O futuro do jornalismo

“45 Graus” é um podcast de José Maria Pimentel, “economista de formação e curioso por natureza”, onde um convidado e o próprio falam sobre temas diversos.

Na edição número 60, JMP e Gustavo Cardoso, professor catedrático e investigador de Media e Sociedade no ISCTE, falou-se do futuro do jornalismo e dos seus desafios actuais.

Conversámos, então, sobre vários aspectos deste tema: fake news e propaganda, modelo de negócio dos jornais, o papel dos privados e o papel do Estado, a importância do jornalismo para a democracia, a necessidade de reinventar o jornalismo. Falámos também das especificidades do mercado dos jornais em Portugal, como a particularidade (que a mim me parece um mau sinal) de quase todos os nossos jornais terem um posicionamento político supostamente ao centro.

Vale a pena a audição.

#60 Gustavo Cardoso – O futuro do jornalismo

Temas da silly season…

Chego tarde ao assunto da silly season, porque só hoje o li, e nem pretendo entrar na discussão sobre o texto de Maria de Fátima Bonifácio, vou passar ao lado do coro de indignados e virgens ofendidas, regra geral em Portugal nesta matéria reina a hipocrisia e abunda a ignorância e pouco me interessa o pensamento da senhora, que afinal representa quem? A mim, de certeza que não.
Ao que parece há quem defenda que o problema da integração dos ciganos e africanos se resolve com quotas. Quanto aos primeiros, será lógico que pergunte, mas quais ciganos? Os que teimam continuar nómadas? Ou aqueles que estão perfeitamente integrados na sociedade? É que os últimos não representam os primeiros, até se desprezam mutuamente. E se formos falar em africanos, deixem que pergunte, quais? Os angolanos? Os cabo-verdianos? Os guineenses? Os moçambicanos? Basta visitar um bairro na periferia de Lisboa para perceber que não frequentam os mesmos estabelecimentos, muitas vezes nem se misturam. E se mergulharmos um pouco mais fundo, acabamos a perceber que entre negros de pele mais escura e mulatos por vezes também se gera fricção. Antes de mandarem bitaites, há que perceber a realidade do outro. [Read more…]

“Dizes que não és racista…”

“A maior expressão de preconceito racial consiste, precisamente, na negação deste preconceito” palavras claras e clarividentes da ministra da Justiça, Francisca Van Dunem. “(…) eu, falando na primeira pessoa, acrescentaria que para além de ver, de ouvir e de ler, também sentimos”.

Mundinho

Maria de Fátima Bonifácio cita uma “empregada negra” do prédio dela, Helena Matos apoia-a e argumenta que aquilo que a outra escreveu é “o que se vê e ouve na estação de comboios da Damaia”. Aguardo um dossier temático sobre alterações climáticas com informação recolhida no quiosque dos gelados da Praia dos Ingleses.

Melania Trump e Cristiano Ronaldo

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Na Eslovénia, pátria de emigrante Melania Trump, um fã da ex-modelo decidiu usar a sua motosserra para homenagear a primeira dama dos Estados Unidos com esta bela representação. O autor do primeiro busto de Cristiano Ronaldo no aeroporto do Funchal que se cuide.

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“Tous les hommes sont égaux par nature et devant la loi”

Helena Matos afirma n’Observador que está a decorrer uma ostracização de Maria Fátima Bonifácio que escreveu um texto racista para o Público. Segundo Helena Matos, o que está em causa em toda a “polémica” é um castigo à autora que, segundo Helena Matos, até tem alguma razão no que diz porque é isso que se ouve sobre os pretos e os ciganos no comboio para a Damaia.

Helena Matos chama-lhe ostracização – com pouco fundamento porque a única coisa que o Público fez foi demarcar-se do artigo, algo que faz todo o sentido. Das duas uma, ou se é um jornal cuja linha editorial chama a atenção para as problemáticas do racismo e da discriminação ou se é um jornal que aceita, mesmo que implicitamente, que os pretos e os ciganos têm o mundo lá deles e “nós” – leia-se os brancos – temos o nosso. As duas é que não pode ser.

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Este país não é para as pessoas…

Começo por dizer que não tenho qualquer interesse no prédio Coutinho em Viana do Castelo. Não conheço quem lá habite, não visito a cidade há cerca de 20 anos, escrevo por isso com total distanciamento e isenção sobre este assunto.
Ao que parece o município com o apoio do Estado, decidiu que uma obra devidamente licenciada, vendida aos proprietários há vários anos, por uma questão estética, estamos então a falar de gosto, o que é sempre discutível, deveria ser demolida e decidiu expropriar os proprietários. Não dei conta que alguém tivesse sido acusado pelo licenciamento ou construção da obra, nada pende sobre o construtor ou autarcas, mas sobre os proprietários que um dia compraram a sua habitação.
Pior, como vivemos num país onde existem sempre dois pesos, duas medidas, sempre que um proprietário pretende expulsar inquilinos para rentabilizar imóveis, aqui d’el rey que não pode ser, imediatamente a indignação toma conta dos noticiários, normalmente com o apoio de políticos ávidos por recolher uns votos na mercearia do bairro. Neste caso, o Estado pratica bullying sobre pacatos cidadãos e ninguém se parece importar por aí além. Se os vários municípios demolirem todos os mamarrachos que se construíram em Portugal nos últimos 50 anos, posso compreender a medida, de contrário, porquê apenas o prédio Coutinho? Porquê este desbaratar de dinheiro do contribuinte em indemnizações e realojamento?

Imagem superior: prédio caixa geral de aposentações – Viseu.
Imagem inferior: prédio com vista serra – Covilhã.

A corrupção legal

A corrupção tem estado ultimamente muito presente na agenda politico-mediática. Já no espírito da maioria dos portugueses, é um tema constante há imenso tempo.

Pensa-se no que é feito dentro ou fora da lei para se decidir se há ou não corrupção. Não é dessa corrupção que aqui se vai falar. É de outra, daquela que é feita dentro da legalidade. Esta passará sempre incólume, apesar de ser um forte factor para o atraso do país.

Por exemplo, Fernando Ruas, enquanto autarca de Viseu, iniciou a moda de plantar rotundas em todos os cruzamentos, fossem ou não necessárias. Havia dinheiro da “CEE” para gastar e esse foi um dos destinos. Foi ilegal? Acreditando que os devidos procedimentos foram observados, certamente que não houve ilegalidade. Portanto, não existiu corrupção. Mas não é também uma forma de corrupção saber-se que se está a fazer algo que não faz sentido, para daí obter o benefício financeiro e eleitoral, apenas porque tal se pode fazer? [Read more…]

Adivinha

Qual foi o OCS que pegou num vídeo feito para dar nas vistas à conta de um conhecido fabricante de robots e o transformou numa notícia, sem um mínimo de validação jornalística, titulada “A ‘vingança’ das máquinas está aí. Robots já atacam“?

Talvez o texto fosse também uma paródia, à semelhança do vídeo, poderíamos pensar. Indo pelo endereço encontrado no Google logo se percebe que o artigo foi apagado, pelo que se ficaria na dúvida, não se desse o caso de a Internet ainda ter memória. E de ter uma cópia.

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O Ministério das Finanças continua a não cumprir a lei

Parece que o fisco vai fazer mais um sorteio e resolveu-me enviar um email a dar conta disso. Dá-se o caso de este email não decorrer de uma necessidade de prestação do serviço ao utente, fazendo parte, isso sim, da estratégia de marking do Ministério das Finanças. É, portanto, spam, tal como já anteriormente se havia constatado. Como tal, deveria estar sujeito ao mesmo processo legal de obtenção de consentimento para uso dos dados pessoais recolhidos. Mesmo que se questione esta obrigatoriedade legal, já a necessidade moral de dar o exemplo é inequívoca.

No portal das finanças existe a possibilidade optar por não receber emails e SMS. É uma escolha de tudo ou nada, não permitindo distinguir entre o que é importante e o que é supérfluo.  Já era tempo de corrigirem isto.

Bunker anti-fuga ao fisco

Reza a lenda que o empresário de futebol Jorge Mendes desejou oferecer um donativo às populações vítimas dos incêndios de 2017, tendo contactado pessoalmente a Associação das Vítimas do Incêndio de Pedrógão Grande. Uma das obras a realizar é um abrigo para altas temperaturas e ventos ciclónicos a ser construído em Ferraria de São João, no concelho de Penela. Jorge Mendes ofereceu-se para financiar este abrigo anti-fogo. Teoricamente, a generosidade é de louvar. As populações necessitam de ajuda e atenção. Jorge Mendes, um dos homens mais ricos do país, está disponível para ajudar. O preço estimado deste abrigo é de cerca de 200 mil euros.
O problema é que Jorge Mendes e a esposa estão a ser investigados pelo fisco português e pelo fisco de outros cinco países europeus por terem recebido dividendos de cerca de 100 milhões de euros e supostamente não os terem declarado. Os rendimentos relativos a contratos de cedência de imagem de desportistas (casos em que os clientes da Gestifute de Jorge Mendes têm sido condenados) são taxados em cerca de 20% ou mais, dependendo do país. Ora, 20% de uma evasão fiscal de 100 milhões são cerca de 20 milhões de euros. Uma módica quantia que dá para custear não um, mas 100 bunkers anti-fogo. É caso para dizer que o contribuinte precisa de um bunker, não anti-fogo, mas sim anti-fuga ao fisco para se abrigar de empresários como Jorge Mendes. [Read more…]

Miguel Duarte ou Matteo Salvini?

Sempre que damos dinheiro a um arrumador de carros, podemos estar a fazer parte da cadeia do tráfico de droga, com tudo o que isso implica de muitos contras e poucos prós (podemos, por exemplo estar a adiar um assalto ou a agressão a um familiar). Por outro lado, é verdade que não deixamos entrar em casa todos os desfavorecidos do mundo, por muito que nos preocupemos. Além disso, não deixamos no chão alguém que esteja caído, a não ser, talvez, que tenhamos a certeza de que merece estar no chão. [Read more…]

O Estado de Direito e o Homem Jurídico

Tive oportunidade de assistir, via internet, a uma boa parte da audição do Dr. Vítor Constâncio na AR. Enquanto o ouvia, lia um interessante livro da Livraria Figueirinhas – Porto, editado em 1945, escrito por José Marinho sobre Leonardo Coimbra. Dizia Leonardo Coimbra que o Cidadão é o “homem jurídico”, uma manifestação truncada, incompleta, inferior, do Espírito que anima o Ser do Homem.
Há dias escrevia aqui sobre isso, a propósito do Cidadão e do Estado de Direito, sem saber que Leonardo Coimbra tinha resolvido a equação com esta simplicidade.
Mas estamos tão longe desta Filosofia. Ou estaremos perto?

Influencers

No café do Sr. Manuel, eu comia o pãozinho de todos os dias, banalíssimo, até que comecei a reparar num cavalheiro distinto que pedia certo pão, ao que parece reservado para clientes conhecedores, guardado no sacrossanto da cozinha, cortado em fatias longas, de tez escura, filho de farinhas nobres, e aspergido com um azeite suavíssimo. Agora, também eu como esse pão.

E foi assim que entendi para que servem os influencers.

A palavra e o Estado de Direito

Aquilo que transforma o habitante da cidade num Cidadão não é a Geografia, mas o Direito. Cidade e Cidadão são institutos jurídicos através dos quais se materializa a Cidadania e, assim, os pilares fundamentais do Estado de Direito Democrático. Não existe, obviamente, Cidadão sem Cidadania e esta apenas pode subsistir num contexto onde impere o primado da Lei, a independência dos poderes e a liberdade de escolha.

É o Estado de Direito Democrático, enquanto estrutura jurídico-administrativa, que confere ao Cidadão a prerrogativa de exercer e materializar a Cidadania. A maioria dos instrumentos constituintes dessa estrutura jurídico-administrativa não está, porém, ao alcance do Cidadão comum, por um conjunto de motivos, conhecidos ou desconhecidos, todos eles ilegítimos, que não importa aqui indagar. A Cidadania acaba por exercer-se, quando se exerce, com recurso a um repertório mínimo de instrumentos – é o Estado de Direito Democrático Mínimo. O mais universal, democrático e acessível desses instrumentos é a Palavra. É por isso que só em Estados Totalitários, que não são, portanto, compostos por Cidadãos, se limita, condiciona ou suprime, por acção ou omissão, o direito ao seu uso legítimo.

10 de Junho, um outro discurso

João Paulo Correia

É evidente que o discurso do 10 de Junho poderia ter sido outro, que não aquele que foi. Poderia ter subido ao palanque um “homem de esquerda”, daqueles extremamente anti-fascistas e solidários, com o coração cheio de amor ao próximo e a justiça social transpirando de cada palavra. Como o deputado João Paulo Correia, por exemplo. Um tribuno “socialista” à moda antiga, que consegue ser vice-presidente da sua bancada parlamentar, deputado municipal em Gaia, presidente de uma junta de freguesia que fica a trezentos quilómetros de Lisboa, presidente de um clube de futebol (até Julho do ano passado) e ainda ter tempo para umas comissões de inquérito à Caixa Geral de Depósitos. Imagino assim o solene e patriótico panegírico do senhor deputado:

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Liga das Nações

Liga das Nações

© Rádio Renascença

Na primeira fila podem ver-se as figuras proeminentes que hoje assistiram, no Estádio do Dragão, à final da “Liga das Nações”, uma das mais importantes competições futebolísticas mundiais. O desafio opôs as selecções nacionais de Portugal, país pertencente à União Europeia e situado no extremo ocidental da Europa, e da Holanda, reino protestante antigo situado abaixo do nível das águas do mar e a duas horas de Paris, por estrada.

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Aconteceu em Tiananmen

 

Recorde-se, o país a quem os nossos governantes alienaram diversas infra-estruturas é o mesmo onde, em 1989, se cometeu a barbárie de Tiananmen. Foi há 30 anos. Ontem, portanto, apesar de tanto se ter passado por lá desde então. Como por exemplo, a implementação do, até há alguns anos, inacreditável sistema de crédito social.

José Patrocínio

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Morreu José Patrocínio, activista angolano.
Uma voz contra a violação dos direitos humanos, sempre do lado dos que não têm voz em Angola. Um inconformado com a injustiça, um lutador pela liberdade e dignidade de todos e todas.
Lamento muito a sua morte.

Director-adjunto do Expresso

Tout se vend, tout s’achète: les enfants, le sperme, les pailletes, le ventre des femmes, les utérus, toutes ces choses-là. Allez hop! Allons-y! Ça se vend, ça se loue, ça s’achète, ça se prête: c’est la grande marchandisation du capital.

Michel Onfray

Il y a dictature quand il y a péril pour la liberté. Et il me semble qu’on est en train d’assister à une civilisation, on fabrique une civilisation, dans laquelle il y a péril pour la liberté.

Michel Onfray

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Expresso, sabe-se, é extremamente versado em pronunciar-se acerca de assuntos ortográficos, ao ponto de até dar aulas de Português. Todavia, pelo caminho, vai tendo recaídas (aqui, ali, acolá…) e dando alguns tropeções (acolá, ali, aqui…), engrossando as fileiras da diáspora.

A grafia exibida pelo Expresso é a prova acabada quer da hipocrisia ortográfica instalada, quer da inutilidade do Acordo Ortográfico de 1990.

Efectivamente, quem se dá ao luxo de ter um director-adjunto no dia 29 de Maio de 2019, quase nove anos passados sobre o anúncio da poupança de letras, demonstra em última análise que o Acordo Ortográfico de 1990 não faz falta absolutamente nenhuma e que o cê, esse sim, dá imenso jeito.

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Joana Marques Vidal BEM

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Nas Conferências do Estoril, mesmo na cara do Sérgio Moro. Respect!

Os portugueses que vão votar dão uma lição de civismo

Acabo de votar numa das escolas reservadas para o efeito e por verificar, in loco, o civismo de tantos e tantos portugueses no momento do voto.
Ele é estacionamento dos carros em cima do passeio, em cima das passadeiras, nos lugares de deficientes, em segunda fila, enfim, onde calha. Em qualquer sítio que garanta ficar à porta do local de voto.
Ufanos por estarem a cumprir o seu dever, esses portugueses regressam a casa felizes. O seu civismo foi posto à prova e, mais uma vez, a exemplo do seu Querido Líder, ultrapassaram o teste com distinção.

A figura do ano em Gaia

O ex-deputado do Bloco de Esquerda, João Teixeira Lopes, foi o homenageado da noite numa Gala que ocorreu no passado dia 18 de Maio, em Vila Nova de Gaia, organizada por um jornal local. O evento, pelo qual a Câmara Municipal pagou 35 mil euros, contou também com um espectáculo de Mickael Carreira.

João Teixeira Lopes foi recentemente nomeado pelo município gaiense, dirigido, como se sabe, por uma coligação PS/PSD, “presidente do Observatório Social de Gaia”, tendo agradecido “a homenagem”.

Universidade do Porto abre Instituto Confúcio

Foto: Universidade do Porto

 

É um momento de particular e profunda satisfação e, certamente, um ponto alto nas relações entre Portugal e a República Popular da China. Votos de grande prosperidade e sucesso ao Instituto Confúcio da Universidade do Porto. Que contribua para o fortalecimento das relações de amizade e benefício mútuo entre os dois povos.

Foi inaugurado esta sexta-feira o primeiro Instituto Confúcio da Universidade do Porto. O projeto, desenvolvido numa parceria entre a Universidade do Porto e a Guangdong University of Foreign Studies, tem como objetivo alargar os horizontes culturais dos estudantes, estreitar as relações entre a Universidade e a cidade à China, fortalecendo, desta forma, a cooperação entre os dois países.

Como manter viva uma ideia

Impondo-lhe dificuldades.

Morreu uma lenda


R.I.P. Niki.

Os dois Presidentes

 

 

[clique no vídeo para assistir] O presidente de uma das maiores Câmaras Municipais do país – Vila Nova de Gaia – assina, em nome do Município que representa, um contrato de financiamento de centenas de milhares de euros com um clube de futebol, na mesma cerimónia em que toma posse como presidente do Conselho Fiscal desse mesmo clube.

Por que motivo terão apagado o vídeo do Youtube ?

As Comendas, os que vão comendo e os que comem tudo

Vai, pelos vistos, séria e profunda a reflexão na Assembleia sobre os “deveres e obrigações” dos titulares de graus honoríficos, matéria em que releva actualmente a alegada dislexia do Comendador patriarca do Budismo do Bombarral ao qual, imagine-se, se dirige agora um “processo disciplinar” que visa retirar-lhe a comenda e a grã-cruz da Ordem do Infante D. Henrique, este último às voltas no túmulo ante tanto escândalo institucional, tanta cruz, tanta comenda e tão pouco que comer.
Instrua-se, com a coerência que reste, igual e competente “processo disciplinar” aos que distribuem comendas, sempre às custas dos que são comidos, pelos que comem tudo e nada deixam a não ser esta República em feitio de comissão de garagem. Uma comissão de garagem que pensa poder disfarçar a sua falta de vergonha com tardios e artificiais “processos disciplinares” para retirar comendas a quem não apenas já comeu tudo, mas, acima de tudo, deu de comer a muitos dos falsos indignados de circunstância.

A ideologia da decência

A decência – a mera decência – não é característica que exija santidade, que faça andar o paralítico ou o cego ver. A decência não é um milagre nem viaja até junto de nós num raio cósmico vindo de outros sistemas ou galáxias. A decência é um módico atributo da simples humanidade, um asseio que a separa das bestas, as quais, porém, manifestam amiúde graus de decência que uma boa parte dos homens não alcança.

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Tell No One

O documentário independente pelos irmãos Tomasz e Marek Sekielski. Sobre a ICAR na Polónia.

Este documentário já conta com mais de 12 milhões de visualizações nos últimos três dias (página IMDB). O documentário foi financiado on-line. É neste momento história de destaque na imprensa polaca. O documentário apresenta várias vítimas de padres pedófilos, o que parece ser hábito.

(Em polaco, legendado em inglês, espanhol e noutros idiomas.)