Cinco questões sobre a celebração do 13 de Setembro, em Fátima

  1. Marcelo Rebelo de Sousa já criticou a DGS por não apresentar antecipadamente as regras sanitárias para a realização deste ajuntamento de milhares, tal como fez a propósito da Festa do Avante?
  2. Qual iniciativa garante melhor o distanciamento social entre os seus participantes: o Avante/PCP ou esta peregrinação/Santuário de Fátima?

  3. Qual é a área disponível por peregrino, considerando a área total do recinto do Santuário? É inferior ou superior à verificada no recinto da Festa do Avante? [Read more…]

André Ventura, o autoproclamado anti-elite no bolso de Luís Filipe Vieira

Querem saber quem é o verdadeiro André Ventura, para lá da propaganda orientada para degustadores de gelados com a testa? Reparem então naquela que tem sido a postura do “tipo que diz as verdades”, sempre tão rápido no gatilho quando o primeiro-ministro lhe aparece na mira, refugiado na sua ensurdecedora cobardia de cartilheiro, incapaz da habitual ferocidade, apesar de estarmos perante um dos mais graves escândalos de promiscuidade institucional que envolvem António Costa.

Exactamente: é a postura de um coelho anão bebé, manso e sossegado, que já teria escrito 140 tweets, convocado duas manifestações, pedido a demissão do primeiro-ministro e repetido a palavra “vergonha” 426.917 vezes, estivesse Costa na comissão de honra de outro presidente qualquer, igualmente envolvido em calotes de centenas de milhões de euros ao Estado, entre outros casos de polícia, entregues à justiça portuguesa. [Read more…]

Política aos pontapés

As autarquias portuguesas estão cheias de favores nem sempre indirectos a clubes de futebol da terra, com actuais e antigos autarcas em mesas de assembleia geral ou, até, em altas instâncias do futebol nacional, histórias de empreiteiros que tinham de dar dinheiro ao clube concelhio para terem direito a aprovação de obras, cedências de terrenos municipais em condições muito vantajosas para o usufrutuário e às custas de dinheiros públicos e um larguíssimo etc. de corrupção ilegítima e ilegal. O leitor pode divertir-se e aprender, fazendo, no dr. Google, buscas como “Presidente da câmara de (nome do concelho) futebol”.

A presença de António Costa na comissão de honra da candidatura de Luís Filipe Vieira é, apesar do contexto escandaloso, uma melancia do Entroncamento no cimo de um bolo já demasiado azedo. O primeiro-ministro tem, naturalmente, direito às suas preferências clubísticas, mas não pode tomar partido nem que seja na associação de chinquilho mais obscura, por mais honrada que seja. [Read more…]

COVID-19, um genocídio

*Abílio Montalvão Nunes, Antropólogo

O Instituto Nacional de Estatística informou recentemente que em Portugal, nos últimos seis meses, morreram mais 5882 pessoas do que no mesmo período do ano passado. Destes óbitos, apenas 1852 foram atribuídos à Covid-19. Há um excesso, portanto, de 4030 óbitos em apenas seis meses, que se explica, evidentemente, pelo brutal bloqueio do acesso ao Serviço Nacional de Saúde, o qual cancelou milhares de actos médicos desde o advento da nova Pandemia decretada pela OMS e prontamente adoptada pela canalha burocrática e administrativa dos seus protectorados.

Governantes e quase todos os seus opositores limpam todos os dias os pés à Constituição da República portuguesa, suprimindo Direitos, Liberdades e Garantias de modo totalmente ilegal, estando em vigor, de facto, um Estado de Sítio não declarado nem legitimado nos termos e imposições constitucionais exigíveis a um Estado de Direito.

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Em Portugal, os direitos não são iguais para todos…


-No passado dia 1 de Maio, os sindicalistas puderam comemorar na Alameda o dia do trabalhador.
-No passado fim de semana, os comunistas puderam participar na festa do Avante.
-Hoje, fiéis devotos puderam assistir em Fátima a cerimónia religiosa, evocando a sua fé.
-Eu, continuo impedido de me deslocar ao estádio José Alvalade, para apoiar o meu SCP…

Saudades da Santa Inquisição

Não vislumbro grande diferença entre este escrito e sermão-tipo de um qualquer fundamentalista religioso, algures numa montanha no Afeganistão. Segundo Ricardo Cristóvão, pároco de Alcobaça, a solução para “romances e poesias mundanas” é a fogueira. Tal como no tempo da Santa Inquisição, em que se queimavam livros e pessoas vivas no fogo purificador, a proposta do clérigo radical passa por reduzir toda a literatura herege a cinzas, pois as suas páginas, certamente obra de Satanás, “excitam a sensualidade” e “inflamam paixões”. No fundo, assegura o padre Cristóvão, trata-se do “meio mais seguro e poderoso para perder os jovens” à disposição do demónio. E basta um destes livros para desgraçar toda uma família. Allah akbar!

Atrasadice

Este paranoico levantamento contra a disciplina de Cidadania e Desenvolvimento é um vergonhoso indicador do obscurantismo de uma parte da sociedade portuguesa, digna dos princípios do século passado.

Não vale a pena escrever de outra maneira o que Maria João Marques claramente formulou aqui, salientando-se o seguinte excerto:

“O que os perturba? Não é, claro, o módulo da segurança rodoviária ou de empreendedorismo. O que transtorna as personalidades signatárias são os módulos da sexualidade – onde se enquadram a Educação Sexual e os temas da tolerância para com gays, lésbicas e transexuais – e da Igualdade de Género.

Incrível, não é? Um país com números aberrantes de violência doméstica, crimes sexuais que têm aumentado nos últimos anos, sentenças iníquas dos tribunais garantindo a impunidade a violadores e agressores domésticos, diferenças salariais de 17% a menos para as mulheres, num momento em que 90% dos desempregados com a crise da covid são mulheres – e há quem faça petições contra o ensino da igualdade de género. [Read more…]

Raspadinhas

 

O rato é metido numa caixa transparente. Lá dentro, há uma chave ou uma pequena alavanca, que, ao ser accionada, faz cair comida de um alçapão. O animal dá umas quantas voltas dentro da caixa até descobrir a alavanca. A comida cai. A partir de então, não quer outra coisa. Tanto dá se se trata de um hamster ou de uma ratazana de esgoto, o comportamento do animal dentro da caixa é invariável: ver a alavanca, puxar por ela, receber a recompensa. E outra vez, e outra vez, e outra vez. Burrhus Frederic Skinner, psicólogo e professor na Universidade de Harvard, o homem que concebeu esta experiência a que ainda hoje se chama “caixa de Skinner”, chamou-lhe “circuito de reforço continuo”. Quando realiza uma acção que produz uma recompensa, o rato recebe uma descarga de dopamina, o neurotransmissor produzido em situações identificadas como agradáveis (beber quando se tem sede, por exemplo). E desejará mais. [Read more…]

E o Rui deixou de ser o pior Rio

Isto é tão mau, tão, tão mau que nem sei bem por onde começar. Como sempre, a esquerda a alterar a realidade para alimentar um mundo virtual onde imaginam ter uma pontinha de razão para as suas ideias sobreviverem. E a petulância, Deus Meu? Uma petulância tão insultuosa, tão patética, tão trafulha que, caso fosse necessário, bastava para definir esta senhora.

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Vão gozar com o…

Se alguém não entende a minha irritação com a complacência que esta sociedade demonstra com o Comunismo, atentem na fotografia.

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Tolerância zero

Unlimited tolerance must lead to the disappearance of tolerance. If we extend unlimited tolerance even to those who are intolerant, if we are not prepared to defend a tolerant society against the onslaught of the intolerant, then the tolerant will be destroyed, and tolerance with them. — In this formulation, I do not imply, for instance, that we should always suppress the utterance of intolerant philosophies; as long as we can counter them by rational argument and keep them in check by public opinion, suppression would certainly be unwise. But we should claim the right to suppress them if necessary even by force; for it may easily turn out that they are not prepared to meet us on the level of rational argument, but begin by denouncing all argument; they may forbid their followers to listen to rational argument, because it is deceptive, and teach them to answer arguments by the use of their fists or pistols. We should therefore claim, in the name of tolerance, the right not to tolerate the intolerant.

Avante, camarada Teresa Guilherme!

O amish de Famalicão marcha para Lisboa

Há um amish em Famalicão que, enquanto encarregado de educação, tomou uma decisão radical: não deixar os seus educandos frequentar uma disciplina OBRIGATÓRIA do ensino básico.
Acho muito bem. Tão bem que decidi seguir-lhe o exemplo. Há uns dias, apanhei uma multa por circular a 130 km/hora na auto-estrada. Não vou pagar a multa. Porque acho que 130 km/hora numa auto-estrada é perfeitamente razoável. E tal como no caso do amish de Famalicão, sou eu que faço a lei e cumpro-a se quiser.
Inicialmente, não percebi o que o incomodava na disciplina de Educação para a Cidadania: É a igualdade de género? É a interculturalidade? É a sexualidade? É a participação democrática? É o bem-estar animal e o ambiente?
Acabei por perceber quando li sobre o assunto. Afinal, este católico radical, membro da Associação Portugueses das Famílias Numerosas, já em 2009 andava a lutar contra a educação sexual nas escolas; pouco depois, andou a recolher asinaturas contra o casamento entre pessoas do mesmo sexo; tem como advogado João Pacheco de Amorim, do Partido Pró-Vida (hoje integrado no Chega), cabeça de lista do Chega nas Legislativas e irmão de Diogo Pacheco de Amorim, ideólogo desse mesmo Chega; esteve recentemente a manifestar-se na Assembleia da República contra um eventual referendo à morte medicamente assistida; faz parte da Plataforma Resistência Nacional (o nome diz tudo). [Read more…]

Politicamente incorrecto (1) – racismo em Portugal

Propositadamente deixei passar algumas semanas desde o assassinato a sangue-frio de Bruno Candé numa rua de Moscavide, para escrever estas linhas.
Ao que se sabe, a vítima tinha um cão, que incomodava Evaristo Marinho, autor dos disparos. E segundo vários relatos que tenho lido de testemunhos na vizinhança, não era Bruno Candé a única pessoa na vizinhança a ser ameaçada pelo idoso Evaristo, 76 anos, ex-combatente no ultramar, frequentemente quezilento, neurótico, pessoa descrita como tendo mau-feitio. [Read more…]

Lost In Translation

[João L. Maio]

É unânime entre todos aqueles que se mantêm atentos e que, sobretudo, têm bom senso, de que o ambiente está a mudar. É um facto mil e uma vezes já explorado e com dados científicos que o comprovam.

Não vale, portanto, o esforço tentar desvalorizar a questão ou assobiar para o lado e fingir que nada se passa. Passa-se, é grave, e é preciso reflectir sobre o assunto mas, acima de tudo, agir sobre ele para mudar o rumo dos acontecimentos.

Ora, esta urgência climática anunciada trouxe com ela dois tipos de pessoas e, por conseguinte, duas linhas de pensamento: as que acham que isto é tudo muito, muito grave e, cegamente, defendem a causa; e as que, de forma acérrima, declaram que tudo isto é uma teoria da conspiração e que afinal não está tudo assim tão mau. Parece não haver meio termo.

Com isto, e como não poderia, nunca, deixar de ser, a política aproveitou-se do assunto, aqui e no resto do mundo. Mas, como é sabido, Portugal é uma sociedade à parte, quase alheada do que se vai desenvolvendo no resto que há à sua volta. Todos os partidos, sem excepção, e em tempo de campanha eleitoral legislativa, pegaram no tema para dele fazerem bandeira de campanha e tentar sacar mais uns quantos votos.

E o povo, vai na conversa? [Read more…]

O vírus (fim)

O vírus do covid tem feito muitos estragos. Mas está longe dos efeitos do outro vírus que assola o mundo.

Assistimos ao despudor com que se mente à vista de todos, sem que os mentirosos sem importem por saberem que quem os ouve sabe que estão a mentir. Esta inversão de valores, reforçada por uma hipocrisia sem limites, tem um impacto fundamental em todos os tópicos anteriormente abordados.

A reacção do poder instituído ao breve crepúsculo em que se publicaram alguns arranhões na Internet foi de contra-informação em larga escala, estratégia que culminou nas fake news de agora. O próprio jornalismo transformou-se, em larga medida, num produto de consumo imediato, superficial e em busca do sound bite, à imagem do modelo de sociedade que temos.

Este é o maior vírus que nos ataca de há algum tempo a esta parte. Aos poucos, apaga a decência. O resto vai por arrasto.

(o vírus)

Gran Tourismo by Quinta da Pacheca

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Semiótica tal como explicado pela Quinta da Pacheca.

Sobre a morte de um homem

Bruno Candé, um homem de 39, anos foi assassinado. Por acaso, era actor e tinha filhos, mas qualquer morte estúpida é um desperdício de oportunidades, um universo irrepetivelmente desaparecido. Acrescente-se que tinha a pele escura.

De um lado, afirma-se que o crime resulta de racismo, porque somos um país racista. Do outro, nega-se, grita-se, até em manifestações, que os portugueses não são racistas. Estou mais perto dos primeiros, mas já lá vamos.

Para o falecido, penso que a morte teria exactamente o mesmo efeito se se descobrisse que o móbil tinha sido outro qualquer. Os que o choram estariam a chorá-lo e continuariam revoltados, porque a morte é quase sempre uma injustiça.

Não sei se os portugueses são racistas e não sei se alguém sabe, mas sei que um racista já é um racista a mais e também sei que há muitos racistas. Também sei que poderá haver mais racistas nuns sítios do que noutros. O racismo, residual ou estrutural, deve ser combatido em todas as trincheiras, especialmente nas escolas. Mesmo que seja ou fosse residual, é preciso não esquecer que o espaço e o tempo ainda estão demasiado cheios dele. [Read more…]

Para o BE, tragédia era não se aproveitarem da tragédia

Se a realidade não acompanhar o que pensamos, é fácil, altera-se a realidade.

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Tolerância

A ver se, de uma vez por todas, conseguem entender.

É-me, completamente, irrelevante a proveniência.

Universo Espírito Santo – Acusação

Balcão do Banco Espírito Santo na Rua Augusta, Lisboa (2014).

Balcão do Banco Espírito Santo na Rua Augusta, Lisboa (2014)

A 14 de Julho foi tornada pública a acusação do “Caso BES”. A imprensa tem vindo a debitar partes desta acusação ao longo dos últimos dias. No entanto este é um documento importante para referência futura. Penso, por isso, que deve estar disponível na integra, livre para ser estudado e interpretado por todos, agora e no futuro.

Pode fazer o download na ligação seguinte:


2020-07-14 Despacho de Acusação BES

Miséria ética

Vejo as noticias e volto a descobrir que o Português que sou e quero ser, nada tem a ver com este Povo que, agora, habita este País. Um Povo sem carisma, sem garra, mas, acima de tudo, sem vontade ou consciência. E se essa percepção já era quotidianamente indesmentível por ser tão evidente, o resultado das preferências maioritárias deste Povo é de estraçalhar a esperança ao mais optimista dos seres.

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A dúvida

A leitura de uma entrevista ao historiador escocês Neill Lochery a propósito do seu novo livro “Porto, a entrada para o Mundo”, provocou-me uma enorme dúvida, daquelas que ficarão eternas porque assentam no pressuposto “e se…”.

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Pornografia industrial

Embalar abóboras, bananas, curgete e outros legumes que têm eles mesmos a sua “embalagem” natural. Ou uma caixa destas para um peixe.

O custo monetário do plástico é tão baixo que permite esta omnipresença. E o custo ambiental parece não importar ninguém.

O que me impressiona neste cenário é absoluta irracionalidade do acto. Para quê embalar uma abóbora em plástico? Qual é o valor acrescentado disso?

(Fotos feitas antes do covid.)

A alt-right tuga, de lápis azul na mão

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A mesma direita que se insurge contra todos os protestos anti-racistas, que proclama o regresso do totalitarismo a cada estátua vandalizada, que exige a normalização e a aceitação do discurso de ódio, como se de liberdade de expressão se tratasse, que rasga as vestes porque a escola foi tomada de assalto por uma ideologia que não a sua, a única que pode aceitar e que inclui mulheres na cozinha e crucifixos na parede, e que arranca cabelos porque politicamente correcto e tal, mobilizou-se para cancelar uma série na RTP2 – Destemidas – porque, pelos vistos, é inaceitável que duas mulheres se beijem na televisão pública. Toureiros a torturar animais sim, guerras e mortos em directo também, mas ai de nós que duas mulheres se beijem! A menos que seja numa telenovela brasileira, na Anatomia de Grey ou num filme qualquer. [Read more…]

Fascistas, mas pouco

Uma das inovações “covid” da esquerda, tem sido a facilidade com que apelidam quem se lhes opõe com epítetos como “fascistas”, “extrema-direita”, “racistas”, etc.

Pior que a prontidão no insulto, é nem perceberem que essa estratégia diz muito mais acerca deles próprios que, propriamente, acerca dos visados até porque, normalmente, essas acusações carecem de fundamento.

E o que diz acerca da esquerda? Desde logo, e numa perspectiva puramente espacial, o epíteto “extrema-direita” tem mais a ver com a distância a que se encontram. Ou seja, estão tão polarizados na esquerda, melhor na extrema-esquerda que esse afastamento leva-os a considerar que a partir do centro político, é tudo “far right”. Mais ou menos como aquele indivíduo que estando no Pólo Norte acha que o Porto fica mesmo no Sul. Muito, muito a Sul.

Segundo, e muito mais grave, é a desonestidade que esse argumento vazio representa. O agitar do fantasma fascista, do perigo do crescimento da direita radical, só visa angariar simpatias pelo medo. Assustar para conquistar. E mais desonesto se torna quando verificamos que a nivel global, as piores ditaduras, os sistemas que maior desgraça causam às suas populações e menos liberdade lhes concedem, são todos comunistas. Ou seja, se há perigo palpável para o qual devemos alertar a cidadania, é para o perigo vermelho.

Mas a desonestidade não fica por aí. Aliás como é timbre da esquerda que por força do demonstrado insucesso (eufemismo, a expressão adequada seria “naufrágio trágico”) das suas ideias, só pode fazer prova de vida se recorrer a truques de comunicação e a argumentos trapaceiros. Quando apelidam algo ou alguém de “fascista”, a acusação vem sempre, repito, sempre desacompanhada de qualquer facto ou razão que a sustente. O objectivo é criar uma incriminação que não precise de ser verificada. Acusação e sentença sem julgamento nem contraditório. Um estigma absoluto que evita que quem o afirma, precise sequer de o comprovar. Mais ou menos como isto: quando estiveres a perder uma discussão e não tiveres mais argumentos, chama fascista ao outro e já está.

“Can you hear me?”, de Colin Chapman

Efectivamente, EU can do better.

Como escrevi há dias, a página EUAid4Interpreters tem informação completa e actualizada sobre a situação.

Desejo-vos um óptimo fim-de-semana.

Bruxelas, 24 de Junho de 2020 Foto: Laura Neri & Francesc

Pavões II

Para os “fofinhos” que andam por aí a verberarem contra quem tenta fomentar guerras norte/sul ou bairrismos desajustados, ficam estas notícias. Sempre podem dizer que são “fake news”.

De qualquer maneira e passando por cima da já conhecida incompetência da DGS que nesta pandemia tem atingido níveis muito perto de gerar responsabilidade criminal (num País decente era o que acontecia) e que, seguramente, não desconhece a data das festas de Santo António, fica este PR.

Um Presidente que, manifesta e despudoradamente, assume a defesa dos habitantes de uma região utilizando um argumento que além de falso (isso não é novidade) porque em todas as regiões se trabalhou durante a pandemia, é profunda e gravemente insultuoso para todos os outros Portugueses.

O vestir da camisola lisboeta é tão ostensivo e ofensivo quanto o grotesco plano de recuperação da TAP. Quer um quer a outra perderam a sua razão de ser enquanto instituições nacionais. Quer a TAP assumiu que é a TAL (Transportes Aéreos de Lisboa) como o PR optou por ser o PRL (Presidente da República de Lisboa).

E sempre para os fofinhos que apesar de continuamente sodomizados pelo centralismo petulante, ignorante, provinciano e despótico do poder lisboeta, continuam a achar que isto não passa de condenável exacerbar de bairrismos, deixem que lhes diga que não há qualquer guerra norte-sul. E porquê? Porque, primeiro não há uma dicotomia norte-sul. Há uma divisão Lisboa-resto do País.

Segundo, isto não é uma guerra. Isto são ataques contínuos e unilaterais perpetrados pelo poder central. Quem me dera que o resto do País tivesse o poder suficiente para poder responder e, aí sim, transformar esta desigual relação de forças numa guerra. Até porque estou absolutamente convencido que se o resto do País tivesse algum poder, isto não acontecia. A verdadeira razão para este imbecil despotismo não está em qualquer mirífica intelectualidade do poder central, mas tão só no cobarde aproveitamento da incapacidade de resposta do resto do País. Ah, e também na indolência e na mansidão que os fofinhos tanto veneram e fomentam.

Terceiro, esta desigualdade que se verifica há anos e anos, foi exponencialmente agravada pela pandemia. Enquanto uns acreditaram ingenuamente na união dos Portugueses, os pavões do Maghreb, insolente e cobardemente, não se inibiram de desqualificar e caluniar o resto do País. As nossas reacções são legítimas respostas às provocações que todos os dias sofremos e que, nos últimos tempos, ultrapassaram muito, mas mesmo muito, a linha do tolerável.

Quarto, pessoalmente, estaria a marimbar-me para as banais, imbecis e despropositadas manifestações de parolismo que o lisboeta tanto precisa de demonstrar. Basta para tal a resposta que um nortenho, um alentejano, um transmontano, etc., têm capacidade para dar. Até porque assenta numa alma e numa firmeza que o lisboeta não compreende, não alcança, mas teme. O problema é que este desplante está umbilicalmente ligado ao poder político. Este provincianismo alimenta e configura a administração central que por sua vez o remunera, protegendo-o.

E infelizmente o poder central ainda consegue determinar grande parte da minha vida

Pavões I

Para quem não acredita que além de todas as desgraças que penamos (pandemia, bancarrota, governo, dgs, etc.), temos neste País dois sistemas, duas leis, dois critérios, duas visões, etc.: a dos pavões parolos e a dos verdadeiros Portugueses que apesar de mansos (demasiado), ainda têm a lucidez de perceber o que é, realmente, importante.

Ó excrementos enfeitados do Maghreb que são tão dispensáveis neste País quanto uma Caneças em qualquer festa, VENCIDOS foram vossemecês anteontem pelas dignas gentes dos Açores que não hesitaram em, altruística e temporariamente, ter outro lar para não dificultar a vida a outros.

Enterro, também, tiveram vossemecês anteontem e, sem culpa de quem partiu, mais uma vez demonstraram o esterco que são. PR incluído.

Orgulho. Muito orgulho de quem sabe estar. De quem sabe ser. Porque isso é que é a verdadeira dignidade. E não ficamos em casa para evitar trabalho ou escola. Foi mesmo para evitar festa. É que a primeira é fácil. Até vossemecês conseguem. A segunda é para gente a sério.

Traduzindo em linguagem que possam compreender, imaginem um novo rico ridiculamente espampanante que olha embasbacado para o velho conde que do alto da sua longa linhagem, tranquilamente, exala carisma e nobreza. Agora, se conseguirem pôr os vossos dois neurónios a funcionar, entendam qual dos dois, vossemecês são.

Sobre o atribulado processo de desconfinamento, o oportunismo político e as várias narrativas que proliferam

1) Tal como muitos de nós previam, o desconfinamento, em grande parte forçado pela elite económica, com o alto contributo da obediência canina do governo, levou a que muitas pessoas baixassem a guarda, convencidas de que a pandemia tinha chegado ao fim. Não só não chegou, como pode perfeitamente piorar e colocar o país numa situação mais crítica do que a inicial, com custos ainda mais elevados para a saúde pública, para a economia e para a imagem de Portugal no exterior.

2) Por todo o lado, mas com especial incidência nas regiões de Lisboa e Algarve, multiplicam-se os ajuntamentos, desde festas ilegais a encontros “espontâneos” junto de bombas de gasolina ou zonas de divertimento nocturno, não esquecendo algumas manifestações, mais ou menos inevitáveis, mais ou menos desnecessárias, mas também cerimónias religiosas em Fátima, que foram já palco de pelo menos uma concentração de algumas centenas de pessoas, e onde hoje foi reportado um pequeno foco de contágio. Mas a Festa do Avante, que ainda não aconteceu – e que, a meu ver, não devia acontecer – é o único problema que inquieta algumas pessoas. Percebe-se bem porquê. [Read more…]