O pecado do capitalismo selvagem, segundo Francisco

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Belém: o nome significa casa do pão. Hoje, nesta «casa», o Senhor marca encontro com a Humanidade. Sabe que precisamos de alimento para viver. Mas sabe também que os alimentos do mundo não saciam o coração. Na Sagrada Escritura, o pecado original da humanidade aparece associado precisamente com o ato de tomar alimento: «…agarrou do fruto, comeu» – diz o livro do Génesis (3, 6). Agarrou e comeu. O homem tornou-se ávido e voraz. Para muitos, o sentido da vida parece ser possuir, estar cheio de coisas. Uma ganância insaciável atravessa a história humana, chegando ao paradoxo de hoje em que alguns se banqueteiam lautamente enquanto muitos não têm pão para viver.

Adoro quando o Papa Francisco usa o seu poder mediático para nos lembrar que o capitalismo selvagem e as suas elites opulentas e corruptas são um nojo. Nunca é demais recordar.

O Dicionário Filosófico de Voltaire: Liberdade de Pensamento

 

Por volta do ano de 1707 quando os ingleses que haviam vencido a batalha de Saragoça protegiam Portugal e na mesma altura em que, durante algum tempo, deram um rei a Espanha, Lord Boldmind, um oficial que tinha sido ferido, estava a tomar as águas em Barèges. Ele encontrou nesse local Conde Médroso que tinha caído do seu cavalo atrás da bagagem, a uma légua e meia do campo de batalha e que também tomava as águas. A Inquisição era-lhe familiar enquanto Lord Boldmind era apenas familiar na forma de conversar. Um dia, após o vinho, ele teve o seguinte diálogo com Médroso:

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Zeitgeist 1: The Movie

No dia do 14º aniversário do mal explicado ataque às Torres Gémeas, o documentário que esmiuçou o atentado e não só. Não se trata da verdade absoluta, mas traz consigo um conjunto de verdades que nos deveriam incomodar a todos. Conspiração?

 

Milícia Cristã

Sim, eles existem. O Estado Islâmico que se cuide!

O suicidio da Europa

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Imundície moral hallal a instalar-se por contumácia nas escolas francesas, obrigando os não seguidores da seita a tragarem aquilo que não comem em casa. Na Itália, os maluquinhos do costume exigem a destruição de um fresco do século XV, ao mesmo tempo que conseguem retirar os crucifixos – …“um corpinho espetado em dois paus – das salas de aula. Um pateta que na Alemanha se intitula imã de qualquer coisa e nos faz recuar na história, pretendia há uns tempos  banir os toques de sinos, as procissões cristãs e … interditar a difusão pública da música de Bach e de outros autores, como Haendel. Na Inglaterra e entre outras bandalheiras, uma curiosa taradice para provocar. Na Suécia, com pezinhos de lá, sorrateiramente e em época de festividades natalícias, os professores recebem directivas que excluem a menção a Jesus.  Na Escócia, o Natal é pura e simplesmente omitido, ao mesmo tempo que paródias exóticas vindas das comunidades muçulmanas – há várias e algumas em rija guerra entre si, lembram-se? -, hindus, sikhs e umas tantas chinoiseres, constam nos programazinhos dirigidos pela grotesca nomenklatura da União Europeia.

A estupidez destes nossos carrascos não tem limites. Gostem ou não gostem, o facto de a Europa ter sido até há pouco culturalmente cristã, felizmente possibilitou todas estas liberalidades para com as crenças alheias. A reciprocidade não existe, não valerá a pena virem com estorietas acerca do há muito extinto califado de Córdova. Não acreditam? Ora, se puderem viajem, experimentem e logo verão.

Decididamente, parece que andam a fazer tudo para que os Le Pen europeus cheguem um dia ao poder.

Ah…! Feliz Natal.

Os limites da dignidade

O ser humano tem dignidade, se entendemos dignidade como o direito a trabalhar, a ganhar o seu salário, a poupar se for possível, a morar com a sua família. Todo o que o povo português carece nestes dias de neoliberalismo. Ou, como diz o dicionário Priberam: Procedimento que atrai o respeito dos outros, em  definição que acrescenta esta ideia: Brioso; Pundonoroso; honrado; correcto.

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Constantino, o Imperador Católico


Documentário da BBC, legendado em português, sobre Constantino, o imperador romano do séc. IV que deu liberdade de culto aos cristãos e que se converteu, ele próprio, ao Cristianismo. Há um outro documentário sobre Constantino que merece uma referência.
Da série «Filmes Completos para o 7.º ano de História»Tema 1 do Programa: Das sociedades recolectoras às primeiras civilizações
Unidade 2.2. – O Mundo Romano no apogeu do Império

O pecado através dos tempos

1 – A heterogeneidade

          Se a sociedade é produto dos homens, também as ideias contêm uma explicação histórica, quer no sentido da passagem do tempo e na acumulação da experiência do grupo social, quer no facto de pertencer a um tipo de explicação positiva da sociedade. Enquanto facto, o pecado é sujeito da produção humana e tem-se desenvolvido através do tempo e pertence à experiência das relações sociais das diversas culturas do mundo, hoje ou no passado. E digo como um facto, porque a ideia é um conceito genérico que subordina, envolve, define diversos comportamentos mutáveis através dos tempos, reprovados pelo grupo social e por alguma autoridade que sancione a opinião do grupo, autoridade que se baseia mais no que, sendo desconhecido para o conjunto da população, é por ela explicado. [Read more…]

A medicina genética a um passo de salvar a humanidade

Cientistas gays isolaram o gene responsável pelo cristianismo. Um pequeno passo para a ciência, uma grande caminhada para a humanidade.

Desonestidade Intelectual

COMO SE FORA UM CONTO

A desonestidade grassa por aí. Faz parte da vida dos nossos dias. Olhando bem, a intelectual é talvez a que mais se nota.

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Nestes dias da visita do Papa a Portugal, muitos, demasiados, previram que os Portugueses iriam demonstrar uma indiferença e um afastamento enormes.

Previsões erradas e desprovidas de bases seguras, no entanto afirmadas e reafirmadas como verdades absolutas.

Às mesas dos cafés, nos locais de trabalho, nos blogues, nos jornais, nas televisões, em tudo quanto é sítio e lado, têm sido inúmeros os ditos jocosos, a chacota e os disparates, de muitos que se dizem agnósticos, ateus, laicos e sérios. A tentativa frustrada de desmotivação das pessoas, e a sobranceria e intolerância das suas opiniões só pode ser considerada patética. O ódio tem estado patente em muitas das palavras proferidas.

Esquecem, porque não sabem [Read more…]

Véus há muitos, seus palermas

George Krause, Fátima, Portugal, 1964

Por terras de França, da Bélgica e de Itália, de forma pontual no vizinho estado espanhol, abriu a caça ao véu. Islâmico, claro, que as freiras não contam.

Tirando o caso óbvio de vestimentas que impossibilitam a identificação do rosto o objectivo é o dos cruzados do costume: combater o infiel, desta vez invocando a defesa da própria mulher. [Read more…]

Hijab, Niqab e Burqa

O uso da Burqa e do Niqab é um tema que ultimamente está na ordem do dia, com alguns países europeus a legislar sobre a sua proibição.

Apesar de o debate ser desejável, a forma como o problema é apresentado revela uma total ignorância, para não dizer racismo e xenofobia, já que pretende conotar o uso do véu integral com propaganda político-religiosa e não como um problema social que afecta sobretudo as mulheres muçulmanas.

Apesar de não aceite no ocidente, o uso da Burqa e do Niqab desperta naqueles que estão “por fora”, principalmente nos homens, uma certa curiosidade e fascínio pelo fruto proibido, apresenta uma imagem de uma mulher submissa e recatada, provoca até uma exacerbação da sensualidade feminina, patente nos gestos da mulher velada, no seu olhar e voz.

Para as mulheres que usam a Burqa e o Niqab, invariavelmente por imposição da sociedade e dos maridos, o facto constitui uma humilhação, um desconforto e um atentado ao seu direito à identidade pessoal.

Mas mesmo sob a Burqa, que pretende tornar a mulher num ser desprovido de sensualidade, a mulher sente-se feminina e é feminina. [Read more…]