Tão f***dos que nós éramos

Era assim. Um fidelíssimo retrato pela Clara Ferreira Alves de Portugal antes do 25 de Abril. Revista E, Expresso, 18/03/2017 (clicar para ler). Assinaturas Expresso Digital aqui.

Que invejoso!

Outra deste (além da aldrabice do Mestrado).

Cito George Best, futebolista do MU,  “Gastei muito dinheiro em bebida, mulheres e carros rápidos. O resto gastei mal gasto”.

Pecados da Igreja

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“O pecado é tão antigo quanto a Igreja pois esta é feita de homens com as mesmas tentações e fraquezas de todos os outros. E a Igreja Portuguesa não é exceção. Com um estilo ligeiro mas sustentado numa investigação meticulosa, Secundino Cunha revela-nos os acontecimentos que marcaram negativamente a Igreja portuguesa nos últimos 20 anos, abalando populações e incendiando o país.
Casos de padres que cederam à tentação do amor, narrativas de desventuras e vinganças, histórias de revoltas populares e fugas atribuladas por paixão que deram origem a calvários sem fim. E, claro, não poderiam faltar os famosos contos do vigário. Venha descobrir e deleitar-se com uma Igreja Católica Portuguesa que nunca imaginou, e os desafios diários que ela enfrenta na luta eterna entre a virtude e o pecado”.

Falar sobre o CETA em Portugal- mas a sério

Aprovado que foi o acordo de comércio livre entre a União Europeia e o Canadá (CETA) pelo Parlamento Europeu no passado dia 15 de Fevereiro, irá entrar em vigor muito em breve – provavelmente a partir de 1 de Abril – a parte do acordo que é da “competência exclusiva da UE”. Atendendo a que se trata de um “acordo misto” – classificação arrancada à força à Comissão, que insistia no “EU only” -, é agora a vez dos 38 parlamentos nacionais e regionais da UE ratificarem o acordo. O governo português está mortinho por fazê-lo até ao verão, em conluio com os partidos da ex-PAF, chumbando, de cada vez que são apresentados, projectos de resolução do BE, do PCP  e do PEV contra o CETA.

Sendo irrisório o número de portugueses que têm conhecimento do CETA, a Plataforma Não ao Tratado Transatlântico vem, há anos, exigindo a realização de debates e a divulgação do acordo por parte dos media e do governo. Pois bem, eis a grande e rara oportunidade de alguns habitantes de três cidades do país ouvirem falar no assunto, no âmbito dos debates que o governo vai realizar, a saber:

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EDP: A Esquerda que ladra mas não morde

A EDP teve em 2016 lucros de mil milhões de euros. Não obstante, recebeu no mesmo período um perdão fiscal de 20 milhões. Fora os outros.
E mesmo assim, já garantiu que a sanha contra os contribuintes vai continuar. E mesmo assim, sem precisar de garantir, os portugueses vão continuar a pagar uma das electricidades mais caras da Europa.
Escandaleira que não perturba a Esquerda e seus apoiantes. Já lá vai quase ano e meio de Geringonça e, no entanto, continuamos à espera – sentados, de preferência – de medidas que acabem com a pouca-vergonha. Planos Nacionais de Barragens, Barragem do Tua, rendas excessivas, perdões fiscais – em António Mexia e no seu buraco, cabe tudo. Mil milhões de lucro? Qual seria o défice se esse lucro fosse do Estado?
Do PS, nada espero. É exactamente igual ao PSD. Do PCP e do Bloco, esperava mais um (gigantesco) bocadinho.

Notícias da Palestina

Tamel Abu Ghazaleh nasceu no Cairo em 1986 no seio de uma família palestiniana. Aos 2 anos cantava e tocava música, tendo começado a compor com a idade de 9 anos. Iniciou formalmente a sua educação musical em 1998 no Conservatório Nacional de Música de Ramallah (actualmente, Conservatório Edward Said), onde estudou os seus instrumentos de eleição – o oud e o buzuq -, assim como teoria musical, história, análise, composição, arranjo e performance, sob a supervisão do músico palestiniano Khaled Jubran.

Em 1991, Abu Ghazaleh lançou o seu primeiro single, “Ma Fi Khof” (“Sem Medo”), que passou a ser amplamente cantado em protestos durante a primeira Intifada. O seu primeiro álbum, “El Janayen Ghona” (“Jardins de Música”), com canções por si elaboradas entre os 5 e os 15 anos, foi editado em 2001. Em 2006, com 20 anos de idade, produziu o seu segundo álbum, “Mir’ah” (“Espelho”), que editou em 2008. O registo das sete canções, escritas nos períodos de recolher obrigatório da segunda Intifada, reflecte a experiência de viver na Palestina durante esse período.

Em 2007, fundou a organização de música independente “eka3”, concebida como incubadora de negócios de promoção da música árabe, através da qual fundou a editora musical “Mostakell”, uma empresa de agência musical e uma empresa de licenciamento de música, tendo ainda sido co-fundador da revista de crítica musical “Ma3azef.com”.

Em 2010, Tamel Abu Ghazaleh fundou o grupo musical multi-géneros “Kazamada” com Zeid Hamdan, Mahmoud Radaideh e Donia Massoud e em 2012 co-fundou a banda alternativa “Alif”, com Maurice Louca e Khyam Allami, tendo colaborado com variadíssimos músicos árabes e participado em diversos projectos artísticos desde 2005.

(Do currículo do autor em http://www.tamer.ag/)

No ano passado, editou em nome próprio o álbum “Thult” (“Terceiro Álbum”), de onde vos deixamos o vídeo da música “Khabar Ajel” (“Notícias”): um convite aos famintos do mundo para visitarem a Palestina e deliciarem-se com os manjares que ali são diariamente servidos (a letra está disponível em inglês na página da origem). Bom fim de semana!

SubvençõesVitalícias.pt por José Magalhães

José Magalhães poderia ter escrito uma obra sobre como lutar pelas subvenções vitalícias. Foi um entre os 30 deputados do PS e do PSD que pediram ao  Tribunal Constitucional para travar a norma que acabava com as subvenções vitalícias dos deputados com rendimento de outras fontes, superior a 2 mil euros por mês. Relembro que os eleitos depois de 2005 já não têm direito a essas subvenções. Mas não, Magalhães decide brindar-nos com um livro moralista sobre remunerações de eleitos como se não fosse nada com ele, como se não tivesse beneficiado e bem (as subvenções vitalícias são um exemplo escandaloso) durante 30 anos de parlamento daquilo que agora alega denunciar. É giro denunciar depois de beneficiarmos. É extremamente credível…

Mas esta obra tem mais um ponto interessante, que é o associar automaticamente um estatuto de político profissional aos eleitos. Ora, numa democracia, no nosso parlamento, há professores, investigadores, estudantes, advogados, médicos, etc., que são eleitos por 4 anos e depois desses 4 anos muitos deles voltam à sua vidinha anterior. [Read more…]

Com essa roupinha… estavas a provocá-lo.

 
Tracey Ullman – BBC Comedy. Ou ver as coisas do outro lado.

O Portugal dos afectos ainda não chegou às redes sociais

Captura de ecrã 2017-03-11, às 19.15.00

No passado Dia Internacional da Mulher, o vereador da Cultura da Câmara Municipal da Maia, Mário Nuno Neves, escreveu um post na sua página de facebook onde, entre outras coisas, disse o seguinte:

Na maioria das retóricas sobre o Dia da Mulher não consigo deixar de perceber um paternalismo camuflado. Nada que me espante. O que me faz pasmar é o ar de felicidade bovina da maioria das mulheres quando escutam estas baboseiras. Filha minha dava-lhes com a cadeira na cabeça.

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O regresso de Maria Joana

Canabidiol é um dos componentes do óleo de Cannabis sativa e da Cannabis indica, normalmente designadas como “Erva”, “Marijuana” ou “Haxixe”. A planta em causa toma o nome de Cânhamo e desempenhou, noutros tempos, um papel muito importante em várias indústrias nacionais, designadamente a indústria têxtil. Dada a sua importância económica, chegou a dar o nome a algumas terras portuguesas, como é o caso de Marco de Canavezes.

Na época dos Descobrimentos, a fibra de cânhamo era usada para produzir, além do vestuário, muitos artefactos fundamentais à indústria naval, como, por exemplo, cordas e velas. As cordas de cânhamo, extremamente resistentes, estão eternizadas na famosa Janela Manuelina do Convento de Cristo, em Tomar.

O Canabidiol é um componente químico da planta do qual está ausente o princípio psicoactivo, tendo sido isolado em laboratório no final dos anos 30 do século XX e objecto de registo de Patente nos Estados Unidos, em 1940, com o número 2.304.669.

Passados mais de sessenta anos, a 7 de Outubro de 2003, uma outra patente foi registada, também nos Estados Unidos, relacionada com as aplicações possíveis dos Canabinóides, incluindo  o Canabidiol, em determinados domínios da medicina e do tratamento de algumas doenças. Mais concretamente, o objecto da patente em causa, que tem o número 6.630.507, é o uso de Canabinóides como antioxidantes e neuroprotectores. O texto introdutório do registo dessa patente é o seguinte:

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Pão e Rosas

Um texto de João José Cardoso, publicado, no Endrominus, no dia 8 de Março de 2007.

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(imagem daqui)

O Dia Internacional da Mulher foi estabelecido a partir da data de uma greve de operárias nova iorquinas, em 8 de Março de 1857. Ou talvez não. Rezam algumas crónicas que patrões e polícias trancaram as mulheres dentro da fábrica, lançaram-lhe fogo, e 129 morreram carbonizadas.

Embora factos como este tenham sucedido mais de uma vez num século XIX liberal, quando os patrões faziam mesmo o que queriam, existe um misto de lenda e história na escolha da data.

Prefiro outra lenda, a do Pão e das Rosas, por vezes misturada com as do 8 de Março, que tem origem num poema com o mesmo nome da autoria de James Oppenheim, publicado em Dezembro de 1911, e oferecido às “mulheres do Oeste”. Está geralmente associado a uma greve do sector têxtil em Lawrence, Massachusetts, em Janeiro-Março de 1912, e que ficou conhecida pela Greve das Rosas e do Pão. A greve de Lawrence, que uniu dezenas de comunidades imigrantes foi, em grande parte, conduzida por mulheres. Muitos afirmam que, durante a greve, algumas das mulheres transportavam um cartaz que dizia Queremos pão mas também queremos rosas! Não existem provas fiáveis que o confirmem, e esta afirmação foi rejeitada por alguns veteranos da greve de Lawrence, provavelmente homens, está-se mesmo a ver.

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Para esquecer de vez o do bolo rei…

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… porque este é definitivamente mais bolos (e parabéns, RTP. Apesar de tudo).

Golos que vão disfarçando falta de qualidade

Sérgio Ramos. Duas cabeçadas, dois golos. Não é efectivo nem bonito mas nasceu com o dom de marcar no momento da verdade.

O Jaime Nogueira Pinto possui o direito a falar?

Não, não possui. Possui o direito a estar calado na mesma medida em que o regime que ele defendeu e defende considerava como um dever cívico do ser humano o dever a estar calado. “Não se discuta política” – disse um dia Salazar.

Bolsas de estudo do Ensino Superior: uma questão sem fim

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Em 2005 quando entrei no ensino superior, a DG\AAC então presidida por Fernando Gonçalves lutava com afinco pelo aumento do numero de bolseiros na UC. Eu, na altura um jovem caloiro bolseiro, tomei a luta como minha e avancei com a Direcção Geral para Lisboa, chegando inclusive nessa manif a levar uma lapada de uma amiga afecta ao Bloco quando a manifestação se dividiu em duas com agendas distintas.

Anos mais tarde quando o Governo Sócrates decidiu fazer modificações ao Regulamento de Atribuição de Bolsas de Estudo em 2010 com o famigerado Decreto-Lei 70\2010, na condição de não-bolseiro, alinhei mais uma vez na luta e pressionei muito a DG de Miguel Portugal a avançar para formas de protesto não convencionais. A nova ponderação dos elementos do agregado familiar para e feitos de cálculo do valor a atribuir excluiu o acesso a milhares e levou pela primeira vez no Ensino Superior a uma debandada em massa de estudantes por indeferimento das suas bolsas e consequentemente por falta de recursos financeiros. Esse DL previa na altura a passagem de todos os membros do agregado familiar para uma capitação inferior a 1, algo completamente ridículo que obviamente se reflectia nas fórmulas de cálculo. O agregado que auferia a título de exemplo 13000 euros por ano a dividir por 4 elementos, via na nova fórmula uma divisão do valor por 2.7 pessoas. O candidato valia 1 pessoa, pai e mãe 0.5 e o irmão 0.7. O rendimento per capita subia, portanto. [Read more…]

O observador no seu melhor; o “policiamento das praxes

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AA de Coimbra? Não conheço. Conheço a sigla AAC, sigla que abrevia a Instituição Associação Académica de Coimbra. É o que dá poupar nos títulos.

Mas até via com bons olhos o policiamento das praxes. O policiamento a sério, sem aspas, com ordem para dar nas canelas e nas cacholas de todos aqueles frustrados recalcados (na sua praxe) que acham que o uso de uma capa e batina dá direito a super poderes ilimitados para molestar, agredir e humilhar.

Propor a supervisão das praxes por parte das instituições de ensino superior e do governo é algo que não vai mudar absolutamente nada na questão a não ser a criação de mais uma dúzia de observatórios fantasma (quase sempre criados para dar mais uns empregos aos boys das jotas) e de relatórios inconclusivos. O humilhado na praxe vai continuar a humilhar na veste de praxista, o agredido vai agredir, o veterano vai continuar a tentar abusar sexualmente da inexperiente caloira na sua primeira semana (sim, isto acontece!) e por aí adiante. Os crimes que diariamente se cometem pelas instituições de ensino superior deste país continuarão a ser silenciados pelos que os sofrem em virtude daquela estranha e arcaica Omertà imposta pelos vets e as vítimas, bem as vítimas continuarão a desistir dos seus cursos por vergonha ao invés de serem estimuladas a clamar por justiça.

Antoine Griezmann e a crise no Valência

O avançado francês fez o que quis da defesa ché. No lance do primeiro golo do Atlético chega a ser dramático para quem vê, sabendo de antemão a qualidade dos jogadores do Valência a forma displicente em como o avançado gaulês consegue sair da primeira linha de pressão por falta precisamente de capacidade (mesmo até de vontade e de atitude), como ninguém sai a Koke no momento de transição e como Griezmann vindo de trás tem todo o tempo do mundo para passar pela defesa do Valentia sem que alguém o acompanhe.

A equipa de Cesare Prandelli mete dó.  [Read more…]

A nossa primavera

Lie to me if you will at the top of Beringer Hill
Tell me anything you want, any old lie will do
Call me back to you

A Ponte é uma miragem

gaia

Quem tenha estado atento à evolução da cidade do Porto nos últimos anos, não pode ter deixado de reparar numa transformação, em alguns caso radical, do ambiente da cidade. Para o bem e para o mal, o Porto é hoje um lugar muito diferente daquele que conhecíamos há poucos anos. Visitado diariamente por milhares de turistas, modificou a sua paisagem e a sua energia, interveio profundamente no património edificado e as suas ruas, cafés, livrarias e monumentos estão hoje cheias de pessoas oriundas dos mais variados países do mundo e das mais diferentes culturas. Mesmo os seus lugares históricos, e os mais pitorescos, sofreram um processo profundo de adaptação, a maioria das vezes no sentido de melhor responderem às exigências da nova indústria rainha da cidade, o Turismo.

Vila Nova de Gaia é a cidade que fica do outro lado do rio. Do ponto de vista turístico, a sua principal ligação à cidade do Porto é pela Ponte Luís I, uma das mais belas obras de engenharia legadas pelo século do ferro, que constitui um ex libris das duas cidades da foz do Douro e faz parte de uma das mais belas paisagens urbanas do mundo.

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Era para vir elogiar a exibição do Bas Dost…

… mas acabo por ter que vir realçar a incapacidade visível desta equipa em gerir vantagens, as falhas na pressão a meio-campo e a crónica avenida e falta de agressividade na lateral esquerda.

Os segredos de Lionel Messi

Para desfrutar do futebol positivo do argentino na goleada por 5-0 frente ao Celta de Vigo.
O golo de Neymar e o último do argentino chegam a ser ridículos de tão bem conseguidos do ponto de vista técnico. Não é fácil brincar com o centro de gravidade do guarda-redes.

Quais são os segredos do futebol redondinho do jogador argentino?

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Obrigado Campeões!

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Nelson! Patrícia! Tsanko! O nosso atletismo continua de boa saúde!

No rumo certo

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O meu grande Amigo Francisco (porque amigos presentes como o Francisco como o Ricardo, como o João, como a Ana, como o António, como o Fernando, como a Eva, no fundo como todos os que tenho aqui nesta grande família que é o Aventar, escasseiam) tinha razão quando aqui escreveu que Bruno de Carvalho estava no rumo certo.

Efectivamente.

Uma grande “sova”, pá. De Sportinguismo, em primeiro e único lugar. Estamos mais vivos que nunca.

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Alguém da UEFA está a ver o que se passa na Feira?

É que não é por nada mas o Benfica tem uma pena da UEFA suspensa por mau comportamento dos adeptos por 2 anos, na sequência dos episódios de Madrid na época passada. 

No rumo certo

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Terminou em Amesterdão. Obrigado jogadores! Obrigado Martim Aguiar! Obrigado Ian Smith! Obrigado a todo o staff que proporcionou um altíssimo rendimento a todos os atletas! Obrigado Luis Cassiano Neves e restante direcção da Federação Portuguesa de Rugby! O rugby português está de parabéns: a nossa selecção acaba de atingir o 5º triunfo consecutivo, passou para a liderança do grupo C da Rugby Europe e deu um passo de gigante rumo à subida para o nosso lugar natural que é o Grupo B e quem sabe rumo ao Mundial 2019 no Japão!

A última vez que isto se sucedeu foi, para terem a noção, foi no período de jogos realizados entre 2002 e 2004 quando obtivemos 8 vitórias consecutivas!

Apesar de ainda existirem algumas arestas por limar neste mandato federativo, em especial no que concerne à politica de desenvolvimento, a alguns aspectos relacionados com o quadro competitivo juvenil e sénior, no que concerne às selecções, o trabalho que está a ser desenvolvido pela actual equipa federativa e pelo staff de todas as selecções está a ser simplesmente 5 estrelas! A seguir à tempestade (a descida do Grupo B em 2016) vem a Bonança! Martim Aguiar é o homem certo para o lugar certo: sem os marialvismos do passado está a construir a pouco e pouco a equipa que quer para o nosso futuro a médio prazo, mesmo apesar de continuarmos sistematicamente a não poder contar com os nossos jogadores que alinham no estrangeiro, Martim Aguiar está a incutir algo que falta há muito ao rugby português: exigência, competitividade e espírito vencedor!

Ora vejam lá bem se…

… não é o maior milagre da história a seguir à passagem de Santo Agostinho do estatuto de maior putanheiro da Idade Média a Santo.

Emil Forsberg: desmistificar a verdadeira posição 10

A propósito da posição de Chico Geraldes, ouvi João Alves dizer num dos últimos episódios do programa playoff dizer uma baboseira de todo o tamanho. Afirmou o luvas pretas nesse episódio, perante o sábio Rodolfo, tantas vezes citado aqui no Aventar por um grande amigo meu, que o clássico número 10 é um jogador que joga obrigatoriamente atrás dos avançados, com a função de criar no corredor central. Respeito muito o João Alves mas, à semelhança do que os compadres da terra dele (Albergaria-à-Velha) dizem ao tasqueiro quando o vinho não é maduro (por norma uma reserva com mais de 6 anos), o João Alves está passado. Como futebolista foi um grande jogador, tendo aberto o filão do estrangeiro para todas as gerações que se seguiram. Como treinador foi mediano. Como comentador, a idade, bem, a idade pesa-lhe e fico-me por aqui: está passado!

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Recordar o “louco” Tour de France de 1998

Pelo periscópio de Jeremy Whittle aqui no Cycling News.com

Luis Filipe Vieira; as mil formas de coacção e o ódio, aquele sentimento visceral

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Vi com a máxima atenção a entrevista exclusiva que a CMTV levou a cabo na noite de ontem a Luis Filipe Vieira. Pela primeira vez concordei com algumas das posições do presidente do Benfica, apesar de continuar a discordar do seu método de actuação.

Cumpre-me saudar o facto do presidente do Benfica ter sido um dos primeiros dirigentes senão mesmo o primeiro a admitir que um erro de arbitragem beneficiou o seu clube, mesmo apesar da habitual (clássica) tentativa de spin para o lance do penalty que ficou, a meu ver, injustamente por marcar em Setúbal. Continuo a acreditar, em questões de arbitragens que não existem erros admissíveis assim como continuo a acreditar piamente que em relação ao meu clube, indiferentemente da postura mansa ou agressiva dos nossos presidentes e dirigentes, existe (factualmente) uma postura por parte da arbitragem, dos seus dirigentes e das influencias que historicamente os movem ou moveram uma intenção deliberada de errar para o segregar e para o excluir das vitórias. Se acredito que existem árbitros que erram por clubite aguda ou por instruções de terceiros? Se acredito que existem encomendas? Claro que acredito. Faz parte do futebol. O que não faz parte do futebol é errar sempre para o mesmo lado. Tanto erro, para o mesmo lado, é uma evidência clara de um futebol altamente viciado, que a continuar assim, diga-se a bom da verdade, irá afastar investidores e consumidores.

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A morte por asfixia do Serviço Nacional de Saúde; a droga, a indústria do álcool – um breve relato.

Ontem, conforme a marcação previamente acordada com o Hospital de São Teotónio em Viseu, dirigi-me ao serviço de cirurgia para executar uma operação cirúrgica de pequena escala. Preparado que estava por antecipação, cheguei ao hospital 1 hora antes da hora acordada. Do ponto em que me encontrava pude espreitar durante horas a fio o lufa-lufa das urgências através das vidraças. O que previsivelmente me iria demorar umas 3 horas entre espera, intervenção (a um quisto na zona do cóccix) e alta clínica acabou por demorar 6 devido a um conjunto de circunstâncias extraordinárias ocorridas durante o dia de ontem no referido hospital.

As urgências estavam como sempre abarrotadas de pessoas, principalmente idosos. Durante as 4 horas em que pude observar o serviço apercebi-me do ambiente em que diariamente trabalham dezenas de profissionais de mão cheia, diga-se a bom da verdade: existe uma falta notória de pessoal (apesar do hospital já contar com 4 médicos estrangeiros; contudo existem especialidades em que o médico de serviço não tem mãos a medir para a afluência que se regista), de espaço para colocar os doentes (os corredores principais das urgências estavam abarrotados de macas e pessoas literalmente empilhadas em cadeiras de rodas; havia filas de macas até a sala de TACs; apesar de já existir um projecto, as urgências do Hospital de Viseu precisam muito de ser ampliadas porque o hospital, central a praticamente 3 distritos, já não tem capacidade de resposta para a enorme afluência) e de meios para intervir nos casos mais complicados.

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