Venturas alemães ganham terreno na corrida ao Bundestag

com a diferença que, na Alemanha, a extrema-direita não costuma brincar aos social-democratas.

Falemos do que interessa

No Público de hoje, e mais ou menos igual, no Jornal de Negócios de ontem, Agostinho Pereira de Miranda, Advogado, membro do Painel de Árbitros do ICSID (Banco Mundial) vem dizer-nos: “O CETA não contém qualquer referência a arbitragem, salvo para os diferendos entre o Canadá e a União Europeia. Em vez disso prevê a existência de um novo sistema de resolução de conflitos assente num tribunal de investimento permanente e institucionalizado.“ E remata “os detractores da arbitragem podem dormir descansados: nos diferendos entre os investidores canadianos e o Estado português não vai haver tribunais privados a decidir, nas costas do povo, litígios de milhões…“

De facto, Exmo. Sr. Árbitro, o ISDS não é o ICS, anda por aí muita confusão, e que o Sr. defenda os dois, é linear. Acontece que os graves problemas levantados pelo ISDS (convenhamos, nem é preciso ir buscar os russos) são tais, que acabou mesmo por ter de ser substituído pelo ICS (Investment Court System), o qual tão somente é ligeiramente melhor; mas adiante. [Read more…]

Golias a sorrir

Dentro de momentos, cada um dos deputados que votar a favor do CETA (o Acordo de “livre comércio” da União Europeia com o Canadá) será responsável por tornar os portugueses reféns; cada um desses deputados irá martelar os pregos no caixão que leva a enterrar os direitos dos cidadãos e a soberania nacional.

Foi uma luta de David contra Golias, um Golias que tomou a forma de boicote de informação, de desinteresse, de subjugação nacional aos interesses das multinacionais e a pressões de Bruxelas.

Depois da votação do CETA na AR e da entrada provisória do acordo em vigor, amanhã mesmo, Golias sorrirá. Mas David não morreu ainda.

Donald Trump quer destruir a Coreia do Norte

Onde é que estão os castigadores da parvoíce quando a gente precisa deles?

HOJE é dia de sair à rua

Você atrever-se-ia a ameaçar as minhas “legítimas expectativas” de lucro?                                                        Foto: Ana Moreno

Hoje é dia de sair à rua para mostrar aos nossos representantes que NÃO queremos que nos atraiçoem, fazendo-nos prisioneiros do CETA.

José P. Ribeiro de Albuquerque, Secretário-Geral do Sindicato dos Magistrados do Ministério Público, explica-lhe porquê:

(…) O acordo CETA e os anexos respectivos tem centenas e centenas de páginas, requerem o domínio de um certo jargão técnico-jurídico que não favorece a compreensão, nem a discussão do seu conteúdo e consequências. A dificuldade de leitura não é um resultado involuntário. Pelo contrário, é uma dificuldade que convém à mutação sistémica que promove, como acima se disse. [Read more…]

Um Eldorado negro chamado CETA

A isto se chama vender banha da cobra. Como Presidente da Confederação Empresarial de Portugal, não admira que António Saraiva anuncie o CETA como uma “Oportunidade de ouro para a economia – usando a cassete gravada pela UE para fazer uma ode ao Acordo de Comércio entre a UE e o Canadá.

Paleio para enganar tolos, já que até mesmo nos dois estudos de impacto de referência, produzidos ou encomendados pela UE, os efeitos do CETA em termos de PIB são mínimos: aumento de 0,77 % do PIB no Canadá e de 0,08 % na UE (segundo o Joint Study da Comissão Europeia e do governo do Canadá de 2008) ou de 0,02 – 0,03% na UE e 0,18 – 0,36% no Canadá (segundo o Trade Sustainability Impact Assessment (SIA) de 2011). Além destes efeitos residuais, ficou claro neste último estudo que o CETA leva a um agravamento das disparidades salariais. [Read more…]

Mais um aniversário de um dos grandes atentados terroristas patrocinados pelos EUA

Foto encontrada no mural do Facebook de Rui Bebiano

Foi há 44 anos que o governo democraticamente eleito de Salvador Allende, no Chile, foi derrubado por um golpe terrorista, patrocinado pelos maiores fabricantes de golpes militares do mundo, os Estados Unidos da América.

O dia 11 de Setembro de 1973 é o culminar de uma série de manobras norte-americanas, orquestradas pela CIA, que incluíram assassinatos selectivos, suborno de grevistas ligados à extrema-direita, financiamento e treino de grupos paramilitares fascistas, bloqueios económicos e pressão sobre outros países para que seguissem a mesma via, sob ameaça de represálias, entre outros esquemas que habitualmente vêm nas cartilhas terroristas do Tio Sam, sempre que se põe em prática um dos muitos planos, quase sempre bem-sucedidos, de derrubar governos democraticamente eleitos que, por algum motivo, não agradam a Washington. Ou, dito por outras palavras, governos que se recusam a ser vassalos à força do Estado mais violento do planeta. [Read more…]

Irá Duterte matar o próprio filho?

O filho do justiceiro das Filipinas foi hoje ouvido em tribunal por suspeitas de envolvimento em tráfico de droga. A confirmarem-se as suspeitas, irá Rodrigo Duterte executar o próprio filho, em linha com o caminho que preconiza para o combate ao tráfico? Ou será que, nas Filipinas como no resto do mundo, os traficantes de colarinho branco passam entre os pingos da chuva?

Angola, o futuro imediato

[Mwangolé]

À pergunta se poderia ser o Gorbachev angolano, João Lourenço respondeu que pretende vir a ser mais parecido com Deng Xiaoping, o homem que liderou a reforma económica na China. De facto o maior problema de Angola está no fraco desempenho da sua economia. Não se pode obviamente criticar por antecipação, nem tão pouco sabemos o que resultará da acção do próximo elenco governativo, certo é que o quadro que serve de ponto de partida não é brilhante. Com o preço do petróleo em baixa, sem diversificar a economia, não vamos a lado nenhum. E se alguns factores como a cotação da matéria-prima não dependem da política governativa, outros só dependem mesmo de Angola. [Read more…]

Angola e as eleições gerais de 2017 (2)

[Mwangolé]


Em 2008 o MPLA obteve 80% dos votos, conseguindo eleger 191 dos 220 deputados. Em 2008 a percentagem caiu para 71% com 175 deputados. Acreditando que os resultados apresentados pelo CNE possam estar certos e serão validados pelo Tribunal, o processo ainda não terminou, agora em 2017 foram 61% com 150 deputados. A queda é evidente e não pode ser explicada apenas pela não recandidatura do Presidente José Eduardo dos Santos. Ninguém de boa-fé pode questionar o papel do presidente na conquista da paz em 2002, no desenvolvimento que o país conheceu desde então, mas passados 15 anos seria de esperar uma realidade diferente da que vivemos. É tempo mais que suficiente para já ninguém levar a sério os que ainda apontam o dedo à herança colonial ou guerra civil, como culpados da situação.

Angola importa quase tudo o que consome, exportando pouco mais que petróleo e diamantes. Atravessando um período de baixa no preço das matérias-primas nos mercados internacionais, o país ficou a braços com um problema de divisas, ao qual também não é isento a falta de credibilidade do sistema financeiro, junto dos parceiros internacionais. O resultado está à vista, com a crise económica que o país atravessa. Faltam cuidados de saúde, a educação tem pouca credibilidade, a maioria da população não tem acesso a saneamento básico, muitas casas não têm água corrente, quanto mais potável, nem energia eléctrica. E mesmo para as que têm, o abastecimento não é regular. Todo o angolano sabe que a qualquer momento deixa de passar água ou que a luz foi. [Read more…]

“Comércio Livre”- Para quem?

CETA: Acordo Económico e Comercial Global entre a União Europeia e o Canadá (CETA), um Acordo de “comércio livre”, leia-se: auto-estrada para o capital transnacional, subordinação da soberania nacional, instrumento de ataque ao planeta.

Vejamos porquê:

  • O Canadá é o rei do mais sujo petróleo do mundo, extraído de areias betuminosas. O petróleo assim produzido tem colossais custos ambientais, muito superiores aos dos combustíveis fósseis convencionais. Na região de Alberta, no oeste do Canadá, áreas imensas de bela floresta boreal são dizimadas e transformadas em desoladas paisagens lunares, com montanhas de enxofre e enormes lagos artificiais cheios de caldo altamente tóxico composto por substâncias como o cádmio, arsénio, mercúrio e hidrocarbonetos cancerígenos – que lá ficam, a céu aberto, infiltrando-se até envenenarem as águas subterrâneas e funcionando como armadilhas monstruosas para os animais selvagens. Porque a extracção do “ouro negro” das areias requer quatro a cinco barris de água para a obtenção de um barril de petróleo, a indústria do petróleo usa e abusa do rio Athabasca, ameaçando os ecossistemas da área, matando peixes e destruindo a base de subsistência de povos indígenas. A incidência de cancro na região é 20% superior à do resto do país. O processo de extracção exige também descomunais quantidades de energia, libertando correspondente quantidade de gases de efeito de estufa (GEE), causa do aquecimento global.

A contaminação da água, solos e ar resultante da exploração das areias betuminosas catapultou o Canadá para um dos primeiros lugares de emissão de GEE per capita a nível mundial. [Read more…]

Angola e as eleições gerais de 2017 (1)

[Mwangolé]

Validadas pela CNE, até ver, as eleições angolanas do passado dia 23 poderão ter sido livres e democráticas, mas dificilmente alguém as considerará justas. Para já o povo angolano deu uma lição de civismo aos políticos, exercendo o seu direito sem a confusão ou exaltação que muitos estariam à espera, é por isso e para já, o grande vencedor do pleito eleitoral. É importante que a paz tão duramente alcançada, não seja colocada em causa, pois dela todos beneficiamos.

Eleições livres no sentido que ninguém foi obrigado a votar ou impedido de se abster. Democráticas porque apesar de contestadas pela oposição, não vi até agora qualquer prova de falsificação de resultados. Quem tiver que rapidamente as apresente. E se aparecerem, que sejam rectificados os resultados anunciados, ou repetidas as eleições como irá acontecer agora no Quénia, um bom exemplo para todo o continente. Quanto à justiça a conversa é outra, em primeiro lugar porque existiu confusão desde o início do processo, ou seja desde o recenseamento, continuou com a certificação dos delegados de lista junto das mesas, com o método de apuramento dos resultados, ou seja, muito dificilmente alguém acreditará que a CNE esteja isenta de culpas quanto às acusações de parcialidade e também não se livrará de ser questionada quanto à sua competência e sucessivas trapalhadas em que se foi envolvendo. Fica a suspeita no ar e isso não é bom para quem se quer apresentar acima das disputas partidárias, representando o Estado. Imaginemos que numa partida de futebol, o árbitro vai ser nomeado e pago por uma das equipas. Por muito idónea que a pessoa seja… [Read more…]

Angola vista por Mwangolé

Originária do Leste de Angola, a estátua do pensador ao longo dos anos espalhou-se pelo território, sendo hoje a peça mais representativa de Angola. Chegou ao ponto do Zedu a ter oferecido ao Papa numa viagem ao Vaticano. E mesmo fora de Angola, não identificando a mesma com o país, muitos já a viram.

“Mwangolé” significa angolano. Quando se referem a uma característica própria, os angolanos usam a palavra, por ex. “mwangolé gosta de dançar”. Mas também pode ser usada como lugar, país, por exemplo “por estes dias faz calor na mwangolé”.

A partir de hoje, o Aventar irá publicar uma série de crónicas do nosso autor convidado Mwangolé, trazendo uma visão menos corrente entre nós.

Bombaças do sultão do Bósforo

Digo a todos os meus compatriotas na Alemanha: Não apoiem o CDU, nem o SPD, nem os Verdes! São todos inimigos da Turquia”, declarou a semana passada o presidente turco, instando a comunidade turca na Alemanha – com os seus 1,25 milhões de eleitores inscritos – a não votar em nenhum dos três maiores partidos nas eleições legislativas de 24 de Setembro. E como é de esperar nesta cepa de homens cuja virilidade se enfoca numa sensibilidade exacerbada àquilo que entende por sua honra e numa desmedida ambição de poder,  acrescentou: “Trata-se de uma luta pela honra de todos os nossos cidadãos que vivem na Alemanha”.

Esta foi mais uma conta no longo rosário da subida de tensão entre os dois governos. [Read more…]

EXEMPLAR

MANIFESTACION EN BARCELONA ” NO A LA GUERRA “

Exemplar a todos os níveis:

  • 500.000 pessoas na rua, a expressarem repúdio pelo terrorismo e a recusarem submeter-se ao medo
  • Participação, lado a lado, de todos: cristãos, muçulmanos, gente de esquerda e de direita, unidos contra a violência
  • Não à islamofobia
  • Afirmação da diversidade, da tolerância, da solidariedade, da força dos cidadãos.
  • Não à guerra.

Ditadores do pensamento único


Financiado por obscuros interesses, em que o rosto mais mediático é George Soros, o mundo tem assistido impávido e sereno, com algumas bolsas de resistência é certo, à instauração da nova ordem mundial, falo da ditadura do pensamento único, ou politicamente correcto. [Read more…]

May we ask, Sir?

Quantos autores de ataques terroristas em território europeu foram até hoje julgados por tribunais europeus?

Os nossos brandos costumes…

À boleia dos mediáticos acontecimentos recentes nos EUA, que dão conta da retirada de estátuas de importantes figuras da guerra civil americana, penso que a coisa esteja confinada aos generais Robert E. Lee e Stonewall Jackson, mas isso para mim é irrelevante. Para começar, nem sequer é um assunto federal, mas do foro interno de cada um dos 50 Estados que compõem a União. Acontece um pouco por todo o mundo, na guerra do Iraque, presenciámos em directo o êxtase popular durante o derrube da estátua de Saddam. No antigo bloco de Leste, após a libertação do jugo soviético, polacos, checos e húngaros, não se pouparam na eliminação de símbolos que evocavam o antigo opressor. [Read more…]

Entretanto, pela imprensa estrangeira e arredores…

Alguma comunicação social retratou Trump como ele é. Um merdas da extrema-direita, cheio de cautelas para não perder o apoio desses grupos. Pelo ritmo de demissões, não faltará muito para que apenas lhe sobrem esses.

Este é um bom momento para recordar as investidas que alguns opinadores realizaram, na comunicação social, em blogs e no Facebook,  com o intuito de suavizar e racionalizar esse doido que ocupa o lugar de presidente dos EUA. E acho engraçadas algumas reacções do comentadorismo nacional face a esta inequívoca colagem de Trump à extrema-direita. Alguns exemplos: o discurso de ódio na América não é novo; nazismo e comunismo são a mesma coisa; falam da América mas calam-se sobre a Venezuela. A técnica é muito simples. Dado que não podem negar a realidade, procuram relativizá-la para a diminuir.

Mas a realidade é clara. Apenas algumas décadas passadas sobre a loucura do nacionalismo que conduziu à Segunda Guerra Mundial, os extremistas chegaram de novo ao poder de mais uma potência económica e militar. Maus augúrios se anunciam. Quem tiver dificuldade em ler o actual contexto a partir da História pode sempre optar por uma versão romanceada, como a de Ken Follet.

Really mr. Trump?


Não tenho capacidade para prever o futuro. Mas quer-me parecer que este vídeo será uma inspiração para o que resta do actual mandato presidencial e que à semelhança do que aconteceu em 1974, o vice-presidente eleito acabará por prestar juramento como presidente dos EUA.
Sucedem-se os episódios envolvendo Donald Trump, cada reacção mais bizarra e inacreditável que a anterior. A paciência dos Republicanos também tem limites, que mais cedo ou mais tarde serão atingidos.

Fábula

De asas estendidas, a águia pairava, livre, magnífica, como que abraçando o vento. Feliz, deleitava-se na sua incomparável capacidade de desenhar linhas mágicas no ar. Ensaiando um voo picado, desceu, vertiginosamente, em direcção ao solo – era um prazer muito seu. Beleza e velocidade puras animavam o céu.

O caçador, bronco de gozo, apontou. Para ele, era só um troféu. Matar por matar. Era o seu modo de felicidade. Atingida no peito, a ave deixou escapar como que um último grito, um lamento, e caiu pesadamente no chão. Nada restava da sua magnificência, da sua graça. O caçador olhou o corpo disforme e sem vida da ave e sentiu-se mais homem, mais exclusiva e intensamente homem.

– Convidado a comentar o acontecido, o presidente Trump explicou que ambos os protagonistas destes eventos eram culpados. Pois quem mandou a águia voar, provocante, frente ao caçador, interrompendo até, com o peito, a livre trajectória da bala?

Casa Bronca

Então estamos assim: Rex Tillerson, Secretário de Estado dos EUA, diz que devem iniciar-se negociações com a Coreia do Norte sobre a questão nuclear sem por em causa o regime. O manda-chuva da CIA, pelo seu lado, diz que a questão do regime tem de estar em cima da mesa. Trump, com a habitual subtileza estratégica, está-se nas tintas para complicações e diz que põe aquilo tudo a ferro e fogo. Às vezes – cada vez mais vezes…- não têm alguma saudade dos tempos em que o imperialismo tinha alguma racionalidade – uma racionalidade cruel, criminosa, sim, mas inteligível ?…

Prevêem-se para breve mais notícias sobre a intervenção dos EUA na Coreia do Norte e na Venezuela

Coitado, só agora é que encontrou um furo na agenda para falar do assunto. Como seria mais fácil se pudesse comunicar directamente pelas redes sociais, como o Twitter, por exemplo.

Enfim.

Trump e a extrema-direita

Recorte: The Guardian

O presidente disse que condenou o “ódio, fanatismo e violência em muitos lados” no sábado. E repetiu a frase “em muitos lados” para enfatizar. Um porta-voz da Casa Branca amplificou mais tarde as declarações do presidente, dizendo ao The Guardian: “O presidente estava condenando o ódio, fanatismo e violência de todas as fontes e de todos os lados. Houve violência entre manifestantes e contra-manifestantes hoje “.

Mas houve uma forte reacção à recusa de Trump em denunciar os radicais de extrema-direita que atravessaram as ruas carregando tochas flamejantes, gritando epítetos raciais e atacando os seus oponentes.

Os confrontos começaram depois dos nacionalistas brancos terem organizado uma reunião em torno de uma estátua do general confederado Robert E Lee, a ser futuramente removida, e culminou com um carro sendo deliberadamente conduzido contra um grupo de pessoas que protestavam pacificamente contra a manifestação da extrema-direita, matando uma pessoa e ferindo pelo menos 19. [The Guardian]

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Confusão no Paralelo

O Kim anda para lá maluco, a disparar mísseis para o mar, atreveu-se mesmo a disparar um que atingiu águas japonesas, e a malta fica toda extasiada, a ver se é desta. Mas ainda não foi. Provavelmente nunca será e, a ser, será muito provavelmente interceptado pelo sistema de defesa norte-americano. O Kim é uma besta, todos sabemos, mas não quererá perder a sua casa dos horrores, para poder continuar a brincar aos ditadores lá dentro, uma vez que cá fora não é ninguém. Atacar o vizinho do sul, o Japão ou os EUA colocará um ponto final na brincadeira, e o Kim não quer apodrecer numa prisão ou ter o mesmo destino de Saddam ou Khadafi. São tiros de pólvora seca, para incendiar as multidões em comícios do partido do Kim e dos amigos dele. [Read more…]

Nacional-Capitalismo

Alex Jones é um conspirador norte-americano com obra publicada sobre quase todos os grandes temas da área, da Nova Ordem Mundial aos mais variados inside jobs governamentais. Estranhamente, tal não o impede de ser um dos mais acérrimos defensores de Donald Trump, um dos mais representativos exemplos da elite sem escrúpulos que comanda o planeta, que de resto já o elogiou publicamente e esteve presente no seu programa, o Infowars. Um amor recíproco e, digamos, proveitoso. Um bom negócio, porque é de negócios que esta relação se trata.

Tal como Trump, Alex Jones representa as cores da extrema-direita. Discurso violento ou incitador de violência e da discórdia, populismo e xenofobia são algumas das causas que os unem. Une-os também o espírito empreendedor, que com a bênção da Mão Invisível e dos profetas do neoliberalismo que levam mais branco lhes permite diversificar a sua actividade económica. Veja-se o exemplo de Trump, que herdou uns quantos milhões, fez uns negócios e agora é presidente da superpotência mundial, acumulando a gestão da Sala Oval com a dos seus muitos ramos de actividade, aproveitando a oportunidade para integrar as filhas e os genros nos quadros da Casa Branca, acrescentando o nepotismo às muitas virtudes do seu “novo” regime. [Read more…]

Mobbing: a forma moderna de Tortura

Nuno Gomes Oliveira*

Longe vai o tempo da escravatura, do feudalismo ou da inquisição, quando a tortura era genericamente aceite como método de obter confissões ou punir delitos ou simples suspeitas.
É certo que a Inquisição persistiu até 1904 e que de 1540 a 1794 os tribunais portugueses mandaram queimar vivas 1.175 pessoas e impuseram castigos a 29.590.
Em Portugal o último condenado à morte pela Inquisição foi o padre jesuíta italiano Gabriel Malagrida, Missionário no Brasil e pregador em Lisboa, que foi queimado no Rossio de Lisboa no dia 21 de Setembro de 1761 (80 anos antes da abolição definitiva, em 31/03/1821, há menos de 200 anos.)
A Revolução Francesa (1789-1799) trouxe significativos avanços no tratamento da questão, impondo às autoridades o respeito pela integridade física dos detidos e proibindo a tortura.

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Os vândalos do costume…

Aconteceu em Barcelona, mas pode ultrapassar fronteiras e chegar a Portugal mais depressa do que imaginam. Um grupo de lunáticos decidiu assustar turistas, como forma de protesto pelo que consideram ser a morte dos bairros. É bom que os autarcas e demais poderes ponham rapidamente cobro à bardinagem utópica dos que apenas reclamam direitos sem reconhecerem deveres, porque existem formas de fazer política, mas esta não é uma delas… [Read more…]

A crise na Venezuela e os hipócritas do costume

A administração norte-americana anunciou hoje, em resposta ao desfecho daquela espécie de eleição que teve lugar na Venezuela, o congelamento de todos os bens de Nicolás Maduro nos EUA. Mas antes de entrar na hipocrisia americana, importa fazer aqui uma nota sobre a venezuelana: então os Estados Unidos são o demónio capitalista, o centro do absolutismo neoliberal, e o grande revolucionário Maduro tem bens em território imperial? Propriedade privada na Disneyland dos especuladores? Já não se fazem revolucionários como antigamente. Shame on you, Maduro. [Read more…]

Palhaçada na Casa Branca

Perdão, queria dizer manobras no manicómio. Entretanto, como manda o manual, declara-se guerra, ou coiso, a outra nação, com o pretexto de  “pervertem” a ordem democrática, o que tem um toque especial quando é dito pelo bronco que teve uma mãozinha russa na sua própria eleição.