Assunção Cristas, chique a valer

Na apresentação da poderosa coligação que reúne CDS-PP, PPM e MPT em torno da candidatura de Assunção Cristas à CM de Lisboa, Gonçalo da Câmara Pereira, vice-presidente dos monárquicos, elogiou a candidata por ser, “acima de tudo“, “uma mulher casada, que provou, como a maioria das portuguesas pode trabalhar e ter filhos“, uma vez que “não descurou o trabalho e não descurou a casa“. Podíamos ficar horas à volta destas declarações, que colam a mulher ao papel de simples dona de casa, numa era em que os casais modernos dividem irmãmente as tarefas da lida, e que de resto nos transportam para as declarações de Paulo Portas em Setembro de 2015, que dissertava sobre o papel da mulheres na sociedade, que ” sabem que têm de organizar a casa e pagar as contas a dias certos, pensar nos mais velhos e cuidar dos mais novos“. Porque o homem, Deus nos livre e guarde, tem tarefas mais másculas para fazer. [Read more…]

Aeroporto Humberto Delgado

Embora, em tempo de três efes, tanto a ANA, como praticamente toda a comunicação social, se recusem a escrever o seu Nome, aquele aeroporto que fica em Lisboa chama-se Aeroporto Humberto Delgado. General Humberto Delgado.

O reforço laranja de Assunção Cristas

Carmona Rodrigues, o último social-democrata a conquistar a câmara de Lisboa, será o mandatário de Assunção Cristas na corrida autárquica de Outubro.

Para plano C, Teresa Leal Coelho está cheia de moral

É caso para dizer que humildade não lhe falta. O que de resto é de uma coragem que impressiona, vinda da protagonista do plano de recurso do PSD para a CM de Lisboa, que como sabemos agradou bastante à concelhia lisboeta.

Leio por aí que Fernando Medina, que nem eleito foi, irá obter umas das vitórias mais fáceis de todos os tempos. Mantenho as minhas reservas, claro, mas considerando o elevado nível de fanfarronice da candidata, que só avançou porque os restantes 4 ou 5 candidatos deram uma nega a Pedro Passos Coelho, tenho o pressentimento que será um belo de um passeio para o actual autarca da capital. Conseguirá Teresa Leal Coelho fazer pior que Fernando Seara em 2013?

via Diário de Notícias, foto de Natacha Cardoso/Global Imagens

O plano C de Pedro Passos Coelho

Após várias tentativas falhadas, Pedro Passos Coelho lá terá que recorrer ao seu núcleo duro para a corrida autárquica à capital. A escolha de Teresa Leal Coelho não foi ainda oficializada, é certo, mas como onde há fumo costuma haver fogo, a decisão do líder do partido, que fez ouvidos de mercador à concelhia lisboeta, é já encarada como dado adquirido pela esmagadora maioria da imprensa nacional.  [Read more…]

A luta de classes no PSD

Passamos dias a fio a ouvir Passos Coelho e respectiva corte falar na ameaça que a Geringonça representa para a democracia. Estalinismo para aqui, ataque às instituições para acolá, o paleio é sempre o mesmo, os profetas são sempre os mesmos e a profecia, apesar de revestida de vincada parvoíce, lá vai sendo propagada pela imprensa de esquerda que é controlada pela direita. Um festim para quem gosta de se rir com estas coisas.

Mas eis que, no meio da confusão em que se transformou a estratégia do PSD para as Autárquicas, somos confrontados com um exemplo de autoritarismo de Passos Coelho, que após várias tentativas falhadas, parece ter finalmente encontrado o seu candidato à maior autarquia do país. Se a escolha irá recair sobre Teresa Leal Coelho, um nome literal demais para correr bem, em breve ficaremos a saber. O que já sabemos, pelo menos a julgar pelo desabafo indignado de Mauro Xavier, publicado ontem no Facebook, é que a concelhia lisboeta não foi tida nem achada nesta escolha.  [Read more…]

Não vai correr bem

“Leal Coelho” é demasiado literal.

Rua do Amparo, Lisboa

2017-03-05 Rua d Amparo - Lisboa

O novo Aeroporto do Bloco Central

A 21 de outubro de 2016, na minha página de facebook, escrevi isto:

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Hoje ficou a coisa devidamente decidida. Como mandam as regras. E no twitter Romeu Monteiro lembrou isto:

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O Bloco Central nunca falha. Melhor dito, o “Arco da Governação” nunca falha. Mesmo agora que foi alargado e para além do PS, PSD e CDS já conta com o BE e a CDU.

A Lisboa das pessoas

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Pedro Guimarães

Sejamos realistas: para o peão lisboeta que vive fora do chiado, especialmente o mais incapacitado, a estrada é a opção que menos riscos apresenta à locomoção: Se por um lado há o risco de acabar debaixo de um carro, por outro, a perspectiva de caminhar numa superfície livre de obstáculos, lixo, embalagens de toda a espécie, entulho e dejectos caninos, parece infinitamente mais atractiva.

Radicalismo sem amor

Ao cuidado dos lisboetas, em particular aqueles que residem nos bairros sociais da cidade. Não se deixem enganar.

Video: Luis Vargas@Geringonça

Assunção Cristas decide chafurdar na lama

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Assunção Cristas quer mostrar serviço e, na falta de alternativas viáveis entre os órfãos de Portas, atirou-se de cabeça para a corrida eleitoral à câmara de Lisboa. Das duas, uma: ou consegue um resultado melhor que o conseguido por Portas em 2001 (7,59%), ficando automaticamente elegível para canonização, ou esbardalha-se com violência e regressa à base, enfraquecida mas sem grande risco de perder a liderança do partido que, a julgar pelas últimas internas, mais ninguém quer. Existe ainda a possibilidade de obter o apoio de Passos Coelho, que sem um candidato de peso para apresentar à capital, parece agora refém da líder do CDS-PP. E, com o apoio do PSD, não será muito difícil conseguir um resultado melhor que a humilhação a que a Pàf lisboeta foi submetida em 2013. [Read more…]

Refém de Assunção Cristas?

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Ainda falta um ano para as eleições nos 308 municípios portugueses, mas a contagem de espingardas já começou. Por muito que os líderes partidários teimem em afirmar que não fazem leituras nacionais dos resultados das eleições Autárquicas, a verdade é que essa leitura é feita e não raras são as vezes em que os resultados têm reflexo directo nas lideranças dos dois maiores partidos.

Em 2001, o PSD esmagou o PS nas urnas, levando António Guterres a demitir-se do cargo de primeiro-ministro e a abandonar a liderança do PS, e Durão Barroso ganhou as Legislativas do ano seguinte. Em 2013, poucos meses após a irrevogável crise governamental causada por Paulo Portas, e com os níveis de popularidade da coligação em queda livre, o PS passava a controlar praticamente metade do mapa autárquico, incluindo três dos quatro maiores municípios portugueses, com António Costa a assegurar maioria absoluta em Lisboa – tornando-se líder do partido um ano depois – enquanto Basílio Horta e Eduardo Vítor Rodrigues afastavam o PSD da governação de Sintra e Gaia. Em 2017, diga o que disser Pedro Passos Coelho, uma derrota autárquica será o fim da linha para o líder do PSD. [Read more…]

Lisboa: o futuro é agora

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Pedro Guimarães

Comboio turístico, destino Bairro da Graça.
Por aqui já perdemos os transportes públicos, a possibilidade de circular mais rápido do que a passo, o direito a usufruir dos miradouros, o acesso ao arrendamento, o direito ao descanso.

Não, não estou a exagerar.
Senão imaginem: miradouro da Sra. do Monte, destino de todas estas motinhas a dois tempos. Estacionamento não há, mas há segunda e terceira filas. Em quarta, quinta e por aí fora, à vontade, uns 15 tuk-tuks. Não sei, não consigo contar.
Outros tantos fazem fila, a circulação é absolutamente impossível. Estamos em Outubro, o Verão já la vai.
Ainda assim, a pressão é tanta que aos turistas não lhe é permitido mais do que três minutos para apreciar a paisagem e ouvir, em altos berros, uma data de barbaridades de inspiração pseudo-histórica. Da expulsão dos mouros infiéis ao grande terramoto de 1755 não distam mais do que 5 segundos de explicações.
Siga, toca a andar.

Rua dos Fanqueiros, Lisboa

victor melo - rua dos fanqueiros - lisboa

Victor Melo

Pordata Kids. Kids!?

pordatakidsÉ muito provável que os derivados do inglês venham a ser os crioulos do futuro, porque as ciências (incluindo algumas sociais)  e a tecnologia já se exprimem em língua inglesa ou, pelo menos, numa espécie de dialecto em que se misturam termos ingleses com resquícios da língua materna.

Ainda assim, continuo a acreditar que usar uma língua implica pensar sobre ela (e não apenas ficar a contemplar a sua evolução) e agir em sua defesa. É claro que defender a língua materna sem pensar poderia levar a exageros como preconizar que se substituísse Oxford por Oxónia, como já chegou a ser proposto. É igualmente claro que o português já está carregado de antigos empréstimos que acabaram por ser adquiridos, o que também faz parte da natureza das línguas. Por isso, e usando de um conservadorismo metódico, não combato palavras como “futebol”, mas irrita-me que as pessoas esperem feedbacks das propostas que fizeram. [Read more…]

♪ Cheira bem, ♫ cheira a eleições autárquicas ♪

Rossio_Lisboa_2007

Praça do Rossio, Lisboa, 2007 (wikimedia)

O que está a acontecer a Lisboa é inacreditável, não sei se quem vive noutros locais estará a par. Acontece que há autárquicas à porta e se existe algo que faça um autarca salivar,  as obras estarão no topo.

É a treta da segunda circular, o arrancar da calçada, a mesquita na Mouraria e agora isto do Jamaica, do Tokyo e do Europa que a Daniela relata.

Há um cardápio de obras que vão acontecendo ao sabor das autárquicas. As requalificações, os gimnodesportivos,  as rotundas, as estátuas nas rotundas, as lombas em tudo o que é passadeira (e que nada devem à segurança, como se pode constatar, por exemplo, em Soure).  E a lista poderia continuar.

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Carta de amor a Lisboa

Lisboa

Normalmente não gosto de colocar aqui publicações do facebook mas esta notícia supera-me. Ainda tive uma vaga esperança que fosse mentira. Não é.  Vivo em Lisboa desde sempre. Os meus pais iam ao Jamaica. A minha mãe ainda vai. Ainda há uns meses estive no Europa.

O Diogo Faro tem toda a razão. A Lisboa que eu amo não é esta Lisboa dos hostels, dos tuk-tuk, dos rankings, dos mercados, do diabo a quatro mais um hamburguer gourmet. Não é que os hamburguers gourmet não sejam bons mas eu posso comer um hamburguer com um ovo, bacon e compota de frutos silvestres em qualquer sítio do mundo. O que não posso é ir ao Bairro Alto em qualquer sítio do mundo e sentar-me nos degraus das casas com um copo de plástico. E lá ficar pela madrugada dentro já depois dos bares terem cumprido a hora do fecho. O que não posso é ir ao Europa ou ao Jamaica em Londres, está bem? Não posso ir aos alfarrabistas da Baixa em Berlim. Não posso ir a Nova Iorque e passar à porta de uma tasca e ouvir um marmanjo invariavelmente bêbado embrulhado num fado vadio. Não posso ir ás Catacumbas no Rio de Janeiro. Não posso ir ao Japão comer ameijoas no Baleal. Não posso pagar uma renda altíssima e desajustada ao nível de vida dos Portugueses só porque vivo no Castelo ou em Alfama. Na Suécia eu não posso ver a placa do Eça mesmo por cima do Nicola. Não posso sentar-me nos degraus do Dona Maria à espera que a peça comece enquanto vejo a malta a brincar nas fontes do Rossio.

A Lisboa que eu amo é a Lisboa das tascas, dos eléctricos vazios às oito da noite ou oito da manhã (A única hora em que se apanha lisboetas no eléctrico) das discotecas na Rua Nova do Carvalho, daquele kiosque no Príncipe Real, a Lisboa dos putos a empoleirarem-se nos coretos, é a Lisboa em que o dono de um salão de cabeleireiro para homens sabe a que horas acaba a hora de almoço do alfarrabista do lado e da modista em frente, é a Lisboa em que os bairros são pequenas aldeias onde toda a gente se conhece, onde há donos de restaurantes que já vinham do tempo dos nossos pais, dos nossos avós. A Lisboa que eu amo é a Lisboa do Galeto, do Stop, do Jesus (Do Goês).  É a Lisboa dos casais a namorar na rua do Alecrim enquanto estorvam quem quer passar. A Lisboa que eu amo é a Lisboa em que se grita na Bica “O Bairro Alto é que é!” e sai um insulto de uma janela porque só um lisboeta é que sabe onde acaba a Bica e começa o Bairro Alto. A Lisboa que eu amo é a Lisboa das lojas empoeiradas e despretensiosas, com bustos do Eça e do Herculano. A Lisboa dos miúdos – e miúdas – a andarem à “boleia” na porta de trás dos eléctricos. A Lisboa do Bairro onde se encontra toda a gente. A Lisboa que eu amo é a Lisboa dos prédios antigos, mal pintados, todos diferentes e desalinhados, a Lisboa descuidada, que parece que acabou de acordar, a Lisboa da calma do café ao fim da tarde ali nas Arcadas do Martinho ou no Miradouro da Graça. A Lisboa que eu amo é a Lisboa que se galga e conhece a pé, com muito esforço, e não numa coisa acolchoada que só faz barulho.

A Lisboa que eu amo merece mais do que este planeamento ridículo, do “dá dinheiro então faz-se”, sem visão, sem futuro, sem nada. Uma visão que só pretende tornar Lisboa, a minha Lisboa, numa cidade genérica, igual ás outras que foram ganhando fama à custa de rankings e restaurantes com estrelas michelin. Uma Lisboa sem lisboetas. E não me lixem, mas os lisboetas fazem Lisboa, os lisboetas são Lisboa. Ignorantes, curiosos, mal-dizentes, bairristas, mal-educados ou educados de mais, doidos por novidades mas detestando a mudança, com um respeito indiferente pela diferença. Isto são os lisboetas. Lisboa é deles. É nossa. É minha. E estragarem-ma é que não permito. Nem admito.

 

José Sócrates e o Abade de Faria

abade-faria“Isto anda tudo ligado” é uma frase divina, sendo prova disso a quantidade de vezes que o povo a repete. Já lá vamos.

Neste momento, a casa em que José Sócrates exerce o seu direito à prisão domiciliária está cercada de jornalistas que se dedicam à adivinhação, o que faz sentido, tendo em conta que não há jornal ou televisão que não tenha o seu astrólogo ou cartomante.

Entretanto, os canais noticiosos dedicam-se a filmar microfones, o que nos tem permitido saber ingredientes de uma pizza e pouco mais, embora não devamos subestimar a cozinha mediterrânica. Não me espantaria que hoje Marcelo Rebelo de Sousa se dedicasse a uma análise semiótica do fast-food socrático.

Mas não chega. Neste mundo em que a Comunicação Social mantém relações próximas com as artes divinatórias, ainda ninguém explicou por que razão José Sócrates foi viver para uma rua que homenageia o Abade de Faria. É que isto anda tudo ligado. [Read more…]

Postal já não sei de onde

Please proceed to departure gates

Este postal não tem fotografias. Porque apenas tirei duas hoje, uma delas selfie, enquanto fumava no aeroporto de Heathrow. Afinal este postal tem duas fotografias. Acordei um bocadinho depois das oito em Edimburgo. São quatro da manhã e estou praticamente a dormir, no sofá de minha casa, sentindo uma espécie de vazio, que o sono, de certeza, apagará. O voo de Edimburgo para Londres atrasou-se uma hora. O aeroporto de Edinburgo é muito organizado e moderno. Pela primeira vez entrei numa máquina que me fez um ‘body scan’. Não sei o que encontrou, se pode radiografar o princípio do vazio que sinto agora dentro. Seja como for, deixaram-me seguir para as portas de embarque. Estamos sempre a partir de qualquer lado, a atravessar portas, pessoas, dimensões e a derrubar barreiras, quando viajamos.
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Estações de comboios no centro da cidade é regra na Europa

comboios estacoes centrais na europa

Só um país com parolos no poder, suportados por parolos que os elegem, teria a ideia de retirar do centro da cidade uma estação de comboios.

A ver: Santa Apolónia: fora de linhas.

A ler: Santa Apolónia, que Manuel Salgado quer fechar, é a terceira estação do país

8 de Maio de 1945

manifestacao 8 maio lisboa

Manifestação em Lisboa no dia da Vitória. De notar os paus sem bandeira, as da URSS estavam proibidas.

Derrubar muros

Muçulmanos, judeus e cristãos oram juntos na mesquita de Lisboa.”

Poderemos?

Sobre este discurso de Pablo Iglesias, dirigente do Podemos, no comício internacional promovido pelo GUE/NGL na véspera da IX Convenção do Bloco de Esquerda, tenho a dizer que é a melhor peça de oratória e lucidez que ouvi em toda a minha vida, e já levo mais de 40 anos a ouvir, ou ler, discursos de esquerda. E a fábula do país onde os ratos votavam nos gatos até a tinha publicado em tempos no Aventar, o que me reduziu um bocado o efeito.

Em Portugal faltam-nos duas coisas: quem seja capaz de falar assim, mas antes de mais e sobretudo (quando são precisos os dirigentes sempre apareceram, é uma constatação histórica) quem o ouça.

E mais não digo por enquanto, vejam o vídeo.

Gonçalo Ribeiro Telles

Os capitalenses podiam ter votado num movimento cívico? podiam, mas ficavam sem cheias, perdia a piada toda.

A bátega e os parolos

cheias r padeirasÓ capitalenses, importam-se de parar com a figura ridícula que fazem quando vos chove na capital e desatam a berrar que a culpa é do presidente da Câmara?

Ando a ouvir-vos com essa ladainha desde que se pode dizer mal dos presidentes da câmara, que entretanto vão elegendo, sem pararem um bocadinho para ouvir quem bem vos avisou, o Ribeiro Teles, sobre uma coisa chamada impermeabilização dos solos, praticada ao longo de décadas por patos bravos, patos mansos e as patas que os pariram.

Claro que estais condenados a enxurradas até às vésperas da eternidade, ó parolos, cada vez que a precipitação é a sério, e dessas todos temos.

Tende tino. Eu tenho-o com a autoridade pluviosa de quem vive numa aldeia onde as cheias nunca falhavam um ano, andávamos de barco pelas ruas, lá nos íamos divertindo, até que um presidente da câmara resolveu o assunto (no caso um problema de vasos comunicantes criado por um idiota qualquer), e ninguém lhe agradeceu, pior, nem repararam nisso. Se calhar temos saudades. E estava aí em 1967, essa sim, uma catástrofe com assinatura: Salazar.

Imagem: Esplanada do Porta Larga, nas R. das Padeiras, Coimbra, data desconhecida.

Almada em Lisboa olhando Almada

Almada © S.A.

Polícia, mentiras e bordeis televisivos

Os inimigos das redes sociais, basicamente analfabetos envergonhados e malta que não gosta de convívio, proclamam entre os males das mesmas que o virtual é uma treta, um perigo e uma ilusão, ao vivo e olhos nos olhos é que é bom.
Ora parece que o pessoal adolescente decidiu dar-lhes ouvidos, e vai daí organizam-se em encontros de conhecidos virtuais, a que chamam meets (que saudades do velho meeting revolucionário, um anglicismo cuja origem nunca entendi).
Num desses encontros, e entre 600 presentes, dois micro-grupos envolveram-se à porrada, e duas garinas cometeram um assalto, perfeita rotina num centro comercial de grande dimensão, logo é chamada a autoridade, esta, a precisar de treinos, veio em força e desata à bordoada, pelo menos uma grávida e tudo. [Read more…]

Calor de volta

Quem autoriza isto merece ser presidente de Câmara?

segunda circular

Trânsito interrompido para montar publicidade que, claramente, está onde não devia estar. É este o António Costa, presidente da Câmara Municipal de Lisboa que autorizou isto, a arma de reserva para liderança do PS? Depois do viaduto da Galp (pago em mais de um terço pela CML) e das prioridades questionáveis, mais um exemplo de excelência de gestão autárquica.

Foto: Sandra Ribeiro / Pùblico