As contradições de Assis

FAPPC

Francisco Assis regressou às críticas a António Costa, aos elogios a Passos Coelho e às contradições de quem anseia, desesperadamente, pela sua vez de se instalar no poder. Há cerca de um ano, ainda o desfecho das Legislativas era imprevisível e a aliança à esquerda uma improbabilidade na qual muito poucos acreditariam, trouxe a este espaço a contradição do Assis, que em 2013 se insurgia contra a linguagem extremista usada no Parlamento para criticar o governo Passos/Portas para, dois anos depois, ser o próprio a classificar os partidos que integravam a coligação PSD/CDS-PP como “direita extremista” com a qual não poderia haver qualquer tipo de compromisso. Assis afirmava mesmo que [Read more…]

A metáfora da moda

vacaA coisa é séria e já dava bem uma rechonchuda tese de pós-doc. Falo na importância das metáforas vacuns no discurso político nacional. Ele são as vacas que sorriem, as que voam e, até, as vacas que falam de vacas. Não ignoro, claro, a presença das metáforas e versos de temas animais, digo mais, veterinários. Tudo isto tem raízes antigas, que remontam à esmerada educação de que os mais velhos de nós bem se lembram. Quem pode esquecer a anualmente repetida redacção subordinada ao título “A Vaca”? Obedecia, até, a um modelo, uma matriz. “A vaca é um animal doméstico.Quadrúpede, porque caminha sobre quatro patas. Mamífero, porque se alimenta de leite nos primeiros tempos da sua existência. A vaca é muito nossa amiga e muito útil. Dá-nos o leite, tão importante para a alimentação. A pele, com que se fazem sapatos e vestuário.Os chifres – jamais cornos, atenção! – utilizados em cabos de talheres, botões, etc. E os ossos, com os quais se faz a refinação do açúcar (nunca percebi esta parte, mas era obrigatória). Eu gosto muito da vaca.” Ora, estes eram os atributos que, obrigatoriamente deviam ser mencionados em tal redacção. Jamais se mencionou a capacidade das vacas sorrirem, voarem ou, muito menos, falarem no Parlamento. Claro é, bem o sabemos, que, apesar da sua recente popularidade, a vaca não está só na metáfora política ou na criatividade poética popular. Mesmo formulações genéricas como “V.Exa. é uma besta!” nunca faltaram no Parlamento, ensina-nos Eça. E não faltam as referências desprestigiantes que metem porcos e gamelas, galinhas, seu cacarejo e pequeno cérebro, ovelhas e a sua tendência para ir no rebanho, gatos que devêm timoratos depois de escaldados, leões que se tornam sendeiros à saída, ou dos burros e a sua alegada falta de inteligência – que, na minha opinião, é usada em injustas e desfavoráveis comparações. Desfavoráveis para o jerico, entenda-se. Já nem falo no frequente recurso retórico a bicharada menos doméstica como papagaios, catatuas, vampiros, sanguessugas, lacraus, abutres, vermes em geral e mesmo parasitas intestinais.
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Imagine que era vermelho em vez de amarelo

escola de todas as cores

Imagine o seguinte cenário: estamos algures durante a vigência do anterior governo, período durante o qual foram efectuados cortes profundos na Educação. Revoltados com a situação da escola pública, dirigentes escolares e associações de pais de todo o país decidem iniciar um processo de luta mas não se ficam pelas manifestações. Entre os mecanismos adoptados, vem a público que a estratégia inclui pressionar os alunos a escrever cartas-protesto para o ministério da Educação, instrumentalizadas por adultos com interesses no sector da escola pública, e recorrer a psicólogos com vista a “instruir” as crianças para uma luta que a maioria não percebe. Estão a imaginar? [Read more…]

José Manuel Fernandes apanhado a enganar os seus leitores

o que não é grande novidade mas desta vez fica aqui o registo.

A escola pública é de todas as cores

Rui Bebiano

escola de todas as cores

Afinal, o Tribunal de Contas não se pronunciou sobre os contratos de associação

Contratos de associação - TdC

Foto: Rui Miguel Pedrosa /Visão

Esclarecimento do Tribunal de Contas:

1. Os contratos de associação em questão foram submetidos à fiscalização prévia do Tribunal de Contas (TC) em 2015.

2. Como é habitual, foi produzida uma informação técnica preparatória, pelos Serviços de Apoio do Tribunal, a qual não tem natureza vinculativa e não é notificada às partes.

3. O Tribunal de Contas considerou que os contratos em causa estavam de acordo com a legislação em vigor e que os encargos deles resultantes tinham o devido suporte financeiro, pelo que concedeu visto.

4. Em sede fiscalização prévia, o TC não se pronunciou nem tinha que se pronunciar sobre as questões contratuais que neste momento estão em discussão pelas partes envolvidas. [via Revista Sábado]

Portanto:

  • A informação preparada pelo TC apenas diz que os contratos de 2015 estavam de acordo com a lei. Nada diz sobre se estes devem ou não ser renovados.
  • A malta dos colégios trouxe informação não relevante para a discussão, pretendendo, no entanto, que o TC lhes tinha dado razão.
  • Se o documento do TC “não é notificada às partes”, como é que foi parar às mãos da malta dos colégios?

Será que, afinal, o hélio com que enchem os balões não é inerte e afecta o discernimento?

Se quero um objecto?

Objecto? Objecto? Sim, Expresso. Quero. Obrigado, Expresso. Obrigado.

Celofane

Karp Lykov e a sua filha Agafia, vestidos com as roupas oferecidas pelos membros da expedição de geólogos.

Karp Lykov e a sua filha Agafia, vestidos com as roupas oferecidas pelos membros da expedição.

 

A família Lykov, descoberta por uma expedição de geológos, em 1978, vivia na taiga siberiana há quatro décadas, sem nada saber do mundo, sem avistar qualquer outro ser humano que não um dos seis membros da família, sem paredes de tijolo, sem telhado que repelisse a chuva, sem electricidade, sem canalizações, sem sapatos dignos desse nome, sem cobertores, sem panelas, sem médicos, sem escola, sem notícias do mundo, sempre em risco de morrer de fome ou de qualquer doença que a medicina há muito houvesse domesticado. Viviam numa espécie de bolha, suspensa do tempo, isolada no espaço, uma vida de agruras ancestrais. [Read more…]

A neo-ditadura eurocrata

deficeAs ditaduras que até agora existiram tinham como resultado a repressão de um estado sobre os seus cidadãos. O objectivo destes regimes era manter o poder, dele tirando os devidos benefícios, e as armas para tal usadas foram a censura, a propaganda, o medo e a força física, formas de domar os indivíduos que pudessem constituir uma ameaça à ditadura.

Actualmente, também vivemos uma ditadura, mas que não actua directamente sobre os cidadãos. Um grupo de indivíduos instalados em cargos europeus, do BCE à Comissão Europeia e passando pelo Parlamento Europeu, exerce o seu poder sobre os estados, tornando irrelevante a vontade legitimada democraticamente pelo povo.

A neo-ditadura foge ao uso da censura e da repressão física, os traços mais comummente associados a um regime ditatorial, assim procurando esconder a sua natureza autocrática. Quem hesitaria em chamar ditador a Junker se este mandasse prender alguém que dele discordasse? No entanto, o exercício do poder autoritário é uma uma realidade, apenas concretizado com armas diferentes. Os euro-ditadores têm ao seu dispor a capacidade de cortar o acesso ao financiamento e à redistribuição dos fundos comunitários sob seu controlo, dando-lhes os instrumentos para exercer repressão sobre os estados e, indirectamente, sobre os cidadãos.

As citações seguintes ilustram o exercício da neo-ditadura. [Read more…]

Extra! Extra! O Expresso revela tudo sobre o caso Panamá

Lamento, o título deste post é falso. A edição deste sábado não traz uma única chamada à capa sobre o assunto. Morreu, sem sequer ter nascido. Jornalismo de referência, dizem.

Colégios: arrancar braços e pernas

puxarbracos

 

Colégios: opções editoriais amarelas

A opção de algumas redacções pelos amarelitos é algo que não surpreende, mas que me fez alguma comichão. Se um mísero corte em apenas 39 colégios (há mais de 2000) levanta esta poeira toda, imagino o que aconteceria se o governo tentasse despedir 40 mil professores da Escola Pública. Até a Igreja viria dizer qualquer coisa.

Mas, não gosto que os meus cometam os mesmos erros e o Jornal Público ainda é o meu jornal e por isso tenho que lhes bater.

Nas últimas horas conheceram-se três factos sobre este processo e todos eles merecem referência no site do Jornal: [Read more…]

A ameaça extremista e os saudosistas do rectângulo

Austriapic

Nos dias que correm, o significado do termo “liberdade” começa a perder propriedade e passa a servir para tudo. Serve para justificar a especulação e o terrorismo financeiro, serve para legitimar a exploração e a destruição de direitos laborais, serve para subjugar Estados à ditadura dos mercados, serve para que os opositores do Estado Social justifiquem financiamentos estatais ao privado dependente e parasitário e serve também para trazer alguma extrema-direita a reboque. O Partido da Liberdade da Áustria, uma agremiação de fanáticos de extrema-direita neonazi que empunha com vigor a habitual bandeira da xenofobia, é um exemplo que incorpora muito do acima referido.

Acontece que estes fundamentalistas estiveram perto de vencer as Presidênciais austríacas do passado fim-de-semana, embalados por uma oportunista e chico-esperta instrumentalização da crise dos refugiados. Tal como alguns profetas da desgraça que por cá vão saindo do armário, também os nazis austríacos fazem uso, em permanência, da arma do medo. E isso entusiasma os seus pares europeus como Marine Le Pen ou Geert Wilders, sedentos de mais “liberdade” para discriminar, intimidar e reprimir. [Read more…]

Conversas Vadias

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Conversas Vadias – série de entrevistas a Agostinho da Silva, produzidas pela RTP. Vinte e seis anos depois estas conversas continuam actuais, surpreendem pela claridade, perspicácia e saber demonstrados pelo entrevistado.

Página do programa na RTP.

Meteram a viola no saco

red hook

© Red Hook Terminals (http://bit.ly/25qLQw7)

There have always been benevolent aristocrats. That doesn’t make me fall in love with the feudal system.

Noam Chomsky

Alfieri: But this is Red Hook, not Sicily. This is the slum that faces the bay on the seaward side of Brooklyn Bridge. This is the gullet of New York swallowing the tonnage of the world.

— Arthur Miller, A View from the Bridge

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«Perceberam que não tinham razão e meteram a viola no saco», disse hoje António Costa, acerca da forma como Assembleia da República e Governo têm gerido a matéria Acordo Ortográfico de 1990. Efectivamente, depois de terem lido os pareceres (ver nota 13), os deputados e os ministros acabaram por meter a viola … Ah! Não foi sobre o Acordo Ortográfico de…? Foi sobre os colégios. Segundo o primeiro-ministro, os deputados da oposição terão percebido que não tinham razão e meteram a viola no saco. Sobre os colégios. Ah! Não foi sobre o Acordo… OK. Que grande confusão a minha. Peço imensa desculpa. Desejo-vos um óptimo fim-de-semana.

 

Sporting também vai ser condenado?

Ou o facto do seu Vice-Presidente ter sido condenado no exercício das suas funções e procurando “obter vantagem para o seu clube” não é relevante?

Pedro Abrunhosa lança cântico de apoio à selecção brasileira

Segundo a TSF. Efectivamente, como sabemos, ‘selecção’ ≠ ‘seleção’.

Welcome Zé

#welcomejose

José Mário dos Santos Mourinho Félix assinou pelos Reds!

Sinistra

O discurso político de combate a este Governo está contaminado por um preconceito antigo que repousa silenciosamente no seu sub-texto.
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Lixo jornalístico

Doces

O ministro da Saúde quer acabar com a venda de doces e salgados nos hospitais. O Correio da Manhã chama-lhe cortes, que fica sempre melhor e tem aquele odor a austeridade que ajuda à propaganda. Mas o pior, oh heresia, é que o vilão como chocolates. Porque tem tudo a ver. Hoje os hospitais, amanhã o estalinismo absoluto contra a liberdade de escolha alimentar dos portugueses. O drama, o horror, a tragédia. Já imaginaram o sacrilégio que seria um ministro da Saúde fumador que ousasse implementar medidas antitabágicas mais apertadas? Portugal não aguentaria. [Read more…]

Sobre quem se fez gente no público, mas quer o privado para os que vierem

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“A pressão é enorme”, assegura M., encarregada de educação de um aluno do 8º ano do Colégio Conciliar de Maria Imaculada (CCMI), em Leiria, em alusão aos mais de 20 emails de mobilização para as diferentes iniciativas de contestação contra o Ministério da Educação. [Jornal de Leiria]

Percebo as razões porque se movimentam os colégios privados. Dinheiro. Não há mistério algum nisto e, para eles, os meios, mesmo que reprováveis, justificam os fins.

Percebo, igualmente, porque razão a direita e alguns sectores do PS os apoiam. Dinheiro, novamente. Também não há mistério algum, especialmente agora que é preciso encontrar negócio que substitua as obras públicas. Estas foram, durante muito tempo, parte do trinómio financiamento partidário/negócios privados/enriquecimento pessoal. O Estado, agora, não tem dinheiro para obras, pelo que os serviços públicos são a nova mina, onde educação, saúde e segurança social podem render milhões em negócios.

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Monstro à vista?

monsanto e bayer

Imagem: Campact

55 mil milhões de Euros é a maquia que a Bayer oferece para engolir a mais tristemente famosa transnacional: a Monsanto.

“Estão a brincar”, responde, por agora, a Monsanto e simultaneamente,  só devido a esta hipótese, as acções da Bayer desceram 8%. Obviamente, estes trejeitos fazem parte dos preliminares e a procissão ainda vai no adro. Se o negócio se vier a realizar, estará criada uma mega-corporação que vai controlar quase tudo o que comemos. E o que comemos será produzido com recurso a uma quantidade crescente de fábricas agrícolas, tecnologia genética e pesticidas, já que a fusão só será rentável se a Monsanto-Bayer obtiver ainda mais lucro com o glifosato, a manipulação genética e as sementes patenteadas.

O mercado agrícola global é hoje dominado por meia dúzia de multinacionais: enquanto em 1985 as dez maiores empresas de sementes detinham, em conjunto, uma parcela de mercado de cerca de 12,5%, em 2011 dominavam 75,3%. Uma Monsanto-Bayer passaria a ser a maior produtora mundial de sementes e pesticidas, com um poder de Lobby gigantesco – haja em vista o sucesso da pressão que ambas já vêm exercendo sobre os governos e a comissão europeia.

Além de um quase monopólio sobre a nossa alimentação, a compra da Monsanto – que seria também um caso a analisar à luz da regra de concorrência comunitária – representaria uma aposta de 55 mil milhões de Euros na carta da exploração, manipulação e destruição desenfreada da natureza. Mais um empurrão dos donos do mundo para o precipício, como se houvesse algures um outro planeta novo a estrear. Adeus sonho de uma agricultura agroecológica não industrializada…

O socialismo não falha…

70% dos venezuelanos já vivem em condições de miséria. Mais uns meses e Maduro conseguirá a igualdade plena, uma sociedade sem classes, todos na pobreza absoluta… É fácil apontar agora o dedo ao presidente da Venezuela, apelidando-o de louco, o que até é verdade, à excepção do querido líder da Coreia do Norte não conheço estadista mais bizarro, mas excentricidades à parte, onde é que o socialismo produziu mesmo um resultado diferente? Cada vez que me lembro dos que apontavam a Venezuela como esperança para a economia planificada no sec. XXI… Daria vontade de rir se não fosse uma tragédia humanitária, como sempre acontece quando algum povo de forma voluntária ou imposta experimenta esta pérfida ideologia.

Oriente (3)

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Helder Cordeiro

Os professores do privado também são piegas, Passos?

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Numa célebre entrevista dos tempos sombrios em que presidiu ao Conselho de Ministros, Pedro Passos Coelho tem uma afirmação que ficaria para sempre ligada à sua acção governativa e que nos diz muito sobre a sensibilidade social do ex-primeiro-ministro. Líder de um governo que promoveu como poucos a precariedade na escola pública, Passos aconselhava os professores desempregados a emigrar. E muitos não tiveram outra alternativa que não fosse seguir o amável conselho. O tempo não estava para pieguices. [Read more…]

Por sorte (deles), ambos estão longe de Portugal…

Ou no 1º caso teríamos a ilustre Raquel Varela a dizer que criar máquinas foi uma péssima ideia, no 2º caso já temos o habitual cortejo de invejosos a clamar pela imoralidade de tais salários…

Felizmente para ambos, Portugal é um lugar distante ou teriam às costas Centeno, Costa, Martins, Mortágua, Sousa & associados, ávidos por sem esforço algum, em nome do Estado esbulharem mais de 50% do resultado da criatividade e esforço alheio, sob a forma de impostos, prática que tenho dificuldade em classificar, será parasitismo ou proxenetismo?

Começam hoje as alegações finais do caso BPN

quanto apostam que os criminosos laranjas se safam todos?

Neoliberalismo no séc. XXI: a exploração infantil e o capitalismo totalitário

HRW

É o capitalismo do deixar fazer. A selvajaria que recusa restrições ou imposições estatais que condicionem a liberdade de explorar sem freio, onde inúmeras são as grandes multinacionais que escolhem tolerar e pactuar com abusos e violações de direitos humanos para garantir o aumento dos seus lucros.

O mais recente caso chega-nos da Indonésia. A Human Rights Watch denunciou que milhares de crianças estão a trabalhar em campos de cultivo e fábricas de transformação de tabaco, sob condições severas e perigosas e perante a passividade do governo de Jakarta. Para além das tabaqueiras locais, duas nobres multinacionais ocidentais estão a lucrar com a exploração de crianças indonésias: British American Tobacco e a incontornável Philip Morris. [Read more…]

Vantagens de ter Cristiano Ronaldo na família

Kátia Aveiro, outrora Ronalda, vai actuar na final da Liga dos Campeões ao lado de Alicia Keys. Para quando um Grammy?

Feliz dia da toalha!

Marvin – Tirado daqui

A entrada para “toalha” no guia é a seguinte:

Just about the most massively useful thing any interstellar Hitchhiker can carry. Partly it has great practical value. You can wrap it around you for warmth as you bound across the cold moons of Jaglan Beta; you can lie on it on the brilliant marble-sanded beaches of Santraginus V, inhaling the heady sea vapours; you can sleep under it beneath the stars which shine so redly on the desert world of Kakrafoon; use it to sail a miniraft down the slow heavy River Moth; wet it for use in hand-to-hand combat; wrap it round your head to ward off noxious fumes or avoid the gaze of the Ravenous Bugblatter Beast of Traal (a mind-bogglingly stupid animal, it assumes that if you can’t see it, it can’t see you — daft as a brush, but very very ravenous); you can wave your towel in emergencies as a distress signal, and of course you can dry yourself off with it if it still seems to be clean enough.

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