
Ainda o concelho de Soure como exemplo da obra pela obra. Esta rotunda tem, no círculo central, vinte e cinco metros de diâmetro. Está numa estrada municipal com pouco trânsito e na outra estrada que chega à rotunda chega trânsito local. Serão algumas dezenas os carros que aqui passam por dia. Conheço bem o cruzamento que aqui existia e sei perfeitamente que não precisava desta rotunda, ainda para mais gigantona como esta.
O painel com o custo da obra ainda por lá anda mas não tendo nota do seu custo parti em busca de documentação nos sítios do QREN e da Câmara Municipal de Soure. Desisti depois de muita persistência. Por outro lado, encontrei isto:
Sessão Ordinária da Assembleia Municipal de Soure, realizada no Salão Nobre do Edifício dos Paços do Município,
em 30 de Setembro de 2010SITUAÇÃO FINANCEIRA
DÍVIDA EM 24.09.10
BANCA 8.318.885,49 EUROS
A OUTROS CREDORES 3.324.275,95 EUROS
TOTAL 11.643.161,44 EUROS
Uma pequena câmara municipal com uma dívida de 11,6 milhões de euros andou a construir rotundas inúteis, passadeiras desnecessárias e a melhorar estradas que não precisavam de melhoria. Gastou dinheiro nisso em vez de pagar aos credores. O que ganhou o concelho com isto? Zero.
São retratos do país falhado que tira dinheiro da economia para a obra eleitoral. O qual os aceita com resignada naturalidade.
Ó home!… Olhe c’o Sò Persidente é esperto!… Se ele mandou lá botar aquilo, por alguma coisa foi!… Vai ver, mais coisa menos coisa, ainda por li aparece um sacana dum imprendimento de se lhe tirar o chapéu!… E ódepois, se não huve a arretunda…? Hã…?
Caro Jorge, há aqui um grande equivoco! Não é uma rotunda, é um heliporto!!… 😉
Quanto ao despesismo municipal estamos de acordo. Desenvolvemos uma estrutura estatal grande, balofa, cheia de peneiras e maneirismos de pacotilha que só cá anda para gastar o dinheiro do Zé!… E o Zé gosta! Quanto mais corruptos e engraçados mais ele se anima, e vota!… Temos o “destino” que sabemos merecer…
o problema é o literalismo com os portugueses assumem a causa pública. “Deixar obra” é, na falta de imaginação ou responsabilidade isso mesmo, fazer obras. Daí ao surgimento do autarca-empreiteiro, esse híbrido tão português é apenas um pequeno passo. E passam uma legislatura alegremente a inaugurar aqui, descerrar acolá, o que -conceda-se- também facilita o escrutínio do estado a que isto chegou: é só ler os nomes nas placas inaugurativas.
“Deixar obra” = obrar?
Está explicado.
Deveria de haver uma rotunda para cada português, é sinal de progresso, é ultrapassar a cidade romana (do tempo de império, não do filme do Fellini), em xadrez, para a cidade medieval, em irradiação (rotunda onde vão dar todas as ruas). boa semana
Sem rotunda onde iam por a estátua? Na berma fica mal.
É mais um monumento ao despesismo público, que só existe porque os “responsáveis” políticos não são nunca responsabilizados pela má gestão, e se são “julgados nas urnas” nunca vão presos nem obrigados a devolver o saque.
Assim de repente e ao olhar para a rotunda imaginei um presidente da câmara “empalhado” ali no meio, tipo espantalho de … futuras rotundas!
Olá Jorge
Desconhecia que o seu olhar crítico fosse até ao meu torrão natal referindo o aborto da rotunda e o criminoso corte dos choupos.Obrigado.
O Isaltino não andou por lá mas parece.Só que teria replantado os choupos e feito um repuxo na rotunda!Sempre aumentava as comissões!!!!
Mas não temais, há esperança!
http://imprensafalsa.com/426759.html
Quem não sabe fazer mais nada faz rotundas – vi milhares entre 1999 e 2008 quanso corri o país como júri do INH e este ano de 2012 o presidente da CML também não tinha onde gastar 850 mil euros e fez uma porcaria na torunda do marquês – é virose contagiosa dos autarcas – milhões de euros inutilizados + espaço físico mais inutilidades – com a libertinagem autásrquica que querem descentralização, mesmo sem ela, o que fazem e o que seria se lhes fosse dado mais – veja-se o queijo flamengo dos túneis do Funchal – é uma ofensa à ilha – visitei funchal todos os anos desde 1971 a 2008 – não quero lá voltar nem em trabalho
a ilha secou e até em 2011 deslizou talude abaixo – já eu sabia – era óbvio com tanto buraco e a ilha verde e bela Pérola do Atlântico só a acha bela quem não a vou em 1977 como eu e anos seguintes – Se secontabilizasse o dineiro gasto com inutilidades por cada autarquia não faltaria dinehiro para escolas e centros de saúde e jardins