Misoginia é censurável, mas misandria já pode ser?

As mulheres lutaram e ainda lutam, bem, por direitos iguais. Na igualdade de direitos e deveres, convém não esquecer, estão incluídos os de maternidade e paternidade. Sem prejuízo de resolver nos Tribunais eventuais casos de violência ou outros, quem se sentir lesado deve recorrer à Justiça, parece-me óbvio que o princípio de custódia partilhada entre pai e mãe deve prevalecer na maioria dos casos, em lugar da tradicional decisão de atribuir à mãe a guarda dos filhos, apenas porque sim, porque é hábito, porque a mulher tem mais jeito, é mais capaz…
Igualdade não é, nem pode ser, privilegiar um género é detrimento do outro. Totalmente favorável à petição que visa alcançar igualdade nos direitos parentais.

O roubo continua…

Podem vender Portugal como paraíso turístico, associar-lhe moda e até um certo glamour, promover os seus encantos e tradições, o país tem múltiplos encantos que farão a delícia dos turistas, mas aos nacionais está reservado um verdadeiro inferno.
Os rendimentos de quem trabalha são divididos com o Estado, que se comporta como proxeneta ficando com metade do rendimento alheio. Quando abastecemos combustíveis seja para trabalho ou lazer, aproximadamente dois terços do valor da factura são impostos. Em 2016 perante a baixa de receitas provocada pela baixa do preço do crude nos mercados, o governo resolveu criar uma sobretaxa adicional, para que o Estado não perdesse receitas. Em 2018 com a subida, faz tábua rasa da promessa, ficamos já a perceber o quanto vale a palavra destes aldrabões, quem quiser enfie a cabeça tipo avestruz ou siga em manada, mas a verdade é que não têm palavra. Mas pior, a muleta BE e sua líder Catarina que suporta a geringonça, após tanto berrar contra Centeno e sua política económica, na hora da verdade, meteu a viola no saco e cedeu à chantagem. Não pense o estimado leitor que dou o mínimo de crédito à oposição, porque não o merecem, se algo já me habituei foi que prometem quando estão de fora e assim que chegam ao poder arranjam mil desculpas para não cumprir, isto quando não aumentam impostos ao arrepio de tudo o que anteriormente prometeram. [Read more…]

Obrigado, João Semedo

O João Semedo era, para mim, um farol e uma inspiração. Um dos poucos que, nesse charco de mediocridade em que se transformou a política portuguesa, mantinha acesa a minha esperança de um futuro melhor. Lutou contra o fascismo, foi preso pelo fascismo, lutou pelo Estado Social e terminou os seus dias a lutar por mais e melhor SNS e pelo direito à escolha de morrer com dignidade. Lutou por quem precisava, apesar de não precisar. Sim, João Semedo não precisava da política. João Semedo era um excelente médico, com provas dadas, mas cedo abdicou do conforto do seu estatuto para se dedicar às suas causas e convicções. Foi um parlamentar de excelência, como poucos se podem orgulhar, e combateu com elevação, sem nunca perder a objectividade, sem nunca se vergar, sem nunca se render. [Read more…]

Politicamente correcto, os talibãs do sec. XXI…

Agora que se aproxima o fim do mundial da Rússia, decidiu a FIFA ceder à insidiosa agenda do politicamente correcto e proibir grandes planos de miúdas giras. Muito provavelmente agora só teremos direito a ver nas transmissões gajos de copo na mão e claques de apoio mais ou menos carnavalescas.
A FIFA vai por mau caminho, se quer promover o respeito pelas mulheres poderia começar por obrigar a que todas as federações filiadas permitam a entrada de mulheres nos estádios e promovam a prática de futebol feminino sem uso obrigatório de véu ou burka… Quanto a questões de género, que filmem tudo e cada um coma o que gosta. Já não há mais paciência para proibições, restrições ou recomendações desta gente…

A CP sem comboios

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[maquinistas.org]

Em altura de greves é frequente vermos repórteres televisivos de microfone em punho a disparar perguntas frenéticas às pessoas directamente lesadas cuja resposta, sendo tão óbvia, torna o motivo da reportagem burlesco, não pretendendo defender utentes mas sim atacar quem de facto exerce um direito.
É vê-los nas urgências dos hospitais: “então, a greve dos médicos causou-lhe muito transtorno? e agora quando terá nova consulta?”…ou na estação do Cacém: “a que horas vai chegar ao emprego? esta greve traz-lhe muitas dificuldades”… como se as greves tivessem sentido prático se os efeitos não se fizessem sentir.

No último mês foram suprimidos na CP centenas de comboios não por efeitos de greves mas por falta de material circulante, por avaria, falta de mão de obra na EMEF, falta de investimento. Chegamos ao cúmulo do serviço ferroviário ser substituído por camionetas na Linha do Oeste, no Algarve, no Minho, no Alentejo, no Vouga, comboios que deviam ser feitos com Pendulares substituídos por material a cair de maduro sem que isso se reflicta no preço do bilhete, encerram-se troços por não haver comboios a circular como aconteceu na semana passada entre Caldas da Rainha e Coimbra na Linha do Oeste. Milhares de passageiros prejudicados.
Custos acrescidos com o aluguer de camionetas.
Perda de imagem e valor sem que se questionem os responsáveis.

Senhores jornalistas, considerando que o senhor Presidente da CP numa greve em Junho alegou prejuízos de 1,3 milhões de euros , que tal perguntarem-lhe quanto é que a CP já perdeu neste processo de degradação programada ?

A novela Bruno Carvalho acabou, as crianças tailandesas felizmente saíram da gruta, o Benfica ainda não começou a jogar , os incêndios tardam , o Pontal ainda vem longe.
Vamos entrar na silly season com os motivos de reportagem a escassear.

Senhores jornalistas, porque não ir por esse país fora, pelas estações ferroviárias do Algarve ao Minho fazer aquela pergunta sacramental que tanto gostam de fazer em alturas de greve :

“então, a falta de comboios está a causar-lhe muito transtorno???”

A conferência de Obama e a comédia cívica

O ex-presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, deu uma Conferência no Porto sobre o Ambiente e as Alterações Climáticas. O Diário de Notícias decidiu ir escutar a opinião de alguns convidados ilustres, entre os quais escolheu, vá lá saber-se porquê, o presidente da Câmara de Gaia. Eis o que Vítor Rodrigues disse ao DN:

“Estamos a falar daquele que, pelo menos para mim, é provavelmente a pessoa mais inspiradora na política mundial. E portanto a mensagem quer de reforço da democracia quer de combate às alterações climáticas é uma mensagem absolutamente estruturada e, sobretudo, o que não é normal nos políticos – e ainda mais quando saem das funções – é uma mensagem coerente com aquilo que ele próprio fez.

Quem afirma isto é a mesma pessoa que anda a processar criminalmente ambientalistas.

Autarca de Gaia leva ambientalista a julgamento

 

São inúmeros, a avaliar pela Comunicação Social, os Processos Judiciais em que está envolvido Eduardo Vítor Rodrigues, o autarca de Gaia, presidente da Área Metropolitana do Porto e dirigente do Partido Socialista. Esta verdadeira disfuncionalidade cívica, institucional e política, há-de constituir caso único em Portugal, onde não há memória de um autarca socialista manter um tal nível de litigância criminal, invadindo os Tribunais com Processos-Crime e transmitindo à ordem social de que participa – em cargos de alta responsabilidade – uma imagem totalmente contrária ao exemplo que se lhe exige, quer enquanto político e dirigente do PS, quer enquanto cidadão e professor da Universidade do Porto.

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Gaia: Medalha entregue por Eduardo Vítor Rodrigues a Marco António Costa chega a Tribunal

Eduardo Vítor Rodrigues homenageando Marco António Costa. Junho de 2016.

A Medalha de Mérito Municipal (Grau Ouro), com que o presidente socialista da Câmara de Gaia, Eduardo Vítor Rodrigues, homenageou o Dr. Marco António Costa em Junho de 2016, chegou a tribunal por via de uma queixa-crime – mais uma – que o próprio autarca gaiense apresentou e na qual me acusa, pela enésima vez, de “difamação”. A “difamação” em causa consiste, segundo a queixa deste infeliz litigante, em ter aqui descrito, no Aventar, aquilo que se vê na fotografia que ilustra este pequeno apontamento: o próprio Vítor Rodrigues, eleito  presidente da câmara de Gaia pelo Partido Socialista, a homenagear o Dr. Marco António Costa, entregando-lhe em cerimónia solene comemorativa do Dia do Município, a Medalha de Mérito Municipal da Câmara de Gaia, Grau Ouro. Exactamente o mesmo Dr. Marco António Costa que algum tempo antes era acusado de co-responsabilidade na alegada miséria financeira gaiense. O mesmo Marco António Costa que Vítor Rodrigues também processou judicialmente, isto apesar da antiga e profunda cumplicidade que une os dois políticos.

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Dos grunhos…

40 grunhos não representam o universo das claques, muito menos os milhões de adeptos que apaixonadamente vivem o futebol. 1 grunho também não servirá como amostra representativa num universo de 13 mil profissionais. Mas a sociedade não deve permitir que animais selvagens andem por aí à solta atacando pessoas, há que colocar as bestas numa jaula… Agressões e actos de violência não devem ter atenuantes ou justificações.

A decapitação do jornal Público

Há quem diga que o jornal Público se vendeu por um prato de lentilhas à Câmara de Gaia. Isso é completamente falso:

Ajustes directos da Câmara de Gaia ao jornal Público nos últimos 4 meses.

O preconceito

Tem havido, por parte dos preconceituosos e reacionários incapazes do costume, comentários machistas e indecorosos sobre os preparos em que a deputada europeia do Bloco de Esquerda, a Dra. Marisa Matias, se apresentou discursando no Parlamento Europeu.

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As cortinas de fumo e os spin doctors de serviço

A agressão de que terá sido vítima uma cidadã portuguesa na cidade do Porto, agressão essa cujo autor foi, alegadamente, um elemento do corpo para-militar privado contratado pelos STCP para efectuar serviço de segurança, suscitou, como não podia deixar de ser, uma reacção imediata dos spin doctors do costume. A função desses spin doctors foi a de reduzir instantaneamente o acontecimento a um fenómeno racista, ocultando, distorcendo e falseando factos essenciais, sendo que o primeiro desses factos é que a responsabilidade pelos acontecimentos cabe, em primeira instância, ao Conselho de Administração dos STCP, que já deveria ter sido exonerado e accionado criminalmente pelo sucedido, procedimento após o qual caberia analisar a responsabilidade solidária da tutela, designadamente dos seis municípios da Área Metropolitana do Porto responsáveis pela gestão da empresa.

Não podendo negar-se, à partida, a possibilidade de estarmos, na verdade, perante um crime com motivações racistas, hipótese que deve ser plenamente investigada, essa seria sempre uma qualidade acessória de um acto muito mais grave do ponto de vista penal, o de ofensa à integridade física qualificada, com a agravante de ter sido perpetrado por um agente ao serviço de uma empresa pública, crime cuja sanção pode chegar aos 12 anos de prisão.

Querer transformar este episódio, de gratuita e bárbara violência, em mais um argumento em favor daqueles que lutam diariamente pela destruição da memória e do legado universalista português e o significado profundo da sua História, comparando-a à de qualquer Reich sanguinário e racista, é uma ignóbil traição, essa, sim, com laivos discriminatórios e até racistas, aos nossos valores civilizacionais autênticos e uma inaceitável falta de respeito pela dignidade histórica dos portugueses e de todos os povos em comunhão com os quais esses mesmos portugueses evoluíram no mundo.

 

Decidam-se:

A pessoa no chão é Nicol Quinayas, 21 anos, nascida na Colômbia, desde os cinco anos em Portugal.
Diário de Notícias, 27 de Junho de 2018

Nicol Quinayas, de 21 anos, nascida em Portugal, mas de ascendência colombiana
Diário de Notícias, 29 de Junho de 2018

Arte é arte

arte_santo_tirsoSilêncio, por favor. É arte.

O admirável mundo novo

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[António Alves]

As empresas de transporte público, para não formarem nem pagarem a fiscais próprios, extinguiram esta categoria de funcionários e externalizaram (é assim que se diz na novilíngua neoliberal) o serviço.
Por norma, este é desempenhado por “seguranças” privados, muitos deles meros armários fardados cuja inteligência é inversamente proporcional à massa muscular. Metros, autocarros e estações de comboio já foram tomados de assalto por estas forças que exercem a autoridade sem a necessária legitimação social.
Uma força de repressão privada ao serviço do ultra capitalismo.
O interior dos comboios é o território que se segue.
Bem vindos ao admirável mundo novo.
Preparai-vos para levar na tromba à primeira manifestação de não conformidade.

Ronaldo, Sobral e o nacional-parolismo

Por estes dias, as redes sociais crucificaram o Salvador Sobral, pagador de impostos, por declarações que ele NÃO fez sobre os impostos que o Cristiano Ronaldo não queria pagar, algo que resultou de uma mistura de manipulação de informação, incompetência jornalística e ódio colectivo do rebanho digital, que engole tudo sem questionar. E isto é estúpido por vários motivos. Pela situação em si, pela forma como nos deixamos enganar e, entre outras coisas, pelo ridículo que é o endeusamento do Cristiano, como se só se pudesse falar do homem para o elogiar. É o nacional-parolismo em todo o seu esplendor.

Ética monárquica

Um membro da família real espanhola está a cumprir pena de prisão, depois de ter sido julgado e condenado pelos tribunais. Parece que esgotou os instrumentos legais que tinha para usar em sua defesa, não lhe tendo sido dada razão, facto que resultou no trânsito em julgado da sentença condenatória e na obrigatoriedade do respectivo cumprimento. Chama-se Estado de Direito.

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Spam da Autoridade Tributária e Aduaneira – então e o RGPD e afins?

O fisco continua a enviar spam.

Se calhar falta uma lei a propósito do envio de correio não solicitado. Ah!, já existe.

Há remetentes dos quais preferia nunca receber mensagens. Por exemplo, das agências funerárias, do departamento de multas da EMEL e do fisco. Será que há alguma possibilidade de exigir factura com número de contribuinte vir a ser a forma mais eficaz no combate às melgas?

 

Um cemitério chamado Vale do Tua

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[Carlos Almendra Barca Dalva]

Não é de hoje ou de ontem. A oferta do vale do Tua à EDP e ao António Mexia não é coisa que se faça de um dia para o outro. Demora seu tempo. Uma década, coisa menos coisa. Pelo meio, houve tempo para encontrar justificações, as vantagens e lugares-prémio para os judas do costume. A seguir, encontrou-se forma de entregar a exploração turística das águas a um empresário amigo, Mário Ferreira que em breve nos brindará com barcos-churrasco redondos e uma espécie de “comboio turístico” a fazer lembrar a Disneyland de Paris ou mesmo a original, na América. Sobre essa peça de mau humor, dediquei a Mário Ferreira duas cartas abertas. Na primeira delas, aqui no Aventar, surge uma fotografia da “locomotiva” (com altifalantes) que o visionário empresário imaginou para o vale do Tua e o que restar de uma via férrea como não há muitas na Europa. Um brinquedo, portanto. No comentário que lhe fez, Mário Ferreira estava obviamente equivocado.
Mas, claro está, porque os tempos são modernos e interactivos, o afogamento de um vale inteiro pela EDP tem que ser celebrado. Há que celebrar o assassinato que acaba de se cometer, como a querer dizer que tudo isto era inevitável, não havia nada que pudéssemos fazer contra este atentado, com esta parede de 90 metros de altura com vista para o vale vinhateiro do Douro, ainda Património da Humanidade.
Matem o Rei! Viva o Rei!
Vai daí, nasceu o “Centro Interpretativo do Vale do Tua” na estação ferroviária homónima que, diz a CP, “é um espaço que desvenda a riqueza natural e histórica de um território”. A sério?

InterCidades Lisboa-Évora, a tragédia de uma empresa

ic-lisboa-evora[Rui Elias Maltez]

Desde há uma semana a ser feito com recurso às Automotoras 2240, não as adaptadas para o serviço da Covilhã, mas usando as vulgares automotoras para IR ou Regionais, leia-se suburbanos, que foi para isso que foram construídas em 1977, talvez comprometendo a capacidade do serviço regional de Tomar.
Existem hoje muitas causas possíveis para esta situação, como a falta de locomotivas, falta de carruagens, indisponibilidade da EMEF para libertar o material em intervenção mais cedo, também por falta de recursos humanos nesta empresa.
Um destes factores, ou a acumulação de todos , e o desastre acontece. Mais um desastre decorrente dos poucos recursos materiais de uma empresa que o Estado está a condenar a uma lenta e dolorosa morte, e que não permite à CP ganhar com uma publicidade agressiva e eficaz aos seus serviços e com bons resultados.
A tragédia de uma empresa pública de transporte ferroviário de passageiros que quer vender os seus serviços, angariar clientes através das suas políticas de marketing eficaz e, que no fim, não tem meios para responder à crescente procura.
Uma tragédia portuguesa.
Fotografia de Andrew Donnely, Oriente, 15 de Junho de 2018.

We’ll always have plastic!

Dizem os especialistas que, lá para 2050, teremos mais plástico do que peixes no mar. Trata-se de uma das várias consequências das opções desse simpático grupo de crianças inconsequentes que dá pelo nome de Humanidade, especialista em futebol, redes sociais e reality shows parolos, mas globalmente incapaz de, por exemplo, separar o lixo que produz, como o macaco Gervásio por cá tentou ensinar, sem grande sucesso, já lá vão quase 20 anos. Sem grandes surpresas, o slogan “Se o Gervásio consegue, tu também conseguirás” continua ensombrado pelo “inconseguimento“. [Read more…]

10 de Junho

Vanilla is the new cocaine

e existem gangues a traficá-la e a matar por ela, em Madagáscar.

E quando pensas que o Sporting bateu no fundo

Mário Machado candidata-se à liderança da Juve Leo.

Os plásticos

Talvez alguns de vós se recordem de uma iniciativa do Governo, por volta do ano 2000 (Guterres era Primeiro-Ministro), na qual se aprovou legislação para proibir o uso de garrafas de água de plástico nos restaurantes. Por outro lado, continuava-se a permitir água em garrafas de plástico, desde que fosse para consumo fora dos restaurantes. O argumento para justificar a prerrogativa foi que, de outra forma, haveria grave prejuízo para alguns sectores económicos. Como se constata ao pedir uma água em 99.9% dos restaurantes portugueses (sim, há uma ou outra excepção), a lei em causa serviu para nada. [Read more…]

O Prémio

Albino Almeida fazendo a sua assinatura com a mão direita

Albino Almeida, presidente da Assembleia Municipal de Vila Nova de Gaia, foi eleito Presidente da Associação Nacional das Assembleias Municipais (ANAM). Trata-se de um adequado prémio para o espinhoso e abnegado trabalho que vem desenvolvendo no município de Gaia.
Por ocasião do primeiro Congresso da ANAM, Albino Almeida teve oportunidade de prestar declarações curiosas. Disse assim:

“As assembleias querem ter mais poder, condições efectivas para evitar que os autarcas tenham de ir justificar o que fizeram aos tribunais, onde a maior parte dos casos não tem consequências”.

Não é possível adivinhar se as palavras do ex-presidente da CONFAP constituem uma crítica ao sistema de Justiça, ou se, pelo contrário, à Constituição da República Portuguesa, documento no qual não é possível identificar nenhum Artigo que coloque os autarcas acima dos outros cidadãos, no que ao cumprimento da lei diz respeito. E isto aplica-se ao próprio Albino Almeida que, no caso de cometer algum crime, irá, como qualquer outro português, responder por ele no sítio e no tempo certos. Certas coisas demoram, mas nem sempre falham.

Como é que o Miguel Sousa Tavares tem autoridade?

Depois de ouvir isto vindo da boca de MST, só me apetece vomitar. Não é a primeira vez que esta alma (será que a tem?) penada ataca os professores com leviandades e verdades criadas por ele lá no alto da sua cátedra.

Não vou questionar a legitimidade desse senhor para dar a sua opinião nas televisões. Muito menos divagarei sobre os motivos pelos quais ele é considerado uma figura importante – e com algo de valor a dizer – na nossa pequena sociedade.

Questiono apenas as suas afirmações. Ele sabe o que é ser professor e dar aulas há décadas sem qualquer promoção? Ele sabe o que é ter um trabalho que ano após ano nos manda para o desemprego sem nunca termos a certeza de que teremos trabalho no ano seguinte? [Read more…]

A homeostase do Capitalismo

 

Ancião. Fotografia: Bruno Santos | 2018

 

O sistema mecânico do Capitalismo tem uma dinâmica perpétua. A razão de a ter não está no Sistema em si, mas na sua religiosidade, melhor dizendo, na sua escatologia.

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A greve dos ferroviários

greve_ferroviarios[Miguel Teixeira]

A minha solidariedade com as razões da greve dos ferroviários. Impor que um Comboio carregado com centenas de pessoas passe a circular só com o maquinista (por razões meramente economicistas, – o dinheiro, sempre o dinheiro a condicionar a vida das pessoas), – não me parece minimamente aceitável, colocando em causa a segurança dos utentes deste meio de transporte. No mundo, porque isto não sucede só em Portugal, andamos a brincar com coisas demasiado sérias, com a cumplicidade dos governos. A vontade de “comedoria” dos administradores de empresas de transportes, concessionárias de serviço público não tem limites.

Eutanásia: é urgente combater a manipulação emocional dos instintos mais básicos e irracionais do ser humano

Fotografia: Nuno Botelho@Expresso

Um dos argumentos mais falaciosos daqueles que se opõem à legalização/despenalização da Eutanásia, é aquele que reza que a alternativa a “matar os velhinhos” está na expansão da rede de cuidados paliativos. E não é preciso ser-se um grande académico ou um profissional de saúde para perceber que este não é argumento sério.

Por muita importância e valor que possamos atribuir aos cuidados paliativos, e eles têm, na minha opinião, um enorme valor, a verdade é que, quem procura a eutanásia como solução, não quer cuidados paliativos, até porque, muito provavelmente, já fez esse caminho. Quem procura a eutanásia, com todas as salvaguardas que os ultramontanos afirmam não existir, quer, efectivamente, deixar de viver. É uma solução drástica, uma solução que choca e divide, mas não é, de forma alguma, a mesma coisa que procurar terapêuticas que minimizem o sofrimento e contribuam para proporcionar o máximo de qualidade de vida para um doente terminal. É outra coisa diferente. [Read more…]

Galiza é Portugal

Aproveitando a situação política no Reino de Espanha, a Galiza declara unilateralmente a sua independência e integração na República de Portugal. Isto a julgar pelo novo mapa no noroeste peninsular bordado numa camisola desportiva, hoje, numa loja da especialidade em Dosenbach, em Zurique. “Seguimos juntos!”
© Márcio Silva

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