A dúvida

A leitura de uma entrevista ao historiador escocês Neill Lochery a propósito do seu novo livro “Porto, a entrada para o Mundo”, provocou-me uma enorme dúvida, daquelas que ficarão eternas porque assentam no pressuposto “e se…”.

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Imbecil Mor

Pedro Nuno Santos recordou que 90% dos turistas que chegam a Portugal vêm por via aérea e que, destes, cerca de METADE são trazidos pela TAP, sublinhando que a companhia aérea nacional é a maior exportadora nacional” e que “A TAP é demasiado importante para a deixarmos cair”

Primeiro, este imbecil que tem a mania que tem mau feitio e que é um “durão” nem se apercebe que o registo crispado a que, artificialmente, recorre não convence ninguém. Pelo contrário só o transforma num enorme pateta que ninguém respeita. E num tempo em que abundam os patetas, conseguir fazer-se notado pela patetice, é obra.

Segundo, este imbecil já nem disfarça e assume, expressamente, que para esta corja, Portugal se reduz à capital do império. O interesse nacional é o interesse de Lisboa. As necessidades nacionais são as necessidades de Lisboa. O resto do País quase exclusivamente composto por parolos inconvenientes, é-lhes tão próximo quanto a Nova Zelândia.

Terceiro, este imbecil como bom trafulha que é, mente com quantos dentes. No último ranking conhecido (2019), a TAP (na prática, a TAL, transportes aéreos de lisboa) nem aparece nas 10 maiores exportadoras nacionais. Mas, provavelmente, por circunstancias transitórias (aquisição de aviões), é a 2ª maior importadora (cfr https://www.jornaldenegocios.pt/empresas/detalhe/as-10-maiores-exportadoras-e-as-10-maiores-importadoras-de-2019).

Quarto, este imbecil acha que se repetir muitas vezes o que lhe interessa, a ilusão passa a ser real. A TAP (TAL) só é demasiado importante para ele e para a corja de que faz parte. Não compreendo e estou certo que pouca gente compreende, essa necessidade quase física de não abdicarmos de uma companhia de bandeira. Não tenho qualquer orgulho especial em ver o nome de Portugal pintado numa data de aviões. Principalmente quando o custo é o que tem sido e, pior, o que se prevê. Para que se perceba, esta injecção de 1.200 milhões de euros corresponde a um esforço de 120€ por cada Português. Por exemplo, numa Família típica, Pai, Mãe e 2 Filhos, traduz-se num custo de 480€. Perguntem-lhes o que preferem: um alívio fiscal de quase 500€ ou a sobrevivência da TAP (TAL). E atenção que essa sobrevivência vai ser nível “zombie”, nivel “morto-vivo” porque nos próximos tempos, muitas e muitas vezes lá terão de voltar a pagar mais 480€ para que os aviõezinhos continuem com a cauda pintada de verde e vermelho.

Pavões II

Para os “fofinhos” que andam por aí a verberarem contra quem tenta fomentar guerras norte/sul ou bairrismos desajustados, ficam estas notícias. Sempre podem dizer que são “fake news”.

De qualquer maneira e passando por cima da já conhecida incompetência da DGS que nesta pandemia tem atingido níveis muito perto de gerar responsabilidade criminal (num País decente era o que acontecia) e que, seguramente, não desconhece a data das festas de Santo António, fica este PR.

Um Presidente que, manifesta e despudoradamente, assume a defesa dos habitantes de uma região utilizando um argumento que além de falso (isso não é novidade) porque em todas as regiões se trabalhou durante a pandemia, é profunda e gravemente insultuoso para todos os outros Portugueses.

O vestir da camisola lisboeta é tão ostensivo e ofensivo quanto o grotesco plano de recuperação da TAP. Quer um quer a outra perderam a sua razão de ser enquanto instituições nacionais. Quer a TAP assumiu que é a TAL (Transportes Aéreos de Lisboa) como o PR optou por ser o PRL (Presidente da República de Lisboa).

E sempre para os fofinhos que apesar de continuamente sodomizados pelo centralismo petulante, ignorante, provinciano e despótico do poder lisboeta, continuam a achar que isto não passa de condenável exacerbar de bairrismos, deixem que lhes diga que não há qualquer guerra norte-sul. E porquê? Porque, primeiro não há uma dicotomia norte-sul. Há uma divisão Lisboa-resto do País.

Segundo, isto não é uma guerra. Isto são ataques contínuos e unilaterais perpetrados pelo poder central. Quem me dera que o resto do País tivesse o poder suficiente para poder responder e, aí sim, transformar esta desigual relação de forças numa guerra. Até porque estou absolutamente convencido que se o resto do País tivesse algum poder, isto não acontecia. A verdadeira razão para este imbecil despotismo não está em qualquer mirífica intelectualidade do poder central, mas tão só no cobarde aproveitamento da incapacidade de resposta do resto do País. Ah, e também na indolência e na mansidão que os fofinhos tanto veneram e fomentam.

Terceiro, esta desigualdade que se verifica há anos e anos, foi exponencialmente agravada pela pandemia. Enquanto uns acreditaram ingenuamente na união dos Portugueses, os pavões do Maghreb, insolente e cobardemente, não se inibiram de desqualificar e caluniar o resto do País. As nossas reacções são legítimas respostas às provocações que todos os dias sofremos e que, nos últimos tempos, ultrapassaram muito, mas mesmo muito, a linha do tolerável.

Quarto, pessoalmente, estaria a marimbar-me para as banais, imbecis e despropositadas manifestações de parolismo que o lisboeta tanto precisa de demonstrar. Basta para tal a resposta que um nortenho, um alentejano, um transmontano, etc., têm capacidade para dar. Até porque assenta numa alma e numa firmeza que o lisboeta não compreende, não alcança, mas teme. O problema é que este desplante está umbilicalmente ligado ao poder político. Este provincianismo alimenta e configura a administração central que por sua vez o remunera, protegendo-o.

E infelizmente o poder central ainda consegue determinar grande parte da minha vida

Pavões I

Para quem não acredita que além de todas as desgraças que penamos (pandemia, bancarrota, governo, dgs, etc.), temos neste País dois sistemas, duas leis, dois critérios, duas visões, etc.: a dos pavões parolos e a dos verdadeiros Portugueses que apesar de mansos (demasiado), ainda têm a lucidez de perceber o que é, realmente, importante.

Ó excrementos enfeitados do Maghreb que são tão dispensáveis neste País quanto uma Caneças em qualquer festa, VENCIDOS foram vossemecês anteontem pelas dignas gentes dos Açores que não hesitaram em, altruística e temporariamente, ter outro lar para não dificultar a vida a outros.

Enterro, também, tiveram vossemecês anteontem e, sem culpa de quem partiu, mais uma vez demonstraram o esterco que são. PR incluído.

Orgulho. Muito orgulho de quem sabe estar. De quem sabe ser. Porque isso é que é a verdadeira dignidade. E não ficamos em casa para evitar trabalho ou escola. Foi mesmo para evitar festa. É que a primeira é fácil. Até vossemecês conseguem. A segunda é para gente a sério.

Traduzindo em linguagem que possam compreender, imaginem um novo rico ridiculamente espampanante que olha embasbacado para o velho conde que do alto da sua longa linhagem, tranquilamente, exala carisma e nobreza. Agora, se conseguirem pôr os vossos dois neurónios a funcionar, entendam qual dos dois, vossemecês são.

Rasca

Este indivíduo redefine o que é ser rasca.

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Mania das Grandezas

Portugal, tal como o resto do mundo, está a atravessar uma pandemia. Devido à mesma, teremos enormes consequências na vida das pessoas, principalmente pelo abalo que a economia levou. Talvez algumas pessoas agora percebam que não é a economia que mata. Durante os últimos meses, os profissionais de saúde têm sido bastante elogiados pelo combate ao vírus. Chega a ser comovente a entrega destes profissionais que têm vidas humanas nas suas mãos. Em França, o Governo garantiu dar até 1500 euros de bónus a profissionais de saúde. Na Alemanha, vai ser aumentado o salário aos mesmos. [Read more…]

Nacional-parolismo em tempos de covid

PIC

Lamento ser o desmancha-prazeres, mas estou convencido que fomos a terceira ou quarta escolha para receber a final da Liga dos Campeões. Não deve haver muito quem se queira meter nisto, neste momento. E acrescento que isto pode correr duplamente mal. Por um lado, porque a zona de Lisboa está a braços com uma situação muito delicada, no que à propagação do vírus diz respeito. Por outro, porque se algo correr mal, nomeadamente a nível de contágios, os holofotes que chegarão de todo o mundo para cobrir a bola, serão os primeiros a crucificar a imagem imaculada que o turismo português ainda tem. E isso poderá causar danos irreparáveis da nossa galinha dos ovos de ouro.

Sei bem que não é uma opinião popular. O futebol é soberano e ai de quem se lhe oponha, seja lá de que maneira for. E essa soberania absoluta, quase totalitária, ficou bem evidente no momento de nacional-parolismo imortalizado pela foto em cima, com este grupo de simpáticos convivas, que, sem grande coisa para fazer, se reuniu para uma grande cerimónia protocolar de elogio desbragado ao grande conseguimento da pátria. Com honras de abertura de todos os telejornais, como se tivesse sido encontrada a cura para a covid-19. É o que temos.

“Andar de Transportes” *

Porto Invicto

tviContinua a campanha centralista por parte dos órgãos de comunicação. Continuamos a ter Lisboa considerada o arquétipo da perfeição e o resto do país como paisagem. Do Norte a Sul, os portugueses merecem respeito. O Porto também merece. Um Porto exemplar nesta luta que devia ser de todos. Uma luta contra as mentalidades mesquinhas que tentam diminuir o resto do país.

Ao contrário de muitas regiões que já se renderam à capital, o Porto diz não.

Sobre o futuro anexo ao aeroporto de Lisboa, conhecido como aeroporto do Montijo

Durante décadas falou-se em construir um novo aeroporto porque era preciso aumentar a capacidade e porque era perigoso ter um aeroporto ao lado da cidade. Consequentemente, o aeroporto de Lisboa seria encerrado.

Por isso, talvez tenha passado despercebido que a actual proposta recorrendo ao Montijo pressupõe que o actual aeroporto de Lisboa continue em operação. Mais, até se planeia a sua expansão. Está tudo explicado no comunicado da Vinci e ainda melhor ilustrado num vídeo produzido pela própria Vinci. Só faltou explicar porque é que o anterior perigo de ter um aeroporto no centro de Lisboa deixou de ser um problema.

Foi publicado na Nature, no passado dia 29 de Outubro, um artigo sobre a subida dos níveis da água do mar e o impacto nas zonas costeiras. A imagem seguinte é a projecção para 2030, portanto para daqui a 10 anos.

Subida do nível das águas – projecção para 2030 (fonte)

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Problema de expressão: Open Conventos

Devia ser como no cinema
A língua inglesa fica sempre bem
E nunca atraiçoa ninguém

Carlos Tê

 

Há uns tempos, escrevi sobre o Pordata Kids. Recentemente, descobri que uma outra iniciativa igualmente meritória foi baptizada e lançada no mundo com o nome Open Conventos.

Se o objectivo é chamar o turista estrangeiro, o que está ali a fazer, desavergonhada, uma palavra portuguesa? Se o alvo é o português, para quê uma palavra inglesa? “Conventos abertos” ou “Abrir os conventos” ou “Conventos desconhecidos” seriam disparates? Tu, leitor, sentir-te-ias menos cosmopolita e, ao mesmo tempo, menos português?

Enquanto se conhece o magnífico património arquitectónico, por que razão se desconsidera o linguístico? Será que somos tão saloios que não podemos participar em iniciativas anunciadas exclusivamente em português? Em vez de uma expressão que não está em nenhuma língua, não seria melhor publicar um anúncio com a mesma expressão em duas línguas, apelando ao indígena e chamando o estrangeiro?

Não sei, talvez já não seja o timing certo para fazer estas perguntas. Fico a aguardar o vosso feedback.

 

Gaia é a cidade com mais desempregados do país

O Jornal de Notícias chama hoje à sua primeira página uma notícia sobre a descida da taxa de desemprego nos municípios portugueses, dando bizarro destaque à evolução desses números em Vila Nova de Gaia e apresentando este município como um “campeão” na descida do número de pessoas desempregadas. Acontece que o JN distorce completamente os dados, manipulando a informação e usando valores absolutos para comparar aquilo que só pode ser comparado com valores relativos de variação. Para o JN, se Gaia baixou o número de desempregados, entre 2012 e 2018, de 33.428 para 16.793, recuperando 16.635 postos de trabalho, teve uma evolução muito melhor do que Almada, por exemplo, que passou de 9.812 desempregados, em 2012, para 5.768 em 2018, recuperando “apenas” 4.044 empregos. O que o Jornal de Notícias omite é que, em termos relativos, que é o que interessa, Almada teve uma variação do número de desempregados de -58,7%, enquanto Gaia teve apenas de -50,2%, atrás de Almada, de Matosinhos e até do Porto.

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De como as greves da IP estranhamente não afectam a Fertagus: Ou como transformar uma greve na IP numa greve na CP

fertagus

maquinistas.org

Segundo a Instrução de Exploração Técnica n.º 6 da IP, Infraestruturas de Portugal (IET 06), a mesa inserida na área suburbana de Lisboa, debaixo do controlo do Supervisor 1, que comanda a circulação entre a Estação de Coina e Pinhal Novo e entre o Barreiro e Pinhal Novo é a mesa 1.3. Debaixo do controlo do mesmo Supervisor 1, está a mesa 1.4 que comanda a circulação de comboios entre o Pinhal Novo (exclusive) e Vale da Rosa. Isto é, tanto os comboios da Fertagus que circulam entre Coina e Setúbal, como os comboios da CP Lisboa que circulam entre Barreiro e Praias do Sado, são controlados exactamente pelas mesmas mesas de operação e respectivos operadores. [Read more…]

Estação do Oriente, Lisboa


Foto:jmc

A Madonna quer um parque de estacionamento? Arranjem-lhe antes um visto Gold!

Fotografia: Paulo Spranger/Global Notícias@Diário de Notícias

Parece que todos os partidos políticos, com excepção do PS, claro, estão muito indignados com a atribuição de uma espécie de parque de estacionamento no centro de Lisboa, a preço de saldo, à investidora estrangeira Madonna. Algo que, tanto quanto pude apurar, não é propriamente um exclusivo desenvolvido a pensar na Material Girl.

Não conheço os contornos do caso, pelo que me absterei de tomar uma posição, não obstante ser contra qualquer tipo de borla injustificada para elites e quejandos. Passei por aqui apenas para confirmar se o CDS e o PSD que se indignaram com este caso são os mesmos que criaram os vistos Gold para que uma série de mafiosos chineses, russos e afins pudessem adquirir nacionalidade portuguesa em regime de liquidação total. Não são, pois não?

O dia em que o polvo autárquico tremeu

via Expresso

Durante a manhã de ontem, a PJ efectuou cerca de 70 buscas na zona de Lisboa, tendo por alvos a sede concelhia do PS, a sede nacional do PSD, a sede da comissão distrital do PSD, os serviços centrais de Urbanismo da CML e três freguesias governadas pelo PSD: Areeiro, Santo António e Estrela. Outras buscas, que se estenderam a outras geografias, visaram ainda instalações partidárias e escritórios de advogados.

Em causa estão suspeitas de crimes de corrupção passiva, tráfico de influência, participação económica em negócio e financiamento proibido. Segundo o MP, citado pelo Expresso, “Um grupo de indivíduos ligados às estruturas de partido político, desenvolveram entre si influências destinadas a alcançar a celebração de contratos públicos, incluindo avenças com pessoas singulares e outras posições estratégicas”.

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A privatização do Infarmed

O “grupo de trabalho” criado para avaliar o impacto da mudança do Infarmed de Lisboa para o Porto produziu um relatório onde afirma, entre outras coisas, que se deve “contemplar em legislação excepcional compensações aos funcionários em deslocação ou alterar a natureza jurídica do Infarmed, de instituto público para entidade reguladora independente”.

Ou seja, se o Infarmed não vai para o Porto a bem, vai a mal:

– Privatiza-se.

Não seria este, afinal, o principal objectivo desta polémica?

Portugal à venda

Diz assim o anúncio:

Quer residir ou investir em Portugal? Nos dias 15 e 18 de Maio, vamos ter duas sessões de apresentação exclusivas sobre o mercado imobiliário em Portugal, os regimes de incentivo ao investimento (Visto Gold e Residentes Não-Habituais) e reuniões individuais para esclarecimento de dúvidas.

e é da empresa JLL:

uma consultora internacional especializada na prestação de serviços de imobiliário para clientes que procuram obter valor acrescentado na promoção, na ocupação ou no investimento imobiliário. Com mais de 300 escritórios em 80 países, servimos as necessidades locais, regionais e mundiais de clientes, fazendo crescer a nossa empresa ao longo do processo.

Impacto disto, já real, é:

“Fundos imobiliários, bancos e seguradoras compraram ruas inteiras e as consequências são desastrosas”.

E o resultado, também já real ou a caminho disso, é este:

Quando se olha para o que se está a passar em Lisboa (e no Porto) percebe-se essa tendência. Os centros das cidades estão a ser ocupados por quem tem dinheiro para investir e isso vai conduzir à desertificação dos cidadãos locais, mesmo daqueles que, como classe média, ainda tentavam resistir. E Portugal, nesse aspecto, surge como um lugar seguro para elites francesas ou brasileiras. O centro das cidades começa a parecer-se com enormes condomínios privados. Um dia destes os presidentes das juntas de freguesia da parte central de Lisboa serão eleitos por eles próprios, porque não haverá eleitores. Ou seja, a democracia está a suicidar-se com esta aparente “economia de mercado”.

Tudo, mas TUDO, se transforma em mercadoria. Vencem os poderosos.

É uma história muito simples. Tão simples e que tanto dói.

O SIRESP do mar

Por “apenas” um milhão de euros.

Imagem: site RTP

As considerações de uma caranguejola a caminho do desastre eleitoral

Foto: Alberto Frias@Expresso

Passos Coelho afirmou ontem que não considera Assunção Cristas “uma adversária”. Já Cristas não parece sequer considerar Teresa Leal Coelho, pelo menos a julgar pelo comício desta Quinta-feira, no qual considerou ser “a única alternativa” a Fernando Medina, a quem a sondagem do Expresso, jornal a considerar para quem quer saber o que se passa no país, atribui maioria absoluta.

Perante este conjunto de considerações, penso ser legítimo considerar que Assunção Cristas se está nas tintas para os Coelhos laranjas, até porque se prepara para os ultrapassar pela direita na capital, apesar do táxi que vai a reboque deles na esmagadora maioria dos municípios portugueses. Irá o desastre eleitoral que se avizinha colocar um ponto final na caranguejola? É algo a ter em consideração.

Laranjas à batatada na capital

e outros “exercícios cósmicos, para não dizer repugnantes“.

Eu não lhe chamaria sobrevivência, Passos

é mais lutar para não ficar atrás da líder do pequeno partido à vossa direita (ou será à esquerda?) e evitar o pior resultado de sempre em Lisboa, o que não será tarefa fácil, pelo menos a julgar pelas sondagens.

Lisboa very typical

lisboa_turismo_typical[Pedro Guimarães]

Em cima, o very typical subsídio de inserção social no limiar da pobreza. Em baixo, a malta dos pequenos-almoços de 15 euros (tosta de abacate e Cappuccino) sempre com o seu inseparável macbook onde fazem “cenas” enquanto mastigam a olhar para o display Retina. Se alguém tivesse iniciativas que juntassem o andar de cima com o andar de baixo, isso sim, seria de valor. A iniciativa privada tem medo dessas coisas porque é, em larga medida, ignorante e não sabe como fazer. Até lá, vai ser sempre hipsters vs pobres – ou, posto de outra forma, intolerantes ao glúten e à lactose vs gente que come o que houver. (disclaimer: nada contra ninguém, só acho que conseguimos melhor do que isto).

Assunção Cristas, chique a valer

Na apresentação da poderosa coligação que reúne CDS-PP, PPM e MPT em torno da candidatura de Assunção Cristas à CM de Lisboa, Gonçalo da Câmara Pereira, vice-presidente dos monárquicos, elogiou a candidata por ser, “acima de tudo“, “uma mulher casada, que provou, como a maioria das portuguesas pode trabalhar e ter filhos“, uma vez que “não descurou o trabalho e não descurou a casa“. Podíamos ficar horas à volta destas declarações, que colam a mulher ao papel de simples dona de casa, numa era em que os casais modernos dividem irmãmente as tarefas da lida, e que de resto nos transportam para as declarações de Paulo Portas em Setembro de 2015, que dissertava sobre o papel da mulheres na sociedade, que ” sabem que têm de organizar a casa e pagar as contas a dias certos, pensar nos mais velhos e cuidar dos mais novos“. Porque o homem, Deus nos livre e guarde, tem tarefas mais másculas para fazer. [Read more…]

Aeroporto Humberto Delgado

Embora, em tempo de três efes, tanto a ANA, como praticamente toda a comunicação social, se recusem a escrever o seu Nome, aquele aeroporto que fica em Lisboa chama-se Aeroporto Humberto Delgado. General Humberto Delgado.

O reforço laranja de Assunção Cristas

Carmona Rodrigues, o último social-democrata a conquistar a câmara de Lisboa, será o mandatário de Assunção Cristas na corrida autárquica de Outubro.

Para plano C, Teresa Leal Coelho está cheia de moral

É caso para dizer que humildade não lhe falta. O que de resto é de uma coragem que impressiona, vinda da protagonista do plano de recurso do PSD para a CM de Lisboa, que como sabemos agradou bastante à concelhia lisboeta.

Leio por aí que Fernando Medina, que nem eleito foi, irá obter umas das vitórias mais fáceis de todos os tempos. Mantenho as minhas reservas, claro, mas considerando o elevado nível de fanfarronice da candidata, que só avançou porque os restantes 4 ou 5 candidatos deram uma nega a Pedro Passos Coelho, tenho o pressentimento que será um belo de um passeio para o actual autarca da capital. Conseguirá Teresa Leal Coelho fazer pior que Fernando Seara em 2013?

via Diário de Notícias, foto de Natacha Cardoso/Global Imagens

O plano C de Pedro Passos Coelho

Após várias tentativas falhadas, Pedro Passos Coelho lá terá que recorrer ao seu núcleo duro para a corrida autárquica à capital. A escolha de Teresa Leal Coelho não foi ainda oficializada, é certo, mas como onde há fumo costuma haver fogo, a decisão do líder do partido, que fez ouvidos de mercador à concelhia lisboeta, é já encarada como dado adquirido pela esmagadora maioria da imprensa nacional.  [Read more…]

A luta de classes no PSD

Passamos dias a fio a ouvir Passos Coelho e respectiva corte falar na ameaça que a Geringonça representa para a democracia. Estalinismo para aqui, ataque às instituições para acolá, o paleio é sempre o mesmo, os profetas são sempre os mesmos e a profecia, apesar de revestida de vincada parvoíce, lá vai sendo propagada pela imprensa de esquerda que é controlada pela direita. Um festim para quem gosta de se rir com estas coisas.

Mas eis que, no meio da confusão em que se transformou a estratégia do PSD para as Autárquicas, somos confrontados com um exemplo de autoritarismo de Passos Coelho, que após várias tentativas falhadas, parece ter finalmente encontrado o seu candidato à maior autarquia do país. Se a escolha irá recair sobre Teresa Leal Coelho, um nome literal demais para correr bem, em breve ficaremos a saber. O que já sabemos, pelo menos a julgar pelo desabafo indignado de Mauro Xavier, publicado ontem no Facebook, é que a concelhia lisboeta não foi tida nem achada nesta escolha.  [Read more…]

Não vai correr bem

“Leal Coelho” é demasiado literal.