Variantes Covid e a histeria ómicron

Cópia da Wikipedia em 28/11/2021 (clique na imagem para aumentar)

Um novo surto ameaça voltar a limitar as nossas vidas. Refiro-me à histeria à volta da nova variante ómicron, numa altura em que a euforia de Setembro foi substituída por um estado de calamidade.

Do dia da libertação ao dia do confinamento em cerca de três meses. Houve algo novo que justifique a inversão de marcha?

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O turbilhão educativo

No país onde os governantes adoram justificarem-se com o que se faz lá fora, seria óptimo se olhassem para este exemplo da California.

Every eight years, a group of educators comes together to update the state’s math curriculum framework. (…)
Its designers are revising it now [uma alteração curricular] and will subject it to 60 more days of public review. [Slash[dot]

Repare-se no detalhe da revisão apenas a cada oito anos e com consulta pública, comparando-se com o hábito nacional das alterações educativas anuais (curriculares e outras), feitas em cima do joelho e em modo prepotente.

Negacionismo

da Grande Mentira. Basta seguir a argumentação de geometria variável.

Concorda?

Alguém perguntou alguma coisa ao cavalheiro que falou em nome da dita associação? Será que os “diretores” se reuniram em plenário para decidir sobre o tema? E terão feito um curso intensivo de virologia para emitir opinião? Talvez o tenham feito ao mesmo tempo que Marcelo, nesse lugar onde a grande maioria dos portugueses também o fez.

A lógica da batata austríaca

A Áustria iniciou esta terça-feira o segundo dia de um confinamento que durará duas semanas e que tem como objectivo conter o aumento de casos de covid-19. O país tinha decretado um confinamento para quem não estava vacinado, o que tinha já levado a um aumento maciço de pessoas nos centros de vacinação. Mas o chanceler, Alexander Schallenberg, disse que não chegou. “As medidas mais recentes aumentaram a vacinação diária, mas não o suficiente.” [PÚBLICO]

Portanto, não vacinados não podiam circular para não infectar. Sobraram os vacinados à solta mas o contágio não parou. Conclui-se uma de duas coisas. Ou a polícia austríaca é ineficaz a controlar os não vacinados e estes continuaram a sair de casa ou os vacinados transmitem a doença e a perseguição aos não vacinados é parva.

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A imunidade do milhão de portugueses recuperados da covid

Fonte: The Lancet

A parte sublinhada diz uma coisa muito simples: “vários estudos epidemiológicos e clínicos, incluindo estudos durante o período recente de transmissão de variante predominantemente delta (B.1.617.2), descobriram que o risco de repetição da infecção por SARS-CoV-2 diminuiu em 80,5-100% entre aqueles que tiveram COVID-19 anteriormente”.

Dito de outra forma, recuperar da infecção é mais eficaz do que ser vacinado. Segundo o PÚBLICO, há cerca de 1 milhão de recuperados da Covid-19. 10% da população.  Dado que esta perspectiva não é notícia habitual (aliás, é notícia?) e nem parece ser considerada nos planos da DGS (recuperados só têm direito a certificado até 180 dias depois da infecção), a questão óbvia é até quando a DGS vai manter a cabeça de avestruz enterrada na areia.

Talvez se possa pedir a opinião do consultor da Direcção-Geral da Saúde, coordenador do gabinete de crise da Ordem dos Médicos, membro do Conselho Nacional de Saúde Pública e conferencista financiado pela Pfizer.

 

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Marcelo a fazer o jogo do PS

A máquina socialista montou o spin, a comunicação social amplificou e o Presidente da República oficializou: não houve orçamento por causa do PCP e do Bloco.

Porém, não houve orçamento porque António Costa colocou à frente o seu interesse pessoal, e por ventura do PS, em vez do interesse do País.

Em orçamentos anteriores, a negociação nunca foi um problema. Até porque muitas medidas foram orçamentadas e depois congeladas devido às cativações.

Porque é que Costa não fez agora o mesmo? O que é que mudou? PSD e CDS em cacos, Chega a crescer e PCP e Bloco em queda.

O que mudou foi a leitura calculista de Costa. Que Marcelo acabou de subscrever. Miséria política!

Seis meses sem democracia para pôr tudo na ordem, em versão fast forward

 

Imagem: DN

Leio estupefacto que, durante não se sabe quanto tempo, Marcelo-Rei-Sol será o único a fiscalizar a acção governativa do governo desautorizado.

Com a anunciada dissolução do Parlamento, todos os caminhos políticos dos próximos meses passam por Belém. Marcelo fica sozinho na vigilância do sistema político: o Presidente passa a ser a única instância de controlo do poder legislativo e político do Governo, passa a ter a última palavra nos diplomas que ainda possam sair da Assembleia da República e até pode condicionar os calendários políticos, em particular dos partidos da direita em fase de eleições internas. Durante cerca de três meses ou um pouco mais, o comando é seu. [Público]

Em 2008, Manuel Ferreira Leite aventou se “não seria bom haver seis meses sem democracia” para pôr “tudo na ordem”. Elucidaram os tradutores das intenções que a então líder do PSD estava a ser irónica. Terá Marcelo-Rei-Sol levado a ideia a sério e, no seu estilo frenético, resolver pô-la em prática, não em seis, mas em “três meses ou um pouco mais”? Na altura, o PS não gostou da possibilidade. Gostará agora?

Já houve coisas a começarem assim. Prefiro não acreditar que acabemos num 24 de Abril. Porém, os indícios são preocupantes. E representam um péssimo sinal para a democracia, esteja esta opção prevista ou não na Constituição que Marcelo-Rei-Sol jurou defender.

Nota: António Costa jogou o seu trunfo da crise política quando a direita está desorganizada, numa possível jogada de ganho político.  Marcelo trocou-lhe as voltas, criando espaço para a direita para se organizar. Uma vez mais, o interesse partidário acima do interesse do país.

IRS e bazuca – preparação das legislativas de 2023

As alterações dos escalões de IRS a serem propostas para o OE 2022 incidirão, obviamente, sobre os rendimentos de 2022. Significa que a diminuição de impostos que venha a existir, seja em maior ou menor escala, será visível em 2023, algures entre Abril e Junho, na altura do reembolso.

Este anúncio terá impacto real nas vésperas das legislativas de 2023.

Quanto ao ouro do Brasil, perdão da bazuca, quero dizer, a oportunidade irrepetível (depois do dinheiro da CEE, fundos estruturais, etc.), digo, do PRR, neste ano já nada acontecerá. Para o ano será a apresentação e aprovação de projectos. Os quais se concretizarão em 2023. Ano de legislativas.

Ao se manifestarem contra o OE, PCP e BE já terão feito as contas eleitorais. O PS também.

Simulador de IRS 2022 – o novo OE vai mudar alguma coisa?

Pode fazer as contas por si mesmo.

A PwC disponibiliza um simulador de IRS 2022 que contempla as alterações previstas na Proposta de Lei do OE2022. Ou seja, poderá ver as fantásticas dezenas de euros de diferença entre o que pagará ou receberá em 2023 vs. 2022.

Ou então passe pelo Observador e veja qual o enquadramento mais próximo da sua situação.

Spoiler alert: pensava mesmo que o folclore noticioso à volta do IRS se traduziria de facto em algo palpável?

Delito de opinião

Foram os procedimentos ou o que disse Rui Fonseca e Castro que o conduziu à sua expulsão? A capacidade do CSM para avaliar os seus pares é selectiva.

Como resolver os problemas do país em três tempos

As notícias têm sido recorrentes. Vários sectores profissionais têm piorado de ano para ano. Porém, a solução é extremamente simples, como veremos.

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Vedro con mio diletto

O contra-tenor Jakub Józef Orliński canta “Verei com a minha amada”, ária da ópera “Il Giustino”, de Vivalvi.

Mercúrio

Primeiras imagens do planeta Mercúrio capturadas pela sonda BepiColombo durante o sobrevôo de ontem.

A região mostrada faz parte do hemisfério norte de Mercúrio, incluindo Sihtu Planitia que foi inundada por lavas.

Imagem: ESA, via Tien Nguyen

Autárquicas 2021: resultados

Pode acompanhar os resultados aqui:

https://www.autarquicas2021.mai.gov.pt/resultados

Truques eleitorais

O calendário do Concurso Nacional de Acesso e Ingresso no Ensino Superior Público foi definido em Diário da República.

A divulgação dos resultados da 1.ª fase do concurso nacional foi definida para amanhã, segunda-feira. Porém, ontem, a um sábado, começaram a ser enviados emails aos candidatos com os resultados das suas colocações. Tive a oportunidade de ver alguns a meio da tarde de ontem. Depois, às 00:01 de hoje, os resultados foram publicados no respectivo portal. Hoje de manhã já havia estatísticas sobre as colocações.

Porquê a antecipação de 2 dias, fazendo os resultados aparecerem no dia anterior às eleições? Só pode ser coincidência. A mesma que levou António Costa a falar da basuca em todas as terrinhas onde foi fazer campanha, com os candidatos socialistas logo a declararem, por outras palavras, que estão melhor colocados para acederem à basuca graças ao cartão do partido.

Campanha eleitoral no sábado, não, que os pobres eleitores são influenciáveis. Eventos culturais e desportivos no dia da eleição também não, para evitar que o dever cívico seja beliscado por distracções. Já quanto a truques destes, tudo bem.

Parlamento não vota redução do custo fiscal dos combustíveis (*)

Em Fevereiro de 2016, numa altura em que o crude estava particularmente em baixa, o governo de António Costa fez um enorme aumento do ISP para compensar a perda de IVA (6 cêntimos por litro).

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Para memória futura: O estado da luta contra a covid segundo as fontes oficiais

O discurso de hoje, nos meios oficiais, onde se inclui o relatado no artigo anterior, é este:

  • Vitória sobre o vírus;
  • Atingido nível de vacinação que confere protecção colectiva;
  • Redução de casos graves internamentos;
  • Índice de transmissão do vírus em queda;
  • Perspectiva de eliminação das medidas de contenção do vírus;
  • Portugal como tendo hoje a maior taxa de vacinação a nível mundial.

Registe-se:

  • O tom geral do sucesso da campanha de vacinação e do respectivo impacto na redução de mortes e casos graves;
  • A ausência de notícias (*) sobre a eficácia da vacina e sobre o nível de protecção conferido pela infecção natural;
  • A mensagem repetida ad nauseam de a vacina ser o mecanismo para protecção individual e de impedir a propagação da doença;
  • Ausência de notícias (*) sobre o que passa em Israel, onde se fala em quarta dose, apesar da elevada taxa de vacinação;
  • O tom geral de adjectivar de negacionista quem ouse questionar a estratégia das autoridades
  • O nível geral de controlo do espaço comunicacional, de que o caso de censura no caso Público/Pedro Girão é exemplar (**).

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A realidade construída

 

Imagem: Euronews

Num artigo da revista Sábado, Gouveia e Melo recorre a um comprovado mito para dissertar sobre a estratégia que o próprio ajudou a concretizar.

O vice-almirante Gouveia e Melo desvalorizou ainda o facto de Portugal ser o primeiro país do mundo em termos de taxa de cobertura de vacinação, dizendo que isso não o preocupa, sendo que a sua preocupação “é se essa taxa é suficiente para haver proteção de grupo e eventualmente a imunidade de grupo“.

É motivo de preocupação quando a falsidade é usada como verdade. E conduz a um exercício de se questionar outras verdades como tal apresentadas. É uma das consequências da demagogia. O que é realidade e o que é realidade construída?

Neste ponto, será melhor recordar as afirmações taxativas de Andrew Pollard sobre a impossibilidade de existir imunidade de grupo no caso da Covid 19.

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Ajuste directo de 11 milhões de euros

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Entretanto, em Marte…

Obtenção da primeira e segunda amostras de rocha marciana (primeira e segunda imagem, respectivamente), guardadas em contentores para a eventualidade de serem recolhidas numa missão futura.

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Falta de noção

“A minha análise é que ele [António Costa] não se recandidata [em 2023]”. Foi com estas palavras que Marcelo demonstrou novamente que o papel de rei sol lhe subiu à cabeça.

 

À minha maneira

Imunidade de grupo

No site do Hospital da Luz, num artigo da médica Betânia Ferreira:

Imunidade de grupo é um estado de proteção de uma população contra uma doença infeto-contagiosa, que limita a sua disseminação.

A imunidade de grupo para uma doença infeto-contagiosa numa determinada população (humana ou animal) acontece quando uma parte suficientemente grande dessa população está imune (protegida) contra essa doença e contribui para que esta não se dissemine.

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A Terra fotografada pela nave espacial Cassini a partir de Saturno

Ali, naquele milésimo de pixel ao centro, fica o Afeganistão. Uns microns ao lado, decorre o conflito israelo-árabe. Por ali, mais pixel, menos pixel, fica o petróleo, o ópio, os metais preciosos e demais riquezas, a par com os países ricos, pobres aspirantes a ricos, pobres com recursos imensos e simplesmente pobres. Visto à distância de Saturno, todo este fervilhar de tensões, à escala humana, tem relevância nula. Ainda menor é a significância de cada acção individual.

A partir do Céu, que afinal não fica por cima das nuvens mas deve ficar mais longe do que Saturno e além, ou já o teríamos encontrado, tudo será ainda mais pequeno. Porém, Alguém olha individualmente para o que cada um faz aos domingos às 11 horas ou aos almoços durante o mês que começa no final do Shaban. O que justificou e continua a justificar a existência de muitas guerras, nas quais o petróleo, o ópio, os metais preciosos e demais riquezas não são um mero apontamento.

Já agora, a Lua também está na fotografia. É a protuberância no lado direito da Terra.

Ouviu-o na TV?

Filipe Froes recebeu €385 mil das farmacêuticas desde 2013

(…) Filipe Froes — consultor da Direcção-Geral da Saúde (DGS), coordenador do gabinete de crise da Ordem dos Médicos (OM) e membro do Conselho Nacional de Saúde Pública (…)

Quem o critica aponta o facto de o médico, investigador e coordenador da Unidade de Cuidados Intensivos do Hospital Pulido Valente receber quantias avultadas de empresas como a Pfizer, sendo também remunerado pela AstraZeneca (duas das fabricantes de vacinas para a covid-19), além de outras duas dezenas de farmacêuticas, desde 2013. Isto apesar de ser chamado para comentar nas televisões e nos jornais temas ou produtos desenvolvidos por essas mesmas empresas. Nos media, tem defendido as vacinas contra a covid-19, a vacinação de adolescentes, uma eventual terceira dose e também a intensificação da vacina para a gripe, sem revelar antes de cada intervenção as suas relações com a indústria. Nos últimos oito anos, Filipe Froes recebeu, segundo o que é público no site do Infarmed, €385.793, destacando-se as remunerações da Pfizer, no montante de €146.748. Só em 2020 e 2021, por exemplo, Froes recebeu da Pfizer €26.407 pela participação em reuniões médicas, palestras e congressos. [Expresso, 2021/08/27]

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Isto leva a questões incómodas

Fonte:  John Burn-Murdoch no Twitter (@jburnmurdoch)
Sobre o autor: “Histórias, estatísticas e gráficos de dispersão para @FinancialTimes | Atualizações diárias do rastreador de trajetória do coronavírus | john.burn-murdoch@ft.com |#dataviz”

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Bebesses menos, hóme

«O que explica a adesão dos portugueses às vacinas? A memória colectiva do tempo em que o sarampo e a poliomielite matavam»

O que eu consigo perceber até agora sobre a Covid-19

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Boatos à la Observador

O rigor. O fact check. A pergunta onde cai o ponto de interrogação.