
Visita de Angela Merkel a Jerusalém. Foto: Marc Israel Sellem.
Expor ao vento. Arejar. Segurar pelas ventas. Farejar, pressentir, suspeitar. Chegar.

Visita de Angela Merkel a Jerusalém. Foto: Marc Israel Sellem.
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O Netanyahu devia era ter espelhos em casa.
Suspeito que a seguir trocaram. “Agora aponta tu, Angela”.
Não faz muito sentido, pois a versão light do anti-semitismo nazi encontra-se hoje no estado de Israel. Ainda mais absurdo, no sentido em que agora são semitas (judeus) que oprimem outros semitas (árabes palestinianos). Com campos de refugiados em vez de campos de concentração, restrições à circulação de pessoas e bens, detenções arbitrárias, humilhações quotidianas, tal como se fazia na Alemanha nazi, ainda que de forma mais discreta mas não menos eficaz em relação ao fim pretendido, que é criar um povo palestiniano pária dentro da sua própria pátria.
Fazer sentir aos palestinianos que estão a mais na “Terra Prometida”, doce nome para um estado racista, tal como os judeus não cabiam na grandeza de um III Reich…