Noite escaldante no Porto

Entendeu a Liga Portuguesa de Futebol não realizar os jogos da última jornada do Porto e do Benfica no mesmo dia e à mesma hora, talvez porque a vitória no campeonato esteja decidida, permitindo assim um maior encaixe financeiro com a transmissão directa dos 2 jogos.
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Acontece que, nestas coisas da bola, há cada vez menos bola, em detrimento de mais programas de fanáticos do seu clube, mais gente que não quer saber de bola sequer e, no caso, uma claque de doidos, como todas as outras, que, em vez de estar num estádio a ver o jogo do seu clube, poderá estar à solta noutro local da cidade do seu clube, quiçá ali mais para as bandas do Estádio do Bessa, à hora do Boavista vs. Benfica!
Está o “balh’ armado”, pelos vistos, com incúria e sem precaução nenhuma.

Um banho de realidade

Temos novos santos, temos velhos santos e até heróis verdadeiros. Somos imensamente bons, vivemos num país belíssimo, seguro o bastante (até ver) e, numa escala apreciável, materialmente (estou a ser benévolo) indigente.

Efectivamente, de acordo com os últimos dados do INE, mais de 25% da população residente em Portugal no ano de 2016 – cerca de 2,6 milhões de pessoas – estava em risco de pobreza ou de exclusão social.

Para a aferição deste risco definiu-se, no âmbito da estratégia económica de crescimento (estratégia Europa 2020), um indicador relativo à população em risco de pobreza ou exclusão social que conjuga os conceitos de risco de pobreza relativa – pessoas com rendimentos anuais por adulto inferior ao limiar de pobreza – e de privação material severa, com o conceito de intensidade laboral per capita muito reduzida.

Considera-se no limiar da pobreza o cidadão europeu que não obtenha 60% do rendimento médio por adulto equivalente no seu país, correspondendo a proporção dos que não atingem esse limiar à taxa de risco de pobreza.

Sem querer retomar agora a discussão sobre se é legítimo padronizar desta forma a pobreza, introduzindo uma medida da qualidade de vida das pessoas que não leva em devida conta o custo de vida de cada país – uma vez que o rendimento médio pode, como sucede em Portugal, indiciar já a carência dos recursos financeiros necessários para assegurar aquela qualidade de vida, visto ser muito inferior ao rendimento médio, não dos países mais ricos da Europa, mas da média dos países da UE a 28 -, o facto é que mesmo os dados assim obtidos são de tal modo graves e socialmente insuportáveis que não podem deixar de requerer uma permanente e consequente mobilização política e social contra a pobreza.

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Crónicas do Rochedo XVII – É só uma canção?

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Nem sei precisar o número de anos sem um simples “deitar o olho” a um festival de canção. Este ano foi diferente por um mero acaso: ter visto/ouvido a canção do Salvador Sobral nas redes sociais e a sua prestação nas meias finais. Ficou aquela sensação de: “será que uma música destas ganha o festival da canção?”. Ganhou para enorme surpresa minha. E depois foi o: “será que consegue o milagre de ganhar em Kiev?”.

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Canonizem o homem!


Salvador Sobral: Isto é que foi um verdadeiro milagre! Parabéns!

E porque não?

Vou pedir aos leitores uma coisa simples: a leitura de um artigo de opinião sobre a possibilidade de uma taxa de IVA de 50%. Primeiro tentem ler sem complexos, sem ideias feitas e depois tirem as vossas conclusões.

Será esta a solução? Não sei. Existe melhor? Não sei. Responda quem saiba.

Fátima, Futebol e Festival da Canção…

 

… onde Portugal é representado por um Salvador cujo coração carece efectivamente de salvação, correndo o risco iminente de colapsar.

Com esta conjugação cósmica, o fim do mundo português será pois a 13 de Maio, com o Governo, Autarquias Locais e empresas públicas a tolerarem o ponto à malta no dia prévio para que – eis a razão – possa arrumar as suas coisas em Paz. Resta saber se terá epicentro no joelhódromo, no Marquês ou em Kiev, com a milagrosa conversão da Rússia à ilharga.

Porém, nihil obstat. Está tudo bem assim e não podia ser de outra forma.

En marche

Liberalismo derrota nacionalismo proteccionista. Boas notícias para a Europa, excelentes para a França.

A furiosa destruição do planeta

Brutal contaminação do Rio Musi, em Hyderabad

Foram estas três notícias, num único dia:

1. Há uma nova fenda num dos blocos de gelo gigantes da Antártida

Icebergue com a extensão do Algarve estará prestes a desprender-se. Segundo estimativas dos especialistas, se o gelo retido pela barreira Larsen C chegar ao mar, o nível dos oceanos poderá subir cerca de dez centímetros.    

DN, 05 de Maio de 2017

2. Andamos a temperar a comida com sal que tem microplásticos

Estudo analisou 17 amostras de sal de mesa vendido em oito países (incluindo Portugal) e confirmou contaminação com microplásticos. Uma das três amostras portuguesas testadas atingiu o máximo observado com dez microplásticos por quilo de sal. 

Público, 5 de Maio de 2017  [Read more…]

Crónicas do Rochedo XVI – O algodão não engana…

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Ontem escrevi um post sobre o facto de Rui Moreira se ter divorciado do PS. Um dos comentários com que fui brindado no facebook foi:

O problema do teu post, Fernando, é que partes dos princípio que o Rui Moreira funciona segundo os cânones da política partidária. Rui Moreira sempre deixou claro que contava com Pizarro por uma questão de lealdade política, por ter sido um bom parceiro durante o mandato, e que aceitava o apoio do PS nesse pressuposto. Traçou linhas vermelhas na sua relação com os partidos, aceitando o apoio de quem subcrevesse as regras. Violadas as regras, de forma reiterada, assumiu as consequências. Não há nem manha nem calculismo” – Rodrigo Adão da Fonseca.

Ora então, passadas 24 horas, o que temos?

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Crónicas do Rochedo XV – De uma decisão há muito tomada…

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Rui Moreira não precisou do PS para ganhar as eleições autárquicas no Porto em 2013. Só precisou no dia seguinte. Para ter uma maioria estável e governar na paz do Senhor durante os quatro anos do seu mandato. Será que precisa para ganhar as eleições deste ano?

Obviamente que não. Nem do PS nem do PSD e muito menos do Bloco ou da CDU. Para ganhar não precisa. Mesmo para governar tenho dúvidas pois estou convencido que, sozinho, consegue os 44% mínimos para ter maioria absoluta. Mas já estive mais convencido disso há uns meses do que hoje por um motivo muito simples: a abstenção fruto do “já ganhou”.

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O encerramento da CGD de Almeida, o cobarde Paulo Macedo e um Governo que não é de Esquerda*

A Caixa Geral de Depósitos decidiu encerrar o balcão de Almeida, um dos municípios mais deprimidos do interior português.
Paulo Macedo, o gestor-maravilha continua assim uma política de cortes que é a sua imagem de marca por onde passou. Por isso foi convidado por este Governo: para cortar.
O problema de Paulo Macedo é que a cobardia está-lhe na massa do sangue. Todos nos lembramos como tremeu quando era Ministro da Saúde e um doente se passou em pleno Parlamento por causa dos medicamentos para a Hepatite C. Dias depois, aí estavam os tais medicamentos milagrosos que durante anos não apareceram. Antes que alguém lhe chegasse a roupa ao pelo.
Nos últimos dias, porque um cobarde será sempre um cobarde, recusou-se a receber o Presidente da Câmara de Almeida e mandou em seu lugar um subordinado. Este tipo de gente é assim e só vai ao sítio à base de pancada.
Ouvi na TSF António Baptista Ribeiro a falar do luxo e da ostentação da sede da Caixa em Lisboa e tem toda a razão: aquilo dava para pagar não sei quantos anos de funcionamento do Balcão de Almeida e de todos os outros balcões encerrados.
Quanto ao Executivo, mostra uma insensibilidade social digna de um Governo de Direita. [Read more…]

Inimigo Público? Não…TVI24

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(Via página de facebook de Miguel A. Pinto)

Crónicas do Rochedo #XIV :: A ousadia dos tontos

O comentador de direita(???) que a esquerda mais gosta, João Miguel Tavares, escreveu no Público um artigo em que procura explicar porque não pode um maçon ser Primeiro-ministro em Portugal.

Aguardo pelos próximos artigos onde o autor vai explicar que não pode um membro da Opus Dei ser Primeiro-ministro em Portugal nem uma Testemunha de Jeová e menos ainda um clérigo da Igreja Adventista resvalando nas semanas seguintes para a proibição aos Judeus, seguido do mais que lógico impedimento a qualquer criatura que seja adepta do FC Porto. O mais difícil é começar e JMT já começou.

Porém, uma leitura mais atenta ao seu artigo permite perceber melhor quem quer ele atingir. A maçonaria? Não, este é daqueles que é forte com os fracos e fraco com os fortes. Não. Todo aquele relambório tinha como único objectivo açoitar dois protagonistas da direita portuguesa. E como a esquerda gosta destes fretes! As desculpas e as voltas que o autor deu para chegar a Luís Montenegro e Pedro Duarte. Parece que os dois são da maçonaria. Segundo as fontes do JMT. Porque os visados não desmentiram as referidas fontes/notícias conclui o comentador de direita adorado pela esquerda caviar que eles são da maçonaria. Não sei. Desconfio é que sejam ambos do FC Porto e isso sim, para o JMT e os seus companheiros de luta, isso devia ser criminalizado. O que eu gostava de saber é se qualquer um deles é competente para o suposto cargo. Dispenso, deve ser mania minha, saber se são da maçonaria, da opus ou testemunhas de Jeová ou qual a sua orientação sexual. Mas devo ser eu que estou errado.

Não conheço o Luís Montenegro, penso que me cruzei com ele uma ou duas vezes em cerimónias públicas. Já o Pedro Duarte conheço. E do que conheço considero-o competente para o cargo. Só não sei é se ele o deseja. Se não o deseja, não terá de se preocupar com este tipo de tonto. Se o deseja, então muito cuidado. O ideal é começar, desde já, a usar na manga da camisa uma fita identificadora. Seja ela um triângulo com um olho no meio ou uma estrela de David ou mesmo uma bola de basquetebol azul com um Dragão na parte superior.

É que a ousadia dos tontos é muito perigosa. Mesmo.

Braga e o Dia do Trabalhador


À pressa,  há pressa em inaugurar mais um supermercado no centro da cidade! 
© GS

Uma República Laika

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Laika como a cadela russa conhecida por ter sido o primeiro ser vivo terrestre a ser lançado no espaço. E não laica por assumir uma posição oficialmente imparcial no domínio religioso, não apoiando nem descriminado nenhuma religião.

De acordo com as versões oficiais, Laika morreu, como aliás antecipadamente se sabia, cerca de uma semana após o lançamento do Sputnik 2, em 3 de Novembro de 1957. No entanto, a experiência, que visava testar a capacidade de resistência animal no espaço, não traria grandes contributos para o conhecimento científico da época, tanto mais quanto a cadela morreu, afinal, devido ao pânico e ao sobreaquecimento, algumas horas depois de o satélite ter sido lançado.

O Sputnik 2 viria, com o cadáver de Laika a bordo, a dar 2.570 voltas ao redor da Terra, até incendiar-se na atmosfera no dia 14 de Abril de 1958, depois de 162 dias em órbita. Menos, é certo, do que o Governo que pretende decretar agora, a pedido dos bispos, tolerância de ponto na função pública, no dia 12 de Maio.

Não depositando grande expectativa na fundamentação desta decisão, seja ela assente no respeito pelos sentimentos religiosos maioritários do povo, em razões de segurança ou nas eleições autárquicas que se avizinham, todas elas ilegítimas e desapropriadas, e não obstante a aparente complacência da esquerda, resta saber quanto tempo demorará a tornar-se cadáver um Governo que comete o pecado de violar os princípios republicanos em que se diz sustentar.

 

Macron

Será o próximo presidente de França. Boas notícias para o liberalismo, derrota em toda a linha para o estatismo de esquerda e direita…

Devia era pedir desculpa ao Benfica

FC Porto envia pedido de desculpas à Chapecoense

A política como exemplo de Virtude para os jovens

Não passou muito tempo pela eleição de Trump. Quase todos os líderes europeus fizeram observações apocalípticas sobre essa bizarria. Era um bronco, um ignorante, um populista perigoso. Hoje todos “compreenderam” o ataque à Síria.

Isto não é política internacional. É a política.

Olho por olho, (resi)dente por (resi)dente

Uma série de acontecimentos ocorridos recentemente, entre descarrilamentos, um eloquente post de alguém muito atento à matéria ferroviária e actos de residência pífios, levaram-me, em associação livre de ideias, ao novo disco dos The Residents, todo ele construído sobre relatos do crescente número de acidentes de comboio que o incontrolável desenvolvimento tecnológico de finais do século XIX ia produzindo e das “rápidas e desagradáveis mortes” que infligia.

Não pretendendo enveredar pela crítica a mais um capítulo da extensa obra desta super-banda – toda a gente ama os Residents, os quatro decoradores de interiores do apocalipse, embora desconhecendo a identidade dos seus membros, quando não mesmo a sua música (música?) -, não posso deixar de assinalar aqui o seu 84.º álbum, “The Ghost of Hope,” na esperança que vos possa assombrar o luminoso fim de semana que se avizinha.

Louro, de bico doirado

 

No meio da desinformação, comum nestes casos, produzida por várias fontes sobre o sistema financeiro português, não é fácil, aos cidadãos comuns como nós, compreender um longo processo de conquista que conheceu, agora, mais um momento importante, com a alienação do Novo Banco, e que, provavelmente, prosseguirá com o desmantelamento do que resta. O que está, e sempre esteve, em causa, pode resumir-se a um acto de sofisticada pirataria, longa e meticulosamente preparado, cujo propósito foi a captura total do poder financeiro português.

Podemos, e devemos, fazer juízos éticos, políticos e até judiciais, sobre os bancos e os banqueiros, cuja árvore genealógica se perde na Ordem do Templo, sobre o seu poder efectivo na governação de sociedades hoje ditas democráticas, Estados de direito e outras projecções discursivas muito adequadas a um mundo que, de facto, já não existe. Mas não podemos negar que esses bancos e esses banqueiros, herdeiros directos dos Templários, são pilares estruturantes das nossas sociedades e detêm, de facto, o poder de influenciar o destino de países bem maiores do que Portugal. Mesmo que Portugal fosse do tamanho do mundo inteiro.

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Desapareceu a Estátua de D. Pedro IV na Praça

Talvez ficasse melhor

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Jacinta e Francisco, Santos.

E Lúcia? Fica a ver navios?

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Nah… Este pode ser só o teaser para o cartaz do próximo dia 13 de Maio em Fátima.

 

Tão f***dos que nós éramos

Era assim. Um fidelíssimo retrato pela Clara Ferreira Alves de Portugal antes do 25 de Abril. Revista E, Expresso, 18/03/2017 (clicar para ler). Assinaturas Expresso Digital aqui.

Que invejoso!

Outra deste (além da aldrabice do Mestrado).

Cito George Best, futebolista do MU,  “Gastei muito dinheiro em bebida, mulheres e carros rápidos. O resto gastei mal gasto”.

Pecados da Igreja

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“O pecado é tão antigo quanto a Igreja pois esta é feita de homens com as mesmas tentações e fraquezas de todos os outros. E a Igreja Portuguesa não é exceção. Com um estilo ligeiro mas sustentado numa investigação meticulosa, Secundino Cunha revela-nos os acontecimentos que marcaram negativamente a Igreja portuguesa nos últimos 20 anos, abalando populações e incendiando o país.
Casos de padres que cederam à tentação do amor, narrativas de desventuras e vinganças, histórias de revoltas populares e fugas atribuladas por paixão que deram origem a calvários sem fim. E, claro, não poderiam faltar os famosos contos do vigário. Venha descobrir e deleitar-se com uma Igreja Católica Portuguesa que nunca imaginou, e os desafios diários que ela enfrenta na luta eterna entre a virtude e o pecado”.

Falar sobre o CETA em Portugal- mas a sério

Aprovado que foi o acordo de comércio livre entre a União Europeia e o Canadá (CETA) pelo Parlamento Europeu no passado dia 15 de Fevereiro, irá entrar em vigor muito em breve – provavelmente a partir de 1 de Abril – a parte do acordo que é da “competência exclusiva da UE”. Atendendo a que se trata de um “acordo misto” – classificação arrancada à força à Comissão, que insistia no “EU only” -, é agora a vez dos 38 parlamentos nacionais e regionais da UE ratificarem o acordo. O governo português está mortinho por fazê-lo até ao verão, em conluio com os partidos da ex-PAF, chumbando, de cada vez que são apresentados, projectos de resolução do BE, do PCP  e do PEV contra o CETA.

Sendo irrisório o número de portugueses que têm conhecimento do CETA, a Plataforma Não ao Tratado Transatlântico vem, há anos, exigindo a realização de debates e a divulgação do acordo por parte dos media e do governo. Pois bem, eis a grande e rara oportunidade de alguns habitantes de três cidades do país ouvirem falar no assunto, no âmbito dos debates que o governo vai realizar, a saber:

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EDP: A Esquerda que ladra mas não morde

A EDP teve em 2016 lucros de mil milhões de euros. Não obstante, recebeu no mesmo período um perdão fiscal de 20 milhões. Fora os outros.
E mesmo assim, já garantiu que a sanha contra os contribuintes vai continuar. E mesmo assim, sem precisar de garantir, os portugueses vão continuar a pagar uma das electricidades mais caras da Europa.
Escandaleira que não perturba a Esquerda e seus apoiantes. Já lá vai quase ano e meio de Geringonça e, no entanto, continuamos à espera – sentados, de preferência – de medidas que acabem com a pouca-vergonha. Planos Nacionais de Barragens, Barragem do Tua, rendas excessivas, perdões fiscais – em António Mexia e no seu buraco, cabe tudo. Mil milhões de lucro? Qual seria o défice se esse lucro fosse do Estado?
Do PS, nada espero. É exactamente igual ao PSD. Do PCP e do Bloco, esperava mais um (gigantesco) bocadinho.

Notícias da Palestina

Tamel Abu Ghazaleh nasceu no Cairo em 1986 no seio de uma família palestiniana. Aos 2 anos cantava e tocava música, tendo começado a compor com a idade de 9 anos. Iniciou formalmente a sua educação musical em 1998 no Conservatório Nacional de Música de Ramallah (actualmente, Conservatório Edward Said), onde estudou os seus instrumentos de eleição – o oud e o buzuq -, assim como teoria musical, história, análise, composição, arranjo e performance, sob a supervisão do músico palestiniano Khaled Jubran.

Em 1991, Abu Ghazaleh lançou o seu primeiro single, “Ma Fi Khof” (“Sem Medo”), que passou a ser amplamente cantado em protestos durante a primeira Intifada. O seu primeiro álbum, “El Janayen Ghona” (“Jardins de Música”), com canções por si elaboradas entre os 5 e os 15 anos, foi editado em 2001. Em 2006, com 20 anos de idade, produziu o seu segundo álbum, “Mir’ah” (“Espelho”), que editou em 2008. O registo das sete canções, escritas nos períodos de recolher obrigatório da segunda Intifada, reflecte a experiência de viver na Palestina durante esse período.

Em 2007, fundou a organização de música independente “eka3”, concebida como incubadora de negócios de promoção da música árabe, através da qual fundou a editora musical “Mostakell”, uma empresa de agência musical e uma empresa de licenciamento de música, tendo ainda sido co-fundador da revista de crítica musical “Ma3azef.com”.

Em 2010, Tamel Abu Ghazaleh fundou o grupo musical multi-géneros “Kazamada” com Zeid Hamdan, Mahmoud Radaideh e Donia Massoud e em 2012 co-fundou a banda alternativa “Alif”, com Maurice Louca e Khyam Allami, tendo colaborado com variadíssimos músicos árabes e participado em diversos projectos artísticos desde 2005.

(Do currículo do autor em http://www.tamer.ag/)

No ano passado, editou em nome próprio o álbum “Thult” (“Terceiro Álbum”), de onde vos deixamos o vídeo da música “Khabar Ajel” (“Notícias”): um convite aos famintos do mundo para visitarem a Palestina e deliciarem-se com os manjares que ali são diariamente servidos (a letra está disponível em inglês na página da origem). Bom fim de semana!

SubvençõesVitalícias.pt por José Magalhães

José Magalhães poderia ter escrito uma obra sobre como lutar pelas subvenções vitalícias. Foi um entre os 30 deputados do PS e do PSD que pediram ao  Tribunal Constitucional para travar a norma que acabava com as subvenções vitalícias dos deputados com rendimento de outras fontes, superior a 2 mil euros por mês. Relembro que os eleitos depois de 2005 já não têm direito a essas subvenções. Mas não, Magalhães decide brindar-nos com um livro moralista sobre remunerações de eleitos como se não fosse nada com ele, como se não tivesse beneficiado e bem (as subvenções vitalícias são um exemplo escandaloso) durante 30 anos de parlamento daquilo que agora alega denunciar. É giro denunciar depois de beneficiarmos. É extremamente credível…

Mas esta obra tem mais um ponto interessante, que é o associar automaticamente um estatuto de político profissional aos eleitos. Ora, numa democracia, no nosso parlamento, há professores, investigadores, estudantes, advogados, médicos, etc., que são eleitos por 4 anos e depois desses 4 anos muitos deles voltam à sua vidinha anterior. [Read more…]