Hijab, Niqab e Burqa

O uso da Burqa e do Niqab é um tema que ultimamente está na ordem do dia, com alguns países europeus a legislar sobre a sua proibição.

Apesar de o debate ser desejável, a forma como o problema é apresentado revela uma total ignorância, para não dizer racismo e xenofobia, já que pretende conotar o uso do véu integral com propaganda político-religiosa e não como um problema social que afecta sobretudo as mulheres muçulmanas.

Apesar de não aceite no ocidente, o uso da Burqa e do Niqab desperta naqueles que estão “por fora”, principalmente nos homens, uma certa curiosidade e fascínio pelo fruto proibido, apresenta uma imagem de uma mulher submissa e recatada, provoca até uma exacerbação da sensualidade feminina, patente nos gestos da mulher velada, no seu olhar e voz.

Para as mulheres que usam a Burqa e o Niqab, invariavelmente por imposição da sociedade e dos maridos, o facto constitui uma humilhação, um desconforto e um atentado ao seu direito à identidade pessoal.

Mas mesmo sob a Burqa, que pretende tornar a mulher num ser desprovido de sensualidade, a mulher sente-se feminina e é feminina.

As recentes posições tomadas por diversas democracias europeias como a França, a Suíça e a Bélgica sobre limitações a impor à liberdade religiosa e à identidade dos muçulmanos vem mostrar sobretudo o medo que o Islão provoca, enquanto religião que cada dia ganha novos adeptos, incluindo muitos ocidentais, enquanto a sua religião oficial, o catolicismo, se afunda cada vez mais no seu autismo, intolerância, incapacidade de entender o mundo e de se abrir à sociedade.

Segundo dados de 2003 existem só em França entre 30.000 a 70.000 franceses convertidos ao Islão, número que aumenta em cerca de 3.600 indivíduos todos os anos.

Na Alemanha cerca de 18.000 alemães converteram-se ao Islão, aumentando em 4.000 indivíduos por ano.

Nos Estados Unidos da América o número de latino-americanos convertidos é de cerca de 200.000 e aumenta 30% anualmente.

Em todos os casos, 60% dos convertidos são mulheres.

Esta vaga de conversões é acompanhada pela altíssima taxa de natalidade dos imigrantes muçulmanos, enquanto a população de origem europeia tende a diminuir.

O medo leva-os a proibir a construção de minaretes nas mesquitas e a proibir o véu integral, não como forma de libertar as mulheres do jugo machista, mas dando-lhe uma conotação política, inclusivamente identificando-o com o terrorismo, como se pelo facto de as mulheres muçulmanas usarem o véu a identidade da Europa fosse posta em causa.

E como se o terrorismo fosse um exclusivo de grupos auto-proclamados de islâmicos, mas não de outros nascidos no seio das sociedades ocidentais, como a ETA ou o IRA, ou resultado de acções de estados belicistas como o de Israel, Reino Unido ou Estados Unidos da America.

O uso do véu pelas mulheres corresponde à interpretação do versículo 59º da 33ª Surat do Alcorão que diz: ”Ó profeta, dizei a tuas esposas, tuas filhas e às mulheres dos crentes que quando saírem que se cubram com as suas mantas; isso é mais conveniente, para que se distinguam das demais e não sejam molestadas; sabei que Deus é Indulgente, misericordiosíssimo.”

O Alcorão, tal como outros livros sagrados, deve ser interpretado e é precisamente a forma como se interpreta que determina a sua adequação a uma sociedade livre e democrática.

Nessa perspectiva muitas das “sunna” ou recomendações incluídas na doutrina Islâmica não fazem sentido ser aplicadas no contexto de uma sociedade moderna, devendo compreender-se que foram escritas num determinado período da história e como resposta a problemas então existentes.

Se é verdade que na grande maioria dos países islâmicos a religião é utilizada como um factor de atraso social e opressão dos mais fracos, e concretamente das mulheres, também é verdade que o problema não reside no Islão enquanto religião, mas na prática social que lhe está associada, a chamada Lei Islâmica ou “chariaa”, que serve de meio de legitimação aos reaccionários para continuarem a oprimir e explorar os povos que governam e manter o status quo existente.

Chegamos ao ponto de assistir a supostos religiosos, de facto atrasados mentais, falsos muçulmanos e indivíduos perigosos pelo acesso a que têm aos media a explicar como bater numa mulher sem deixar marcas, num bom estilo que dá lições ás nossas melhores escolas de polícia.

O Islão só se afirmará como uma religião de progresso quando for realizada a separação entre o poder religioso e os poderes político e judicial.

Ou seja, o Islão é uma religião perfeitamente compatível com uma sociedade moderna e democrática, e o problema que se coloca em relação ao atraso e obscurantismo em que se encontram grande parte dos países islâmicos resulta de factores de ordem política, económica e social e é nesse âmbito que deve ser resolvido.

Niqab e Burqa

O Niqab é um véu que cobre a face da mulher excepto os olhos, sendo utilizado em conjunto com o Xador, peça de vestuário que lhe cobre o corpo.

A Burqa é uma versão radical do Xador, cobrindo integralmente o corpo da mulher, incluindo os olhos.

O véu integral, entenda-se o Niqab e a Burqa devem ser banidos de todo o mundo, não só da Europa.

E fundamentalmente por razões sociais, razões que se prendem com a emancipação da mulher e garantia de igualdade em relação aos homens.

Niqab e Burqa levantam também questões de segurança, já que não é admissível que indivíduos convivam em sociedade de forma velada, sem possibilidade de identificação.

Mas não sejamos fundamentalistas! O Hijab, faz parte de uma tradição cultural e não constitui nenhuma forma de submissão da mulher ou de negação dos seus direitos.

E principalmente não altera a imagem da mulher, tendo em conta que o Hijab apenas cobre o cabelo.

O abandono de tradições como o hijab deve resultar de uma escolha livre e pessoal das mulheres, como aliás hoje em dia o seu uso já corresponde a uma opção pessoal e não é imposto pela sociedade.

 Hijab

A sexualidade é abordada pelo Islão como algo de natural, como uma dádiva de Deus que une homem e mulher e que não tem como fim único a procriação, mas antes assume um papel central na vida conjugal.

Os gozos do corpo são uma espécie de fonte de prova da existência do poder divino de Allah.

Quando os muçulmanos se casam, têm a responsabilidade de se satisfazerem sexualmente um ao outro, e tendo o homem a responsabilidade de prolongar o acto até proporcionar o orgasmo à mulher.

Os métodos contraceptivos são aceites de forma natural.

É claro que falo de um ponto de vista puramente teórico e doutrinal, já que, conforme referi anteriormente, a prática social é bem diversa e as sociedades islâmicas partilham com as restantes sociedades mediterrânicas o “medo do feminino _ irmãos ciumentos de suas irmãs, pais obececados por suas filhas, maridos que temem patologicamente a infidelidade de sua mulher” , como refere o escritor marroquino Tahar Ben Jelloun.

Outros problemas preocupam as sociedades islâmicas, principalmente os estados mais conservadores, como os do Golfo Pérsico, Irão, Afeganistão e Paquistão _ o casamento com menores de idade e a poligamia.

Neste último caso devo dizer que é uma situação que tende a desaparecer, por inúmeras razões, mas principalmente porque as próprias mulheres não a aceitam. Criada como forma de evitar que muitas viúvas caíssem na prostituição devido ao grande número de homens mortos nas guerras que assolavam a Península Arábica, é hoje praticada pelos muito ricos e nos meios rurais mais remotos.

Como também disse Tahar Ben Jelloun “a ideia da poligamia é muito mais excitante para os ocidentais do que para os muçulmanos”.

 

No ocidente passa-se algo de mais grave, dado que as sociedades ditas democráticas têm outras responsabilidades, principalmente quando têm pretensões a dar lições de democracia, deliberdade e de tolerância.

O poder religioso está separado do poder político e judicial, e não existe uma pressão social colectiva sobre a pratica e os costumes, principalmente sobre as mulheres.

Mas existe uma organização chamada Igreja Católica, poderosa e centralizada, dominada por extremistas, com ligações obscuras aos poderes político e económico, que se recusa a acompanhar a evolução dos tempos.

É gerida por dogmas e recusa-se a discutir e questionar os problemas que afligem a vida das pessoas, colocando a moral acima do bem estar da comunidade, por exemplo, incentivando as relações sexuais desprotegidas, recusando o casamento dos sacerdotes, negando-lhes o direitos a serem homens de pleno direito e dando cobertura aos crimes sexuais por eles cometidos.

A igreja católica nunca soube viver com a sexualidade dos indivíduos, incutindo-lhes a noção de pecado e culpabilizando-os pelo facto de terem prazer sexual.

Só se refere ao sexo para condenar o uso do preservativo, condenar o aborto e condenar a homossexualidade.

Os recentes escândalos sexuais envolvendo padres por todo o mundo são apenas a ponta de um iceberg com proporções inimagináveis, que ao longo dos anos tem permitido a muitos padres cometerem abusos sexuais, através da chantagem e da confiança que os crentes depositam neles.

Padres que são eles também vítimas desse sistema de valores distorcidos e pouco saudáveis que os responsáveis do Vaticano se recusam a debater, muito menos a resolver.

A sociedade civil, entenda-se o poder político e o poder judicial, demite-se de proteger os seus cidadãos, mantendo um silêncio cúmplice.

Por estes crimes toda uma comunidade religiosa está a pagar, injustamente, mas verdade seja dita _ cabe aos católicos não permitirem que continuem a ser cometidos crimes destes em seu nome.

O sexo foi algo que Deus deu ao homem e à mulher para que tenham prazer juntos. Tão simples como isto.

Comments

  1. Luis Moreira says:

    magnifico texto! Mas é bem verdade que uma sociedade liberal não se coaduna com práticas que impedem ou dificultam a identidade das pessoas. Sejam homens ou mulheres.

  2. Amadeu says:

    Concordo em absoluto que esta onda europeia de proibição de véus e minaretes reflete receios europeus, mas não religiosos, e sim sociais. O que chateia alguns europeus não é a religião dos estrageiros, mas sim o seu número e costumes diferentes.

    No meu posto de vista, o que separa o islão do cristianismo são apenas alguns séculos de empedernimento das consciências.

    Aconselho, pois, quem ande nesta luta islão versus cristianismo que folheie o livro
    “The God Delusion” ( título mal traduzido para portugues como “A Desilusão de Deus” )
    http://pt.wikipedia.org/wiki/The_God_Delusion

    um abraço amigo

  3. ahmed says:

    Obrigado Frederico para este fantástico texto e belo esforço parece acompanhado com prazer escrevê-lo, é que podemos ver que não estas fazer comparação entre religiões e que não estas a procura do conflito mas simplesmente é a realidade que vivemos da muito tempo..mas o Islão no ocedente é negado da seculos.As mulheres no ocedente devem recusar ao seguir o modelo dado da max media«que fatiga»como devem parar com a ideia de ser obrigados a ser sexy e desejadas da todos..e acabar de ser objectos. É m.boa a ideia de fazer casar os sacerdotes e os padres mas não esquecer das freiras que elas sofrem mais.permita-me, das freiras tenho uma estoira.é que na igreja católica em Aswan/Egipto 2 delas andavam escondidas com 2 jovem do Aswan e quando discopriram os altos da igreja mandara-las de volta a Roma…algumas dias depois os jovem do Aswan quando querem fazer sexo paravam in frente a porta da igreja e gritarem (quem quer voltar a Roma).Peço desculpa talvez não é o lugar certo para contar este estoira.
    Obrigado Frederico

  4. Pedro says:

    Um bom regresso, Frederico.

  5. ahmed says:

    The Washington Post: a proibição do véu, uma guerra cultural contra os muçulmanos na Europa

    | 2010/02/05 09:55

    Condenou a decisão do jornal «Washington Post» América do Parlamento belga que proíbe o uso do véu em lugares públicos, argumentando que este tipo de procedimento de discriminação “contra os muçulmanos».

    As Comunidades Europeias, incluindo a Bélgica não conseguiram alcançar a integração dos imigrantes muçulmanos em suas comunidades, e muitas vezes tratadas com os imigrantes fanático muçulmano, o que não é resultado apenas em um maior isolamento e da criação de não-membros do fiel na comunidade de acordo com o jornal.

    O Washington Post que a proibição do véu é uma espécie de guerra cultural, e não um procedimento para a luta contra a criminalidade, como alegados adeptos da resolução, argumentando que as declarações do senador belga Daniel Bakulain, o patrocinador oficial da proibição, de acordo com um jornal, que não hesitou em descrever esta lei como uma espécie da guerra cultural, onde disse que «o niqab é uma confirmação do número de valores que estejam em conflito com a” valores fundamentais e universais.

    O jornal comentou sobre a atitude do presidente francês, Nicolas Sarkozy, que promoveu a proibição sobre o uso do véu em seu país visto o outro é arbitrário na sua decisão, quando disse que «o niqab não tem lugar na França». Esta deve ser a expressão de um prazer governantes fundamentalistas muçulmanos, porque Paris não tem qualquer justificação para tal objecção minorias são impedidos de países muçulmanos, judeus ou cristãos para o culto.

    O jornal descobriu que a direção de uma “europeu feio, disse que a questão de proibir o uso do fenômeno véu Europa arrebatadora, além de Bélgica, França, Itália e Países Baixos, estamos estudando a proibição, embora não haja justificação de tais medidas em prática. Existem apenas algumas dezenas de mulheres usando o véu na Bélgica, não excedendo o número de mulheres com véu em França de 1900 a comunidade muçulmana, com uma população de 5.000.000 no país.

    A idéia de que o niqab é uma ameaça à segurança ou culturalmente é engraçado. E aqueles que dizem que estão defendendo os direitos das mulheres, de facto, voltou para trás. Eles, portanto, violam os direitos fundamentais da liberdade de expressão e liberdade religiosa, e até mesmo aumentar, agravando o problema, eles dizem que estão preocupados com eles. A proibição de costumes, roupas e lugares de culto não nos fará mais comprometida com a cultura européia, mas vai tornar a Europa cada vez menos liberdade.

  6. ahmed says:

    Em resposta a uma “guerra do véu”: Cientistas afirmam aplicar modéstia aos países ocidentais islâmico

    Em resposta ao que eles descreveram como uma “guerra do véu” em alta na Europa, chamada para um número de cientistas e defende a imposição de “decência” no vestuário das mulheres ocidentais nos países islâmicos, tendo em conta a identidade cultural e religiosa das sociedades islâmicas.
    Ele explicou esses estudiosos que os Estados islâmicos para impor a “decência” pelo menos para as mulheres ocidentais ao entrar nestes países, e através da promulgação de regulamentos que regem esse processo, em seguida, pedindo a todos a respeitar as leis e respeitar a cultura da sociedade e da identidade cultural e religiosa, como fazem os países europeus com os muçulmanos lá , de acordo com a publicação da bandeira nacional no domingo.
    Eles enfatizaram que o que está acontecendo em alguns países europeus a partir da proibição do véu representa uma oportunidade de ouro para os muçulmanos para aplicar os ensinamentos do Islã e da preservação dos princípios da sociedade, a imposição da decência das mulheres europeias que andam por aí a roupa nu durante as turnês em todo o mundo islâmico.
    Por seu lado, salientou o pastor d. Mohamed Hassan marciano que este passo não deve ser apenas uma reação contra esse extremismo no Ocidente contra os muçulmanos, a modéstia ea castidade, mas deve sublinhar-se que este é o caminho do Islã e sua ideologia e sua sublime.
    Ele ressaltou a necessidade de abordar o Ocidente e para esclarecer o fato de que o véu do Islã, não é apenas um símbolo religioso, mas é parte do caráter das mulheres muçulmanas, não se pode viver em sociedade, sem ela, apontando para a importância de responder a estas medidas com toda nossa força, mas ao mesmo tempo, a sabedoria ea disciplina de Medicina Legal longe das emoções que não levam ao movimento positivo.
    Ele ressaltou que essa experiência é por muitos países para manter a sua identidade e cultura, costumes e tradições existentes na sociedade, observando que a China tenha solicitado através do acolhimento dos Jogos Olímpicos de público que deseja sessão de follow-up de respeitar os costumes e tradições da sociedade, e evitar tudo o que ofende sua cultura.
    E concordaram com ele, disse o Dr. Abdullah Al-Faqih, “deve lidar com o Ocidente, a lógica que você Tlsmon muçulmanos Bqguanenkm, nós Nlzimkm também nossas leis, e você deve respeitar como você impor-nos o que você quer, então eles vão se encontrar na posição errada, a aceitação, ou duplicidade de critérios, como é o hábito em lidar com os muçulmanos. ”
    Ele notou que as roupas usadas pelos infames em comunidades muçulmanas ocidentais, teve a oportunidade de alterá-la agora, e lidar com a mesma lógica ocidental para manter a cultura de uma sociedade e tradições.
    Como Sheikh Ahmed Buainain apelou para o respeito pelos costumes e tradições dos países islâmicos, e para punir qualquer pessoa que viole as leis e regulamentações que preservam a identidade da sociedade e da cultura, especialmente a questão da castidade e da modéstia e não atentado violento ao pudor dentro da comunidade.
    Ele disse: “Temos de proteger as comunidades muçulmanas do perigo de vestido ainda nu, se árabes e do Ocidente, temos de trabalhar duro para proteger os nossos filhos e filhas, e manter os jovens da delinquência, porque esses recursos são corruptos, é preciso proteger as gerações futuras contra os perigos da pornografia e da conseqüente corrupção da sociedade “.
    Como Sheikh Abdullah, os assuntos que este passo é o mínimo que devemos fazer para enfrentar os extremistas no Ocidente, e apoio para os muçulmanos que são vulneráveis a pressões por causa de sua adesão à religião diária Bhariathm puro e verdadeiro.
    Sheikh Abbad disse: “Se as mulheres se divertem no Ocidente, os países muçulmanos também querem que a razão da liberdade pessoal, porque são impedidos de aderir ao Bdenhn casto uma questão de liberdade pessoal?, Observando a necessidade de aplicar a reciprocidade.
    Venham essas chamadas em meio à crescente pressão européia contra o uso do véu, onde o projecto de lei prevê que, em França uma pena de prisão até um ano e multa de € 15.000 para os homens que obrigava as mulheres a usar véu, mas a morte véus se será 150 € , está programado para terminar a votação da lei que proíbe o uso do véu no Outono deste ano.
    A Câmara dos Deputados belga aprovou um projecto de lei que proíbe o uso do véu em locais públicos tem sido quase unânime a proibição torna-se lei nos próximos meses, após aprovação do Senado programados.

    • Luís Moreira says:

      É como diz meu caro ahmed, há que respeitar as tradições e a lei da terra que escolhemos para viver. Se os muçulmanos escolheram o Ocidente, têm que aderir aos costumes do ocidente e às suas leis, Não espera que as mulheres da minha família passem a andar de véu, aqui na sua própria terra pois não?

  7. maria monteiro says:

    resolve-se se os famosos da moda ocidental começarem a incluir os véus como uma peça indispensável a ser usada

    sempre queria ver o que é que esta gente tão incomodada fazia

  8. Amadeu says:

    O que a amiga Maria se foi lembrar … Se se fizer uma pesquisa google tipo “hat veil” só imagens, lá teremos uns bons exemplos de como as ditas tradições de que o postito Luís Moreira fala, podem mudar muito, consoante o contexto.

    E já agora, proíba-se também a cantiga do “Que eu agora estou na Lua, E em breve vou chegar ao céu, Onde tu estás toda nua só c’um véu”

    • Luís Moreira says:

      Pois podem,Amadeu, mas é quando os que vivem na sua (nossa terra) quiserem e não quando os que nos procuram por morrerem de fome nos seus maravilhoso países…

  9. Amadeu says:

    Amigo Luís: Vá-se globalizar. Vai ver que não doi nada.

  10. Amadeu says:

    Luís, ainda bem que não se ofende.
    Mas o amigo, com o seu nacionalismo terra à terra faz-me lembrar o Diácono Remédios.

  11. Amadeu says:

    • Luís Moreira says:

      Está a ir-se abaixo, Amadeu! Não basta ter razão são precisos argumentos e você ainda não apresentou nenhum.

  12. Amadeu says:

    não argumento ideias racistas, xenófobas, fundamentalistas. só me dá para disparatar.

  13. maria monteiro says:

    Amadeu, não faz qualquer sentido dar para o disparatar… o Luís não tem ideias racistas, xenófobas, fundamentalistas,…

  14. Amadeu says:

    Maria, disparatar no sentido de dizer coisas sem sentido como sem sentido é a xenofobia.

    Se não é ser xenófobo dizer “Se os muçulmanos escolheram o Ocidente, têm que aderir aos costumes do ocidente” , eu vou ali e venho já.

    É que chateia-me perder a sardinha assada e a calça de ganga se um dia tiver de emigrar.

    • Luís Moreira says:

      Não tem nada de xenofobia.Xenofobia é tratar alguem de forma desigual perante a lei por ter origem diferente. . Ora o que eu proponho é, exactamente, o contrário. Que todos sejam tratados da mesma maneira.

    • Luís Moreira says:

      Amadeu, foi uma má ideia da minha parte ter-lhe dado conversa. Você só acusa, não apresenta argumento nenhum.

  15. maria monteiro says:

    não é ser xenófobo, é mais ser “teimoso”. Quando se conhece uma família muçulmana é muito mais fácil entender, aceitar usos, costumes… talvez o Luís não conheça nenhuma

  16. Amadeu says:

    Talvez, talvez. Lá que ele é teimoso a postar, é. Posta que se farta. Nunca vi coisa assim. Aqui no Aventar são todos assim ?

  17. Frederico Mendes Paula says:

    A questão é muito simples para mim. Ninguém deve prescindir da sua identidade cultural por viver num país estrangeiro, mas por viver num país estrangeiro deve procurar respeitar os costumes desse país. Respeitar e ser respeitado. A questão fundamental é que o uso do véu está a ser aproveitado politicamente, quando é tão natural como usar um chapéu. A xenofobia está a sobrevalorizar esse costume e a tentar conotá-lo de forma perigosa com extremismo e até com terrorismo, acabando por desmascarar as sociedades ocidentais, revelando-as como sociedades racistas. No meu texto acho que deixei claro que o uso da burqa deve ser banido, não no ocidente, mas no mundo, porque constitui uma forma de opressão da mulher islâmica e o ocidente em vez de ajudar a mulher islâmica a libertar-se, condena-a e chama-lhe terrorista. Gostava de saber o que se diria se nos países islâmicos se proibissem as mulheres ocidentais de usarem um lenço na cabeça ou um chapéu…

  18. Frederico Mendes Paula says:

    De qualquer forma o que me parece é que o ocidente reage de forma tão intolerante e ilógica porque tem medo. É nas alturas mais difíceis (entenda-se enquanto período de crise económica) que as piores características de uma sociedade se revelam.

  19. Pedro says:

    Não, Amadeu, não são todos assim, veja-se o caso do Frederico M. Paula que posta bem menos do que a gente gostaria.
    Agradeço-lhe o ensejo para mandar esta “indirecta” ao F.M.P. já que os postes dele são sempre de grande qualidade e deixam-nos sempre à espera do próximo.

  20. Amadeu says:

    Pois é. Não faças aos outros (povos) aquilo que não gostarias que te fizessem a ti.

    Também penso que o uso da burqa é bárbaro, mas a decisão de a banir deverá partir das sociedades que a incentivam.

    Mas sinceramente não tenho uma ideia certa se está correcto ou não a proibição da burqa na Belgica.

    Não porque “eles” têm que seguir os nossos costumes, mas porque não admitimos costumes bárbaros. Tal como não admitimos o costume “espanhol” dos touros de morte, não por ser espanhol, mas por ser bárbaro.

    Por outro lado, o velho ditado de em Roma sê romano fará sentido na sociedade global actual ?
    Para mim lisboeta, Roma é o Porto de há 40 anos.

    Carago pá, ciao.

  21. Frederico Mendes Paula says:

    Sempre foste muito generoso, Pedro. Obrigado pelo incentivo

  22. ximxao says:

    Questiono: -Porque não proíbem também as freiras de andarem com a farda? Algo de similar com a cultura muçulmana têm…

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