A ministra que saiu depois das primeiras chuvas

Foram precisos mais de 100 mortos para que se reconhecesse que o Estado está em cacos. Todos os que ao longo dos anos foram cortando nas bases do Estado e que foram metendo boys de confiança política nos cargos, em vez de gente escolhida pela competência técnica, mostram-se agora escandalizados pela situação que criaram. Todos os que puderam fazer e não fizeram, desde a oposição até ao governo, tiveram o poder para mudar, mas procrastinaram. E, alguns, como Assunção Cristas, que se faz de esquecida, até pioraram o que existia. Nem rezar para que chova, tal como disse uma vez Cristas perante os incêndios no seu mandato, chega, nem manobrar politicamente sem agir, como fez Costa, nada resolver e, pior, deixa espaço aberto para a desgraça.

O governo de Costa teve sorte com o crescimento do turismo, que lhe permitiu expulsar os demónios económicos, e teve azar com o clima, que catalisou os incêndios. Se fosse outro governo que estivesse no seu lugar, nomeadamente o anterior, teria tido a mesma sorte e o mesmo azar. Teria tido o banho de crescimento económico, permitindo-lhe vangloriar-se do sucesso das suas políticas, quando em causa está a conjuntura internacional, e estaria agora em cheque devido aos incêndios, com a oposição a reclamar razão face ao efeito dos cortes. Mas a situação é outra e é este governo que está a responder.

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A antiga casa do guarda florestal ainda não ardeu este ano

Há muitos anos, ainda Vila Real de Santo António tinha um parque de campismo onde era possível passar uma semana agradável no Verão, ardia outro parque de campismo no Algarve, que isto de incêndios não é de agora, apesar de ter piorado. Um cavalheiro com idade para ter netos tinha deitado à minha frente uma beata de cigarro para o chão, ainda acesa, ali mesmo no meio do parque, abundante de caruma e pronto para um belo incêndio. Chamei-o à atenção, até porque se aquilo ardesse seria a minha preciosa tenda canadiana que se perderia. O que eu fui fazer. Só não houve porrada porque o cavalheiro, ao contrário de mim, era pessoa educada. 
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“Não podemos ficar à espera dos bombeiros para nos resolverem os problemas”

E não podemos ficar à espera do Secretário de Estado da Administração Interna para ajudar a prevenir os incêndios, nem para os apagar. Por isso, mais vale libertá-lo das suas obrigações e usar o dinheiro que se poupa no seu salário para arranjar mais guardas florestais e mais bombeiros. Estes sim, ajudam perante o problema dos incêndios.

Num dia de pandemónio e de incapacidade de resposta é preciso ter lata para sacudir a água do capote desta forma. Encontre a porta de saída, sr. Jorge Gomes, e se tiver dificuldade​em a achar, que lhe seja indicado onde é que ela fica.

[Recorte]

E a Espanha ali ao lado


E entanto, Espanha, mais quente do Portugal, arde menos.
Adenda: parece que a informação divulgada pelo jornal i, aqui citado, não está correcta.

Bruxelas quer

Ah! As costas largas de Bruxelas. Ocorre-me claramente o que eu quero para “Bruxelas”, mas vou passar à frente.

O meu problema com este tipo de pressões reside em dois aspectos. Em primeiro lugar, o que é que acontece se os alunos, pura e simplesmente, optarem por não estudar? Isso deve ser imputado aos professores? Ao que sei, hoje em dia é corrente os alunos chegarem à sala de aula e mostrarem-se espantados por irem ter teste, tal é a atenção que dão ao seu êxito.

A educação começa em casa, coisa que os ideólogos do Excel preferem ignorar a cada vez que apenas olham para os números. E começar a educação em casa implica dar tempo aos pais para poderem acompanhar os filhos, o que entra em conflito com as correntes de flexibilização do trabalho – em particular, no que respeita vínculos precários e mais horas de trabalho por semana (chamam-lhe produtividade).
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Olha, uma rã com barbas

Andam todos inchados. Apesar de terem tido um resultou pior do que há quatro anos.

As “meninas”. Certo…

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