Democracia à moda de Vila Nova de Gaia

Imagem: Junta de Freguesia de Mafamude e Vilar do Paraíso

A Junta de Freguesia de Mafamude e Vilar do Paraíso (PS), em Vila Nova de Gaia, reuniu ontem a sua Assembleia de Freguesia. Trata-se de uma das maiores freguesias do país, com mais de 50 mil habitantes, e é um exemplo do exercício da Democracia pelo poder autárquico socialista em Vila Nova de Gaia. Assim, observe-se a composição da Mesa:

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A Wikipédia é coisa de comunas; vamos criar uma Wikipédia para direitolas. 

Foi o que fez o escritor de ficção científica e militante de extrema-direita Vox Day, pseudónimo literário de Theodore Beale. Para isso, copiou os conteúdos da Wikipédia para um novo site, o Infogalactic (muito bom começo para quem endeusa a propriedade privada) e “convida” os leitores a endireitarem os conteúdos. Bom, simula que convida, pois a criação de contas que permitam editar conteúdos está sujeita a aprovação e, actualmente, nem sequer está a aceitar novas contas. Controlo sob as alterações, portanto.

Vox Day defende que um apoiante de Trump, de extrema-direita, não deveria ter que ler os mesmos conteúdos que um marxista leia. Por trás desta simples ideia está um gigante de preconceitos.

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O triste.

Confirma-se o desejo de cavalgar a tragédia para fins políticos. João Marques, provedor da Santa Casa do Diabo Que Finalmente Chegou, forneceu a matéria ao chefe, o qual não teve escrúpulos em a usar.

Declarou João Marques, candidato autárquico pelo PSD à Câmara de Pedrogão Grande:

Fui eu que dei ao dr. Passos Coelho uma informação errada. Julguei que a informação era fidedigna, e afinal não era. Felizmente não se confirma nenhum suicídio, ao contrário do que eu disse ao dr. Passos Coelho. [Expresso]

“que eu disse ao dr. Passos Coelho”, assim afirmou o provedor. E o que disse Passos Coelho?

Pedro Passos Coelho referiu a existência de “pessoas que puseram termo à vida em desespero”, com base em “notícia particular” que, segundo o próprio, terá recebido de “pessoa de famíalia [sic]”. Contudo, conforme o Expresso adiantou, nem Passos nem o PSD confirmaram essa informação antes de a denunciarem aos jornalistas. [Expresso]

Disse que recebeu a informação de “pessoa da família”.

Dois mentirosos, portanto. Costa agradece.

Crónicas do Rochedo XVIII – Incêndios, uma tragédia portuguesa

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No dia em que Portugal assistiu a uma das suas maiores tragédias colectivas escrevi, na minha página no facebook: “Nesta hora triste da nossa história colectiva aqueles que, como eu, não são “especialistas” devem remeter-se ao silêncio. E deixar quem sabe fazer o seu trabalho. É a melhor forma de respeitar quem está no terreno a trabalhar e quem está a ser vítima desta calamidade nacional“.

Já passou o tempo suficiente para o silêncio. Agora, mais a frio, vamos procurar uma análise política. Melhor dito, ao comportamento político dos agentes da dita.

Deve a Ministra demitir-se? O Governo de António Costa é culpado? De quem é, politicamente, a culpa?

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SIRESP não funciona em Vila Nova de Gaia

Quem o afirma é Fernando Curto, presidente da Associação Nacional de Bombeiros Profissionais, sem ter sido desmentido pelo responsável da Protecção Civil de uma cidade com mais de 300 mil habitantes.

 

António Costa

Do ponto de vista político, não há muito de que António Costa se possa queixar. Houve um conjunto muito significativo de pessoas que fizeram tudo o que estava ao seu alcance  para que ele pudesse chegar a Primeiro Ministro de Portugal.

O que se exigia a Antonio Costa é que revertesse o caminho percorrido durante os quatro penosos anos de governo PSD/CDS, ao longo dos quais o povo português experimentou um modelo político de tortura social, fundado na mentira, na manipulação e no mais perfeito desprezo pelo sofrimento humano. Não se pedia a António Costa que fizesse diferente. Exigia-se que o fizesse.

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PCP, a lavar desde 1921

A foto p/b que ilustra isto diz tudo.

 

Daniel Sanches, o SIRESP e a SLN

É um clássico do bloco central. Um tipo está numa determinada empresa, vai parar a uma posição-chave num determinado governo, adjudica um determinado serviço à empresa onde trabalhou e regressa à mesma empresa, como se nada fosse. Mais tarde descobre-se que se pagou demais por esse serviço, que os contribuintes foram prejudicados, tresanda a promiscuidade e tráfico de influências por todo o lado, anunciam-se corajosas investigações, mas o Ministério Pública decide arquivar. E o nível de tolerância da sociedade portuguesa para com estes casos, ao contrário de outros parceiros europeus com quem tantos nos gostam de comparar quando convém, é quase absoluto. A dança de cadeiras, o centrão de “intercâmbio” de interesses e a plataforma de negócios parlamentar são implacáveis, esteja quem estiver no poder. [Read more…]

Hermínio Loureiro e o labirinto autárquico dos ajustes directos

Com a agenda mediática focada durante vários dias na tragédia de Pedrógão Grande, a detenção do social-democrata Hermínio Loureiro quase passou despercebida. Foi deputado, secretário de Estado e presidente da Liga Portuguesa de Futebol, tendo em 2013 sido reeleito presidente da CM da Oliveira de Azeméis, cargo que abandonou em Dezembro, para surpresa de muitos. Seis meses depois, na passada Segunda-feira, Hermínio Loureiro foi detido pela PJ, juntamente com seis outros suspeitos, acusados de crimes de corrupção activa e passiva, peculato, prevaricação e tráfico de influências.  [Read more…]

Festival Panda

Não é tão mau como pensava. É pior. Muito pior.

«A ideia de não aparecer-mos»?

Efectivamente, “de não aparecer-mos“.

O caso Sebastião Pereira

Há bordões que são repetidamente usados na política, num exercício de fornecer argumentos à retórica. Passando por alguns exemplos, lembro-me dos socialistas (ou os xuxas, como lhes chamam) só saberem gastar o dinheiro dos outros (como se não estivéssemos a pagar os desmandos da banca privada). Vem-me à memória os bafientos salazaristas da direita (como se a esquerda fosse um paraíso sem perseguições políticas). Ocorre-me a eficiência do privado, comparativamente à da gestão pública (fazendo tábua rasa da crua realidade de as empresas que foram privatizadas não terem melhorado os serviços, nem terem baixado os preços). Outro chavão que se ouve amiúde é que a esquerda é mestre na propaganda e no controlo da comunicação social (sem se referir a máquina “Maria da Luz” e passando uma esponja sobre o controlo accionista dos media). A lista poderia crescer bem mais e só vou acrescentar mais um exemplo para balancear, recordando o argumento da ética republicana (como se o escândalo das nomeações e da promiscuidade nos negócios não fosse igualmente forte entre os socialistas). Retirando os óculos partidários, vemos que o modus operandi é semelhante, independentemente da cor política.

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Acho muito bem!

PCP quer que o Governo explique escolhas para a Anacom“. Há coisas que têm que ser como água e azeite.

SIRESP para totós

A ideia nasceu no governo de Guterres. A PT começou a montar antenas a título experimental e sem custos no governo do Durão Barroso – foi a estratégia do facto consumado. Quando veio a concurso, não surpreende que os restantes concorrentes dissessem que este já estava decidido. A seguir, o governo do Santana Lopes adjudicou, já em gestão. Por fim, o Costa assinou novo contrato, depois de ter cancelado o anterior, mas mantendo o essencial.

Resumidamente, foi isto. Com mais uns pozinhos engraçados, tais como a forma como isto foi cozinhado durante o governo de Durão Barroso.

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A Ordem dos Advogados deveria patrocinar gratuitamente as vítimas de Pedrógão Grande

 

© PAULO CUNHA / LUSA

Valdemar Alves, presidente da Câmara Municipal de Pedrógão Grande, fez um apelo para que “não se alimentem querelas políticas em torno de pedidos de demissão ou do Sistema Integrado das Redes de Emergência e Segurança de Portugal (SIRESP)”. Para o autarca, que parece ter a lição bem estudada, é necessário “restabelecer a paz e o sossego”. Tudo muito conveniente.

O que seria de esperar de Valdemar Alves, enquanto presidente de Câmara, é que estivesse já a dar apoio jurídico às vítimas desta catástrofe, para que elas pudessem, nas instâncias judiciais próprias, exigir a indemnização a que possam ter direito pelos danos causados em consequência do eventual comportamento negligente do Estado Português.

Não tomando a Câmara Municipal de Pedrógão Grande essa iniciativa, deveria a própria Ordem dos Advogados fazê-lo, nomeando desde já uma equipa escolhida entre os seus mais ilustres membros, para que, em regime pro bono, representassem em juízo as famílias atingidas, numa acção cível, ou mesmo crime, contra o Estado. É a isso que também se dá o nome de Estado de Direito Democrático.

Nunca desiludem

Há sempre um soldadinho de chumbo pronto para o primeiro tiro.

Sofia Vala Rocha nasce no Canadá em 1972 e vem para Portugal com quatro anos de idade. Estuda em Peniche e licencia-se em Direito, na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, com 14 valores. Além de jurista na cadeia Intermarché, foi chefe de divisão na Secretaria Regional de Educação da Madeira, assessora da vereação da Câmara Municipal de Lisboa, adjunta do Secretário de Estado da Cultura e consultora jurídica do PSD, na Assembleia Municipal de Lisboa.”

É público, vem na Caras, em entrevista à própria. Político na oposição não desilude, e muito menos com autárquicas à porta.

Em defesa do São João do Porto

Milhares de pessoas encurraladas à espera de passagem para o Porto pelo tabuleiro superior da Ponte Luís I. Gaia, cerca das 1h30 da madrugada.

Aquilo que se passou ontem na cidade do Porto, na mais importante noite do ano, a noite de São João, ficará certamente a marcar a história recente da cidade e da sua relação com o Poder.

O espectáculo de variedades transmitido pela RTP a partir da cidade de Gaia, que durou até depois da meia-noite sem transmitir uma única imagem do São João nas ruas do Porto, foi uma instrumentalização política da festa popular e uma tentativa de apoucar a cidade, as suas gentes e os seus símbolos.

A RTP procurou, ao longo de várias horas de emissão a partir da Serra do Pilar, em Gaia,  com directos de uma inenarrável “marcha sanjoanina” a partir dos Açores, reescrever a história da festa que faz parte da alma da cidade Invicta, colocando-se ao serviço de interesses políticos pouco claros, numa obscura e caríssima acção de propaganda contra o Porto e a sua festa maior.

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O Santo Ofício

À procura do D. Sebastião. Envergonhavam a PIDE!

Je suis Sebastião Pereira.

RIP

Li isto. E depois vi a capa do Público de ontem. E mais tarde li este comunicado.

E depois de ver que no Público de hoje nem uma linha sobre esta matéria (a da capa, porque o que interessa é a oposição interna ao Passos Coelho), percebi. O Público, que estava moribundo, morreu na noite de S. João.

 

 

A consciência do PS por mãos alheias

Já os partidos socialistas francês e belga se tinham pronunciado contra o Acordo de comércio e investimento entre a União Europeia e o Canadá (CETA); agora, foi a vez do PSOE declarar que vai retirar o seu apoio ao CETA, abstendo-se aquando da votação do Acordo no parlamento espanhol – lamentavelmente sem a coragem de assumir um tão urgente NÃO – o que não impedirá que o CETA seja ratificado pela Espanha, na próxima semana. Sánchez, o reeleito secretário-geral do PSOE, justificou a decisão de não alinhamento com a posição de Bruxelas pela “degradação dos direitos ambientais e laborais que o Acordo provoca”. Levou por isso um puxão de orelhas de Pierre Moscovici, comissário europeu dos assuntos económicos. E porque o PS português tem muito mais medo dos puxões de orelhas de Bruxelas do que de trair o nome que ostenta e além disso já sabe que pode contar com a indulgência do povo português, vai votar, enquanto não se poupa a esforços para fazer crer que o CETA é óptimo para o país, em favor desse Acordo em que os Estados têm obrigações e os investidores têm direitos; Acordo, cujas vantagens económicas até mesmo segundo os estudos da própria UE são residuais, mas que, como “acordo comercial de nova geração” vai, qual buldózer, interferir negativamente em quase todas as áreas da vida dos cidadãos e alargar mais as rédeas aos poderosos deste mundo. Senhores deputados do PS na Assembleia da República: ponham os olhos na vossa companheira Ana Gomes e rejeitem o CETA! Deveis lealdade é à vossa consciência e aos portugueses, não é a Bruxelas!

Tempos estes…

Muitas vezes gastamos aqui o nosso tempo, eu incluído, não quero obviamente excluir a minha quota-parte, limitando a discussão a questões académico-filosóficas sobre o papel do Estado. Se a saúde ou educação devem ser mais ou menos universais, com modelos de financiamento tendencialmente público ou privado, o maior ou menor alcance da segurança social, ou grau de intervenção do Estado na economia, são questões que têm a sua importância, sem dúvida alguma, sou dos que acreditam que quanto menor o Estado, menos possível será aprisiona-lo em prol de interesses. Outros terão opiniões divergentes, mas convém não ficarmos entrincheirados na defesa das nossas posições, porque isso acaba por nos tornar a todos uns perfeitos idiotas úteis, que servem como luva a obscuras práticas que muito beneficiam uma certa classe de parasitas. [Read more…]

O São João de Braga

Na Autêntica Braga, bimilenar cidade romana, corre-se atrás do Black Pig e corre-se a apagar o incêndio que ainda agora começou no Monte do Picoto, que é para toda a gente ver bem que em Braga a festa é festa é a maior festa popular do Minho, do Mundo.
Lançar balões é proibido,  lançar fogo-de-artifício não é proibido.
Vencidos os dias de luto nacional, e porque a tristeza não apaga as dívidas, nada mais que impeça a “floresta” de voltar a cumprir a missão: arder.
Gosto muito de Portugal em particular e de Braga em geral.
© fotos da noite de 23 para 24 de Junho de 2017.

 

Que abutres! 

As emissões televisivas à volta da desgraça humana atingem actualmente patamares de causar nojo. A TVI conseguiu dar mais um passo em direcção à fossa.

A Braga dos segredos de Batista da Costa

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Um “Encontro” ocultado, secreto, sem plateia, sem perguntas, sem respostas, apenas com jornalistas a segurar o microfone.

O administrador dos TUB Batista da Costa não tem tempo para responder a cartas registadas dirigidas à empresa municipal que administra mas – e é bom sabê-lo, – tem tempo para dar palestras em salas vazias. Com a conivência, claro, da imprensa da cidade.
Absolutamente mantida secreta e ocultada a conferência-monólogo que ontem “aconteceu”, o administrador da empresa municipal entende que os Transportes da cidade não são para serem debatidos: são para serem monologados.
Na melhor das hipóteses, debitados: o administrador debita, os jornalistas transcrevem.

Não há direito a perguntas. Os TUB não respondem a perguntas. O Batista da Costa manda dizer ao telefone que não responde a perguntas.
De positivo deste Encontro (há foto da plateia??) há a registar o facto de os autocarros virem, em breve a entrar no campus de Gualtar da Universidade do Minho, uma micro-cidade com umas 15 mil almas.

Como termo de comparação (e Braga é incomparável), o serviço concessionado de transportes urbanos CORGOBUS (Vila Real) entra no campus da UTAD desde a data da criação da empresa, 2004.
Já vamos com 13 anos de atraso.

É o autarca Ricardo Rio conivente com o silêncio em torno deste Encontro secreto, sem plateia? E porquê?

Factos alternativos em Pedrógão Grande

Vários órgãos de comunicação social, senão mesmo todos, noticiaram na passada Terça-feira a queda de um avião que combatia o fogo em Pedrógão Grande. As horas foram passando, os detalhes chocantes acumulavam-se e até testemunhas apareceram. A coisa foi de tal forma grave que o próprio comando operacional terá colocado em marcha uma operação de busca e salvamento, mobilizando para isso meios aéreos e uma equipa do INEM, alegadamente concentrados na área noticiada pela imprensa. [Read more…]

E ninguém se demite?

Segundo o PSD, um bombeiro ferido com gravidade no incêndio de Pedrógão Grande teve que esperar cerca de 10 horas até chegar ao hospital.  Pelo caminho, contam-se duas idas ao centro de saúde de Castanheira de Pera, unidade sem condições para tratar o bombeiro Rui Rosinha, que acabaria por dar entrada no Hospital da Prelada por volta das 06h de Domingo.

A confirmar-se o relato, estamos perante uma situação de absoluta gravidade, que deve ser alvo de um rigoroso inquérito para que as responsabilidades sejam devidamente apuradas. Não é compreensível que uma situação destas aconteça. Não é aceitável que um bombeiro gravemente ferido espere 10 horas por tratamento adequado. Não é admissível que tudo isto aconteça sem que rolem cabeças. Os ministérios da Saúde e da Administração Interna têm explicações a dar ao país.

Foto: Lusa@RTP

Indescritivelmente ridículo

Faltam-me palavras para descrever o facto de um imbecil ter chegado a este cargo. Volta Bush, que estás perdoado.

Do incompreensível

© Mónica Joady

Ontem, dia 20 de junho de 2017, em pleno Luto Nacional pela catástrofe que assolou Pedrógão Grande e o país durante o fim de semana, antes ainda de terem decorrido os funerais das vítimas, o PS Gaia fez a festa de apresentação de mais uma candidatura autárquica.

Será este o sentido que toma a tal “grande consternação” e a “solidariedade com as vítimas” manifestadas pela classe política?

Na imagem (recolhida durante a sessão): Eduardo Vítor Rodrigues, secretário nacional do Partido Socialista e presidente da Câmara de Gaia, ao lado de Maria José Gamboa, candidata do PS a uma Junta de Freguesia, durante a sessão de apresentação da sua candidatura. Sem palavras.

Aqui pode ver-se o resto da festa.

© Mónica Joady

 

 

A voz do dono

Ser militante ou simpatizante de um partido político e apoiante de um governo em funções não pode significar trair o povo a que se pertence. A militância ou a simpatia terminam onde começa o valor maior da verdade e da justiça, ou quando são colocados em causa interesses superiores a qualquer ideologia ou filiação política, como é o caso da vida humana.

Se algum responsável público, seja de que partido for, violar, por acção ou omissão, negligente ou premeditada, os deveres públicos a que está vinculado, é direito e obrigação de todo o cidadão exigir que seja responsabilizado por isso e que preste contas à população que representa e tem que proteger. Seja esse responsável público da nossa tribo política ou não seja. Se for, a responsabilidade que nos cabe aumenta.

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Síndrome do sobrevivente – a culpa de continuar a existir

Alguns amigos discordam do tom cáustico que muitos de nós têm usado na crítica à cobertura televisiva da tragédia de Pedrogão Grande. Por mim, admito que algumas das abordagens que aqui tenho feito têm sido algo duras, já que considero esta questão fundamental, e de um alcance que está longe de se limitar a estes eventos. Nesse sentido, julgo, até, ter sido contido. Para além de a maioria dos repórteres fazer um trabalho de manipulação das consciências na mais grosseira linha tablóide – enquanto nos estúdios se trata das tarefas de manipulação mais tecnicamente política – quase todos jogam um jogo muito perigoso ao insistir em remexer nas emoções e feridas emocionais das vítimas com, por vezes, o entusiasmo de um torturador. [Read more…]