Alugar uma bicicleta no Porto e ser feliz

Sérgio Marques

bicicleta-dobravel-porto

Em 2012, eu e a minha namorada fizemos a inscrição no Biketour que se iria realizar no Porto. Andávamos entusiasmados pois precisávamos de bicicletas para darmos umas voltas .
Estava próximo o evento quando anunciaram o seu cancelamento por falta de verbas que permitissem a segurança necessária à realização da prova. Fomos reembolsados e eu fiquei com a tarefa de adquirir duas bicicletas para as férias de verão.

Sou um leigo no mundo das bicicletas e assim comecei a minha pesquisa. Deparei-me com o facto de não ter espaço para guardar a bicicleta na minha garagem, que é partilhada com todo o prédio não sendo muito segura para as bicicletas; já me haviam roubado uma bicicleta guardada na garagem quando era mais novo e não queria arriscar de novo.
Pensei nas bicicletas dobráveis como solução. Fui ver a Hoptown 5 e pareceu-me o ideal para o que pretendíamos. Contudo, e depois de vários dias de pesquisa, decidi comprar um Dahon Vitesse D7.
Porquê? Pela qualidade dos materiais, garantia, a imagem e reconhecimento a nível mundial. Não são bicicletas baratas, mas não estou de todo arrependido do investimento que fiz.
Passei a ir para o trabalho de bicicleta. A minha namorada comprou uma bicicleta de fabrico português (Órbita), também dobrável. Fomos de férias com as bicicletas na mala do carro e não precisei fazer nenhum investimento adicional em suportes para as levar no carro.

Entretanto, fui a Santiago de Compostela na minha Dahon Vitesse D7. Uma viagem de 280 Km ao longo de três dias épicos. Com saída do Porto, esta foi a minha primeira grande viagem de bicicleta. Adorei!

Talvez sejam momentos assim que mudam a nossa vida. E este foi certamente um tempo de reflexão. Foram três dias de descanso espiritual (o que quer que isso signifique) mas o que interessa é o reencontro connosco próprios.

Volvidas algumas semanas, dou comigo a abrir uma loja de bicicletas no Porto. Com a ajuda das pessoas que fui contactando, rapidamente me apercebi que teria de fazer uma Bike Shop onde, para além de oficina, também deferia ter bicicletas e acessórios para venda.

Assim foi: está montada a nova Bike Shop do Porto, a 300 metros da estação de Metro da Trindade.

Comments

  1. Konigvs says:

    É interessante ver como atualmente tudo funciona por modas, tudo mesmo, mas depois há modas que me parecem bastante positivas como é o facto de se ver cada vez mais gente a correr na rua ou a andar de bicicleta. Depois também há muita gente, e eu conheço muitos, que compram bicicleta, andam duas vezes, e depois encostam, mas se no meio dessa gente toda que compra por impulso, 10% começar a andar de bicicleta regularmente já é muito positivo.
    Depois o Porto não será a cidade mais fácil para visitar de bicicleta para quem não estiver em forma, não é como em Aveiro que é tudo plano, mas também não é escalar os Pirenéus e andar junto ao rio seja do lado do Porto seja do lado de Gaia é um percurso muito acessível e muito aprazível. Mais ciclovias precisam-se, mas isso já se sabe como é. E já agora esperemos também que este governo fascista não traga nova legislação sobre o uso da bicicleta que irá a meu ver minar o seu uso, como seria a obrigatoriedade de um seguro e do uso do capacete.

    • Navega says:

      O Porto não é plano… mas isso não impede de andar de bicicleta, não se esqueça das bicicletas de montanha 😉 Quanto ao resto, não dê muitas ideias ao governo. cumps

  2. Amadeu says:

    Boa sorte !!!


  3. Neste momento, em Portugal e Itália vendem-se duas bicicletas por cada automóvel novo. Isto coloca-nos talvez ao nível de vendas de há 60 anos. O que não é necessariamente mau ou sinónimo de “pobreza”.
    Até porque agora, e para além do aspecto “chic” e “da moda”, muitos dos que agora compram bicicletas, ou restauram bicicletas ou simplesmente recomeçam a pedalar, fazem-no não por último recurso mas como primeira opção da sua mobilidade.

    A bicicleta, a par do comboio, faz-me acreditar que há (ainda) alguma esperança para a Humanidade, e para os portugueses também.


  4. Boa tarde.

    Só agora reparei nas respostas à noticia.
    Eu já achava que a cidade do Porto não era assim tão má para andar de bicicletas. Como proprietário da loja Fold n´Visit, e pelo feedback que tenho tido dos clientes (100 % turistas estrangeiros), garanto que 99% deles adoraram andar de bicicleta pela cidade.

    O percurso que recomendo e que a maioria cumpre, é descer a Avenida dos Aliados, fazer a Foz toda até à Avenida da Boavista e regressar por aqui (ou então apanhar o metro mais à frente em Matosinhos, coisa que ninguém fez até hoje), pois esta marginal não é muito inclinada e faz-se muito bem, mesmo numa bicicleta dobrável, garanto.
    Já tive 7 clientes Americanos, uma família e amigos que num Domingo apareceram lá na loja. Só tinha 3 bicicletas de montanha e 4 dobráveis para aluguer. Foi um dia em cheio para a loja pois ficou vazia :). Notei que alguns deles torceram o nariz pelo facto de terem de conduzir bicicletas dobráveis, contudo lá foram. No final da tarde, quando chegaram, deram-me os parabéns pelas bicicletas, principalmente as mulheres, que adoraram as dobráveis. Estive na boa uns 30 minutos a falar das bicicletas dobráveis, da marca TERN e Dahon, e a contar a sua Historia. Achei estranho não conheceram a marca, já que são marcas Americanas. Fiquei com a sensação que quando chegarem à América aquelas raparigas e senhoras vão adquirir uma dobrável.

    Existe todo o tipo de clientes. Aqueles que vão em modo de passeio e que chegam tranquilamente à loja, enquanto outros fazem tudo muito rápido e chegam todos suados. Contudo, mesmo estes depois de fazerem o percurso descrito em cima, adoram o percurso, que são mais ou menos 20 a 25 KM.

    Cumprimentos.

    Sérgio Marques

  5. Anne arraes says:

    Gostaria de alugar 2 bikes Para ir até santiago do Porto santiago querias maiores detalhes do aluguer da bike o com acompanhamento e custo

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