A gente vai continuar, Jorge
R.I.P. Jorge Palma
A estrada não chegou ao fim, a tua música irá continuar.
Obrigado, Jorge!
Segundo reza a lenda…
… Les Claypool fez um pacto com o diabo. Até hoje, não se sabe o que Claypool recebeu em troca. O diabo, esse, ficou com umas maravilhosas lições de baixo.
Umar Kremlev, o oligarca russo que pagou o casamento do filho de Trump

Umar Kremlev não é apenas um dos mais influentes oligarcas russos, próximo, claro, de Vladimir Putin. Ele foi o principal patrocinador do casamento de Donald Trump Jr., um dos nepo-babies do Corrupt-in-Chief.
Proponho o seguinte exercício: imaginemos que o filho do Lula da Silva decide dar o nó e que a boda, nas Bahamas, é financiada por um oligarca russo da entourage de Putin.
Consegues imaginar a onda de revolta no comentariado nacional?
Consegues imaginar a seita neofascista a guinchar no Parlamento?
Consegues imaginar a demagogia do Pedro Pinto em Ozempic que a IL tem a usufruir de um tacho em Bruxelas, mas que passa os dias a falar dos tachos dos outros em vídeos no Tiktok do PCC, em vez de trabalhar?
Eu sei que consegues.
A frase do dia:
O ano do cancelamento de Ricardo Reis

Ricardo Reis é um dos economistas portugueses mais reputados, dentro e fora de portas. E estava na linha da frente para ser o novo economista-chefe do FMI.
Acontece que Ricardo Reis, sendo um economista sério, independentemente daquilo que possamos achar do seu pensamento económico e político, teve a ousadia de afirmar o óbvio: que as tarifas de Trump afectariam sobretudo o regular Sam.
Trump não gostou.
Reis foi cancelado.
E a sua candidatura a economista-chefe do FMI desconsiderada.
Quem o afirma é o Financial Times, esse perigoso órgão de propaganda comunista.
Se não servir para outra coisa, que o cancelamento de Ricardo Reis sirva para que a direita democrática – sobretudo a liberal que gosta de flirtar com Mileis e Bukeles – perceba que ninguém está a salvo do fascismo pós-moderno de Trump. Agora podem ser os “socialistas”, but make no mistake: os próximos “socialistas” serão vocês. E não digam que o Niemöller não avisou.
A frase do dia:
“Não está em causa o direito à opinião, está em causa o relativismo opinativo”
—Ana Cristina Leonardo
Seinfeld e os hipócritas

Não me interessa se o Seinfeld vem ou não a Portugal.
Não muda nada.
Não salva uma pessoa, não acaba com a fome, não pára o genocídio.
E não faltam por cá colaboracionistas que defendem a matança e o terrorismo sionista nas principais TVs e jornais deste país.
Também não faltam hipocrisias.
Das alegadas feministas que promovem produtos da Prozis aos alegados cristãos a defendem o bombardeamento de civis inocentes, passando pelos nacionalistas que juram vassalagem aos líderes de outros países ou pelos anti-comunistas que deslocalizaram a produção para Guangzhou, temos cá de tudo, da esquerda à direita, do liberalismo mais selvagem ao conservadorismo mais castrador.
Também não me venham com as ligações da MEO ao regime sionista. Se vamos por aí, vamos ter que boicotar muitas empresas portuguesas. E todos os partidos do PS até aos neonazis. E clubes de futebol. E empresas de construção. E comunicação social. E marcas de roupa. E hipermercados. Nunca mais saíamos daqui.
Uma coisa te garanto: se o festival fosse patrocinado por uma empresa russa próxima do Kremlin e tivesse um putinista como cabeça-de-cartaz, não estaríamos a ter a mesma conversa.
E essa é a maior de todas as hipocrisias.
P.S: A direita woke guincha, histérica, com o alegado cancelamento do Seinfeld. Enquanto aplaude as perseguições, os homicídios de dissidentes e a proibição de livros que Trump e a sua seita de corruptos têm promovido. Parabéns, por conseguirem ser ainda mais morcões que a esquerda woke. Não foi fácil, mas vocês conseguiram.
Um esgoto alegadamente cristão

Repugnante é a palavra que me ocorre. Porque nada nesta notícia falsa e canalha, parida no esgoto neofascista do costume, é deixado ao acaso.
Primeiro, oferecem-se telemóveis aos refugiados ou imigrantes que chegam a Espanha. Milhões acreditam no absurdo. Gritam nas redes, juntamente com os bots das troll farms. A mentira espalha-se e transforma-se em verdade para alguns. Por muito que se desminta, o mal está feito. E propagar-se-á pela eternidade.
Porque é que os oligarcas odeiam sindicatos? A Coreia do Sul explica.

Na Coreia do Sul, algo raro aconteceu que merece a nossa atenção.
O caso passou despercebido por cá, e percebe-se porquê. Porque, numa decisão sem precedentes, a Samsung decidiu distribuir cerca de 23 mil milhões de euros pelos seus funcionários.
Sim, leste bem: 23 mil milhões de euros.
Não foi na ordem dos milhões.
Foi na ordem dos mil milhões.
A decisão resulta de uma ameaça de paralisação total por parte dos sindicatos. A greve teria um custo muito elevado que a empresa não quis pagar.
Morte, caos e miséria: o plano que a extrema-direita tem para ti

Domingo paguei uma pequena fortuna para atestar o depósito do meu carro. E fiz bem. Tanto quanto sei, o valor do gasóleo atingiu ontem o valor mais alto de sempre.
Leste bem: o valor mais alto de sempre.
Desta vez, porém, o assalto em questão não é da exclusiva responsabilidade da ganância dos oligarcas monopolistas dos combustíveis, que é preciso taxar em proporção. Se eles nos podem explorar como senhores feudais, o povo tem o direito de lutar por ver a sua riqueza taxada. O assalto não pode ficar sem resposta e cada um luta com as armas que tem. Os oligarcas lutam com o dinheiro que lhes permite comprar políticos, órgãos de comunicação social e anúncios nas redes sociais. A nós resta-nos votar em quem esteja dispostos a taxá-los.
Dizes estas merdas para nos sacar guita, Gustavo?

Juro-vos, pela minha saúde, que não queria emprestar o meu pequeno palco a uma figura tão sinistra como Gustavo Santos.
Um tipo tão cheio de si que se apresenta como uma espécie de enviado de Deus.
E, para grande espanto meu, há quem acredite.
Mas desta vez não pude deixar passar.
Porque isto mexe-me nas entranhas.
E porque sei, minimamente, do que falo.
Faz este mês 10 anos que me juntei à Acreditar.
Sou voluntário no internamento oncológico da ala pediátrica do São João.
Lidei com dezenas, talvez centenas de crianças com cancro.
Crianças, recém-nascidos, bebés e pré-adolescentes.
E com mães e pais desesperados, sem saber o que fazer.
Ora, segundo a pseudociência de treta de Gustavo Santos, o cancro resulta de estados emocionais como raiva, ódio, culpa, vergonha ou rancor.
E eu gostava de perguntar a esse oportunista, que faz vida da exploração dos medos das pessoas mais frágeis, que raiva, ódio, culpa, vergonha ou rancor tem um recém-nascido com um tumor cerebral, como já vi alguns.
Aliás, gostava de o ver dizer isso na cara dos pais dessas crianças. E ficar a ver o resultado da audácia canalha e sem vergonha.
É interessante, para qualquer pessoa que conhece as narrativas alucinadas desta pessoa, notar igualmente a incongruência. Se raiva, ódio, culpa, vergonha ou rancor fossem razão para ter um cancro, Gustavo Santos já teria uns 20.
É revoltante.
Imaginem a mãe ou o pai de uma criança que luta contra um cancro e ter que ler uma monstruosidade como a que Gustavo Santos proferiu.
É difícil descer mais baixo que isto.
Portugal precisa de acordar, de facto, e recusar a demagogia populista deste oportunista sem escrúpulos.
Nem uma criança com cancro respeita.
E isto diz-me tudo o que preciso de saber sobre ele.
Repugnante.
Absolutamente repugnante.
A maior derrota de José Mourinho
Mourinho é uma recente prova viva de que as derrotas não são inevitáveis, coisíssima nenhuma. E o jornalista da Cadena SER ficou sem resposta à altura e, pior, sem a informação.

Leão XIV e a Al-Qaeda sionista

No final do Angelus de 16 de Agosto, o Papa Leão XIV dirigiu-se aos peregrinos presentes na Praça de São Pedro para apelar ao fim da violência israelita contra os habitantes da Cisjordânia. E instou a comunidade internacional a concretizar a solução de dois estados.
Segundo a rede de propaganda da Al-Qaeda sionista, que por cá recruta idiotas úteis em partidos, redes sociais e outros bordéis, Leão XIV é um antissemita.
Não porque verdadeiramente o seja, só um mentecapto pensaria tal coisa, mas porque a máquina de propaganda sionista é tão poderosa que consegue convencer imensas pessoas de que qualquer critica à política externa totalitária e genocida do governo de Israel equivale a odiar judeus. Uma conclusão, lá está, só acessível ao mais mentecapto dos mentecaptos.
Estranhamente, pelo menos por cá, existe um conjunto de pessoas, sobretudo de alegados conservadores e defensores dos valores cristãos, que discorda do Santo Padre. Que entende que os terroristas israelitas podem continuar a ocupar a Cisjordânia, a exercer violência sobre os seus habitantes, a roubar as suas casas, a destruir a sua propriedade e a arrancar as suas oliveiras. Que entende que massacrar inocentes civis, incluindo milhares de crianças, é compatível com os ensinamentos de Jesus.
Não é.
Jesus oferecia a outra face.
Netanyahu usa a fome como arma a mata crianças com bombas. O que o aproxima mais de Estaline e Hitler do que de Jesus.
Percebes a diferença?
Claro que percebes. Não és mentecapto.
Luís Neves?
Eis a minha reflexão reactiva e a minha reacção reflectida em relação ao caso Luís Neves:
Já agora, contextualize-se: o essencial, uma reacção e mais uma reflexão.
Pedro Frazão guinchou: quer cancelar a Lusa

Rute Sousa: selectivamente pró-vida?

Segundo Rute Sousa, uma mulher “conservadora” que considera que a comunicação social está tomada pela esquerda e pelo progressismo, algo que conjuga harmoniosamente com o facto de a SIC Notícias a ter vindo a promover activamente nas últimas semanas, uns dias como influenciadora, outros como especialista em comunicação, uma criança que seja violada pelo pai deve ser obrigada a ter o filho.
Vamos parar um minuto para pensar nisto.
Uma criança, que nem à adolescência chegou, deve ser obrigada a carregar um feto fruto de uma violação do próprio pai. Como se a possibilidade de se ser violada pelo próprio pai não fosse, por si só, horrenda, Rute Sousa defende que a criança deve ser obrigada a dar à luz um filho que é simultaneamente seu irmão, e viver com isso o resto da vida.
Tudo em nome da ideologia que a Rute defende.
A Venezuela que a (extrema) direita gosta

O sector infanto-juvenil da direita radical e da extrema-direita adora usar o argumento “Venezuela”, entre um macaco tirado do nariz e um vidro partido à pedrada.
Contudo, desde que Trump mandou raptar Maduro e chegou a acordo com o restante regime que governa o país há anos, a criançada mudou a cassete. Agora, aparentemente, a Venezuela é um país livre. Apesar de governado pela antiga nº2 do ditador venezuelano, do exército manter o seu poder e da população continuar a viver miserável e oprimida.
Da AD ao CH, passando, claro, pela IL, não faltam adolescentes fascinados com o novo regime venezuelano, que na verdade é exactamente o mesmo, sem Maduro. Parece que se libertou não sei quê. Presumo que terá sido dos barris de petróleo confiscados pelo cartel trumpista. Empreendedorismo do bom. Mercado a funcionar para os donos daquilo tudo, como os luso-salgados adoram.
Leão XIV é anti-semita?

No final do Angelus de 16 de Agosto, o Papa Leão XIV dirigiu-se aos peregrinos presentes na Praça de São Pedro para apelar ao fim da violência israelita contra os habitantes da Cisjordânia. E instou a comunidade internacional a concretizar a solução de dois estados.
Segundo a rede de propaganda da Al-Qaeda sionista, que por cá recruta idiotas úteis em partidos, redes sociais e outros bordéis, Leão XIV é um anti-semita.
Não porque verdadeiramente o seja, só um mentecapto pensaria tal coisa, mas porque a máquina de propaganda sionista é tão poderosa que consegue convencer imensas pessoas de que qualquer critica à política externa totalitária e genocida do governo de Israel equivale a odiar judeus. Uma conclusão, lá está, só acessível ao mais mentecapto dos mentecaptos.
The Handmaid’s Tale, versão portuguesa Herbert Richers

É injusto culpar a unipessoal André Ventura pelo surgimento de um movimento de instrumentalização político ancorado no fanatismo religioso, alegadamente criado por mulheres conservadoras. Também lá estão fundamentalistas do PSD e do CDS a ajudar os respectivos partidos a cavar a sua sepultura. Cada partido tem o necrófago que merece.
É bom deixar algo muito claro desde já: quem defende e celebra um genocídio, quem defende o ódio contra outros povos ou religiões e quem defende corruptos que encornam a mulher com prostitutas e actrizes porno está desde logo apresentado. Usam Deus em vão e incorrem em pecado mortal. Dito por outras palavras, são uma fraude. Ou, quiçá, são um estratagema do Diabo para encaminhar o rebanho para o fogo do inferno.
São, em toda a linha, a negação dos ensinamentos de Jesus que dizem defender.
O ouro das famílias
Antecipando o novo ano escolar, a internet das coisas diz-me que é de esperar haver clientela potencial para a venda de ouro para financiar a escola dos filhos.
Isto leva-me a perguntar se:
– a Educação não era universal e extensível a todos, independentemente do berço?
– já não há classe média em Portugal?
– o ouro não era, por excelência, o produto clássico de poupança das famílias para o futuro distante, ou emergências?
– o ouro, metáfora da providência, passou a ser a conta à ordem das famílias?
É disto que os alemães devem ter inveja?











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