Porrada nos profs

Amanhã há Marcha Mundial do Clima

Como é sabido, Trump nega as mudanças climáticas; os governos europeus não negam, mas estão a léguas de praticarem aquilo que declaram fazer em prol do clima – os interesses do capital sobrepõe-se às preocupações com o planeta. O governo português demonstra ao vivo essa hipócrita contradição persistindo nos projectos de petróleo frente a Aljezur ou de gás em Aljubarrota. Além de absurdo sob o ponto de vista ambiental, é bom saber Quem ganha com os contratos de exploração de petróleo em Portugal.

A Marcha Mundial do Clima é uma iniciativa a nível internacional que exige “um mundo livre de combustíveis fósseis, em que as pessoas e a justiça social estejam acima dos lucros”.

Lisboa, Porto e Faro juntam-se à Marcha, que se realiza já amanhã, 8 de Setembro. A partida é às 17 horas, respectivamente, do Cais do Sodré, da Praça da Liberdade e do Largo da Sé.

Uniram-se a esta iniciativa 47 organizações portuguesas, para exigir uma transição justa e rápida para as energias renováveis e para travar novos projectos de exploração de combustíveis fósseis em Portugal. Todos os municípios algarvios se opõem à realização do furo em Aljezur, que o governo teima em permitir à Eni-GALP, dispensando até uma Avaliação de Impacto Ambiental antes da autorização da realização da prospeção.

Não deixe de ir marchar, TERRA há só uma!

A Ciência e Cultura em chamas no Brasil

O mundo ficou perplexo diante da destruição de milhões de peças com o incêndio do Museu Nacional , no Rio de Janeiro, Brasil, na noite deste domingo, 02 de setembro, e que abrigava 200 anos de história, arte e ciência.

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Postais da Raia #6 a #10 (de Cáceres a Castelo de Vide)

As terras do extremo e a campa triste de um capitão de Abril

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Tenho passado os últimos dias a atravessar fronteiras, sempre entre os mesmos países, embora em sítios diferentes. Saindo do Sabugal e do maravilhoso e relaxante hotel do Cró, de um quarto com vista para todas as estrelas do universo e com uma banheira também com vista para os campos, atravessei a fronteira na Aldeia do Bispo, sem que Espanha se fizesse anunciar. Apenas reparei que os sinais de trânsito eram diferentes e a estrada um pouco melhor. De resto, não se dá pela fronteira, nem creio que ela exista para muitos dos que a cruzam quotidianamente entre o lado português e o lado espanhol. Anda-se um bocadinho em Castela e Leão e entramos na Extremadura, ou nas terras que estão no extremo. De Espanha, claro, porque a seguir ainda há Portugal que tem as suas próprias terras do extremo, ali à beira do oceano, a última das fronteiras, o último dos horizontes, ou se calhar (de certeza, vá) não.
 

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Postais da Raia #5 (Sabugal e arredores)

A Nave de Pedra

 

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«Quem vem de longe, das terras frescas do litoral, onde o verde salpica os olhos e se debruça nas estradas, e após a transição das ravinas do Zêzere, encontra uma paisagem que passo a passo se atormenta: a Beira Baixa. Aí, transposta que é a charneca com a sua cabeleira rala, nos cômoros a ferida aberta das ribeiras que descem ao Tejo por entre sobressaltos de xisto, ou ainda o dourado da campanha da Idanha, a querer-se alentejana sem o ser – aí, senhores, já a tristeza começa a espessar-se, a montanha crepita tendo por detrás relances de horizontes fundos, e as coisas se tornam graves. Ei-lo, um mundo de soledade, sobre que pesam crimes, mesmo se as frondes e as ramadas lhe escondem as dores do exílio.
 
Assim, de facto, o sentimos: remoto e em degredo. E Monsanto se chama, de pedra é feito – minha nave coalhada.» *
 

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Postais da Raia #3 e #4 (Sabugal e arredores)

«Ah, mas onde é que estão as aldeias todas?»*

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E podia ficar-me apenas por aqui, para resumir os últimos dois (mesmo três) dias. Não é que as aldeias não existam, mas a verdade é que estas aldeias (as históricas e as outras) não existem, ou já quase não existem. As razões são múltiplas, escrevi-o antes de antes de ontem e variam entre o abandono e a ruína e a transformação noutra coisa qualquer.

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Postais da Raia #2 (Sabugal e arredores)

Querido mês de agosto

 

 

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As aldeias lembram uma música que começa assim: ‘meu querido mês de agosto, por ti levo o ano inteiro a sonhar’, que venho a descobrir depois de me recordar dela no carro, ser do Dino Meira, um cantor que convenhamos não é bem o meu género. Também lembram um filme, entre o documentário e a ficção, de Miguel Gomes, cujo título – Aquele Querido Mês de Agosto* – foi, justamente, retirado daquela canção.

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Postais da Raia #1 (Sabugal e arredores)

100 carvalhos para 1 eucalipto

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é a proporção anunciada nos folhetos de informação turística do concelho do Sabugal, onde residem 12544 almas, menos que as que povoam normalmente o campus da Universidade de Aveiro e isto chegaria já para ser espantoso se outros concelhos não houvesse no país com ainda menos almas. 40% destas 12544 almas, são pessoas com mais de 65 anos. Não sei qual a proporção de carvalhos por pessoas idosas, mas palpita-me, pela paisagem que fui cruzando ontem e hoje, que deve ser mais ou menos a mesma que a dos eucaliptos.
 

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Centeno e Montenegro, separados à nascença

“Eu sei que a vida quotidiana das pessoas não está melhor. Mas não tenho dúvidas de que a vida do país está muito melhor do que em 2012”

Luís Montenegro, 21 de Fevereiro de 2014

“Today, economic growth has picked up (…) I know these benefits are not yet felt in all quarters of the population, but gradually, they will”

Mario Centeno, 20 de Agosto de 2018

 

Enquanto…

Foto: Ana Moreno

Antes assim fosse….

The Queen is dead, long live the Queen: Aretha Franklin (1942-2018)

66 mil brasileiros abandonaram planos de saúde em 12 meses

De acordo com o Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS), em um período de 12 meses, de junho de 2017 a junho de 2018, 66.502 mil contratos de assistência médica foram cancelados no país, noticiou o Correio Braziliense.

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Bem digo, os tribunais é que estão a dar

Tribunal trava prospecção de petróleo no Algarve.

Quando as “nossas” ditaduras rebentam com autocarros escolares.

Fotografia: Naif Rahma/Reuters@CBC

A Arábia Saudita conduziu hoje um ataque aéreo contra o Iémen. Entre os “danos colaterais”, um autocarro escolar foi atingido, causando dezenas de mortos e feridos graves, na sua maioria crianças. O que vale é que a Arábia Saudita é grande amiga do Ocidente democrático, e que as armas usadas para matar estas crianças terão sido compradas algures entre os EUA e a Europa, por isso, à partida, está tudo bem. Porque se os responsáveis por trás deste ataque fossem, sei lá, iranianos, estava o caldo entornado. A malta fica sempre muito mais descansada quando são as “nossas” ditaduras e rebentar com autocarros escolares.

Lei Maria da Penha completa 12 anos

O Brasil tem uma das legislações mais avançadas do mundo em  defesa dos direitos das mulheres. Sancionada em agosto de 2006, pelo ex-presidente Lula, a Lei nº 11.340, conhecida como Lei Maria da Penha, foi um importante marco para combate à violência contra a mulher. [Read more…]

BE – Partido Photoshop

Depois da saga Robles, o que sobrou? o BE está pronto para ser governo (a prova dos nove foi conferência de imprensa do vereador, e a prova real a posição da Catarina Martins).
Costa agradece e o PC que se cuide.

O Japão aqui tão perto

Já está: A UE e o Japão assinaram anteontem o JEFTA, o acordo comercial UE/Japão, criando uma zona de comércio livre com mais de 600 milhões de habitantes

Mais uma vez, a voz da sociedade civil ficou de fora; entre os cidadãos, quem ouviu falar deste colosso que sujeita às leis do comércio livre quase todas as áreas da nossa vida???

Eis apenas uns exemplos dos problemazinhos do JEFTA:

a água é considerada uma mercadoria; o princípio europeu da precaução não é mencionado; preconiza uma cooperação regulatória que nos rouba soberania; submete os serviços públicos às leis do mercado (excepto aqueles que cada governo tiver expressamente listado como excepção), limitando severamente a capacidade de governos os criarem, expandirem e regularem e de reverterem liberalizações ou privatizações; restringe ainda mais a capacidade da UE e dos Estados-membros controlarem as importações de alimentos e rações provenientes do Japão, apesar de já existirem casos documentados de importação ilegal de ração geneticamente modificada do Japão… [Read more…]

A choldra

O estado em que o país se encontra…

João Semedo

joao_semedo[Alexandre Carneiro]

Morreu João Semedo, alguém que eu conhecia de alguns encontros, mas que me lembro 3 ocasiões muito distintas.
A primeira foi na IX Convenção BE, onde no meio do stress e do afamado nervosismo de uma convenção, existia uma alma sorridente e que dava hi5’s nos corredores. Eu pensava como é que alguém que devia ser o mais tenso, era o mais relaxado.
A segunda foi num debate onde ele contou a historia do telefonema que o José Seguro lhe fizera, a pedir para encontrar com ele. Onde nos partilhou que “quando nós telefonamos a pedir convergência ele não atendia, agora que queria parecer mais a esquerda e estava em eleições, mandei-lhe dar uma volta”. Ri-me, mas percebi como as alianças e/ou interesses funcionam na política.
A terceira foi na festa de encerramento da campanha para as legislativas de 2015. Quando falei com ele, apenas tive uma franzir da sobrancelha e um levantar de ombros. Descobri que a voz tinha lhe falhado.
Foi uma pessoa que eu conhecia superficialmente, mas por quem tenho uma admiração na forma como ele fazia política.
Tivemos sorte em o ter, e espero que o projeto dele e do António Arnault para o Serviço Nacional de Saúde, não seja esquecido.

A CP e o colapso programado da linha do Douro

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Carlos Almendra Barca Dalva


Uma nota prévia:
a CP deixou de alugar comboios charter às empresas de turismo e excursões no Douro há vários anos. Razão? – não há comboios disponíveis. Há vários anos.

Outra nota prévia: em 2015, e apesar das condições de exploração sofríveis e da vetustez dos comboios disponíveis, as receitas dos bilhetes cobriram as despesas operacionais na linha do Douro. É um caso raro na Europa ter uma linha de cariz regional a pagar a sua própria operação com as receitas. É mesmo o único caso em Portugal.
Explicando melhor: a linha do Douro é única via férrea que “não dá prejuízo”. A linha de Cascais dá prejuízo, a linha de Sintra dá muito prejuízo, só para termos uma ideia do que estamos falar. A linha do Douro cobriu as despesas operacionais num ano em que a CP já não alugava comboios, num ano em que a CP abdicou de transportar 180.000 passageiros em comboios charter. Teria sido uma média de +500 passageiros/dia a um valor nunca inferior a 10 euros/pessoa.

Basta pedir os números à CP.

Mas vamos à situação actual. 
A linha do Douro tem, desde há muitos anos, cinco comboios diários em cada sentido no entre a Régua e o seu terminus, a estação do Pocinho.
Um grupo de amigos pretendia organizar uma viagem no Douro em Agosto. Feita a pesquisa no site da CP, o grupo verifica que, dos actuais 5 comboios, a partir de 5 de Agosto passariam a ser apenas 3. Portanto, um decréscimo de 40% na oferta de comboios, e isto em plena época alta, a mesma época alta em que a GNR é amiúde chamada às estações do Pinhão e Régua para serenar os ânimos dos “clientes” que não conseguem encontrar lugar nos comboios.

Época alta, corte de 40% nos lugares a partir de 5 de Agosto.
No país “melhor destino turístico”. No Douro, “Património da Humanidade”

Mas tudo isto é premeditado.
Se não, atente-se na correspondência trocada com a empresa. O email de resposta, recebido a 12 de Julho, contém um texto que diz que “existiu actualização de horários a partir de 05 de Agosto”. Ora bem, meus senhores, faltam 3 semanas para as alterações!
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É também digno de embaraço o facto de os horários serem alterados no pico do Verão. Não há memória de tal. Será porque as pessoas estão de férias, as empresas estão encerradas, os políticos estão de férias e, como é Verão, ninguém repara?
O problema, meus senhores, é que no Douro repara-se, e muito.

A amigos meus, a CP assegura que o facto de desaparecerem 2 de 5 comboios em cada sentido no Douro e a partir de 5 de Agosto se deve a um “erro de pesquisa”. Então, o email-modelo recebido, já a contar com esse “erro”, é o quê, meus senhores?
Mentir é feio.
Para contextualizar, é de recordar que a linha do Douro padece da falta de comboios há muitos anos. Há mais de 10, há mais de 15, talvez 20.
É, pois, escusado, andarem a empurrar o problema com a barriga.

Trump pairando sobre os céus de Londres

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Ao contrário do que muita gente por aqui acha, Trump não é propriamente destituído de inteligência prática e sabe exactamente onde quer chegar.

Trump quer redesenhar a política mundial, nem mais nem menos, e pô-la ao serviço da “America great again” e das grandes corporações privadas, fazendo tábua rasa de organizações humanitárias e/ou garantísticas, género ONU ou UNESCO, e blocos transnacionais como a CE, as quais, na sua concepção, só atrapalham.

A recente cimeira da NATO mostra que Trump pode facilmente ameaçar torpedear uma organização que, além das questões estratégicas, não sirva os interesses da indústria americana e o seu ascendente geoestratégico, neste caso a do armamento.

O mesmo se passa hoje, na visita a Inglaterra. [Read more…]

A CP sem comboios

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[maquinistas.org]

Em altura de greves é frequente vermos repórteres televisivos de microfone em punho a disparar perguntas frenéticas às pessoas directamente lesadas cuja resposta, sendo tão óbvia, torna o motivo da reportagem burlesco, não pretendendo defender utentes mas sim atacar quem de facto exerce um direito.
É vê-los nas urgências dos hospitais: “então, a greve dos médicos causou-lhe muito transtorno? e agora quando terá nova consulta?”…ou na estação do Cacém: “a que horas vai chegar ao emprego? esta greve traz-lhe muitas dificuldades”… como se as greves tivessem sentido prático se os efeitos não se fizessem sentir.

No último mês foram suprimidos na CP centenas de comboios não por efeitos de greves mas por falta de material circulante, por avaria, falta de mão de obra na EMEF, falta de investimento. Chegamos ao cúmulo do serviço ferroviário ser substituído por camionetas na Linha do Oeste, no Algarve, no Minho, no Alentejo, no Vouga, comboios que deviam ser feitos com Pendulares substituídos por material a cair de maduro sem que isso se reflicta no preço do bilhete, encerram-se troços por não haver comboios a circular como aconteceu na semana passada entre Caldas da Rainha e Coimbra na Linha do Oeste. Milhares de passageiros prejudicados.
Custos acrescidos com o aluguer de camionetas.
Perda de imagem e valor sem que se questionem os responsáveis.

Senhores jornalistas, considerando que o senhor Presidente da CP numa greve em Junho alegou prejuízos de 1,3 milhões de euros , que tal perguntarem-lhe quanto é que a CP já perdeu neste processo de degradação programada ?

A novela Bruno Carvalho acabou, as crianças tailandesas felizmente saíram da gruta, o Benfica ainda não começou a jogar , os incêndios tardam , o Pontal ainda vem longe.
Vamos entrar na silly season com os motivos de reportagem a escassear.

Senhores jornalistas, porque não ir por esse país fora, pelas estações ferroviárias do Algarve ao Minho fazer aquela pergunta sacramental que tanto gostam de fazer em alturas de greve :

“então, a falta de comboios está a causar-lhe muito transtorno???”

Sermões aos mortos

A “grande viagem” (peregrinatio) de navio. As duas águias voam em sentido oposto em torno do globo terrestre, o que indica o carácter da viagem que abarca a totalidade. MAIER, Viatorium (1651). Jung, Obras Completas, Vol.XII.

Não! Carl Gustav Jung nunca foi da maçonaria. Quando muito, alquimista e iniciático. Por isso, Jung é mesmo o futuro, incluindo de qualquer maçonaria que queira conservar, não o que está, mas o que deve ser. Não em defesa própria e dos respetivos anais, mas antes no processo de libertação do indivíduo face aos preconceitos, da ignorância, do fanatismo e da tirania.

José Adelino Maltez

O BPN (ainda) compensa

A Parvalorem é uma empresa pública, que gere os activos tóxicos resultantes da trafulhice levada a cabo por um grupo de cavaquistas criminosos, que destruíram o BPN e imputaram uma factura estratosférica aos contribuintes portugueses, sem que rigorosamente NADA do particularmente grave lhes tenha acontecido.

Em 2017, a Parvalorem pagou prémios de desempenho a altos quadros da empresa, grande parte dos quais provenientes da administração do BPN que destruiu o banco e asfixiou a economia portuguesa, num total de aproximadamente meio milhão de euros. [Read more…]

0-0 ao intervalo

democracia

De quando em vez, há eleições. Endireitam-se as gravatas, toma-se banhoca duas vezes ao dia, engraxam-se os discursos, escovam-se os sapatos, esgalha-se um amplo sorriso, ligam-se os microfones e os megafones, bota-se uma faladura, sacam-se uns aplausos, levantam-se umas bandeirolas, içam-se a moral e o moral, mais aplausos, três sardinhas, dois copos de vinho, tinto da casa, a mão que acena, o pé que dança, o flash que dispara, bota uma selfie, a multidão que resfolega, o sono que ataca, o café que não vem, o café que vem frio, mão na buzina, eia, eia, eia, passa a caravana, o cão abana a causa de contente, recolhe à casota, a lua se levanta, adormece o cão, sai o gato . Vem o boletim, bota-se a cruz a caneta. É segunda-feira. Toca o despertador. Acabou-se a vaselina.

São quatro anos sempre a rasgar

Projeto colore comunidade em BH

Desde o dia 10 de junho, a comunidade do Cruzeirinho, no Alto Vera Cruz,  recebe artistas visuais para a execução do projeto M.A.MU. – Morro Arte Mural, projeto concebido e executado pela Pública, agência de arte de duas das três idealizadoras do CURA- Circuito Urbano de Arte, festival que projetou Belo Horizonte (MG) para o circuito internacional de arte urbana.

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Sr. Sérgio Monteiro, é chamado à recepção

Lembram-se do Secretário de Estado dos Transportes do governo de Passos Coelho? Aquele que vendeu os anéis e os dedos?

Quando Sérgio Monteiro entregou a gestão de todos os aeroportos nacionais (todos) a uma empresa estrangeira por um período de 50 anos (cinquenta), jurou a pés juntos que o contrato de concessão contemplava a possibilidade de se avançar de imediato para uma solução quando o aeroporto de Lisboa atingisse os 20 milhões de passageiros, tendo sido dado a entender que se estaria a falar da construção do novo aeroporto.

Agora que o aeroporto da Portela está congestionado, ficámos a saber que, afinal, essa garantia não existe. O que o acordo com a nova empresa gestora das infraestruturas aeroportuárias prevê é a possibilidade das autoridades portuguesas apresentarem uma proposta, mas sem a obrigação da concessionária construir essa solução.

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A distracção da “guerra comercial”

A “guerra comercial” vem ultimamente ocupando as primeiras páginas das notícias. Não se distraia com ela, recomenda a Greenpeace.

Não que não tenha consequências, claro que tem; porém, afasta a atenção daquilo que deveria ser, de facto, o foco essencial: as mudanças climáticas e a paz (a todos os níveis) e a sua conexão com as presentes políticas de comércio global, promovidas a todo o vapor pela Comissão Europeia e pelos estados-membros.

A “guerra” de tarifas sobre aço e a réplica na manteiga de amendoim são apenas detalhes de uma política de globalização cega, centrada no crescimento, no barato e no descartável, à custa da saúde e do planeta e ao serviço dos monstros transnacionais.

Está prontinho a sair do forno o JEFTA, o acordo comercial UE/Japão, todo confeccionado longe dos parlamentos nacionais, os quais nem sequer são devidamente informados pelos seus governos sobre um acordo de mais de 1.000 páginas, que vai limitar severamente o espaço político da UE, dos seus estados membros e até mesmo dos governos regionais e locais. [Read more…]

Pray for us

Bandex: Trouble

 

Como é que o Miguel Sousa Tavares tem autoridade?

Depois de ouvir isto vindo da boca de MST, só me apetece vomitar. Não é a primeira vez que esta alma (será que a tem?) penada ataca os professores com leviandades e verdades criadas por ele lá no alto da sua cátedra.

Não vou questionar a legitimidade desse senhor para dar a sua opinião nas televisões. Muito menos divagarei sobre os motivos pelos quais ele é considerado uma figura importante – e com algo de valor a dizer – na nossa pequena sociedade.

Questiono apenas as suas afirmações. Ele sabe o que é ser professor e dar aulas há décadas sem qualquer promoção? Ele sabe o que é ter um trabalho que ano após ano nos manda para o desemprego sem nunca termos a certeza de que teremos trabalho no ano seguinte? [Read more…]

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