Que abutres! 


As emissões televisivas à volta da desgraça humana atinge actualmente patamares de causar nojo. A TVI conseguiu dar mais um passo em direcção à fossa.

Indescritivelmente ridículo

Faltam-me palavras para descrever o facto de um imbecil ter chegado a este cargo. Volta Bush, que estás perdoado.

Passa o tempo, vão-se descobrindo as carecas

O dinheiro dos funcionários públicos estica. “Tribunal de Contas: Governo de Passos usou ADSE para maquilhar contas públicas“.

O SIRESP falhou novamente

Estrutura accionista da PPP SIRESP: SLN, PT Ventures,  Motorola, Esegur e Datacomp.

O SIRESP (Sistema Integrado das Redes de Emergência e Segurança em Portugal) tem como objectivo ser um sistema de comunicações móveis comum às forças de segurança, emergência médica e protecção civil. Está marcado pela polémica desde o seu início. Falhou agora no incêndio de Pedrogão Grande e, ironicamente, já antes tinha falhado durante 6 horas neste mesmo concelho, aquando da grande tempestade de 19 de Janeiro de 2013 (cf. vídeo abaixo ao minuto 7:51).

Em caso de catástrofe, quando as comunicações são mais precisas, as falhas no SIRESP têm acontecido. Não serão a causa dos problemas, mas assim não contribuem para a solução. Vale a pena recapitular como é que este sistema problemático entrou em funcionamento (adaptado do tretas.org): [Read more…]

As longas gravatas de Trump

Aí está a explicação. Trump viu Amor Sem Aviso, um filme de 2002, e reviu-se no ar tonto do Hugh Grant. Acertou.

Portugal e o rating da Fitch: dating with ratings

Na passada sexta-feira António Costa mostrou-se satisfeito com uma decisão da Fitch, ao mesmo tempo que Passos Coelho a desvalorizava, afirmando que não era a primeira vez que a agência dava uma visão positiva sobre a dívida portuguesa.

Com efeito, depois da derrocada de 2011, foi preciso esperar até Abril de 2014 para a Fitch atribuir-nos um “BB+; Outlook Positive”. Esta revisão manteve-se sem alteração até Março de 2016, altura em que foi revista em baixa para “BB+”, tendo assim ficado durante um ano, até ao passado dia 16.

Este relato é factual. Passemos agora à análise.

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Então, não estavam a reverter tudo?

Passos Coelho acusa Governo de viver da “herança”. Em vez de fazer oposição e apresentar alternativas, Passos opta por ocultar o seu verdadeiro programa: cortes.

Era uma vez a Europa

Numa história bem escrita, Paulo Pena relata no PÚBLICO os bastidores de uma certa Europa, trazendo à luz a realidade de poder, e não de economia, que reina no Eurogrupo.

Continua Varoufakis: “Em todas as reuniões do Eurogrupo, logo que se abria o período de intervenções dos ministros, ocorria o mesmo ritual. Primeiro, a claque de apoio do dr. Schäuble, constituída por ministros das Finanças dos países do Leste, competiria entre si para ver que é mais pro-Schäuble que o próprio Schäuble. Depois, os ministros dos países submetidos a resgates como a Irlanda, a Espanha, Portugal e Chipre – os prisioneiros-modelo de Schäuble – acrescentariam a sua bagatela Schäuble-compatível imediatamente antes de, por fim, Wolfgang, o próprio, vir a terreiro para finalizar com alguns retoques a narrativa que controlava desde o início.” [P]

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Demasiadas letras

Há uma deliciosa cena do filme Amadeus na qual o Príncipe, querendo fazer uma crítica sobre a peça que acabara de ouvir, diz que esta tem demasiadas notas.

Um reparo maliciosamente sugerido pelos invejosos críticos de Mozart. O Príncipe, condescendentemente, sublinha que a peça é genial e que bastará ao autor retirar algumas notas. Ao que Mozart terá perguntado quais notas, em particular, tinha sua alteza em mente.

Vem esta história a propósito do acordo ortográfico, o tal AO90. Aparentemente, também existem palavras com demasiadas letras e foi preciso cortar algumas delas. Dizem que eram mudas, e logo se passou ao genocídio de certas consoantes sem voz.

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O bando

Nesta fotografia vê-se uma estrutura que servirá de suporte a propaganda partidária para as próximas eleições autárquicas. Passados uns dias depois do mamarracho ter sido edificado, ainda nada mais nele foi pendurado. Deverá ser um caso de marcação de território, faltando saber se envolveu micção.

Assaltam o espaço público, a coberto  do chapéu da lei, essa que os próprios fizeram, onde cravam o seu abundante lixo partidário, numa selvajaria que bem demonstra o valor que dão às cidades que gerem. Meros instrumentos para atingir o objectivo. 

Gosto muito de Rui Ramos

Gosto de ter um termo de comparação ao nível da idiotice, para aferir o nível.

Mexia em dinheiro sujo

Não sei se trata de um verbo ou de um nome.

O presidente executivo da EDP, António Mexia, foi constituído arguido na investigação do Departamento Central de Investigação Criminal e Acção Penal (DCIAP) aos contratos entre o Estado e a EDP sobre rendas garantidas (os chamados CMEC). A notícia, avançada pela TVI e pela SIC Notícias, foi confirmada pelo PÚBLICO e mais tarde pelo próprio DCIAP. [PÚBLICO]

Sei que se trata de uma empresa estratégica para o país, que foi privatizada e que tem uma figura de topo a ser investigada.

Coisas verdadeiramente importantes

A partir de 1 de Janeiro  de 2018 será proibido fumar em locais para menores, ainda que ao ar livre, como campos de férias ou parques infantis, segundo a lei que hoje deve ser aprovada no Parlamento. (SIC)

Ao ar livre. De seguida, o governo irá proibir a emissão de gases por parte de automóveis, autocarros e camiões que circulem ao ar livre. 

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Garcia Pereira e o PCTP/MRPP

A reacção de Garcia Pereira à sua saída do PCTP/MRPP depois das declarações e actos por parte daquele que ele considerava como “um verdadeiro Amigo e até como um Pai”.

“Dezoito meses e milhentas calúnias depois de me ter visto forçado a apresentar a demissão do Partido onde militei durante mais de 40 anos, entendi ter chegado o momento de quebrar o silêncio que, desde então, impusera a mim próprio.” (António Garcia Pereira)

O meu silêncio

A propósito dos dias de hoje 

E do dia de hoje, em particular, uma história com alto patrocínio no domínio das recomendações.

Menos carruagens nos comboios da linha de Sintra

O número de comboios mantém-se, já que os horários não foram alterados. Mas os comboios parecem “mais curtos”, o que deverá estar relacionando com o encostar de carruagens que deviam ter feito a revisão de meia vida e não a fizeram. É um problema que este governo tem que resolver, nomeadamente pela reversão dos cortes introduzidos por Sérgio Monteiro, secretário de Estado da tutela no anterior governo.

A CP, actualmente liderada por Manuel Queiró, porém, decidiu “encostá-las” (expressão usada na gira ferroviária) porque tal implicaria um investimento de um milhão de euros para cada uma. Dois anos antes, o PET (Plano Estratégico dos Transportes) apresentado pelo então secretário de Estado da tutela, Sérgio Monteiro, reduzira a oferta de transportes públicos no âmbito do processo de ajustamento da troika, pelo que parte do material circulante deixou de ser necessário. [Público]

Fica a nota para os saudosos do anterior governo e para os entusiastas do presente executivo.

Quanto aos comboios compostos por carruagens de dois pisos, que também fazem serviço suburbano na linha de Sintra, estão sempre mais lotados do que os correspondentes compostos por carruagens de um piso. Possivelmente, terão menos capacidade. Mas, mesmo que não seja o caso, há uma enorme diferença entre os dois tipos de carruagens. Nas de dois pisos, os passageiros viajam em pé nas escadas, onde não existem suportes para se segurarem. É uma questão de tempo até alguém cair devido a uma redução de velocidade.

Hoje é lida a sentença do julgamento BPN

O caso BPN surge no âmbito da Operação Furacão.

A Operação Furacão investigou instituições financeiras e empresas de vários sectores da actividade económica por práticas de evasão fiscal entre 2003 e 2005, práticas essas que terão lesado o Estado em mais de 200 milhões de euros. Esta investigação terá tido início em Março de 2004, incidindo especialmente na banca, na construção civil e nos casinos, tendo mais tarde sido alargada a outros sectores.

As primeiras buscas no âmbito da operação foram realizadas a bancos e escritórios de advogados a 17 Outubro de 2005.

Em finais de 2006 surgem rumores que os bancos BES, BCP, Finibanco e BPN foram alvo da investigação.

Em 2008, após a renúncia do presidente do BPN José Oliveira e Costa, começaram a surgiu acusações de gestão danosa e fraude fiscal.

Tendo o Banco de Portugal aconselhado a nacionalização do BPN sem uma estimativa apurada dos custos, no final de 2008 obanco é nacionalizado, cabendo à Caixa Geral de Depósitos a gestão do mesmo até à sua reprivatização. Foi posteriormente constituída uma comissão de inquérito parlamentar à nacionalização.

Com um custo previsto inicial a rondar os 700 milhões de euros, até à data os financiamentos de tesouraria já ultrapassaram os 4 mil milhões de euros tendo o Estado concedido garantia às emissões de papel comercial deste valor. [tretas.org /dossier BPN]

Ide ler a excelente cronologia mantida pelo Hélder no seu tretas.org para recordar uma coisa muito simples. 

Hoje, se não houver adiamento, será lida a sentença de um julgamento que durou 6 anos e que se refere a factos que começaram a ser investigados há cerca de 13 anos.

Eis o Estado de negação de Justiça onde vivemos. Esta sim, e não essa treta de viver acima das possibilidades, é a causa do estado de ruína do país.

Trump a tirar medidas

“Então é isto que os mexicanos vêem”, terá dito Trump enquanto puxava da fita-métrica. 

Sobre o comunicado da Administradora Não Executiva da Arrow Global

“A autossatisfação com alguns resultados alcançados, ignorando o que os permitiu e desprezando o que devia ser feito para os manter, é a receita infalível para voltarmos, mais dia menos dia, aos problemas do passado.” Maria Luís Albuquerque 

Em 2016 o crescimento era fraco porque a Geringonça só fazia reversões. Agora, o crescimento deve-se ao que veio de trás, apesar de ter sido revertido. A tese do PSD resume-se a isto.

Este crescimento deve-se à conjuntura externa e aconteceria independentemente do governo que estivesse em funções. Maria Luís Albuquerque é apenas mais uma demagoga que não preza a honestidade intelectual. 

Com uma pequena diferença. Estivessem o PSD e o CDS agora no governo e ninguém calaria as suas teses de que a austeridade estava a funcionar. Por isso é que Maria Luís tenta demonstrar, sem o conseguir, que a austeridade se manteve igual. 

E, no entanto, aí está o crescimento,  sem o constante matraquear miserabilista do viver acima das possibilidades para continuar a fazer a única coisa que PSD e CDS fizeram: baixar salários,  pensões e reformas.

É um crescimento efémero? Pois é. E o segredo está em aproveitar as oportunidades, em vez de insistir na auto-flagelação. 

Quando uma autarquia portuguesa intervencionou Abbey Road

A rotunda, o multi-usos, a estátua da rotunda, a passadeira com lomba e, última moda, o semáforo com temporizador. Anos de obra pela obra materializados em Abbey Road. Se não aconteceu, poderia ter acontecido.

O Brasil e a direita portuguesa

O óbvio passou a ter prova. Apanhado no esquema dos subornos, constata-se que o presidente Temer e respectivo séquito é, pelo menos, tão corrupto como o poder deposto pelo golpe do impeachment. Com a particularidade de Dilma, ao que se sabe neste momento, não estar a contas com a justiça.

Durante o período que culminou com a destituição de Dilma, a bloga nacional de direita vibrou com o clima brasileiro. Um chavão recorrente incidiu no suposto facciosismo da esquerda portuguesa, ligada afectivamente ao PT e, portanto, incapaz de autocrítica.

Foi, portanto, com particular satisfação que registei a forma implacável como esses bloggers se atiraram a Temer e restante turma. Reconheceram o traste que o homem é, um corrupto e oportunista que deu o golpe graças à Globo, que estava ao seu serviço. Grandeza também é isto, reconhecer o erro!

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Uma piada recauchutada

Sabem porque é que algumas pessoas estacionam mal? Porque sempre lhes disseram que 20cm é quanto se cresce numa noite.

É de chamar aqueles que venderam os anéis e os dedos

China recebe em dividendos um terço do que pagou pela EDP. Cedo descobriremos o preço de se ter vendido a REN e outras áreas de soberania.

Como ouvir YouTube no Android em segundo plano

Este post foge aos temas habituais do Aventar, excepto se considerarmos que políticas de utilização de software também são Política. O que até é o caso, como veremos.

O problema
Quem use a app do YouTube cedo descobrirá que o vídeo que esteja a tocar parará logo que esta deixa de estar em primeiro plano ou se se bloquear o ecrã. O mesmo ocorrerá com vídeos a serem reproduzidos no browser (na maioria destes, como veremos). Quem concebeu este comportamento talvez tenha querido proteger o utilizador de apps mal comportadas em termos de consumo de energia – daí as suspender ao deixarem de estar em primeiro plano.

Mas não é disso que se trata no caso do YouTube. Os termos de utilização deste serviço explicitam que o acesso aos seus vídeos, seja pela app oficial, seja por outros serviços, têm que parar a execução do vídeo sempre que a app deixa de estar em primeiro plano ou se o ecrã for desligado.

No entanto, quando os vídeos são tocados num computador, essa limitação já não é imposta, o que se perfila como sendo uma dualidade de critérios. [Read more…]

O copo meio cheio ou meio vazio

O PSD diz, agora, que o que se passa na economia se deve ao seu trabalho enquanto delegação da Troika. Não dizia o mesmo há um ano, quando a economia ainda estava em queda. Nessa altura, a culpa era da geringonça. 

O PS vangloria-se dos actuais resultados. Pelos vistos, no espaço de um ano, conseguiu convencer hordas de turistas a invadirem o nosso país. Não foi o clima de insegurança noutros destinos turísticos, aliado ao crescimento das low-cost por cá,  que está a operar este pequeno milagre. 

Para uns, o copo estará meio cheio e, para outros, estará meio vazio. Haverá, ainda, quem afirme que o copo não existe – foi para uma offshore. 

O ridículo não mata 

Não mata e Cristas é a prova viva disso. 

Parabéns, festivaleiros

Salvador Sobral e a mana ganharam. 

Muito bem! 

Olha o PSD preocupado com com a Constituição. Agora.

Só quando foi para tentar fazer passar orçamentos inconstitucionais é que a Constituição era um empecilho. Peça-se a opinião do sr. Aníbal.

São estes golpes de rins, este fazer de conta que a anterior governação não existiu, tal como já não tinha existido a campanha eleitoral que conduziu à governação que não existiu, que trazem à superfície o desejo do poder a qualquer custo. Só falta, novamente, a célebre tirada de Marco António Costa “ou há eleições no país ou há eleições no PSD“. 

Baptista-Bastos

1934-2017

Desnaturados

Em vez de salvarem bancos, os franceses andam a gastar o dinheiro em… em… baguettes et fourchettes. Desnaturados!