A sede da CPLP deveria ser transferida para o Porto

A CPLP, Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, é uma organização internacional que congrega países lusófonos que, segundo afirma a própria instituição, são “nações irmanadas por uma herança histórica, pelo idioma comum e por uma visão compartilhada do desenvolvimento e da democracia”.

A CPLP afigura-se, no presente e no futuro, uma estrutura fundamental da política externa portuguesa, não apenas no domínio da língua e da cultura, mas nos domínios cujo desenvolvimento pode por elas ser potenciado, com base num património histórico e identitário comum. 

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ANA e José Luís Arnaut: a arte da privatização e a gestão privada de excelência

Fotografia via Diário de Notícias

Dezembro de 2012. Em pleno Inverno Austero de Pedro Passos Coelho, o herói contemporâneo da direita que exilou a social-democracia numa gaveta, a agenda neoliberal em funções avançava, triunfante, e dava início a uma das maiores épocas de saldos de sempre, ou, nas palavras do próprio, ao processo de “alienar participações como quem vende os anéis para ir buscar dinheiro“. E enquanto os portugueses enchiam o bucho de bacalhau e bolo-rei, já com os olhos postos na festança do final do ano, o ministro Marques Guedes anunciava a venda da ANA – Aeroportos de Portugal aos franceses da Vinci. [Read more…]

O roubo continua…

Podem vender Portugal como paraíso turístico, associar-lhe moda e até um certo glamour, promover os seus encantos e tradições, o país tem múltiplos encantos que farão a delícia dos turistas, mas aos nacionais está reservado um verdadeiro inferno.
Os rendimentos de quem trabalha são divididos com o Estado, que se comporta como proxeneta ficando com metade do rendimento alheio. Quando abastecemos combustíveis seja para trabalho ou lazer, aproximadamente dois terços do valor da factura são impostos. Em 2016 perante a baixa de receitas provocada pela baixa do preço do crude nos mercados, o governo resolveu criar uma sobretaxa adicional, para que o Estado não perdesse receitas. Em 2018 com a subida, faz tábua rasa da promessa, ficamos já a perceber o quanto vale a palavra destes aldrabões, quem quiser enfie a cabeça tipo avestruz ou siga em manada, mas a verdade é que não têm palavra. Mas pior, a muleta BE e sua líder Catarina que suporta a geringonça, após tanto berrar contra Centeno e sua política económica, na hora da verdade, meteu a viola no saco e cedeu à chantagem. Não pense o estimado leitor que dou o mínimo de crédito à oposição, porque não o merecem, se algo já me habituei foi que prometem quando estão de fora e assim que chegam ao poder arranjam mil desculpas para não cumprir, isto quando não aumentam impostos ao arrepio de tudo o que anteriormente prometeram. [Read more…]

João Semedo

joao_semedo[Alexandre Carneiro]

Morreu João Semedo, alguém que eu conhecia de alguns encontros, mas que me lembro 3 ocasiões muito distintas.
A primeira foi na IX Convenção BE, onde no meio do stress e do afamado nervosismo de uma convenção, existia uma alma sorridente e que dava hi5’s nos corredores. Eu pensava como é que alguém que devia ser o mais tenso, era o mais relaxado.
A segunda foi num debate onde ele contou a historia do telefonema que o José Seguro lhe fizera, a pedir para encontrar com ele. Onde nos partilhou que “quando nós telefonamos a pedir convergência ele não atendia, agora que queria parecer mais a esquerda e estava em eleições, mandei-lhe dar uma volta”. Ri-me, mas percebi como as alianças e/ou interesses funcionam na política.
A terceira foi na festa de encerramento da campanha para as legislativas de 2015. Quando falei com ele, apenas tive uma franzir da sobrancelha e um levantar de ombros. Descobri que a voz tinha lhe falhado.
Foi uma pessoa que eu conhecia superficialmente, mas por quem tenho uma admiração na forma como ele fazia política.
Tivemos sorte em o ter, e espero que o projeto dele e do António Arnault para o Serviço Nacional de Saúde, não seja esquecido.

Obrigado, João Semedo

O João Semedo era, para mim, um farol e uma inspiração. Um dos poucos que, nesse charco de mediocridade em que se transformou a política portuguesa, mantinha acesa a minha esperança de um futuro melhor. Lutou contra o fascismo, foi preso pelo fascismo, lutou pelo Estado Social e terminou os seus dias a lutar por mais e melhor SNS e pelo direito à escolha de morrer com dignidade. Lutou por quem precisava, apesar de não precisar. Sim, João Semedo não precisava da política. João Semedo era um excelente médico, com provas dadas, mas cedo abdicou do conforto do seu estatuto para se dedicar às suas causas e convicções. Foi um parlamentar de excelência, como poucos se podem orgulhar, e combateu com elevação, sem nunca perder a objectividade, sem nunca se vergar, sem nunca se render. [Read more…]

Deus nos proteja da violência da extrema-esquerda

 

Lembram-se daquela vez em que a PJ organizou uma megaoperação e deteve dezenas de motociclistas violentos de extrema-esquerda, acusados de associação criminosa, tentativa de homicídio, roubo, ofensa à integridade física e tráfico de droga?

Claro que não lembram, porque isso nunca aconteceu. Porque, neste país, a verdadeira esquerda só é violenta ou potencialmente perigosa nos folhetins de propaganda da direita dita moderada, que volta e meia gosta de romantizar Mários Machados na Fox News cá do sítio.

A CP e o colapso programado da linha do Douro

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Carlos Almendra Barca Dalva


Uma nota prévia:
a CP deixou de alugar comboios charter às empresas de turismo e excursões no Douro há vários anos. Razão? – não há comboios disponíveis. Há vários anos.

Outra nota prévia: em 2015, e apesar das condições de exploração sofríveis e da vetustez dos comboios disponíveis, as receitas dos bilhetes cobriram as despesas operacionais na linha do Douro. É um caso raro na Europa ter uma linha de cariz regional a pagar a sua própria operação com as receitas. É mesmo o único caso em Portugal.
Explicando melhor: a linha do Douro é única via férrea que “não dá prejuízo”. A linha de Cascais dá prejuízo, a linha de Sintra dá muito prejuízo, só para termos uma ideia do que estamos falar. A linha do Douro cobriu as despesas operacionais num ano em que a CP já não alugava comboios, num ano em que a CP abdicou de transportar 180.000 passageiros em comboios charter. Teria sido uma média de +500 passageiros/dia a um valor nunca inferior a 10 euros/pessoa.

Basta pedir os números à CP.

Mas vamos à situação actual. 
A linha do Douro tem, desde há muitos anos, cinco comboios diários em cada sentido no entre a Régua e o seu terminus, a estação do Pocinho.
Um grupo de amigos pretendia organizar uma viagem no Douro em Agosto. Feita a pesquisa no site da CP, o grupo verifica que, dos actuais 5 comboios, a partir de 5 de Agosto passariam a ser apenas 3. Portanto, um decréscimo de 40% na oferta de comboios, e isto em plena época alta, a mesma época alta em que a GNR é amiúde chamada às estações do Pinhão e Régua para serenar os ânimos dos “clientes” que não conseguem encontrar lugar nos comboios.

Época alta, corte de 40% nos lugares a partir de 5 de Agosto.
No país “melhor destino turístico”. No Douro, “Património da Humanidade”

Mas tudo isto é premeditado.
Se não, atente-se na correspondência trocada com a empresa. O email de resposta, recebido a 12 de Julho, contém um texto que diz que “existiu actualização de horários a partir de 05 de Agosto”. Ora bem, meus senhores, faltam 3 semanas para as alterações!
resposta-cp-douro

É também digno de embaraço o facto de os horários serem alterados no pico do Verão. Não há memória de tal. Será porque as pessoas estão de férias, as empresas estão encerradas, os políticos estão de férias e, como é Verão, ninguém repara?
O problema, meus senhores, é que no Douro repara-se, e muito.

A amigos meus, a CP assegura que o facto de desaparecerem 2 de 5 comboios em cada sentido no Douro e a partir de 5 de Agosto se deve a um “erro de pesquisa”. Então, o email-modelo recebido, já a contar com esse “erro”, é o quê, meus senhores?
Mentir é feio.
Para contextualizar, é de recordar que a linha do Douro padece da falta de comboios há muitos anos. Há mais de 10, há mais de 15, talvez 20.
É, pois, escusado, andarem a empurrar o problema com a barriga.

Braga, a cidade do Medo e do Respeitinho

Autarca que foi da “terceira cidade do país”, Mesquita Machado foi ontem condenado a “a três anos de prisão, com pena suspensa, no processo relacionado com a expropriação do quarteirão das Convertidas”.

Como anuncia a condenação os jornais locais?

O jornal da diocese, o Diário do Minho, publica um texto da agência Lusa. Apesar de este jornal estar sediado em Braga, por respeitinho, vai buscar um texto sobre um tema brácaro a Lisboa. É compreensível. O arcebispo e empresário da fé, jorge ortiga, não gosta de alimentar polémicas, um pouco à semelhança do cordato e consensual Cristo.

O Correio do Minho, jornal ex-propriedade da Câmara Municipal, transformado que está num republicatório de boletins camarários e empresariais, não tem uma única linha sobre a sentença aplicada a Mesquita Machado.
O seu director, Paulo Monteiro, ou tem graves problemas de memória ou, digo eu, entende que os bracarenses são estúpidos. Alguns são mas são a minoria.

 

A Descentralização, as “coisas importantes” e o “pessoal da limpeza”, segundo um dirigente nacional do Partido Socialista

O escasso – e bizarro – pensamento sociológico e político de Eduardo Vítor Rodrigues, dirigente nacional do Partido Socialista, professor da Universidade do Porto e presidente da Câmara de Gaia, sobre o processo de descentralização do Estado, a transferência de competências para as autarquias e a dignidade das classes sociais mais desfavorecidas:

Pelos vistos, Eduardo Vítor Rodrigues, presidente da CM de Gaia, acha que se quiser pode escrever no Aventar. Não pode.

Disse quem lá esteve, e pelos vistos terá mesmo sido gravado, que durante o julgamento de Eduardo Vítor Rodrigues por difamação, o autarca de Gaia terá referido que, caso quisesse, poderia escrever no Aventar. Não sei se o militante do PS terá confundido o Aventar com o Acção Socialista, mas este blogue, portuguesmente falando, não é o Largo do Rato nem a casa da mãe Joana.

Tais declarações, que não passam de fake news com um toque nada subtil de fanfarronice, são um completo disparate. Eduardo Vítor Rodrigues NÃO pode escrever no Aventar. Não pode e não lhe adianta nada querer. E não pode por uma razão muito simples e concreta: porque eu não quero, e o meu querer, ao contrário do querer do autarca de Gaia, tem impacto directo na gestão do Aventar. [Read more…]

Estabilidade, responsabilidade e sentido de Estado: a lição de Paulo Portas, cinco anos depois

Na passada Segunda-feira, dia 2 de Julho, assinalaram-se cinco anos desde que Paulo Portas anunciou a sua famosa e irrevogável demissão, que como sabemos durou até que Passos Coelho aceitou ceder mais poder a Portas e ao CDS-PP, entregando-lhe um novo ministério e fazendo dele vice-primeiro-ministro.

Poderia alongar-me sobre o oportunismo desta decisão, que, bem vistas as coisas, nos foi apresentada como uma divergência insanável, gerada pela substituição de Vítor Gaspar por Maria Luís Albuquerque, na sequência da demissão do primeiro, mas que na verdade não passou de um assalto ao poder. [Read more…]

O próximo secretário-geral do PS

Os “não pagamos” são soldadinhos de chumbo.

Esplendor na relva

Imagem: internet

A edição em papel do Jornal de Notícias do dia 29 de Junho de 2018 deu nota de que a Câmara de Gaia “foi alvo de buscas” por parte da Polícia Judiciária, estando em causa suspeitas de alegados crimes relacionados com o financiamento dos relvados sintéticos dos estádios de Canelas e de Pedroso, ambos situados em Vila Nova de Gaia. Segundo o Jornal de Notícias e fonte do executivo municipal por ele citada, no centro da questão estarão “dois contratos celebrados pela Gaianima – entretanto extinta – com a empresa Ambigold”.

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Quando li o título, até pensei que fosse sobre o financiamento partidário

PSD quer transparência sobre donativos

Afinal, é só chicana política quanto aos donativos para os incêndios do Verão passado. Não me interpretem mal, tenho o maior interesse em termos os autarcas a prestar contas, agora ainda mais, face ao regabofe que aí vem. Mas boa ideia, até para dar o exemplo, seria primeiro começarem pela própria casa, em vez de virem para a comunicação social fazerem o número.

Ao que o PÚBLICO apurou, a operação, que recebeu o nome de Tutti-Frutti, centra-se sobretudo num conjunto de suspeitos ligados ao PSD desde os tempos da JSD. Este grupo terá escolhido pessoas da sua confiança para integrarem as listas candidatas às eleições autárquicas de Outubro passado em vários municípios, tendo entrado em negociações com responsáveis do Partido Socialista sobre a composição dos órgãos municipais eleitos. E conseguiram que empresas suas ou as pessoas da sua confiança vendessem serviços a estas autarquias, através de avenças mas também por via da adjudicação de contratos públicos. [Público, 27/06/2018]

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Tudo bons autarcas I – Pequenas máfias locais

Imagem via Ponte Europa

Após dois anos de negociações, o governo chegou a acordo com a Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP) e prepara-se para aumentar substancialmente as contribuições e a transferência de competências para as autarquias, em áreas tão importantes como a Saúde ou a Educação. O acordo alcançado permitirá aumentar até 10% os orçamentos municipais, colocará 7,5% das receitas do IVA nas mãos das autarquias e dará aos executivos municipais o poder de gerir escolas públicas, centros de saúde e habitação social. [Read more…]

A lógica da reversão – caso prático

É público que Costa afirmou que ia fazer reversões.

Aí está a prova: propõe recuperar 2 anos, 4 meses e 9 dias do tempo de serviço que totaliza 9 anos, 4 meses e 2 dias. Mais dia , menos dia, é isto.

Não se podem queixar, palavra dada é palavra honrada.

A morte do SNS: como desmontar um mito

Podia o SNS estar muito melhor do que está? Podia e devia. Mas está longe do caos anunciado pela direita paranóica, como bem explicou o Marco Capitão Ferreira.

Aquelas coincidências do camandro

perto de 8000 milhões correspondem a operações ordenadas a partir do colapsado Banco Espírito Santo (BES), sendo que 98% dos fluxos de capital colocados em offshores em 2014 (o ano da derrocada do banco) ficaram omissos da base de dados.

As coincidências começam logo aqui. Havia um banco em vias de ser intervencionado e 98% das transferências do BES para offshores caíram no apagão. Sendo que 80% do apagão corresponde ao BES.

O “apagão” que se verificou no registo das transferências realizadas de 2011 a 2014 só ocorreu consecutivamente em três dos quatro anos nos ficheiros informáticos XML submetidos por dois bancos, o BES e o Montepio. O relatório de auditoria elaborado pela Inspecção-Geral de Finanças (IGF) – que atribui os erros a uma “combinação complexa de factores tecnológicos” e considerou “improvável” ter existido mão humana no processamento parcial dos dados – referiu que os problemas aconteceram em três anos apenas em duas entidades financeiras.

Eis a coincidência explicada. Uma “combinação complexa de factores tecnológicos”. Com improvável intervenção de mão humana. Será, então, à mão divina a quem devemos apontar culpas? Na minha terra, o software ainda não nasce sozinho e há erros que vêm mesmo a calhar.

E o fisco, tão eficaz a lembrar-me que tenho uma factura para confirmar se o soro que comprei no supermercado tem receita médica ou não, deixa passar um buracão destes em três anos consecutivos?

Só tenho pena que estas coincidências tenham apenas incidência em possuidores de contas em offshores. Espero que o Bloco de Esquerda detecte esta desigualdade e que, prontamente, proponha uma lei para todos terem a sua conta fora de terra.

As citações são de uma notícia do Público.

Rio sobre Santana:

É uma figura que todos nós acarinhamos.

Santana sobre o AO90:

Agora ‘facto’ é igual a fato (de roupa).

A União das Freguesias de Azueira e Sobral da Abelheira, em 2013, sobre atestado [pdf, p. 10]:

Exactamente:

documento público, escrito, de carácter informativo, relativo a factos, situações ou qualidades ou estados de pessoas determinadas, que são do conhecimento dos membros da Junta de Freguesia, ou que representam a sua convicção. Este documento não tem força probatória material, podendo o seu conteúdo ser contestado e contrariado.

A União das Freguesias de Massamá e Monte Abraão, em 2018 (aliás, foi mesmo ontem, no sítio do costume, obviamente), sobre atestado:

Efectivamente:

documento público, escrito, de caráter informativo, relativo a fatos, situações ou qualidades ou estados de pessoas determinadas, que são do conhecimento dos membros da Junta de Freguesia, ou que representam a sua convicção. Este documento não tem força probatória material, podendo o seu conteúdo ser contestado e contrariado.

***

E quando decide pagar a dívida dos bancos, está a fazer o quê?

António Costa, primeiro-ministro dos banqueiros e das betoneiras:

“É preciso termos em conta que, quando decidimos fazer esta obra, significa que estamos, simultaneamente, a decidir não fazer outra obra”, avisou o primeiro-ministro. “Quando estamos a decidir fazer esta obra, estamos a decidir não fazer evoluções nas carreiras ou vencimentos”, reconheceu. [António Costa, citado pela TSF, ontem]

Ontem concluiu-se o ciclo de indiferenciação face à PAF e recuou-se, até, à guerrilha baixo-ventre dos tempos de Maria de Lurdes Rodrigues. O “tempo novo” cheira a bafio.

Já sabíamos que não há dinheiro para tudo. Há a banca para pagar e, agora, chegou a vez das construtoras do regime.

Poderíamos pensar que chegámos ao grau zero da política. No entanto, Cavaco Silva, o betonador do país que agora se lembrou que precisamos de mais filhos e de menos estradas, fez questão de nos recordar que nunca dele saímos.

A Madonna quer um parque de estacionamento? Arranjem-lhe antes um visto Gold!

Fotografia: Paulo Spranger/Global Notícias@Diário de Notícias

Parece que todos os partidos políticos, com excepção do PS, claro, estão muito indignados com a atribuição de uma espécie de parque de estacionamento no centro de Lisboa, a preço de saldo, à investidora estrangeira Madonna. Algo que, tanto quanto pude apurar, não é propriamente um exclusivo desenvolvido a pensar na Material Girl.

Não conheço os contornos do caso, pelo que me absterei de tomar uma posição, não obstante ser contra qualquer tipo de borla injustificada para elites e quejandos. Passei por aqui apenas para confirmar se o CDS e o PSD que se indignaram com este caso são os mesmos que criaram os vistos Gold para que uma série de mafiosos chineses, russos e afins pudessem adquirir nacionalidade portuguesa em regime de liquidação total. Não são, pois não?

Uma ajuda para inspiração de posts

Há por dois ou três sítios que seguem obsessivamente o que se passa na Venezuela e em Cuba como forma de ilustrarem o falhanço que são os regimes de esquerda. Já quanto aos quase 90 anos de governos de direita no México, cujas políticas têm conduzido ao gigantesco fluxo migratório para fugir desse paraíso de direita, o silêncio tem sido a marca dominante, não fosse a sua pureza de raciocínio sair toldada.

Agora que o México vai ter um governo de esquerda, já têm mais um tema para posts isentos, a apontarem a desgraça que são os regimes de esquerda. Só têm que passar uma esponja por cima das décadas de governação à direita.

Termino com uma nota para os distraídos. A má governação não tem cor política, seja ela de esquerda ou de direita, apesar da militância com palas não o ver.

President, you know — you know something — I must tell you, Portugal is not just United States.

Rock in Rio

PRESIDENT TRUMP:  So will Cristian ever run for President against you?  (Laughter.)  He wouldn’t win.  You know he won’t
PRESIDENT REBELO DE SOUSA:  President, you know — you know something — I must tell you, Portugal is not just United States.
PRESIDENT TRUMP:  That’s right.  That’s right.
PRESIDENT REBELO DE SOUSA:  It’s a little different.
PRESIDENT TRUMP:  Yes, go ahead.
Q    Mr. President, when did you learn that Justice Kennedy would be retiring?
PRESIDENT TRUMP:  About a half hour ago.

Fonte:
The White House

O dia em que o polvo autárquico tremeu

via Expresso

Durante a manhã de ontem, a PJ efectuou cerca de 70 buscas na zona de Lisboa, tendo por alvos a sede concelhia do PS, a sede nacional do PSD, a sede da comissão distrital do PSD, os serviços centrais de Urbanismo da CML e três freguesias governadas pelo PSD: Areeiro, Santo António e Estrela. Outras buscas, que se estenderam a outras geografias, visaram ainda instalações partidárias e escritórios de advogados.

Em causa estão suspeitas de crimes de corrupção passiva, tráfico de influência, participação económica em negócio e financiamento proibido. Segundo o MP, citado pelo Expresso, “Um grupo de indivíduos ligados às estruturas de partido político, desenvolveram entre si influências destinadas a alcançar a celebração de contratos públicos, incluindo avenças com pessoas singulares e outras posições estratégicas”.

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A privatização do Infarmed

O “grupo de trabalho” criado para avaliar o impacto da mudança do Infarmed de Lisboa para o Porto produziu um relatório onde afirma, entre outras coisas, que se deve “contemplar em legislação excepcional compensações aos funcionários em deslocação ou alterar a natureza jurídica do Infarmed, de instituto público para entidade reguladora independente”.

Ou seja, se o Infarmed não vai para o Porto a bem, vai a mal:

– Privatiza-se.

Não seria este, afinal, o principal objectivo desta polémica?

“Rui Rio está pronto para eleições antecipadas”

Assim se pôde ouvir no noticiário da Antena 1, às 10 horas de hoje. Entre um grupo deputados que perderá o emprego se Rui Rio chegar às eleições legislativas e um Rio que procura aguentar-se até ir a votos, apesar do boicote do seu grupo parlamentar, assim vai o PSD. Não é a primeira vez que “ou há eleições no país ou há eleições no PSD”.

Não há dinheiro

A nova “Praça do Atendimento” de Gaia

O Primeiro-Ministro vai a Gaia na véspera de S. João, comer umas sardinhas e inaugurar uma “Praça Municipal” que custou mais de dois milhões de euros e servirá, segundo a autarquia, para concentrar os serviços de atendimento ao público de duas empresas municipais. Esta “praça” foi construída nas traseiras do edifício principal da Câmara, numa zona que ainda há poucos anos tinha sido objecto de uma intervenção urbanística de envergadura e investimento muito consideráveis. Trata-se, pelos vistos, da tradução prática do lema “não há dinheiro”.

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Deputados e Professores

Fotografia: João Relvas/Lusa@DN

Há algumas semanas, a RTP apresentou uma reportagem sobre esse admirável mundo velho que são as mordomias principescas da classe política portuguesa, nomeadamente daqueles 230 servidores públicos que se sentam no hemiciclo, e que, para lá chegar, declararam amor eterno à causa pública, ao país e aos portugueses, como se nada mais quisessem em troca do que servir o país.

Porém, como ainda não é possível comprar carros de alta cilindrada ou pagar férias na Polinésia Francesa com amor à causa pública, muitos são os deputados que, por exemplo, tendo residência fixa em Lisboa há muitos anos, onde fazem toda a sua vida, declaram residir no local onde nasceram, apesar de raramente lá porem os pés, apenas para poder sacar uns trocos extra ao depauperado erário público. [Read more…]

Braga e a Revitalização/Renovação Urbana

[Luís M. Mateus]

Ao autorizar o acrescento (algo que excede a pré-existência) hoje já claramente patente na esquina NE da Praça do Município (foto 1), porventura com fundamento (?!) numa leitura errada (permissivista, laxista) das volumetrias antigas (fotos 2, 3 e 5), a Autarquia de Braga compromete-se a autorizar que toda aquela praça seja acrescida de um piso acima dos actuais (ver antevisão nas fotos 4, 6 e 7)

A ideia (brilhante?!) deve ser fazer «subsair» – o acto inverso de fazer «sobressair»… – ou seja, de realçar por contraste negativo com a envolvente, o edifício dos Paços do Concelho.

É Braga (a pequenina) a caminho do futuro…!

Câmara de Gaia com queda brutal no Índice de Transparência Municipal

Fonte: Transparência e Integridade

Um dos grandes destaques do Índice de Transparência Municipal de 2017 é a brutal queda do município de Vila Nova de Gaia, que desceu 132 lugares no ranking nacional, ocupando nesta altura uma das últimas posições, mais exactamente o 254º lugar, num total de 308 municípios analisados.
O Índice de Transparência Municipal foi desenvolvido pela Transparência e Integridade, Associação Cívica, e permite aos cidadãos, segundo indica a associação, avaliar e aferir o grau de transparência de cada um dos municípios portugueses, através da análise da informação por eles prestada nos websites institucionais das Câmaras Municipais.
Todos os anos é publicado um ranking de municípios, como forma de “pressão social e incentivos para as autoridades locais melhorarem as suas ferramentas de comunicação e interacção com os cidadãos, com vista a uma governação mais aberta, responsável e participativa”.
Esta queda brutal da Câmara de Gaia, uma das maiores do país, no Índice de Transparência Municipal, é um sinal muito preocupante, tendo em conta não apenas os inflamados e radicais discursos a favor da descentralização, mas também um conjunto de notícias que vai justificando séria preocupação sobre o modo com a autarquia vem sendo gerida.

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