É público que, durante algum tempo, o presidente da Câmara Pedro Duarte teve como peça de vestuário preferida o avental.
Nessas coisas dos aventais, que todos sabemos para que servem, “prega-se” a paz, a fraternidade, a tolerância e a resolução pacífica dos conflitos. O que torna mais estranho que, de repente, ele tenha decidido transformar-se numa espécie de Netanyahu, mas para pior: massacra o próprio povo e só não o genocida porque não pode.
E podia ter feito as coisas de forma tão diferente!
Era ver a Polícia ontem, mansinha, a pedir aos manifestantes para arrumarem as tendas (à excepção dos cobardolas que, no WC do parque de estacionamento da praça, sem televisões a filmar, espancaram os pobres coitados que tiveram o azar de ir mijar àquela hora).
Afinal, não tinha sido necessário o massacre do 14 de Outubro. Infelizmente, avental não rima com Grândola.
O Netanyahu de Santo Ildefonso
Leão XIV e a Al-Qaeda sionista

No final do Angelus de 16 de Agosto, o Papa Leão XIV dirigiu-se aos peregrinos presentes na Praça de São Pedro para apelar ao fim da violência israelita contra os habitantes da Cisjordânia. E instou a comunidade internacional a concretizar a solução de dois estados.
Segundo a rede de propaganda da Al-Qaeda sionista, que por cá recruta idiotas úteis em partidos, redes sociais e outros bordéis, Leão XIV é um antissemita.
Não porque verdadeiramente o seja, só um mentecapto pensaria tal coisa, mas porque a máquina de propaganda sionista é tão poderosa que consegue convencer imensas pessoas de que qualquer critica à política externa totalitária e genocida do governo de Israel equivale a odiar judeus. Uma conclusão, lá está, só acessível ao mais mentecapto dos mentecaptos.
Estranhamente, pelo menos por cá, existe um conjunto de pessoas, sobretudo de alegados conservadores e defensores dos valores cristãos, que discorda do Santo Padre. Que entende que os terroristas israelitas podem continuar a ocupar a Cisjordânia, a exercer violência sobre os seus habitantes, a roubar as suas casas, a destruir a sua propriedade e a arrancar as suas oliveiras. Que entende que massacrar inocentes civis, incluindo milhares de crianças, é compatível com os ensinamentos de Jesus.
Não é.
Jesus oferecia a outra face.
Netanyahu usa a fome como arma a mata crianças com bombas. O que o aproxima mais de Estaline e Hitler do que de Jesus.
Percebes a diferença?
Claro que percebes. Não és mentecapto.
Leão XIV é anti-semita?

No final do Angelus de 16 de Agosto, o Papa Leão XIV dirigiu-se aos peregrinos presentes na Praça de São Pedro para apelar ao fim da violência israelita contra os habitantes da Cisjordânia. E instou a comunidade internacional a concretizar a solução de dois estados.
Segundo a rede de propaganda da Al-Qaeda sionista, que por cá recruta idiotas úteis em partidos, redes sociais e outros bordéis, Leão XIV é um anti-semita.
Não porque verdadeiramente o seja, só um mentecapto pensaria tal coisa, mas porque a máquina de propaganda sionista é tão poderosa que consegue convencer imensas pessoas de que qualquer critica à política externa totalitária e genocida do governo de Israel equivale a odiar judeus. Uma conclusão, lá está, só acessível ao mais mentecapto dos mentecaptos.
Giorgia Meloni, esquerdalha antisemita

Quando Pedro Sanchéz constatou o óbvio e recusou envolver Espanha na guerra ilegal que Israel decidiu lançar contra o Irão, coadjuvado pelo cão laranja de Netanyahu, os marretas do costume vieram para a praça rasgar as vestes e acusar toda a esquerda de ser anti-semita/iPhone/vuvuzela, de gelado devidamente espetado na testa.
Agora, que a sua heroína Meloni constata o mesmo, e recusa envolver Itália numa guerra que tem vários objectivos, nenhum do quais libertar o povo iraniano, dos marretas nem um pio.
Nada que surpreenda. De idiotas úteis não se pode esperar pensamento crítico. É aí que reside a sua utilidade.
Notas sobre o incidente israelo-iraniano
Três pontos prévios, sobre o incidente israelo-iraniano deste fim-de-semana:
- Israel está a levar a cabo um massacre na Faixa de Gaza. O nível de brutalidade da sua ação supera largamente o de Putin na Ucrânia. Não há justificação possível para a desproporção da resposta ao ataque terrorista de 7 de Outubro.
- O ataque de Israel ao consulado iraniano na Síria viola o direito internacional e a Convenção de Viena. E acontece não porque Israel se sentiu ameaçado pelo Irão, mas porque se julga acima da lei.
- Ao nível interno, Israel ainda é uma democracia. No plano externo é um regime desestabilizador, dos mais violentos e dos que mais desrespeita o direito internacional e as suas instituições.
Jabalia: mais um crime de guerra de Israel

O bombardeamento do campo de refugiados de Jabalia é mais um a juntar ao vasto rol de crimes de guerra perpetrados diariamente por Israel.
Alegar que tinha como alvo 1 alto oficial do Hamas não chega para legitimar um ataque desproporcionado que matou dezenas de civis inocentes e feriu centenas, deixando a frágil infraestrutura de Jabalia em ruínas. [Read more…]
Apontar nem sempre é feio

Visita de Angela Merkel a Jerusalém. Foto: Marc Israel Sellem.
Netanyahu, o (in)justiceiro sem vergonha
Uma família de colonos israelitas (um casal e três filhos) foi assassinada no dia 11 de Março em Itamar, na Cisjordânia, alegadamente por um indivíduo palestiniano.
Um país normal trataria este assunto como um caso de justiça. Um país expansionista poderá tender a tratá-lo como um assunto de guerra. Um país ocupante sem vergonha poderia, até, afirmar tratar-se (ironia das ironias) de um caso de terrorismo.
Mas no país de Benjamin Netanyahu, ainda sem conhecer a identidade ou localização do homicida, a primeira preocupação é a retaliação, já anunciada pelo primeiro-ministro: como punição vão construir 500 novas casas no colonato.
Três dias depois o mesmo Netanyahu declarou que Israel vai construir um muro na fronteira com a Jordânia para impedir a imigração ilegal através do país vizinho. “Temos de travar as infiltrações para proteger o nosso futuro”, disse ele.
Se alguém lhe perguntar para que caixote do lixo atirou a vergonha, a coerência, a justiça e a decência, não se lembra, livrou-se delas há muito tempo, se é que alguma vez soube o que isso significa.








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