Alterações climáticas

Lisboa, 1967

 

 

 

 

 

 

Lisboa, 2022

 

 

 

 

 

O presidente da CML, Carlos Moedas, afirmou a propósito da situação dramática que Lisboa viveu esta madrugada, que é necessário combater as alterações climáticas. Os túneis de escoamento que Lisboa aguarda há décadas que sejam construídos no subsolo, obra estrutural mas pouco visível aos olhos dos eleitores, sucessivamente adiada por sucessivos autarcas, podem esperar mais alguns anos…

Comments

  1. POIS! says:

    Pois parece…

    Que estiveram à espera que os arrojados “players” do setor privado tomassem a iniciativa e resolvessem o problema. Não se vislumbra a razão pela qual o mercado não funcionou já que, a esta hora, já deveriam ter sido construídos uns 25 túneis de escoamento que disputariam em sã concorrência a oferta de águas pluviais.

    O mesmo já deveria ter acontecido, aliás, com toda a rede de esgotos. Deste modo, um cidadão faria a sua livre escolha. Quando puxava o autoclismo, poderia encaminhar a sua produção para a “Lávaitrampa SA”, para a “Tratadabosta Lda” ou para a “Excremental da Moda, Unipessoal Lda”.

    Esta lamentável falha de mercado, de que Hayek não tem culpa (*) resulta, a meu ver, da desmotivação provocada nos arrojados empreendedores pela alta carga fiscal em geral e, particularmente, sobre as empresas do setor. Pelo que se preconiza um verdadeiro choque fiscal, fixando as taxas de IRC em 0%, ou ainda menos.

    A Impetuosa Liberalesca já tem, até, uma resolução preparada. Se for aprovada, a “mãozinha invisível” vai começar a funcionar a toda a força e o subsolo de Lisboa vai ficar mais esburacado que um queijo suíço antes de ser comido.

    (*) Porque, como todos sabemos, em termos liberalesco-económicos, era um santo. E os santos, como se sabe, não frequentam o WC.

  2. Paulo Marques says:

    Com a diferença que também podemos perguntar hoje, mas, escoar, para onde?

    • POIS! says:

      Isso os mercados resolviam! Com o auxílio e os capitais do Musk, escavavam um túnel tão fundo, tão fundo, tão fundo, que ouviríamos falar de inundações, mas em Wellington!

  3. Fernando Manuel Rodrigues says:

    Como se vê, as “alterações climáticas” já se faziam sentir em 1967. Só não havia Gretas 😉

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