Jogos de spin e contra-spin

Pelo caminho, que se lixem as pessoas. Valores mais altos se levantam, nomeadamente, o poder. Esse que uns têm e os outros perseguem.

Do lado do governo, procura-se controlar os danos resultantes da fractura exposta que é a descoordenação do Estado. Os cortes nos serviços sucederam-se ao longo dos anos e, para piorar, os governos tratam de mudar as chefias para lá colocarem os seus correligionários, o que parece ter acontecido apressadamente em Maio passado  Nada de novo, não se desse o caso de a bomba ter  explodido agora. 

Quanto à oposição, assistimos à construção da narrativa. A estratégia é repetida e consiste fazer aparecer um conjunto de teses que vão sendo repetidas aqui e ali, num círculo de soprar o spin, para depois o cavalgar. Depois da tentativa falhada de escalar os suicídios, continuam a maximizar o lado emocional da questão, agora pela contagem dos mortos. Zero de racionalidade.  Nada de olhar para as causas estruturais da falha, até porque essas não vêm de há dois anos. São transversais e é fogo que todos queima. 

Entretanto, o dinheiro da solidariedade continua a crescer em juros e capital eleitoral algures. E o Estado já virou os holofotes para o que arde presentemente, deixando as cinzas para mais tarde – quem sabe se não as levará o vento. Pobres daqueles que apenas são gente para o Estado no momento de pagar impostos e de apelar ao voto.

Se não… Se não… 

Se não, faço uma birra e bato com o pé.

Ultimatos sem armas são como as ameaças “agarrem-me, que vou a eles”. 

O Excel de Pedrógão

É a assinatura do relâmpago.

Schauble alter ego de Varoufakis?

Se é Tsipras quem o afirma…

Relações improváveis

Existem fortes relações improváveis.

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O aparente regresso da silenciosa resistência

Efectivamente escuto as conversas
Importantes ou ambíguas
Aparentemente sem moralizar

Rui Reininho

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Agradeço ao excelente leitor do costume o envio desta amostra.

Não se trata de novidade. Aparentemente, o jornal A Bola, de vez em quando, regressa aos tempos em que resistia silenciosa e irresponsavelmente.  Efectivamente: silenciosa e irresponsavelmente. Aparentemente, silenciosa e irresponsavelmente? Não! Efectivamente! Efectivamente, silenciosa e irresponsavelmente.

Exactamente. Efectivamente.

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A coligação PSD – PNR

Pronto, já não há dúvidas: Passos Coelho reafirmou o seu apoio a André Ventura na sua candidatura à Câmara de Loures. Junta-se, assim, ao já declarado apoio do PNR. Por escolha própria; depois não se queixe dos compreensíveis adjectivos que aí vêm.

Vale tudo

Brincar às contabilidades com a cinza dos mortos. Coisa feia e triste.

Nota sobre as Caves de Vinho do Porto

Caves do Vinho do Porto/”World of Wine”. Imagem tornada pública pelos promotores do projecto.

Numa mensagem que me dirigiu através da caixa de comentários do Aventar, o Sr. Adrian Bridge, responsável da empresa The Fladgate Partnership, promotora do projecto imobiliário previsto para as Caves de Vinho do Porto, informa que uma das imagens que ilustra os vários textos que aqui publiquei sobre o assunto foi erradamente apresentada, pelo Município de Vila Nova de Gaia, como correspondendo ao projecto aprovado para o local.
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Falta liberdade de escolha na escola…

Todos querem o seu problema resolvido sem atacar questões de fundo ou colocar dogmas em causa, em particular o politicamente correcto. Quem reside junto de uma boa escola tende a reivindicar o direito de proximidade para matricular os filhos perto de casa. Quem tem perto uma escola de reputação duvidosa, argumenta com o direito de matricular filhos onde quer. Se necessário, uns e outros recorrem a vários expedientes, da cunha ao suborno tudo vale para conseguir levar por diante as suas pretensões. [Read more…]

O Carvão

O John Oliver é um “englishman in New York“.
Não é nem jornalista nem sociólogo nem economista mas consegue antever o futuro da indústria do carvão nos EUA, um futuro de declínio iniciado… há décadas.
Por mais que Egocêntrico Cabeludo  Trump jure que sim, que vai criar postos de trabalho nas minas de carvão, a verdade é que isso é virtualmente impossível de acontecer, tanto porque a mineração a céu aberto gasta muito menos mão-de-obra como também porque o gás natural e as energias renováveis têm conquistado o seu quinhão no mercado.

Podem um humorista e o humor serem mais assertivos que os burocratas? Ora bem…

Publicitário ligado ao PS ganha 300 mil euros para campanha relacionada com Pedrógão Grande?

Explica lá isso melhor, Expresso. Se for o que parece, para além de grave é muito estranho. Para que é que o PS precisa de um publicitário em Pedrógão? Para fins de propaganda? Ou estaremos perante mais um caso de manipulação, disfarçado de incompetência? Será mais um facto alternativo a sair da redacção do fundador do PSD? Expliquem-nos, por favor, onde é que este publicitário encaixa na tragédia de Pedrógão. E no fim não se esqueçam de mandar o Ricardo Costa fazer birra para o Twitter porque Os Truques são muito maus e vos apanham as manhas, ok?

O petróleo verde, assim lhe chamou Mira Amaral

Lembro-me perfeitamente do artigo plasmado nas páginas do Público no qual se defendia a tese de Mira Amaral sobre a floresta ser o nosso petróleo verde. Por floresta leia-se eucalipto, que era o que estava em alta nessa altura, nos tempos áureos de Cavaco Silva como primeiro-ministro. Infelizmente, não encontro o artigo, pois seria interessante revisitá-lo.

Não sou o único a disso me recordar. Miguel Sousa Tavares já disso tinha falado em 2003 no Público e agora retornou o tema no Expresso.

Miguel Sousa Tavares diz que o ministro da Agricultura desta altura defendeu o abandono da agricultura a “troco de indemnizações” e que o da Indústria e Energia defendeu a “eucaliptização” do país, lembrando ainda que o ministro disse que os eucaliptos eram “o nosso petróleo verde”.

O comentador aproveitou até para deixar uma mensagem a Mira Amaral: “o seu petróleo não é verde, é da cor do fogo”.

Para Miguel Sousa Tavares, estes fatores estão todos ligados, pois acredita que vamos ter cada vez mais incêndios em zonas que a agricultura foi abandonada e onde não há ninguém.

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Amigos?

Que há em comum entre Manuela Ferreira Leite, Rui Rio e Morais Sarmento? Para além de serem do PSD e não gostarem do Passos Coelho?

Qualquer deles tinha apoiado o Ricardo Salgado e o BES em 2014.

Viva o Partido Comunista Português!

Se não fosse o PCP a defender a propriedade privada, o que seria deste país!

Leitores vítimas de burla no Correio da Manhã

A história envolve uma empresa chamada Just Up, que produziu a série “Ministério do Tempo”, encomendada e transmitida pela RTP. A Just Up não terá pago aos actores, e o Correio da Manha apressou-se a noticiar a alegada burla, atribuindo-a sibilinamente à RTP.

É só mais um caso de manipulação descarada e nada inocente – agravado pelo facto de a “notícia” apenas estar disponível online para assinantes, pelo que o leitor comum fica apenas com a “informação” do título.

A “estratégia de ataque” está em curso desde há vários anos e tem objectivos bem definidos. Foi assim que já se assistiu a uma tentativa de tomada de assalto da Comissão da Carteira Profissional de Jornalista por um grupo de homens-de-mão da Cofina, por sinal empresa proprietária do CM, que por sua vez é a publicação que detém o maior número de queixas na CCPJ. [Read more…]

Contatável

Mat Hayward/Getty Images (http://bit.ly/2tLjj2O)

We should be able to move forward.

— Chester Bennington (1976-2017)

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Ontem, foi um dia extremamente activo no sítio do costume.

Todavia, não houve contatos.

Houve anteontem. [Read more…]

Sina


A instrumentalização de Pedrógão, a promiscuidade autárquica e aquele senhor dos suicídios que não aconteceram

Foto: Município de Pedrógão Grande

Leio a posta do Jorge e não fico nada chocado, ainda que numa situação normal devesse. O emaranhado autárquico é nebuloso, feito de arranjos partidários que servem interesses que não o da generalidade dos munícipes, saturado de esquemas de corrupção, clientelismo e tráfico de influências e apinhado de oportunistas sem escrúpulos. Sabemos o que a casa gasta, pelo que não surpreenderá a possibilidade de que recursos doados pelos portugueses acabem por ser usados em prol das mui nobres campanhas eleitorais de quem se conseguir fazer à vida. [Read more…]

Autoridade Nacional de Protecção Civil 5-1 Rádio Televisão Portuguesa

Racismo

Filho de um Cigano

e da portuguesa Lúcia Gomes, de Castro Marim. Um deus entre duas águas. Diz, Paco?

Portugal é um país racista?

Está por todo o lado a pergunta: Portugal é um país racista? Lamento a pergunta e lamento as respostas, sejam afirmativas, sejam negativas, já que nem a pergunta nem as respostas permitem aprender e compreender nada. Porque a pergunta não tem sentido. Mas se a pergunta for: há racismo em Portugal? – já a resposta afirmativa é evidente e se entende, até como ponto de partida para uma maior compreensão da situação. Desse racismo resta saber qual o grau e a natureza. Porque preconceitos como o racismo avaliam-se em escalas de atitude, como qualquer psicossociólogo saberá explicar. Esta observação pode não ser simpática, mas o rigor raramente o é. Em questões como esta, se queremos aprender e transformar, temos de evitar o maniqueísmo e a popularidade dos juízos fáceis. Acho eu.

O Ventura

Pensar que as declarações racistas e xenófobas do Ventura do PSD são uma gafe, um lapso, é uma ingenuidade perigosa. Aquilo é mesmo uma proposta de linha política, que busca apoios e tenta sondar tendências. O facto de o partido apoiante não ter tomado uma atitude de rejeição só pode ter um de dois significados: simples indigência política ou, o que é muito pior, concordância.

Efectivamente, Coentrão

Exactamente: «uma inscrição num cachecol que não reflecte o respeito que nutro por todas as instituições». Óptimo.

Chamaram-me cigano

Exactamente.

Quem são os Ciganos?

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Artigo integral da Infopédia:

Os Ciganos

“Originários do Noroeste da Índia, o povo que hoje é conhecido por cigano ou Rom partiu em êxodo desta região por volta do ano 1000 por razões ainda hoje não totalmente esclarecidas. Este povo espalhou-se pela Ásia e Norte da Europa num surto de migração que deu origem à denominação povo Rom. Um outro fluxo de migração passou pelo Egipto, daí o nome de gypsy , tsigane , gitano e cigano, e veio a espalhar-se pelo Norte de África, Península Ibérica e Sul da Europa.
[Read more…]

Os gays

Depois dos Ciganos e dos Pretos, André Ventura vai atirar-se aos gays.

Os Pretos

Depois dos Ciganos, André Ventura vai atirar-se aos pretos.

Os Ciganos

Não vai muito distante o tempo em que os ciganos tinham cavalos.
Muitos dos que hoje se arvoram seus defensores são os que lhes tiraram os cavalos.