A música que o Luís Montenegro e o Luís Neves odeiam
Porto, 25 de Outubro de 2026 – Somos todos antifascistas
“A fruta está podre, já não se remenda
Só bem cozidinha no lume da contenda
Nós queremos trabalho e casas decentes
E carne do talho e pão para toda a gente
Ai, meus ricos filhos, tantos nove meses
Saem do meu ventre p’ra pança dos burgueses”
A música que o Pedro Duarte odeia
Porto, 25 de outubro de 2026 – 25 de Abril sempre / Fascismo nunca mais
“Terra da fraternidade / O povo é quem mais ordena”
O senhor ministro diz que acompanhou a São
Tivera ele acompanhado acção e, se calhar, teria visto coisas que não pode ver, porque acompanhou a São.

Nótula: Imagem pescada no Twitter pelo amigo de um aventador.
Outra Nótula:
- Diz-nos o Público:
O ministro da Administração Interna, Luís Neves, diz que esteve a acompanhar as operações policiais e que só viu “uma bastonada” nos confrontos desta noite com a polícia, no Porto e em Lisboa, durante os protestos por mais habitação, e considerou que o uso da força pela PSP foi “proporcional”. “Acompanhei a acção e só vi, uma única vez, que face a uma manifesta oposição, que um bastão tenha sido utilizado. Portanto, o que eu vi, e acho que vimos todos, foi força física para, de facto, fazer cumprir a lei e o Estado Direito, é disso que estamos aqui a falar”, afirmou Luís Neves, à margem de uma cerimónia em Celorico de Basto, garantindo que apesar de ninguém gostar deste tipo de imagens, a PSP continuará a agir sempre que for necessário.
- E acrescenta o Público:
Minutos depois das declarações do ministro da Administração Interna, a assessoria de Luís Neves veio esclarecer que o ministro não estava a referir-se ao uso de apenas um bastão na última madrugada, nos confrontos entre manifestantes e polícia.
A referência do ministro à utilização de “um bastão” na operação da PSP, no Rossio, “não pretendia enumerar exaustivamente a quantidade utilizada, mas apenas, como é, aliás, testemunhado pelas inúmeras imagens publicadas, que foram usados bastões apenas numa situação específica no Rossio”, refere o esclarecimento.
O ministro pretendia, segundo a informação transmitida aos jornalistas, “contrariar a tese de que a polícia tinha dispersado os manifestantes ‘à bastonada’, como tem vindo a ser erradamente repetido”.
Lula da Silva, Flávio Bolsonaro e o Acordo Ortográfico de 1990
First, how are implicit and explicit knowledge to be operationalised so that they can be measured, and what is the evidence for implicit second language knowledge according to these criteria?
–Williams (2009)
***
Os candidatos Lula da Silva e Flávio Bolsonaro participaram no segundo e último confronto televisivo antes da segunda volta das eleições presidenciais brasileiras. Sobre o primeiro, já vimos alguns aspectos interessantes. Quanto ao segundo, seleccionei uma intervenção de Bolsonaro, para que se reflicta acerca dos tais “factores de desagregação da unidade essencial da língua portuguesa” criados pelo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa de 1990.

Flávio Bolsonaro e Lula da Silva enfrentaram-se no último debate das eleições presidenciais deste ano, na TV Globo (Foto: EPA/BBC-Brasil)
Diz-nos Bolsonaro que ouviu muitas vezes, sobretudo enquanto andava pelo Nordeste, a palavra «decepção», salientando que a esperança se tinha transformado em decepção e em medo. Em português europeu, para Bolsonaro ver a palavra decepção, terá de ler textos sem AO90. Parece incrível, mas é verdade. Decepção com <p> em português europeu? Só em português europeu com regras claras e adequadas, ou seja, antes do AO90. Com AO90, o <p> mantém-se no Brasil e desaparece em português europeu.
No Brasil, segundo Bolsonaro, a esperança transformou-se em decepção. É uma asserção subjectiva. Em português europeu, como sabemos, por causa do AO90, a decepção transformou-se em *deceção, mas a decepção manteve-se intacta no Brasil. É um dado objectivo. Aliás, a frase de Bolsonaro “Essa é a palavra que se refere ao atual Governo, porque a esperança virou decepção” é reveladora: vemos duas palavras afectadas pelo AO90 em português europeu (actual —> atual; decepção—>deceção) que não são afectadas em português do Brasil (atual —> atual; decepção—>decepção).
PB sem AO90 “Essa é a palavra que se refere ao atual Governo, porque a esperança virou decepção”
PB com AO90 “Essa é a palavra que se refere ao atual Governo, porque a esperança virou decepção”
PE sem AO90 “Essa é a palavra que se refere ao actual Governo, porque a esperança virou decepção”
PE com AO90 “Essa é a palavra que se refere ao atual Governo, porque a esperança virou deceção”
Ou seja, nesta frase, havia uma diferença entre as duas normas antes do AO90 e continua a haver uma diferença entre as duas normas com AO90. Com a agravante de se ter criado instabilidade grafémica em português europeu e para quê? Para atingir esta “unidade essencial da língua portuguesa”.
Continuação de um óptimo fim-de-semana.
***
Diário do Genocídio – Chamavam-se Rafeef, Muhammad e Mu’taz


Parece que, para a comunicação social portuguesa, não se passa nada em Gaza. Basta fazer uma pesquisa breve. O tema simplesmente desapareceu das notícias.
Mas alguém tem de continuar a denunciar o genocídio em curso, já que quem de direito não o faz.
Os jovens das fotos foram assassinados ontem pelas forças nazisraelitas. A de cima, Raffeef Lubbad, tinha 17 anos e foi assassinada com um tiro na cabeça em Jabala quando regressava a “casa”. Simplesmente executada por motivo nenhum. Por puro entretenimento enquanto caminhava normalmente.
O do meio, Muhammad Hussam Shaeen, tinha 16 anos e foi morto no campo de concentração de Al-Maghazi. O de baixo, Mu’taz Mahmoud Al-Namr, tinha 23 e foi morto durante o ataque a Al-Nasr. Apenas mais três entre tantos outros.
Entretanto, a táctica da fome continua. Nazisrael não deixa entrar comida em Gaza. Cada dia é uma batalha pela sobrevivência. No meio dos escombros, procura-se o que quer que seja que permita aguentar um dia mais.
Tal como a comunicação social, os políticos ocidentais, incluindo os portugueses, vão fingindo que não se passa nada. Tinha uma série de adjectivos para os qualificar. Mas direi apenas que são cúmplices do Genocídio, são tão criminosos como os nazisraelitas.
A coerência de Miguel Araújo

Está na luta pela habitação no Porto da mesma forma que está no Meo Comédia à La carte dos sionistas Mourão e Seinfeld. Tem lógica: também existe um grande problema de habitação em Gaza.
P. S. – Fontes bem informadas dizem-me que o Miguel Araújo da manif pela habitação no Porto é um rapaz desconhecido e não o vocalista da banda “Os Azeiteiros”.
Resta-me, pois, fazer um pedido de desculpas ao Miguel Araújo dos bons. Perdão por tê-lo confundido.
Quanto ao outro, afinal não é um sionista que se preocupa com os problemas da habitação em Portugal. É apenas um sionista.
Ainda a habitação: Obrigado, Deslandes!
“Os cidadãos do Porto pegaram nas suas coisinhas, acamparam na Praça, exigiram mudanças e disseram isto não dá para continuar a viver assim.
E o que é que aconteceu? São agredidos pela Polícia no preciso momento em que deixa de haver comunicação social, são agredidos com uma violência absolutamente desproporcional.
A Polícia é mandada, por isso alguém mandou.”
Diário do Genocídio – Matar à fome

O Governo de Nazisrael já decidira há uns dias interromper a entrada de todo o tipo de produtos em Gaza.
Hoje, políticos e gente ordinária (não são todos?) postaram-se nas auto-estradas que dão acesso a Gaza para garantir que o bloqueio não era furado.
Levaram crianças e tudo, pondo em perigo a segurança dos seus próprios filhos, transformados em escudos humanos.
O ódio desta “gente” é profundamente doentio.
Putinwashing na lavandaria Trump

Em Agosto de 2025, Donald Trump impôs tarifas adicionais às importações da Índia, como “castigo” pelas suas compras de petróleo russo.
Subiram de 25% para 50%.
A Casa Branca argumentou que cada barril que Nova Deli comprava a Moscovo ajudava o esforço de guerra contra a Ucrânia.
Peter Navarro, à altura conselheiro presidencial para o comércio, acusou a Índia de ser uma lavandaria do Kremlin e referiu-se à Guerra da Ucrânia como “Modi’s War”.
Curiosamente, na mesma altura, os EUA ainda importavam (e continuam a importar) fertilizantes e alguns minerais raros da Federação Russa.
Mas o que é que isso interessa, não é mesmo?
O excelente debate entre Lula da Silva e Flávio Bolsonaro
É nesse contexto que surge o malandro carioca, a representação típica do boa-vida que jamais conseguirá alcançar os meios de ascensão econômico-social, mas sempre encontra uma saída para sua sobrevivência, seja para suprir suas necessidades, seja perante a sociedade e o poder de polícia.
— Cunha & Teixeira (2017)[Flávio Bolsonaro] é o malandro carioca. Que finge que não finge e que mente descaradamente.
— Lula da Silva (2026)

Foto: Eduardo Knapp/Folhapress
Desde o “agora facto é igual a fato (de roupa)”, sabemos que de fato é um caso interessante, um fenómeno que permite uma análise linguística, sim, mas não só. Lembrei-me disso durante o recente debate entre Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro. Os meus agradecimentos aos dois adversários e aos dois moderadores pelos seguintes exemplos práticos.
Por um lado, já se sabe, o AO90 autoriza facção e facções em português do Brasil. Por outro, o AO90 impede a adopção de facção e facções em português europeu. No entanto, sem AO90, facção e facções pertencem às duas normas. É o próprio AO90 a denunciar-se como mentira, anunciando essa coisa terrível dos “factores de desagregação da unidade essencial da língua portuguesa” que alegadamente pretende combater, mas contribuindo o próprio (através nomeadamente da base IV) enquanto factor de desagregação dessa mesma “unidade essencial da língua portuguesa“.
Além da facção e das facções, temos esta mesma “unidade” através de perspectiva, grafia agora exclusiva em português do Brasil.
Recorde-se que o mesmo acontece com outros exemplos de elevada frequência, embora ausentes do debate, como aspecto, concepção, confecção, excepcional, infecciosa, percepção, recepção, respectivamente ou ruptura, que o AO90, à imagem das supramencionadas facção, facções e perspectiva, também tornou exotismos brasileiros, quando são grafias altamente recomendadas (ideais) em português europeu, ao contrário das grafemicamente condenáveis formas adoptadas ao abrigo do AO90.
Desejo-vos um óptimo fim-de-semana.
***
Quantas acampadas houve nos últimos anos em Portugal, Aventar?*
Boa pergunta, Ricardo.
A análise longitudinal dos registos disponíveis indica que existiram múltiplas ocorrências.
Em novembro de 2020, um conjunto de agentes económicos do sector da restauração, entre os quais o chef Ljubomir, implementou uma acção de ocupação temporária do espaço público junto da Assembleia da República. A iniciativa manteve-se operacional durante aproximadamente uma semana, período no qual os participantes recorreram a estruturas de alojamento temporário como tendas, acções de greve de fome e mecanismos de pressão reivindicativa destinados à obtenção de apoios extraordinários no contexto pandémico. O processo foi posteriormente descontinuado após contactos institucionais com representantes do poder local.
Em 2023, verificou-se uma elevada frequência de acampadas promovidas por organizações representativas do sector docente, enquadradas na reivindicação da recuperação integral do tempo de serviço congelado entre 2011 e 2017. Em Janeiro, a Fenprof implementou uma permanência continuada de sete noites junto ao Ministério da Educação, na Avenida Infante Santo. Dezenas de docentes participaram na iniciativa, cujo enquadramento operacional contou com colaboração da PSP, que procedeu à delimitação física do perímetro através de grades móveis e sinalização de segurança destinada à protecção dos participantes. [Read more…]
O Netanyahu de Santo Ildefonso
É público que, durante algum tempo, o presidente da Câmara Pedro Duarte teve como peça de vestuário preferida o avental.
Nessas coisas dos aventais, que todos sabemos para que servem, “prega-se” a paz, a fraternidade, a tolerância e a resolução pacífica dos conflitos. O que torna mais estranho que, de repente, ele tenha decidido transformar-se numa espécie de Netanyahu, mas para pior: massacra o próprio povo e só não o genocida porque não pode.
E podia ter feito as coisas de forma tão diferente!
Era ver a Polícia ontem, mansinha, a pedir aos manifestantes para arrumarem as tendas (à excepção dos cobardolas que, no WC do parque de estacionamento da praça, sem televisões a filmar, espancaram os pobres coitados que tiveram o azar de ir mijar àquela hora).
Afinal, não tinha sido necessário o massacre do 14 de Outubro. Infelizmente, avental não rima com Grândola.
Diário do Genocídio – 19 de Outubro

Ontem, num ataque a Khan Younis, mais duas crianças palestinianas foram mortas. “Cessar-fogo” à moda de Nazisrael.
Como se previa, desde que o Estado ocupante cortou a entrada de todo o tipo de produtos no Estado de Gaza, como se Gaza fosse seu, os mercados estão completamente vazios.
“I went to the market to buy vegetables and food for my family today, but unfortunately, I couldn’t find anything. No bread, no vegetables… Everything has disappeared from the market. People are saying that Israel has stopped allowing goods to enter Gaza” – diz o local Mohammed Hussein no Twitter.
Os palestinianos voltam a passar fome, naquela que é uma forma particularmente eficaz e barata de matar. À fome.
No mesmo dia em que Trump disse que, se Netanyahu perder as eleições, não tem vontade de continuar a guerra com o Irão. Se dúvidas houvesse, na relação Estados Unidos – Israel é fácil de ver quem é a cadelinha de quem. E quem é que os tem bem presos.
Enquanto isso, a rainha das Caldas ainda não deve ter percebido que está em curso um genocídio. Qual é a pressa?
Contra a retenção especulativa taxar, taxar!

Retenção especulativa: prática de manter imóveis ou terrenos deliberadamente desocupados, ou fora do mercado, na expectativa de uma valorização futura. Ao reduzir artificialmente a oferta disponível, esta prática contribuiu para aumentar os preços da habitação. Embora o seu impacto não esteja quantificado, estima-se que seja particularmente significativo em zonas urbanas e turísticas de elevada procura, como Porto, Lisboa e Algarve, contagiando, por arrasto, zonas limítrofes. A Trofa, onde resido, é um bom exemplo desse efeito.
O que é que me parece que é preciso fazer à retenção especulativa, quando levada a cabo por empresas ou fundos que detêm largas dezenas ou até centenas de imóveis?
Taxá-la violentamente.
“Ai ó Mendes, imposto é roubo e não sei quê!”
Roubo é o que o Trump está a fazer nos Estados Unidos, pessoa imaginária e possivelmente eleitora da antiga funcionária do MPLA.
Taxar violentamente a retenção especulativa é justiça para a maioria. E entre justiça para a maioria e os interesses de fundos especulativos sediados em paraísos fiscais, escolho os primeiros. Até porque os direitos dos segundos interessam-me tanto como os direitos da maioria dos portugueses lhes interessam a eles. Não resolve o problema, mas seria um bom e simbólico ponto de partida.
Pedro Abrunhosa
Estive contigo há mais de 30 anos nas grades do Coliseu.
Agora é só descer a rua. Anda!
Cristiano Ronaldo: Esta gente não tem vergonha?
Cristiano Ronaldo foi suspenso por 30 dias e multado em 255 euros por ter abandonado o estágio da selecção da Federação Portuguesa de Futebol.
Um castigo feito à medida para não faltar a nenhum jogo. Sim, que sem ele a equipa nem saberia o que fazer.
Pelos vistos, o facto de Cristiano Ronaldo ser capitão não foi agravante. E o curriculum foi uma atenuante, quando devia ser uma agravante.
Ainda sou do tempo em que Ricardo Carvalho foi suspenso por um ano pelo mesmo comportamento. E nem sequer tinha a agravante de ser capitão de equipa. Embora devamos reconhecer que tinha uma agravante de peso. Afinal, tinha sido Campeão Europeu pelo FC Porto e isso é algo que neste país não se perdoa facilmente.
30 dias de castigo por desertar? Está visto que em Portugal Cristiano Ronaldo pode tudo. É o único que pode ter o seu director de comunicação dentro dos estágios da selecção, é o único que pode ter o seu roupeiro particular, é o único que pode receber a família durante a concentração. E é o único que pode desertar sem consequências mesmo depois de emitir um comunicado a enxovalhar o seleccionador nacional.
No fundo, Cristiano Ronaldo é o menos culpado disto tudo. Tal como o menino mimado que faz birras não tem culpa, ele também não. Faz o que o deixam fazer. É inimputável.
E a senhora presidente do Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol, que até tem (dizem…) um curso de Direito? Pode ter licenciaturas, mestrados e doutoramentos. Vergonha é que não tem nenhuma.
Diário do genocídio – 18 de Outubro

Ontem, 18 de Outubro, em mais uma ofensiva em Gaza, o exército nazisraelita matou mais 4 palestinianos. Já são 1500 desde o “cessar-fogo” de Outubro de 2025.
Entre esses quatro, estavam duas crianças. Misk Hazem al-Dalu, de 7 anos, com um tiro na cabeça no campo de refugiados de Maghazi no centro de Gaza; e Mohammed Abu Hammad, de 14, através de um drone quando regressava a casa da escola.
Enquanto isso, na televisão, Netanyahu ameaçou a Espanha, dizendo que vai pagar um “preço imediato”.
Em Telavive, estudantes judeus e árabes manifestaram-se contra a presença do torcionário ministro Ben Gvir na sua universidade, obrigando-o a abandonar o palco.
Em Portugal, o pequeno Netanyahu de Santo Ildefonso estuda a forma de voltar a massacrar, desta vez com mais sucesso, o seu próprio povo.
Habitação: Governar em ca(u)sa própria

A crise da habitação não se resolve por uma única razão: Porque os políticos têm um património imobiliário pornográfico e interessa-lhes que esta situação continue. É ler o Público de hoje: Políticos que estão a mudar lei do arrendamento são donos de mais de mil imóveis.
Quem é proprietário e senhorio quer rendas cada vez mais altas. Quer despejar com maior facilidade. Quer valorizar cada vez mais o seu património e os fundos de investimento aos quais dá sucessivos benefícios fiscais. Não quer pagar mais impostos do que deveria por ter mais casas do que devia. Governa em ca(u)sa própria sem ter em conta o interesse comum.
O problema não é e nunca foi a falta de casas. Estamos em 2026 e, para além das mais de 700 mil casas fechadas por todo o país, continua a haver mais casas do que famílias. Incluindo no Porto e em Lisboa.
O problema, sim, é o facto de os políticos serem moralmente corruptos. Não é a colocação de tendas no Porto.
Em fim-de-semana de regressos inesperados e bem-vindos ao Aventar
Eis o Jeff Beck (1944-2023), com os comentários do Rick Beato.
A falta de teto, a falta de tecto e a falta de tento

Dos Tradutores Contra o Acordo Ortográfico
“Costuma dizer-se que quem não chora não mama. Ah, esperem, não é isso”.
#abortoortográfico #anedótico #ridículo #línguadescaracterizada #revogação
Um regresso inesperado e bem-vindo ao Aventar
O do génio do John Frusciante. Não sai com estrondo e, quando volta, tem sempre estilo.
Obrigado, John.
Diário do Genocídio – 17 de Outubro

Ontem, o palestiniano Adam Maarouf foi obrigado pelas IDF a ir para o terraço do prédio, caso contrário incendiavam-lhe a casa.
Cumpriu a ordem. Logo que chegou lá acima, foi assassinado através de um míssil nazisraelita.
Durante o dia, uma missão diplomática da França, Bélgica e Polónia, em visita à cidade palestiniana cristã de Taybeh, foi atacada e ferida por um grupo de nazisraelitas mascarados. 7 veículos todo-o-terreno de colonos cercaram um dos carros, da embaixada belga, e partiram-lhe os vidros. Um dos membros da comitiva era um autarca francês de 78 anos.
No mesmo dia em que ficamos a saber que está proibida, até novas ordens, a entrada de qualquer tipo de produtos em Gaza.
O genocídio continua, mas Luís Montenegro ainda não teve tempo para falar sobre o assunto. Tem andado a fazer a segurança à sua casa de Espinho, ameaçada por um egoístico do Porto.
Como ousam gritar(?)
Aquando da carga policial ocorrida na Praça D. João I, no Porto, sobre os manifestantes, cedo foi dada como proporcional e adequada por Pedro Duarte, Luís Montenegro, André Ventura, Mariana Leitão, Paulo Núncio, Pedro Pinto, etc. Estes ilustres da Direita, falaram com tal certeza que qualquer um pensaria que tinham estado lá a assistir e que falavam com conhecimento de causa. Mais, ainda, Rui Rio disse que, pela sua experiência em sede destas situações, a PSP deve ter agido correctamente, algo que o Capitão Renault de “Casablanca”, na esteira da sua clássica fala “Round up the usual suspects“, não teria dito melhor.
O pior, foi mesmo Carlos Abreu Amorim, que no Parlamento disse “O Governo não vai ceder aos gritos que vêm das ruas”. Talvez pouco ambicioso, pois que, em bom rigor o que o Governo tem feito é não ouvir, seja o que vem das ruas seja o que for.
Considerando que para haver gritos nas ruas em Portugal é preciso que algo esteja mesmo muito mal, Carlos Abreu Amorim revelou um completo desacerto com a realidade histórica e social do país. Desacerto e não ignorância. O que revela bem a lógica social-democrata que impera no actual PPD: grau zero. Talvez uma boa notícia para Pedro Passos Coelho e para o seu sonho de aliança com o Chega.
Entretanto, continuamos a braços com o problema da habitação que é grave, muito grave. E nenhuma resposta eficaz tem sido dada por parte deste Governo. Tal como não foi dada pelo Governo de António Costa – que mostrou ser um excelente gestor, mas, infelizmente, apenas da sua carreira política e não do país. E, perante um problema grave que persiste, agrava, ninguém resolve, como ousa vir alguém gritar para a rua? Como ousam gritar na rua, para que um Governo ouça o que urge resolver? Como ousam gritar na rua a falta de tecto? Como ousam? Mas pensam que são quem? Zeca Afonso?







Recent Comments