CHEGA a fomentar a corrupção, com o apoio de algum PSD
O CHEGA é um partido que tem a corrupção na boca a toda a hora. Palavras. E actos?
Audições sobre financiamento dos partidos, à CIG e à ministra da Cultura adiadas pelo Chega
Tal como nos outros requerimentos, o Chega colocou um travão à votação destas audições, mediante um pedido potestativo — ou seja, de carácter obrigatório.
Talvez logo à noite sintonize a RTP, SIC e TVI para ver se os líderes partidários da oposição* aparecem a dizer alguma coisa ou se andam todos a dormir.
Mas o tema não só sobre o CHEGA. Pedro Duarte, Presidente da Câmara Municipal do Porto, Conselheiro de Estado e com um extenso currículo no PSD, defende o anonimato de quem financia os partidos com o argumento de que essa divulgação pode expor cidadãos a pressões no local de trabalho.
Já Rui Rio, considera “um disparate” a decisão da Entidade das Contas e Financiamentos Políticos segundo a qual já não é possível saber quem financia os partidos e as campanhas eleitorais. Haja alguém com decência!
Voltando ao CHEGA e à história da corrupção, vê-se que é um feijão-frade com duas caras. Diz que é a favor da transparência mas veta-a logo que pode, como se viu perante o chumbo desta audição. Será porque tem telhados de vidro? Auditoria exige ao Chega explicação sobre 20 mil euros vindos de conta de milionário português nos EUA. Não foi um chumbo qualquer. Teve carácter potestativo. Foi algo que quiseram mesmo evitar.
*não é erro; o CHEGA é parceiro deste Governo, seja porque o Governo o escolhe para certos temas, seja pela adopção por parte do Governo de temas bandeira do CHEGA.
“Pedro Passos Coelho foi mais papista do que o Papa.”
Colo aqui parte de uma entrevista a Nuno Cassola, actual professor na Universidade Milão Bicocca. Trabalhou cinco anos no Banco de Portugal, antes de ingressar no Banco Central Europeu onde esteve 20 anos nas direcções de Política Económica, de Mercados, de Investigação e de Supervisão.
Entre vários assuntos da actualidade (China, EUA, Irão, dólar, euro, soberania europeia, Trump, etc.), há um particularmente interessante sobre a vinda da Troika para Portugal.
Para quem não se recorde, na altura houve a célebre frase de Marco António Costa “Ou há eleições no país, ou há eleições no PSD“. Mas pin de Portugal na lapela é que é.
Esteve em Portugal antes da entrada da troika em 2011?
Estive, sim. A negociar o apoio do BCE ao PEC IV [Programa de Estabilidade e Crescimento], um programa que a oposição chumbou [23.3.2011] levando o Governo a cair, o que desencadeou o pedido de ajuda externa.O que é que tinha sido acordado entre o BCE e o Governo da época, chefiado por José Sócrates?
A compra pelo BCE de títulos da dívida pública portuguesa [à volta de oito mil milhões] no mercado secundário para estabilizar as taxas de juro [os juros das obrigações a dez anos superavam os 7,75%]. Em contrapartida, era executado um programa de ajustamento sem a severidade do que viria a ser imposto pela troika [3.5.2011]. E, como bem se lembra, o Governo seguinte [Passos Coelho] disse que queria ir para além da troika. Em 2011, ainda acompanhei a troika em Portugal, antes de ir para Espanha, e nunca a troika exigiu às autoridades portuguesas tanta austeridade como a que foi feita. Pedro Passos Coelho foi mais papista do que o Papa.Ficará sempre a dúvida sobre se o PEC IV teria sido eficaz, tendo em conta a gravidade da situação portuguesa naquele momento.
O que sei é que Portugal não teria tido o traumatismo de ter dentro o FMI e teria tido, talvez, um ajustamento mais suave. Para ser rigoroso, não há certeza de que o PEC IV cumprisse as expectativas, mas realmente não era tão restritivo, e, não o sendo, talvez a banca portuguesa não tivesse sofrido tanto. Talvez, não se sabe — e não se pode saber.
Segunda parte da entrevista: Nuno Cassola: “A China quer acabar com a hegemonia do dólar, mas não quer ter a moeda dominante”
Nobel das pás

Prometeu paz e atacou seis países em pouco mais de um ano de mandato. Dois criminosos com problemas de justiça juntam-se para largar bombas fora de casa.
E Portugal? Paulo Rangel afirmou que os norte-americanos “podem, para qualquer operação, usar sem Portugal ter de ter conhecimento. Isso é assim que está nos tratados e é assim que está a acontecer com todas as bases europeias, dos mais variados países”. Isto não é uma operação da NATO e os EUA têm que pedir autorização prévia para a utilização de uma base que é território nacional. E não está a acontecer em todas bases europeias. Os ingleses mandaram o ogre às favas.
Rangel é um ministro mentiroso num governo de mentirosos. A ministra da saúde mentiu sobre estarem implementados todos os protocolos de actuação dos Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar. Montenegro mentiu, no seu primeiro governo, sobre a redução do IRS, que veio maioritariamente do anterior governo de Costa. Aliás, houve vários anúncios de coisas feitas pelo governo de Costa, o que é outra forma de mentir. Lúcia Amaral mentiu sobre não haver falhas sobre a prontidão e coordenação da Proteção Civil durante a depressão Kristin – sabemos o que se passou com o SIRESP, para não ir mais longe. Miranda Sarmento mentiu sobre o estado das contas deixadas pelo PS. O Governo no geral mentiu sobre a segurança, falando em percepções, quando o Relatório Anual de Segurança Interna mostra uma descida transversal da criminalidade geral (com ligeiro agravamento da criminalidade grave, colocando-a ao nível pré-covid, e um enorme aumento de violência doméstica que o governo ignorou). Agora, o MNE firma o seu lugar na lista dos ministros mentirosos.
É o governo mais mentiroso que já tivemos, contemporâneo do presidente dos EUA mais mentiroso que o país já teve.
Que escândalo!

Fonte: SICN
Um escândalo. Chamar conferências de impressa àquelas comunicações sem direito a perguntas.
Ah sim, e também há estes 11K em cabeleireiro e os 20K em Sport TV para o primeiro-ministro.
Mas conferências de imprensa?!
Respeitinho no tempo dos bits

Imagem gerada com Google Nano Banana
Estive a divertir-me um pouco com a IA da Google à conta de um assunto sério.
“Se Trump mija, Ventura abre a boca à espera que chova.”
Esta caricatura que o Gemini fez, sendo bastante gráfica, até é uma boa metáfora para a forma de actuar dos populistas caseiros. Se dividir e mentir funciona bem lá, porque não repetir cá? Bem apanhado, Gemini.
O tema sério é referente à actuação do ICE, em particular sobre as ordens que esta polícia persecutória tem dado às Big Tech para identificarem os donos de contas nas redes sociais onde se desmascara a identidade dos seus agentes. E sobre como estas empresas passam por cima das famosas emendas constitucionais que garantiam a liberdade de expressão.
Registe-se a ironia quanto a uma polícia que, agindo na cobardia da cara tapada, persegue quem escreva sob anonimato.
Voltando à boca gerada pela AI do Google, esperemos que a próstata de Trump não lhe permita urinar em quantidade suficiente que inspire aspirantes a ditadores de trazer por casa.
Gostava de dedicar esta música a Luís Montenegro, que até estudou Direito em Coimbra, mas deve ter andado distraído com as Ninfas do Mondego*
Eu sei que ele gosta mais de sonhos de menino mas, profissionalmente, esta canção é-lhe mais útil.
Na canção:
Nasce na Estrela o Mondego
Vai passar junto à Felgueira
Atravessando Coimbra
Vai parar junto à Figueira
“Estamos no limiar da capacidade possível para conter estas águas do rio Mondego. A palavra é de tranquilidade porque tudo aquilo que pode ser feito está a ser feito, incluindo a evacuação. E tudo o que puder ainda ser salvaguardado vai ser: do ponto de vista da gestão do caudal, do ponto de vista técnico e ainda de interação com os nossos vizinhos espanhóis, que aliás é uma matéria que vem sendo feita desde o início do mês de janeiro.” Luís Montenegro, citado por num artigo fofinho do Polígrafo.
*erro meu, e está explicado, o nosso primeiro-ministro estudou pelo Porto
Uma demissão num governo de incompetentes

Mudar o logótipo como primeira medida. Resolver um “problema” de segurança que o relatório oficial não confirma. Uma rusga para as televisões transmitirem. Alterar a lei do trabalho quando nem os patrões o pediram. Submissão de uma lei da nacionalidade manifestamente inconstitucional, misturando o tema com emigração.
Podíamos continuar. O traço comum está em resolver problemas que não existem ou não têm prioridade.
Pelo caminho ficou o trabalho real para fazer.
A catástrofe de origem climática teve ainda mais impacto devido a um governo que nada fez para preparar o país. O spin que por aí anda a ser plantado é que ninguém poderia parar a tempestade e só restaria reagir.
Errado.
Nada se fez quanto ao SIRESP. Montenegro desvalorizou a catástrofe e, nessa linha, optou por não activar a ajuda internacional. Pelo caminho, regista-se a preocupação com a propaganda, visível nos episódios do vídeo e da photo opportunity em que o Exército participou. E sabia-se que o impacto seria forte – o IPMA sabia. Faltou o Governo fazer o resto do país também o saber.
Um Governo a trabalhar para a percepção quando é preciso foco na acção.
A demissão não surpreende. Mais 16 demissões e está o problema resolvido.
Nota – na imagem, Carmona Rodrigues a pagar o soldo pela nomeação ao suavizar a incompetência na gestão da crise.
“Someday, and that day may never come, I will call upon you to do a service for me. But until that day, accept this as a gift on my daughter’s wedding day.”
Derrotados da noite
O taberneiro, desde logo, factual e metaforicamente – precisou de mentir no discurso de derrota, dizendo que teve mais votos do que a AD, para alimentar as suas teses de ambição de poder. Não sei se algum porta-microfones o terá confrontado com a realidade.
A comunicação social, que passou a noite (e continua madrugada fora) a falar do taberneiro, quando o vencedor era anunciado com dois terços de votos.
Augusto Santos Silva que tudo fez para que Seguro não tivesse o apoio do PS. Belo sapo que ainda há-de estar a engolir.
Luis Montenegro e Cotrim Figueiredo que não tiveram a coragem de rejeitar o grotesco.
Emídio Rangel e a SIC porque afinal não é tão fácil vender um presidente como um sabonete.
O Observador que, afinal, é a Folha Nacional em tons de azul.
Entre todos estes derrotados, Ventura destaca-se. As pessoas votaram e a proposta de adiar as eleições, além de ilegal, não entusiasmou. Não foi uma eleição entre socialistas e direita. Nem uma eleição do sistema contra o anti-sistema – o Chega está bem integrado no sistema. E não foram as elites contra o povo, dado que uma elite de dois terços dos eleitores não votou nele.
Disse oije o nosso querido primeiro-ministro:
“o nosso sentimento e as nossas condolências para com as famílias daqueles que não evitaram a trágica consequência de perder a vida”. Sacanas das pessoas, culpadas de não terem evitado morrer.
Uma provocação destas não se faz

Querem ver que ainda aparece o Ventura com um ramo de giestas a apagar o fogo?!
Um Governo para a sua clientela. E vocês não fazem parte dela.
Não sei quem é o autor do texto. [É de Eduardo Maltez Silva] Mas não poderia estar mais de acordo.
Já o vídeo, esse sei de quem é. É do ministro Leitão Amaro, que aproveitou a desgraça alheia para auto-promoção. Vídeo que apagou logo que se tornou óbvio que o efeito era contrário ao pretendido – mas sacudindo a água do capote, típico da habitual cobardice de quem não assume o que faz.
“No auge da crise, o Governo lança um vídeo com produção profissional, música de fundo e mangas arregaçadas — a fingir que governa. Um teatro nojento, enquanto o país caía aos bocados.
Do outro lado, Ventura apaga fogos com um galho.
Dois lados da mesma fraude… performance em vez de solução.
Pedro Frazão apoia 1143

O CHefe continua sem se demarcar do esgoto neonazi que é a seita 1143. Bárbara Reis desmonta com mestria a “entrevista” onde Ventura não vai além de meias palavras e mentiras.
A verdade é que a ligação é inequívoca e um não se distingue do outro. Cobardes como são, escondem-se fazendo de conta que não mas agindo como sim.
V-E-R-G-O-N-H-A
Então, Ventura, já há expulsões ou não?

Imagem: PÚBLICO
Rita Castro, João Peixoto, Rui Roque, André Caeiro. “O PÚBLICO pediu uma reacção ao Chega, mas ainda aguarda resposta.” Talvez o sr. Ventura se digne abrir a boca numa das muitas ocasiões que as televisões lhe venham a dar – esta semana já vai em três entrevistas. Segunda-feira, RTP; Terça-feira, CMTV; Quarta-feira, RTP novamente. A palhaçada não se faz sem palco, é preciso não esquecer.
Uns cobardes
Entre democracia e populismo. Entre um racista e xenófobo e alguém decente. Entre quem faz repetidos apelos a Salazar e quem rejeita a ditadura.
Entre um ditador wanna be e um democrata, Cotrim, Gouveia e Melo e Marques Mendes mostraram o seu apoio ao não rejeitarem explicitamente a abjecção. A eles se juntou Montenegro, o qual já tinha mandado as linhas vermelhas às urtigas há muito tempo.
Não foi uma noite má de todo
Podia ter sido melhor se o Ventura não tivesse passado. Mesmo assim, ficou essencialmente pelo mesmo resultado das legislativas.
Agora está na televisão a queixar-se das sondagens manipuladas. É capaz de ter razão – davam-no sempre à frente.
Ficou em primeiro lugar o mal menor. E ganhou o candidato do Montenegro.
Lebensraum

Lebensraum. Venezuela já está. Colômbia, México, Canadá, Canal do Panamá e Gronelândia na mira. Lajes não é preciso. Já é americana.
O que é que justifica um estado capturar uma pessoa estrangeira e julgá-la, para além de dar palha ao gado na arena internacional (e interna)?
A sofisticada Europa do calibre da fruta não tem tomates para dizer à corja a evidência: O que vocês fizeram foi um crime e não têm o nosso apoio.
A Idade Média digital

Esta imagem teve forte circulação nas redes sociais ao longo do dia de ontem.
[Read more…]A Gronelândia está a salvo
Por lá, pó branco, só se for gelo. Como sabemos, o combate à droga é a motivação destas movimentações. A libertação de Hernández foi uma armadilha extremamente inteligente para apanhar os barões da droga desprevenidos.
A palha já lhe enche a boca
Sem grande surpresa, André Ventura come a palha oferecida pelos americanos.
Diz ele no X, “sem o jugo de um ditador narcotraficante“. Como se este acto pirata tivesse alguma relação com drogas.
É isto que alguns portugueses querem para Primeiro-ministro dissimulado de candidato a Presidente da República?
Começa 2026
O grande negócio da saúde
Os hospitais públicos já não são hospitais, são Unidades Locais de Saúde (ULS).

Ginásio para a cabeça
Este texto não foi escrito com o auxílio da inteligência artificial, IA para os amigos chegados. Apesar da comodidade das palavras estatisticamente seriadas, com as vírgulas e os pontos nos sítios certos e sem confundir “à” com “há”.

MEntiroso: A mentira consciente e a pocilga a que isto chegou
Não é preciso escrever muito sobre o tema.
O governo montou um spin e a comunicação social regurgitou sem digerir.
Público: PGR põe em causa legalidade da greve dos professores convocada pelo Stop
DN: PGR diz que greve convocada pelo S.T.O.P viola a lei
Expresso: Greve “self-service” dos professores convocada pelo STOP é ilegal, diz a PGR
Etc: Ver no Google os resultados da pesquisa “pgr greve professores ilegal” com a data de hoje.
E porque é que é mentira? O Parecer Da PGR Não É O Que O ME Quer Fazer Parecer. É só ler (e saber ler).

Imagem: O meu quintal, de Paulo Guinote
Rua da Saudade – Retalhos – Luanda Cozetti
Luanda Cozetti cantando o tema de Carlos do Carmo da série da RTP “Retalhos da Vida de Um Médico“. “(..) um documento social da primeira metade do século XX, desenvolvendo-se em volta da vida de um médico de aldeia, por pequenas terras provincianas do Sul de Portugal.” Cem anos passados, estamos onde?
Dois meses de greves dos professores

O que ministério também não diz é quantos alunos estão sem aulas por falta de professores.
Mas houve quem fizesse esse trabalho, o qual foi apresentado no programa da RTP chamado “É ou não é? – O grande debate“.

Carvalho da Silva em entrevista à TSF e JN: um exercício de clarividência

Perto do fim de uma entrevista conduzida por Domingos de Andrade (TSF) e Rafael Barbosa (JN), Carvalho da Silva elenca os problemas que deveriam ser as prioridades de qualquer governo.
“A preocupação primeira do Governo, do presidente da República e de quem quiser intervir na política deve ser a de olhar para os bloqueios com que o país se debate. Há quatro ou cinco grandes questões que têm que passar para o centro da observação de forma clara, ou vamos andar na reprodução contínua de casos e casinhos, ou de intervenções do presidente, umas vezes a meter a mão por baixo do Governo, outras vezes a dar-lhe uma martelada. Isto não tem interesse nenhum. A questão em que nos devemos centrar quando discutimos hipóteses de futuro, é, em primeiro lugar, como se resolve o baixo perfil da economia e do tipo de emprego. E aí há três coisas a considerar. A desvalorização salarial e das profissões como estratégia da economia não pode continuar. Não é possível termos um futuro melhor se as empresas portuguesas não se posicionarem melhor nas cadeias de valor. Não é possível persistir-se nesta ideia de que o modelo de turismo que temos é a grande salvação e secundarizar-se a industrialização. O segundo grande problema é o demográfico. Não podemos estar a exportar jovens que formámos, quando necessitamos deles, e, por outro lado, não podemos utilizar a imigração como fator de manutenção de baixos salários e de exploração. São os défices na habitação, na mobilidade e na coesão territorial. É o problema da pobreza estrutural, tema a que nem o Presidente da República, nem outras instituições dão grande atenção. É chocante a condescendência com a pobreza que temos.”
Uma entrevista muito interessante, da qual deixo mais algumas partes.
[Read more…]Balada de Despedida do 5º Ano Jurídico 88/89 – Toada Coimbrã
Ah!, saudade. Até uma ou outra nota semitonada tem outro encanto.
Canção do Outono Japonês
Orquestra Portuguesa de Guitarras e Bandolins | Yasuo Kuwahara (1946-2003)








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