Impostos, receita e despesa 1977-2013

 

A infografia original e o respectivo texto de análise podem ser consultados aqui.

Comments

  1. Luís says:

    Excelente Jorge!
    Serviço público que tira muitas dúvidas e esclarece muitas coisas!
    Cumps

  2. Maquiavel says:

    Um nórdico olhou para isto e comentou “… mas… em 40 anos NUNCA conseguiram ter um superavite orçamental???”…
    Qual e quando foi o mínimo histórico do défice?

    • jorge fliscorno says:

      Quando tiver tempo acrescento mais uma curva neste gráfico: receitas extraordinárias vindas de privatizações e truques (nacionalização de fundos de pensões, por exemplo).

      «Qual e quando foi o mínimo histórico do défice?»

      Tenho uns gráficos aqui:
      http://fliscorno.blogspot.pt/2010/02/pordata-base-de-dados-sobre-portugal.html

      Este também é giro:
      http://aventar.eu/2010/11/24/pib-portugal-1976-2009-com-enquadramento-poltico/

      Mas quanto ao défice, há ainda um importante aspecto a ter em conta. O défice oficial é aquele que resulta de medidas extraordinárias. Mais interessante do que esse é o gráfico sem essas receitas, pois isso é que ilustra bem o problema do país.

      Finalmente, fala-se muito no défice mas a balança comercial parece ficar sempre esquecida. Uma balança comercial deficitária em 10% ao ano (valores típicos portugueses) significa que a cada 10 anos estamos na banca rota. Todo este esforço de mais impostos que agora nos está a afogar será inútil se a balança comercial não se reequilibrar.

      • Maquiavel says:

        Muitíssimo obrigado!

        E agora vou “amandar” uma bomba: Os portugueses pagam poucos impostos!
        Hein?
        Daqui: http://www.ucm.es/info/ec/jec13/Ponencias/politica%20economica%20y%20construccion%20europea/Evolucion%20del%20esfuerzo%20fiscal%20en%20Espana.pdf
        pagina 09: Evolución de la presión fiscal de 1975 a 2005 en los países de a OCDE
        (Suécia 1975: 41,2%; Portugal 1975: 19,7%; … ; Suécia 2008: 47,1%; Portugal 2008 36,5%)
        pagina 11: Presión fiscal y gasto social (como % PIB)

        • jorge fliscorno says:

          «Os portugueses pagam poucos impostos!»

          Depende. Eu até podia entregar, eventualmente, 100% dos meus rendimentos ao estado se ele me proporcionasse as mesmas coisas que agora tenho.

          A questão não será se pagamos poucos ou muitos impostos mas sim o que é o estado me dá de volta com esses impostos pagos. Por exemplo, na Alemanha, que conheço de lá ter vivido, um solteiro pagará à volta de 50% de impostos. Mas (quase) não paga autoestradas, pode ir a qualquer médico que queira (não existe esta dicotomia de médicos públicos/médicos privados), os transportes públicos são espectaculares, todas as tuas têm passeio e ciclo-via, … Por aí fora.

          Depois há também a questão da ideologia. Em que sociedade queremos viver? Numa onde a dependência do estado é máxima (este dá tudo, da saúde à comida, passando pela educação, segurança,….) ou queremos viver num estado mínimo que apenas assegure a segurança, a coesão nacional e pouco mais? Eu preferia viver num estado que me cobrasse muito menos impostos e onde eu pudesse, com esse dinheiro, tomar as minhas opções. Mas gostaria que algumas coisas fosse asseguradas pelo estado, além dos mínimos: educação e saúde mas sem a dicotomia público/privado (com o conceito de seguradoras públicas onde todos teriam o seu seguro de saúde, tipo http://www.aok.de). Talvez mais algumas coisas. Tenho pensado no assunto mas ainda não consegui definir a linha de separação.

          • Maquiavel says:

            Fizeste muito bem em ires buscar a Alemanha, à qual Portugal se tornou “fisco-ponderalmente equivalente” nos 36,5%.
            O alemäo tem muito mais retorno dos impostos que um português, porque o Estado alemäo é muito mais eficiente (veja-se por exemplo que a companhia ferroviária alemä DB é 100% pública e tem lucros anuais de 2.000 milhöes de €, mesmo com muitas “linhas deficitárias”).
            E tens outra coisa na Alemanha: atendendo a
            http://en.wikipedia.org/wiki/List_of_sovereign_states_in_Europe_by_net_average_wage
            um finlandês tem mais rendimento disponível que um alemäo… pois é, mas como o IVA finlandês é muito mais alto, especialmente nos alimentos, o alemäo é que acaba por ter mais rendimento disponível, digamos, líquido ou efectivo, e acaba por consumir mais, logo gerando maior PIB, etc. etc.!

            Eu näo quero viver nem numa sociedade de Estado mínimo nem numa sociedade de Estado máximo, quero é viver numa Sociedade de Bem-Estar do tipo nórdico, i.e., com um Estado… adequado! 😀
            A linha de separaçäo? Igualdade de oportunidades (e näo de resultados). Por isso a meu ver o Ensino e a Saúde têm de ser universais e gratuitos. Quantos descobridores da cura para doenças morreram por näo conseguirem pagar a assistência médica, ou tiveram de abandonar os estudos por näo os conseguir pagar?


          • O teu último parágrafo dá-me vontade de te dar um beijo nas beiças. Expande sobre o assunto (mas cuidado com os teus co-bloggers – qualquer dia és um “perigoso neo-liberal”, seja lá que raio isso signifique).

          • jorge fliscorno says:

            Bolas, antes a albanização da economia 🙂

          • jorge fliscorno says:

            «a companhia ferroviária alemä DB é 100% pública e tem lucros anuais de 2.000 milhöes de €»
            Pois, mas a DB não inventa horários absolutamente inúteis e ligações que não funcionam como a CP faz: http://fliscorno.blogspot.pt/2010/01/o-inexplicavel-caso-da-cp-ainda.html

            «Igualdade de oportunidades»
            Sim, acho que é uma boa bitola, para manter a terminologia ferroviária, para escolher umas coisas e outras não.

          • Maquiavel says:

            Näo é “Pois, mas a DB”, é “Pois, porque a DB”.
            Ou entäo pareces estar a dizer que os alemäes até com horários absolutamente inúteis e ligações que não funcionam utilizariam os comboios! 😀


  3. Não concordo com tudo – se os ricaços têm saúde e ensino de borla eo pago ?? que se siram do puívbico e prvado quando lhes apetecer – mas no público com eperação e coias caras que paguem não a taxa moderadore mas 50% do preço que pagariam no privado – já basta eu andar a yter menos para que os que trabalharam 5 anos a ganhar 100 vezes mais do que eu – não e não – sirvam-se do que quizerem mas paguem mais do eu senão até eu pago TUDO só para ricos e do ensino já não parecido e da Saúde graças a Deus preciso POUCO – hoe por exemplo fiz uma TAC às tripas – paquei 18 euros na CUF – a que propósitos ricos pagam 18 euros também e de consulta há dias paquei menos de 2 euros – a que propósito os ricaços pagam o mesmo ??
    e a CUF e privado apenas que atendem TODOS – o SNS já não pode ser assim – são eles que têm os topos de gama e +++ etc – paquem de acordo com o seu IRS que eu agora teri de pagar mais para eles pagaram tanto como eu – puta que os pariu – já não pode ser como foi – mude-se de novo – os ricos ficam sempre mais ricos e se pagam gas luz TV – net tanto como eu, tudo bem mas saude e Ensino NÂO E NÂO E NÂO – este país é uma engorda de PORCOS e já basta pagar farmácia tanto como eu (aceio??) – aceito – ensino e sa+úde não NÂO NÂO NÂO NÂO – e ainda têm subsídios para o ensino PRIVADO – o raio que os parta – querem sempre e só regalias e eu não tenho regalias – pago TUDO TUDO até o trapo de lavar o chão e o sabão e a fruta do mesmo preço – não e não e não

    • jorge fliscorno says:

      Os hospitais privados são uma ilusão e descobri-o, infelizmente, por mim mesmo. O que recomendo a todos é que quem tenha uma urgência que fuja do hospital privado. Encontrará, sem dúvida, uma simpática e vistosa equipa na recepção mas, o que importa, o médico, não é garantido que lá esteja. Ora uma urgência que se seja urgência não é compatível com uma espera por médico que esteja de prevenção chegue ou que acabe uma consulta. Porque a questão é esta: as urgências não são passíveis de ser planeadas porque podem vir doentes ou não. Um privado está para fazer lucro, logo não vai ter ali, por exemplo, um cardiologista à espera de quem não prometeu. Mas se lá chega alguém com uma urgência cardíaca…

      • Maquiavel says:

        Os hospitais privados säo uma beleza: só fazem o que tem risco mínimo/lucro máximo, qualquer coisa que “dê mais despesa”, é-se mandado logo para o público.
        Exemplo: uma amiga foi parir a um privado, porque era suposto ter melhores condiçöes, mas foram täo competentes que se gerou uma infecçäo gravíssima, e foi logo mandada para a Maternidade Alfredo da Costa, onde a filha passou 2 semanas em estado crítico. Graças ao pessoal da MAC a menina salvou-se.
        Exemplo: um familiar foi ser operada a um privado, porque näo restringiam as horas de visitas (o operador que seria o mesmo do hospital público marcou o dia e deu-lhe a escolher). Foi-lhes dado uma requisiçäo em branco à Cruz Vermelha Portuguesa para pedirem quanto sangue fosse preciso, sem mais perguntas. No fim da operaçäo, a conta a pagar tinha umas centenas de euros de “aluguer do sangue” (sim, as freiras queriam que pagássemos pelo sangue que lhes arranjámos de borla). Até o operador quando soube da tramóia subiu pelas paredes.
        Näo säo hospitais privados, säo vampiros sugadores de dinheiro!


  4. Para terem uma ideia gráfica onde estão as despesas do OE2013, podem ver aqui:

    http://www.pouparmelhor.com/noticias/graficos-do-orcamento-de-estado-2013/

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