Quotas raciais…

Segunda-feira – Febras de porco bísaro
Terça-feira – Costeleta de malhado de Alcobaça
Quarta-feira – Lombinho de porco ibérico
Quinta-feira – Posta mirandesa
Sexta-feira – Naco de vitela barrosã
Sábado – Bife alentejano
Domingo – Medalhões de vitela açoreana

Ser do contra…


Ao que parece protesta-se contra a exploração de lítio em Portugal. Na sua maioria serão os mesmos que protestaram anteriormente contra a pesquisa de petróleo ou insultaram quem ousasse sequer discutir sobre uma eventual opção nuclear. Também condenam o consumo de carne, defendem a diminuição da criação animal, o fim dos eucaliptos que alimentam as celuloses, criticam a cultura do olival. Também são contra o turismo, aviões, automóveis e indústria em geral, assim de repente não me lembro de alguma que seja do agrado desta gente, à excepção dos computadores, smartphones e gadgets tecnológicos. Ainda não consegui perceber se querem mais subsídios da U.E. ou regressar à idade da pedra.
Portugal está longe de ser um país do terceiro mundo, em que cada um faz o que quer, tem na sua legislação preocupações ambientais, mas há quem esteja sempre contra tudo o que sai da agenda que tentam impor. Depois admiram-se quando o povo se farta e elege políticos que roçam a boçalidade.

Temas da silly season – II

Ao que parece o BE pretende cancelar a visita do presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, a Portugal, por não o considerar bem vindo. Nada que surpreenda vindo de quem pratica o folclore político. Como se fosse possível ignorar os 500 anos de história comum, as centenas de milhares de portugueses que vivem no Brasil, os brasileiros que vivem em Portugal, a língua, tudo porque os meninos amuaram quando os brasileiros elegeram quem bem entenderam, como se nós não fizéssemos o mesmo, quer os outros países gostem ou não das nossas escolhas democráticas enquanto povo livre. A democracia tem destas coisas, claro que percebo a dificuldade dos que tentam impor uma agenda à sociedade em lidarem com a divergência.
Não vou gastar uma linha em defesa de Jair Bolsonaro, estou-me nas tintas para o político, interessa-me mais o que se passa cá no rectângulo, em matéria de relações entre estados, os políticos passam, os países ficam. Os meninos mimados da política portuguesa precisam crescer e aprender…

Temas da silly season…

Chego tarde ao assunto da silly season, porque só hoje o li, e nem pretendo entrar na discussão sobre o texto de Maria de Fátima Bonifácio, vou passar ao lado do coro de indignados e virgens ofendidas, regra geral em Portugal nesta matéria reina a hipocrisia e abunda a ignorância e pouco me interessa o pensamento da senhora, que afinal representa quem? A mim, de certeza que não.
Ao que parece há quem defenda que o problema da integração dos ciganos e africanos se resolve com quotas. Quanto aos primeiros, será lógico que pergunte, mas quais ciganos? Os que teimam continuar nómadas? Ou aqueles que estão perfeitamente integrados na sociedade? É que os últimos não representam os primeiros, até se desprezam mutuamente. E se formos falar em africanos, deixem que pergunte, quais? Os angolanos? Os cabo-verdianos? Os guineenses? Os moçambicanos? Basta visitar um bairro na periferia de Lisboa para perceber que não frequentam os mesmos estabelecimentos, muitas vezes nem se misturam. E se mergulharmos um pouco mais fundo, acabamos a perceber que entre negros de pele mais escura e mulatos por vezes também se gera fricção. Antes de mandarem bitaites, há que perceber a realidade do outro. [Read more…]

Este país não é para as pessoas…

Começo por dizer que não tenho qualquer interesse no prédio Coutinho em Viana do Castelo. Não conheço quem lá habite, não visito a cidade há cerca de 20 anos, escrevo por isso com total distanciamento e isenção sobre este assunto.
Ao que parece o município com o apoio do Estado, decidiu que uma obra devidamente licenciada, vendida aos proprietários há vários anos, por uma questão estética, estamos então a falar de gosto, o que é sempre discutível, deveria ser demolida e decidiu expropriar os proprietários. Não dei conta que alguém tivesse sido acusado pelo licenciamento ou construção da obra, nada pende sobre o construtor ou autarcas, mas sobre os proprietários que um dia compraram a sua habitação.
Pior, como vivemos num país onde existem sempre dois pesos, duas medidas, sempre que um proprietário pretende expulsar inquilinos para rentabilizar imóveis, aqui d’el rey que não pode ser, imediatamente a indignação toma conta dos noticiários, normalmente com o apoio de políticos ávidos por recolher uns votos na mercearia do bairro. Neste caso, o Estado pratica bullying sobre pacatos cidadãos e ninguém se parece importar por aí além. Se os vários municípios demolirem todos os mamarrachos que se construíram em Portugal nos últimos 50 anos, posso compreender a medida, de contrário, porquê apenas o prédio Coutinho? Porquê este desbaratar de dinheiro do contribuinte em indemnizações e realojamento?

Imagem superior: prédio caixa geral de aposentações – Viseu.
Imagem inferior: prédio com vista serra – Covilhã.

Sobre o PAN

15 – O PAN defende a criação de um serviço público de saúde eficiente e acessível a todos, que inclua a possibilidade de opção por medicinas e terapias alternativas, de qualidade e eficácia comprovada e exercidas por pessoas habilitadas, como a homeopatia, a acupunctura, a osteopatia, o shiatsu, o yoga, a meditação, etc. Estas opções, bem como os medicamentos naturais e alternativos, devem ser igualmente comparticipados pelo Estado.
(retirado da declaração de princípios do PAN)

Até aqui não liguei pevide ao PAN, partido com 1 deputado eleito na A.R. que vai debitando teorias com as quais genericamente não concordo. Mas 5% de votos nas últimas eleições para o Parlamento Europeu fizeram com que olhasse um pouco mais atentamente para perceber ao que vêm. Nada tenho contra o veganismo, desde que seja opção individual, tal como nada tenho contra homossexuais, alcóolicos, drogados, religiosos ou ateus. Por mim, cada um viva a viva como entender e que no final todos se sintam felizes. Ao PAN repugna a ideia de comermos carne, segundo a declaração de princípios da seita, ainda não estamos preparados para abandonar os hábitos alimentares, mas assumem que irão procurar progressivamente mudar a nossa forma de viver. A mim repugna-me mais proporem no parlamento que os portugueses através do SNS tenham que pagar crenças que cientificamente estão longe de comprovadas. E já que é sábado, aproveito para desejar um bom fim de semana, vou almoçar uma excelente picanha e quero que o PAN se…

O custo do voto

Uma análise interessante.

Rescaldo eleitoral

Os resultados são o que são e não o que gostaríamos que fossem. A abstenção continua a crescer, mas existiu uma alteração técnica, porque ao inscrever de forma automática os titulares de cartão de cidadão, aumentou exponencialmente o número de eleitores. Faltando ainda contabilizar o voto nos consulados, os números não estão completamente fechados, na prática está em causa saber o número final da abstenção e o destino do último deputado eleito, provavelmente cairá para o PS, mas ainda existe a possibilidade de cair para a CDU.
À esquerda o PS cresceu em número de votos, apesar da abstenção e número de mandatos, muito provavelmente alcançará os dez deputados. Ficou em primeiro lugar, por isso ganhou as eleições, afirmar qualquer outra coisa é falsear os números.
O BE mais que dobra a votação anterior, dobra o número de deputados, passando de um para dois. Tem um resultado muito positivo.
A CDU perde quase metade dos votos, diminui de dois para um deputado, é o grande derrotado deste acto eleitoral.
O PAN quase triplica o número de votos, faz eleger pela primeira vez um deputado, é claramente um vencedor nestas eleições. Não sendo possível extrapolar resultados de europeias para legislativas, a verdade é que em caso de repetição destes números em Outubro, o PAN poderia eleger quatro deputados em Lisboa e dois no Porto. Têm legítimas razões para sonhar.
À direita existe uma dificuldade de comparar resultados, porque PSD e CDS agora concorreram separados, em 2014 foram coligados. Mas é permitido tirar algumas ilações. Considerando a soma dos votos em ambos os partidos, tivemos ontem um crescimento pífio de 25 mil votos. Pior, ambos os partidos estão agora na oposição, quando em 2014 governavam coligados, intervencionados pela troika. O resultado que obtiveram em 2014 foi o mínimo histórico, muito pior do que o obtido nas legislativas em 2015. Por isso reclamar qualquer razoabilidade quando se está perante este cenário, é enterrar a cabeça como a avestruz. Em número de mandatos ficaram iguais, o PSD com seis deputados, o CDS com um, menos que isto é caminhar para a irrelevância.
Uma última palavra para os pequenos partidos, Aliança, Livre e Basta, teriam ontem elegido deputados se estivéssemos em eleições legislativas. Iniciativa liberal e Nós cidadãos ficariam muito perto de o conseguir em Lisboa. Veremos o que conseguem em Outubro, mas boas campanhas em Lisboa e Porto podem aumentar o número de partidos representados no parlamento.

Seria o cúmulo da pouca vergonha…

Há uns meses o país ficou indignado com um juíz. Quer-me parecer que se prepara algo pior, diria mesmo, sinistro

Declaração de voto

Há vários anos que ninguém me vê por perto de qualquer assembleia de voto em dia de eleições, pura e simplesmente porque me é indiferente saber quem governa, seja autarquia, Assembleia da República, Presidente da República ou eleger deputados para o parlamento europeu, tenho os políticos em muito baixa consideração e ainda menos estima. Antes de me tornar abstencionista, durante anos votei PSD ou CDS, numa lógica de voto útil, mas a verdade é que a utilidade apenas serviu para eles, porque eu não recebi rigorosamente nada. Aliás, constatei ao longo da vida que foi para mim absolutamente igual ter um governo liderado pelo PSD ou PS. No poder local ainda foi pior, porque de perto vi que são mesmo todos iguais no que toca a favorecimento, compadrio, negócios menos claros, nepotismo, práticas que só ultimamente têm sido denunciadas, mas que há muito estão enraizadas.
Nos últimos anos foram legalizados novos partidos, que agora pela primeira vez se apresentam aos eleitores. Decidi votar na Iniciativa Liberal no próximo domingo, porque me agrada a ideia de ter menos Estado no bolso e nos costumes. Não sou dos que defendem a diminuição do Estado na economia, para depois querer decidir, regular a vida dos outros, prática corrente dos conservadores ou liberais beatos. Sei que não será fácil eleger Ricardo Arroja como deputado ao Parlamento Europeu, mas prefiro entregar o meu voto a alguém coerente, que não está dentro do sistema nem dele vive, aos que estão sempre dispostos a trair os eleitores para sobreviverem politicamente. O espaço político à direita do PS não pode ficar confinado às duas opções históricas, precisa ser renovado, por essa razão domingo voltarei a exercer um direito do qual nunca abdiquei, apenas não o exerci, o que também não deixa de ser um direito.

Morreu uma lenda


R.I.P. Niki.

Há que dizê-lo…


Aos indignados com a prestação do comendador Joe Berardo na A.R., relembro que a dívida contraída serviu para ajudar o governo de José Sócrates a travar uma OPA da Sonaecom à PT e fortalecer na disputa de poder pelo controlo do BCP a facção que permitiu a Santos Ferreira e Armando Vara liderarem o Banco. Tudo feito de acordo com os interesses dos donos disto tudo, em conivência com o PS. Vários ministros de então continuam hoje no governo…

A santa aliança entre Banca e políticos…

Esta semana, uma vez mais os principais banqueiros do rectângulo pretenderam cobrar comissões por transações nas ATM, história reciclada que nada tem de novo, a pretensão é antiga, mas que permitirá ao governo de esquerda, todo modernaço, dizer que não, defendendo o povo e fazendo frente aos tubarões da alta finança. O embuste do costume para enganar papalvos, como é timbre da equipa de mestres da ilusão que governa o país. Há favores por pagar e todos os banqueiros sabem quanto e quando têm de pagar a quem os auxilia sempre que estendem a mão. [Read more…]

Um verdadeiro artista


Cada povo tem os governantes que merece. Portugal é governado por um farsante que promete uma coisa e faz o contrário.

A chantagem de António Costa

Não peço apoio aos partidos da geringonça que viabilizam o governo na A.R. com o apoio parlamentar, porque sei que discordam da minha posição. Mas caso os partidos da oposição não concordem comigo, demito-me! É esta a chantagem a que o governo de vendedores de banha da cobra sujeitou hoje o país.

Foi para isto que se fez o 25 de Abril?

Ontem em dia de sessão solene evocativa do acontecimento, lá apareceu o inenarrável deputado Carlos César falando em nome do partido do governo. Pensando no número de familiares a quem o político conseguiu emprego no Estado, dei comigo a pensar, será que Portugal mudou assim tanto nos últimos 45 anos? Bem sei que talvez não seja caso único, mas este deputado é um símbolo do descrédito que nos merece toda a classe política. Depois queixem-se do populismo…

Jovens políticos

Com velhas formas de fazer política, o PS fede

Crise energética

A presente crise energética em que o país mergulhou por força da greve dos motoristas de transporte de mercadorias perigosas, deixou uma vez mais a nu algumas deficiências estruturais que existem em Portugal.
É inconcebível que não existam oleodutos para assegurar o transporte de combustível das refinarias aos aeroportos de Lisboa, Porto e Faro, obras que seriam muito menos dispendiosas que alguns elefantes brancos construídos nas últimas décadas. Apenas numa lógica de satisfação clientelar, por força de interesses instalados que vivem encostados ao Estado, aliados ao facto deste tipo de obra apesar de estrutural, ser pouco visível e render poucos votos a políticos que preferem inaugurações com direito a banquete e fotos cortando fitas… [Read more…]

Populismo

E falta de sentido de Estado, posar para selfie num velório. Seguramente não voto neste político.

O maravilhoso mundo do ensino publico…

Um aluno imbecil deste calibre merecia uma bofetada do professor, porque a mesma não seria agressão, mas legítima defesa. E obviamente processo disciplinar, seguido de expulsão do estabelecimento de ensino e consequente reprovação do ano lectivo, que seria obrigado a repetir no próximo, noutro estabelecimento.
Não me venham com conversas da treta sobre perigo de exclusão social, alunos problemáticos e outras teorias que acreditam no homem novo ou amanhãs que cantam. Não pode haver tolerância com rufias ou arruaceiros. De uma vez por todas, ou se encaram de frente estes problemas, ou se abrem portas a extremistas e populistas, porque a população está farta do estado de bandalheira a que chegámos…

P.S. – Link colocado às 19h00.

Actual

Quando irá o prof. Marcelo receber Rui Pinto e anunciar que Portugal tem o melhor hacker do mundo?

Mudança horária

Por norma não aprecio que a UE dite regras sobre a forma como Portugal decide viver. Mas lá diz o ditado, não há regra sem excepção e neste caso da mudança horária, não percebo a teimosia do governo e mais algumas pessoas em Portugal, quer-me parecer que se está a partir de errada premissa.
Muitos se lembram que no início dos anos 90, o governo de Cavaco Silva decidiu alinhar a hora com as capitais europeias, resultando a decisão no amanhecer perto das 09h00 durante os meses de Inverno. Mas o facto é que a hora de Verão na qual entramos hoje, está mais afastada da hora solar, logo da realidade, o que provoca nos meses de Verão que anoiteça perto das 22h00. [Read more…]

O esplendor do bloco central…

De interesses!

Futuro próximo, numa escola portuguesa…

Pai: – Filho, como foram as tuas notas este período?
Filho – Pai, tive negativa a português e matemática, mas nota máxima a andar de bicicleta.

Government mob

São frequentes os casos de nepotismo em países do terceiro-mundo. Em Portugal longe vão os tempos em que um secretário-geral do PS, em vésperas de se tornar primeiro-ministro, alertou os correligionários que governar não era distribuir jobs pelos boys.
Nos últimos 24 anos, o PS governou 17, governando também a maioria das autarquias. A Juventude Socialista tornou-se na maior incubadora de empregos pagos pelo erário público, aos quais há que somar um infindável rol de pareceres, estudos, ajustes directos e afins. [Read more…]

PPM barriga de aluguer para Chega e D21

O PPM foi um partido com tradição no panorama político português, tendo inclusivamente integrado dois governos constitucionais. Até agora mereceu o respeito mesmo dos que discordavam do seu programa, tão legítimo quanto qualquer outro em democracia. Presta-se agora ao triste papel de barriga de aluguer para projectos políticos que apostaram tudo nas redes sociais, mas que não conseguiram até ao presente a necessária legalização no Tribunal Constitucional, que lhes permitiria disputar eleições. [Read more…]

Mais um fracasso do socialismo

Fracassou na Venezuela, em rigor fracassou onde quer que tenha sido implementado.

La famiglia

Esta semana assisti a duas reportagens que indignariam cidadãos em qualquer país, desde que existisse dignidade como é óbvio. A triste verdade é ser mais fácil em Portugal que as pessoas se indignem com a contratação da filha e genro de Donald Trump, ou qualquer falta de ética dos filhos de Bolsonaro, do que se incomodarem com a triste realidade de quem nos governa. Para os socialistas, o partido parece ser o Estado, seguramente que o Estado pertence ao partido.
Num concurso público para contratação de funcionários, a câmara municipal de Elvas conseguiu preencher um terço das vagas com familiares do presidente da câmara ou vereadores. Em Pedrógão Grande, além da contratação de funcionários com laços familiares, ficámos a saber que até a ajuda dos portugueses às vítimas de incêndios, foi desviada para amigos e familiares, não faltando quem aproveitasse para trocar de frigorífico ou televisão à custa da generosidade dos portugueses. [Read more…]

Muito provavelmente caso único num país democrático…

No próximo Conselho de Ministros teremos pai e filha, marido e mulher. Qual é mesmo a definição de nepotismo?

Humor negro

Maduro lembra cada vez mais o cómico Ali.