Nascer da Terra: uma imagem icónica com 50 anos

“Ninguém lhes havia dito para procurar a Terra. Era véspera de Natal de 1968 e a primeira missão tripulada à lua chegara ao seu destino. Quando a Apollo 8 entrou na órbita lunar, a tripulação preparava-se para ler passagens do Génesis para uma transmissão televisiva. Mas, à medida que o módulo de comando completava a sua quarta volta, ali estava ela, visível através da janela – um enfeite azul e branco suspenso no preto acima do severo cinzento da lua.

Antes daquele momento, há 50 anos, ninguém havia visto o nascer da Terra. Esta visão fez Bill Anders, o fotógrafo da missão, precipitar-se para a sua máquina fotográfica. Colocou um rolo de 70mm colorido na Hasselblad, definiu o foco para o infinito e começou a fotografar através da teleobjectiva.

O que ele capturou tornou-se numa das imagens mais influentes da história. Força motriz do movimento ambientalista, a imagem, que ficou conhecida por Earthrise (nascer da Terra), mostrou o mundo como um oásis singular e frágil.” [Ian Sample, The Guardian]

Artigo completo: “Earthrise: how the iconic image changed the world“.

Douglas Engelbart (1925-2013), o visionário

“Chamei rato a este dispositivo de apontar, não sei bem porquê, mas o nome foi ficando”. Assim explicou Engelbart, com uma humildade estonteante, uma das suas invenções que actualmente consideramos banais.

Teve lugar numa demonstração tecnológica que ficou conhecida por “The Mother of All Demos” (a mãe de todas as demonstrações), assim baptizada por ter introduzido, num único sistema, muitos dos componentes presentes na computação moderna e pelo carácter visionário dos conceitos introduzidos.

Esta apresentação, que fez recentemente 50 anos, a 9 de Dezembro, durou 90 minutos e contou com a introdução de um sistema completo de hardware e software de computador. Entre outras invenções, incluiu a apresentação do rato de computador, videoconferência, teleconferência, hipertexto, processamento de texto, hipermédia, ligação dinâmica de ficheiros e um editor colaborativo em tempo real.

A lista de invenções é notável, mas ainda mais estonteante é a simplicidade com que Douglas Engelbart as apresentou. Talvez a plateia tenha tido a sensação de estar perante um vislumbre do futuro. Se sim, estava certa.

Barroso e o desígnio do diesel

Durão Barroso foi um dos principais responsáveis pela aposta europeia na tecnologia diesel, pela multiplicação de viaturas particulares a diesel e pelos seus efeitos negativos, quer económicos quer ambientais. Durante os dois mandatos de Barrosos como Presidente da Comissão, a tecnologia diesel europeia foi eleita como uma das tecnologias prioritárias a desenvolver e a exportar massivamente para o resto do mundo. Poderia ter apostado no software de utilização livre Linux ou nos telefones móveis quando esta tecnologia era liderada pela Nokia ou pela Ericsson. Poderia ainda, ter apostado no investimento no desenvolvimento científico e tecnológico nas universidades e nas empresas europeias, como o fizeram Bill Clinton e Al Gore nos EUA com resultados conhecidos (Google, Facebook, Youtube, etc.). Em vez, Barroso apostou na estratégia comercial da Volkswagen e de outras marcas alemãs, sob o pretexto do acordo de redução do dióxido de carbono assinado com a Indústria Automóvel Europeia em 1998. Segundo a Comissão Barroso, a emissão de dióxido de carbono seria reduzida pela adoção dos motores diesel em alternativa aos motores a gasolina. Na teoria as contas pareciam bater certas, na prática essas contas escondiam uma estratégia mais lucrativa de venda de carros com motor a diesel e uma fraude na contabilização das emissões que seria desvendada mais tarde. [Read more…]

O Wuant descobriu o artigo 13

Wuant, um fenómeno do Youtube com uma enorme legião de fãs, que se traduz nos seus mais de três milhões de subscritores e nos milhões de visualizações, partilhas e retweets acumulados, descobriu por estes dias o artigo 13, que – surpresa! – irá condicionar o negócio do seu estabelecimento virtual

Vai daí, o youtuber fez uso do seu poder mediático para lançar o pânico junto do seu público-alvo, pânico esse que, como seria de esperar, rapidamente se tornou viral. Pena que só agora se tenha apercebido do que aí vem. O Jorge já nos anda a avisar há mais de um ano, mas o Wuant, como a maior parte do jovens da sua idade, não deve ter tempo ou paciência para ler blogues. Ou jornais. Como é seu direito. [Read more…]

Mars InSight

“Aterrou” com sucesso e já enviou a primeira fotografia.

É uma obra notável conseguir poisar no solo marciano com sucesso depois de uma viagem tão longa e depois de anos de planeamento e execução da missão.

Mas que não nos iludamos quanto a cultivar batatas em Marte e conseguirmos um segundo planeta para vivermos, caso a Terra entre em colapso. Qualquer lugar mais inóspito aqui deverá ser um paraíso em Marte. Mais vale cuidar do terceiro calhau a contar do Sol.

O Comboio Eléctrico a Barcelos


Chegou no mesmo dia em que os americanos poisaram uma sonda em Marte.
É uma coincidência cósmica que confirma Barcelos como o centro da galáxia.
© Valdemar Rodrigues Pereira

Robot Atlas a fazer parkour

O software de controlo usa todo o corpo, incluindo pernas, braços e torso, para acumular energia e força para saltar sobre o tronco e subir degraus sem quebrar o seu ritmo.

O glifosato e a morte das abelhas

As abelhas têm estado a morrer sem que se conheça a causa. Porém, um estudo realizado por investigadores da Universidade de Texas, em Austin, vem lançar alguma luz sobre o assunto. De acordo com os resultados obtidos, o glifosato destrói bactérias específicas dos intestinos das abelhas, expondo-as a infecções bacterianas mortais.

Imagem: Alterações na composição do microbioma intestinal de abelhas após exposição ao glifosato (fonte)

[Read more…]

O primeiro Ig Nobel português

Parabéns aos autores do artigo Human Saliva as a Cleaning Agent for Dirty Surfaces. Vale a pena ver a cerimónia.

Parabéns aos lobistas da indústria de conteúdos

 

Drama atinge o hemiciclo enquanto o Parlamento Europeu apoia projecto de lei dos direitos de autor
O Parlamento Europeu aprovou o polémico projecto de direitos de autor nesta quarta-feira (12 de Setembro), provocando aplausos de júbilo e uivos de desaprovação por parte dos eurodeputados no hemiciclo de Estrasburgo.

Particularmente, os artigos 11 e 13 foram ambos aprovados, tendo sido rejeitadas várias propostas de alteração oriundas dos opositores ao projecto.

O Artigo 11 obriga as plataformas de Internet que publicam fragmentos de informação a contratar uma licença do editor original do material, enquanto o artigo 13 pede aos provedores de serviços que monitorizem o comportamento do utilizador como meio de interceptar infracções dos direitos de autor.

Parece tudo aceitável, não parece? Esperem até verem negada a tentativa de carregarem uma selfie num estádio de futebol (1), ou de partilhar um vídeo onde aparece uma televisão a emitir qualquer coisa (2). Ou a partilharem uma gravação vossa de uma música de Beethoven (3). Ou a fazerem uma citação de um livro ou de um jornal (4).

voss.jpg

[Read more…]

A União Europeia e a Internet, novamente

Isto cansa e o exército dos eurocratas ao serviço do lobby da indústria do entretenimento, camufladalo de defesa dos autores, acabará por ganhar por exaustão.

Amanhã, irá a votos a segunda versão da estratégia de censura da Internet, agora limada mas mantendo o tom.

Já tudo foi dito. Sobra a cada um informar-se sobre os novos desenvolvimentos e agir:

https://pt.saveyourinternet.eu

Entretanto, é de ler este post “Nova resposta de @marinhopintoeu a @ruitavares no jornal @Publico é surreal #SaveYourInternet #FixCopyright #SaveUsFromOurMEPs“. A estupidez é ilimitada.

Axel Voss, o hipócrita

O eurodeputado acérrimo defensor da entretanto chumbada lei sobre direitos de autor, Axel Voss, usou ao longo dos últimos 2 anos fotos com direitos de autor para ilustrar os seus posts no Facebook e no Twitter.

Questionado diversas vezes por um jornalista do Buzzfeed (tradução automática pelo Google Translate) sobre se tinha comprado o direito de usar essas fotos, nunca deu uma resposta directa, antes se esquivando em respostas evasivas.

Numa dessas respostas, o seu gabinete informou que “até à data, não temos conhecimento de nenhuma violação de direitos de autor”. No entanto, as imagens em causa pertencem a bancos de dados de imagens, tais como Adobe Stock, iStockPhoto, etc., cada uma delas com preço de venda entre os 9 e os 29 euros. Usou também cartoons do New York Times, entre outros. Não é preciso ser-se um génio para se perceber que são imagens com direitos de autor.

Perante a insistência do jornalista para saber se Voss tem o recibo da compra, a resposta foi novamente vaga, dizendo que não disponibilizam recibos a terceiros, mas que removeriam imagens com direito de autor com base no procedimento de “notificação e remoção”. Acontece que este procedimento é aplicável a ISP (Internet Service Providers) e não a utilizadores individuais.

Face à ausência de uma resposta simples, sim ou não, torna-se claro que Voss utilizou as imagens em causa sem ter adquirido o direito de uso. E a suspeita torna-se mais forte quando, passados uns dias, os posts em causa formam removidos sem explicação alguma. Como quem tenta passar despercebido.

Claramente, Alex Voss, o hipócrita, que anda há anos a pretender que defende os direitos de autor, foi o principal impulsionador de uma lei que iria alterar profundamente a forma como usamos a Internet e, no entanto, não se dá ao trabalho de respeitar esses mesmos direitos de autor.

Já agora, para o próximo capítulo, Marinho e Pinto é detentor dos direitos de autor das imagens usadas no seu site? Como por exemplo desta, que é capa de um livro. E de todas as que têm o nome do ficheiro do género “Captura-de-ecrã-aaaa-mm-dd”, sendo “aaaa-mm-dd” uma data. A captura de ecrã deve ser uma forma nova para usar imagens com direitos de autor.

Lembrem-se quando forem votar

“Foi pirateado. Isso só demonstra que há necessidade de haver controlo na Internet” A. Marinho e Pinto.

O advogado parece não saber que há uma lei geral em vigor.

Neste caso concreto, deixou o caderno de notas aberto no jardim da cidade e houve que lá fosse deixar escrito quanto apreço nutre por este sujeito. É a vida.

Daí até extrapolar para a necessidade de “controlar” vai um grande passo. Podia ter referido que quem fez isto, que não foi a “Internet” nem a generalidade de quem a usa, agiu mal. Podia ter aproveitado até para apelar à elevação. Mas não. Sacou do tiquezinho de pequeno ditador, até como explicação lateral para o seu voto que nada teve a ver com isto, e decretou que é preciso controlar a Internet. A seguir, controlam-se os muros, os jornais e o melhor mesmo é fechar as tipografias, não se vá dar o caso de alguém se lembrar de imprimir panfletos.

“A Internet está ocupada por hordas de mujiques e enquadrados por legiões de técnofilos.” A. Marinho e Pinto

Eis a elevação do político, e bem informado, como se percebe.

“O que digo a essas pessoas é que as minhas convicções políticas nunca estiveram em leilão político, nem estarão seja qual for o número de votos que possa ter.” A. Marinho e Pinto

Duvido que este acto de gozo com a nabice do eurodeputado fosse alguma tentativa de o levar a vender o voto. Por outro lado, mais parece ter sido a expressão, mesmo que rude, daqueles que o político não quis ouvir. Sim, este foi um dos representantes dos portugueses junto do Parlamento Europeu que tomaram posição sem se dignar ouvir os seus representados. O próprio Marinho e Pinto o afirmou: não leu nem ia ler os argumentos daqueles que se opuseram à polémica lei entretanto chumbada.

Quanto ao tweet inicial do Viagra, o que há mais são boots a explorar vulnerabilidades como esta. Foi a falta de uso dessa conta por parte do seu dono e da subsequente mediatização do caso que lhe inundou o sítio. Mas se o ego ficar mais elevado por se achar vítima de perseguição, siga então.

Não é preciso leiloar o seu voto, senhor eurodeputado. Basta que se tivesse informado para votar de forma esclarecida.

Mas é bom que se fale de votos. Esta gente não surge do nada. Lembrem-se disto quando forem votar mas próximas europeias.

Censura na UE chumbada, novamente

Boas notícias para os europeus e para todos os utilizadores da Internet, no geral. A polémica proposta da máquina de censura europeia e de taxamento dos links foi chumbada.

[Read more…]

Tempo de agir novamente – salvar a Internet

(clicar para aumentar)

Links da imagem (infelizmente, não há versões em português):

Cada um que faça o seu papel. Depois não se queixem do que perderam.

Botões de partilha nas redes sociais

O Aventar deixou de usar há algumas semanas os botões padrão para partilha de artigos no Facebook e no Twitter. A razão desta opção não é nova e até já é conhecida há muito. Estes botões adicionam código ao Aventar (e a todos os sitios que os usem, na verdade) que permitem ao Facebook e Twitter saberem o que é que os nossos leitores fazem no blog. Inclusivamente para não utilizadores destes serviços, há recolha de informação que é usada para alimentar perfis sem nome atribuído.

[Read more…]

Branquear o erro com um adjectivo

«“tecnologias efectivas de reconhecimento” para barrar conteúdo pirateado» – Não, todo o conteúdo será sujeito à censura prévia e ao arbítrio.

Entretanto os novos inquisidores ganharam a primeira batalha, mas a guerra ainda não terminou

A Comissão dos Assuntos Jurídicos do Parlamento Europeu votou favoravelmente a censura dos tempos modernos, entre outros absurdos.

There was heavy resistance to the contested articles from internet activists, lobbyists, and members of European Parliament (MEPs), but all was for nought and the articles passed with a 13:12 and 15:10 majority.

Parabéns aos novos inquisidores, que têm nomes e que serão explicitados em breve. Para o ano que vem haverá eleições europeias.

The Copyright Reform and its impact on our internet is an important issue, so hopefully it will be brought before the representatives of all European citizens.

What you can do to make that happen is to contact your MEP and make your voice heard. You can find a full list of MEPs here and tips on grabbing your MEP’s attention here and here.

As citações são de um artigo da TNW.

Comunicação social muda em causa própria

Será que a perspectiva (ilusória) de facturar alguma coisa com a proposta taxa sobre os links emudeceu a comunicação social para a mais grave proposta sobre censura na Internet?

Uma pesquisa realizada hoje às 8:00 só mostrou artigos em publicações ligadas à tecnologia e, também, no DN e no Dinheiro Vivo.

Sem surpresa, a SPA apoia a censura. Na verdade, esta associação apoia tudo o que lhe possa trazer proveitos, seja ou não moralmente aceitável.

Agora vou passar pelos sítios liberais do burgo para observar se, finalmente, se insurgiram contra esta obscenidade europeia.

Ler também:

Nova lei dos direitos de autor já está a fazer vítimas.

A Frente Nacional francesa, apoiante da nova directiva de direitos de autor da UE, foi uma das primeiras vítimas dessa mesma lei.

Mas o partido francês não está sozinho, o canal do OpenCourseWare do MIT e da Blender Foundation também foram removidos.

A ironia tem destas coisas. Os fachos franceses sucumbiram às sua própria estupidez, passe o pleonasmo.

A desastrosa Reforma do Copyright da UE, explicada pelos seus amantes e inimigos

Lamento que grande parte do post esteja em inglês, mas a nossa comunicação social anda a dormir e pouco ou nada tem produzido sobre este assunto. E a mim, falta-me tempo para traduzir ou escrever um artigo completo.

Em baixo, deixo o mais completo e esclarecedor artigo sobre a problemática em causa.

Transcrevo algumas partes e recomendo a leitura completa do texto. Quem tiver dificuldade no inglês, pode tentar a tradução automática.

Não acredito que o eurodeputado português António Marinho e Pinto aqui venha ler este texto, especialmente quando nem sequer leu o que os gurus da Internet escreveram, mas aqui fica um apelo e uma pergunta. Informe-se, senhor eurodeputado, e vote contra este absurdo. E com que direito se acha, o senhor e os restantes eurodeputados, para votar uma matéria desta natureza sem ouvir aqueles que representa?

Por fim, o título do post e as imagens são do artigo citado, o que vai um pouco além do uso aceitável para citações permitido pela actual lei (e que a nova lei que a UE quer aprovar deixará de permitir). Mas é por uma boa causa e espero que o autor não se chateie.

Já agora, divulgue. Cidadãos esclarecidos tomam melhores decisões e, pelo seu voto, têm actualmente a única forma de pressionar os políticos.

[Read more…]

António Marinho e Pinto já decidiu e vai votar a favor da censura!

António Marinho e Pinto já decidiu e vai mesmo votar a favor. O ex-bastonário da Ordem dos Advogados não se lembrava, quando falámos com ele por telefone na sexta-feira, que esta semana iria ter a votação da nova diretiva e admitiu que não viu nenhuma das cartas abertas que têm sido divulgadas. Apesar disso não tem dúvidas em como vai votar: “vou aprovar a nova diretiva, claro!”
“Não estão em causa direitos relevantes dos utilizadores. Esta é uma diretiva para cortar os abusos das grandes empresas americanas (e outras) que ganham milhões à custa dos autores e jornais europeus”, explicou ao DN Marinho e Pinto. [Dinheiro Vivo, 19/06/2018]

Repare-se na preciosidade: o eurodeputado assume que não leu o que pessoas chave do processo de construção da Internet disseram sobre o assunto (ver nomes no post anterior). Mais, ao declarar que é uma directiva para “cortar os abusos das grandes empresas americanas (e outras)” percebe-se que nem sequer sabe o que é que vai votar, já que a UE pretende instaurar um processo de censura automática. Contrariamente ao que afirma Marinho e Pinto, estão em causa direitos, não só “relevantes” mas também fundamentais, dos utilizadores.

Informe-se melhor, senhor deputado, e repense o seu sentido de voto.
[Read more…]

A UE prepara censura automática na Internet e taxa sobre os links – contacte António Marinho e Pinto para impedir este absurdo!

Enquanto a mais recente proposta de direitos de autor na UE chega a uma votação crítica no dia 20 de Junho – próxima quarta-feira, mais de 70 dinossauros da Internet e da computação manifestaram-se contra uma cláusula perigosa, o Artigo 13, que exigirá que as plataformas da Internet filtrem automaticamente o conteúdo carregado. O grupo, que inclui o pioneiro da Internet Vint Cerf, o inventor da World Wide Web Tim Berners-Lee, o co-fundador da Wikipedia Jimmy Wales, o co-fundador do Projecto Mozilla Mitchell Baker, o fundador do Internet Archive Brewster Kahle, o especialista em criptografia Bruce Schneier, e o especialista em neutralidade de rede Tim Wu, escreveram em uma carta conjunta que foi divulgada há dias:

Ao exigir que as plataformas da Internet executem a filtragem automática de todo o conteúdo que os seus utilizadores carreguem, o Artigo 13 dá um passo sem precedentes para a transformação da Internet, de uma plataforma aberta para partilha e inovação, numa ferramenta para a vigilância e controlo automatizados de seus sites.

(Texto supra adaptado daqui)

[Read more…]

As bolachinas e o resto

Com a entrada em vigor so RGPD várias coisas mudaram nos sítios que costumamos visitar e uma delas é precisarmos de voltar a aceitar as cookies. Desmitificando, as bolachinhas (cookies) são ficheiros que os sítios que visitamos guardam no nosso computador por intermédio do browser. Estes ficheiros permitem saber quem é quem no momento de aceder ao servidor do sítio e, para muitas funcionalidades, são uma parte que garante o respectivo funcionamento. Dado que estes ficheiros são controlados pelo próprio sítio que estamos a visitar, este pode guardar lá o que bem entender, sendo comum guardar informação que vai para além do funcionamento mínimo do sítio. Esta informação pode, até, ser partilhada com outros sítios. Esta é a razão de, por exemplo, alguém pesquisar por discos rígidos num sítio e depois ver publicidade a estes equipamentos noutro sítio.

[Read more…]

Yanny ou Laurel: o debate

Hickey: I’m a bit tired and sleepy but otherwise I feel great.

— Eugene O’Neill, “The Iceman Cometh

About that time, Charles Bally, one of Saussure’s most eminent students and a co-editor of the Course (together with Albert Sechehaye), was the first to probe explicitly into the sign character of intonation. For him, intonation is the natural expression of modality: “c’est elle qui permet de percevoir si ‘Vous me suivrez’ est une constatation, une interrogation ou un ordre” (Bally 1950: 42). The situation provides signs which always bear the imprint of reality: they are all actual (‘actuels’).

— Vladimir Phillipov

***

Fonte: The Herald (https://bit.ly/2wTiw72)

Yanny ou Laurel? Como se diz em Linguística, depende. Neste caso, segundo Patricia Keating, David Alais e este vídeo, talvez da idade. Valerie Hazan explica ainda melhor. É a percepção (área muito problemática).

Nótula: Entre viagens, palestras e uma data de trabalho quando regressar a Bruxelas, ando e andarei sem tempo para ler o Diário da República, as notícias da comunicação social portuguesa e as preciosas nótulas dos leitores, em especial, as do extraordinário e excelente leitor do costume. Com mais calma, voltarei às necessárias actualizações sobre o ponto da situação ortográfica. Até breve.

***

Tiro nos pés

Os bloqueios ditados por Trump poderão ser, para não dizer que irão ser, um forte impulso no sentido contrário àquele supostamente apontado pelo slogan da candidatura de Trump à presidência, Make America Great Again.

Veja-se o caso ZTE e Huawei, dois fabricantes de telemóveis com restrições de comercialização nos EUA. Antes destas, a ZTE era o quinto maior fabricante mundial de telemóveis e a Huawei tinha forte possibilidades de chegar a número um, especialmente com os modelos P10 e, agora, P20 Pro, este último com a câmara fotográfica mais avançada da actualidade, a qual já ganhou o prémio TIPA de melhor smartphone fotográfico*.

[Read more…]

Facebook

O fundador do Facebook teve hoje uma audição perante o congresso dos EUA. Ouvi boa parte e posso afirmar que foi interessante. Por um lado, ficou claro para mim que as nossas audiências parlamentares são uma miséria, realizadas por deputados geralmente mal preparados, cheias de salamaleques e das quais nada resulta. Nesta audiência, houve questões duras e Zuckerberg ocorreu em várias mentiras. Por exemplo, afirmou que o Facebook apaga os dados dos utilizadores quando estes apagam a conta, que o Facebook não vende os dados dos utilizadores e que os dispositivos móveis não recolhem dados indevidos dos utilizadores (p. ex. registo das chamadas telefónicas), o que não é verdade. Vamos ver no que daqui resulta.

Por outro lado, foi possível constatar, novamente, que Mark Zuckerberg não passa de um puto que fundou uma empresa para se meter com as miúdas, facto que o tornou multi-milionário. Concretamente, todo o seu discurso maniqueísta, os pedidos de desculpas e as mentiras (que serão agora, possivelmente, usadas contra o Facebook) revelam a personalidade de alguém impreparado para ter o dedo no gatilho de uma arma destas.

[Read more…]

Com a Saúde das pessoas não se brinca nem se faz demagogia

Suscita necessária e compreensível preocupação o facto de, em menos de 24 horas, a informação veiculada sobre o problema do Sarampo ter oscilado entre posições totalmente antagónicas assumidas pela Direcção-Geral de Saúde.

Se existe assunto cujo tratamento informativo exige inatacável credibilidade, quer pelo grau de apreensão susceptível de causar entre a população, quer por tratar-se, sem necessidade de explicar porquê, de um patamar básico da relação de confiança que tem que existir entre o cidadão e as instituições do Estado, esse assunto é a Saúde.

[Read more…]

A brief history of Hawking: he was brilliant. 

As descobertas que o tornaram famoso. 

[foto

Os dias úteis

a mind for ever
Voyaging through strange seas of Thought, alone.

— Wordsworth (citado por Dawkins, no dia em que perdemos Hawking)

***

Felizmente, todos os dias são dias de Poesia e de Ciência. Isso é óptimo. Todavia, os dias úteis trazem-nos o Diário da República.

Peço imensa desculpa por este aparte, a prometida e necessária interrupção continua dentro de momentos. Siga.

***

Sobre a classificação de posts e comentários

Houve uma operação inesperada que alterou algumas configurações do Aventar. Estamos progressivamente a repor as funcionalidades, mas algumas não ficarão no estado anterior a este incidente. Uma delas é as votações dos posts e comentários (polegares para cima e para baixo), que se perderam, estando agora a zeros. Lamentamos o inconveniente, mas são ossos ofício.

Actualização: Foi possível repor os votos dos polegarezinhos.