Estranheza e estupefacção

Hoje, através de uns amigos, soube que Tiago Barbosa Ribeiro, deputado do PS, reagiu com “estranheza e estupefação [!!!!!!]” a assunto que não me interessa discutir.

Todavia, não é verdade que o deputado tenha reagido com “estranheza e estupefação“. O deputado reagiu com “estranheza e estupefacção“. Efectivamente: com estupefacção. Isto é, com cê.

Depois de termos ficado a saber que «se quisesse, o Governo podia denunciar o acordo ortográfico – mas não quer», nada como uma pitada de “estranheza e estupefacção” de um deputado (do PS), para se perceber que tudo isto é muito hipócrita, tudo isto é muito fado.

Exactamente, haja pachorra e estupefacção.

Efectivamente, tudo isto é estranho.

Leram o post do CAA

PSD quer explicações sobre refugiados que abandonam Portugal“. E não percebam que era sobre 2012.

“total incapacidade de perceber as regras democráticas”, Dr. Matos Correia? A sério???

Perdido entre profecias da desgraça e anúncios da vinda de um diabo que teima em não aparecer, o PSD protagonizou hoje mais um momento de se lhe tirar o chapéu. Pela voz do vice da bancada parlamentar laranja, José Matos Correia, o partido que se afunda violentamente em todas as sondagens acusou o governo de “total incapacidade de perceber as regras democráticas“, pela recusa do executivo de António Costa em nomear as escolhas do Banco de Portugal e do Tribunal de Contas para o Conselho de Finanças Públicas. O momento é de tal forma belo, que Matos Correia aludiu ao acordo firmado no passado entre o PSD e o governo liderado por José Sócrates. Impressionante como homem consegue ser pau para toda a obra.

É no mínimo irónico que o PSD, que se vem mostrando incapaz de perceber regras democráticas tão elementares como o facto de vivermos numa democracia representativa, apresente um argumento desta envergadura. É irónico e dá vontade de rir. Só não admira. É que, após tantos anos a disparar quase diariamente nos pés, começa a ser normal ver a corte passista fazer estas figuras. Entretenimento do bom.

Foto: João Carlos Santos@Expresso

Eis a falta que faz existir oposição

Portugal aprova construção de armazém da central nuclear de Almaraz“. Shame on you, Costa! Entre ressabiados e geringonços, pouco sobra para oposição.

Ainda o 25 de Abril

Foi bonita a festa do 25 de Abril na rua, 43 anos após o acto de bravura lúcida e competente daqueles combatentes a quem tanto devemos. Mas comemorar não é só olhar para o passado com gratidão comovida. Comemorar é reavivar os ideais que sustentaram aquele acto; comemorar é inspirarmo-nos na sua força para lutarmos HOJE contra os cordelinhos subreptícios que nos reduzem a marionetas – de forma mais subtil, é certo, mas não menos eficaz. Comemorar é deixarmos o sofá, é solidarizarmo-nos, é abraçarmos causas cívicas, é informarmo-nos. É olharmos com olhos de ver para aquilo que consumimos e comprarmos com consciência. É interessarmo-nos pelos salários dos que nos servem, é combater injustiças, é tomarmos posições solidárias. Comemorar o 25 de Abril é darmos as mãos como sujeitos atentos e elevar um bocadinho mais alto a fasquia do cuidar da nossa vidinha. Comemorar o 25 de Abril é, hoje como ontem, estar do lado certo, contra os tubarões.

Fado, Futebol e Fátima – ao fim de 43 anos, nada mudou!

Tolerância de ponto dia 12 de Maio?

É isto Portugal em 2017? Ou trata-se de brincadeira de Carnaval fora de época?

Uma República Laika

laika

Laika como a cadela russa conhecida por ter sido o primeiro ser vivo terrestre a ser lançado no espaço. E não laica por assumir uma posição oficialmente imparcial no domínio religioso, não apoiando nem descriminado nenhuma religião.

De acordo com as versões oficiais, Laika morreu, como aliás antecipadamente se sabia, cerca de uma semana após o lançamento do Sputnik 2, em 3 de Novembro de 1957. No entanto, a experiência, que visava testar a capacidade de resistência animal no espaço, não traria grandes contributos para o conhecimento científico da época, tanto mais quanto a cadela morreu, afinal, devido ao pânico e ao sobreaquecimento, algumas horas depois de o satélite ter sido lançado.

O Sputnik 2 viria, com o cadáver de Laika a bordo, a dar 2.570 voltas ao redor da Terra, até incendiar-se na atmosfera no dia 14 de Abril de 1958, depois de 162 dias em órbita. Menos, é certo, do que o Governo que pretende decretar agora, a pedido dos bispos, tolerância de ponto na função pública, no dia 12 de Maio.

Não depositando grande expectativa na fundamentação desta decisão, seja ela assente no respeito pelos sentimentos religiosos maioritários do povo, em razões de segurança ou nas eleições autárquicas que se avizinham, todas elas ilegítimas e desapropriadas, e não obstante a aparente complacência da esquerda, resta saber quanto tempo demorará a tornar-se cadáver um Governo que comete o pecado de violar os princípios republicanos em que se diz sustentar.

 

Bem explicado para jotinha perceber

Alfredo Cunha, autor da foto roubada pela JPai a propriedade privadaai, fez-lhes um desenho.

Como organização política responsável, fica muito mal à JP o tratamento que está a dar a esta questão. Por partes:

1. A foto em questão pertence em exclusivo ao seu autor, que é só um dos maiores fotojornalistas portugueses. Dizer que a fotografia é “património imaterial do País” é, no mínimo, uma parvoíce.

2. Como autor da foto, o Alfredo Cunha autoriza (ou não) a sua utilização a quem quer, sem ter que explicar os motivos. E em caso de não autorizar, é livre de reagir ou não contra qualquer utilização abusiva, fazendo ele próprio a ponderação sobre se considera a tal utilização como de boa-fé ou não.

3. Os direitos de autor da imagem não se confundem, obviamente, como o direito à imagem de Salgueiro Maia. Quem tiver curiosidade sobre este direito pode facilmente encontrar por aí o que diz o artigo 79.° do Código Civil. E é público e notório que Salgueiro Maia autorizou (ainda que isso não fosse necessário) a exposição e reprodução da fotografia pelo seu autor. De resto, chegaram a estar juntos (fotógrafo e fotografado) em mais do que um acto público. [Read more…]

A tolerância

No quiosque onde por vezes vou fazer o Euromilhões só para poder dizer Alea jacta est!  qual impetuosa estratega, enquanto a dona do quiosque deixa cair o boletim na máquina, sem cuidar da importância do momento, alheia à frágil tessitura onde se entrecruzam acaso, sincronia, sorte, mirabolantes coincidências, e tudo redunda no invariável resultado de um número e uma estrela, no quiosque, dizia, discutia-se hoje o Papa e a tolerância. A dona do quiosque, que de todos os assuntos pensa que nada vai mudar mas que tudo acabará por ficar pior, dizia que é muito a favor da tolerância mas que há limites e que há gente que abusa. Olha aquela da farmácia, por exemplo, que vem aqui muitas vezes, lê as revistas das telenovelas todas e nunca paga nada, eu sou tolerante mas às vezes apetece-me mandá-la àquela parte. E o Papa, ora o Papa… A Igreja fala muito de dar a outra face mas quando é com eles é outra história, não é? Falar é muito lindo – concluiu, com um gesto amplo, abarcador do mundo, a dona do quiosque.

Fez-se silêncio. [Read more…]

Uma decisão vergonhosa de um Governo ridículo

A decisão do Governo de dar tolerância de ponto aos funcionários públicos por causa da visita a Portugal do chefe de Estado do Vaticano é das decisões mais vergonhosas e mais ridículas dos últimos anos.
Podia relembrar que é apenas um chefe de Estado em visita a Portugal – um entre muitos. Podia relembrar que Portugal é um país laico segundo a Constituição da República que este Governo jurou respeitar. Podia destacar que todos têm o direito de ir a Fátima se quiserem – metem um dia de férias e, se for autorizado, lá vão eles.
Podia ainda informar que nesse dia os meus alunos tinham um teste marcado. Que outros meus alunos iam ao teatro. Que havia um Dia Aberto para os alunos das Escolas Básicas irem conhecer a Escola Secundária. Que havia consultas e operações marcadas nos Centros de Saúde e nos Hospitais. Julgamentos nos Tribunais. E por aí fora.
Podia dar um sem-número de argumentos, mas acho que não vale a pena. Esta decisão não tem ponta ponta por onde se lhe pegue.
A patranha das visões, uma das maiores patranhas do último século, fica para depois, porque não é isso que está em causa. Tiago Barbosa Ribeiro percebeu-o e merece por isso os maiores elogios. Infelizmente, o Governo não o percebeu, porque eleitoralmente lhe interessa não perceber. Da mesma forma que o Presidente da República e a Direita não o perceberão, porque são beatos.
Como eleitor da Esquerda, espero que pelo menos o Bloco e o PCP condenem firmemente esta decisão. Se não o fizerem, mostrarão que são tão hipócritas como todos os outros.

Jornal Expresso compara crianças não vacinadas com Rottweilers

Ler para crer.

Já estamos outra vez no 1.º de Abril?

Tolerância de ponto para ir ver o Papa?????????

Tramados pela propriedade privada

Os jotas do CDS, alguns dos quais ainda suspiram pelo velho regime que não viveram, chegando mesmo a peregrinar até Santa Comba Dão para orar e colocar flores na campa do carniceiro fascista, decidiram dar vida a um cartaz de propaganda, alusivo ao 25 de Abril, usando para o efeito uma célebre fotografia de Salgueiro Maia, captada no dia da revolução pela objectiva de Alfredo Cunha. Ora o autor, ao que tudo indica e por motivos óbvios, não terá gostado da brincadeira dos traquinas centristas. Vai daí, decidiu espetar-lhes com um processo em cima.

Tem piada, to say the least, ver as camadas jovens de um partido, que tanto tem lutado pela sacralização da propriedade privada, metida em trabalhos por causa de uma espécie de violação da propriedade privada. O Hayek que descubra.

Imagem via Pinterest

Direitos de propriedade são intocáveis

Sempre foi doutrina para o CDS/PP. Pelos vistos a Jota ainda não aprendeu a lição

Explicado para jota perceber

O jotinha do CDS pegou na fotografia do Salgueiro Maia e manipulou a cor, acrescentou texto e cravou o logotipo da jotice, não fosse a autoria da borrada passar despercebida. Obviamente que os saudosos do 25 de Novembro não têm propriamente por herói uma destacada figura do 25 de Abril. Por isso, tal cartaz não passa de provocação, ou antes, uma manobra de mediatismo, não surpreendendo que o autor da fotografia não esteja para palhaçadas. Sentindo os calos apertados, tratou remover a publicação e de fazer de sonso na comunicação social.

Para jotinha perceber, vejamos um exemplo. Suponhamos que um notável fundador do CDS, seja, por exemplo Freitas do Amaral, é retratado num governo socialista. Será que apreciariam? Possivelmente, tal seria a indignação que até seriam capazes de devolver o retrato de um dos seus fundadores. Ah!, esperem lá, isso já fizeram.

Actualização: o post do jotinha está aqui.

Merci!

Portugal
Well, it’s not often that you see an entire country on one single photo, especially one that has as much to offer as Portugal!
Tout un pays sur une seule photo, ce n’est pas tous les jours 😉 D’habitude je zoome sur le Portugal qui offre une belle diversité de paysages, mais pour célébrer la révolution des Œillets et son message démocratique, quoi de mieux qu’une vue d’ensemble ?
Credits: ESA/NASA”
Thomas Pesquet, patilhado no seu Facebook ontem, 25/4/2017

Obrigado pelo bom gosto e pelo sentido de oportunidade.

Eis a situação

When the fire broke out on the Rio Grande
Put my foot to the board and she ate up the sand
With a horse on the side dragged tailing behind
Fire that aims to please

When the fire broke out on the Rio Grande
Left nothing standing but the smell of the land
And hubcaps that burnt through the skin of your hand
But nothing left at all but the sound of a rock ‘n’ roll band

David Bowie

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Efectivamente.

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Evangelização científica new age

A Scientific American não vende Ar de Fátima, mas vende milagres.

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O inigmático Correio da Manhã

A Correio da Manha TV é tão singular, que, pelos vistos, tem o seu próprio acordo ortográfico. Isso e um gosto sádico-sensacionalista por recuperar temas como o da menina raptada no século passado.

Prós e Contras das Vacinas

Um dos cientistas participantes do último Prós e Contras da RTP sobre a questão das vacinas, é financiado pela fundação de Bill Gates.

A actual discussão pública em torno da questão das vacinas revelou, mais uma vez, algumas características muito peculiares desta sociedade “democrática”, nascida com o 25 de Abril de 1974. Se durante a Ditadura havia dogmas indiscutíveis, como Deus ou a Pátria, a Democracia trouxe-nos o ar fresco de outros dogmas indiscutíveis. Não falemos da “Crise Permanente”, nem da “Dívida Eterna”. Atentemos, por ora, na absoluta e inviolável segurança científica das vacinas e na infalibilidade da Ciência, coisas da ordem do dia.

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Acróstico de Democracia

Leonor Pinto

D – ditadura
E – época festiva
M – militares
O – ouro
C – cravo
R -revolução
A – ação
C -cantar em liberdade
I – imortal
A – amigos

Os incendiários mandam no quartel dos bombeiros

O futebol, goste-se ou não, é um fenómeno social com um peso desmesurado na vida da tribo. É importante, claro, ir educando os elementos da tribo no sentido de darem menos importância ao futebol e, sobretudo, às respectivas ramificações, como sejam os inúmeros programas de aparente debate em que cada lance, repetido dezenas de vezes, é considerado gravíssimo ou inócuo, conforme a cor do comentador.

Na verdade, verdadinha, sobre futebol pouco ou nada se diz. Em teoria, é um desporto praticado por duas equipas de onze; na prática, os únicos agentes desta modalidade são os árbitros. Como se isso não bastasse, os adversários passaram, de facto, a ser inimigos, com reflexos que vão desde insultos até mortes, numa confirmação de que somos homo mas sapiens não e muito menos sapiens sapiens.

Neste fim-de-semana, depois de um intenso Sporting-Benfica, Luís Filipe Vieira veio acrescentar uma mangueirada de gasolina a um incêndio que lavra imparável, sem extinção à vista. Segundo o que percebi, Bruno de Carvalho convidou o presidente do Benfica para assistirem juntos ao clássico, na tribuna do Estádio de Alvalade. Por uma vez, parece-me que o presidente do Sporting teve um gesto nobre, que, de tão raro, faz pensar na atitude do pobre diante de uma esmola demasiado grande. Aceitar-se-ia, portanto, que Luís Filipe Vieira, depois de ter sido mandado “bardamerda” em conjunto com todos os que não são sportinguistas, entre outros mimos, tenha recusado o convite. [Read more…]

Útero artificial

Usado para manter fetos animais vivos.

Mais tomates, menos sofá

Encontrado na rede social. Actualíssimo.

Os cravos da revolução ficaram sem pinta de sangue perante os avanços da extrema-direita

Não será preciso recuar muito, talvez uns 10 anos, para constatarmos como se considerava impensável este cenário que hoje vivemos.  Ditadores a usarem a democracia para chegarem ao poder, baluartes da liberdade a cederem ao populismo, o Joker, esse do Batman, com a mão sobre o botão vermelho das nukes, os vermelhos transformados em sacerdotes do capital – tudo transformações num mundo que parecia estar em equilíbrio.

E, no entanto, ei-las. Trump e Putin confraternizam, em maior ou menor grau, conforme a táctica do momento, de uma forma que os levaria à fogueira no tempo da caça aos vermelhos e aos ianques. O mundo já não está dividido por esse Tratado de Tordesilhas da modernidade que foi a NATO vs. Pacto de Varsóvia. O Oriente, com a China à frente, atingiu um patamar de poder que o torna uma presença entre pares. Curiosamente, foi a natureza do capitalismo, na sua busca pela maximização do lucro, que cindiu esse mundo bipolar, num acto que acabará, inexoravelmente, por o enfraquecer. [Read more…]

Nunca nos afastamos o suficiente.

[Alex Gozblau]

O dia inicial faccioso e distorcido

Chegados ao 25 de Abril, o segundo da era da Geringonça, damos por nós confrontados com a habitual literatura ficcional-conspirativa, que tende em dar o ar da sua graça por esta altura. O texto de João Marques de Almeida (JMA), publicado no insuspeito Observador, esse hino à imprensa independente, é um belo exemplar do género.

Diz-nos este académico e antigo assessor de um dos exemplos maiores de ética e sentido de estado que foi Durão Barroso, hoje no topo da hierarquia desse farol da liberdade moderna que é o Goldman Sachs, que a luta pela liberdade, protagonizada – não só, que fique claro – pelas forças de esquerda contra o salazarismo não passa de um mito. “Absolutamente falso”. A sua luta, segundo JMA, não era mais do que uma fachada para “impor uma ditadura aos portugueses. Seguramente, mais violenta do que a do Estado Novo”. O resto é mais ou menos o mesmo que os JMA’s desta vida normalmente escrevem nestas ocasiões. Tudo no mesmo saco, a adoração religiosa de Estaline como dogma e as cegueiras ideológicas do PCP com Coreias do Norte e afins como prova científica de que tudo o que mexe à esquerda tem como missão abolir a democracia e todas as formas de liberdade, especialmente a económica, que um tipo de esquerda que se preze tem que ter prioridades.

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PSD Lisboa em estado de sítio

O desastre autárquico que se anuncia para os lados da São Caetano à Lapa tem expressão maior no caos que se instalou na corrida à capital. Depois de várias tentativas falhadas para enfrentar um presidente que tantos à direita consideram frágil, algo que ainda assim se revelou insuficiente para que personalidades como Santana Lopes ou José Eduardo Moniz aceitassem o convite do líder a prazo do PSD, o débil plano C que Passos, a esforço, conseguiu engendrar está a criar cisões no seio do partido que já não podem ser ignoradas. [Read more…]

«Marine Le Pen vai ser uma grande governanta»?

Há uns anos, escrevi ‘governanta’, para lembrar que «a governanta governa uma casa, a governante governa um país». Lembrei-me disso, ao ler este títuloExactamente.

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