve já não tem curso de agronomia no pólo do INIAV- Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária, apesar de conter inúmeras tradições agrícolas centenárias e nichos de mercado específicos dadas as suas condições climatéricas.

Como se pode constatar no mesmo documento, comparativamente ao sucedido noutros pólos de inovação existiram 0 (zero) processos de auscultação pública no Algarve. Na apresentação do programa destaca-se o primordial envolvimento da população e produtores,  que aconteceu em todo o lado,  menos no Algarve. A apresentação do processo de decisão como democratico e que incorpora os cidadãos e produtores nas decisões é falso, nunca foi feito no Algarve, e sabendo a DRAPAlg da existência de um movimento para manter parte do CEAT activo e debruçado no desenvolvimento da agricultura sustentável e agroecológica de acordo com os objectivos ODS, vemos agora que a UE, os agricultores e cidadãos consumidores foram enganados, num teatro de consulta democrática que só aconteceu na teoria. Na prática as decisões de utilização do espaço foram centralizadas e desviou-se para a nutrição e gerontologia os parcos recursos dedicados ao desenvolvimento do sector de pequena agricultura e agricultura agroecológica. Portanto: desvio de verbas e não auscultação pública e real. Informamos que este movimento somente soube que o edificado, que era destinado a dar apoio às actividades de agricultores, passava para o ABC Biomedical Center durante a sessão protocolar de dia 24 no CEAT.

Em anexo seguem as respectivas imagens da apresentação do projecto do GPP. Denotem, apesar de vir incluído na dita agenda, claramente o pólo de Tavira não se enquadra, nem aparece no mapa das cadeias de valor e inovação – no Algarve apenas aparece o centro do Patacão.

Por via do PRR, o programa de inovação da Agricultura dispõe de “ 36 milhões para renovação/requalificação de 24 polos da rede de inovação, capacitando-os em termos de infraestruturas e equipamentos de forma a dar resposta aos desafios que se avizinham, na sua área de especialização. O Aviso N.º 01/C05-i03/2021 foi lançado no passado dia 9 de setembro e o período de candidatura decorre até o dia 31 de Março de 2022.O IFAP é o beneficiário intermediário e os beneficiários finais são as entidades a quem está afeto o património do Pólo da Rede de Inovação.” Por via desta e de outras medidas, o PRR destina ao todo 92 milhões de euros para a inovação da Agricultura, porém e no que concerne à arquitectura por agora desenhada para a revitalização do CEAT/Pólo de Alimentação Sustentável, de tamanha verba não é destinado nada na prática para infra estruturas e equipamentos de suporte à especialização de agricultores.

Na sessão de anteontem todo o discurso foi sobre alimentação, mudanças climáticas, importância das cadeias curtas de comercialização, segurança alimentar, alimentação de proximidade e sazonal, com alimentos da época; mas em todo este discurso e no âmbito daquilo que serão as estruturas do novo pólo de inovação praticamente não se ouviu uma medida estrutural de suporte aos agricultores, para aqueles que podem garantir um leque variado de alimentos a nível local. Para esses que estão em “vias de extinção”, ou para os que querem iniciar essa actividade e que se deparam com um preço exorbitante da terra, bem como com imensos desafios, porque mesmo que recorram a apoios institucionais, têm que ter capital inicial para investir.

Em Tavira, a valorização e o  preço da terra subiu de 100% no espaço de dois anos e 2400% no espaço de uma década. Dados do último recenseamento agrícola indicam que há menos 15 mil explorações activas apesar do aumento da superfície agrícola útil. Ou seja, perderam-se pequenos e médios agricultores, mas as áreas de agricultura intensiva de sobreexploração e o interesse dos investidores, principalmente estrangeiros, sequiosos de recursos globalmente escassos como solo, água e clima não pára de aumentar.

Ora para que exista a produção de alimentos em pequena escala e multiproduto, para garantir a tão propalada segurança alimentar, tem que se criar condições para que os agricultores produzam, ou sequer existam. Um dos maiores problemas na agricultura actual é o da formação e da existência  de pessoal que saiba trabalhar na agricultura. Estarão a acabar com o conceito de “posto agrário”? a alimentação sustentável é alicerçada em quem? com produtos variados de onde? quem é que sabe trabalhar hoje em dia para produzir a alimentação apregoada? o CEAT transformou-se de centro agrário em centro de alimentação? e essa alimentação é proveniente de quem? e como é que é produzida?

Talvez a primeira ideia que se deveria ter equacionado projetar para aquele espaço fosse a criação de um pólo de formação profissional (género escola agrícola) ou ainda um politécnico (género escola superior agrária) onde houvesse ao mesmo tempo serviços de apoio aos agricultores da região.

É inadmissível Tavira estar tão afastada da formação dos jovens e do apoio aos agricultores, tomando em linha de conta a importância estratégica que já teve no passado, ao nível da região do Algarve, e das infraestruturas que o CEAT possui direcionadas para investigação, apoio e preservação de património agrícola, mas também tendo em linha de conta o presente actual e um futuro a longo prazo.

Defendemos a existência do centro de dieta Mediterrânea. Mas não podemos aceitar que, num centro de formação e experimentação agrária uma das primeiras acções a cumprir seja dar o edifício dedicado à formação dos agricultores (não só de Tavira, mas da região e até do país), e outros edifícios, a diversas entidades, SEM sequer terem estabelecida a logística e a calendarização para o suporte e formação dos agricultores;  isso é a demonstração de que os  discursos repetem o que no momento “fica bem” dizer, mas as decisões continuam no sentido de gastar o dinheiro sem ter em conta o que é fundamental para que o país ganhe independência alimentar e para que os benefícios fruam para  todos os cidadãos. Falam em “alhos” e as decisões são sobre “bugalhos”.

Se o Movimento de Cidadãos em Defesa do CEAT conseguiu travar a estrada para ali proposta pela Câmara Municipal – trata-se de contar a história correctamente – também irá conseguir o seu objectivo principal, a Revitalização do CEAT como centro de experimentação agrária.

Tavira, 26 de Novembro de 2021

Movimento de Cidadãos pelo CEAT e Hortas Urbanas de Tavira

 

 

As 1001 mentiras de André Coisinho e os Liberais a aproveitar o restolho

André Ventura foi ao Twitter dizer que, qual mártir da honestidade, abdicou do salário de deputado municipal “com enorme desapego”, cargo para o qual foi eleito nas últimas autárquicas.

Acontece que tal é impossível, pois o salário de deputado municipal…não existe. Pessoalmente, também não costumo ter apego por aquilo que não existe. Mas isso sou eu, um patego!

Não ter um pingo de vergonha na cara: lição 2348

Noutra notícia, nada relacionada: então parece que a Iniciativa Liberal quer pescar no Chega? Sabemos que a extrema-direita é o Plano B do Neo-liberalismo. Só não sabíamos que iria ser tão rápido.

João Cotrim Figueiredo, em declarações à LUSA, aqui citadas pelo pasquim da Manhã

Quando o Pai – que é como quem diz, o PSD – espirra, os filhos – que é como quem diz, o CH e a IL – constipam-se. E tudo isto com o primogénito – que é como quem diz, o CDS – em fase terminal num Hospital Privado. 

Não seja piegas, ministra Temido!

Porventura não, ministra Temido: a competência técnica dos médicos é aquilo que permite diagnosticar, prescrever soluções e salvar vidas dos utentes do SNS, essa coisa subfinanciada e com falta de operacionais em toda a linha que está sob sua tutela.

A solução não passa por mais resiliência. Essa solução, em tempos aventada noutras circunstâncias por Pedro Passos Coelho, não serve o país e os portugueses. Chamar piegas aos médicos não resolve nada. O que resolve é contratar mais profissionais de saúde, de todas as áreas, especializações e competências, para reforçar o SNS. É criar condições para garantir a exclusividade destes profissionais. É tratá-los com dignidade e valorizar as suas carreiras. É investir em vez de simular rubricas orçamentais para cativar.

Portanto, senhora ministra, faça lá o seu trabalho, para o qual lhe pagamos muito bem, com todas as condições e regalias com as quais funcionário público algum sonha, seja médico, professor ou técnico camarário, e não seja piegas, ok?

Passos Coelhização do PS?

Fonte: SIC Notícias

Depois de António Costa ter saído de uma reunião com a CIP a pedir desculpa aos patrões, qual amigo de quatro patas a aninhar-se junto ao dono, depois de fazer cocó no hall de entrada, eis que é agora Marta Temido, ministra da Saúde, a reagir às demissões no SNS, com, como dizer?… Alguma piada.

Disse assim, a ministra: “queixem-se menos, senhores doutores!”.

O fantasma de Pedro Passos Coelho deixou marcas tão profundas no país que, ao ver o seu partido de pau mole, decidiu infiltrar-se no PS. Realmente, há gente muito piegas[Read more…]

O estupor que nos devia causar estupor

Num País comatoso, sem rasgo chama ou arrojo, a verdade é que nada nem ninguém conseguem causar estupor. O máximo que esta nulidade humana nos consegue arrancar, será um “encolher de ombros” resignado e um impropério terapêutico, mas inútil.

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Rendeiro e o empreendedorismo sociopata

A lata do bankster Rendeiro, em entrevista à CNN Portugal, a afirmar que só regressa ao país ilibado ou com um indulto, não surpreende ninguém. É o espelho da fina flor de uma oligarquia de delinquentes sociopatas, que abunda neste país e que se acha – e está – acima da lei e da plebe, depois de anos ao colo de conhecidos políticos e de alguma comunicação social. No caso de Rendeiro, amplamente elogiado pela imprensa económica durante anos, como se de um Horta Osório se tratasse, o grande colinho foi dado por Cavaco Silva, o português mais honesto de sempre, segundo o próprio Cavaco. Mas não foi o único. A dar colo ou a enfiar-se no bolso do criminoso foragido.

São todos muito empreendedores, grandes empresários e deuses do Olimpo da criação de postos de trabalho, mesmo quando não criam nenhum. Até ao dia em que o buraco se torna grande demais para tapar. Sorte a deles, têm sempre tempo para fazer muitos amigos, e um talento inato para o slalom debaixo de chuva. Nunca se molham e raramente vão dentro.

Indignados com Rendeiro na estreia da CNN Portugal?

Relativizem. O Observador abriu com um romance que tinha Mário Machado no papel principal.

O sistema de Ventura

Na passada Sexta-feira, no Parlamento, a criminalização da riqueza injustificada de titulares de cargos públicos e um conjunto de medidas anticorrupção foram aprovados, por unanimidade, por todos os partidos e deputados não-inscritos com assento parlamentar.

Todos?

Quase todos. Houve um deputado, o autoproclamado combatente anti-sistema, que faz da luta contra a corrupção uma bandeira, apesar do seu contributo parlamentar na matéria ser um redondo zero, que esteve ausente. Estava demasiadamente ocupado, com os seus amigos neofascistas, a passear por Bruxelas e a tirar boas fotografias, nomeadamente com Marine Le Pen, líder do partido de extrema-direita RN, que desviou 6,8 milhões de euros de fundos europeus para contratar assistentes para o seu partido, valor que se destinava a dar suporte aos representantes do partido no Parlamento Europeu. [Read more…]

Esquerda? Direita? Terceira Via?

Fotografia: Tiago Petinga/LUSA

Desde 2019 que o Partido Socialista decidiu seguir um caminho diferente daquele que foi sendo delineado, à Esquerda, a partir de 2015, juntamente com os seus parceiros, Bloco de Esquerda e Partido Comunista. Achando que poderia governar à lá carte, o PS foi negociando medidas à sua Esquerda (nomeadamente em questões sociais) e à sua Direita (no que às Leis Laborais diz respeito), conforme lhe fosse sendo mais conveniente e, sobretudo, obedecendo ao patrão (União Europeia), não querendo, com isso, pôr em causa a “coligação positiva” construída para destronar a Direita do poder.

Quem tudo quer, tudo perde. Chegados a 2021, depois de atravessarmos um período pandémico, previsto por ninguém, no que à situação espaço-temporal se refere, mas previsto por muitos, no que à saúde pública e ao ambiente diz respeito, era inevitável chegarmos a uma situação de crise (não só de saúde pública) económica e, por conseguinte, social. Ora, sabemos, de antemão que, perante uma crise, e se tivermos em atenção a História Política Mundial desde os anos 80, o caminho a seguir pelos governos do Mundo Ocidental, são sempre feitos à Direita. Reagan e Thatcher teorizaram. O Mundo Ocidental adoptou as suas teorias como pílula dourada. Temos, hoje, um mercado desregulado, prostrado aos poderes comuns de uma elite usurpadora da economia, o que leva à decadência económica das classes baixa-média e, por oposição, enriquece, ainda mais, a tal elite dominante. Não fosse isto ponto assente, saberia o PS que o caminho a seguir, depois dos acordos estabelecidos, teria de ser feito, obrigatoriamente, à Esquerda. Tendo escolhido o caminho de “eleições antecipadas”, é ao PS que nos cabe assacar as responsabilidades pela crise política em que vivemos hoje. [Read more…]

Bailinho

O dia de ontem foi peculiarmente sumarento ao nível da exposição dos verdadeiros intentos da fraudemia.

Por um lado, ficámos a saber que a Madeira adoptou o sistema de castas que já prolifera por alguns países do mundo. Mercados, restaurantes, cabeleireiros e convivência social em geral é luxo inalcançável para quem não se sujeitar ao tratamento médico experimental imposto, nem sequer por médicos note-se, mas por sociopatas engravatados. Obrigarem os madeirenses não-vacinados a deixar crescer o cabelo demonstrou em definitivo que o menosprezo do estado de Direito e o uso da Constituição como papel higiénico não foi circunstancial, mas sim deliberado e permanente. Com esta agravante: a acreditar que a taxa de vacinação na Madeira é semelhante à do resto do país, quantos são os não-vacinados? Meia-dúzia? Considerar que representam um perigo de saúde pública não é não entender de epidemiologia, é declinar qualquer tipo de razoabilidade e honestidade. Direitos inalienáveis, diziam orgulhosas as prostitutas do sistema, proclamando-se amantes da liberdade, de cravo presunçoso na lapela. Que hilariantes montes de merda.

Porém, a melhor notícia de ontem foi a informação de que qualquer injectado com a mistela Janssen terá de tomar uma dose de reforço. Não é “poderá tomar”, que é o spin que foi dado por muita comunicação; foi bastante explícito que “terá” de o fazer. Esse reforço terá necessariamente de ser…de outra marca. Algum obscurantista poderia aqui especular interesses financeiros: para citar um apenas, fico-me pelo vencedor de um Globo de Ouro, o nosso amigo Popeye das vacinas, o herói nacional que diz que quem afirma que estamos a usar cobaias humanas por putrefactos interesses corporativos é um perigoso obscurantista, mas que esta terceira dose é inadmissível, porque é claramente usar cobaias humanas por putrefactos interesses corporativos. Poderíamos até, num assomo de loucura, ousar afirmar que reforços de vacinas completamente distintas não são reforços imunitários, é uma roleta russa que se torna particularmente anedótica se verificarmos que a taxa de mortalidade de infectados abaixo dos 50 anos é virtualmente de 0%.

Ficar-me-ei pelo optimismo: atendendo a que a população que tomou a mistela Janssen é maioritariamente composta por homens abaixo dos 40 anos, parece-me que irritaram o sector populacional errado. Esta não é propriamente a população mais impregnada da narrativa. Muitos destes jovens tomaram a injecção em troca de uma liberdade da qual nunca deveriam ter abdicado e rapidamente se aperceberam de que ela não irá voltar por continuarem a submeter-se aos apetites insaciáveis de uma elite psicopata e de compatriotas autoritários. Sentem-se defraudados e agora também assustados. Além disso, homens abaixo dos 40 são os que melhor sabem andar à porrada, o que será uma skill de grande utilidade quando inevitavelmente vivermos no limiar da guerra civil. A todos os jovens que se recusarão a injetar mais doses, bem-vindos ao grupo dos não-vacinados. Não se julgavam mentirosos conspiracionistas de extrema-direita? Não se preocupem, rapidamente os jornalistas vos vão informar de que são.

O bicho papão

O cão não ladra por valentia e sim por medo.
(provérbio chinês)

A vingança de André Ventura

Foto: Eduardo Costa/Lusa@Público

Quero começar por endereçar os merecidos parabéns a Rui Rio, que teve visão e habilidade política para mandar o cordão sanitário às urtigas e escancarar os portões da democracia para a entrada da extrema-direita. Um ano depois, o resultado está à vista: perdeu eleitorado para os extremistas, viu o seu junior partner ser canibalizado, a ponto de ficar ligado às máquinas, e o acordo para os Açores está na iminência de cair à primeira birra de André Ventura, que andou a mendigar ministérios num hipotético governo PSD, não conseguiu e lá se vingou no arquipélago. Lição nº 1 da extrema-direita: a extrema-direita não tem palavra: move-se, única e exclusivamente, pela destruição da democracia, pelo ódio e pela agenda pessoal do seu dono. [Read more…]