O relatório sobre Trump e sobre a Rússia e o novo lápis azul

Sem surpresa, Trump e Rússia são os termos mais referidos no relatório de Mueller sobre a interferência russa nas eleições americanas de 2016. A surpresa, para alguns, pelo menos, está noutro lado.

Termo Número de ocorrências no relatório de Mueller
Trump 1648
Russia [em inglês] 1607
Clinton 273
IRA (Internet Research Agency) 140 (+16 para Internet Research Agency)
Facebook 81
Twitter 71
Conspiracy 44
Collusion 23
Google 6

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O Relatório Mueller em versão Pinto Monteiro

Aqui está o ficheiro PDF, devidamente recortado à la Pinto Monteiro.

O cão que chiava

Este clip é um exemplo de marketing bem feito, eventualmente originando uns quantos arrepios se nos lembramos deste outro vídeo.

Um “brinquedo” que consegue abrir portas, subir escadas e mover-se de uma forma assustadoramente normal.

A Boston Dynamics começou por ser um spin-off do MIT, altura em que iniciou a colaboração com o DARPA, tendo depois sido comprada pela Google e, a seguir, vendida ao SoftBank Group. Desenvolveu vários prodígios da robótica, entre os quais o Atlas, um robot capaz de fazer peripécias como salto mortal e parkour.

A vida não pode ser contida, tal como podemos observar cada vez que a natureza se apodera dos conceitos idealizados pelos arquitectos paisagistas. Mas a inteligência parece ser ainda mais difícil de conter. Acredito que, um dia, ela se libertará desta amarra a que chamamos vida baseada no carbono. Não serão as melhores notícias para quem aprecie o seu corpo, mas esse tempo ainda não está no nosso horizonte. Quem sabe se então outros seres não lhe chamarão Deus.

Ide ler sobre as maravilhas do artigo 13.

Direitos de autor no YouTube arruínam vídeos de educação musical. É só fumaça, diziam.

Há que acabar com a ditadura do politicamente correcto. Certo?

Pois então, sempre que ouço falar em Zeca Mendonça, vem-me à memória o caso do pontapé no jornalista.

as excecionais qualidades de caráter

Ganhou o lobby das editoras. Os tótós dos autores acham que foram eles que ganharam.

Quando vir um autor mostrar a fortuna, ou uns trocos, até, com a nova lei da rolha, garanto que como um chapéu (*).

Directiva dos direitos de autor é aprovada numa vitória para as indústrias de conteúdos

Como votaram os eurodeputados portugueses na nova directiva dos direitos de autor? Um enganou-se

Por exemplo, com a nova lei, para publicar os links em cima, o Aventar teria que pagar uma comissão ao Público. O que vai acontecer? Aqui no blogue não temos receitas, isto é mantido por carolice, pelo que se chegar a vias de pagamentos, bye-bye links (é a minha opinião e não a do Aventar – ainda não discutimos o assunto). Quanto aos gigantes, como Google e Facebook, farão, muito provavelmente, aquilo que o Google já fez em situações semelhantes. Adeuzinho hiperligações.

Quanto aos tais filtros, quem já tentou contactar o Youtube ou o Facebook sabe perfeitamente que do outro lado não há ninguém.

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Por trás das palavras – Huawei, Cisco, 5G, NSA e os EUA (6) – conclusão

No post anterior demonstrou-se a enorme dimensão da ameaça de cibersegurança que os EUA constituem para o resto do mundo.

Prestes a perder o controlo tecnológico sobre a nova infra-estrutura de telecomunicações, baseada no 5G, os americanos decidiram bloquear a Huawei no seu território e procuram que o mesmo fosse feito pelas restantes nações sobre as quais têm alguma forma de ascendente. Ao longo de diversos posts, ficou claro que a motivação é um misto de motivações económicas e de garantir a supremacia tecnológica sobre o 5G, o que contribui para o argumento económico, mas também, não menos importante, para manter a capacidade de espiar outras nações.

A pressão americana em Portugal fez-se sentir em diversas frentes. Por um lado, o PSD, de repente, descobriu a ameaça chinesa, depois de não ter tido escrúpulos em entregar ao Estado chinês uma infra-estrutura nacional absolutamente estratégica para o país (a REN). Mas não esteve sozinho. Vimos jornalistas como Victor Ferreira, Karla Pequenino (aqui também), Manuel Carvalho, Francisco Correia, São José Almeida e Nuno Ribeiro, entre outros, fazerem apenas meio jornalismo. O jornal Público, onde estes artigos foram publicados, parece ter-se tornado na caixa de ressonância americana quanto a este assunto. O editorial de Manuel Carvalho, em particular, é todo ele um exercício de opinião transvestido de jornalismo, decalcando todos os argumentos que têm sido usados pelos EUA e apontando apenas como ponto negativo os “casos escandalosos de entrega de dados privados por parte da Google ou da Facebook”, quando este tópico nem sequer é aquele de facto relevante quanto às ameaças de segurança em causa.

Destaque do Jornal PÚBLICO no dia 21 de Março de 2019

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I want to BREXIT

Por trás das palavras – Huawei, Cisco, 5G, NSA e os EUA (5)

O post anterior focou-se na motivação do bloqueio à Huawei nos EUA, olhando para os aspectos da ameaça à segurança e da questão económica. Ficou claro que a administração dos EUA está trabalhar activamente para proteger as empresas norte-americanas, o que tem o seu lado de cinismo numa economia que se auto-intitula como dirigida pela mão invisível de Adam Smith. Também se abordaram as questões de segurança que devem ser consideradas, não apenas sobre a Huawei, mas sobre todas as empresas fornecedoras de equipamentos de telecomunicações.

O argumento chave dos EUA é que uma empresa chinesa é uma ameaça à sua segurança. E, naturalmente, têm razão. O facto é que, há alguns anos, os americanos eram o fornecedor com maior domínio no mercado, pelo que as suas redes de telecomunicações eram geridas por empresas americanas. No entanto, a globalização, activamente impulsionada pelos americanos, no seu próprio interesse económico, mudou o panorama. Fez emergir uma nova potência económica, a China, e agora os EUA estão a provar o seu próprio “veneno”. Os operadores de telecomunicações norte-americanos têm interesse em comprar os equipamentos chineses, que são mais baratos do que os que são produzidos por empresas locais, mesmo se parte da produção ocorra na China.

Neste cenário, qualquer empresa completamente estrangeira é uma ameaça para os EUA. E qual é o cenário para o resto do mundo? Muitos países europeus não têm indústria própria e, mesmo entre os que a têm, incorporam uma grande quantidade de tecnologia estrangeira. O que significa que a nova situação nos EUA é o dia-a-dia para resto do mundo.

E como é que se têm portado os EUA com o resto do mundo? Muito mal. Na verdade, têm-se portado tão mal quanto eles dizem que a Huawei se vai portar.

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Por trás das palavras – Huawei, Cisco, 5G, NSA e os EUA (4)

No post anterior analisou-se o contexto das telecomunicações móveis nos EUA e como este está a colocar em risco a posição dominante da Cisco no mercado dos equipamentos da infra-estrutura de telecomunicações, tendo ficado no ar a questão de o boicote à Huawei ser apenas uma questão comercial ou se também há questões de segurança associadas.

Começando pelo discurso oficial da administração norte-americana, a Huawei foi interditada nos EUA apenas por razões de segurança.

Do ponto de vista de segurança, qualquer produto estrangeiro é um potencial problema de segurança, especialmente se este for um produto de telecomunicações. Neste sentido, faz sentido os americanos estarem a bloquear uma empresa chinesa. No entanto, porque é que a ZTE foi autorizada a operar nos EUA depois de ter sido declarada como sendo um perigo para a segurança nacional? E se a Huawei é um problema de national security, porque é que continua a ser a ser permitido usar este fornecedor para os operadores regionais? [Read more…]

Por trás das palavras – Huawei, Cisco, 5G, NSA e os EUA (3)

No post anterior falou-se, sobretudo, sobre o que traz de novo a tecnologia 5G às redes redes móveis e como a Cisco, líder do mercado dos equipamentos de rede, pode perder a posição de liderança a favor da Huawei.

Não há mistério algum neste ficar para trás das empresas americanas fornecedoras de equipamentos para a infraestrutura de rede. O mercado norte-americano de telecomunicações móveis é controlado por 2 grandes operadores, Verizon (153.9 milhões de assinantes) e AT&T (153.0 milhões de assinantes), seguidos de longe pela T-Mobile (79.7 milhões de assinantes) e pela Sprint (53.5 milhões de assinantes). Estes operadores actuam de forma concertada e monopolista, tendo inclusivamente cobertura da entidade reguladora, que as protege em vez de zelar pelo interesse dos consumidores (ver post anterior).

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Por trás das palavras – Huawei, Cisco, 5G, NSA e os EUA (2)

Há muito mais do que tecnologia por trás do que se tem dito sobre a nova silver bullet das comunicações móveis.

A tecnologia 5G está a chegar ao mercado de consumo. O 3G trouxe velocidade à rede GSM, que até aí, pouco mais era do que telefonia móvel. O 4G banalizou o acesso a grandes volumes de dados. E o 5G irá trazer tempos de resposta que irão parecer instantâneos.

Se ver um filme no telemóvel ou descarregar grandes ficheiros com os dados móveis já não é um problema, o tempo de resposta aos pedidos continuou a ser longo no 4G. Todas as actividades que dependam da velocidade de reacção não poderão contar com esta tecnologia. Imagine-se, por exemplo, um cirurgião a controlar remotamente um bisturi em que seja necessário meio segundo para visualizar cada movimento.”Ups! Era só para cortar o prepúcio?…”

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Para quem só lê os títulos (compostinhos)

ligeira alteração no texto proposto pelo candidato à presidência da Comissão Europeia Manfred Weber mudou totalmente o sentido político do que foi votado: em vez de se dizer que “a filiação será suspensa”, diz-se que “o Fidesz suspende a sua filiação do PPE até ao relatório de avaliação estar pronto”

Não é fofinho?

«“embora possa também ter uma sanção tipo suspensão”, admite o vice-presidente do PPE, Paulo Rangel»

Eis o grande democrata Rangel, sem tomates para apontar a porta de saída do ditador Orbán, mas de peito cheio para o regime do lado, na Venezuela.

«“Tudo o que o PPE, o Parlamento Europeu e eu próprio, enquanto dirigente da maior família política da União Europeia, puder fazer para levar novamente a democracia e a prosperidade ao povo venezuelano, farei sem hesitar um segundo”, garante Paulo Rangel, num comunicado enviado à imprensa.»

«“O nosso objetivo é também pedagógico”, frisa Nuno Melo»

Não merece respeito que a ele não se dá.

«PSD e CDS estão entre os promotores de uma iniciativa “pedagógica” para forçar o político húngaro a cumprir regras da democracia e liberdade.»

Que fofinhos.

Por trás das palavras – Huawei, Cisco, 5G, NSA e os EUA (1)

Há dias, o responsável pela regulação das telecomunicações dos EUA, o FCC, esteve em Portugal, juntamente com o embaixador dos EUA em Portugal, a fazer pressão para que o governo bloqueasse a possibilidade de a Huawei fornecer equipamentos de telecomunicações 5G aos operadores de telecomunicações portugueses.

A visita fez parte de uma cruzada pela Europa, que já tinha passado pela Nova Zelândia, Austrália, Japão e Canadá. Trump, ele mesmo, envolveu-se no tema, da forma idiota e mentirosa que lhe é característica, desvalorizando a tecnologia 5G, que ainda nem chegou aos consumidores, e falando num inexistente 6G, como quem recomenda “não compres já o computador – espera pela actualização que sairá depois do Natal”.

Por cá houve quem achasse que tinha uma oportunidade de fazer corpo presente e mandou umas bocas. Há sempre quem se ofereça para fazer estas figuras.

A história é longa demais para um post e sairá ao longo dos próximos dias. Há muito mais do que palavras por trás do que se anda a dizer quanto ao 5G.

Não, não somos a Grécia

In Greece, an Economic Revival Fueled by ‘Golden Visas’ and Tourism
Less than a year after the country ended a multibillion-euro international bailout, property buyers from China and Russia are helping to mend its economy.

Qualquer semelhança é mera coincidência.

E um dia, o que será destas economias se um sopro alterar, ou terminar, estes fluxos de ócio?

Detalhe particularmente curioso é o uso da cidadania como modelo de negócio em ambos os casos. Os anéis que se vendem tomam muitas formas.

Sobre o recorte do discurso para compor uma mensagem

A questão colocada não foi esta e, portanto, “É uma opinião” não foi uma resposta à pergunta colocada no título do artigo. É um bocadinho diferente. E mostra como jornalismo militante constrói uma mensagem.

Para referência, aqui fica o texto desta parte. Pode-se constatar que a resposta veio na sequência do jornalista ter afirmado que uma democracia “[p]assa por termos políticos eleitos, por exemplo. Esse é um princípio basilar da democracia. Na Coreia do Norte isso não existe, existe um princípio sucessório.” Ao que Jerónimo respondeu “É uma opinião”. Não se percebe se a opinião é sobre a totalidade ou sobre parte do que havia sido dito. Em todo o caso, partindo da premissa do jornalista, podemos questionar-nos se na Inglaterra há democracia. Parece que a rainha não é eleita.

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Sobre a pseudo-negociação do Ministério da Justiça com os oficiais de justiça

A Ministra da Justiça esteve na passada sexta-feira em negociação com os sindicatos dos oficiais de justiça por causa da reposição das carreiras, após a aprovação da dos professores.

A proposta apresentada foi, no entanto, absolutamente vergonhosa. Faz o paralelismo com as carreiras dos professores, que sobem de 4 em 4 anos, mas como para os oficiais de justiça o ciclo é de 3 em 3 anos, “ofereceram” menos tempo e, com especificidades tais, que poucos tirarão algum benefício.

Pior, como se pode ver pelo documento apresentado, na folha 2, os génios do ministério tiveram tanto cuidado preparação da proposta que, em vez de se referirem aos oficiais de justiça , referem-se aos professores.

Mais, os oficiais de justiça estiveram mais tempo congelados que as outras carreiras, pois a DGAJ, entendeu que determinado descongelamento não se lhes aplicava, havendo inclusivamente uma acção a correr termos no Tribunal Administrativo de Círculo de Lisboa sobre isso.

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Anomalias de temperatura por país entre 1880 e 2017

Anomalias de temperatura por país [-2ºC .. +2ºC], entre 1880 e 2017, com base em dados GISTEMP da NASA.
Fonte: Pascal Bornet (@Linkedin & @Flickr).
Portugal está ali no quadrante direito inferior.

Para a discussão: [Read more…]

Alfândega do Porto


Foto: jmc

Conhecem aquele país que vai para a guerra para “estabelecer” a democracia como o melhor dos piores regimes?

Bem prega frei Tomás, fazei o que ele diz e não o que ele faz.

Trump vai vetar a decisão que anula o acto de tirania, perdão, prepotência, levado a cabo por si mesmo e que consistiu em declarar um estado de emergência inexistente, exceptuando a emergência de obter fundos para uma promessa eleitoral que os representantes do povo tinham rejeitado.

Com um desenho é mais simples.

Viva a democracia! Onde haja petróleo para explorar, claro.

Porrada

Foi o que levou o deputado Silva, Porfírio de sua graça, em duplicado. Mas esta é ineficaz perante uma gelatinosa espinal medula política.

A absoluta cretinice da Microsoft

Talvez já tenham passado por esta situação. Estão a trabalhar num computador com Windows e uma actualização automática diz que está pronta para ser instalada, sendo necessário re-iniciar o computador. Nesse momento, estariam a escrever algum texto e carregaram na tecla de espaços, o que equivale a clicar no botão pré-seleccionado da caixa de diálogo entretanto apresentada – esse mesmo botão que diz ao Windows para avançar com a actualização. E assim se perde todo o trabalho que ainda não estivesse guardado.

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Quem é que faz uma machete destas?

Dois alienados lunáticos encontram-se para satisfazem as suas agendas pessoais. Alguém em Portugal faz um título a dizer “Trump e Kim tinham tudo para dar certo mas tropeçaram nas sanções”. Trata-se de um caso de incompetência ou de cegueira?

Cores da rua

Descrédito social

23 milhões de chineses foram impedidos de comprarem viagens pelo governo chinês, em consequência do sistema de crédito social.

“De acordo com o Centro Nacional de Informações ao Crédito Público, os tribunais chineses proibiram viajantes de comprar voos 17,5 milhões de vezes até o final de 2018. Cidadãos colocados em listas negras de crimes de crédito social foram impedidos de comprar bilhetes de comboio 5,5 milhões de vezes. O relatório divulgado na semana passada referia: “Uma vez desacreditados, limitado em todos os lugares”. ” [The Guardian]

O sistema de crédito social da China foi comparado ao Black Mirror, Big Brother e a todas as outras distopias que os escritores de ficção científica possam pensar. A realidade é mais complicada – e, de certa forma, pior.

Não se pense que o conceito é estranho na Europa. O mesmo princípio subjacente ao crédito social existe igualmente nas bonificações dos seguros, no sistema de reputação em sites como YouTube, eBay e Amazon e na avaliação mútua de passageiros e condutores da Uber.

É uma questão de até onde se irá ente nós, sendo sabido que os interesses comerciais e políticos pressionam nesse sentido. Os cidadãos, nesta Europa das decisões autistas, têm pouco poder. Ironicamente, é possível que um sistema de crédito social aplicado aos políticos fosse mais eficaz do que o voto eleitoral. A questão é o que traria a seguir o cavalo de Tróia.

A prova

Não há monte de esterco que não atraia as moscas. Voltarei ao tema.

Read my lips

Não há dinheiro para nada.

Presidente do Novo Banco admite que poderá não ser a última vez que os portugueses são chamados a contribuir

Novo Banco vai pedir 1,15 mil milhões de euros ao Fundo de Resolução

Obrigado Sr. Passos, que prometeu o que todos sabiam que não ia acontecer, o que não impediu toda a clique laranja e betinha azul de lançar louvores. Obrigado Sr.ª Cristas, que assinou de cruz sem ler, possivelmente entre uma trinca no gelado de limão depois da saída de um mergulho na praia. Obrigado Sr.ª Maria Luís Albuquerque, que zelou muito bem pelos interesses de alguns, excepto dos cidadãos em geral, ou na linguagem da direita, dos contribuintes.

Obrigado ao Sr. Costa e ao Sr. Super-Mário, que faz inveja pela Europa, mas que não tem pejo em continuar a ser caloteiro com várias classes profissionais e com fornecedores, que tem seguido implacavelmente a política do corte, tendo os serviços em rotura clara, mas que mesmo assim lá vai usando o dinheiro que não gasta onde é preciso para tapar o buraco da banca, que já soma 17 mil milhões. Não há dinheiro para nada, excepto se for banca.

Há, neste cenário maravilhoso, uma questão sem resposta. Para onde foi (e está a ir) o dinheiro? Sabemos muito bem que o dinheiro não se evapora, pelo que simplesmente está a mudar de mãos. Para quem?! Vamos precisar de esperar 10 anos, quando tudo já tiver prescrito, tal como na CGD, para a Porcaria, perdão, Procuradoria-Geral da República investigar, perdão, fazer sair umas parangonas sobre sicrano e fulano terem enchido a continha no offshore, seguindo-se a inevitável comissão de inquérito, unânime e inconsequente?

Não há dinheiro, uma porra.

[editado]

Afinal, há coincidências

No dia em que um ex-advogado de Trump foi ao Congresso dos EUA lançar mais lenha na fogueira, calhou Trump e o ditador da Coreia do Norte encontrarem-se para mais um número de coreografia. Os dois eventos não têm relação alguma. Seguramente. Apear de o primeiro estar planeado há qb tempo e o segundo ter caído do nada.

Alguém que avise a Margarida Rebelo Pinto. Afinal, há coincidências.

Adenda
Não houve acordo mas o objectivo de criar uma diversão foi atingido.

A cimeira entre o Presidente dos Estados Unidos e o líder da Coreia do Norte terminou esta quinta-feira, em Hanói, sem que fosse alcançado “qualquer acordo”, anunciou a porta-voz da Casa Branca.”

Ao usar a Coreia do Norte como um instrumento dos seus objectivos pessoais, Trump está a transformar Kim Jong-un num seu par, com um protagonismo que não existia antes desta administração americana. Ou seja, nada mudou na Coreia do Norte e o respectivo líder ficou mais forte. Estamos pior, portanto.

Sobre a suposta nomeação para o Prémio Nobel da Paz, só pode ser devaneio de quem está a engolir a conversa de um narcisista gabarolas.

Controlo social digital e lucro, um paradoxo da modernidade

Os governos mantiverem sempre um controlo apertado sobre a capacidade dos indivíduos se organizarem em grupos. De uma forma mais ou menos descarada, a liberdade de associação tem sido sujeita a regulamentação e exercícios de força que funcionam como diques reivindicativos.

Por exemplo, a criação de ordens profissionais está subordinada a legislação específica; as manifestações de rua estão dependentes de determinados procedimentos; houve alturas nas quais as pessoas não se podiam juntar em grupos; e durante muito tempo, o acesso a canais de comunicação com as massas estavam sujeitos a diversos impedimentos, legais e económicos.

Sem querer discutir a necessidade e justeza de tais medidas, é factual que algumas existiram e outras continuam a existir. Excepto quando passamos para as chamadas redes sociais.

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