
Dos Tradutores Contra o Acordo Ortográfico
“Costuma dizer-se que quem não chora não mama. Ah, esperem, não é isso”.
#abortoortográfico #anedótico #ridículo #línguadescaracterizada #revogação
Expor ao vento. Arejar. Segurar pelas ventas. Farejar, pressentir, suspeitar. Chegar.

Dos Tradutores Contra o Acordo Ortográfico
“Costuma dizer-se que quem não chora não mama. Ah, esperem, não é isso”.
#abortoortográfico #anedótico #ridículo #línguadescaracterizada #revogação
O do génio do John Frusciante. Não sai com estrondo e, quando volta, tem sempre estilo.
Obrigado, John.

Ontem, o palestiniano Adam Maarouf foi obrigado pelas IDF a ir para o terraço do prédio, caso contrário incendiavam-lhe a casa.
Cumpriu a ordem. Logo que chegou lá acima, foi assassinado através de um míssil nazisraelita.
Durante o dia, uma missão diplomática da França, Bélgica e Polónia, em visita à cidade palestiniana cristã de Taybeh, foi atacada e ferida por um grupo de nazisraelitas mascarados. 7 veículos todo-o-terreno de colonos cercaram um dos carros, da embaixada belga, e partiram-lhe os vidros. Um dos membros da comitiva era um autarca francês de 78 anos.
No mesmo dia em que ficamos a saber que está proibida, até novas ordens, a entrada de qualquer tipo de produtos em Gaza.
O genocídio continua, mas Luís Montenegro ainda não teve tempo para falar sobre o assunto. Tem andado a fazer a segurança à sua casa de Espinho, ameaçada por um egoístico do Porto.
Aquando da carga policial ocorrida na Praça D. João I, no Porto, sobre os manifestantes, cedo foi dada como proporcional e adequada por Pedro Duarte, Luís Montenegro, André Ventura, Mariana Leitão, Paulo Núncio, Pedro Pinto, etc. Estes ilustres da Direita, falaram com tal certeza que qualquer um pensaria que tinham estado lá a assistir e que falavam com conhecimento de causa. Mais, ainda, Rui Rio disse que, pela sua experiência em sede destas situações, a PSP deve ter agido correctamente, algo que o Capitão Renault de “Casablanca”, na esteira da sua clássica fala “Round up the usual suspects“, não teria dito melhor.
O pior, foi mesmo Carlos Abreu Amorim, que no Parlamento disse “O Governo não vai ceder aos gritos que vêm das ruas”. Talvez pouco ambicioso, pois que, em bom rigor o que o Governo tem feito é não ouvir, seja o que vem das ruas seja o que for.
Considerando que para haver gritos nas ruas em Portugal é preciso que algo esteja mesmo muito mal, Carlos Abreu Amorim revelou um completo desacerto com a realidade histórica e social do país. Desacerto e não ignorância. O que revela bem a lógica social-democrata que impera no actual PPD: grau zero. Talvez uma boa notícia para Pedro Passos Coelho e para o seu sonho de aliança com o Chega.
Entretanto, continuamos a braços com o problema da habitação que é grave, muito grave. E nenhuma resposta eficaz tem sido dada por parte deste Governo. Tal como não foi dada pelo Governo de António Costa – que mostrou ser um excelente gestor, mas, infelizmente, apenas da sua carreira política e não do país. E, perante um problema grave que persiste, agrava, ninguém resolve, como ousa vir alguém gritar para a rua? Como ousam gritar na rua, para que um Governo ouça o que urge resolver? Como ousam gritar na rua a falta de tecto? Como ousam? Mas pensam que são quem? Zeca Afonso?

Ontem à noite, num raide na zona de Sheikh Radwan, em Gaza, as forças de Nazisrael assassinaram mais um jornalista Palestiniano.
Chamava-se Ubada al-Murtadji e é mais um a juntar aos mais de 260 que já foram mortos nos últimos três anos. Nazisrael não quer testemunhas do genocídio em curso.
Pela manhã, a jornalista americana Heidi Levine, em serviço para o Washington Post, fora agredida selvaticamente, durante 10 minutos, ao murro e ao pontapé. Por quê? Por estar a fazer a cobertura de mais um ataque de 80 colonos nazisraelitas, protegidos pelas IDF, aos apanhadores palestinianos de azeitona na cidade de Abu Falah.
Isto no mesmo dia em que a pequena Maryam Ghanem, que viu a sua mãe ser queimada viva dentro do seu apartamento pelas forças nazisraelitas, na quarta-feira, continua a sua recuperação.
Quanto aos políticos portugueses e europeus, continuam a assobiar para o lado.

Entristece-me a leveza com que tantos celebram o uso excessivo do cassetete contra manifestantes inofensivos que tentam chamar a atenção para o grande problema deste tempo.
Como se lutar por um tecto a preço justo fosse um crime de lesa-pátria.
Se isto fosse a Rússia, estas pessoas estariam a aplaudir a repressão de Putin contra qualquer protesto pró-democracia.
Se fosse a China, estariam do lado do tanque de Tiananmen.
Sem alma e com muitas Ale-Hop, Tiger e Normal. É no que se transformou o Porto – numa cidade banal.
Mas para essa banalidade chamada Pedro Duarte, o problema é a justa e pacífica luta dos portuenses pelo direito à habitação.
Diz o presidente da Câmara, O Implacável, que a praça D. João I não pode ser um parque de campismo.
Curiosamente, só é implacável quando lhe dá jeito. [Read more…]


Donald Trump chegou a um acordo com Vladimir Putin, que envolve a compra de gasóleo russo. O acordo surge num momento em que o Estreito de Ormuz se mantém fechado, fruto da guerra lançada por Trump contra o Irão, aliado estratégico da Rússia.
Porque é que isto acontece?
Porque Trump está preocupado com aumento do custo de sobrevivência dos seus súbditos?
Claro que não.
Com a habitual fanfarronice, o Agente Laranja anunciou que Putin veio em seu socorro face ao pânico eleitoral do próximo Novembro. Saber-se-á um dia, talvez, quanto lhe pagará, para além da óbvia permissão para poder continuar a lixar, com F, a Europa.
Pelo caminho, lá foi fazendo a liturgia aos acólitos da MAGA sobre controlar TOTALMENTE, a gritar como escreve, o Estreito de Hormuz e qualquer coisa sobre a bomba nucelar do Irão agora não vir a existir, isto depois ele dizer que o primeiro ataque ao Irão o tinha impossibilitado de a construir. Trump é um alucinado mas é preciso não esquecer que mais de metade dos eleitores americanos votaram naquele monte de esterco. E a outra metade anda à sombra da bananeira à espera de vez. A mesma metade que elegeu o Santo Obama, o qual declarou solenemente que o foco da América passaria a ser o Pacífico, em vez da Europa. Com amigos destes, quem precisa de inimigos?
Entretanto, o caixeiro-viajante Rubio veio cá vender o seu produto, os caças que Portugal poderá vir a comprar. Pelo caminho, trouxe chantilly para enfeitar o bolo das relações diplomáticas e uns alertas sobre o escorpião chinês, como se não fossem os americanos da era MAGA o maior desastre que aconteceu à Europa e a Portugal por arrasto. Não é que antes dos MAGA as coisas estivessem bem. Mas Trump deu terreno a Putin e a Bibi para fazerem a porcaria que fizeram. E, com o ego bem afagado por Bibi, deixou-se arrastar para o conflito no Irão que os israelitas desejavam há décadas. Portanto, o sr. Rubio que vá dar banho ao cão, juntamente com o seu amigo JD, que já disse ao que vem quanto à Europa.
Resta saber se Jacinto Leite Capelo Rego voltará a fazer generosos donativos ao CDS. Que os negócios da Defesa estão envoltos num nevoeiro mais denso do que o de Alcácer-Quibir, estão.
Pelo caminho, Amadeu Guerra acabou com o Think Tank – iniciativa Antifraude. Parece que havia lá uma juíza que fazia relatórios chatos sobre o PRR, esses onde o inspetor-geral das Finanças confessou, em audiência parlamentar, que dava uns jeitinhos para “não fechar a torneira dos fundos”. Vale a pena ler o artigo de Susana Peralalta no Público “Extinção preventiva“, onde ela explica a “história mais verdadeira e menos recomendável sobre a extinção do Think Tank”.
Só gostava de saber onde andam os do O Insurgente e companhia que passavam o tempo a bater no PS e que agora andam calados com o Sócrates, perdão, o Montenegro que nos governa. Ah esperem, agora chegaram a excelsos deputados.
Com tanta tragédia, valha-nos a comédia com que Montenegro nos tem brindado com a novela mexicana de quem não tem um espelho em casa.
Depois do número de prestidigitação ao ligar para a FPF, Ró náldo, como dizem nas televisões, e para Jesus, brinda-nos agora com umas bocas a Varandas. Enquanto se fala do acessório, não se fala do estado do Estado. Haja um ilusionista que nos entretanha.
Jacques Chancel: Mais vous êtes conscient de faire quelque chose d’utile ?
Michel Foucault: Vous supprimeriez ma personne et mes livres, ça ne changerait pratiquement rien.
—Michel Foucault Entretiens radiophoniques, 1961-1983 Flammarion / VRIN / INA***
Dizia-nos ontem o Público que “a proposta orçamental elaborada pelo segundo Governo de Luís Montenegro será entregue esta tarde [8 de Outubro de 2026], às 14h15“. Isto significa que seriam 15h15 onde me encontro e não poderia estudar a proposta a tempo de acabar o texto no próprio dia. Com um dia de atraso em relação ao ideal, espero que a amostra seja do vosso agrado.

O ministro de Estado e das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento, faz a entrega do OE a José Pedro Aguiar Branco, presidente da AR. Foto: Nuno Ferreira Santos
Após 2012, 2013, 2014, 2015, 2016, 2017, 2018, 2019, 2020, 2021, 2022 [1] e [2], 2023, 2024, 2025 e 2026, foi finalmente admitida, embora de forma implícita, a razão pela qual muitos representantes do povo têm votado favoravelmente as várias propostas.
Efectivamente, para a tomada de decisões, há partidos aos quais bastam umas ideias gerais (“exigência sobre a revisão constitucional que tinham feito a Montenegro”) e uns nomes de pessoas (“salientam também como dado positivo suplementar a escolha de Paulo Mota Pinto para dirigir o processo no PSD”) . Independentemente do texto. Em suma, o texto não interessa absolutamente nada. Tudo isto poderia ser tramitado através da oralidade, como acontece com umas toalhas de praia compradas na feira ou com uns ovos trazidos da senhora que está às segundas de manhã nas arcadas.
A verdade nua e crua é que quem irá votar o OE2027 não terá lido aquilo que lá está escrito. Uma excepção, já sabemos, será a deputada Eva Cruzeiro. Mas isso não chega. Tudo isto é triste, tudo isto é grave, excessivamente grave, como diria o outro.
De facto, o que encontramos no Relatório sobre a proposta de Lei do Orçamento do Estado para 2027 (OE2027) (pdf)?
Vejamos uma pequena e simples amostra: [Read more…]
Father Barry: I’m in the church if you need me.
Edie: You’re in the church if I need you? Did you ever hear of a saint hiding in a church? I want to know who killed my brother!
—Há Lodo no CaisKitty Fremont: We have a saying in Indiana: “The braver the bird, the fatter the cat.”
—Exodus
***
No dia em que é notícia a morte de Eva Marie Saint, lembrei-me de uma letra e de uma história. Antes de ter decorado a letra da Rattlesnakes dos Lloyd Cole and the Commotions, nunca tivera dúvidas quanto ao nome da senhora: Eva Marie Saint. Eva. Com a. Mas o excelente Lloyd Cole enganou-se no nome da actriz em apreço (como diz a juventude actual, “quem nunca?”) e saiu-lhe “She looks like Eve Marie Saint in On The Waterfront“. Eve em vez de Eva. Não é grave, Lloyd Cole, c’est pas grave, estás perdoado. Aliás, aparentemente, só eu é que dei por ela. Entre Eva e Eve, por amor dos deuses (direis). Mas estas coisas, não sendo graves, têm consequências, têm impacto. Por exemplo, há uns anos, por causa de um estudo, em vez de ligar a uma amiga especialista (Marie-Eve), liguei a outra (Eva Marie). Tudo se resolveu. Pois é. Siga. Descanse em paz, Eva Marie Saint (1924-2026).
***

Onze inicial do Benfica no jogo de apresentação da época 1982/83, numa vitória por 4-2 frente ao Ferencvaros. Em cima, da esquerda para a direita: Nené, Filipovic, Humberto Coelho, António Bastos Lopes, Shéu e Bento. Em baixo: Veloso, Chalana, Carlos Manuel, Alves e Pietra.
“A maior parte da música é uma merda”
–-Mário Barreiros
“Isto é muito confuso para a tua cabeça”
—Jorge Jesus
Efectivamente. Há 40 anos, foi-nos apresentado o melhor álbum dos Iron Maiden. Muito agradecido por 40 anos disto.
A estrada não chegou ao fim, a tua música irá continuar.
Obrigado, Jorge!
… Les Claypool fez um pacto com o diabo. Até hoje, não se sabe o que Claypool recebeu em troca. O diabo, esse, ficou com umas maravilhosas lições de baixo.

Umar Kremlev não é apenas um dos mais influentes oligarcas russos, próximo, claro, de Vladimir Putin. Ele foi o principal patrocinador do casamento de Donald Trump Jr., um dos nepo-babies do Corrupt-in-Chief.
Proponho o seguinte exercício: imaginemos que o filho do Lula da Silva decide dar o nó e que a boda, nas Bahamas, é financiada por um oligarca russo da entourage de Putin.
Consegues imaginar a onda de revolta no comentariado nacional?
Consegues imaginar a seita neofascista a guinchar no Parlamento?
Consegues imaginar a demagogia do Pedro Pinto em Ozempic que a IL tem a usufruir de um tacho em Bruxelas, mas que passa os dias a falar dos tachos dos outros em vídeos no Tiktok do PCC, em vez de trabalhar?
Eu sei que consegues.

Itamar Ben-Gvir é a mais monstruosa criatura do monstruoso governo Netanyahu.
Um ayatollah Ali Khamenei, versão sionista.
Há dias, protagonizou mais um episódio da sua orgulhosa monstruosidade, que tresanda ao mesmo fedor daqueles que massacraram 6 milhões de judeus nos anos 40. Disse a aberração:
“Acho que devemos levar a cabo assassinatos em Gaza e eliminar entre 30 e 40 pessoas por noite. Não apenas contra aqueles que representam uma ameaça iminente. Existem ali outras pessoas que não merecem viver. Que não devem viver. Não são sequer pessoas.”
Qualquer semelhança entre este discurso e o discurso de um fundamentalista islâmico não é coincidência. As únicas diferenças entre fundamentalistas islâmicos e sionistas são o contexto e o Deus a que rezam. De resto, no que ao extremismo das suas posições diz respeito, pouco os separa.
O sionismo é hoje expressão de intolerância, violência e terrorismo. Uma ideologia de morte e destruição. Comprar influenciadores de mentecaptos e outros fantoches para mascarar a brutalidade com propaganda não vai mudar a realidade.
Um longo monólogo, com muitos gestos e fundo musical E o colega com bichinhos carpinteiros. As perguntas que já não se fazem, colocam-se. Uma confusão de pessoas e de nomes. No afã de interromper e de falar por cima, quase saía um cinquenta por cento, em vez de trinta.

Dos Tradutores Contra o Acordo Ortográfico
“Costuma dizer-se que quem não chora não mama. Ah, esperem, não é isso”.
#abortoortográfico #anedótico #ridículo #línguadescaracterizada #revogação

“A maior parte da música é uma merda”
–-Mário Barreiros
“Isto é muito confuso para a tua cabeça”
—Jorge Jesus
“Não está em causa o direito à opinião, está em causa o relativismo opinativo”
—Ana Cristina Leonardo
Mourinho é uma recente prova viva de que as derrotas não são inevitáveis, coisíssima nenhuma. E o jornalista da Cadena SER ficou sem resposta à altura e, pior, sem a informação.

Os africanos invadiram África. Ele há cada coisa…
É verdade. Escreveu aquele “agora facto é igual a fato (de roupa)” e nunca se retractou.

Foto:Paulo Novais/Lusa
The Guardian. O que interessa é a arte, a arte, a arte!

(Foto de Francis Goodman/Getty Images)
Segundo EUA e Israel, o Irão está militarmente obliterado. Na realidade, há mísseis iranianos a atingir localidades de Israel (que tem das melhores defesas aéreas do mundo), além da península arábica.
Falta pouco para Trump dizer que acaba esta guerra com um telefonema.
Subida exponencial do preço do petróleo, aumento da inflação e das taxas de juro, perda de poder de compra, perigo de incumprimento nos créditos bancários, tudo em ambiente de forte especulação e de bolha imobiliária. Onde é que eu já vi isto?!
diz Santana Lopes. Pois. Mas só uma pessoa escreveu «agora “facto” é igual a fato (de roupa)». Uma.
Vinícius Jr. “incluiu a Seleção Nacional no lote de favoritos à conquista do Mundial 2026“. Lembrete: ‘selecção’ ≠ ‘seleção’.
Efectivamente, no Expresso: “Enfermeiro nomeado para coordenador da Estrutura de Missão para as Energias Renováveis deixou o cargo quatro dias depois da nomeação ter sido publicada“.
É possível lermos, num artigo de Jorge Pinto, “um partido que defende a política assente na ciência e nos dados” e a indicação “O autor escreve segundo o acordo ortográfico de 1990“? É.
“uma constatação de factos“. Factos? Com /k/? Estranho. Então e o “agora facto é igual a fato (de roupa)“?
“o nosso sentimento e as nossas condolências para com as famílias daqueles que não evitaram a trágica consequência de perder a vida”. Sacanas das pessoas, culpadas de não terem evitado morrer.
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