Hipocrisia política e especulação imobiliária – conclusão

Afinal era tudo uma campanha orquestrada e demitiu-se. Em termos políticos Ricardo Robles pertence ao passado, o BE é afinal um partido igual aos outros. Só isto, nada mais está em causa…

Oportunismo político…

Para viabilizar um executivo PS, André Ventura já não é racista? 

PSD – ML, a sério, isto é gozo ou foi o 1º de Abril que chegou mais cedo?

Definitivamente o PSD desistiu de vencer as eleições para a CML. Acusar Fernando Medina de ser liberal e apostar em mais regulação? Só podem querer afugentar ainda mais os potenciais eleitores. Regular turismo, proibir tuk-tuks em benefício dos taxistas é algo que nunca esperei ver como proposta eleitoral dos sociais-democratas. E ainda há quem os considere Direita liberal. Qualquer lisboeta que defenda liberdade política e económica, deve abster-se de votar PSD em Lisboa no dia 1 de Outubro.

Só mesmo a propósito da calçada

calcadaA calçada à portuguesa, tal como o nome indica, é originária de Portugal, tendo surgido tal como a conhecemos em meados do século XIX. Apesar de os pavimentos calcetados terem surgido no reino por volta de 1500, a calçada à portuguesa, tal como a entendemos hoje, foi iniciada em meados do séc. XIX. A chamada “calçada à portuguesa”, em calcário branco e negro, caracteriza-se pela forma irregular de aplicação das pedras. Todavia, o tipo de aplicação mais utilizado hoje, desde meados do séc. XX, designado por “calçada portuguesa”, é aplicado com cubos, e tem um enquadramento diagonal.”

Para além de ser um pavimento, a calçada tem um valor cultural e simbólico profundo. E não é preciso dizer isto aos lisboetas, porque é um sentimento, e não admira que as reacções ao seu retiro sejam emocionais. Mas, depois, é como se a catarse da indignação fosse suficiente, pronto, como já disse que sou contra, já fiz o que estava ao meu alcance. Ora como isso nada adianta, é bom saber o que o Plano de Acessibilidade Pedonal da Câmara Municipal de Lisboa (CML) entende por “orientar o uso da calçada portuguesa na cidade nos próximos anos e não removê-la”. [Read more…]

Pizzo

Começa pelos hotéis, um Euro por noite, até um máximo de 7 Euros por cliente. Em seguida virão as chegadas ao aeroporto. Iniciada a extorsão será difícil parar o apetite do polvo e não custa a crer que outras autarquias venham a seguir este triste e lamentável exemplo…

Favores políticos

Muito contribuiram ao longo dos anos para o estado do país. E não parece haver fim à vista

Natação obrigatória

Dedicado aos meus conterrâneos lisboetas, que vivem hoje o resultado da má gestão camarária. Após o desastre das primeiras chuvadas, que terão surpreendido muita gente, os escoamentos permanecem por limpar, com o resultado que se vê.

Seara, um ‘tachista’ derrotado mas obstinado

O ‘tachista’ Seara sofreu a 2.ª derrota. Agora no Tribunal da Relação de Lisboa, a ratificar a recusa da candidatura pelo Cível de Lisboa.

Para fundamentar pareceres com rigor, comecemos por ver a Lei n.º 46/2005, de 29 de Agosto que começa por estabelecer:

Art.º 1.º, n.º 1: O presidente de câmara municipal e de junta de freguesia só podem ser eleitos para três mandatos consecutivos…

O PR alegou haver um erro na redacção desta lei, ao indicar presidente de câmara municipal e de junta, em vez da câmara e da junta.

Na interpretação de muitos cidadãos, a quem o PR chamaria cidadões, a proposição de reveste o texto legislativo de um carácter mais amplo, a função em qualquer ponto do país, em vez de parcela territorial. Considere-se a seguinte abordagem do Ciberdúvidas:

 Perguntas

De Caldas / das Caldas Dina Aleixo – jornalista – Torres Vedras,  

[Pergunta] Qual das duas é a construção correcta: «de Caldas da Rainha» ou «das Caldas da Rainha»?

[Resposta]

Em das Caldas da Rainha, empregamos o artigo definido as (das=de as); em de Caldas da Rainha, não empregamos esse artigo. Não há regra nenhuma para sabermos quando devemos ou não empregar o artigo definido antes de tal ou tal topónimo. Temos de seguir a fala da gente da respectiva terra. Por isso, devemos dizer a Figueira da Foz, o Porto, o Cacém, a Guarda, em Alvito, porque é assim mesmo que dizem os naturais de cada uma dessas terras. Se quisermos falar correctamente, temos de dizer:

Venho das Caldas da Rainha (ou somente venho das Caldas). Vou para as Caldas. Moro nas Caldas. É assim que dizem os naturais de lá.

José Neves Henriques – 02/07/2009

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Inaugure-se a Alameda Helena Matos!

No Blasfémias não se trabalha ao Domingo. É pecado. E quando um ou outro, por motivos imperativos e (a)patrióticos tem de defender o Coelho no santo dia, sente-se obrigado a cumprir os sacramentos da hóstia consagrada e da confissão. O blasfemo bloguer vai à Igreja de S. Roque para a sagrada penitência.

Cumprido o dever, de alma purificada e enfunada de sublime felicidade, dirige-se de seguida à Brasileira do Chiado, nas proximidades, olha com desdém para a estátua do Pessoa e bate-se com o café e o bolinho.

Por força do condicionamento da regra da publicação ou das normas de expiação, a inauguração da Avenida Álvaro Cunhal, por António Costa, ontem Sábado, favoreceu Helena Matos que, assim, não cometeu qualquer transgressão ‘blogueriana’. No tempo regulamentar, pôde fazer a defesa da abertura de uma Avenida António Oliveira Salazar em Lisboa. Justamente porque, alega a comediante, o que António Costa disse de Cunhal pode dizer-se ipsis verbis de Salazar.

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Ou Há Moralidade Ou…

aeroporto do portoCâmara do Porto exige igualdade de tratamento face à Câmara de Lisboa.

Em causa estão os terrenos onde está o Aeroporto de Sá Carneiro

Olhos doces

Ando em guerra com a Câmara Municipal de Lisboa há muitos anos. Ainda garoto, detestei a política abacaxizeira que o edil Krus Abecassis garantia poder transformar Lisboa em coisa irreconhecível. Mais uns anos e teria levado a sua avante, mas o seu legado destruidor prosseguiu alegremente, agora sob a égide da temível dupla “vai tudo abaixo!” Costa/Salgado.
Mas hoje não é este o tema. Os jornais noticiam a abertura de uma “casa” que pretende cuidar dos interesses daquelas raparigas que face à lei vigente, estão “naquela esquina à espera de taxi e sob a vigilância de um guarda-costas à força”.
A segurança, a saúde pública e tão ou mais importante, o direito das ditas raparigas, impõe a legalização e devida regulamentação da actividade. Não valerá a pena voltarem aqueles dois diferenciados grupos de sempre, com argumentários de “Marias Madalenas” ou “filhas de Lenine”. Basta.

Extorsão

A maior diferença que encontro entre a EMEL e Camorra, reside na protecção que a primeira goza na legislação produzida pelo seu dono, em interesse próprio… De resto, ambas praticam a extorsão como actividade.

Os ratos são os primeiros a abandonar o navio…

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… e os boys de um governo em queda são os primeiros a agarrarem-se aos tachos. Depois da boyada do Paulo Campos, mais um exemplo de ética republicana.

Em relação a este tal Pedro Silva Gomes tenho a manifestar a minha inveja (sim, inveja; longe de mim sentir repúdio por esta falta de vergonha na cara). Porque sendo licenciado, já tenho habilitações a mais para ser Vogal de um Conselho de Administração. Como me falta um curso da Avon Cosmetics International, não posso aspirar ao cargo de Administrador. E agora, por ter mais de 26 anos de idade, não poderei ser assessor do Gabinete de Apoio ao Agrupamento Político dos Vereadores do PS. Ah, não ser militante em partido político algum (e no PS em particular) é capaz também de ser um impedimento.

Como se vê, isto de crise não é bem para todos.