Feliz Páscoa


Não esqueçam que “Deus é Humor“.
É importante.

Ora vejam lá bem se…

… não é o maior milagre da história a seguir à passagem de Santo Agostinho do estatuto de maior putanheiro da Idade Média a Santo.

Sobre as Testemunhas de Jeová

Sessão de perguntas e respostas a uma ex-Testemunha de Jeová.

Os bons, os maus e o comboio

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Dou por mim parado na estação de Coimbra B e recordo-me do dia em que vi, pela primeira vez, o João José Cardoso. O João José, a Noémia e o Ricardo, a Carla e o petiz, o Dario, o Orlando e o Nabais e acho que, do pouca-terra que partira de Campanhã, éramos estes. Em Coimbra, naquele belo tasco forrado a retalhos de individuais de papel, com palavras de ordem e devaneios boémios, conheci mais uns quantos. Se a memória não me trai estava lá o Valada, a Eva, o Jorge e o Fernando, que chegou mais tarde. Um dia bem passado, bem regado e de pança cheia. Um raro dia de convívio em que ocupamos o mesmo espaço físico, não descurando todos os dias em que nos encontramos, virtualmente, para arquitectar conspirações, parvoíces e coisas sérias. [Read more…]

Deus apresentou queixa?

Russo está a ser julgado por negar a existência de Deus.

A alta sociedade do Vaticano

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Portanto a coisa funciona assim: mulher alguma se pode apresentar perante Sua Santidade vestida de branco. Excepto se for rainha ou princesa católica. Nesse caso, a regra deixa de existir a as sete senhoras elegíveis para este tratamento de excepção são imunes ao diktat da Santa Sé.

Não deixa de ser irónico (e ridículo) que uma religião que pregue a igualdade dos seres humanos tenha uma regra tão estapafúrdia. Tão absurda. Tão discriminatória. Mas tem. No que diz respeito aos trapinhos que cada uma pode usar na presença do Papa, existe a alta sociedade e a ralé. As duas castas da indumentária. [Read more…]

7 de Janeiro

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Hoje, dia 7 de Janeiro, um ano depois dos atentados que vitimaram os jornalistas do Charlie Hebdo, vamos lembrar-nos de que aquelas pessoas morreram porque faziam desenhos. Morreram porque rejeitavam todas as ideologias relacionadas com a religião. Porque as criticavam, porque gozavam com elas, porque se riam delas. Morreram no século XXI, em França, na Europa, porque gozavam com uma religião – com todas as religiões.

Lembrem-se também de que os terroristas atacaram um supermercado kosher e mataram quatro Judeus. Este não foi só um crime contra a liberdade de pensamento e de expressão. Foi um crime anti-semita. Lembrem-se que o anti-semitismo continua vivo na Europa.

Espero que cada pessoa que abra a boca para acrescentar aquele “mas” após o “matar é mau…” se lembre disso. Desejo que hoje essa gente fique assombrada pelo ódio a tudo o que de bom pode existir numa sociedade, a liberdade de expressão e de pensamento, e por um dos mais antigos e repugnantes crimes contra a humanidade, o anti-semitismo.

 

Em defesa da laicidade

 

Há uns meses li uma entrevista de Elisabeth Banditer em que ela dizia uma frase extraordinária: “Não perdoo à esquerda o ter abandonado a laicidade”. Comecei a perceber, como o tenho percebido desde Janeiro, que a Esquerda ocidental está a entrar por um caminho ideológico muito tortuoso e confuso: que perdeu, que está a perder a sua identidade. Desta vez a culpa não é da Direita, não é dos grupos extremistas, não é de ninguém a não ser da própria esquerda e dos próprios elementos de esquerda que esqueceram as suas origens.

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O How e o Know-How

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Salvador Dali, ilustração para a Imaculada Concepção

O Porto Canal descobriu um filão neste homem que tem o condão de nos colocar permanentemente em estado de estupor filosófico. Retenhamos esta sequência, a propósito da adopção por casais do mesmo sexo:

Eu sou homem. Tenho, por exemplo, órgãos genitais de homem, pénis, testículos, etc. Não fui eu que os fiz. Não fui eu, que os fiz. É claro que eu posso… se calhar foi a minha mãe. A minha mãe já faleceu. Mas eu posso facilmente imaginar-me a perguntar à minha mãe: – olha, tu sabes fazer pénis? (…) – Oh filho, eu sei lá fazer uma coisa destas. – Mas tu fizeste 4! Ela fez 4! Mas não sabe fazer pénis!” (…) Tenho aqui um problema. Ela não sabe fazer. Mas fez!“.

Bastaria tal pequeno exercício de retórica para nos apercebermos que entre os órgãos genitais do professor Pedro Arroja se encontram a cachimónia, as cordas vocais e a língua, capazes de gerar e dar à luz, como estes, pequenos sistemas de vida intelectual antecipadamente extintos (ou seja, abortos lógicos). Caramba, ninguém lhe saberá explicar a diferença entre o fazer e o saber-fazer?

Eu tenho certos órgãos, que já identifiquei. Não fui eu que os fiz. A minha mãe, também não os sabe fazer. O meu pai muito menos. Não vejo ninguém que os saiba fazer e que os tenha feito. (…) Quem foi? Quem foi? A resposta é: foi Deus. Embora o tenha feito no ventre da minha mãe“. (…)

 

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A música que importa

“Imagina que não há países,
Não é difícil se tentares,
Nada por que matar ou morrer
E nada de religiões
Imagina todas as pessoas
A viver a sua vida em paz

Podes dizer que sou um sonhador
Mas não sou o único a sonhar
Espero que um dia te juntes a nós
E o mundo seja uno e apenas um”

John Lennon, Imagine, 1971
[adapt.]

O que responder?

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Voltaire, Dicionário Filosófico, excertos do artigo “Fanatismo”:

Resumindo, todos os horrores de quinze séculos podem ser renovados num só, desde as pessoas sem defesa chacinadas aos pés dos altares, dos reis esfaqueados ou envenenados, um vasto Estado reduzido a metade pelos seus próprios cidadãos, desde a nação mais belicosa até à mais pacífica dividida pela espada desembainhada entre o pai e o filho, os usurpadores, os tiranos, os executores, os parricidas e os sacrilégios violando todas as convenções divinas e humanas pelo espírito da religião: cá está a história do fanatismo e dos feitos.

Não há outro remédio a esta maldita epidemia que o espírito filosófico, que espalha, passo a passo, os costumes dos homens e que impede os acessos do mal. As leis e a religião não chegam para lutar contra a peste das almas. A religião, longe de ser um alimento salutar, torna-se um veneno nos cérebros infectados. Os miseráveis inspiram-se sem cessar no exemplo de Aod que assassinou o rei Églon; de Judith que cortou a cabeça de Holopherne enquanto dormia com ele; de Samuel que desfez o Rei Agag; do padre Joad que assassinou a sua rainha etc. etc. Eles não percebem que estes exemplos, que são respeitáveis na Antiguidade, são abomináveis no tempo presente: eles põem a sua loucura na própria religião que os condena.

O que podemos responder a um homem que te diz que prefere obedecer a Deus que aos homens e que em consequência disso ele está certo de merecer o céu por te matar?

Os líderes dos fanáticos, que colocam os punhais nas suas mãos, são uns velhacos maliciosos. Eles assemelham-se ao Velho da montanha que, diz-se, deu às pessoas fracas uma pequena amostra do paraíso, prometendo-lhes uma eternidade de tais prazeres, desde que eles matassem todos aqueles que ele lhes ordenasse. Em todo o mundo só uma religião não foi conspurcada pelo fanatismo, a dos literatos chineses. Quanto aos filósofos, em vez de serem infectados por essa pestilência, eles foram um remédio contra ela pois o efeito da filosofia é compor a alma e o fanatismo é incompatível com a tranquilidade. Relativamente à nossa santa religião ter sido tão corrompida por estes infernais impulsos, é a loucura dos homens que se deve culpar.

“O século XXI será espiritual. Ou não será.” (André Malraux)

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André Malraux fotografado por Germaine Krull (por volta de 1930)

«O enfraquecimento ou o desaparecimento da religião parecem estar, para alguns, na origem do comunismo ou do nazismo. Será verdade que apenas um sentimento de entrega a algo que está acima e para além do ser humano pode criar as condições de tolerância e de compreensão entre os homens? Antes de mais: terão as religiões assegurado “as condições de tolerância e de compreensão entre os homens”?

Não foi o caso das religiões assíria [cujos deuses eram antropomórficos] e asteca [também politeísta, e xamanista]. (…) Algumas das leis mais atrozes foram enunciadas por sábios confucionistas; mas o confucionismo não passa de uma religião dos mortos. A mitologia grega não é edificante (…). Parece-me que há duas religiões que terão desempenhado o papel que a generalidade das pessoas considera verdadeiramente importante, as que unem o amor e a compaixão: o cristianismo e o budismo. Embora o tenham apenas podido desempenhar como deve ser durante uma parte da sua história.

O Cristo bizantino animou durante mil anos uma civilização de amor sem piedade. Dois em três imperadores bizantinos foram assassinados ou torturados. (…) No século XIII, o cristianismo ocidental cumpre um dos mais elevados destinos da História: constrange o Homem à virtude (…). Cria um herói submetido aos ensinamentos da sua fé (…) Através de Cristo, pelo seu exemplo. Mas não foi o suficiente.

Uma religião une os homens na medida em que faz de cada um próximo. Apesar de esse próximo se limitar, na maior parte dos casos, a ser um correlegionário, e, por mais superficial que tenha sido o humanitarismo do século XIX, somos forçados a constatar que coincidiu com um dos séculos menos cruéis da História… O principal adversário da tolerância não é o agnosticismo, mas o maniqueísmo: nazis e comunistas, mesmo se ateus, são maniqueístas. [Read more…]

Religião, a mais diabólica invenção da Humanidade…

Ao longo dos séculos a fé dos povos tem sido habilmente explorada por teólogos canalhas que manipulam doutrina, incitando ao ódio e desconfiança. Se lermos os ensinamentos, cristianismo, islamismo e judeísmo apregoam a paz, a salvação. Se observarmos a prática, vemos intolerância, busca pela supremacia, utilizando muitas vezes a guerra para alcançar os desígnios…

Fundamentalismo Cristão

No video em cima podemos ver uma troglodita que, sendo chefe da secretaria de um tribunal do Kentucky, se recusa a passar uma licença matrimonial a um casal homossexual, algo recorrente por aqueles lados apesar da união entre homossexuais ser legal naquele estado norte-americano. O Supremo Tribunal de Justiça já se pronunciou contra a decisão de Kim Davis, a troglodita, mas esta optou por ignorar o aviso e continua sem emitir qualquer licença.

Questionada sobre quem lhe dá autoridade para ignorar a lei e recusar-se a emitir a dita licença, a troglodita afirma estar investida da autoridade de Deus, que com certeza lhe terá falado durante a sua última alucinação. Mesmo assim, esta coisa chefia uma repartição pública apesar das legítimas dúvidas sobre se dispõe ou não de um cérebro. A diferença este isto e um troglodita que se enche de explosivos e rebenta com um mercado em Bagdad é que a troglodita em questão não tem acesso/não sabe fabricar bombas. Ela que arranje C-4 e vocês logo vêm o que ela faz com a próxima parada gay que apanhar pela frente.

 

A absoluta demência do fanatismo religioso

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Não pode haver qualquer tipo respeito ou tolerância para com tamanha aberração. Insultar este tipo de gente é insultuoso para o próprio insulto. Não existe articulação de palavras possível que permita classificar um psicopata que prefere ver uma filha morrer afogada à sua frente do que permitir que um nadador-salvador a salve em nome de uma crença absurda e demente. Resta-me lamentar que não tenha ido ele em vez da filha.

Da série: não acredito no que acabei de ler

Há pessoas que sem dúvida acham que o Observador é um pasquim sem utilidade mas eu discordo. Eu até gosto de ler o Observador. E diverte-me especialmente ler o senhor padre Gonçalo de Almada. Eu passo a explicar. Eu estudo na minha vida quotidiana o século XVIII, nomeadamente o Iluminismo e a Revolução Francesa e um dos grandes problemas dos historiadores é compreender a mentalidade da época. Quando leio sobre o Hébert é me difícil compreender de onde vem aquela raiva iconoclasta. E como caracterizar a “infâmia” que Voltaire combatia? Mas o senhor Padre Gonçalo resolve-me estes problemas porque a diferença entre ele e um jesuíta francês da década de 1740 é muito pequena.

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Acabem com a infâmia

Já que aqui estou, o Rui Rocha chamou-me a atenção para este artigo em que um membro da Igreja Católica – Padre Gonçalo de Almada – acha que deve aproveitar a violação de uma criança de 12 anos para dizer que o Hospital estava errado, que o aborto é a privação de uma vida e as merdas do costume, um artigo que me dá, sinceramente, voltas ao estômago, um artigo que faz o possível para evitar usar a palavra “criança” para descrever a vítima (A real vítima) mas que aplica a mesma palavra para descrever o feto de cinco meses. Um artigo que usa toda uma série de argumentos para diminuir o drama e o horror ao qual esta criança foi sujeita com o simples objectivo de fomentar a agenda da Igreja em relação ao aborto, de continuar a fomentar estas ideias absurdas. Nem há a decência de se mantarem calados em relação a este caso. Só há – só pode haver – uma palavra para descrever este oportunismo sem vergonha: Nojo. Este artigo é nojento.

É nestes momentos que eu penso (e peço desculpa pelo anacronismo de estabelecer paralelos directos): Voltaire tinha razão. Écrasez l’infâme. Todos eles.

Heil, Cristo

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Muito se tem falado da milícia criada pela IURD no Brasil. Quando se junta religião com posturas paramilitares acabamos em violência, é sabido.

Agora aparece esta imagem no facebook (público) de um bispo da seita, tirada em Coimbra num dos espaços que ocupam. Conheço a fauna. Enchem-me a caixa de correio de lixo, já pensei em acrescentar um autocolante com um demónio qualquer a ver se a espécie desampara a loja.

É certo que as damas não têm o aspecto preocupante dos recrutas brasileiros, mas mesmo assim não estamos no carnaval, e acho mal.

E gostava de ouvir a opinião de Marinho Pinto sobre este assunto, ele sabe muito bem porquê.

Golshifteh Farahani

Golshifteh Farahani Por mera casualidade, descobri hoje Golshifteh Farahani, uma belíssima jovem iraniana.
Talvez por ser uma belíssima mulher vive exilada, longe do Irão.

O sexo é bom, más são as religiões

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Disse Jorge Bergoglio uma evidência, quem não tem dinheiro não pode fazer filhos à desgarrada, e soltou-se a mais mentecapta e doentia visão do mundo que ainda caracteriza muito catolicismo, falo da contracepção dita natural e do culto da castidade no próprio matrimónio. Como Anselmo Borges explicou aos idiotas, tudo o que advém do conhecimento humano já tem a sua artificialidade, ou trocando por miúdos: se sabemos do ciclo menstrual e do período fértil, e só se truca-truca no infértil, há artifício.

Tenho um fetiche pela História da sexualidade, e delicie-me (ok, foi um orgasmo) com o raciocínio que levou os historiadores a concluírem ter a contracepção passado a prática corrente nos séc. XVII/XVIII, por via dos manuais para os confessores que a partir dessa altura instigam a padralhada a inquirir bastas e agressivas vezes com a senhoras se pecaram truca-trucando com ardis pelo meio que evitassem a reprodução da espécie. Faz-me isto lembrar as tolices actuais sobre a crise da natalidade, mas esse é outro assunto. [Read more…]

O Tempo e a Barbárie

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No início do século XVI (1506), numa Igreja de Lisboa, em tempos de crise, esperava-se um milagre que aliviasse as duras dores do tempo. Ao notar que um raio de luz se projectava no crucifixo da igreja, a multidão logo bradou por milagre. Porém, um cristão-novo (judeu obrigado à conversão ao catolicismo – para os mais esquecidos da História) fez notar que se tratava apenas do reflexo da luz que iluminava o templo. Começou aqui um dos mais arrepiantes e sangrentos episódios da nossa História. Arrastado o “blasfemo” para a rua, logo ali foi brutalmente espancado. Foi o início de uma chacina que se espalhou pela cidade e soltou a mais fanática barbaridade.

O grande Damião de Góis, cronista do reino e um espírito livre, relatou assim este horroroso episódio: [Read more…]

Fanatismo (em Canelas) é um erro

Constituição da República, artigo 41º

Ninguém pode ser perseguido, privado de direitos ou isento de obrigações ou deveres cívicos por causa das suas convicções ou prática religiosa.

Já quase tudo foi dito e escrito sobre o Padre de Canelas. Não me parece que possa, apesar de conhecer a história muito de perto, acrescentar algo ao que já se escreveu. Não posso, no entanto, deixar passar em branco um dos últimos acontecimentos desta novela.

Canelas é uma freguesia localizada no centro do concelho de Vila Nova de Gaia, encostada ao L formado pela A29 com a A1. Com menos de catorze mil habitantes e qualquer coisa como cinco mil famílias, que tradicionalmente votam maioritariamente no Partido Socialista, é uma localidade que está algures entre a vertigem do urbano e a melancolia do passado marcadamente rural. Não encontro qualquer marca que a torne diferente de muitas outras terras deste país, isto é, não consigo identificar nenhuma marca social que explique, por antecipação, todos estes acontecimentos.

Não tenho opinião sobre os motivos dos que querem a manutenção do Padre, ou antes, tendo, ela é completamente irrelevante porque não faço parte do grupo que frequenta a igreja.

Na penúltima noite do ano reuniu a Assembleia de Freguesia de Canelas para a sua última sessão de 2014. A organização que tem dado corpo à luta pela manutenção do Padre esteve presente em peso na reunião, tendo, inclusive, vários dos seus membros intervindo no período destinado ao público. Tudo na mais perfeitas das normalidades, não fossem as palmas, que julgo não são parte habitual nestas Assembleias. [Read more…]

Para reflectir…

-Sem pretender aprofundar o alegado rapto da criança britânica encontrada em Málaga, cujos pais terão sido detidos pela polícia espanhola, deixo isso para a Justiça e seguramente iremos ouvir falar do caso durante os próximos tempos, o assunto levanta algumas questões que me parecem passíveis de reflexão.

Por um lado temos a convicção religiosa que poderá ter estado na base da acção desesperada dos progenitores, envolvendo a família. Supostamente rejeitam o tratamento médico a que a criança estaria a ser submetida. O que nos poderá levar longe na discussão, se extrapolarmos da saúde para educação e não só. Será legítimo que os progenitores se submetam às decisões do Estado, que supostamente sabe o que é melhor para nós? Há algum tempo tivemos outro episódio em que pais convictamente vegetarianos, terão negligenciado os superiores interesses da criança.

Por mim, embora respeite a fé de cada um, bem como a sua Liberdade de orientação política, social ou qualquer outra, afinal defendo que o indivíduo está antes da sociedade, não podem ser colocados em causa os direitos de terceiros. E até mesmo um filho não é propriedade dos progenitores. É uma terceira pessoa. Por muito que custe aos pais, ou pelo menos a alguns, que gostariam de ver os filhos seguir as carreiras, religiões ou clubes a que pertencem, não raras fezes como forma de alcançar o sucesso onde eles próprios fracassaram, a verdade, doa a quem doer, é que todos os seres humanos nascem livres, únicos…

 

Política: profissão sem preparação!

Uma questão de Liberdade…

-Concordo muitas vezes com a Maria João. Mas apesar de compreender o ponto de vista que defende neste artigo, não posso de forma alguma deixar passar sem tecer algumas considerações. Também eu gosto da Grã-Bretanha, seus valores e cultura, a única excepção será mesmo a família Windsor pela qual não morro de amores. O multiculturalismo e liberdade fazem parte do ADN da Grã-Bretanha, sem os quais a ilha se tornaria em algo diferente, para pior. Também não tolero o fundamentalismo, seja islâmico, católico, judeu ou qualquer outro. Mas proibir e punir crenças religiosas ou políticas de qualquer ordem, é ceder aos valores dos fanáticos que pretendemos combater. São os actos criminosos que devem ser reprimidos através de apertada legislação e não as ideias. Para que exista de facto diferença entre a civilização e a barbárie. Proibir uma muçulmana de vestir uma burka se o pretender fazer livremente, é igual à proibição num país islâmico que um católico adore a imagem da Virgem ou se ajoelhe perante Jesus Cristo crucificado. Não deveremos ceder perante o ódio e sem dar a outra face, há que continuar a defender a Liberdade de todos, até mesmo a Liberdade dos bárbaros que pretendem tirar a nossa…

Guerra santa no Porto

Um padre católico a gerir um Centro Interpretativo da Memória Judaica?

É “malévolo e maquiavélico”.

Eu quero o meu PAI!

Sabemos todos que nada acontece por acaso e quase sempre, o que parece, não é!

Mas o que interessa isso perante a vontade expressa deste puto em continuar ao lado do Santo Padre?

Gosto da boa onda que Papa Francisco trouxe ao mundo!

Os amigos do dióxido de carbono

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Trinta e uma toneladas de velas queimadas no Santuário de Fátima.

O mundo ao contrário

Hoje vi, com estes olhinhos que a terra e os bichos vão deglutir, um andor a ser carregado (numa procissão do Norte de Portugal) por um jovem com uma camisola com a cara do Che Guevara!

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O Ernesto deve ter dado umas valentes voltas no caixão. Ou não.

Terrorismo religioso

El Salvador nega aborto a mulher doente cujo bebé morrerá após o parto. Mudem para El Assassino, sff.