A primeira cidade portuguesa contra as touradas, teve uma tourada nas festas da cidade

UMA TOURADA EM VIANA
O PODER POLÍTICO DA CIDADE PERDEU
O autarca José Maria Costa é um homem indignado. O tribunal Administrativo de Braga autorizou uma tourada que ele tinha proibido.
Coitado do senhor autarca que assim se vê desautorizado.
Os votos que elegeram o sr. Costa, nada parecem ter tido a ver com o assunto que agora se debate à saciedade por tudo quanto é jornal, televisão ou rádio.
A Prótoiros reclama vitória dizendo “Hoje caiu a Catalunha Portuguesa”.
O certo é que a praça de toiros provisoriamente montada encheu, apesar de todas as “lutas” e as “manif’s” contra a tourada.
Será que é chegada a altura de a Praça de Toiros de Viana do Castelo ser devolvida aos aficionados das touradas? Por aquilo que se viu, a tourada não é sulista nem elitista nem de um grupelho de más pessoas, é Nacional e abrangente, seja lá isso o que possa querer dizer.
Os números não mentem, 2300 bilhetes vendidos, 100 manifestantes em duas manifestações diferentes, contra a tourada.
Os termos usados pelos aficionados foram os bilhetes que compraram, enchendo os lugares disponíveis. Os usados pelos manifestantes foram as palavras de ordem, assassinos bandidos e palhaços, acompanhados de insultos, gritos, ameaças, pontapés e murros.
Os actos ficam para quem os pratica.
Em Viana, e não só, sempre houve corridas de touros. No Norte há quem goste, apesar de hoje ser considerado, em certos meios, uma desgraça, esse gosto.
Será que esta gentinha não tem mais nada que fazer que andar a chatear os outros? Não têm vida?

Tourada em Viana do Castelo, porquê?

Defensor Moura

Depois de uma década e meia de profunda requalificação urbana e ambiental, com preservação e valorização dos recursos naturais, Viana do Castelo desenvolveu um modelo de cidade com estilos de vida saudável em perfeito equilíbrio com o privilegiado ecossistema envolvente.
O respeito pelos direitos dos animais e a decisão de declarar “Viana do Castelo Cidade anti-touradas” foram consequências naturais da evolução civilizacional da comunidade vianense, com aprovação da esmagadora maioria dos cidadãos e escassíssimas manifestações de oposição, como aliás o demonstraram os proprietários da Praça de Touros (que a venderam sabendo que acabariam as touradas) e, até, do centenário clube taurino da cidade que há muitos anos se dedica tranquilamente à prática de bilhar e xadrez.
Em Viana do Castelo não há touros, nem toureiros, nem forcados e as touradas nada tinham a ver com a Romaria d’Agonia, dedicada às belezas vianenses – o traje, o ouro, as danças e os cantares, o cortejo, as procissões e o fogo de artifício que atraem muitas centenas de milhares de forasteiros anualmente. [Read more…]

Resultados das Eleições Presidenciais – primeiras previsões

O Aventar divulga em primeira mão as primeiras previsões:
Cavaco Silva – 52 a 58%
Manuel Alegre – 18 a 21%
Fernando Nobre – 14 a 16%
Francisco Lopes – 5 a 8%
José Manuel Coelho – 2 a 4%
Defensor Moura – 1 a 2%

Presidenciais: a opinião de uma profissional do sexo

Exclusivo Aventar: declarações explosivas da prostituta que prestou serviços aos seis candidatos presidenciais

Em mais um rigoroso exclusivo, e após uma investigação cuidada, o Aventar descobriu Maria (nome fictício), a prostituta cujos serviços, por coincidência, foram solicitados pelos seis candidatos presidenciais, durante a presente campanha. Porque a perspectiva desta profissional do sexo pode permitir aos nossos leitores uma visão diferente dos seis homens que poderão vir a ocupar a cadeira presidencial, aqui deixamos as declarações de uma mulher que partilhou a intimidade de todos eles, ainda que por breves momentos.

No geral

“Olha, amor, os políticos são na cama como na rua: falam muito e não fazem nada. Tirando o Manuel João Vieira, que é um homem como deve ser, que sabe portar-se como um porco, nunca mais aceito clientes vindos da política, até porque isto pode vir a saber-se e fico malvista e eu posso ter muitos defeitos, mas sou muito limpinha, ficas a saber.” [Read more…]

As Sondagens, Mesmo as Estapafúrdias, Dizem que nos Ficamos pela Primeira Volta

O sonho dos candidatos, a segunda volta

O sonho de qualquer dos cinco candidatos à Presidência da República Portuguesa, é forçar Cavaco Silva, o sexto candidato, a uma segunda volta nestas eleições presidenciais. Deixá-los sonhar, coitados, já que as sondagens e estudos de opinião, mesmo que nos digam que são estapafúrdias, nos vão dizendo que a vantagem do candidato Cavaco é tão grande que está quase garantida a vitória na primeira.
Para que nos serviria então uma segunda volta? Só mesmo para gastar mais dinheiro e energias e, caso fosse outra a escolha dos Portugueses, nessa segunda volta, serviria também para que muitos sapos fossem engolidos e o Presidente que nos coubesse em sorte (?), mais não fosse que o Presidente de uns quantos poucos Portugueses e a décima sétima escolha de muitos outros. [Read more…]

Falta um Renato Seabra na campanha para as Presidenciais

Não me interpretem mal. Sim, faz falta nesta campanha eleitoral um Renato Seabra com o instrumento que Deus lhe pôs na mão – o saca-rolhas. Mas como não quero fazer concorrência ao rapazinho de Cantanhede, o saca-rolhas é em sentido figurado. Não desejo assim tanto mal a nenhum dos senhores e um tapume na boca, pelo menos até ao dia 23, chegava perfeitamente.
Cavaco é o mais detestável dos candidatos. Fez muito mal a Portugal ao longo de décadas e só um povo burro como o nosso é que voltará a dar-lhe uma vitória à primeira volta.
Manuel Alegre representa tudo o que de mau tem a política. Viveu na sombra dos Partidos durante mais de 30 anos, mas não hesitou em virar-se contra eles quando precisou de se travestir de anti-sistema. Foi sol de pouca dura e é vê-lo agora a defender o Governo Sócrates como se não tivesse passado nem memória.
Fernando Nobre é o homem errado no local errado. É um bom Homem, não podia ser um bom político.
Francisco Lopes tem sido uma agradável surpresa e o melhor dos candidatos. Tivesse mais carisma e podíamos ter uma surpresa no dia 23.
Defensor Moura foi um bom autarca em Viana, mas sempre que fala de política nacional sai asneira. Foi utilizado para roubar votos a Alegre, mas nem para isso vai servir.
José Manuel Coelho tem dito as verdades que tinham de ser ditas. Fazia falta alguém como ele na Presidência da República. O problema é que, para voto de protesto, falta ali alguma coisa. Talvez não ser um candidato tão a sério.

Touradas

Recentemente a Câmara Municipal de Viana do Castelo decidiu proibir a realização de touradas na cidade. Não me interessa  tanto a medida em si, que terá certamente muitos defensores e outros tantos detractores, mas sim uma pergunta em concreto que a decisão suscitou a um jornalista. Neste caso, foi um pivot da SIC Notícias, cujo nome infelizmente não recordo. Perguntava este ao presidente Defensor Moura se estava certo de que a medida correspondia à vontade da maioria da população. Visivelmente pouco habituado, como de resto a maioria dos autarcas, a ser confrontado com esta questão, o presidente esquivou-se e foi necessário repetir a pergunta. E então respondeu que não precisava de saber isso, só precisava de saber que Portugal havia subscrito uma declaração de defesa dos direitos dos animais.

No que me diz respeito, gostaria que se acabasse de vez com as touradas, não tanto por proibição mas porque fosse crescendo uma sensibilidade que visse com repulsa os maus tratos infligidos aos animais. Mas pergunto-me porque razão tão poucas vezes se pergunta a um autarca se está certo de que qualquer uma das medidas que pretende implementar corresponde à vontade da maioria dos seus munícipes.

Responder-me-ao que não precisa de estar, foi eleito pela maioria para decidir e a contínua consulta aos cidadão atrasaria a tomada de decisões e tornaria a governação impossível. Mas não posso deixar de pensar que, pelo menos ao nível do poder autárquico, poderia e deveria ser de outro modo.

Queria a maioria dos portuenses que o teatro Rivoli fosse entregue às soporíferas encenações do sr. La Féria? Queria a maioria dos portuenses que a Avenida dos Aliados fosse despojada sem piedade de qualquer vestígio de árvores de sombra, flores, relva, bancos de jardim, para que em seu lugar se estendesse o cimento e se colocassem umas pobres árvores depenadas, que mais pareciam sobreviventes de um holocausto?

E, da mesma forma, podemos perguntar se era a vontade da maioria dos portuenses que se teve em conta quando se pensou entregar a privados a gestão do mercado do Bolhão, do pavilhão Rosa Mota, da praça de Lisboa, do mercado Ferreira Borges?…

Desculpar-me-ao se me centro exclusivamente na cidade do Porto, mas creio que não deverá ser difícil enumerar, em muitas outras cidades deste país, situações semelhantes. Afinal, com maior ou menor mestria, vamos todos sendo toureados.