Um excendente de pobrezinhos na Comporta

Fotografia: Joaquim Norte Sousa@Expresso

Um excedente de 1,3 mil milhões nas contas do terceiro trimestre da Administração Pública é o mais recente conseguimento do CR7 do Eurogrupo, Mário Centeno. O resultado, revela o Expresso, é fruto de um crescimento de 5,4% da receita (que é como quem diz os nossos impostos mais umas taxinhas), superior aos 2,2% registados do lado da despesa (parcialmente cativada). Mas um tipo olha para aquilo e pensa “Porra, para quem está habituado e ver tudo no vermelho, um excedentezinho não é nada mau!”.

O que sucede? [Read more…]

Loucura nos combustíveis

Gasóleo acima de 1.5 euros e gasolina acima de 1.6 euros. Por menos, houve grande agitação no tempo dos governos Sócrates. Entretanto, todos amoleceram com a porrada da TINA e, agora, Costa dá-se ao luxo de manter o valor do ISP apesar dos valores em alta do crude.

Para quem se tenha esquecido, a promessa foi de baixar o ISP caso o petróleo aumentasse de preço.

Já se parava com esta brincadeira, não?

Dar com uma mão e tirar com a outra em números (e outros actos circenses)

Um bom antídoto para a ameaça das fake news. Do mestre Luís Vargas, da herege Geringonça.

Cum-Ex-Files ou O bruto ataque de banqueiros, milionários e advogados aos cidadãos europeus – e a letargia dos governos

Mais uma vez, vêm jornalistas a valer demonstrar que estes governos bananas que nos regem são, no mínimo, incompetentes para cercear a perícia dos tubarões, com efeitos materiais e morais devastadoramente danosos para os cidadãos.

19 órgãos de comunicação de 12 países associaram-se ao colectivo alemão “Correktiv” e analisaram 180.000 páginas de arquivos confidenciais, entrevistaram testemunhas-chave, encenaram uma armadilha e descobriram o maior roubo de impostos na Europa: 55 mil milhões de euros. Para isso, os criminosos de gravata usaram “Tax Deals“, movimentando rapidamente pacotes multimilionários de acções e conseguindo obter assim reembolsos de impostos fictícios e atordoantes. Com o negócio Cum-Ex e as suas variantes, impostos pagos uma vez foram também reembolsados várias vezes.

Para cúmulo, os governos da própria UE não se informam mutuamente de questões desta natureza: apesar de já ter detectado o truque há anos, o governo alemão não informou os outros governos europeus.

Provando-se assim uma vez mais que a crise de legitimidade e credibilidade dos governos é provocada pelos próprios. Basta pensar nas guerrinhas para aumentar salários mínimos ou o quadro de professores, frente à dimensão destes roubos que deixam acontecer.

País de brincadeira…

O roubo continua…

Podem vender Portugal como paraíso turístico, associar-lhe moda e até um certo glamour, promover os seus encantos e tradições, o país tem múltiplos encantos que farão a delícia dos turistas, mas aos nacionais está reservado um verdadeiro inferno.
Os rendimentos de quem trabalha são divididos com o Estado, que se comporta como proxeneta ficando com metade do rendimento alheio. Quando abastecemos combustíveis seja para trabalho ou lazer, aproximadamente dois terços do valor da factura são impostos. Em 2016 perante a baixa de receitas provocada pela baixa do preço do crude nos mercados, o governo resolveu criar uma sobretaxa adicional, para que o Estado não perdesse receitas. Em 2018 com a subida, faz tábua rasa da promessa, ficamos já a perceber o quanto vale a palavra destes aldrabões, quem quiser enfie a cabeça tipo avestruz ou siga em manada, mas a verdade é que não têm palavra. Mas pior, a muleta BE e sua líder Catarina que suporta a geringonça, após tanto berrar contra Centeno e sua política económica, na hora da verdade, meteu a viola no saco e cedeu à chantagem. Não pense o estimado leitor que dou o mínimo de crédito à oposição, porque não o merecem, se algo já me habituei foi que prometem quando estão de fora e assim que chegam ao poder arranjam mil desculpas para não cumprir, isto quando não aumentam impostos ao arrepio de tudo o que anteriormente prometeram. [Read more…]

Políticos a brincar com a economia…

Primeiro é Donald Trump que ameaça desatar a taxar tudo e mais alguma coisa que venda nos EUA, sob o pretexto de proteger empregos americanos, para agradar a algum eleitorado nos chamados swing states. Canadá, U.E. e China, cada um à sua maneira, respondem. Protecionismo provoca aumento de impostos sobre produtos, que as empresas repassam sempre para o preço. Depois admiram-se com a deslocalização da produção, faz muito bem a mítica Harley-Davidson e muitas outras, colocarem o negócio tão longe quanto possível dos políticos e da política…

Tem razão, senhor jornalista

Só há dinheiro para a banca e para as PPP (que quase é um pleonasmo para banca).

Não tens nada que agradecer, Sporting

Nunca falta dinheiro para salvar bancos. Nunca. Pode faltar na Saúde, na Educação, na Acção Social ou na Cultura, mas para salvar bancos, o que muitas vezes significa assumir calotes de devedores multimilionários que, pela posição que ocupam, poucos ousam incomodar, nunca falta um cêntimo.

De igual forma, nunca falta nos bancos dinheiro para salvar clubes de futebol. Pode faltar para as famílias, pode faltar para as empresas de outros sectores de actividade, mas para salvar clubes de futebol, o que muitas vezes significa assumir os custos de operações que, por mero acaso do destino, encheram os bolsos de meia-dúzia de agentes e dirigentes desportivos, também não falta um cêntimo que seja. [Read more…]

As contas públicas e o garrote fiscal

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Via Diário de Notícias

O governo reviu em baixa os valores do défice para 2018, que passa de 1% para 0,7% do PIB, sendo que a mais recente projecção para o crescimento económico deste ano cresce uma décima face ao previsto no Orçamento de Estado, com o PIB a avançar 2,3%.

Perante esta sucessão de números animadores, os mais animadores em muitos anos, seria expectável uma maior folga orçamental para a população portuguesa. Seria expectável uma diminuição mais acentuada da carga fiscal e uma melhoria dos serviços públicos, que cada vez menos se distinguem dos tempos da Troika, nomeadamente em áreas como a Saúde e a Educação. Mas não é isso que está a acontecer. [Read more…]

O Tributo

A pesca do Leviatã com a vara dos sete elementos da tribo de Jessé, tendo por isco o crucifixo.Herrad Von Landsberg, Hortus delicarum (c.1180)

A propriedade do súbdito não exclui o domínio do soberano, mas apenas o de outros súbditos.
T. Hobbes, Leviatã

Em teoria, as pessoas pagam impostos para financiar o funcionamento do Estado e assegurar os serviços públicos que ele presta. Mas se o Estado presta cada vez menos serviços, por que motivo continuam as pessoas a pagar (cada vez mais) impostos?

Parece um paradoxo, mas na realidade não é.

É que as pessoas não pagam impostos. Pagam um tributo (Autoridade Tributária) ao Soberano que, por sua vez, detém e domina o Estado. Esse Soberano é uma elite de cidadãos à qual não se aplicam as regras do Estado de Direito Democrático, pois está acima dele, dos seus poderes e das suas instituições.

Ninguém, com efeito, pode alguma vez transferir para outrem a sua potência e, consequentemente, o seu direito, a ponto de deixar de ser um homem. Nem tão pouco haverá soberano algum que possa fazer tudo aquilo que quer.
B. de Espinosa, TT-P

Ano novo, impostos novos

Governo anuncia aumento do imposto sobre os combustíveis
O Imposto Sobre Produtos Petrolíferos e Energéticos (ISP) vai ser aumentado a partir de segunda-feira [amanhã], segundo uma portaria publicada hoje [31/12/2017] pelo Governo em Diário da República. [DN, 31/12/2017]

A taxa do ISP aplicável à gasolina passa a ser, respectivamente, 0,556 euros e 0,343 euros por litro para gasolina* e gasóleo, o que se traduz num aumento de 0,9 cêntimos por litro de gasolina e de 0,6 cêntimos por litro de gasóleo.

Escolher o dia da passagem de ano para anunciar este aumento é uma sacanice em dose dupla. Primeiro, por aumentar os impostos num produto cujo preço já é maioritariamente composto por impostos e, em segundo lugar, por novamente se ir pelo caminho de anunciar medidas quando os portugueses andam entretidos com outras coisas. Pelo andar da carroça, já estou a olhar para o calendário para me preparar para futuras más notícias.

* com teor de chumbo igual ou inferior a 0,013 g por litro

 

Sugestão

Tem sido um sucessivo fracasso aproximar os cidadãos da política e dos partidos políticos.

Por isso, aqui vai uma sugestão.

Que tal fazer o contrário e aproximar os partidos políticos da realidade do cidadão e da generalidade das empresas, e acabar com as isenções de impostos de que beneficiam e, também, pô-los a pagar taxas de justiça e custas judiciais?

Talvez, assim, sempre que viessem falar das dificuldades do povo e do custo de vida, de como a justiça é cara, e outras coisas do género, soasse um pouco melhor.

É só uma sugestão.

Entretanto: Bom Ano Novo!

Inferno fiscal

Os parasitas que (des)governam Portugal procuram anestesiar cidadãos baixando impostos directos, aumentando em simultâneo os indirectos. À partida sabem que a esmagadora maioria dos portugueses não dão conta do alastramento deste vírus, pode-se olhar para o montante retido em IRS ou total no último recibo do ano, mas poucos fazem o cálculo numa factura, até porque apenas aparece o IVA. Esta praga avança silenciosa pelos bolsos de quem aufere rendimentos ou cria riqueza. Contas feitas no final o contribuinte paga sempre mais, para o Estado o céu é o limite, enquanto a despesa pública segue desgovernada e sem travões, alimentando a tralha clientelar que faz render votos… Imposto é roubo!

Quem tudo quer, tudo perde…

Não é o primeiro nem será o último artista francês a fugir do esbulho fiscal.

Algumas Leis parecem existir para serem ignoradas

Quer-me parecer que esta parvoíce será tão útil quanto o limite de velocidade nas auto-estradas. E seguramente trará menos dinheiro aos cofres do Estado por via das coimas. Para cúmulo é discriminatória e imoral, por penalizar os cidadãos nacionais.

No caminho certo

Macron, um exemplo a seguir na U.E.

E porque não?

Vou pedir aos leitores uma coisa simples: a leitura de um artigo de opinião sobre a possibilidade de uma taxa de IVA de 50%. Primeiro tentem ler sem complexos, sem ideias feitas e depois tirem as vossas conclusões.

Será esta a solução? Não sei. Existe melhor? Não sei. Responda quem saiba.

Afinal, o Diabo está nos relatórios da UTAO

Pelo menos neste.

Impostos “à la esquerda”

Um aplauso para Assunção Cristas, que teve visão suficiente para perceber o que nos esperava e desmontou o embuste. Um “orçamento de austeridade à la esquerda“, pleno de impostos esmagadores que arruinariam o país, deixando-a à mercê do geringonçismo parasita.

Só que não. Pelo menos a julgar pela análise do Conselho de Finanças Públicas, revelada esta semana, que aponta para uma queda da carga fiscal em 2016, a primeira desde 2012. Já nem o CFP da Dra. Teodora Cardoso escapa à sovietização em curso. Mas não nos deixemos enganar: o maior assalto fiscal de sempre começou no dia 1 de Fevereiro de 2017. Portugal nunca mais será o mesmo após o brutal aumento de impostos sobre os refrigerantes.

Imagem via Uma Página Numa Rede Social

Eles comem tudo e não deixam nada

Segundo o Expresso, “Fisco e Segurança Social levam 41,5% do salário médio dos portugueses“. A menos que, claro, tenha os recursos necessários para praticar a santíssima evasão fiscal, grito do Ipiranga da minoria multimilionária oprimida. Caso pertença a esta sofredora minoria, enclausurada neste país esquerdalho de confiscos mil, poderá ainda acumular a fuga aos impostos com financiamentos variados, custeados pelos palermas sem acesso ao liberalismo das Ilhas Caimão, bem como beneficiar de uma das muitas amnistias fiscais que os governantes do arco têm para lhe oferecer. Tudo isto à distância de um par de luvas, de uma simpática contribuição para a próxima campanha eleitoral ou de um lugar num conselho de administração perto de si. Não perca esta oportunidade e empreenda já!

Porque mentiu Paulo Núncio?

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Quando o caso emergiu, Paulo Núncio tentou atirar as responsabilidades para a Autoridade Tributária (AT). Porém, rapidamente foi desarmado pela AT, que explicou que a publicação dos dados referentes a transferências offshore para 2011 dependiam da autorização e de um despacho governamental. A situação manteve-se durante toda a vigência do mandato do ex-secretário de Estado dos Assuntos Fiscais (SEAF).

Encostado à parede, Núncio lá teve que dar razão à AT e assumir a responsabilidade política pela não publicação dos dados em causa, remetendo Luís Montenegro e a sua indignação de ocasião para o embaraço total, o que é sempre bonito de se ver. Para a história fica uma atitude soez e indigna do antigo SEAF, que tentou esquivar-se às suas responsabilidades, nem que para isso fosse necessário queimar a AT. E fica também o triste papel protagonizado por Passos Coelho, mais um, quando por estes dias afirmava, convicto, não estar em causa qualquer tipo de responsabilidade política.  [Read more…]

As ameaças da penhora de casa e a vista larga do fisco para as offshores

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Autora: Isabel Faria

Nos últimos anos de vida, o meu pai deixou de conseguir conduzir. Um dia, sem mesmo eu saber, vendeu o carro velhote. Quem o comprou não tratou do seu abate. O meu pai não percebeu logo isso. Melhor, felizmente, acho que nunca percebeu isso.
Durante o ano de 2014, estando o meu pai no Lar, começaram a chegar a casa dos meus pais, cartas das Finanças para pagar os IUC de 2011, 2012 e de 2013. Porque eu não estava lá, e o meu pai também não, não soubemos de todas as notificações… imediatamente. Por isso, paguei mais de 800 euros para saldar uma dívida inicial de trinta e tal. Foi um acréscimo de 2000%! Ainda tentei pagar o IUC de 2014, sem penalizações, mas já era tarde. Deveria ter sido pago em Março e só tive conhecimento da obrigação em Maio! A penalização veio em forma de mais uma carta, juntamente com mais uma ameaça qualquer de penhora da reforma, da casa, da vida do meu pai… ou da minha. [Read more…]

Paraísos fiscais, bancos centrais e políticos…

Ao contrário do que muitos julgam, fruto da confusão instalada no decurso da luta política, a existência de paraísos fiscais não é benéfica para a economia, porque prejudica a livre concorrência, ao não colocar em pé de igualdade as pequenas e grandes empresas. Por isso os governos, EUA e UK à cabeça as mantêm e controlam com mão de ferro. Nas ditaduras é óbvio, mas também nas democracias os governos gostam de se imiscuir na actividade económica, seja através de políticas expansionistas com o fim de iludir eleitores e conquistar votos, seja em negócios mais ou menos promíscuos, que acabam sempre favorecendo corporações ou grandes empresas instaladas, o que naturalmente procuram esconder. [Read more…]

Aguarda-se…

A douta opinião dos que passam o tempo incomodados com a Holanda, Irlanda ou Luxemburgo…

Estes governantes são uns pândegos…

Continuo sem perceber a razão porque os sucessivos governos preferem enterrar o que chamam dinheiro público, na verdade é dinheiro esbulhado ao contribuinte, nos Bancos portugueses. Primeiro Sócrates não permitiu a falência do BPN e BPP, mais tarde Passos Coelho fez o mesmo com o BES e por último António Costa com o BANIF. A somar a tudo isto ainda temos os juros pagos à troika, pelo empréstimo destinado a ajudar o sistema financeiro, que supostamente ficaria forte, mas não ficou. [Read more…]

O maior assalto fiscal de sempre começa amanhã

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Esta posta não tem nada a ver com Vítor Gaspar. Mas sempre que penso em enormes aumentos de impostos, é o director do FMI que me vem à cabeça. Por esse motivo, e porque amanhã se inicia um dos mais violentos assaltos ao contribuinte de que há memória, decidi usar este belo sorriso do nosso saudoso antigo ministro. Esteja ele onde estiver, absorto em exceis ou a disparar chumbo grosso no próprio pé, estou certo que estará a sorrir e a pensar: “Queixastes-vos de mim, gastadores? Então sofrei agora nas mãos dos estalinistas e chorai, ingratos!” [Read more…]

Fernando Ultrarico tem razão.

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Os contribuintes continuam a pagar os custos da banca.

Crónicas do Rochedo XII – Alguma coisa deve estar errada…

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De Valência (Espanha) à Maia são pouco mais de 900 quilómetros. No caso em apreço, de Valência a Chaves são cerca de 800 quilómetros. Sem utilizar qualquer alternativa às auto-estradas espanholas, o valor pago em portagens neste percurso até chaves são €12,30 (podendo ser zero evitando o túnel de Guadarrama nos arredores de Madrid). Por sua vez, de Chaves à Maia são cerca de 140 quilómetros e €11,25 de portagens (classe 1).

Em Espanha o gasóleo varia entre os €0,98 e €1,08. Aqui, a coisa anda entre os €1,27 nas auto-estradas e os €1,17 nos postos mais baratos. Uma botija de gás custa em Espanha, em média, metade do que custa em Portugal. Os produtos de supermercado, salvo raras excepções, são praticamente todos iguais ou ligeiramente inferiores. Bens de primeira necessidade como água, pão ou leite equiparam-se nos preços. Porém, os salários são bem diferentes: O salário médio bruto em Espanha anda nos €1.640 mensais para uma carga fiscal de 21,5%  (contra os €986 em Portugal e uma carga fiscal de 28,3%).

Como compreender estas diferenças? Alguma coisa deve estar errada…

O Imposto Portas tem de acabar

Rampas de garagem pagam taxa em estradas nacionais. Portaria é de Outubro de 2015 e já há proprietários a serem intimados pela GNR para regularizar a situação.” Portanto, Passos Coelho. Sem alteração de Costa. Lembram-se da conversa da direita sobre taxas e taxinhas? Pela boca morre o peixe, ó hipócritas da paf. E vamos lá falar de reversões, António Costa, ou isso é só para a capa de noticiários?

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