E não se demite?

Já percebemos que António Costa é alérgico a demitir membros do executivo. Em Setembro o Ministro da Defesa, Azeredo Lopes, afirmou não ter certeza se as armas em falta no paiol de Tancos teriam sido roubadas. Chegou a circular a teoria que as mesmas poderiam até já nem existir, que talvez fosse uma questão logística, problemas de inventário, sacudindo as culpas para os militares, que obviamente são também responsáveis pelo arsenal que possuem e supostamente deveriam guardar. Felizmente ontem o país recebeu a notícia que a maioria das armas foram recuperadas a 20 kms de Tancos, na zona da Chamusca, após denúncia anónima. Isto tem que ter consequências para as chefias militares, mas também para o Ministro da tutela. A não ser que pretendam transformar Portugal numa república das bananas, onde a culpa morre solteira. Deste governo e principalmente do Primeiro-Ministro poderemos esperar tudo, como o país constatou no passado fim de semana, para esta gente apenas conta a sua própria sobrevivência política, primeiro o governo, depois os governantes, o partido, os amigos, Portugal e os portugueses vêm depois…

O país real…

O Estado de forma coerciva apropria-se de praticamente metade dos rendimentos do país, mas não consegue proteger território nem cidadãos, como mais uma vez ontem desgraçadamente os portugueses puderam constatar. E ninguém assume responsabilidade política, no governo estão entretidos com as negociações junto dos interesses corporativos que permitam a manutenção do poder à geringonça. É o que temos e pelos vistos o povo até gosta…

Para lá da operação marquês

José Sócrates poderá estar apostado em transformar a operação marquês num processo político, levando para o julgamento a sua acção governativa, acreditando que a dificuldade que existe em provar casos de corrupção em Tribunal, resultará a seu favor. Sabemos dos prazos da Justiça portuguesa, da complexidade deste processo, pelo que dificilmente existirá uma decisão em primeira instância antes de 2020. Nessa altura previsivelmente António Costa continuará Primeiro-Ministro e até poderá obter uma maioria absoluta. Obviamente que existe em Portugal separação de poderes, e tal facto é por si suficiente para descredibilizar hoje a tese do julgamento político, quanto mais colocados perante um cenário em que o seu antigo número dois chefia o governo há vários anos. Mas claro está que o pior cego sempre foi o que não quer ver e crédulos por aí não faltam… [Read more…]

Além de Barcelona

Saint Louis, Antuérpia, Los Angeles, Melbourne, Munique, Montreal, Atlanta, Sydney, Rio de Janeiro. Há que manter o rigor

A História é para ser estudada, não é para ser julgada…

O Padre António Vieira tem de ser entendido à luz da época em que viveu. O mesmo se aplicará a D. Afonso Henriques, que hoje seria seguramente acusado de desrespeitar a Constituição e falta de solidariedade para com os restantes povos ibéricos. Faria sentido acusar hoje D. João III, D. Manuel I, Vasco da Gama, Pedro Álvares Cabral ou Afonso de Albuquerque de terem levado a cabo uma política de expansão colonialista, ocupando território que não pertencia à coroa portuguesa, escravizando povos e tomando suas as riquezas que encontraram? [Read more…]

Fenprof de regresso

Após as autárquicas, o sindicalismo reaparece

O futuro do PSD

O PSD à semelhança do PS, tende a ser um catch all party. Quando ocupam o poder as várias tendências ainda que procurem exercer influencia, submetem-se às lideranças, na oposição são um saco de gatos. Perante uma hecatombe como a que o PSD sofreu a nível autárquico, em bom rigor mais em 2013 que em 2017, mas agora esperavam recuperar alguma coisa e afinal ainda conseguiram passar do mau ao péssimo, ficam sem jobs para os boys and girls, deixando no desemprego muitos destacados militantes. [Read more…]