A propósito dos dias de hoje 

E do dia de hoje, em particular, uma história com alto patrocínio no domínio das recomendações.

Menos carruagens nos comboios da linha de Sintra

O número de comboios mantém-se, já que os horários não foram alterados. Mas os comboios parecem “mais curtos”, o que deverá estar relacionando com o encostar de carruagens que deviam ter feito a revisão de meia vida e não a fizeram. É um problema que este governo tem que resolver, nomeadamente pela reversão dos cortes introduzidos por Sérgio Monteiro, secretário de Estado da tutela no anterior governo.

A CP, actualmente liderada por Manuel Queiró, porém, decidiu “encostá-las” (expressão usada na gira ferroviária) porque tal implicaria um investimento de um milhão de euros para cada uma. Dois anos antes, o PET (Plano Estratégico dos Transportes) apresentado pelo então secretário de Estado da tutela, Sérgio Monteiro, reduzira a oferta de transportes públicos no âmbito do processo de ajustamento da troika, pelo que parte do material circulante deixou de ser necessário. [Público]

Fica a nota para os saudosos do anterior governo e para os entusiastas do presente executivo.

Quanto aos comboios compostos por carruagens de dois pisos, que também fazem serviço suburbano na linha de Sintra, estão sempre mais lotados do que os correspondentes compostos por carruagens de um piso. Possivelmente, terão menos capacidade. Mas, mesmo que não seja o caso, há uma enorme diferença entre os dois tipos de carruagens. Nas de dois pisos, os passageiros viajam em pé nas escadas, onde não existem suportes para se segurarem. É uma questão de tempo até alguém cair devido a uma redução de velocidade.

Hoje é lida a sentença do julgamento BPN

O caso BPN surge no âmbito da Operação Furacão.

A Operação Furacão investigou instituições financeiras e empresas de vários sectores da actividade económica por práticas de evasão fiscal entre 2003 e 2005, práticas essas que terão lesado o Estado em mais de 200 milhões de euros. Esta investigação terá tido início em Março de 2004, incidindo especialmente na banca, na construção civil e nos casinos, tendo mais tarde sido alargada a outros sectores.

As primeiras buscas no âmbito da operação foram realizadas a bancos e escritórios de advogados a 17 Outubro de 2005.

Em finais de 2006 surgem rumores que os bancos BES, BCP, Finibanco e BPN foram alvo da investigação.

Em 2008, após a renúncia do presidente do BPN José Oliveira e Costa, começaram a surgiu acusações de gestão danosa e fraude fiscal.

Tendo o Banco de Portugal aconselhado a nacionalização do BPN sem uma estimativa apurada dos custos, no final de 2008 obanco é nacionalizado, cabendo à Caixa Geral de Depósitos a gestão do mesmo até à sua reprivatização. Foi posteriormente constituída uma comissão de inquérito parlamentar à nacionalização.

Com um custo previsto inicial a rondar os 700 milhões de euros, até à data os financiamentos de tesouraria já ultrapassaram os 4 mil milhões de euros tendo o Estado concedido garantia às emissões de papel comercial deste valor. [tretas.org /dossier BPN]

Ide ler a excelente cronologia mantida pelo Hélder no seu tretas.org para recordar uma coisa muito simples. 

Hoje, se não houver adiamento, será lida a sentença de um julgamento que durou 6 anos e que se refere a factos que começaram a ser investigados há cerca de 13 anos.

Eis o Estado de negação de Justiça onde vivemos. Esta sim, e não essa treta de viver acima das possibilidades, é a causa do estado de ruína do país.

Trump a tirar medidas

“Então é isto que os mexicanos vêem”, terá dito Trump enquanto puxava da fita-métrica. 

Sobre o comunicado da Administradora Não Executiva da Arrow Global

“A autossatisfação com alguns resultados alcançados, ignorando o que os permitiu e desprezando o que devia ser feito para os manter, é a receita infalível para voltarmos, mais dia menos dia, aos problemas do passado.” Maria Luís Albuquerque 

Em 2016 o crescimento era fraco porque a Geringonça só fazia reversões. Agora, o crescimento deve-se ao que veio de trás, apesar de ter sido revertido. A tese do PSD resume-se a isto.

Este crescimento deve-se à conjuntura externa e aconteceria independentemente do governo que estivesse em funções. Maria Luís Albuquerque é apenas mais uma demagoga que não preza a honestidade intelectual. 

Com uma pequena diferença. Estivessem o PSD e o CDS agora no governo e ninguém calaria as suas teses de que a austeridade estava a funcionar. Por isso é que Maria Luís tenta demonstrar, sem o conseguir, que a austeridade se manteve igual. 

E, no entanto, aí está o crescimento,  sem o constante matraquear miserabilista do viver acima das possibilidades para continuar a fazer a única coisa que PSD e CDS fizeram: baixar salários,  pensões e reformas.

É um crescimento efémero? Pois é. E o segredo está em aproveitar as oportunidades, em vez de insistir na auto-flagelação. 

Quando uma autarquia portuguesa intervencionou Abbey Road

A rotunda, o multi-usos, a estátua da rotunda, a passadeira com lomba e, última moda, o semáforo com temporizador. Anos de obra pela obra materializados em Abbey Road. Se não aconteceu, poderia ter acontecido.

O Brasil e a direita portuguesa

O óbvio passou a ter prova. Apanhado no esquema dos subornos, constata-se que o presidente Temer e respectivo séquito é, pelo menos, tão corrupto como o poder deposto pelo golpe do impeachment. Com a particularidade de Dilma, ao que se sabe neste momento, não estar a contas com a justiça.

Durante o período que culminou com a destituição de Dilma, a bloga nacional de direita vibrou com o clima brasileiro. Um chavão recorrente incidiu no suposto facciosismo da esquerda portuguesa, ligada afectivamente ao PT e, portanto, incapaz de autocrítica.

Foi, portanto, com particular satisfação que registei a forma implacável como esses bloggers se atiraram a Temer e restante turma. Reconheceram o traste que o homem é, um corrupto e oportunista que deu o golpe graças à Globo, que estava ao seu serviço. Grandeza também é isto, reconhecer o erro!

[Read more…]

Uma piada recauchutada

Sabem porque é que algumas pessoas estacionam mal? Porque sempre lhes disseram que 20cm é quanto se cresce numa noite.

É de chamar aqueles que venderam os anéis e os dedos

China recebe em dividendos um terço do que pagou pela EDP. Cedo descobriremos o preço de se ter vendido a REN e outras áreas de soberania.

Como ouvir YouTube no Android em segundo plano

Este post foge aos temas habituais do Aventar, excepto se considerarmos que políticas de utilização de software também são Política. O que até é o caso, como veremos.

O problema
Quem use a app do YouTube cedo descobrirá que o vídeo que esteja a tocar parará logo que esta deixa de estar em primeiro plano ou se se bloquear o ecrã. O mesmo ocorrerá com vídeos a serem reproduzidos no browser (na maioria destes, como veremos). Quem concebeu este comportamento talvez tenha querido proteger o utilizador de apps mal comportadas em termos de consumo de energia – daí as suspender ao deixarem de estar em primeiro plano.

Mas não é disso que se trata no caso do YouTube. Os termos de utilização deste serviço explicitam que o acesso aos seus vídeos, seja pela app oficial, seja por outros serviços, têm que parar a execução do vídeo sempre que a app deixa de estar em primeiro plano ou se o ecrã for desligado.

No entanto, quando os vídeos são tocados num computador, essa limitação já não é imposta, o que se perfila como sendo uma dualidade de critérios. [Read more…]

O copo meio cheio ou meio vazio

O PSD diz, agora, que o que se passa na economia se deve ao seu trabalho enquanto delegação da Troika. Não dizia o mesmo há um ano, quando a economia ainda estava em queda. Nessa altura, a culpa era da geringonça. 

O PS vangloria-se dos actuais resultados. Pelos vistos, no espaço de um ano, conseguiu convencer hordas de turistas a invadirem o nosso país. Não foi o clima de insegurança noutros destinos turísticos, aliado ao crescimento das low-cost por cá,  que está a operar este pequeno milagre. 

Para uns, o copo estará meio cheio e, para outros, estará meio vazio. Haverá, ainda, quem afirme que o copo não existe – foi para uma offshore. 

O ridículo não mata 

Não mata e Cristas é a prova viva disso. 

Parabéns, festivaleiros

Salvador Sobral e a mana ganharam. 

Muito bem! 

Olha o PSD preocupado com com a Constituição. Agora.

Só quando foi para tentar fazer passar orçamentos inconstitucionais é que a Constituição era um empecilho. Peça-se a opinião do sr. Aníbal.

São estes golpes de rins, este fazer de conta que a anterior governação não existiu, tal como já não tinha existido a campanha eleitoral que conduziu à governação que não existiu, que trazem à superfície o desejo do poder a qualquer custo. Só falta, novamente, a célebre tirada de Marco António Costa “ou há eleições no país ou há eleições no PSD“. 

Baptista-Bastos

1934-2017

Desnaturados

Em vez de salvarem bancos, os franceses andam a gastar o dinheiro em… em… baguettes et fourchettes. Desnaturados! 

Toda a gente sabe que os sindicatos provocaram a crise financeira 

Sindicatos são os principais culpados por haver tantos jovens desempregados”. Muito bem!

Degrau a degrau…

Um terço da população escolheu o mal. Já ouvi dizer que não se deve culpar o eleitorado; que as políticas até aqui seguidas é que estão a conduzir a este cenário. Em primeiro lugar, chegámos até aqui como resultado de políticas que foram votadas. E, em segundo lugar, o poder é do povo – por enquanto. Use-se.

Façam favor de avisar antes!

OK???

Ainda vai ser preciso salvar a França dos franceses

Novamente.

 

Lisboa 2.0

Funciona. Acabou de me dizer “(xx-xx-xx) Viatura não se encontra em nenhum parque. Dirija-se à esquadra da PSP mais próxima. ” 

Assim se agiliza  o reboque de veículos que não tenham pago o estacionamento. Porque, reflectindo sobre a prática efectiva, é desta penalização adicional que se trata e não de rebocar viaturas estacionadas irregularmente, como refere a imagem. Um incentivo para não esquecer a moedinha.

Olhá claustrofobia democrática fesquinha

António Valle, Assessor de Comunicação de Pedro Passos Coelho, denuncia uma situação muito grave quanto ao DN.

Em nome do DN, na sua prosa, o jornalista João Pedro Henriques ensaia a justificação para explicar porque o DN não publica a mensagem política do PSD. O jornalista assume que o jornal não reporta as posições do PSD (!) porque este se centra em “coisitas menores”, como a denúncia ao ataque que o atual Governo desencadeia a quem contraria a narrativa instalada…

Acontece que, pequeno detalhe, o que afirma Valle é falso.

Lendo o artigo de opinião em causa, João Pedro Henriques escreve na secção de opinião, onde, até, explicita o que pensa reforçando-o com um “pessoalmente“. Em lado algum o cronista fala em nome do jornal.

Mais, Valle retira a expressão, “coisitas menores” de contexto, usando-a em sentido completamente diferente do original. Escreve Henriques o seguinte: [Read more…]

Pagaram, não foi? 

Não vejo qual é o escândalo. A artista explica a obra (ups!, lá se vai a mística), encarregado-se da vertente plástica (em vez de esferovite).

“A minha obra é feita em plástico e não em esferovite como a outra.”

“Não é uma coisa pendurada entre duas palmeiras”

“A minha obra acende-se à noite e é fluorescente.”

É “em PVC com um sistema de iluminação de cor verde, para poder dar aquela ideia da fluorescência”.

[post actualizado]

Menos demagogia, sff.

Um artigo de Mariana Mortágua, que desmonta a propaganda barata de Passos Coelho.

Que se explique Passos Coelho*
Querem deitar a mão às reservas do Banco de Portugal para rapar o fundo ao tacho“. Foi assim que Passos Coelho se referiu à proposta do Grupo de Trabalho sobre a Dívida Pública para reduzir os futuros acréscimos de novas provisões do Banco de Portugal (BdP).

Pode ser que Passos não saiba do que está a falar, mas o mais provável é que esteja deliberadamente a recorrer a demagogia barata e desinformada para tirar ganhos políticos do medo que procura criar nas pessoas.

A matéria é complexa, mas vale a ipena ser explicada. [Read more…]

Quem não sabe o que dizer, abre a boca e apanha moscas.

Em vez de propostas e alternativas, a oposição procura criar uma cortina de fumo. Essencialmente, esta alterna entre duas formas: variantes da tese da  claustrofobia democrática e propostas de alteração ao sistema eleitoral. Desta vez, foi Nuno Magalhães a dar o seu ar de graça, o qual optou pela primeira abordagem. Entrou mosca. 

Jotas

PÚBLICO, 30/04/2017

O P2 dedicou um artigo às jotas. Lemos sobre o amor à política por parte dos protagonistas e da sua luta contra a má imagem das juventudes partidárias.

Que bonito.

Até que o choque com a realidade mostra como alguns actos falam mais alto do que as palavras. [Read more…]

Plasticberg

Há muito para além do que se vê. Imagem: Jorge Gamboa. 

Planando sobre Marte

Jan Fröjdman compilou em vídeo, ao longo de três meses, um conjunto de imagens da sonda HiRISE, em órbita de Marte. Um trabalho notável.

E agora, em que ponto ficam os inúmeros juízos de valor que foram tecidos?

“Eu não partilhei SMS com ninguém, quem conhece os meus SMS são os meus interlocutores e eu”, assegurou, dizendo que afirmações que surgiram na praça pública sobre o conteúdo destas mensagens “não é verdade”. António Domingues, ex-presidente da Caixa Geral de Depósitos

Há duas hipóteses:

  1. Ou o ministro resolveu prejudicar-se a si mesmo.
  2. Ou Lobo Xavier mentiu.
  3. Ou então, já que não há duas sem três, António Domingues está a mentir.

Aguardam-se novos episódios na novela. Especialmente, quanto à segunda comissão de inquérito sobre o caso SMS, o SMSGate

Leram o post do CAA

PSD quer explicações sobre refugiados que abandonam Portugal“. E não percebam que era sobre 2012.