A obra pela obra (1)

A estrada que atravessa o Pranto, em direcção à Vinha da Rainha, no concelho de Soure, foi objecto de obras. Uma das mais belas estradas do concelho foi decapitada da sua beleza.

Era uma estrada ladeada por árvores de ambos os lados, conferindo tom bucólico de grande contraste cromático particularmente no Verão, onde o dourado das searas de arroz contrastavam o verde deste túnel verde.

A estrada ficou um pouco mais larga. No entanto, nunca ninguém deixou de passar nesta estrada por falta de espaço. Para que serviu esta obra? Para quê gastar meio milhão de euros numas centenas de metros de estrada que nada de útil trouxe?

Uma obra pela obra, como tantas que se fazem no país. Contributo zero para sermos um país mais produtivo e mais competitivo. Pelo contrário, mesmo que grande parte do dinheiro tenha vindo da “europa”, os nossos impostos também para lá foram, depois de subtraídos à economia que, de facto, faz o país crescer.

Existiam árvores nos dois lados da estrada

Paisagem de campos de arroz, de grande beleza

Continuação da estrada, aqui ainda com árvores de ambos os lados

O preço da obra. A obra pela obra, o objectivo maior. Serve para quê?

Comments


  1. Serve para as as putas que quem tinha aquele belo pedaço de terra agrícola e que agora nada peoduz pois que à beira da estrada com o efeito de “orla” da passagem de carros e camiões só atira com ruído que aasusta os pássaros e animais do campo e as cultura ficam raquíticas e o ar deslocado que queima as plantas de orla – os engºs civis têm só betão e betuminoso no cerebelo que é da mesma côr e os autarcas nem iso no cerebelo tem merda – são crimes ecológicos contra as economias locais e pessoais e individuais – vejo fazer isso pelos jamés – na AR afinal não se diz nada que salve nada – devem ser todos advogados e ventriloquos – quero lá saber dos “relvas” prefiro esta paisagem e terra que produz – os 36% de terra arável que havia nem sequer era contínua mas sim formada do somatário de pedaços assim que foras destruídos com estradas que já há em excesso e deixa de haver horticultura e Pomares e floricultura e a beleza das terras que os homens tratam como jardins – quero lá saber dos intelectuais nem de todos os meus colegas que são empregados dos governos para não saberem que a riqueza está na terra e paisagem que esta assim nem dá para visitar e os produtos importam-se do putedo do vizinho que não é tão burro como estes jamés – e dos velhos que morreram e tinham um pedaço de terra assim mesmo mais pequeno em que faziam horta e esra para as galinhas estarem nela a comer minhocas – galinhas do campo que se espantam com os automóveis dos drogados que conduzem a 200 km(h) – país de droga e drogados e gajos – cada vez há mesnos “pessoas”- e os poucos urbanos que em férias “vão à terra” e trazem conves e batatas e fruta agora não têm nada que lhe deixaram seus avós e comem os tomates transgénicos e duros que nem um corno tratados com agroquímicos ou importamm do putedo dos vizinhos – este ano desde fevereito (e ainda há) como belas mêsperas espanholas que eram mais ou menos mas eram espanholas – aqui já não há fruta de primavera – e a figuira e olibaria são (eram) duas espécies que se davam em todo o país de nore a sul e de este a oeste – e agora as galinhas são aquelas desgraçadas cridas no sofrimeto daquelas gaiolas industriais e não mais galinhas do campo e ovos de casca dura e coloridos – agora são de côr desmaiada de galinhas criadoas com não sei quê – sem independância alimentar não há independência nacional – come-se o LIXO de espanha
    – e tudo isto é mais grave do que o “relvas” esse anormal demente que contagia outros porque a demência é infecto-contagiosa


  2. Mas é disto que a populaça gosta. É vê-los eleger presidentes de câmara que fazem obras só porque sim.


  3. O que interessa é mostrar obra. É assim em todo o nosso país, o que não falta é dinheiro mal gasto em inutilidades ou a destruir, como é o caso.
    – Pedro Andrade

Trackbacks


  1. […] de 11,6 milhões de euros andou a construir rotundas inúteis, passadeiras desnecessárias e a melhorar estradas que não precisavam de melhoria. Gastou dinheiro nisso em vez de pagar aos credores. O que ganhou o concelho com isto? […]


  2. […] exemplo de como o QREN, aliado a más políticas públicas, tem ajudado a destruir Portugal: A obra pela obra (1). Por Jorge Fliscorno. Classificar isto:Share […]


  3. […] exemplo de como o QREN, aliado a más políticas públicas, tem ajudado a destruir Portugal: A obra pela obra (1). Por Jorge […]

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